quinta-feira, 30 de abril de 2009

Apple planeja novo dispositivo


Imagem: CNET.

Antes, meros rumores. Fabricantes asiáticos recebendo encomendas de telas LCD com especificações estranhas, contratações inesperadas, entre outros sinais e sintomas que a levam a turma dos blogues especializados a pirar.
Contudo, agora as coisas parecem esquentar mesmo, e muito, para os lados de Cupertino.
A CNN e o sítio especializado em tecnologia CNET, citando artigo publicado no The Wall Street Journal, informam que a Apple está planejando lançar algo que chamam de mobile minitablet.
Um dispositivo de médio tamanho, algo entre o iPhone e o Macbook, mas certamente um pouco maior que o Kindle 2, da Amazon. Seria mais portátil que um notebook e não terá teclado (deve ser todo com tecnologia touchscreen).
O que é ou o que deverá ser exatamente, deve estar guardado a mais de sete chaves na Califórnia. Mas a Apple já começou o movimento de deixar vazar pequenos fragmentos de informação para publicações de alta credibilidade, de maneira a criar aquela expectativa, ou o que frequentemente batizamos de rufar de tambores.
Bem. O próximo encontro da Apple com seus consumidores está marcado para 8 a 12 de junho, durante a WWDC 2009. Por enquanto, estão previstos os lançamentos de um novo MAC OS X Snow Leopard, um novo firmware para o iPhone 3G (iPhone OS 3.0), e quem sabe até um novo iPhone. Mas quem sabe, além disso, não venha outro gadget matador.
À conferir.

Barros Barreto prepara seus profissionais para a gripe suína


Esta é a imagem do auditório do hospital agora há pouco. Tinha gente em pé para assistir a palestra/treinamento feita pela infectologista Rita Medeiros.
A incomum audiência, reflete uma certa apreensão dos profissionais de saúde com mais esta doença emergente, aos pouquinhos, alçada à condição de pandemia pela OMS. E vem num momento em que a OMS faz um especial alerta para o risco de transmissão da doença nos hospitais.
Os profissionais, se preparam para a luta, adquirindo cada vez mais e mais informações. Ênfase especial está sendo feita aos profissionais que trabalham em ambientes fechados como UTIs , Isolamentos e Centros Cirúrgicos. Estes, além das rotinas universais de biossegurança, (lavagem das mãos, uso de capotes, gorros e luvas) devem utilizar máscaras especiais, conhecidas como N95, capazes de fornecer maior proteção, durante a maior exposição à doença.

Estas máscaras, também chamadas de "respiradores", possuem a desvantagem de serem muito desconfortáveis de utilizar. Mas devem ser utilizadas pelos profissionais que lidarem com doenças que se transmitem através de gotículas, em ambientes fechados. Dentre elas, é importante salientar, não está incluída apenas a gripe suína, mas também inúmeras outras, configurando o chamado ambiente de isolamento respiratório. A tuberculose é um exemplo de doença que exije o seu uso. E os profissionais do Barros Barreto já estão acostumados a utilizá-las nestas circunstâncias. Soma-se agora, mais uma situação em que elas estarão absolutamente indicadas.
Já em ambientes abertos, recomenda-se tão somente as máscaras cirúrgicas aplicadas tanto no paciente quanto nos seus assistentes como médicos, enfermeiras, maqueiros entre outros.
As informações acima, estão estritamente direcionadas aos profissionais de saúde. À população em geral, deve seguir as cautelas e precauções disponíveis no sítio do Ministério da Saúde.

"Tua goela é uma fornalha"

Hoje é um dia triste na vida de muita gente: 30 de abril, o prazo fatal para a declaração de ajuste anual com o detestável Receita Federal, assim como para depositar o dinheirim do governo, se você não é daqueles privilegiados que conseguem restituição. Também é dia de azáfama na Internet e na vida dos contadores – estes, os únicos com alguma propensão de felicidade nesta data, seja porque aumenta o faturamento devido ao maior atendimento a clientes, seja porque conhecem os meios para que esse faturamento não escoe pelo sumidouro que é a fazenda pública.
Admiro os contadores. Sujeitos afortunados, eles! E um ilustre membro dessa categoria me provou como tenho perdido dinheiro nos últimos anos, por não saber preencher uma declaração que preste! E, por favor, não estou falando em sonegação, mas em usar os mecanismos legais que nos permitem economizar, mecanismos dos quais eu não tinha a menor ideia.
Este ano, minha declaração não ficou para a última hora. E a tristeza de ter que pagar imposto, além do muito que já me foi roubado na fonte, é compensada pelo alívio na intensidade do prejuízo, sensivelmente reduzido em relação aos anos anteriores. Afinal, este ano tenho uma dependente! E além do desconto geral com ela, ainda contam as despesas médicas. Afinal, bebês consomem uma fábula com as vacinas dos primeiros meses de vida. Além da satisfação por saber que garanti a imunização de minha filha, ainda posso comemorar a aplicação do dinheiro: melhor gastar o meu com uma clínica do que com o governo. Aliás, dar dinheiro para qualquer picolezeiro de rua é melhor do que dá-lo para o governo, porque sabemos para onde vai e usufruímos dele, de algum modo.
Quanto à revolta pelo que se faz com o produto da arrecadação neste país de corruptos, cansei de falar disso. Só consigo me recordar da canção O leão, gravada por Fagner para o musical que a Rede Globo exibiu no dia das crianças de 1980, A arca de Noé, com composições de Vinícius de Moraes, de onde extraí o verso que dá título a esta postagem.
Com efeito, a goela da Receita Federal é uma fornalha insaciável e perversa. E assim como o leão retratado na canção assiste placidamente à luta entre um tigre e um leopardo, até que os dois se cansam para então matar um com cada mão, o Leão do governo passa o ano inteiro assistindo ao brasileiro trabalhar, esfalfar-se para ganhar o seu salário, para sobreviver, para tentar crescer, e quando chega esta época mata cada um de nós com uma titânica mordida.
Na imagem, uma representação simplificada do sistema tributário brasileiro, mostrando o governo e você, contribuinte.
E aí, Leão, foi Deus quem te fez ou não?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Histórias do Murubira: a árvore


Imagem: Carlos Barretto (2009)*

Estas sementes aí de cima, tem uma história. Permitam-me compartilhá-la com vocês.

São de uma árvore muito bonita, que a prefeitura uma vez plantou, na ocasião da última reforma no muro de arrimo da praia de Murubira, no Mosqueiro. A árvore sempre encantou a mim e a meus filhos pelo caule longo e copa muito ampla, mas, principalmente, pelas belas sementes que dava. Espalhava pelo chão centenas de sementinhas de cor vermelho vivo e brilhante.
Com elas, feito um ábaco, ensinei-os a contar, ainda em tenra idade. E guardava sempre as sementes recolhidas em uma velha farinheira de madeira.

