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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Senso de Ridículo Sai de Férias























A eleição para alguns chega na fase científica da baixaria em miudezas, como exemplifica o protesto da newsletter Brasília Confidencial. E por ser caso pensado, poderemos daí entender como são formuladas as pesquisas do tipo que meu confrade Francisco alude mais abaixo, que ao meu ver não explicam razão alguma, mas antes desqualificam o fenômeno pela metodologia irrisória que as sustentam.
Não serve de exemplo a central de boatos em que se auto-transformou a imprensa paulista e carioca? Haja amolação, especialmente porque até outubro novas e piores baixarias (como tem sido o estilo nessas ocasiões), virão douradas com as tintas daquele pseudomoralismo de embrulhar o estômago de qualquer ser humano que o leve em boa conta. E vivas à internete, que propicia à informação circular livre das garras dos que pretendem confundir a sociedade pelo viés que atenda aos interesses partidários-corporativos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E viva España!


O espanhol se iguala ao português como a língua do futebol: com a vitória da Fúria sobre a Seleção Holandesa, ontem, a língua de Cervantes agora tem cinco Copas do Mundo (Argentina, em 1978 e 1986; Uruguai, em 1930 e 1950; e a Espanha, em 2010), contra os mesmos cinco da língua de Camões (de Drummond talvez fosse mais adequado), do pentacampeonato brasileiro.

O título da Espanha também dá a todos a chance de conhecer um pouco mais da realidade de um país que são vários, dentro de um território exíguo. Ao final do jogo, Puyol e Xavi Hernandes, craques da seleção campeã do mundo, usavam cachecóis com as cores da Catalunha, evidenciando um sentimento separatista que ainda é forte, mesmo passados mais de 500 anos da unificação da Espanha católica pelo casamento dos herdeiros de Castela e Aragão.

Os olhos do mundo, que já observavam a ascendência dos gigantes Barcelona e Real Madrid, agora poderão saber que os Reais da Espanha (Real Madrid, Real Sociedad, Real Múrcia, Real Betis, dentre outros) eternizam a história de um futebol mantido pela Real Federação Espanhola de Futebol, com o selo real da unidade espanhola. Outros, que deliberadamente não detêm a denominação (Barcelona, na Catalunha, Athletic Bilbao, no País Basco), simbolizam a resistência à unificação e a luta por uma identidade regional, alheia às benesses decorrentes da subserviência à Coroa. Não é à toa que grande parte da receita do Barcelona, clube dos campeões mundiais Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, Iniesta e Pedro, provém da mensalidade que os sócios do clube pagam, tornando possível ao milionário time de futebol independer de patrocínios estampados em seu uniforme.

Esta história, que o futebol hoje evidencia, torna ainda mais interessante a entrada da Espanha no clube dos campeões da Copa – seleto clube de agora oito seleções, como gostam de dizer os comentaristas esportivos. A geração vitoriosa que a Fúria conseguiu juntar merece.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Brigam Espanha e Holanda



Milton Nascimento compôs Um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco em parceria póstuma com Leila Diniz, musa brasileira dos anos 60/70. A música faz parte do álbum Sentinela, de 1980, um dos mais belos da carreira do compositor carioca de alma mineira.

Tenho para mim que a música tem algo de fantasmagórico. Causa estranheza ouvir Leila, na versão do disco – infelizmente, ela não aparece na versão em vídeo que encabeça esta postagem –, após anos de sua morte trágica em um acidente de avião, na Índia. Aumenta esta impressão o uso da gravação original, sem filtros, que deixa ruídos junto à voz. Parece coisa do além, como se dizia na minha infância.

Milton e Leila falavam de uma guerra entre Espanha e Holanda pelos direitos do mar. A letra se refere, possivelmente, à chamada Guerra dos Oitenta Anos, por meio da qual a Holanda se libertou do domínio espanhol, no século XVI. Não poderiam saber, obviamente, que décadas depois de lançada a canção, Espanha e Holanda voltariam a se enfrentar pelo domínio de um novo território – um território subjetivo, desta vez, no imaginário esportivo de bilhões de pessoas.

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Nota: Para saber um pouco mais sobre Leila Diniz, recomendo esta excelente texto do escritor brasileiro Jeocaz Lee-Meddi.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Holanda e Espanha na final da Copa 2010

A Alemanha abdicou de jogar o futebol bonito que exibira nos dois últimos jogos da Copa. Resultado: deu Espanha na cabeça. Uma pena, por um lado; um castigo, por outro.

Domingo, os aficcionados pelo futebol verão uma final inédita de Copa do Mundo e, mais que isso, um campeão que nunca o foi antes será conhecido.

Alea jacta est
. Que vença o melhor!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

He-He Fumacê, Ha-Ha Fumaçá

Não é verdade que perdemos a Copa por causa do fumacê de Paris Hilton no Estádio Nelson Mandela.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Chute do Comandante

Habiendo presenciado ya los encuentros entre los equipos más
prestigiosos en sólo seis días, y aplicando mis poco confiables puntos
de vista, me atrevo a considerar que entre Argentina, Brasil,
Alemania, Inglaterra y España está el campeón de la Copa.

Fidel Castro

Como analista de futebol ele é um excelente jogador de beisebol !

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nús Com a Bola no Pé

Enquanto a seleção brasileira jogava um futebol raquítico na África, os estudantes de artes cênicas da Universidade de Brasilia (UNB) protestavam em frente ao Congresso Nacional. Batendo uma pelada como vieram ao mundo, usavam apenas máscaras de personagens da política nacional e internacional. O protesto durou um minuto, o tempo da puliça chegar.


Foto O Globo

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Pátria em Chuteiras

1. Criticado até pela roupa que veste, Dunga resolveu encarar a mídia nacional e vestiu na estréia da seleção brasileira um sobretudo assinado por Alexandre Herchcovitch. Talvez a moda ajude a explicar o futebol quase anoréxico que a nossa seleção jogou na tarde de hoje.
2. O Galvão estava mais presepeiro que nunca e até aprontou uma pegadinha pra cima do Falcão, que errou ao responder a pergunta de quantas finais de copa do mundo aconteceram sem a presença do Brasil, Inglaterra, Argentina e Alemanha. Respondeu duas, mas um Galvão com um ar de traquinas corrigiu: Nenhuma, Falcão. Quanto será que a Globo paga para o Falcão pagar mico pro Galvão "Por que não te calas" Bueno?
3. E os comentaristas esportivos brasileiros que decidiram fazer da seleção argentina a "sua" seleção? Eu quase não acreditei quando ouvi que Diego Maradona, um sujeito mais grosso que um dedão luxado, é considerado por todos um homem elegante. Barbaridade! Dias antes Dieguito respondera a uma coletiva internacional apenas com lacônicos si e no. Fiquei pensando se a turma do Esporte TV não são pastores da tal religião que tem Diego Maradona como um deus. Pode ser a explicação.
4. E se é para falar mal da elegância, então que alguém explique aquele terno marrom-mula e a gravata amarela da Colombo que os comentaristas esportivos do estúdio da Globo usam como fossem a versão tupiniquim dos Irmãos Cara de Pau. Tudo bem que falta o chapéu...

P.S. Ah, quase esquecia! Nesses tempos em que estamos quase de molho e com a atenção voltada para o continente africano, um bom programa depois das partidas brasileiras é assistir um filme. Recomendo o dvd de Uma Aventura na África (The African Queen [1951]), show de cinema do mestre John Huston, com o brilho das interpretações de Humphrey Bogart e Katherine Hepburn. Os extras são também imperdíveis para cinéfilos.