sexta-feira, 19 de março de 2010

Fundação, revisitada



Aos 16 ou 17 anos de idade tive a oportunidade de ler a trilogia Fundação, de Isaac Asimov (1920-1992), e fiquei então totalmente desconcertado com a capacidade de um escritor de ficção científica em projetar o futuro 12 milênios além do nosso tempo.
Ao terminar a leitura fiz a promessa de reler a obra em alguns anos.
Na verdade décadas se passaram sem que em meu caminho cruzasse a clássica obra escrita nos anos 40-50, até que a Editora Aleph reeditou em 2009 o livro na sua concepção original (3 volumes, que devem ser lidos em seqüência – Fundação; Fundação e Império e Segunda Fundação).
Ao relê-los, quase 30 anos depois, pude sentir o impacto da atemporalidade das palavras, do frescor das idéias e da genialidade de Asimov.
E a notícia da filmagem da trilogia tem sido veiculada por sites especializados, como o scifibrasil, atribuindo a direção a Roland Emmerich, de 2012 e O Dia Depois de Amanhã, utilizando para tal técnica 3-D semelhante a de Avatar.
Muitos fãs de Asimov têm entrado em desespero com a notícia do filme, pois o diretor é conhecido por seus filmes ultra-americanizados e politicamente-corretos.
Não mereceria Fundação, um dos livros mais complexos e bem trabalhados de um dos maiores nomes da ficção científica de todos os tempos, um destino cinematográfico melhor?

6 comentários:

  1. Avatar!
    Arrrrgh!
    Roland Emmerich?!
    Sei não.
    Acho que não.
    Como anteviu o CB.
    Cagada internacional em gestação.
    Azimov não merece.
    Prefiro as imagens que tenho registradas na minha imaginação, como você Scylla, ao ler essa obra-prima.
    Mas, "Eu, Robô", continua meu predileto.

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  2. Charlie, também acho. Quem leu o livro Eu. Robô e viu o filme pode ter um idéia do que acontecerá à Fundação.
    Abs.

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  3. Val, o pior de tudp é que Fundação virá em 3 filmes!!!
    Cada capítulo do livro evolui aproximadamente 50 anos, mudando os personagens no seguinte.
    É de difícil solução cinematográfica, eu creio.
    Gostaria de saber a opinião do Raul a este respeito.
    Um abraço.

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  4. Scylla, se roteiros originais já sofrem ao serem submetidos à visão dos donos dos estúdios, produtores e diretores, imagine adaptações.

    Infelizmente a indústria do cinema tem dessas coisas, mas é justamente isso que torna tão especial os acertos quando eles acontecem.

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  5. É verdade, Antonio.
    Para cada grupo de 10 erros devem haver uns 2 ou 3 acertos, eu acho.
    Abs.

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