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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Me and my crazy self




Desde que iniciei a vida de leitor compulsivo, na adolescência, sempre fui chegado a acreditar ter um alter ego, um outro eu, geralmente absorvido dos personagens fortes (ou até dos fracos) oriundos de romances, poesias épicas, filmes, biografias, novelas, músicas, propagandas, enfim, de todo tipo de manifestação humana que tivesse a capacidade de se insinuar em meu cérebro.
Talvez o meu primeiro alter ego tenha sido Huckleberry Finn, rebelde personagem de As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain, que ganhou livro próprio em 1884 e até protagonizou filme, em 1993. Eu sonhava acordado ser como Huck, e até na verdade em ser o próprio Huck Finn.
Muitos o sucederam no cargo hipotético de alter ego, como Rick Deckard, de Do Androids dream of eletric sheep?, livro de Philip K. Dick que originou o filme Blade Runner, passando por Eneias, eternizado pelo gigantesco poeta Virgílio em A Eneida, e até mesmo o detetive John Diphoo, da fantástica trilogia O Incal, de Alejandro Jodorowsky e Moebius.
Mas há algum tempo fiquei fixado definitivamente por Corto Maltese, tão encantadora criatura que até o seu criador, o italiano Hugo Pratt o tomou para si como alter ego.
Como definir Corto Maltese sem expor as minhas próprias entranhas?
Corto é um viajante, sempre em movimento e isso me agrada sobremaneira. Percorre o mundo todo, não por dinheiro ou poder, e sim pela liberdade de o percorrer. A imaginação é o seu combustível e nem sempre ele é politicamente correto. Aliás, quase nunca.
Ele é verdadeiramente um anti-herói, uma espécie de Ulisses ao contrário. Ama muito, procurando sua alma gêmea, e um dia a encontrará, desde que ela se disponha a acompanha-lo, de rosto virado para o vento norte.
Nesse ponto, a vida real esboça tocar a surreal. No delírio onírico de Corto, como no meu, a mulher utópica é na verdade uma andróide, como a doce Rachel, de Blade Runner. Ou talvez seja mais parecida com o alter ego desta última, a insinuante Pris? Ou com ambas?
Ou poderia ser uma andróide para cada ego?! Terão os andróides alter-egos?!



Pris























                                                                                            Rachel












Corto e eu precisamos nos encontrar, um dia...





domingo, 21 de julho de 2013

Outubro, 2013


A julgar pelo eletrizante trailer exibido na Comic Con de San Diego, a quarta temporada de The Walking Dead vem para romper os crânios.
O reinado dos zumbis continua!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Os mortos andantes


Os seguidores das transformações físicas e mentais de Rick Grimes e sua turma já podem se deleitar com os cartazes da quarta temporada da série televisiva americana The Walking Dead, feitos por Alex Ross.
Como as novas aventuras só iniciarão em outubro, nos EUA, sugiro aos viciados na série que mergulhem na leitura dos quadrinhos, disputados a tapa nas bancas e livrarias de Belém. Outra alternativa está na leitura on-line.
Fica no entanto a advertência de que os quadrinhos são bem mais interessantes do que a telessérie e que geram, portanto, uma dose muito maior de insônia e divagações noturnas.
Afinal, não é que pós-apocalipse vicia mesmo!?...

sábado, 16 de março de 2013

The Walking Me


Eu sempre gostei de filmes com temas pós-apocalípticos, desde os velhos tempos de Mad Max até os novos tempos de A Estrada e O Livro de Eli.
Mas confesso ter tido uma enorme repulsa inicial pela série televisiva The Walking Dead, exibida no Brasil pelo canal por assinatura Fox e agora pela Band.
Talvez por odiar blockbusters, ou por gostar muito da graphic novel que deu origem à série, acabei por me "esconder" dos walkers o quanto pude.
Mas eles me morderam...
Bastou assistir a um episódio da terceira (e atual) temporada e acabei correndo atrás do atraso e vendo em DVD as duas primeiras temporadas.
O que me seduziu na série eu não sei exatamente, mas adoro a situação de "torpor" residual que persiste martelando a mente após o término de cada episódio e que às vezes invade a manhã do dia seguinte.
O comportamento humano em situações absolutamente adversas, de risco real de vida, de luta surda pela sobrevivência, nos leva a atitudes que oscilam entre o nosso "pior" ao nosso "melhor" em um átimo. Quem somos e quem deixamos de ser vêm à tona simultaneamente, formando uma dicotomia bem semelhante àquela com a qual convivemos em nosso dia-a-dia de forma sub-liminar, imperceptível a nós mesmos.
Afinal, qual a diferença entre "re-matar" um walker ou tomar decisões contra outros seres humanos?!
O paraíso e o pós-apocalipse são aqui e agora.

"They say that life's a carrousel,
Spinnig fast, you gotta ride it well.
The world's full of kings and queens,
Who blind your eyes, who steal your dreams.
It's Heaven and Hell!"

sábado, 5 de janeiro de 2013

Consciência eletrônica


A ambiciosa graphic novel brasileira V.I.S.H.N.U. (Quadrinhos na Cia; 2012) já está à venda aqui na Mangueirosa.
Feita sob medida para quem gosta dos traços de Moebius e de temas como inteligência artificial, livre-arbítrio, misticismo e consciência eletrônica, a HQ representa sem dúvida o voo mais alto dos quadrinhos nacionais no universo quase infinito da ficção científica.
Um dos pontos positivos da obra, na minha opinião, são as criaturas desenhadas por Fabio Cobiaco, no melhor estilo do artista surrealista suíço H.R. Giger.
Apenas a semelhança (relativa) do argumento (de Eric Acher) e do roteiro (de Ronaldo Bressane) com o livro Count Zero, de William Gibson, me deixou meio cabreiro.
Como é a primeira parte de uma trilogia, vejo alguma chance de que eu possa estar enganado.
Mesmo assim, vale cada um dos 55 reais do preço.