O editor-chefe do DeMorgen, Wouter Verschelden, anunciou hoje, numa entrevista na TV, que a partir de amanhã o maior jornal flamengo deixa de usar a palavra allochtoon - em português, alóctone - um termo composto que vem do grego: allos (outros) + khton (terra), o que não é originário da região onde mora, e antônimo de autóctone, nativo, originário do lugar onde vive.
Na edição de amanhã, o jornal explicará essa decisão, mas hoje na TV e no site, se antecipou alguns argumentos. "Nós devemos reconhecer que allochtoon é uma maneira prática de classificar uma importante minoria no nosso país e certamente nas cidades. Tão prática que chega a ser um fenômeno linguístico único: em inglês e em francês essa terminologia simplesmente não existe. Não que França ou Reino Unido não tenha grandes problemas sociais com minorias etnico-religiosas, mas somente nunca essas minorias foram nominadas ou colocadas sob o mesmo termo ou expressão", explicou o jornalista.
O interessante é a charge usada pelo próprio jornal para ilustrar o anúncio da decisão (acima). Diz o leitor do jornal: "Resolvido! Não há mais nenhum allochtoon nas celas das prisões".
Mais uma vez, o cartunista Zak se firma como um dos meus favoritos. Como a gente diz no Brasil, tirou da minha boca o que eu penso. Basta ver as estatísticas belgas: as taxas de desemprego, baixa escolaridade, condições de vida abaixo da linha da pobreza, ctiminalidade etc são sempre maiores quando se trata de allochtonen.
Eliminar a palavra não muda a realidade. Mas, enfim, quero ainda ler melhor o que o jornalão argumenta. Isso ainda vai gerar muita conversa.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Luhli & Lucina - o reencontro
A Revista Trip é um dos poucos sinais de vida inteligente no mercado editorial brasileiro. Na linha de arte & comportamento, a revista promoveu o reencontro de Luhli & Lucina - separadas artisticamente há 14 anos. Pela primeira vez, pelo menos pelo que eu saiba, elas falam sobre o famoso casamento à três que viveram durante anos com o fotógrafo Luiz Fernando da Fonseca, e claro, do encontro delas e da parceria que nos deu pérolas como Fala, O Vira, Bandoleiro e outras tantas. O vídeo acima é um trecho de um documentário sobre elas, artistas que seguiram um trajeto alternativo na MPB, mas que sempre foram fonte de uma arte refinadíssima, biscoitos finíssimos que a massa comeu na voz de Ney Matogrosso, Nana Caymmi e as Frenéticas, por exemplo. A reportagem completa, escrita por Pedro Alexandre Sanches, vocês podem ler aqui. E, depois, dar um volta no excelente site da revista. Eu recomendo.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Jornalismo colaborativo
Para quem não conhece, o perfil @belemtransito, do Twitter, é um achado de uso inteligente e útil de rede social. Sobre sua atuação, o jornalista Pedro Loureiro faz comentários interessantes, em seu Bitácora do Pedrox.
Vale a leitura para entender como funciona o tal jornalismo 3.0.
Vale a leitura para entender como funciona o tal jornalismo 3.0.
sábado, 9 de outubro de 2010
Lubrificando a democracia
Sobre o post abaixo, trago ao "front page" algumas opiniões sobre o assunto.
Caros companheiros Raul e Itajaí.
É exatamente esse o "pomo" de "todas" as discórdias quando se fala em cobertura midiática de uma eleição tão importante como é a do nosso querido país.
O "pomo" infla em razão diretamente proporcional ao humor dos atores. Sejam eles desse ou daquele partido!
Não há democracia sem o "pomo".
O "pomo" se apresenta de variadas maneiras.
Para uns, infla de forma ideológica. Para outros, é apenas uma questão de "status quo".
Eu avalio que tanto um, quanto outro, representam a diversidade de opinião.
-- É esse o caminho.
Acredito, no entanto, que para a maioria, isso não passa de conversa de gente que é "doutor".
A realidade de nosso país é muito dura.
Minha indignação é como se dá o processo de manipulação de tudo onde o "homo brazilienses" toca as mãos. Na verdade a língua comprida.
-- Enorme!!!
-- Muito comprida, invariavelmente, para, alucinadamente, impor, à evolução da espécie, uma nova raça.
E a raça humana só tem me decepcionado.
-- Essa que me querem impor, em especial.
É muito "lare, lare", como magistralmente registrou mestre Pinduca em uma de suas imortais canções. Imortalizada, diga-se, pelo "povão", eu ai incluído.
Nunca contastei os "postulados" que o Itajaí defende.
O motivo é simples: o governo Lula da Silva é sim, um divisor de águas na história desse país. Mas, Dilma é essa toda toda que o nosso guia diz que é?
Da mesma forma, nunca contastei, que José Serra tem, pelos menos, o cacoête de Lula da Silva.
Mas, o farei agora:
Serra é uma fraude.
“Serra causou polêmica ao normatizar aborto”
Em 1998, quando era ministro da Saúde, José Serra foi acusado de atender a grupos pró-aborto por normatizar a realização do aborto nos casos previstos em lei (risco de vida para a grávida ou gravidez após estupro). Mesmo permitido desde 1940, poucos serviços públicos faziam o aborto. A normatização deu respaldo político e técnico para que mais hospitais o realizassem. Para Serra “o ato de ceifar uma vida inocente” era somente “o esvaziamento da cavidade uterina”.
Eis o link>> http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os
Nele, o Padre Leo critica Serra e FHC por permitir o aborto no Brasil PLS – PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 78 de 1993
Veja quem fala a verdade: http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os
Eu não sou petista nem outro "ista" qualquer.
