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terça-feira, 9 de abril de 2013

Quanto você pagaria?


Vocês acham um absurdo pagar R$ 3.000,00 por um iphone 5? E que tal R$ 4.800,00 pela versão mais barata do Macbook Pro?
Bem, nem sempre foi assim.
No passado, era muito mais caro, e nós pagávamos sem chiar.
Em 1996, por exemplo, o queridinho da telefonia móvel era o levíssimo Motorola Startac da ilustração acima, que custava, em valores corrigidos, mais de R$ 8.000,00. Hoje daria para comprar quatro iphones 4S com esta verba!
E naquele mesmo ano o sonho de todo computer freak era o AcerNote 350 P, vendido pelo equivalente hoje a mais de R$ 13.000,00!!!
Para os masoquistas que desejarem sofrer com os valores pagos no passado, sugiro interessante matéria do UOL Tecnologia.
O que?!... Quase cinco mil reais por um DVD player Gradiente??!!... Talvez seja melhor mesmo não ler ...

terça-feira, 12 de março de 2013

Farinha nas alturas


Como entender o preço de R$ 8,00 cobrado nas feiras e supermercados por um quilograma de farinha?
Hoje um produtor rural de São Francisco do Pará me forneceu um número estarrecedor, que confundiu o meu já parco raciocínio econômico: ele vende "uma saca" de 60 kg da farinha que produz em seu sítio, por R$ 30,00, na origem (cinquenta centavos por quilo!).
Quem me ajuda a compreender um acréscimo de 1.500 % até o preço final?!...
Quem explica - Harvard ou Freud?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Plágio à vista!!!


Fiquei muito curioso com a polêmica envolvendo os livros Max e os Felinos (do falecido escritor gaúcho Moacyr Scliar; 1981) e Life of Pi (do canadense Yann Martel; 2001), celeuma esta reverberada pelas recentes estatuetas do Oscar (quatro!) recebidos pelo filme homônimo Life of Pi.
Sem qualquer pretensão literária e imerso em simples curiosidade, passei à leitura, inicialmente do Max e logo em seguida do Pi (este optei por ler em inglês, apesar de haver edição em português recente da Rocco).
Fiquei pasmo com o número de "coincidências", e incrédulo com o fato de Scliar nunca haver processado Martel.
Fuçando um pouco, tive alento (mínimo, é bem verdade) ao descobrir na Folha de São Paulo que o escritor gaúcho pelo menos pensou em processo lá pelos idos de 2002, quando Pi virou um best seller em escala global.
Acabei descobrindo, para minha tristeza, que no mundo maravilhoso do multimilionário mercado editorial muitas situações também terminam em acordos velados na pizzaria.
Pois desta minha experiência de comparação entre as duas obras, acabei ficando apenas com um gosto residual amargo de derrota e injustiça.
E nada mais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um carro sem motor?

Propaganda do novo i30 (Folha de São Paulo; 05/02)

Ao leitor mais atento, a propaganda do último lançamento da Hyundai, o novo i30, chama a atenção pela ausência de qualquer menção referente à motorização do veículo.
Talvez tal fato tenha a ver com a decisão da Hyundai de importar o novo modelo apenas com o motor 1.6 bicombustível (que rende 128 cavalos com etanol), aposentando assim o antigo motor 2.0 à gasolina (que rendia 145 cavalos, aliás bem divulgados quando de seu lançamento em 2009).
O motor desapareceu da propaganda e encolheu em tamanho na proporção inversa do preço, já que o novo modelo está custando até 20% mais caro (o preço varia de R$ 75.000,00 a R$ 85.000,00).
Curiosamente, a montadora coreana de automóveis Hyundai e sua subsidiária Kia são conhecidas pela agressividade em suas propagandas, o que já lhes rendeu multas e processos em vários países, inclusive recentemente nos Estados Unidos (por números de consumo manipulados).
Aqui no Brasil o imbróglio envolvendo o modelo Veloster, em 2011 acabou em pizza (vide postagem Veloster, Molóster ou Slowster?).
Mas é inegável que o carro é bonito e bem equipado e que vai concorrer bem contra rivais de peso, como Volkswagen Golf, Peugeot 308, Citroen C4 e Ford Focus.
Pessoalmente, não consigo me conformar que o mesmo carro custe apenas US$ 15,000.00 nos EUA.
Até quando seremos consumidores "bonzinhos"?!...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A lebre e o besouro

