quarta-feira, 3 de abril de 2013
Bons ventos
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Paris - Belém
Final dos anos 80, Belém estava na rota da Air France, num voo que vinha de Paris via Caiena. O cartaz acima fazia parte da estratégia de promoção da rota nas agências de viagens na França - sob a chancela da Paratur, nos tempos do governo Hélio "Papudinho" Gueiros. Esse cartaz é da coleção de de meu amigo Maurice Matchoro - francês apaixonado há mais de 30 anos pelo Brasil e especialmente por Belém.
Na busca por informações sobre esses tempos, na internet, topei com a notícia de que a Trip - do grupo Azul- solicitou Anac a autorização para incluir o seu primeiro destino internacional. Segundo o site da Melhores Destinos, "a companhia deseja iniciar em março de 2013 voos para Caiena, capital da Guiana Francesa. Se aprovada, a rota será operada a partir do Aeroporto de Belém. Segundo a Anac, os voos serão operados cinco vezes por semana, às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos em turboélices ATR-72 com capacidade para 68 passageiros. As partidas do Pará devem ocorrer às 14h30 e da Guiana Francesa às 18h30. O tempo médio de voo entre as cidades é de 2h20. Se não houver restrições por parte da agência nacional, a data prevista de início é 18 de março do próximo ano."
Pode ser que apareça, então, uma concorrência à Air Caraïbes, que faz o voo Belém-Caiena, duas vezes por semana, se não me engano.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A380
O A380 é uma criança de 72,72 metros de comprimento (maior do que os apartamentos vendidos hoje em dia, em m2, obviamente), 79,75 metros de comprimento e 24,09 metros de altura. Alcança uma velocidade máxima 0,89 Mach, que corresponde a 890 Km/h. O mais hospitaleiro já construído tem capacidade para 530 passageiros e pertence à Air France. Está sendo montado um para a francesa Air Austral, exclusivamente para classe econômica, com capacidade para 800 almas.
O Portal Terra nos oferece um excelente infográfico, mostrando como se constroi o gigante dos ares. Um deleite para os apreciadores. Ali, ficamos sabendo que o avião é assombroso desde o primeiro momento, pelos números envolvidos e pelo trabalho descomunal empreendido para a sua construção. O transporte rodoviário de peças chega a paralisar cidades pequenas durante a passagem das carretas.
O A380 estreou em 2007. Até o presente momento, foram entregues 69 unidades, que pertencem a apenas sete empresas: Singapore, Emirates, Qantas, Air France, Lufthansa, Korean Air e China Southern.
Seu preço de tabela é de US$ 389,9 milhões (cerca de R$ 673 milhões), um valor tão descomunal como o objeto. Mas enquanto eu pensava que somente grandes empresas de aviação se atreviam a fazer esse investimento, a matéria me informou que uma pessoa física fez uma encomenda. O desgraçado quer o maior avião de passageiros do mundo para lhe servir de jato particular! Obviamente, não foi revelado o nome do lazarento.
domingo, 11 de março de 2012
Sempre a mesma história
Mas como o que conta não é logística nem bom senso, continuaremos aqui, em Belém, reclamando sem parar, matraqueando como idosas desdentadas se maldizendo por todo um passado que não existe mais. Enquanto isso, o adjetivo "internacional" do nome do aeroporto continua sendo quase um deboche. Só não mais porque, convenhamos, Suriname é um outro país, evidentemente.
sábado, 3 de março de 2012
RG - 254 - Um voo que não chegou a seu destino
O vídeo acima, é a primeira das 3 partes que revelam o estranho conjunto de fatos que culminaram na tragédia que os paraenses jamais esquecerão. Clique nos links abaixo para assistir ao restante da história.
Na terra de Cabral
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Tráfego Aéreo
Este vídeo é realmente impressionante. Ele mostra, apenas 1 hora de tráfego no aeroporto da cidade americana de Boston, acelerados e comprimidos em menos de 3 minutos.
[Via Twitter --> @neozeitgeist]
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Voar é para os cães?