Fui educado para ser um cidadão.
Exerço meus direitos e não arredo pé nessa tarefa.
Pode até haver gente "cri cri" igual a minha pessoa. Mais "cri cri" do que eu.
-- Verdade?! Não conheço.
Isso é da minha natureza e formação.
Defendo, sempre, o direito dos que não gostam de mim e do que penso, a manisfestarem, livremente, a sua opinião.
O faço com muita tranquilidade.
Detalhe: sempre me divertindo muito.
Confesso que sou, invariavelmente, insuportável. Mas, me divertia muitíssimo, ao telefone, com mestre Juvêncio de Arruda.
-- Ele, muito melhor que eu, um gozador.
O grupo político ao qual faço gestão, pode ser detestado por insistir na revisão geopolítica da Amazônia.
Isso se dá na prática, a partir do Pará.
Estão ai, para quem quiser ver, os projetos do Carajás e do Tapajós.
E disso eu não abro mão.
Afinal, esse grupo político, é muito curioso para saber a opinião de todos os brasileiros (as) do Pará.
--------
P.S.: Meu assessorado foi reeleito, -e, por motivos de saúde, participou 30 dias dessa campanha.
Agora. Vamos, nos 30 dias restantes, aplicar uma "pêia" em certas aves de arribação.
Agora é Dima --- 13 ---. O resto é especulação.
P.S.2: 2Um ótimo almoço do Círio para os meus irmãos André Costa Nunes, Laffa & Família.
-- Claro! Extensivos aos flanares, -e em especial à Walda e ao Luis que tão bem me receberam e estimularam a minha batalha em busca dos preciosos votos.
P.S. Tardio: E você? Vai comer ave de arribação?
sábado, 18 de setembro de 2010
Remexendo gavetas
Tenho a mania de juntar recortes de revistas, jornais, e às vezes edições inteiras de periódicos. Isso às vezes provoca surpresas agradáveis quando remexo nessas gavetas. E olha que já fiz uma mudança transatlântica há quase 4 anos e tive que me desfazer de pilhas de recortes.Nesta semana, procurando um artigo para usar na aula de português e cultura brasileira, me deparei com um Guia da Fox Vídeo, de abril de 2003 (aliás, uma das minhas saudades de Belém é de não ir mais à Fox). Estávamos no começo da Guerra do Iraque. A jornalista Milena Medeiros, então editora do Guia, me pediu que listasse "os cinco filmes imprescindíveis nestes tempos de guerra. Ou os cinco filmes que você levaria para uma ilha deserta". E respondi:
-Hair (1979), produção americana do diretor tcheco Milos Forman, porque é preciso ser contra a guerra sem perder alegria;
-Roleta Chinesa (Chinesisches Roulette, 1976), produção alemã do diretor Rainer Werner Fassbinder, porque é preciso exercitar a maldade de vez em quando;
-A Lei do Desejo (La Ley del Deseo, 1987), produção espanhola do diretor Pedro Almodóvar, porque é bom lembrar como o Antonio Banderas foi um bom ator;
-Nunca Fomos Tão Felizes (1984), produção brasileira do diretor Murilo Salles, porque é preciso não esquecer que se fez bons filmes no Brasil na entressafra dos anos 80;
-Caindo no Ridículo (Ridicule, 1996), produção francesa do diretor Patrice Leconte, porque o cinema francês é fundamental.
sábado, 17 de julho de 2010
O circo sobre duas rodas
O ciclismo de competição é imensamente popular em boa parte da Europa Ocidental e disso a gente não sabe no Brasil. São dezenas de competições, chamadas de voltas, tours, rondes etc. Há clássicos como o Paris-Roubaix e a Ronde van Vlaanderen (Tour de Flandres) e o Giro d'Italia. Mas, sem dúvida, o top das provas é Le Tour de France, que este ano vive sua 97ª edição. A largada foi em Rotterdam, nos Países Baixos. Os competidores atravessaram a Bélgica e agora estão no sul da França. A grande chegada será em Paris no domingo, dia 25. A passagem pelo plat pays (como a Bélgica é conhecida a partir de uma canção do belga Jacques Brel, mais conhecido pela imortal Ne me quitte pas) foi uma homenagem aos 60 anos de vida de Eddy Merckx. Ele é uma lenda viva, o flamengo (ou flandrien, como os franceses denominam os ciclistas belgo-flamengos) que ganhou o Tour de France cinco vezes entre 1969 e 1974.O Tour de France começou em 1903 entre Nantes e Paris (417 km), com 21 competidores. Este ano, são 3.642 km, 219 participantes, em 22 equipes. Desde 1962, as equipes deixaram de ser representações nacionais. Elas têm nomes dos patrocinadores (a maioria peso pesado, como indústrias farmacêuticas, bancos e empresas de gás) ou nomes próprios, como Astana, que podem agrupar diversos patrocinadores.
Por onde passa, o Tour é acompanhado por multidões. A cobertura é diária em toda a mídia. Jornais publicam cadernos especiais. Nas TVs, além de figurar em todos os telejornais, a cobertura ganha programas especiais em horário nobre. Quatro redes de TV pagam para serem os canais oficiais da competição. Enfim, muito dinheiro em jogo, o que faz do Tour um evento muito mais popular e muito mais mediatizado que o do circo da Fórmula 1 e seus grand prix. Nas conversas entre amigos, o desenrolar do tour é assunto obrigatório.
