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sábado, 3 de novembro de 2012

Sobre o tempo e o espaço




A vida segue seu curso, acelerada, e muitos de  nós reclamamos diuturnamente de falta de tempo.

Mas como podemos ousar raciocinar em terabits por segundo, se sequer entendemos o tempo, este subjetivo contínuo em que os eventos se sucedem, do passado rumo ao futuro?

Apenas sentimos instintivamente que o tempo ganhou terreno sobre o espaço. E isto é consenso.

Se a transmissão de dados nos acelerou exponencialmente, como é possível que eventos hoje triviais como as viagens aéreas, por exemplo,  ainda continuem acontecendo abaixo da monótona velocidade de 1.000 km/h? Mais de 3 horas de voo para o Rio ou São Paulo?! Que absurdo...

Por que os cientistas ainda não inventaram o teletransporte, única e hipotética maneira de nos levar ao trabalho ou ao lazer no tempo que hoje julgamos ser justo?

Se o tempo é  mercadoria em liquidação nos dias atuais, seria o espaço um artigo de luxo?

Tudo acontece simultaneamente para nós, num mundo sem fronteiras temporais, ilusório, margeado pela nossa necessidade de afirmar a existência do próprio tempo.

Afinal, se o espaço é real, o tempo existe?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O voo do tempo

Há não muito mais de um século nós, humanos, contávamos o tempo sincronizados com a natureza, com a aurora e o crepúsculo e com as mudanças provocadas no nosso planeta pelas ditas estações do ano.
Com o crescente de tarefas que realizamos (ou deixamos de realizar), a sensação de achatamento do tempo, principalmente do tempo disponível se faz cada vez mais perceptível, asfixiando o "espaço de tempo" no qual vivemos.
Provavelmente estamos trabalhando mais e nos divertindo menos, e o tempo parece voar mais rápido do que nunca.
Físicos e filósofos, em contraponto, sugerem que o tempo pode não existir, e que vivemos imersos na mais pura ilusão.
A cosmologia, ciência mãe da eternidade, nos submerge em teorias e modelos, convergindo o nosso pensamento para o Big Bang.
E se a radiação cósmica de fundo, detectada nos anos 1960 e que comprovaria a explosão que lançou a flecha do tempo universo adentro (ou afora?), for um sinal de outro fenômeno diverso e anterior à grande explosão?
O paradoxo do debate está lançado e parece não ter fim, pelo menos não à luz do conhecimento atual.
Para os curiosos sobre as infinitas possibilidades que o mero pensar sobre o tema escancara em nossos cérebros, sugiro a edição especial da revista Scientific American Brasil, Mistérios Profundos do Tempo, à venda no site da Editora Duetto.
Os aspectos quânticos, neurológicos, antropológicos, astrofísicos, filosóficos e biológicos são discutidos em linguagem não só acessível, como agradável.
Bem apropriado para os que pensam e sonham com viagens temporais.
Sugiro que não percam tempo e que embarquem na leitura imediatamente!