Boeing 787 Dreamliner (imagem: Ben Stansall/AFP)
Um dos meus sonhos ainda não realizados é o de ir a uma feira aérea ou a evento similar.
Durante os anos em que tive ultraleve eu delirava com a possibilidade de ir para Oshkosh (Wisconsin), Sun’n’Fun (Florida) ou até para a FIDAE, em Santiado do Chile.
Mas obstáculos sempre caíram aos montes na hora da decolagem e as missões foram sucessivamente abortadas.
Após muitos anos de latência, hoje o sonho reacordou com as notícias do primeiro dia da feira internacional de Farnborough, na Inglaterra.
Só de ver a foto do novíssimo e gigantesco Boeing 787 Dreamliner com sua envergadura imponente eu me arrepiei do bico ao leme.
Curiosamente o que mais me chamou a atenção em todas as matérias que li hoje sobre Farnborough foi um ... carro!
O Bloodhound SuperSonic Car (SSC), carro projetado para romper a barreira das 1.000 milhas por hora (sim, 1.600 km/h), foi mostrado na feira (ainda como modelo) e deve ir às pistas até o final de 2011 ou início de 2012.
Ele é o resultado de mais de 3 anos de pesquisas aerodinâmicas e pretende quebrar com requintes de humilhação o recorde anterior de velocidade obtida por um automóvel, de 1.228 km/h (registrado em 1997 pelo também britânico ThrustSSC).
Conforme a tradição, o Bloodhound correrá no lago seco de Hakskeen Pan, na África do Sul .
A propósito, o patrocínio é da Intel, que participa também no projeto de informática.
A única coisa que fiquei sem entender , a princípio, foi o porquê do nome escolhido para o carro: bloodhound é uma raça extremamente dócil de cachorros, muito valorizada pelo faro desenvolvido e usada pela polícia em buscas a humanos e a animais.
Só posteriormente descobri, com certo alívio, que o veículo foi batizado homenageando o famoso míssil terra-ar Bristol Bloodhound 2, de 1960, que ia da inércia à velocidade Mach 1 (1.249 km/h) em 2,5 segundos e chegava a atingir Mach 2.7!
For dogs don't fly!
terça-feira, 18 de maio de 2010
O "Boeing" do futuro

sexta-feira, 7 de maio de 2010
Luta feroz por Nova Iorque

Imagem: Richard Perry/The New York Times
segunda-feira, 29 de março de 2010
A consulta e a resposta
Este contato gerou a ocorrência número: 481438-703979448
Boa noite, Yúdice
Atendendo sua solicitação, informamos que no momento não temos previsão de voos para o Belém.
Sugerimos que acesse nosso site periodicamente para verificar as informações sobre a ampliação de nossa malha aérea e sobre os lugares em que já operamos.
Estamos expandindo novos locais de voos progressivamente, já que nossa frota ainda é insuficiente para abranger todos os locais importantes do Brasil neste momento.
Ressaltamos que você também pode se cadastrar em nosso Programa de Fidelidade Tudo Azul, para receber os informativos sobre nossas promoções e novas rotas disponíveis por e-mail.
Esperamos tê-lo a bordo em breve!
Agradecemos o contato.
CABRAL AMANDA
Atendimento ao cliente
Tel: 3003-AZUL (2985)
Acesse: www.voeazul.com.br
Azul Linhas Aéreas Brasileiras
"Todos os locais importantes do Brasil"... Eles podem até não pousar em Belém, mas que sabem ser simpáticos, lá isso sabem.
Resta-nos porém lamentar a nossa sorte. Quem terá enterrado uma cabeça de burro embaixo do Pará? Vai ver que a desgraçada foi prejudicada pelo buracão de Serra Pelada e decidiu se vingar de nós?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Antonov 225 em Guarulhos

Imagem: Gizmodo/BR - Clique na Imagem para ampliar.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Entre na cabine do Airbus A 380