A lebre

Responda em menos de um segundo: quem é mais rápido, o novo esportivo BMW Z4 20i ou o novo VW Fusca?
Bem, a resposta correta, por mais incrível que possa parecer, é o Fusca.
Para entender como um Z4 acelera de  0 a 100 km em “apenas” 7,2 segundos, contra “incríveis” 7,1 segundos do Fusca, temos que absorver que o downsizing de motores é um fato concreto, mesmo entre as mais tradicionais montadoras automobilísticas.
A tendência mundial é a de reduzir o tamanho dos motores, deixando-os com menor capacidade cúbica e segurando a potência com um turbo, geralmente pequeno, associado à injeção direta de combustível. Tudo pela economia de combustível e (supostamente) pela menor emissão de poluentes na atmosfera.
E como os carros importados custam no Brasil pelo menos o dobro do valor cobrado na Europa ou nos Estados Unidos, por exemplo, a opção mais lucrativa para as poderosas montadoras/importadoras é trazer os caros modelos esportivos com o menor motor disponível, custando obviamente o máximo possível.
No exemplo desta postagem, a BMW trouxe da Alemanha o coupé/conversível Z4 com um motor 2.0 “gitito”, de apenas 184 cavalos (custando R$ 219.950,00), enquanto a Volkswagen trouxe do México (com o privilégio da isenção de impostos) o novo Fusca com o fantástico motor 2.0 TSi, de 200 cavalos (o mesmo que equipa o também mexicano Jetta e o alemão Passat), por R$ 76.000,00.
Aos proprietários do belo BMW Z4 resta rezar para jamais encontrar um Fusca no sinal.
Placar final: Besouro 1 X 0 Lebre.
Quem diria?!...


O besouro

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Kobo da Cultura

Kobo (divulgação)

O mercado do livro no Brasil tem crescido muito nos últimos anos. Ao que parece, esse crescimento não é fruto da melhora no nível educacional da população, mas do aumento da renda média do brasileiro. Em outras palavras, o livro é tratado como bem de consumo, e não como bem cultural - daí porque os títulos mais vendidos são os de auto-ajuda ou best sellers, como a "saga" Crepúsculo, as obras do indefectível Paulo Coelho ou os manuais de marketing pessoal e profissional.

Boa parte das vendas no país ainda é dos tomos em papel. O livro digital é parte muito pequena do mercado, em parte porque as grandes livrarias brasileiras não haviam se interessado pelo produto. O livro digital ainda era mais facilmente encontrado nas bookstores estrangeiras, sendo a principal delas a Amazon.com.

Eis que o Natal de 2012 revela uma novidade que talvez melhore esse cenário: a Livraria Cultura, uma das maiores do Brasil, acaba de divulgar o lançamento de seu e-reader, nos moldes do Kindle, da Amazon. A empresa paulista utilizará o modelo Kobo (quase um bife japonês) e promete fazê-lo chegar ao consumidor nacional com 30.000 títulos disponíveis.

Resta saber se a promessa de tantos títulos se concretizará no vernáculo. Afinal, a Amazon possui milhões de livros disponíveis para quem se dispuser a pesquisar, mas desses somente uma parte ínfima é em português.

De todo modo, a iniciativa da Cultura não é nada ruim para quem, há dois anos, possuía míseras 1.000 obras em seu catálogo. A intenção é bater a maior livraria virtual do país, a Gato Sabido, que hoje possui menos de 7.000 títulos em suas estantes digitais. Oxalá venha mais.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Rock'n'beer

Para aqueles que curtem o binômio hard rock e chilled beer, a banda de rock britânica Motorhead  lançou a Bastard Lager, uma cerveja bem suave que é produzida na Suécia.
Lemmy & companhia já tinham lançado uma marca de vinho tinto em 2011, a Motorhead Shiraz, seguindo os passos de outras bandas de rock como Slayer (que tem um Cabernet Sauvignon no mercado) e  AC/DC   (que lançou quatro vinhos distintos).
Se a moda pegar por aqui, em breve poderemos ter a "Sidra NX Zero" ou mesmo o "Conhaque de Alcatrão Luan Santana"...
Cruz credo!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mercado editorial


"Não podemos deixar na mão do mercado a decisão do que merece ser publicado."
Ivana Jinkings (editora brasileira)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Made in china



A fabricante chinesa de automóveis Chery vem provocando um verdadeiro furor na Venezuela.
Graças a preços mais baixos, oriundos de um acordo com o governo de Hugo Chavez, seus dois modelos lá fabricados são sucesso total de vendas, gerando longas filas nas portas das quatro lojas existentes naquele país.
Num mundo em crise, a imagem acima (oriunda da revista Motor Dream) parece ser no mínimo surreal.
No Uruguai a Chery já é a terceira marca mais vendida, perdendo apenas para Chevrolet e Volkswagen.
E não devemos esquecer que a montadora chinesa vai inaugurar a sua fábrica em Jacareí (SP) em 2013, prometendo apagar a fase do "Eu faz pleço bom pla vocês" do mapa e a substituindo por algo como "carro chinês - você ainda terá um".
Será?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Veloster, Molóster ou Slowster?


