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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

E a Europa respira aliviada

Das várias postagens nas redes sociais, esta do João Marcio - amigo de amigos - me pareceu a tradução do sentimento europeu com o Yes, We can ! (bis), acrescido de um toque non-sense que só um brasileiro poderia dar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Obamania


A visita do Presidente Obama ao Brasil confirma (como se alguém ainda precisasse de confirmação) a importância estratégica adquirida pelo país nos últimos dez anos. Em um editorial que ele escreveu hoje para o jornal USA Today, um dos periodicos de maior circulação nos Estados Unidos, Obama foi bem claro--sua visita será focada no aprofundamento de uma relação mais estratégica com o Brasil principalmente em duas áreas: empregos/consumo e energia.

Obama destacou em seu editorial que quase um terço da população da América Latina (200 milhões de pessoas) vive no Brasil, e que a renda per capita do país cresceu quase 7% no ano passado, enquanto os EUA tentavam sair de uma crise ainda não completamente vencida. O Brasil passou de decimo-sexto maior mercado para exportações americanas em 1990 para oitavo em 2010.

Já que ele está escrevendo para uma audiencia domestica, no editorial Obama também ressalta que os produtos importados pelo Brasil, como helicópteros militares, ajudam a gerar empregos em locais dispares como Connecticut e Alabama.

Outro ponto de interesse para o presidente americano--as imensas reservas de petróleo do pré-sal, que colocariam o Brasil bem à frente dos EUA no que diz respeito à produção petrolífera. Já que o Brasil é um país pacifico e um aliado estratégico dos EUA, Obama espera aumentar a exportação de petróleo do Brasil para os EUA quando as reservas começarem a produzir.

Ele também destaca a liderança do Brasil nos combustíveis "verdes", e no fato de que espera-se que o Brasil gaste $200 bilhões em projetos de infra-estrutura para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Espero que o editorial de Obama tenha o efeito esperado: despertar o americano médio para o que acontece na América Latina, já que nas ultimas semanas tudo está voltado para o Oriente Médio, norte da África e Japão.

A simpática charge do Mauricio de Sousa acima ilustra o fato de que no Brasil, a Obamania atingiu seu ápice, e é claro que o quadragésimo-quarto presidente americano não precisa de mais nenhuma atenção por aí...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

New York no outono


A experiência de estar em New York no outono é fenomenal. Esta foi a minha primeira vez na "Big Apple" durante o outono, a chamada "holiday season" aqui nos Estados Unidos. A "estação das festas" começa com Halloween, no final de outubro, e se estende até o ano novo.


Tive a oportunidade de passar o Thanksgiving em New York, e adorei estar lá para o meu feriado preferido. Ao contrário do Natal, o Thanksgiving é um feriado completamente secular. A intenção é reunir familia e amigos e agradecer tudo de bom em mais um ano.


Minha estada de cinco dias na "Big Apple" incluiu a revisita a alguns pontos já visitados, como o Central Park e Times Square, e a primeira visita a outros, como o Guggenheim Museum, e a loja da Apple na 5th Avenue (foto acima). O clima estava bastante frio, mas com um sol maravilhoso e um céu de brigadeiro, como diria minha avó.



A visita também incluiu minha primeira vez assistindo à Macy's Thanksgiving Day Parade, a tradicional parada de Thanksgiving in New York. Aqui vão algumas fotos da viagem.


Columbus Circle


Balão do Snoopy no Macy's Thanksgiving Parade


Radio City Music Hall


As cores do outono no Central Park

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lindos dias em San Francisco





Acima, algumas imagens capturadas pelo meu iPhone durante recente viagem a San Francisco. Estive lá por menos de 48 horas, participando da conferência da NCA, National Communication Association, uma organização acadêmica. Na primeira foto, uma vista noturna da Powell Street, no coração financeiro da cidade.

Logo abaixo, uma visão noturna da muito famosa Union Square. Parece até que o Natal já chegou, e chega mais cedo a cada ano. Vê-se no meio o rink de patinação no gelo. À direita, ainda que imperceptivel na foto, uma árvore de Natal gigantesca, que ainda nem tinha começado a ser decorada ou iluminada. A Union Square é o ponto mais chic da San Francisco, com lojas que vão da Saks Fifth Avenue to Louis Vuitton, Lacoste, Coach, Prada, etc.