A popularidade dos eventos ciclísticos, sem dúvida, se deve à característica dessas competições: por etapas entre cidades, atravessando campo, vilarejos e metrópolis sem cobrar ingresso dos espectadores. Fora as grandes competições, há inúmeras provas para amadores e é comum ver, todos os dias, ciclistas de competição nas ruas das cidades, especialmente em Flandres. Aqui, a maioria dos maridos não vai às bater bola em peladas, mas correr de bicicleta. E haja bicicletas e acessórios caríssimos de altíssima tecnologia e roupas especiais, porque não há frio, chuva ou neve que impeça os atletas amadores de estar nas ruas.
domingo, 2 de maio de 2010
Odorico Paraguassú propôs Sucupira como sede da ONU
No primeiro capítulo da minissérie "O Bem Amado", estupenda e caríssima produção da Rede Globo de Televisão, veiculada entre 1980 e 1984 em sua rede nacional na esteira do estrondoso sucesso da novela homônima exibida em 1973. O prefeito do hipotético município denominado Sucupira, lá pelas bandas do nordeste brasileiro (Bahia), ressuscita de uma catalepsia, após sua morte ao fim da novela.
Vivinho da Silva, Odorico propos, após leitura do noticiário que abordava uma declaração após reunião de líderes árabes da Opep, que a ONU deveria mudar sua sede de Nova Iorque para um país do chamado terceiro mundo, de modo a prestigiar os povos menos desenvolvidos e distantes da mira das bombas nucleares do comunistas da ex-URSS.
E assim, após calorosa discussão na Câmara de Vereadores de Sucupira, Odorico obteve autorização dos edis para voar até Nova Iorque, nos Estados Unidos, com o objetivo de apresentar ao Secretário-Geral da ONU sua proposta.
A proposta a ser apresentada pelo prefeito Odorico Paraguassú, consistia em doar um terreno para que a ONU mudasse a sua sede, no Estado de Nova Iorque para o município brasileiro o qual administrava.
As cenas são muito bem filmadas e com muitas externas que devem ter custado uma fortuna.
Isso, no entanto, não era problema para a Rede Globo que, do início à metade da décado de 80, reinava absoluta na audiência e com assombrosa capacidade de captação de recursos junto aos anunciantes endinheirados.
Odorico fala num inglês que ninguém entende. Cheio de gírias ininteligíveis e expressões idiomáticas por ele criadas. Conclusão. Ao seu socorro providencial, modera uma das irmãs Cajazeiras, Dorotéia, que dominava a língua de William Shakespeare. Tudo muito engraçado. Eu, por exemplo, não me contenho e acho graça até doer a barriga.
Secundando por seu secretário particular Dirceu Borboleta (na novela de 1973, fica claro que Borboleta era filho de Odorico com uma das irmãs Cajazeiras), Paraguassu, um político corrupto e ardiloso que se utiliza de artimanhas para conseguir tudo o que deseja. Quando não consegue, manobra a situação de forma que ele sempre se saia bem.
Outra cena que quase me acabei de rir neste episódio é a protagonizada por uma das Cajazeiras. As irmãs Cajazeiras eram Dorotéia, Judicéia e a prima Zuleica, aversas, pelo menos em público, à imoralidades; porém, nos bastidores, eram amantes do prefeito.
Pois bem, a prima Zuleica entra numa daquelas cabines que ao se depositar uma moeda, é acionado um vídeo pornô com cenas, digamos, que nada lembra o ultrapassado papai-mamãe.
Zuleica sai correndo da cabine em estado de desespero, gritando a plenos pulmões ao ver as cenas picantes. Hilariante a sequencia.
Na série, após o fracasso da visita em Nova Iorque, Paraguassu decola para Washington, com o objetivo de falar com o presidente americano de então, Ronald Reagan, para reclamar da má acolhida na ONU.
A cenas que se seguem são algumas das mais engraçadas que já vi na vida.
Na viagem internacional, duramente combatida e denunciada como armação pelos opositores de Odorico Paraguassu, o vereador Lulu Gouveia e sua aposa, bem como os jornalistas Neco Pedreira e Tuca Medrado, e, o mais temível de todos, o ex-matador de aluguel que um dia pensou tê-lo morto, o famigerado Zeca Diabo, em interpretação fenomenal do imortal Lima Duarte, são algo que todos deveriam ter acesso.
Aliás, Zeca Diabo apronta todas nos Estados Unidos.
Olha. Se essa minissérie, assim como, a novela, fossem reprisadas, o sucesso seria algo monumental, acredito.
Vivinho da Silva, Odorico propos, após leitura do noticiário que abordava uma declaração após reunião de líderes árabes da Opep, que a ONU deveria mudar sua sede de Nova Iorque para um país do chamado terceiro mundo, de modo a prestigiar os povos menos desenvolvidos e distantes da mira das bombas nucleares do comunistas da ex-URSS.
E assim, após calorosa discussão na Câmara de Vereadores de Sucupira, Odorico obteve autorização dos edis para voar até Nova Iorque, nos Estados Unidos, com o objetivo de apresentar ao Secretário-Geral da ONU sua proposta.
A proposta a ser apresentada pelo prefeito Odorico Paraguassú, consistia em doar um terreno para que a ONU mudasse a sua sede, no Estado de Nova Iorque para o município brasileiro o qual administrava.
As cenas são muito bem filmadas e com muitas externas que devem ter custado uma fortuna.
Isso, no entanto, não era problema para a Rede Globo que, do início à metade da décado de 80, reinava absoluta na audiência e com assombrosa capacidade de captação de recursos junto aos anunciantes endinheirados.