Um dia, após uma forte tempestade, um raio fulminaria nossa querida atração. Foi um choque para todos. A tristeza foi muito grande. Após algum tempo, ruminando aquela tristeza, decidimos que devíamos plantar uma daquelas sementes. Desejávamos ver uma árvore igual aquela que deixara de existir, em toda sua exuberância, espalhando suas sementes na porta de nossa casa. Foi então que, recolhemos algumas sementes e as trouxemos a Belém. Ao chegar em casa, conseguimos um vasinho e plantamos com todo o esmero. Após alguns dias, para nossa alegria, eis que surgia um belo broto. Por semanas, o broto cresceu e se tornou um plantinha de cerca de 20 cm. Chegava a hora de tirá-la do vasinho e transportá-la para o lugar definitivo.

Na primeira oportunidade, levamos com todo o cuidado o vasinho de volta para o Mosqueiro. Meu filho mais velho, então com 7 anos, carregava o vasinho com tanto cuidado, que parecia ser seu último pertence. Chegamos como sempre à noite e logo pusemos mãos à obra.
Estudamos o lugar de morada definitiva da plantinha. Atravessamos a rua, olhamos a casa bem de frente. Com atenção, observamos que a casa já possuía um velho flamboyant, plantado por minha mãe do lado esquerdo, (pouco depois da construção da casa, que tem mais de 60 anos), e decidimos que deveríamos plantar a nova futura árvore do lado direito. Assim, equilibraríamos a visão da entrada principal e ganharíamos sombra em uma área que por muitos anos recebia o sol frontal da tarde.

Assim foi feito. No período inicial, tudo era pura ansiedade. Será que ela se adaptaria bem no local escolhido? Aceitaria o destino que lhe estávamos propondo? Os caseiros saberiam valorizar a mudança que estávamos implantando? As dúvidas eram muitas.

Mas o tempo passava e a cada fim-de-semana que íamos a Mosqueiro, logo corríamos para conferir seu desenvolvimento. Em pouco menos de 3 meses, a planta cresceu um pouquinho mas, deixou ver mais galhos e mostrava inegáveis sinais de felicidade. Aliviados, constatávamos que a idéia se sedimentava com tranquilidade.

Os tempos passaram. O menor, na época do plantio com 3 anos, agora tirava fotografias com o exato tamanho da pequena árvore, fazendo questão de segurar seu caule com as pequenas mãozinhas. O mais velho, já ultrapassava e muito a sua altura. Até que, finalmente, as coisas começaram a se inverter. Eles cresciam. Mas a árvore, dava de 20 a zero neles. Espantados, foram pegando cada vez mais gosto pelo seu acompanhamento. Toda vez que chegávamos no Murubira, eles logo corriam para a frente da casa gritando:

- A árvore! A árvore!

Pois agora, passados quase 10 anos de seu plantio, a árvore esparrama suas sementes diariamente no gramado. A generosa sombra que ela proporciona, agora nos permite botar uma rede e dormir no terraço, sentindo os ventos e ouvindo as marés.

No momento, estamos em nova fase. Recolhemos sempre todas as sementes que podemos e guardamos na velha farinheira de madeira. Algumas se perderam. Outras, após conseguirmos uma vez mais a cumplicidade dos caseiros e de seus filhos, foram ficando e enchendo a farinheira. E hoje, é tudo isso que temos.

Uma farinheira inteirinha, cheia de felicidade.

*Não sei a razão mas, toda a vez que publico uma imagem, o blogger se encarrega de deixá-la anêmica. Já as submeto a alguma edição prévia, carregando na saturação. Mesmo assim, elas acabam deste jeito, como se necessitassem de sulfato ferroso.

Mais sobre o assunto em:

Gatos escaldados...



Os novaiorquinos viveram ontem um grande susto. Um Boeing 747 acompanhado de 2 caças F16, sobrevoou à baixa altitude a ilha de Manhattan. Houve pânico, correria e 7000 pessoas teriam sido evacuadas dos prédios. Depois, veio a informação que se tratava do Air Force One, que autorizado pela Agência Federal de Aviação (FAA), fazia um vôo especial para atualizar seu arquivo de imagens de divulgação, tendo como fundo a estátua da liberdade. O presidente Obama não estava à bordo e, segundo informações de seu porta voz, sequer sabia do fato, o que obrigou a Casa Branca a fazer um pedido formal de desculpas aos moradores daquela traumatizada cidade americana. Há informações de que o presidente americano teria ficado furioso com o ocorrido.

No Brasil, já houve um tempo onde tínhamos medo até de curica sobrevoando nossos céus.

Leia mais sobre o ocorrido, no The New York Times.

Dêem uma Chance aos Guarani-Kaiowá

Quase a caminho de dormir, antes de ordenar ao computador o desligar, leio uma matéria sobre a situação de iniquidade em que se encontra o povo indígena Guarani-Kaiowá, no Mato-Grosso do Sul. Quando trabalhei há cinco anos na Secretaria de Gestão daInformação do Ministério do Desenvolvimento Social tive pela primeira vez contato com essa tragédia brasileira. Na ocasião me foi solicitado que integrasse equipe com o objetivo de avaliar em campo aquele drama social.
Preferí elaborar um levantamento bibliográfico que contribuísse para a tomada de decisão governamental frente àquela tragédia. Isto significava esclarecer, ou melhor, trazer ao primeiro plano do discurso, a síntese causal relacionada ao problema vital desses indígenas, que estavam organizados em território contido na interseção das fronteiras brasileira e paraguaia. Sim, os Guarani-Kaiowá ocupam um território binacional, porque os povos indígenas organizam-se culturalmente a partir de razões históricas que antecedem e são superiores à consolidação das fronteiras dos estados nacionais latino-americanos derivados da conquista portuguesa e espanhola.
Mas os maiores males a eles impostos estão relacionados à tomada suas terras desde a década de 90 a favor do chamado agro-negócio da soja, o que levou a uma agressiva e ilegal redução territorial, a destruição de seus valores culturais e a inevitável decadência dos costumes por meio da prostituição, do banditismo e do alcoolismo. Na esteira desses males estão associados outros que traduzem o desencanto desse povo com o futuro, conforme expressam o abandono, a desnutrição e a elevada mortalidade infantil e o suicídio entre adultos-jovens ali contados.
Sei o quanto é difícil para nós, não índios, superar os preconceitos herdados e compreender a profundidade dessa tragédia humanitária, autóctone, ainda que sejamos sensíveis a outras como a exemplo as dos povos africanos, das vítimas do conflito árabe-israelense, ou dos ataques terroristas de 11 de setembro. Mas ai está: os Guaranis-Kaiowás representam nesse momento a maior tragédia nacional de uma minoria brasileira, que ecoa no século XXI a barbarie da colonização iniciada com o achamento do Brasil em 1500.
Para que não tenhamos dúvida do quanto é urgente a tomada de posição do governo brasileiro sobre o assunto, basta sabermos que os Guarani-Kaiowá registram hoje a taxa de um suicídio a cada 10 dias, o que em breve os levará à extinção. Logo, chega de ninguém se incomodar, de não garantirmos para esse povo a retomada de suas terras sem prejuízo de outras ações que integram o conjunto de medidas humanitárias de que eles necessitam.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Netbook, agora com Android



Já tem nome e preço o primeiro netbook com o sistema operacional do Google, Android (o mesmo que equipa o HTC G1). Trata-se do Alpha 680, fabricado por uma obscura empresa chinesa chamada Skytone. Vem equipado com um modestíssimo processador ARM11 de 533 Mhz. Para saber mais detalhes sobre suas configurações, é bom dar uma passada no sítio da empresa. Preço sugerido: 250 dólares.
Esse, seria um ultra-mini-micro netbook então?