A foto mais abaixo eu tirei na loja da Ferrari, também na Union Square. Diga-se de passagem uma loja maravilhosa, com roupas, casacos e acessórios de primeira qualidade, e decorada com motores, carros, barcos e outros "engines" da Ferrari. Pra mim, foi como entrar numa loja de brinquedos, rsrs.

O detalhe das duas fotos anteriores é que eu as tirei do vigésimo-primeiro andar do famoso Sir Frances Drake Hotel, construído em 1928 na Union Square. Do restaurante do hotel, têm-se uma visão panorâmica de 360 graus de todo o downtown SF, até a San Francisco Bay. Uma maravilha.

Já que a ideia deste blog é de compartilhar tb a coisas profissionais, e sem que eu esteja tentando ser arrogante (rsrs), o jantar no restaurante que descrevi acima foi em minha homenagem, dado pelos meus editores, em função de um livro (Introduction to Mass Communication) que publiquei em agosto.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eleições nos EUA

Por enquanto, muito deprimido e desencorajado para comentar sobre o resultado das eleições de ontem aqui nos EUA. Talvez amanhã ou depois...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lição de Política, a Quem Interessar Possa

Obama aproxima-se de conhecer a mais estrondosa derrota que um presidente democrata já viu nas eleições para o Congresso. Que lhe sirva a lição: quando se é eleito com uma plataforma avant la lettre sobre o adversário, a diferença entre a utopia e a realidade pode ficar no meio termo ou pouquinho além, mas não como derivada vacilante, ou ausência de marca combinada à realidade , quando em frente a cenário no qual a saúde, a economia e a guerra são peças críticas no xadrez complexo que é a política norte-americana.

terça-feira, 9 de março de 2010

Gary Locke

Um breve aside ao meu post abaixo: Gary Locke, o ministro do comércio americano que chega hoje ao Brasil, tem uma história interessante. Ele é de descendência chinesa (terceira geração), e tornou-se em 1996 o primeiro sino-americano a ser eleito governador de um estado. Locke, que é nascido em Seattle, governou o estado de Washington por oito anos.

Quando ele foi indicado a ministro do comércio por Obama, a indicação foi inicialmente bloqueada pelos republicanos no Senado, que numa clara demonstração de racismo, alegaram que como sino-americano, Locke poderia favorecer a China como ministro. É a velha história do racismo contra asiáticos nos EUA: por mais que se esforcem para demonstrar o contrário, eles sempre têm que demonstrar que são mais "americanos" que qualquer outro grupo imigrante...

Trade Wars!

Este blog publicou ontem (veja abaixo) matéria sobre o tópico que acabou sendo a manchete principal do jornal londrino Financial Times: a guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos por causa do subsidio interno norte-americano ao algodão. O Brasil lutou por um ano na OMC contra esta tarifa, e foi autorizado pelo órgão mundial a retaliar, aumentando substancialmente os impostos sobre importados americanos.

Hoje chega ao Brasil Gary Locke, secretário de comércio dos EUA, cuja viagem reinicia as discussões tarifárias entre os dois países. Locke é a mais alta autoridade dos EUA na área de comércio, já que aqui os chamados secretários são na verdade ministros que respondem diretamente ao presidente. O envio de Locke ao Brasil dá uma ideia da seriedade da crise comercial entre os dois países.

A próxima etapa da guerra comercial é uma negociação de 30 dias, na qual Brasil e EUA tentarão resolver este impasse. Se a questão não for resolvida, o aumento nos impostos passa a vigorar daqui a um mês.

O Financial Times calcula que o aumento tarifário de importados dos EUA vai representar um ganho de US$560 milhões na balança comercial brasileira no ano em que vigorarão os aumentos. However, imagina-se que o maior impacto será mesmo no bolso do consumidor, já que a maioria dos impostos irá dobrar, afetando de alimentos a carros, passando por eletrônicos e produtos de uso pessoal.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Caminho de Atlanta




Estarei em Atlanta, Georgia, de hoje a domingo para uma conferência de diretores de Escolas de Jornalismo. Será dentro do CNN Center, e deve ser interessante.

Blogo do aeroporto de Chicago, onde acabei de pousar, mas só fico aqui uma hora pra pegar conexão para Atlanta. Vi muita neve em Chicago ao aterrissar, mas o tempo está lindíssimo. Um início de por do sol de tirar o chapéu.

Tirei umas fotos da janela do avião que tentarei postar em breve.