Odorico fala num inglês que ninguém entende. Cheio de gírias ininteligíveis e expressões idiomáticas por ele criadas. Conclusão. Ao seu socorro providencial, modera uma das irmãs Cajazeiras, Dorotéia, que dominava a língua de William Shakespeare. Tudo muito engraçado. Eu, por exemplo, não me contenho e acho graça até doer a barriga.
Secundando por seu secretário particular Dirceu Borboleta (na novela de 1973, fica claro que Borboleta era filho de Odorico com uma das irmãs Cajazeiras), Paraguassu, um político corrupto e ardiloso que se utiliza de artimanhas para conseguir tudo o que deseja. Quando não consegue, manobra a situação de forma que ele sempre se saia bem.
Outra cena que quase me acabei de rir neste episódio é a protagonizada por uma das Cajazeiras. As irmãs Cajazeiras eram Dorotéia, Judicéia e a prima Zuleica, aversas, pelo menos em público, à imoralidades; porém, nos bastidores, eram amantes do prefeito.
Pois bem, a prima Zuleica entra numa daquelas cabines que ao se depositar uma moeda, é acionado um vídeo pornô com cenas, digamos, que nada lembra o ultrapassado papai-mamãe.
Zuleica sai correndo da cabine em estado de desespero, gritando a plenos pulmões ao ver as cenas picantes. Hilariante a sequencia.
Na série, após o fracasso da visita em Nova Iorque, Paraguassu decola para Washington, com o objetivo de falar com o presidente americano de então, Ronald Reagan, para reclamar da má acolhida na ONU.
A cenas que se seguem são algumas das mais engraçadas que já vi na vida.
Na viagem internacional, duramente combatida e denunciada como armação pelos opositores de Odorico Paraguassu, o vereador Lulu Gouveia e sua aposa, bem como os jornalistas Neco Pedreira e Tuca Medrado, e, o mais temível de todos, o ex-matador de aluguel que um dia pensou tê-lo morto, o famigerado Zeca Diabo, em interpretação fenomenal do imortal Lima Duarte, são algo que todos deveriam ter acesso.
Aliás, Zeca Diabo apronta todas nos Estados Unidos.
Olha. Se essa minissérie, assim como, a novela, fossem reprisadas, o sucesso seria algo monumental, acredito.
Finalmente ele chegou
Não de todo, mas, já é uma etapa considerável.
Quem chegou, pelo amor de Deus Val-André?
-- O Bem Amado chegou meus caros.
Persigo há anos, pelo menos dez. Alguém que tivesse em mídia a novela o Bem-Amado, de Dias Gomes, com produção e veiculação da Rede Globo de Televisão em 1973.
A novela foi ao "ar" na década de 70 e ainda não a consegui, porém, um colecionador de São Paulo, cujo nome, por razões óbvias vou omitir, se dispôs a me enviar cópias de suas fitas no padrão VHS, sob a condição de devolvê-las e enviar-lhe cópias masterizadas por este que vos escreve.
Assim o fiz.
O material teve que passar pelos cuidados de um profissional por mim contratado para dar cabo do serviço de limpeza das fitas. Posteriormente, remasterizei todo o material em alta qualidade em padrão DVD.
Gastei um bom dinheiro, e hoje eu e o dono do material, temos a íntegra da série produzida pela TV acima citada no período de 1980 a 1984.
Continuo perseguindo quem, ou melhor, se dispusesse fazer uma parceria comigo para a remasterização da própria novela, e de outras duas: Saramandaia e Roque Santeiro, produzidas pela mesmíssima rede de televisão e obra e arte do maior de todos os nossos novelistas do Brasil: o inesquecível Dias Gomes, casado com a número 2 da teledramaturgia brasileira, a não menos inesquecível Janete Clair.
Quem topar pode me enviar um e-mail para valmutran@folha.com.br.
Quem chegou, pelo amor de Deus Val-André?
-- O Bem Amado chegou meus caros.
Persigo há anos, pelo menos dez. Alguém que tivesse em mídia a novela o Bem-Amado, de Dias Gomes, com produção e veiculação da Rede Globo de Televisão em 1973.
A novela foi ao "ar" na década de 70 e ainda não a consegui, porém, um colecionador de São Paulo, cujo nome, por razões óbvias vou omitir, se dispôs a me enviar cópias de suas fitas no padrão VHS, sob a condição de devolvê-las e enviar-lhe cópias masterizadas por este que vos escreve.
Assim o fiz.
O material teve que passar pelos cuidados de um profissional por mim contratado para dar cabo do serviço de limpeza das fitas. Posteriormente, remasterizei todo o material em alta qualidade em padrão DVD.
Gastei um bom dinheiro, e hoje eu e o dono do material, temos a íntegra da série produzida pela TV acima citada no período de 1980 a 1984.
Continuo perseguindo quem, ou melhor, se dispusesse fazer uma parceria comigo para a remasterização da própria novela, e de outras duas: Saramandaia e Roque Santeiro, produzidas pela mesmíssima rede de televisão e obra e arte do maior de todos os nossos novelistas do Brasil: o inesquecível Dias Gomes, casado com a número 2 da teledramaturgia brasileira, a não menos inesquecível Janete Clair.
Quem topar pode me enviar um e-mail para valmutran@folha.com.br.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Rádio Unama esclarece
O gerente da Rádio Unama Marcelo Vieira compareceu ao blog e gentilmente comentou a crítica que fiz ao programa Na Estrada. Segue o esclarecimento:
Prezado Francisco,
o Na Estrada é uma parceria da Unama FM com radialistas de rádios comunitárias e, realmente, são várias as dificuldades ao lidar com esse público, sendo o português uma das principais. Com o passar do tempo, temos tentado diminuir a incidência dos erros e a exposição das pessoas, mas ainda conseguimos não a contento, como sinaliza sua postagem.