Gripe suína no Google Maps


Veja a Gripe Suína H1N1 em um mapa maior

Acompanhe a progressão de mais uma possível pandemia, graças as rápidas conexões aéreas.
Em rosa estão os casos suspeitos. Em púrpura os confirmados. Em amarelo os negativos.
O mapa é clicável e funciona como o Google Earth. Use seu mouse, amplie ou reduza a área de abrangência. Ou então, clique no link abaixo do mapa, para vê-lo inteiro no Google Maps.
Já fizemos usos menos assutadores deste recurso do Google Maps.

Twitter e CDC na luta contra a gripe suína



Quem diria. O federal CDC (Centers for Disease Control and Prevention), entra na onda do microblogging adotando o Twitter. Uma ótima idéia para disseminar informações mais atualizadas sobre o curso da Gripe Suína. Não perca o CDCemergency.
aqui, você encontra tudo o que precisa saber sobre mais esta doença emergente. Combata o pânico com a informação.
E o sítio web do CDC, prova que de sizudo, ele nada tem.

De volta


Após cerca de três semanas envolvido com o que há de pior na vida docente – corrigir provas –, finalmente estou voltando, devagar, ao charmoso mundo que é a blogosfera, para reencontrar os amigos que aqui deixei.
Tenho estado tão restrito a uma atividade específica que me sinto, até, meio dissociado do mundo, como se tivesse passado um feriadão em outro planeta. Navego pelos sítios e blogs para tomar pé do que anda acontecendo e me deparo com autodefesas do governo do Pará sobre conflitos agrários, médicos se recusando ostensivamente a dizer quão grave é o linfoma de Dilma Rousseff, rescaldos da baixaria no STF, novos nomes na farra das passagens aéreas na Câmara dos Deputados e, claro, as bobagens de sempre sobre futebol.
Mas, enfim, estamos de volta.
E o que a belíssima Ferrari 599XX, apresentada ao mundo no mês passado, no Salão de Genebra, tem a ver com isso? Pois é: nada. Absolutamente nada. Foi apenas um expediente baixo e barato para atrair a sua atenção.
E vamos laralaiá porque eu tô voltando!

Voando pelas montanhas suíças



Dê uma olhada neste incrível vídeo que mostra um passeio de um jato de caça suíço pelos Alpes. Depois, passe no Google Earth Blog e siga as instruções para fazer o mesmo passeio, lado-a-lado, com um tour virtual do Google Earth. Perceba como os cenários são de fato semelhantes. Seja no real (vídeo), seja no virtual (Google Earth).

Ecos do fim do mundo

Quem frequenta este blog, já deve estar cansado de saber que este poster é usuário feliz e tranquilo da plaforma Macintosh. E como tal, usuário do sistema operacional Mac OS X, reconhecidamente seguro. Se deixarmos de fora as paixões que alguns desenvolvem por seus sistemas operacionais, muitas vezes atingindo níveis semelhantes de adrenalina que envolvem as discussões sobre Remo e Paissandú, podemos comprovar com uma mera pesquisa na web, que pouquíssimos computadores com o sistema operacional da Apple foram vítimas das milhares de pragas virtuais que acometem usuários de Windows. Seja pela qualidade de seu "kernel" (o coração do sistema operacional), seja pelo fato de não ser o sistema operacional de escolha da esmagadora maioria dos usuários finais, o fato é que o Mac OS X roda em céus de brigadeiro já há alguns anos. Pessoalmente, já vou completar 3 anos de uso ininterrupto do sistema da Apple sem nenhum antivírus instalado.
Mas na área da criminalidade, (normalmente o "kernel" das motivações dos malwares), nada é impossível e ninguém pode se considerar seguro. Mas no caso de Mac OS X, quando alguma praga virtual aparece, geralmente é notícia na CNN. Como foi o caso do iBotnet. Descoberto em janeiro deste ano, pregado em cópias piratas da suíte de escritório da Apple iWork (normalmente obtidas através de software de compartilhamento de arquivos peer-to-peer, como Limewire, Vuze, entre outros), o cavalo de tróia chegou a receber o título de primeiro malware do Mac OS X. E, com efeito, recebeu atenção internacional de todos os sítios e publicações especializadas mundo afora.

Feita esta introdução, vamos ao mico.

Hoje pela manhã, usuários de Mac no Hospital Barros Barreto, ao se conectarem a rede WiFi e abrirem seus navegadores tiveram uma desagradável surpresa. A seguinte página web surgia (somente ela), e nada mais podia ser carregado pelo navegador.



Não adiantava acessar o Google, UOL, Globo, nada! Sempre estava de volta a página web, informando que seu computador estava infectado pelo, PASMEM!, Conflicker!!!
A princípio, me assustei. Mas passados alguns segundos, cai o pânico e vem a razão. Se isso é verdade, é o caso de informar ou à CNN ou à Regina Duarte (hehe, desculpem a incontida lembrança).

O mais interessante, é que o próprio sítio do CTIC (antigo SECOM da UFPa), informava aquilo que não só o poster, bem como meio mundo agora já sabe: o Conflicker é um malware com alvo exclusivo na plataforma Windows, cujo payload era previsto para 1 de abril. Em outras palavras, para se expressar, o vírus necessita das vulnerabilidades específicas da plataforma Windows.



Mas não é só. Para deixar a situação ainda mais constrangedora, o próprio sítio do CTIC informava uma lista de versões do Microsoft Windows, com as devidas ferramentas de desinfecção (ver imagem acima).



Além disso, bloqueava as pobres máquinas com Mac OS X, não permitindo mais nenhuma espécie de utilização da internet, obrigando o usuário a preencher um cadastro no SAGITA (um sistema de suporte técnico operado pelo CTIC), para efetuar o "desbloqueio da máquina".

Santa paciência, Batman!

Além do mais, os leitores já devem ter percebido uma coisinha ao longo deste post. Observem as capturas de tela obtidas pelo poster. Perceberam?
É isso mesmo. Trata-se de um iPhone, devidamente bloqueado pelo CTIC.
É a evidência definitiva.
Nada mais tenho a dizer. Registrei uma reclamação no SAGITA, conforme orientação do malfadado sítio. E espero ter minha máquina devidamente desbloqueada no menor prazo possível. Antes que a realidade dos fatos comprometam o CTIC, ou a CNN queira obter mais informações sobre o inusitado fenômeno. Ou a Regina Duarte peça uma coletiva urgente.
Tsc, tsc, tsc.

domingo, 26 de abril de 2009

Ecos do supremo barraco

Tal qual meu amado Clube do Remo - sobre ele não vou falar; a tristeza ainda está sendo digerida - a semanal Veja encontra alçapão atrás de alçapão no fundo do poço em que se meteu.

