
Aos 16 ou 17 anos de idade tive a oportunidade de ler a trilogia Fundação, de Isaac Asimov (1920-1992), e fiquei então totalmente desconcertado com a capacidade de um escritor de ficção científica em projetar o futuro 12 milênios além do nosso tempo.
Ao terminar a leitura fiz a promessa de reler a obra em alguns anos.
Na verdade décadas se passaram sem que em meu caminho cruzasse a clássica obra escrita nos anos 40-50, até que a Editora Aleph reeditou em 2009 o livro na sua concepção original (3 volumes, que devem ser lidos em seqüência – Fundação; Fundação e Império e Segunda Fundação).
Ao relê-los, quase 30 anos depois, pude sentir o impacto da atemporalidade das palavras, do frescor das idéias e da genialidade de Asimov.
E a notícia da filmagem da trilogia tem sido veiculada por sites especializados, como o scifibrasil, atribuindo a direção a Roland Emmerich, de 2012 e O Dia Depois de Amanhã, utilizando para tal técnica 3-D semelhante a de Avatar.
Muitos fãs de Asimov têm entrado em desespero com a notícia do filme, pois o diretor é conhecido por seus filmes ultra-americanizados e politicamente-corretos.
Não mereceria Fundação, um dos livros mais complexos e bem trabalhados de um dos maiores nomes da ficção científica de todos os tempos, um destino cinematográfico melhor?
Lá vem merda por aí, Scylla. Pode anotar.
ResponderExcluirAvatar!
ResponderExcluirArrrrgh!
Roland Emmerich?!
Sei não.
Acho que não.
Como anteviu o CB.
Cagada internacional em gestação.
Azimov não merece.
Prefiro as imagens que tenho registradas na minha imaginação, como você Scylla, ao ler essa obra-prima.
Mas, "Eu, Robô", continua meu predileto.
Charlie, também acho. Quem leu o livro Eu. Robô e viu o filme pode ter um idéia do que acontecerá à Fundação.
ResponderExcluirAbs.
Val, o pior de tudp é que Fundação virá em 3 filmes!!!
ResponderExcluirCada capítulo do livro evolui aproximadamente 50 anos, mudando os personagens no seguinte.
É de difícil solução cinematográfica, eu creio.
Gostaria de saber a opinião do Raul a este respeito.
Um abraço.
Scylla, se roteiros originais já sofrem ao serem submetidos à visão dos donos dos estúdios, produtores e diretores, imagine adaptações.
ResponderExcluirInfelizmente a indústria do cinema tem dessas coisas, mas é justamente isso que torna tão especial os acertos quando eles acontecem.
É verdade, Antonio.
ResponderExcluirPara cada grupo de 10 erros devem haver uns 2 ou 3 acertos, eu acho.
Abs.