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Um simulador de voo com cenários de satélite
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Tráfego aéreo pesado
sábado, 9 de janeiro de 2010
Histeria
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Fatos e Conjecturas
sábado, 6 de junho de 2009
Mais mistério envolve o voo AF447
Airlines confirmed that at least a dozen aircraft departed roughly at the same time and traversed approximately the same route, but did not report problematic weather conditions. This has led some aviation experts to suggest that technical problems on the airplane might be the main cause of the crash, though they may have combined with weather conditions to create serious problems.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Especulações em meio ao mistério
Agora pela manhã, a bela apresentadora do Bom Dia Brasil denominou de Cumulus-límbicos, as nuvens densas normalmente envolvidas em tempestades com raios e trovões, que na verdade se chamam de Cumulus-nimbus ou cumulonimbus. Em seguida, até o Mais Você da exuberante Ana Maria Braga, envereda-se no cipoal das especulações, trazendo mais especialistas.
Mas a última, envolve o The New York Times, que foi buscar um especialista de uma empresa de consultoria em aviação de San Diego, Califórnia. Este especialista, já advoga uma teoria que enuncia que a própria avançada tecnologia embutida nos Airbus, poderia ser a causadora do acidente em meio à condições meteorológicas adversas.
Trata-se da tecnologia fly-by-wire disponível nos Airbus de fabricação francesa. Ela substituiria as tubulações hidráulicas (normalmente responsáveis pelos comandos de flaps), por cabeamento elétrico ligado a pequenos motores disponíveis nestas estruturas . Tudo isso, ligado a computadores de bordo e sensores. Estes sistemas, segundo o especialista, podem conduzir manobras de maneira automática, no intuito de prevenir acidentes. Mas segundo o especialista americano, podem existir alguns probleminhas.
Hans Weber, head of the Tecop aviation consulting firm in San Diego, offered a hypothesis about the episode, based on his knowledge of severe losses of altitude by two Qantas jets last year.
The new Airbus 330 was a “fly-by-wire” plane, in which signals to move the flaps are sent through electric wires to small motors in the wings rather than through cables or hydraulic tubing. Fly-by-wire systems can automatically conduct maneuvers to prevent an impending crash, but some Airbus jets will not allow a pilot to override the self-protection mechanism.
On both Qantas flights, the planes’ inertia sensors sent faulty information into the flight computers, making them take emergency measures to correct problems that did not exist, sending the planes into sudden dives.
If the inertia sensor told a computer that a plane was stalling, forcing it to drop the nose and dive to pick up airspeed, and there was simultaneously a severe downdraft in the storm turbulence, “that would be hard to recover from,” Mr. Weber said.segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sempre refletindo
Explicada a opção desta singela família, assistimos quase que religiosamente uma série do National Geographic conhecida como Mayday: Desastres Aéreos. A princípio, pode parecer uma preferência mórbida mas, fazendo isso, adquirimos algumas informações importantes que desmistificam não só o medo de voar, bem como de alguma maneira, nos preparam para quando as coisas não derem certo. Por exemplo, lá aprendemos a contar o número de fileiras de poltronas que nos separam das saídas de emergência, manter sempre os cintos de segurança afivelados durante o vôo, e não inflar os coletes salva-vidas antes de sair do avião. Aprendemos também que o lugar que se escolhe para sentar é absolutamente irrelevante no contexto da sobrevivência. Em outras palavras, sentar nas últimas fileiras do avião, de maneira nenhuma vai lhe dar maiores chances de sobrevivência. As estatísticas feitas pelos órgãos de segurança de vôo, mostram que há sobreviventes em todos os lugares das aeronaves, incusive na parte dianteira, ao contrário do que uma certa lógica simplista poderia apontar.
Na última viagem que fizemos até Havana, o trecho Manaus/Panamá corta quase que na diagonal a floresta amazônica, levando-nos ao Oceano Pacífico, (onde se localiza a Cidade do Panamá). Como a floresta respira, é claro que muita nebulosidade ocorre durante quase que 80% do percurso. Sendo assim, turbulência foi quase que rotina em todo o trajeto. Para piorar, enfrentamos chuvas, trovoadas e raios. Víamos aqueles Cumulus-Nimbus quase negros pela janela e percebíamos o piloto fazendo pequenas alterações de curso, como se tentasse descobrir o caminho mais seguro em meio a tempestade. Imagino que ele procurava buracos de tranquilidade em meio a nuvens carregadas. Tudo isso, dentro de um EMBRAER E 190 da Copa Airlines. Em algum momento, me senti em meio a um filme daqueles onde os pilotos levam o avião movido a hélice no braço. Mas confesso que apesar do medo (quem não tem numa situação destas), ao menos aparentávamos estar bem mais tranquilos do que a maioria dos passageiros naquela pequena aeronave. Note-se que havia, uma nova variável, que serviu para desviar a atenção de alguns: a influenza H1N1. Todos os comissários, além de alguns espantados passageiros, utilizavam máscaras cirúrgicas. Na tripulação era até certo ponto compreensível. Mas nos passageiros, víamos o pânico estampado em seus olhos, à ponto de esquecerem-se do mais óbvio: o avião poderia cair.
Felizmente, em meio a este clima pouco confortável, fomos e voltamos sãos e salvos. À ponto de, durante o retorno, ainda nos darmos ao direito de um momento de bom humor. Na chegada à Manaus, momento onde a a aduana brasileira costuma dar um baculejo especialmente rigoroso em nossas abarrotadas bagagens, minha esposa apresentou uma salva de espirros. E na mesma pisada declarou meio que rindo, meio que atônita:
- Pronto! Resolvi espirrar logo agora!
O fato é que fomos liberados para o desembarque com nossas malas intocadas.
Ressalte-se que nada havia nelas que suplantasse o limite estabelecido pela Receita Federal. Mas bem que poderia haver. Afinal, na curtíssima escala do Panamá, há um dos maiores e mais variados Duty Free Shoppings da América Latina, segundo dizem.
Enfim, cada qual sabe onde encontrar seu ponto de equilíbrio para estes momentos. E quando estas calamidades tem que acontecer, levando em conta a sucessão de fatores que costumam contribuir para o desfecho final inarredável, nada resta às potenciais vítimas além de seguir o destino traçado pelas leis da física, ou de Deus, como preferirem. Aos passageiros do Air France 447, só nos resta torcer para que tudo tenha ocorrido da forma mais rápida possível, de preferência com uma providencial perda da consciência, muitos segundos antes do impacto final. E aos que ficam, familiares, amigos e afins, força para enfrentar o implacável. E informação para vencer o medo.