O artigo sobre o barraco ocorrido no Supremo nesta semana entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes é um exemplo de etnocentrismo, racismo, conservadorismo e obscurantismo, entre outros ismos menos votados. Um verdadeiro nojo; a cara de certos articulistas da revista.

Mistério?

Por que será, que desde sábado, este sítio arrasta-se em velocidade de carregamento.
Alguém pode me dizer? Aliás, não.
Não digam nada.

Raridades em dois volumes



Terrivelmente arrebatador essa permormance de minha banda predileta de Jazz.
Um desafio mixar a segunda parte dessa obra prima. Espero não decepcioná-los.
São muitos silêncios na performance. E silêncios fazem parte. Cortei apenas um dos grandes silêncios. Penso que ficou massa demais!!!!
Em instantes o vol.2 do show.
Recomendo a audição. Não conheço nada igual!
That´s Weather Report na estréia do baterista Omar Hakim - sem dúvida - a melhor formação dessa inacreditável banda.
Jaco Pastorius impossível no contrabaixo elétrico.
Zawinul endiabrado nos teclados e, Waine Shorter; simplesmemte arrasador.
Notem que a desconstrução sonora tem um objetivo claro: a harmonia.
O jazz fusion é inigualável na expressão dessa banda seminal.
Essa é a banda.

Um bom domingo.

sábado, 25 de abril de 2009

Dilma: Quando a Não Notícia se Torna Notícia

I. De manhã, quando tomava café, fui chamado atenção para duas notícias na Folha de São Paulo. Ambas indicavam a sinuosidade com que o jornal tem tratado Dilma Roussef. A primeira se referia a notícia de semanas anteriores, em que o jornal confessava ter estampado um dossiê da ditadura militar sobre a ministra chefe da Casa Civil, transmitido por email e o publicara sem checar se era fidedigno ou não. O jornal fez que pediu desculpas, mas de fato não as pediu, apesar de autoridade policial daquele tempo, consultada para a elaboração da notícia, praticamente dizer que o tal prontuário encaminhado a Folha era tão original quanto uma nota de 3 reais.
A segunda notícia contudo foi pior, pois fora concebida com maior maldade. Sem consultar a interessada, o jornal disse que Dilma Roussef havia implantado no corpo um catéter com apenas duas possibilidades de uso: ou em câncer, ou para tratamento de infecções. Ali estava estampado algo pútrido, pois no mínimo o jornal usara uma fonte que violara segredo protegido por ética profissional, sujando em definitivo a lisura da notícia. Daí porque construíram o que foi publicado com a sinuosidade habitual dos répteis.
Ainda que fosse disse-me-disse, jornalista honesto checaria com Dilma a veracidade do assunto antes de publicar. Faria como fez minha amiga Sônia Dunshee de Abranches que, numa coletiva com um presidente Collor visilmente muito emagrecido, perguntou a ele o que as ruas falavam: Presidente, o senhor perdeu rapidamente peso nos últimos três meses. O senhor está usando cocaína, como falam nos quatro cantos do país? E o presidente Collor teve a chance de responder, referindo a perda como decorrente de uma dieta que vinha fazendo.
II. Mas as matérias de hoje apenas representam a entrada do que doravante nos será servido. Nos dias que virão blogues, rádios, tvs e jornais alinhados com a candidatura do grão-tucanato paulista produzirão notícias dúbias e comparações indevidas no intuito de plantar na sociedade dúvidas quanto a condição da candidata virtual de Lula para disputar uma campanha e, eleita, conduzir e concluir seu mandato. É um enredo mais que possível; pelo ânimo e o caráter do adversário é real.
Daí que Dilma Roussef tomou a decisão certa. Ao invés de se deixar encurralar, convocou uma coletiva acompanhada de seus médicos e informou ao país que se submeterá à quatro sessões de quimioterapia para tratamento de um gânglio linfático, diagnósticado na axila como câncer do tipo linfoma. O problema fora descoberto ao acaso semanas antes, durante uma consulta cardiológica. Por ter sido um achado precoce e localizado, as chances de sucesso na cura do problema alcançam 90% , conforme informou a equipe médica responsável, considerada entre as melhores do país. Que a ministra chefe continue tratando do assunto às claras, afinal o pior veneno para um vampiro, todos sabemos, é a luz.

A Novíssima F-1


Jarno Trulli; imagem: Toyota/divulgação.

Quem acompanha a Fórmula Um tem sido testemunha de um ano bizarro. Quem andava atrás em 2008, agora anda na frente, equipes estreantes vencendo, etc.
Mas dois fatos me chamaram a atenção: Sebastian Vettel dando nome de mulheres aos seus carros da equipe Red Bull (Kate, o carro destruído no GP da Malásia; "a irmã safada de Kate", o carro vencedor no GP da China) e o beijo dado pelo pole-position Trulli em seu Toyota, hoje após o treino do GP do Barein.
Se a moda vingasse, que nome daria Trulli ao seu carro nipônico? Yoko?

Pop Special Vol.2

Para quem vai sair agora à noite. Nosso encontro musical de sábado é especial.


O solo de guitarra de "Get Me", do Dinosaur Jr. é alguma coisa.

E que tal a harmonia de "Don't i Hold You”, do Wheat?

O minimalismo by Laurie Anderson em “O Superman”! Abre minhas intenções.

Good Saturday!

Teremos por aqui amanhã Weather Report com sua melhor formação ― absolutamente exclusivo ― "Live in Tokio". Uma raridade. Aguardem!

>>Set List<<

01-Dinosaur Jr - Get Me

02-The Fall - A Past Gone Mad

03- Transglobal Underground - Sirius B

04- Stereolab - Jenny Ondioline

05- Elastica – Stutter

06- Pulp – Razzmatazz

07- The Eggs - Government Administrator

08- The Breeders – Cannonball

09- Huggy Bear - Her Jazz

10- Monkey Steals the Drum - Injured Birds

11- Wheat - Don't i hold you

12- Miss Mend - Living City Plan

13- Marine Research - Parallel Horizontal

14- Pavement - Carrot Rope

15-Six by Seven – Helden

16- Aphex Twin – Windowlicker

17- Add n to (x) - Metal Fingers in my Body

18- Orbital – Style

19- Hefner - I Stole a Bride

20- Godspeed you Black Emperor! - Hung Over as the Over

21-Appliance - Food Music

22- Atari Teenage Riot - Revolution Action

23- Laurie Anderson - O Superman

De volta ao paraíso

Neste momento maré vazante. Na chegada, uma chuvinha fina. Ondas
fortes, batiam na amurada.
Agora, apenas os ruídos de uma brisa leve, de latidos de cães e das
ondas quebrando. Nivel 3 de uma escala de zero a cinco.
Friagem úmida. Tem que por uma "camisa de meia".
Isso é uma imagem-texto de Mosqueiro, neste preciso instante.
Boa noite.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Blues e Poesia

Em geral quando ouvimos a palavra blues entendemos por música norte-americana de raiz africana. Mas também é poesia que nos fala das dores do trabalho nas plantations, da falta de perspectivas na sociedade e também de uma incontida sensualidade como expressão de vida.
Um exemplo entre tantos é este pequeno poema anônimo e moderníssimo, incluído na antologia Blues Poems (Everyman's Library Pocket Poets, 2003), de que faço em seguida uma versão amadora :

Blue shade, leaves swollen like desire
A man motioning nothing
No words. His mind on fire.