Vamos melhorar. Continue ouvindo a Unama FM e colaborando com suas críticas.
Marcelo Vieira
Gerente
Prezado Francisco,
o Na Estrada é uma parceria da Unama FM com radialistas de rádios comunitárias e, realmente, são várias as dificuldades ao lidar com esse público, sendo o português uma das principais. Com o passar do tempo, temos tentado diminuir a incidência dos erros e a exposição das pessoas, mas ainda conseguimos não a contento, como sinaliza sua postagem.
Vamos melhorar. Continue ouvindo a Unama FM e colaborando com suas críticas.
Marcelo Vieira
Gerente
segunda-feira, 1 de março de 2010
Na estrada
Ouço sempre a rádio Unama, que fica ligada direto no som do meu carro. A seleção musical é ótima, os apresentadores são bacanas, dá até para rir com os erros e o nervosismo dos estudantes de Comunicação que fazem boa parte da programação.
Mas para uma rádio universitária, é inadmissível ter um profissional que assassine tanto o português quanto o repórter de rua do programa matutino diário da emissora. Nada contra ele; tudo contra a Unama FM, neste ponto.
Mas para uma rádio universitária, é inadmissível ter um profissional que assassine tanto o português quanto o repórter de rua do programa matutino diário da emissora. Nada contra ele; tudo contra a Unama FM, neste ponto.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O brega nacional e as redes manipuladoras
Colagem by Val-André

As corporações de comunicação de massa, invariavelmente agem com o suporte de outras mídias como rádio e selos próprios, fechando o cerco sobre o consumidor; ditando modismos, alguns exóticos, e completamente fora da realidade da cultura nacional, influenciado-nos de modo danoso.
Não se trata aqui, evidentemente, da positiva influência da Música Popular produzida em outros países e cujo matiz, identifica-se com a nossa multifacetada composição racial.
Refiro-me exclusivamente ao modo torpe de se impor um gosto nacional. Um gosto hegemônico num país como este Brasil, riquíssimo como o caleidoscópio. Suas diversificadas manifestações musicais em sua área continental, fazem-nos uma dos povos mais admirados e ouvidos em todo o planeta azul.
A manipulação dessas redes sob o gosto popular é arrasadora e isso há muito sempre me incomodou.
Temos exemplos neste especial que ora publico.
Em primeiro lugar a forma.
Pagamos preços indecentes por um produto ridículo.
As CKD´s de Manaus empurram para o mercado nacional CD´s e DVD´s de qualidade duvidosa e depois queixam-se da implacável pirataria de seus produtos caros e com baixa fidelidade.
A fiscalização da qualidade de fabricação do produto é piada de mau gosto nesse país.
Experimente você mesmo comprar um CD importado e outro nacional.
Quando a fabricação dos trabalhos era em acetato – o antigo vinil – a coisa tornava-se caso de polícia.
A outra questão é sobre o conteúdo dessas deliberadas manipulações.
Uma sambista como a cantora Eliana Pittman, competente em sua área, gravou um deboche de nosso Carimbó, num arranjo medonho e que distorce as raízes do ritmo genuinamente paraense.
Letras sofríveis, mas, que encomendadas para um público de baixo nível cultural, fazem as registradoras dos manipuladores comerciais ganharem rios de dinheiro ao contar as agruras das prostitutas e das trabalhadoras informais, como se pode conferir nas faixas: 4 e 5.
Outro caça-níquel é a exploração das versões de sucessos internacionais.
A cobiça pelo dinheiro fácil na exploração desse filão contou com nomes hoje insuspeitos e outros que simplesmente desapareceram do mapa.
Cito como exemplo alguns intérpretes e até compositores brasileiros que cantavam em inglês na década de 70, fazendo cover de grandes hit´s ou gravando as próprias músicas. Muitas delas foram temas de novelas. Alguns fazem sucesso atualmente com o próprio nome.
Mark Davis e Uncle Jack - Fábio Jr.
Mea Cat - Maria Amélia (Harmony Cats)
Tony Stevens - Jessé
Don Elliot - Ralph (da dupla sertaneja Chrystian & Ralph)
Dave MacLean - comparecendo nesse especial com a faixa "We Said Goodbye", de 1974.
Destaco, ainda, um fenômeno sem precedentes no mercado fonográfico mundial. Trata-se do cidadão brasileiro Maurício Alberto, cujo nome de batismo foi literalmente traduzido para o inglês tornando-o famoso como Morris Albert.
A história desse músico é algo surpreendente. Uma música de sua autoria e interpretação, "Feelings", gravada em 1975, é uma das músicas mais executadas em todo o mundo. Maurício Alberto ficou milionário com os lucros de direitos autorais dessa música. Hoje está radicado no Canadá, onde, de seu mega stúdio, envia ao lucrativo mercado norte-americano músicos sob contrato de seu selo.
Quem foi adolescente na década de 70 dançou, namorou, paquerou ao som dessas músicas.
É o senhor Mercado ditando regras graças ao interminável apetite financeiro das grandes corporações de mass media do país.
No caminho contrário, atravessando o Atlântico em sentido oposto ao de Pedro Álvares Cabral, o português Roberto Leal enriqueceu no Brasil cantando as modinhas da Luzitânia. É um bregão, digamos, d´além Mar.
Há coisas engraçadas como o carioca Piu Piu de Marapendi - impagável – na faixa “Hoje eu vou me dar bem”. Uma gozação com o pessoal da Blitz, que fazia um estrondoso sucesso à época.