PS: Ambas fotos foram tiradas ontem com meu iPhone do avião. Uma sobrevoando um parque com neve em Chicago, e a outra mostrando a pista de pouso, também com neve acumulada. O tom avermelhado das fotos deve-se ao por do sol...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nevasca Pesada Paralisa a Costa Leste

Não é só São Paulo que convive com o mau tempo: uma nevasca pesada está caindo sobre toda a costa leste americana, paralisando parcialmente o país e trazendo muita confusão nas estradas e aeroportos. Washington, D.C., é uma das cidades mais afetadas, e Obama já batizou a tempestade de "Snowmageddon", numa referência ao Armageddon bíblico.

Aqui na California também convivemos com o mau tempo. Chuvas pesadas caíram sobre toda a região ontem, inclusive ocasionando deslizamentos de lama e mortes. A meteorologia prevê quatro tempestades em cinco dias. Californiano é que nem carioca: chove um pouquinho e todo mundo já fica de mau humor. Claro que pra quem cresceu na Amazônia e morou em Seattle, isso aqui é um chuvisco...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Ford anuncia lucros em 2009 (!)


As boas notícias não param para a cambaleante economia americana. A Ford, uma das Detroit Big 3 com a Chrysler and GM, anunciou lucros de US$2.7 bilhões para 2009. O anúncio pegou até os mais otimistas de surpresa. Ninguém esperava que a recuperação da empresa acontecesse tão cedo, considerando o prejuízo de US$14 bilhões que a Ford teve que engolir em 2008.

Já sabia-se que a Ford estava numa situação melhor que a Chrysler e a GM quando a companhia anunciou que não ia precisar do empréstimo oferecido pelo governo americano a suas rivais em 2008/2009. O que não se esperava é que os lucros fossem vir tão rápido.

O New York Times traz uma matéria excelente hoje analisando a notícia e a trajetória do CEO da Ford, Alan R. Mulally. Por ironia da história, Mulally confessa a todos que aprendeu tudo o que sabe estudando a Toyota, que passa por maus momentos justo agora. Desde que assumiu como CEO em 2006, Mulally sacudiu completamente a estrutura da Ford. Partiram dele (com inspiração da Toyota) todas as melhores ideias para a Ford: enfâse na qualidade, na fuel-efficiency, em novos carros que possam ser facilmente exportados para o mercado mundial, e na eficiência da linha de produção.

A Toyota, por ironia do destino, anunciou hoje o recall de mais 1.8 milhões de seus modelos, desta vez na Europa. Com estes novos carros, já soma-se 9 milhões de veiculos afetados no mundo inteiro pelo gravissimo recall da Toyota. Tudo por causa de um pedal de acelerador que corre o risco de ficar preso. O recall afeta carros super populares nos EUA, como o Corolla, o Camry e o RAV4. A Toyota tomou a iniciativa de não só fazer o recall, como também parar a venda e a produção de todos os modelos afetados.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Discurso do Obama 2

Já neste blog do Washington Post, Ruth Marcus faz uma análise bem diferente. Em vez de um Obama insistente em seguir seu proprio rumo, ela vê (positivamente) um presidente que reconheceu os erros ou pontos fracos de seu primeiro ano, e adotou uma postura mais conciliadora. (Leia íntegra do discurso aqui.)

Eu acho que as duas análises são parcialmente verdadeiras. Eu vi um Obama mais humilde e conciliador, insistindo na ideia de um país menos polarizado e dividido, e convocando politicos de ambos partidos para continuar a trabalhar pelo povo. Mas também vi um Obama que (acertadamente) não se desviou muito do rumo politico que sua campanha traçou, insistindo em corrigir os rumos da economia, melhorar a vida da classe media, criar empregos, investir em energia limpa e infra-estrutura, combater o aquecimento global, e mudar a politica externa americana.

Obama enfatizou, por exemplo, que a guerra no Iraque terminará mesmo em junho deste ano, quando ele retirará todas as tropas americanas de combate daquele país. Ele também insistiu que as tropas de combate saem do Afeganistão em 2011. Estas foram promessas de campanha, e ele insistiu que serão cumpridas. Obama também finalmente disse com todas as letras que a politica de impedir gays de servirem nas Forças Armadas acaba este ano.

No mais, ele fez mesmo o que tinha que ser feito: insistiu na recuperação da economia e na geração de empregos, e detalhou medidas para reenergizar a economia. Ao contrário de Bush e até mesmo Clinton, Obama foi bem específico nos detalhes, o que sempre surpreende a muitos.

