Mostrando postagens com marcador Língua Portuguesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Língua Portuguesa. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de dezembro de 2012

Soror saudade

Florbela d'Alma da Conceição Espanca nasceu e morreu num 8 de dezembro, como hoje. A poeta portuguesa  entrou em cena em 1894 e se retirou em 1930. Muitos a consideram modernista, apesar dela ter se mantido longe de Fernando Pessoa & companhia. Como diz a crítica literária Natália Correia: "Sacerdotisa do Eterno Feminino, Florbela auto-marginalizou-se dessas vanguardas que parecem desmentir as antiguidades poéticas. ( prefácio do «Diário do Último Ano»).
No Brasil, foi o compositor e cantor Fagner que, no final dos anos 70, nos revelou Florbela ao musicar Fanatismo, um dos sonetos de amor mais radicais da história da Literatura mundial.
Este ano, o cineasta português Vicente Alves do Ó lançou Florbela, o filme-biografia, com produção apurada, que foi um dos sucessos de bilheteria na Terrinha. Comprei o DVD numa promoção do jornal O Público, mas ainda não vi.  Talvez o faça hoje, dia de Florbela. Aqui, vocês tem o trailer.

domingo, 16 de outubro de 2011

Ramil e o Brasil austral


Um dos grande prazeres de dar aulas de português aqui na Bélgica é que aprendo, descubro e redescubro muitas coisas do Brasil, e da lusofonia em geral, com os alunos. Hoje, recebi de um dos meus mais diletos e curiosos cursistas, Philippe De Grande, um programa inteiro da rádio CBN de SP com um dos meus artistas favoritos: Vitor Ramil. Ele está em turnê com o show Délibáb, do CD do mesmo nome, que é inteiramente de milongas, feitas sobre poemas musicados do mestre argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho (também mestre, mas quase desconhecido) João da Cunha Vargas. No programa da CBN, Ramil cantou ao vivo, contou um pouco de sua história profissional, falou sobre o portruguês do gaúcho, do contato com Mercedes Sosa e Caetano Veloso (que participa do recente CD de Ramil), entre outros temas. Um ouvinte perguntou ao músico gaúcho como a música dele é recebida fora do Sul e Sudeste do Brasil. Ele respondeu que, depois de Porto Alegre, o público mais numeroso e fiel que tem é o de Belém do Pará. E rasgou elogios à cidade das mangueiras. Disse que depois de Pelotas, é a cidade mais bonita que conhece e que se sente muito feliz em Belém.
Depois, navegando pelo Youtube, vi esse pequeno vídeo sobre o processo de gravação de Délibáb. Um prazer ver Vitor Ramil tão produtivo e nos lembrando dessa diversidade que é o Brasil austral.

sábado, 27 de novembro de 2010

Total vigília



Na primeira vez eu achei que a digitadora havia se enganado.
Na segunda vez pensei que a clínica ainda não havia trocado de digitadora.
A partir do terceiro exame de "eletroencefalograma em vigilha" eu tive a convicção de que há algo de muito errado, ou na medicina, ou na língua portuguesa.
Vigília já!