Há, ainda, os especializados em dor de cotovelo e corneamento explícito.
Em minha opinião, a campeã nacional da breguice é a cantora Gretchen, agora rebaixada ao posto de estrela pornô.
Essa história terá outros capítulos, se assim a audiência do blog sugerir.
Fico por aqui meus amigos e até a próxima.
Seleção por DJ VAMP.
Lista
01 - Manuela - Raphael - 1975
02 - Minha Ilha - Roberto Leal - 1975
03 - Mistura de Carimbó-Sinhá pureza-Carimbó do Mato - Eliana Pittman - 1975
04 - Secretária da Beira do Cais - Cesar Sampaio - 1975
05 - Funcionária da Calçada - Breno Silva - 1982
06 - Bate o Pé - Roberto Leal - 1977
07 - Não se Vá - Jane & Herondy - 1977
08 - Fuscão Preto - João Alves - 1982
09 - Eu Hoje Vou Me Dar Bem - Piu-Piu de Marapendi - 1982
10 - Vou Parar de Beber - Piu-Piu de Marapendi - 1982
11 - Vem fazer Glu Glu - Sergio Mallandro – 1982
12 - Melô do Piripipi (Jes Sui la Femme) - Gretchen - Festa com Gretchen & os 3 Patinhos - 1982
13 - 1,2,3 (One-two-three) - Gretchen - 1979
14 - Freak Le Boom Boom - Gretchen – 1979
15 - Creedancin´ - Harmony Cats - 1978
16 - Vou de Táxi (Joe le taxi) - Angélica - 1987
19 - Conga,conga, conga - Gretchen - Festa com Gretchen & os 3 Patinhos - 1982
18 - O Amor e o Poder - Rosana - 1987
Brasileiros que só cantavam em inglês:
01 - Aria for the Lovers - Mark Davis (Fábio Jr.) - 1975
02 - Feelings - Morris Albert - 1975
03 - We Said Goodbye - Dave MacLean - 1974
Até a próxima se Deus quiser.

As corporações de comunicação de massa, invariavelmente agem com o suporte de outras mídias como rádio e selos próprios, fechando o cerco sobre o consumidor; ditando modismos, alguns exóticos, e completamente fora da realidade da cultura nacional, influenciado-nos de modo danoso.
Não se trata aqui, evidentemente, da positiva influência da Música Popular produzida em outros países e cujo matiz, identifica-se com a nossa multifacetada composição racial.
Refiro-me exclusivamente ao modo torpe de se impor um gosto nacional. Um gosto hegemônico num país como este Brasil, riquíssimo como o caleidoscópio. Suas diversificadas manifestações musicais em sua área continental, fazem-nos uma dos povos mais admirados e ouvidos em todo o planeta azul.
A manipulação dessas redes sob o gosto popular é arrasadora e isso há muito sempre me incomodou.
Temos exemplos neste especial que ora publico.
Em primeiro lugar a forma.
Pagamos preços indecentes por um produto ridículo.
As CKD´s de Manaus empurram para o mercado nacional CD´s e DVD´s de qualidade duvidosa e depois queixam-se da implacável pirataria de seus produtos caros e com baixa fidelidade.
A fiscalização da qualidade de fabricação do produto é piada de mau gosto nesse país.
Experimente você mesmo comprar um CD importado e outro nacional.
Quando a fabricação dos trabalhos era em acetato – o antigo vinil – a coisa tornava-se caso de polícia.
A outra questão é sobre o conteúdo dessas deliberadas manipulações.
Uma sambista como a cantora Eliana Pittman, competente em sua área, gravou um deboche de nosso Carimbó, num arranjo medonho e que distorce as raízes do ritmo genuinamente paraense.
Letras sofríveis, mas, que encomendadas para um público de baixo nível cultural, fazem as registradoras dos manipuladores comerciais ganharem rios de dinheiro ao contar as agruras das prostitutas e das trabalhadoras informais, como se pode conferir nas faixas: 4 e 5.
Outro caça-níquel é a exploração das versões de sucessos internacionais.
A cobiça pelo dinheiro fácil na exploração desse filão contou com nomes hoje insuspeitos e outros que simplesmente desapareceram do mapa.
Cito como exemplo alguns intérpretes e até compositores brasileiros que cantavam em inglês na década de 70, fazendo cover de grandes hit´s ou gravando as próprias músicas. Muitas delas foram temas de novelas. Alguns fazem sucesso atualmente com o próprio nome.
Mark Davis e Uncle Jack - Fábio Jr.
Mea Cat - Maria Amélia (Harmony Cats)
Tony Stevens - Jessé
Don Elliot - Ralph (da dupla sertaneja Chrystian & Ralph)
Dave MacLean - comparecendo nesse especial com a faixa "We Said Goodbye", de 1974.
Destaco, ainda, um fenômeno sem precedentes no mercado fonográfico mundial. Trata-se do cidadão brasileiro Maurício Alberto, cujo nome de batismo foi literalmente traduzido para o inglês tornando-o famoso como Morris Albert.
A história desse músico é algo surpreendente. Uma música de sua autoria e interpretação, "Feelings", gravada em 1975, é uma das músicas mais executadas em todo o mundo. Maurício Alberto ficou milionário com os lucros de direitos autorais dessa música. Hoje está radicado no Canadá, onde, de seu mega stúdio, envia ao lucrativo mercado norte-americano músicos sob contrato de seu selo.
Quem foi adolescente na década de 70 dançou, namorou, paquerou ao som dessas músicas.