Discurso do Obama

Duas histórias dominaram a primeira página dos jornais por aqui: o lançamento do iPad e o primeiro "State of the Union" do Obama. O post do Carlos abaixo já falou tudo que eu tinha a dizer sobre a repercussão do iPad. Quanto ao discurso do Obama, acredito que teve mais pontos altos do que baixos. (Leia matéria da White House aqui.)

Este é um momento muito delicado para a presidência Obama. Ele tem sido criticado por supostamente não fazer o bastante contra o desemprego, e ensaia-se por aqui um "uprising" republicano. Em novembro teremos eleições que renovarão 100% da House e uma boa parte do Senado, e muitos republicanos tem esperança de um repeteco do que aconteceu com Bill Clinton em 1996, no seu segundo ano de mandato. Naquele ano, a "revolução" republicana comandada por Newt Gingrich deu o controle de ambas Casas de volta ao GOP, e ameaçou a continuidade do governo Clinton, que teve que governar sem o Congresso a seu lado.

Obama enfrenta o mesmo risco. Por isso, muitos esperavam que seu discurso de ontem fosse representar uma guinada `a direita. Longe disso: Obama fez algumas concessões, e acenou várias vezes a bandeira do "bipartisanship", mas supreendeu a muitos por insistir em seguir o rumo traçado em sua campanha e primeiro ano de mandato. Esta análise do New York Times detalha as diferenças entre as estratégias de Clinton e Obama.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eleições em Massachusetts 2

A que se deve então esta reviravolta na cena política americana? Sem querer overemphasize a importância da derrota Democrata, muitos analistas estão creditando-a a uma combinação de fatores que incluem: uma hostilidade geral contra o establishment político e o partido no poder; a seriedade da crise econômica, principalmente o persistente desemprego; um voto contra os Democratas em geral e contra Obama em particular; e a incompetência dos Democratas de Massachussets.

Este último fator, diga-se de passagem, pode ter pesado mais do que os outros, no final das contas. Aparentemente, Martha Coakley estava tão certa da vitória que nem se deu ao trabalho de se reunir com eleitores, sindicatos, e outros grupos politicos (comicios então nem pensar!). Seu rival, por outro lado, fez uma campanha tradicional, batendo de porta em porta, visitando o estado inteiro, fazendo comicios em todos lugar, beijando bebês, etc.

A imprensa política está em overload hoje, overanalyzing as eleições e coming up com todos tipos de conclusões. Esta matéria do blog Politico.com, por exemplo, está vendo o resultado de ontem como um resumo de tudo que está errado com o governo Obama. Exagero? Talvez, mas o certo é que os Democratas vão passar o resto do mês fazendo muito "soul searching" pra descobrir o que saiu errado...

Eleições em Massachusetts um barômetro para o mood americano

Poucos fora do país devem ter percebido, mas os EUA tiveram uma importante eleição ontem, terça-feira: os cidadãos de Massachusetts foram `as urnas para escolher um novo senador para tomar o lugar de Ted Kennedy, que serviu no Senado americano por 46 anos, até sua morte de câncer em agosto de 2009.

Até a semana passada, estas eleições extemporâneas estavam passando despercebidas até para quase todos os americanos fora daquele estado. O Massachusetts tem votado nos Democratas já há muitas décadas (é de lá o Sen. John Kerry, que concorreu `a presidência em 2004; sem falar em Ted, Bobby e John Kennedy, para ficar em alguns poucos líderes do partido).

Massachusetts é também um dos estados mais liberais dos EUA: foi ele o primeiro estado a legalizar o casamento entre gays. A eleição de uma Democrata, Martha Coakley, para a vaga de Kennedy era dada por muitos como um fato consumado. Nem a chamada "grande imprensa" estava prestando muita atenção.

Para surpresa de todos, um Republicano foi eleito: Scott Brown, que até poucos dias atrás era um desconhecido não só para o resto do país, como também para muitos que moram naquele estado. A eleição de Brown já está tendo repercussões fortíssimas na política americana. Muitos estão considerando-a um barômetro para medir a dissatisfação dos americanos com os políticos em geral, e com os Democratas em particular.

Outros estão interpretando a eleição de Brown como uma derrota pessoal do Presidente Obama, que era amigo próximo de Kennedy e o tinha como um grande aliado na luta pela reforma do sistema de saúde. As matérias mais atuais sobre as eleições, como esta do New York Times, já falam que os Democratas vão ter que negociar muito o novo pacote da saúde, já que agora eles perderam a "super-maioria" de 60 votos que tinham no Senado.