A sombra da melancolia
cresce como folhas o desejo
Ali de bobeira um homem
O silêncio e a idéia em fogo.

Seis dos Onze do STF Trabalham na Escola de Gilmar

A denúncia está publicada no blogue Vi o Mundo - o que você nunca pode ver na tv, de Luiz Carlos Azenha. Adiante-se que, ao modo do escândalo das passagens aéreas na Câmara dos Deputados , do ponto de vista da legalidade não há também nenhum agravo. Mas vale a pena refletir sobre o assunto. Aqui

Canção da sexta-feira



Muito antes das duplas sertanejas e um pouco depois das duplas caipiras brasileiras, nos Estados Unidos reinava a cena country. Canções com uma levada rural, acompanhadas de violões com cordas de aço, reinavam absolutas no mercado musical norte-americano, lideradas por Willie Nelson e assemelhados.

Nos anos 60, a batida country foi levada aos centros urbanos por jovens oriundos das universidades, irmanados com o movimento hippie, celebrando o amor livre e contestando as instituições e costumes pequeno-burgueses. Abriu-se espaço para o rock, sob as luzes de expoentes como Jimmy Hendrix e Janis Joplin e para sua vertente mais assemelhada ao originário country, o notório folk. Joan Baez e Bob Dylan, o último ainda ativíssimo, foram os ídolos desta geração.

Neste cenário, surgiu da comunidade judaica do Brooklin novaiorquino, nestes mesmos anos 1960, a dupla Paul Simon e Art Garfunkel. Fizeram tremendo sucesso, com canções melodiosas e letras poéticas, estourando de vez quando sua célebre canção Mrs. Robinson embalou o jogo de sedução de Ann Bancroft sobre o estreante Dustin Hoffman, no também célebre e celebrado A Primeira Noite de um Homem.

Durou pouco, a dupla. Deixou, porém, um repertório mágico: I Am a Rock, The Boxer, The Sounds of Silence, Bridge Over Trouble Water, Cecilia, Bookends, America, dentre várias outras. Das mais bonitas, porém, é uma música que não é de autoria de qualquer dos dois, mas cuja interpretação magistral fica gravada na memória de quem a escuta: a medieval Scarborough Fair - no vídeo, com imagens de A Primeira Noite.

Bom final de semana a todos.

De quem é a voz das ruas?

Comentaristas do post A voz das ruas invade o Supremo questionam a postura do ministro Joaquim Barbosa, ao interpelar o presidente Gilmar Mendes, alegando que os julgadores não poderiam “sair à rua”, nem ouvir “a voz do povo” em suas decisões judiciais.

Esclareço que o que se defende não é, absolutamente, tomar decisões ouvindo “a voz das ruas”. Esta interpretação – paquidérmica, eu diria – pretende relacionar a crítica de Barbosa a Mendes com uma eventual aplicação do “Direito Achado na Rua”, vertente de pesquisa da Escola de Direito Alternativo capitaneada pelo saudoso Roberto Lyra Filho.

Entretanto, o que é necessário entender – e Mendes e a grande imprensa que o defende sabem disso, mas obviamente nublam o entendimento deste aspecto – é que o presidente do Supremo, com sua postura, rompe com a necessidade de um Judiciário que seja o último refúgio do Estado de Direito e, como corolário, da democracia saudável.

Não se pretende que o Supremo ouça a voz das ruas em suas decisões técnicas, ainda que, na aplicação da lei, o julgador tenha que atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum, na dicção do art. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil.

O caso, na verdade, circunscreve-se à atuação política mesmo do Supremo Presidente. Seu cargo lhe exige, além da atuação judicial, postura política; é ele presidente de um Poder. É neste sentido que, indo à mídia e arrotando arrogância, Gilmar Mendes não pode se arvorar a emitir opiniões sobre tudo que lhe vem à cabeça. E, para os que gostam de magistrados circunscritos a falar nos autos, é pior saber que o ministro-presidente também fala (ou talvez fale principalmente) sobre assuntos que acabarão no próprio Supremo Tribunal Federal, em julgamentos que ele presidirá e nos quais eventualmente votará.

Não bastasse isto, é interessante notar como o cerco se torna cada vez mais explícito: Protógenes Queiroz, que presidiu o inquérito que redundou na Operação Satiagraha e cujas consequências todos conhecem, sofreu tanta pressão que acabou afastado das investigações sobre Daniel Dantas; Paulo Lacerda, sob cuja superintendência a Polícia Federal começou a investigar o Banco Opportunity, foi exilado para Portugal, sob pressão do próprio Gilmar Mendes, que chamou o presidente Lula às falas no episódio do grampo-fantasma em seu gabinete; a Confederação Nacional da Agricultura, liderada pela senadora Kátia Abreu e com o aval de vários outros senadores, ostensiva ou tacitamente, defende as terras de Dantas no Pará, a pretexto de exigir o cumprimento de medidas judiciais; Mendes, chamando Lula mais uma vez às falas, obtém a adesão formal do Executivo e do Legislativo ao seu projeto de manietar a PF; e, agora, desconfia-se que o Supremo tenha mandado uma observadora (ou interlocutora) à CPI dos Grampos – com que propósito, ainda não se sabe.

Foi sobre esta atuação que Joaquim Barbosa falou. É no exercício deste papel que Gilmar Mendes destrói a credibilidade do Judiciário.

Saiam à rua, meus caros, e vejam o descontentamento da população para com Mendes. Não se está falando de autos – ainda que algo do que Mendes faz se revele em processos judiciais –, mas justamente do que Mendes tem feito fora deles.

D 5000 no próximo dia 27 nos EUA



Na semana passada, no post Nikon oficializa a D5000, o Flanar apresentava a seus leitores a nova câmera entry-level da Nikon, em substituição a D40. Naquela oportunidade, ainda não sabíamos a data exata do início de suas vendas, bem como a palavra final sobre o preço ao consumidor. O Gizmodo apostava em 850 dólares. Mas o sítio oficial da Nikon, mostrava o preço sugerido em 730 dólares.
Hoje, a Amazon.com respondeu as duas perguntas.
Lançará oficialmente para venda a D5000 no próximo dia 27 deste mês. E o preço? Bem. Podemos dizer que não mudou muita coisa: 849,95 dólares.
Atenção brasileiros: não esqueçam do frete + impostos de importação.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Poder Superesperto

A revista norte-americana Newsweek volta a rasgar seda para o Brasil. Leia aqui.