É o senhor Mercado ditando regras graças ao interminável apetite financeiro das grandes corporações de mass media do país.
No caminho contrário, atravessando o Atlântico em sentido oposto ao de Pedro Álvares Cabral, o português Roberto Leal enriqueceu no Brasil cantando as modinhas da Luzitânia. É um bregão, digamos, d´além Mar.
Há coisas engraçadas como o carioca Piu Piu de Marapendi - impagável – na faixa “Hoje eu vou me dar bem”. Uma gozação com o pessoal da Blitz, que fazia um estrondoso sucesso à época.
Há, ainda, os especializados em dor de cotovelo e corneamento explícito.Em minha opinião, a campeã nacional da breguice é a cantora Gretchen, agora rebaixada ao posto de estrela pornô.
Essa história terá outros capítulos, se assim a audiência do blog sugerir.
Fico por aqui meus amigos e até a próxima.
Seleção por DJ VAMP.
Lista
01 - Manuela - Raphael - 1975
02 - Minha Ilha - Roberto Leal - 1975
03 - Mistura de Carimbó-Sinhá pureza-Carimbó do Mato - Eliana Pittman - 1975
04 - Secretária da Beira do Cais - Cesar Sampaio - 1975
05 - Funcionária da Calçada - Breno Silva - 1982
06 - Bate o Pé - Roberto Leal - 1977
07 - Não se Vá - Jane & Herondy - 1977
08 - Fuscão Preto - João Alves - 1982
09 - Eu Hoje Vou Me Dar Bem - Piu-Piu de Marapendi - 1982
10 - Vou Parar de Beber - Piu-Piu de Marapendi - 1982
11 - Vem fazer Glu Glu - Sergio Mallandro – 1982
12 - Melô do Piripipi (Jes Sui la Femme) - Gretchen - Festa com Gretchen & os 3 Patinhos - 1982
13 - 1,2,3 (One-two-three) - Gretchen - 1979
14 - Freak Le Boom Boom - Gretchen – 1979
15 - Creedancin´ - Harmony Cats - 1978
16 - Vou de Táxi (Joe le taxi) - Angélica - 1987
19 - Conga,conga, conga - Gretchen - Festa com Gretchen & os 3 Patinhos - 1982
18 - O Amor e o Poder - Rosana - 1987
Brasileiros que só cantavam em inglês:
01 - Aria for the Lovers - Mark Davis (Fábio Jr.) - 1975
02 - Feelings - Morris Albert - 1975
03 - We Said Goodbye - Dave MacLean - 1974
Até a próxima se Deus quiser.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Algumas revelações sobre música, manipulação e outras empulhações
Publicarei de hoje para amanhã o vol.2 dos flash back´s por aqui e, logo depois, uma seleção de ultra bregas nacionais.Surpresa e garantia de muitas... mas, muitas risadas. Só terá malas!
Aproveitarei e comentarei o que a mídia tem a haver com isso sob o ponto de vista sociológico, e o deliberado papel de manipulação de mentes e costumes dos brasileiros, cuisadosamente pensado por alguns veículos e organizações deste setor.
sábado, 9 de janeiro de 2010
A Rádio CBN Manaus comeu abiu
É impressionante como os interesses privados estão acima dos interesses públicos neste país de Norte a Sul.
Ronaldo Lázaro Tiradentes, dono da Rede de Rádio e TV Tiradentes, franqueado da CBN Manaus, e titular de um blog no portal do conglomerado, é ex-deputado estadual e dubê de jornalista.
Vejam o que essa criatura despreparada aprontou com a médica Bianca Abinader, uma das organizadoras de um movimento civil independente que divulgava aos moradores de Manaus os nomes dos vereadores que votaram no Projeto de Lei que instituiu a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) – mais conhecida como “Taxa do Lixo”.
A história sórdida e covarde está aqui, no blog Cloaca News, que tem como missão “desmascarar a máfia midiática que infesta nosso país” e que vasculha a mídia privada para descobrir “as últimas do jornalismo do esgoto (e dos coliformes favoritos da imprensa golpista)”.
Ronaldo Lázaro Tiradentes, dono da Rede de Rádio e TV Tiradentes, franqueado da CBN Manaus, e titular de um blog no portal do conglomerado, é ex-deputado estadual e dubê de jornalista.
Vejam o que essa criatura despreparada aprontou com a médica Bianca Abinader, uma das organizadoras de um movimento civil independente que divulgava aos moradores de Manaus os nomes dos vereadores que votaram no Projeto de Lei que instituiu a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) – mais conhecida como “Taxa do Lixo”.
A história sórdida e covarde está aqui, no blog Cloaca News, que tem como missão “desmascarar a máfia midiática que infesta nosso país” e que vasculha a mídia privada para descobrir “as últimas do jornalismo do esgoto (e dos coliformes favoritos da imprensa golpista)”.
sábado, 14 de novembro de 2009
O Liberal no berço
O jornalão completa aniversário.
Vejam a história aqui.
A outra, é fruto da genialidade que era pecualiar ao saudoso flanér Juvêncio de Arruda, que batizou o "causo" como "IVCzal". Descrito pelas linhas fortes de Lúcio Flavio Pinto, que você pode mirar no Observatório.
Trata-se da relação do aniversariante com o IVC.
Penso que no final das contas, perdem todos. Inclusive o Diário, num descarado pecado da omissão.
Vejam a história aqui.
A outra, é fruto da genialidade que era pecualiar ao saudoso flanér Juvêncio de Arruda, que batizou o "causo" como "IVCzal". Descrito pelas linhas fortes de Lúcio Flavio Pinto, que você pode mirar no Observatório.