As Palavras e as Coisas

Como expressão decadente desses tempos, o país é agredido com a notícia de que um juiz da mais alta corte de justiça possui capangas, conforme foi dito por um desafeto, também juiz, durante treze minutos de explícita esculhambação mútua, diante a pares que abichornados assistiam a cena dramática, e que depois seria apresentada em cadeia nacional.
O alvo do grave insulto foi o presidente do Supremo Tribunal Federal. Hoje, bombeiros aguam o episódio com uma meia-desculpa e dizem que o ministro Joaquim Barbosa ao fazer referência a capangas pretendia na realidade referir-se a uma pessoa qualquer - i.e. um fulano ou sicrano, posto serem estas as palavras mais exatas para o caso, quando dialogava uma profissão que tem apreço a palavras e vírgulas como balizas para o enunciado correto do pensamento.
Entretanto saídas ao modo de falsete não dão solução para situações de tal gravidade. Nem para este bate-boca na alta judicatura, nem para as razões que empurraram duas autoridades de tal quilate para um deprimente pugilato verbal.
A propósito a palavra capanga não significa uma pessoa qualquer. O Moderno Dicionário da Língua Portuguesa - Michaellis estabelece com clareza a filologia e as alternativas de significado do termo:
ca.pan.ga. sm (quimbundo kapanga) 1 Valentão a soldo de uma pessoa para protegê-la; cacundeiro, guarda-costas, jagunço. 2 Indivíduo assalariado para assassinato, coerção ou ataque inescrupuloso; assassino profissional. sf 1 O total das compras de diamantes realizadas pelos capangueiros; partida de diamantes. 2 Bolsa pequena que se leva a tiracolo para conduzir pequenos objetos, chamada também bocó, ou mocó. (Esta última é a acepção original). 3 Folc Avental ou bolsa usado nas cerimônias do toré. 4 Pequeno embornal com o qual se apresenta o Oxossi, que traz também um polvorinho.

Nova Sony Superzoom amadora


Imagem: Digital Photography Review

Para aqueles que gostam de uma câmera amadora com ótimos recursos, possibilidade de fazer aqueles videozinhos em HD além de um estonteante zoom de 20x (equivalente a 560 mm), é bom dar uma olhada neste lançamento da Sony. A Digital Photography Review mostra uma ótima revisão sobre a Cybershot DSC-HX1.
O problema, parece ser o de sempre: 500 dólares. Veja bem o que você conseguiria comprar com um pouquinho mais que isso, de excelente qualidade. Mas se o que você deseja é a descomplicação - típica da linha Cybershot - quem sabe, esta não seja uma ótima alternativa.

Sai a nova versão do Ubuntu



Também conhecida como Jaunty Jackalope (Ah! Sempre estes nomes estranhos...), já está disponível para download imediato a versão 9.04 do Ubuntu Linux.
Entre algumas novidades, a nova versão promete, boots mais rápidos, acesso imediato ao sistema após hibernação e melhor gerenciamento de energia. O download está disponível em 3 versões: desktop, servidor e uma versão netbook remix, específica para os usuários de netbooks. Neste último caso, há uma lista de bichinhos compatíveis. Alguns, ainda apresentam problemas de pequena monta para executar o Ubuntu.
O novo Ubuntu também promete acesso móvel à internet, com um sistema inteligente de chaveamento entre redes 3G e WiFi.
O poster com certeza, vai conferir.

Racismo Europeu: Portugal É Parte

Portugal posou mal na foto. Pesquisa da União Européia (UE) identifica que aproximadamente 30 mil ou 44% dos imigrantes brasileiros sofreram discriminação racial, quando realizavam atividades como procurar emprego, abrir conta bancária, solicitar serviços sociais e de saúde. Segundo o estudo, realizado em 27 países europeus com o objetivo de elaborar um quadro da situação, o racismo europeu é um fenômeno persistente e segue impune pela falta de atenção das autoridades em elaborar políticas públicas consistentes para revertê-lo.
Em parte a parcimônia quanto a combater o racismo é identificada na tal reunião da ONU que terminou em fiasco nesta semana. Com um agravante: nenhuma anterior foi a termo satisfatória. Logo, não é possível que as Nações Unidas não conheça as forças operativas que malogram a reunião a cada edição. Ao que parece falta interesse dos participantes quanto a porem na mesa a intolerância racial de seus países e discutir de forma construtiva com os intolerados a superação de uma fonte poderosa para a origem de alguns males que afligem a humanidade. Até porque racismo é poder.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A voz das ruas invade o Supremo

"Vossa excelência está na mídia, destruindo a imagem do Judiciário."

"Vossa excelência é que não tem moral para dar lição a ninguém."

"Me respeite. O senhor não está falando com seus capangas de Mato Grosso."

Do ministro Joaquim Barbosa ao presidente do Supremo, lavando a alma dos brasileiros na sessão da Corte, na tarde de hoje.

Reflexos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Canis familiaris


Imagem: May, a bela, por Scylla Lage Neto.

Para (re) começar a curta semana, o poema sempre atual de Olavo Bilac, baseado em fábula de Esopo:

O Lobo e o Cão

Encontraram-se na estrada
Um cão e um lobo. E este disse:
“Que sorte amaldiçoada!
Feliz seria, se um dia
Como te vejo me visse.
Andas gordo e bem tratado,
Vendes saúde e alegria:
Ando triste e arrepiado,
Sem ter onde cair morto!
Gozas de todo o conforto,
E estás cada vez mais moço;
E eu, para matar a fome,
Nem acho às vezes um osso!
Esta vida me consome...
Dize-me tu, companheiro:
Onde achas tanto dinheiro?”
Disse-lhe o cão:
“Lobo amigo!
Serás feliz, se quiseres
Deixar tudo e vir comigo;
Vives assim porque queres...
Terás comida à vontade,
Terás afeto e carinho,
Mimos e felicidade,
Na boa casa em que vivo!”
Foram-se os dois. em caminho,
Disse o lobo, interessado:
“Que é isto? Por que motivo
Tens o pescoço esfolado”
— “É que, às vezes, amarrado
Me deixam durante o dia...”
“Amarrado? Adeus amigo!
(Disse o lobo) Não te sigo!
Muito bem me parecia
Que era demais a riqueza...
Adeus! inveja não sinto:
Quero viver como vivo!
Deixa-me, com a pobreza!
— Antes livre, mas faminto,
Do que gordo, mas cativo!”

Elegia

Para encerrar este feriado nacional de Tiradentes, deixo vocês com a poesia do paraense Paulo Plínio Abreu (1921-1959) que nos legou uma pequena obra de rara beleza. Felizmente não esquecida por zelo do filósofo Benedito Nunes.

Por que de estranhas terras eu te acompanho lua solitária
E durmo ouvindo os teus passos de anjo pela noite
Quando os velhos desejos desaparecidos voltam à flor das ondas
E a noite do exílio levanta as suas árvores de sonho.
De um tempo imemorial eu acompanho as tuas viagens,
Tu que vestes os mortos com o que cai do coração dos vivos
Eu te acompanho pelo céu escuro
Sentindo como tua a vertigem da morte que anuncias.
Tu que de um tempo longo ergues teus olhos sobre o tempo
E apenas náufragos aportam a esse país estranho em que tu vives.
Ouço a tua voz cair no mar da madrugada
Para que o céu se deite sobre ti como um sepulcro
E as estrelas brilhem nesta noite escura como incêndios.

Celibatário

Não é verdade que o bispo Lugo, presidente do Paraguai, pensa em mudar o nome para Adão.

Simancólleo de Peroba

O flagrante uso abusivo de passagens aéreas na Câmara dos Deputados evidenciou que 19 das 500 excelências assim procederam para presentear lazer internacional a terceiros. Questionados sobre o desrespeito com os recursos do tesouro nacional, os legisladores disseram ignorar que feriam o Regimento Interno. Como de costume ninguém lembrou da ética pública. Bastava isso.

A Biblioteca do Mundo

A Unesco lançou um projeto monumental chamado Biblioteca Digital Mundial. Vale a pena conhece-la. Aqui.

Recessão: Desconsolo do Imigrante

Lê-se que a Alemanha entrará em recessão. Os economistas que acompanham a crise econômica internacional vêem um cenário sombrio para alguns dos países que integram a União Européia. Segundo eles, os governos tiveram uma reação tardia à crise e, pior, de forma desarticulada apesar de hoje os países europeus integrarem um mercado continental e regional.
Um exemplo de que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, pode estar numa pesquisa sobre o desemprego entre brasileiros em Portugal, denominada "A Realidade da Imigração". Em Freguesia da Costa da Caparica, uma das regiões com maior número de imigrantes brasileiros, 41,67% dos entrevistados desempregados têm essa nacionalidade. Detalhes aqui.

Ingenuidade de Debutante

Foi um equívoco a conduta do Itamaraty e do Ministro Edson Santos (Integração Racial), de não retirarem a delegação brasileira da Conferência das Nações Unidas contra o Racismo à ocasião em que o chefe de estado iraniano discursava. Santos disse que permaneceu em silêncio na sala para não reforçar uma falsa polarização, enquanto toda a comunidade européia se retirava em protesto ao habitual show iraniano. A razão alegada em si é dúbia porque não estabelece exatamente com quem ou com o quê a polaridade seria falsa; se a cautela dizia respeito ao iraniano, significa dar a este razão quanto ao que falou sobre a não existência de Holocausto na II Guerra Mundial.
Errou assim nosso ministro e a assessoria diplomática na avaliação da situação e na conduta desastrosa, deixando o Brasil - assim será entendido - entre os que ficaram na sala, pouco importando se ali permaneceram sem aplaudir ou piscando. Para piorar, ainda fica a suspeita de que a delegação brasileira estava desarticulada com os bastidores do encontro, pois horas antes Ahmadineyad fora advertido duramente pelo presidente da ONU para que moderasse suas palavras, de costume articuladas com uma eloquência tão feroz que faz parecer Adolf Hitler um dente-de-leite em anti-semitismo.
Que os países do Oriente Médio têm cometido abusos e até crimes nesses anos todos de guerra ninguém desconhece, mas não se pode, pelo menos em nome do bom senso, dar platéia a quem discursa sempre na base do não vim para explicar e sim para confundir. De cheio são estes que o inferno está exportando.
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Hoje o Itamaraty emitiu a seguinte nota posicionando o país frente ao incidente promovido pelo Irã:

O Brasil atribui grande importância à Conferência de Revisão de Durban sobre Discriminação Racial, que ocorre em Genebra entre 20 e 24 de abril. Para alcançar os objetivos da Conferência, o engajamento de todos no diálogo internacional é crucial.
O Governo brasileiro tomou conhecimento, com particular preocupação, do discurso do Presidente iraniano que, entre outros aspectos, diminui a importância de acontecimentos trágicos e historicamente comprovados, como o Holocausto. O Governo brasileiro considera que manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação. O Governo brasileiro aproveitará a visita do Presidente Ahmadinejad, prevista para o dia 6 de maio, para reiterar ao Governo iraniano suas opiniões sobre esses temas."

Tradicional Jazz Special




Ben Webster & Joe Zawinul

Achei essa maravilha ontem na prateleira da Fnac, na sessão de importados. O álbum foi gravado em 1963. “Soulmates” é daquelas parcerias imortais entre dois gênios dos novos caminhos do jazz. Digitalmente remasterizado por Gary Hobish (1991, Fantasy Studios, Berkeley) da master tapes analógica original.

O saxofonista Ben Webster ao lado do meu ídolo Joe Zawinul (fundador do Weather Report) encantaram-me desde a primeira audição na execução desta obra-prima que resume o melhor conteúdo do tradicional jazz com esse estupendo trabalho.

A arrasadora carga poética das melodias de Webster, um músico consagrado, contrastam com o não menos belo piano de Zawinul, até então um músico suíço pouco conhecido do grande circuito jazzístico e que estava em início de carreira.

Webster tocou com: Art Tatum, Coleman Hawkins, Oscar Peterson, Duke Ellington, dentre algumas das maiores lendas do gênero.

Os fãs puristas do jazz vão adorar essa session.

>>Set List<<
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 01 - Too Late Now
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 02 – Soulmates
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 03 - Come Sunday
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 04 - The Governor
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 05 - Frog Legs
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 06 - Trav'lin' Light
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 07 - Like Someone in Love
Ben Webster & Joe Zawinul - Soulmates - 08 - Evol Deklaw N!

Quitandas em fogo

Andam alvoroçadas as "pocilgas". Puxaram a descarga mas tem coisa (sempre tem?) que recusa-se a descer pelos canos. Estão graciosos. Mas fazem seu trabalho.
Direitinho!

Yes, nós temos Air Supply!!!



Iron Maiden, Radiohead, Heaven & Hell, Coldplay, Motorhead, Dragonforce, enfim, a galera toda passa a 30 mil pés de altitude sobre Belém, e pousa no planalto central ou em alguma metrópole meridional.
E a nós, o que resta?
No último dia 17 sobrou coisa boa, no Hangar: do you remember Air Supply?
O show foi trilegal, 100% honesto. A dupla Graham Russell e Russell Hitchcock, certamente sexagenários, conseguiu manter a platéia variada (dos 20 aos 80 anos de idade; a maioria com 40 e poucos) em suas mãos, despejando um número enorme de hits do pop romântico.
A audiência saiu satisfeita, sorrindo, e pronta para comer um sanduba de leitão no André ou no Big Mengão.
Afinal de contas, Belém é pai d'égua, ou não é?!

O Público se manifesta

Edyr Gaya, Diretor de redação de O Público, presta esclarecimentos aos post Estranhas Coincidências.