Trata-se da relação do aniversariante com o IVC.
Penso que no final das contas, perdem todos. Inclusive o Diário, num descarado pecado da omissão.
domingo, 11 de outubro de 2009
A propósito de Belchior
Quando ocorreu toda aquela balbúrdia midiática em torno do sumiço do cantor Belchior, passei dias me perguntando por que não o deixavam em paz, se estava evidente que havia querido desaparecer. Vários pensamentos me passaram pela cabeça, inclusive sobre uma sensação da qual muito ouvia falar: a de despertencimento.
Francisco Bosco, colunista da revista Cult, escreveu um ótimo texto sobre o tema, expressando exatamente o que eu senti. Eis um trecho:
O que vem a seguir é uma demonstração assustadora do funcionamento de uma sociedade de controle, onde um desvio existencial, mesmo que não diga respeito a mais ninguém, é tornado objeto de visibilidade, escrutínio, sarcasmo e julgamento públicos. É importante observar que a perseguição a Belchior não partiu da Justiça, a fim de que ele saldasse suas possíveis dívidas, mas sim da mídia; isto é, não foi movida por um legítimo interesse público (que não se confunde com uma espetacularização pública), mas por uma mistura de jornalismo de fofoca e vigilância coletiva, por meio da qual se pode ler um sintoma, a que voltarei.
Não há como negar que a perseguição Fantástica representou um claro atentado à dignidade humana do compositor. Poderia mesmo dizer, como advogado, que Belchior poderia enxergar aí uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro às custas da Vênus Platinada.
O artigo inteiro pode ser lido aqui.
Francisco Bosco, colunista da revista Cult, escreveu um ótimo texto sobre o tema, expressando exatamente o que eu senti. Eis um trecho:
O que vem a seguir é uma demonstração assustadora do funcionamento de uma sociedade de controle, onde um desvio existencial, mesmo que não diga respeito a mais ninguém, é tornado objeto de visibilidade, escrutínio, sarcasmo e julgamento públicos. É importante observar que a perseguição a Belchior não partiu da Justiça, a fim de que ele saldasse suas possíveis dívidas, mas sim da mídia; isto é, não foi movida por um legítimo interesse público (que não se confunde com uma espetacularização pública), mas por uma mistura de jornalismo de fofoca e vigilância coletiva, por meio da qual se pode ler um sintoma, a que voltarei.
Não há como negar que a perseguição Fantástica representou um claro atentado à dignidade humana do compositor. Poderia mesmo dizer, como advogado, que Belchior poderia enxergar aí uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro às custas da Vênus Platinada.
O artigo inteiro pode ser lido aqui.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Juca vive!
A máxima cunhada pelo magistrado, blogueiro e cidadão José de Alencar - Juvêncio vive! - nunca foi tão atual.
Olhem só que surpresa maravilhosa: o Quinta Emenda voltou ao ar.
Viva Juvêncio!
Olhem só que surpresa maravilhosa: o Quinta Emenda voltou ao ar.
Viva Juvêncio!
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Contadores de histórias
Um amigo me disse crer, certa vez, que publicitários são desnecessários para uma sociedade melhor. Não entendi bem suas razões, mas o certo é que ele é convicto de sua opinião. Sendo um cara cujas ideias respeito muito, fiquei por certo tempo encucado.
Não posso, porém, deixar de exclamar que sem os publicitários, muitas das mais criativas ideias da humanidade não existiriam. Ou, então, ficariam restritas à cabeça de seus criadores. E sem elas expostas aos olhos do mundo, momentos mágicos e viajantes, por assim dizer, seriam eliminados dos nosso difícil dia-a-dia.
Um exemplo de magia é certamente este comercial comemorativo aos 50 anos de lançamento da câmera fotográfica PEN, da Olympus. Um show de criatividade, sem dúvida.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Males midiáticos
Seria a epidemia brasileira de gripe suína um novo surto de febre amarela? Luís Nassif diz que sim.
Mas aqui estamos a falar de uma pandemia. A mídia do mundo todo está apavorando a população do planeta? Ou a mídia lá de fora não está tratando o assunto como a daqui?
Mas aqui estamos a falar de uma pandemia. A mídia do mundo todo está apavorando a população do planeta? Ou a mídia lá de fora não está tratando o assunto como a daqui?
sábado, 7 de março de 2009
Procura-se valores
Foto: Val-André
Feito um aperreio.
Quase grito!
Especula-se que daria muito na cara se em vez da manchete: Dirigente católico excomunga ateu no nordeste. Alguem publicasse: Bispo protesta por diminuição de soldo.
Ficaria muito na cara né não?
E essa?
"Presidente do TJE recomenda cadeia para pedófilo milionário".
Ficaria, essa manchete, inflamando demais, né gente?
Agora!
Que tal essa?
"Daniel Dantas doa terras no Pará para ter sossego".
Muito na cara, né mesmo?
Quer saber?
Façam, vocês mesmo, sua manchete.
Que tal?
Feito um aperreio.Quase grito!
Especula-se que daria muito na cara se em vez da manchete: Dirigente católico excomunga ateu no nordeste. Alguem publicasse: Bispo protesta por diminuição de soldo.
Ficaria muito na cara né não?
E essa?
"Presidente do TJE recomenda cadeia para pedófilo milionário".
Ficaria, essa manchete, inflamando demais, né gente?
Agora!
Que tal essa?
"Daniel Dantas doa terras no Pará para ter sossego".
Muito na cara, né mesmo?
Quer saber?
Façam, vocês mesmo, sua manchete.
Que tal?
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