O Público errou ao editar, em confiança, um texto enviado pela assessoria de imprensa do prefeito sem informar os seus leitores a procedência da informação, conforme temos feito reiteradamente com textos que nos são enviados de outras fontes oficiais. Fizemos isso, porém, em um processo de diálogo com a respectiva assessoria e com a condição de que finalmente possamos fazer uma entrevista com o prefeito, solicitada há mais de um mês, desde que demos a primeira notícia sobre as intenções administrativas de Maurino Magalhães. Fomos o primeiro e único jornal que circula no âmbito do Estado a chamar a atenção para a intenção do prefeito de abrir o processo de terceirização, sem licitação pública, de serviços essenciais para Marabá, como o do lixo e da merenda, pautando os veículos regionais e manifestando por mais de uma vez nossa opinião a respeito nos respectivos editoriais. No domingo, apenas asseguramos o direito à livre manifestação do prefeito, ao qual esperamos ainda entrevistar, conforme nos assegurou a assessoria de imprensa da Prefeitura. Admitimos aqui o nosso equívoco, que não representa de forma alguma anuência a possíveis irregularidades contidas nos processos denunciados pelo MP, sobre os quais este jornal continuará a noticiar e se manifestar de forma isenta e responsável como tem pautado sua cobertura - muito diferente do que costuma fazer o Correio do Tocantins.
Atenciosamente,

Edir Gaya, diretor de Redação

A cura do câncer?

A folha de graviola cura câncer. Circula este relato que chegou em meu e-mail repassado por um amigo paraense (fotógrafo Paulo Amorim) radicado em Portugal.

Um amigo lhe confidenciou a seguinte história:"Que sua esposa após descobrir um câncer no seio que chegou a se espalhar pelo seu corpo,estava praticamente com os dias de sua vida. Foi então, que descobriu uma publicação sobre o Chá de Graviola

A notícia estava em um site e o título do artigo é: "Bullet Discovered, but drug giants hushes it up!- 10,000 times stronger than chemotherapy with no adverse side effects..."

Na reportagem eles citam o quanto o extrato da Graviola é 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia por drogas, e sem efeitos colaterais.

Citam também a árvore como sendo encontrada na floresta Amazônica.

Enfim, a esposa dele também tomou o chá, e em dois meses não tinha mais nenhuma seqüela ou ferida.

Hoje está viva e saudável!

Gostaria de ouvir a opinião dos companheiros médicos do Flanar.

Abaixo segue os sites de consulta:

American College for the Advancement in Medicine: http://www.acam.org/

American Academy of Environmental Medicine: http://www.aaem.com/

International College of Intergrative Medicine: http://www.icimed.com/

Meridian Valley Laboratory: http://www.meridianvalleylab.com/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Estranhas coincidências


Matéria no Público, pag. A6 Domingo, 19 de abril de 2009.


Matéria no Correio do Tocantins, pag. 5, edição online, 18 a 20 de abril.

Observem as capturas de tela acima. Elas se referem a uma entrevista que o prefeito de Marabá Maurino Magalhães de Lima teria concedido a duas publicações daquela cidade. Vejam com atenção os textos. Segundo o Quinta Emenda, há algo muito pouco lisonjeiro nisto tudo.

(...) o Público poderia processar o Correio por plágio. Ou vice versa.
O texto dos dois jornais é 99% igual, até nas retrancas. (...)

Deve ser isso, que alguns integrantes da chamada "grande imprensa" apontam como "algumas dificuldades".
Deve ser sim.

Extraordinário



Eis aí uma fantástica diversão que o Cine Estação apresentou ontem. O inesquecível filme Cafe de los Maestros, patrocinado pela Petrobrás, dirigido por Miguel Kohan e produzido por Gustavo Santaolalla, Lita Stantic e Walter Sales, vai na mesma linha do Buena Vista Social Club, contudo, homenageia os mestres do autêntico tango argentino.
Estou atrás de sua fantástica trilha sonora.
Enquanto isso, dê uma olhadinha no trailler aí embaixo.

Advinhão



Advinhe quem é o PC e quem é o Mac.

Fazendo pose



Estas araras de pontos turísticos da cidade, são mesmo muito "apresentadas". Como bem diz o paraense.

domingo, 19 de abril de 2009

Pop Special

Reprodução: Wandi Warhol













Abro com minha banda predileta do pós Punk: The Fall, pouco conhecida no Brasil. A banda Ride, igualmente desconhecida nessas plagas, é o que os The Beatles tocariam se juntos estivessem. “Leave them Behind” é demais!

E o que dizer dos The Boo Radleys, executando a belíssima “Lazarus”? Eu diria que é som da melhor qualidade, old, sensacional! Passa uma sensação de Déjà vu, muito gostosa.

P
avement com “In the Mouth a Desert” ao lado de The Wedding Present com “Television” , só aqui no Flanar, viu?! Ambas trilham caminhos do experimentalismo pop, segmento que alimenta a renovação do rock. Não! Não o rock que conhecemos. São outros caminhos. Descaminhos? A melhor definição, portanto, fica a cargo do leitor.

Os novaiorquinos do Sonic Youth é a exceção dessa muralha sonora inglesa, não menos violentos e arrebatadores. Ouçam!

– Ah!! Tem os americanos do Buffalo Tom. Eles são espetaculares e, uma surpresinha lá no rodapé.

Seguindo em frente, farei, em outra oportunidade, um especial com o Sonic Youth.

– Calma! Já está quase pronto e é a banda de maior influência do Radiohead, viu Francisco?

Ultra românticos?! Suede continua sensação no reinado britânico. Soube que estão produzindo um novo petardo. Que venha, pois.

Se gostaram posso produzir muito mais nessa linha e sugiro, desde já prometendo, revelar como se deu o movimento grunge americano a partir de Seatle e suas consequencias em Londres.

Espero que gostem.

>>Set List<<

01 - The Fall - Birmingham School of Business
02 - The Verve - All in the Mind
03 - Sugar – Helpless
04 - Pavement - Conduit for Sale!
05 - Buffalo Tom - Taillights Fade
06 - Pavement - Circa 1762
07 - The Wedding Present – Sticky
08 - Ride - Leave them Behind
09 - The Boo Radleys – Lazarus
10 - Pavement - In the Mouth a Desert
11 - The Disposable Heroes of Hiphoprisy - The Language of Violence
12 - Sonic Youth - Theresa's Sound World
13 - The Wedding Present - Blue Eyes
14 - The Wedding Present – Loveslave
15 - The Wedding Present - Silver Shorts
16 - Sonic Youth - Sugar Kane
17 - Suede - The Drowners
18 - The Wedding Present - Flying Saucer
19 - The Jesus and Mary Chain – Reverence
20 - The Fall - Ed's Babe
21 - The Future Sound of London - Papua New Guinea

Extra:


Dinosaur Jr - "Get Me". Não há nada melhor que esses caras!
Para pegar as cifras desse solo animal! Clique aqui.
No piano ficou lindo!
Sejam felizes todos, como eu sou.
Desejo um ótimo feriadão ao leitores.