Nós, brasileiros compradores de carros, devemos ter fama intergaláctica de trouxas, ou algo parecido.
Não vou nem entrar no mérito dos impostos, ou dos lucros enviados pelas montadoras a suas matrizes, nem das regras financeiras em eterna mutação e da baixíssima qualidade dos carros aqui produzidos.
Vide apenas o exemplo do lançamento recente (há cerca de 6 meses) do esportivo Veloster, da Hyundai.
Carro de design bonito, algo polêmico até, foi divulgado exaustivamente pela mídia e vendeu bem, a princípio, gerando inclusive uma pequena fila de espera.
O único e grande problema do veículo, logo constatado pelos felizes proprietários, era o fato de que ele não mostrava desempenho nem de longe compatível com os 140 cavalos anunciados pela produtora. Resumindo, os belos carros não conseguiam subir ladeira alguma.
Alguns comentários tímidos chegaram à imprensa especializada, com destaque para a edição de dezembro da revista Quatro Rodas, cuja avaliação final do carro, no entanto, foi bastante positiva.
Somente agora, em fevereiro, a revista Fullpower (que por coincidência não apresenta em suas páginas propagandas da Hyundai ou da Kia), ousou publicar reportagem sobre o teste do motor do Veloster em dinamômetro, e advinhem?!... Dos 140 cv anunciados, apenas 121 são entregues (a matéria completa está disponível no UOL Carros).
E agora?
A única medida real tomada pela montadora foi a supressão pura e simples das informações técnicas sobre a potência do motor no seu site. E nada mais.
Parece que inauguramos, com este affair, uma nova fase de nossas vidas como consumidores: a da globalização.
Agora somos enganados também pela indústria sul-coreana.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Quanto vale uma garrafa de Coca Cola?


Se alguém paga US$ 117,000 por uma garrafa de vinho branco (vide Quanto Vale Uma Garrafa de Vinho?), quanto você pagaria por uma garrafa de Coca Cola?

Eu já paguei US$ 7.50, do frigobar do Sheraton Montevideo, por uma preciosa lata de Coca Zero. E também US$ 5.00 por uma garrafa de 185 ml de Coca Light em Lucerna. Esse foi o meu recorde, eu acho.

Pois ontem um amigo me contou que a Coca Cola de 2 litros, PET, custa R$ 16,00 em Fortalezinha, belíssima praia na Ilha de Maiandeua, vizinha à Algodoal.

Curiosamente, a Cerpa Gold sai por R$ 2,50, no mesmo local.

Quem entende?




Fortalezinha

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fábrica de “best-sellers”


O mercado editorial americano de livros é muito estranho e complexo, principalmente para aqueles que como eu, não conhecem nada de suas engrenagens.
Nos últimos anos, porém, um fato me chamou a atenção: a invasão dos Estados Unidos por autores escandinavos.
Nomes como o do sueco Stieg Larsson (autor da trilogia Millennium – mais de 40 milhões de livros vendidos só nos E.U.A.), falecido em 2004, precisam urgentemente de sucessores para que o fluxo de dólares se mantenha constante e crescente. Os candidatos ao posto de Larsson na fábrica de best-sellers são o norueguês Jo Nesbo e as suecas Liza Marklund e Camilla Läckberg, autores já consagrados no velho continente.
Como já se prevê o esgotamento da onda escandinava, os próximos escritores a fazer sucesso (a partir de 2013 ou 2014) estão sendo “caçados” neste momento, na Ásia e na África.
Um dia, quem sabe, esse “tsunami ianque" atingirá a América do Sul e novos Paulo Coelho’s nascerão.
Ou serão fabricados?!...

domingo, 5 de setembro de 2010

O cenário atual das livrarias em Belém


Livraria Cultura; Conjunto Nacional; São Paulo

A propósito da postagem Uma estória de amor, recebi há pouco ligação de um amigo me interpelando sobre a real necessidade de se adquirir livros via site da Livraria Cultura, uma vez que já temos Livraria Saraiva em nossa cidade.
Bem, os mais de 6 milhões de títulos disponíveis na Cultura poderiam ser o argumento definitivo para a opção, mas acho que há bem mais do que isso para ser discutido.
Não tenho dúvidas de que Belém tem um mercado reprimido grande para artigos de cultura em geral, especialmente livros.
Antes da Saraiva tínhamos como opções principais:Visão, Fox, La Selva e Newstime.
Após um mês de funcionamento como estarão os concorrentes da Saraiva?
O vendedor que me atende há anos na Newstime disse que nada mudou, mas confesso que não acredito – deve ter havido uma ligeira queda inicial.
A Visão deve ter sentido também, eu imagino. Mesmo porque nunca vi clientes em grande número por lá.
A Fox se armou com espetacular renovação do setor de quadrinhos e parece ter trazido novas editoras.
Quanto à La Selva, creio que o seu público básico seja constituído de viajantes, e portanto, mais ou menos uniforme.
Lamento o ocaso da tradicional Jinkings e o fracasso absoluto da Feira do Livro 2010.
Estou convencido de que a Livraria Saraiva abalará, a médio prazo, as vendas do setor de livrarias em Belém e principalmente o de eletrônicos. Hoje à noite a loja estava lotada e mesmo após o fechamento, às 21 h, as pessoas pareciam querer permanecer lá dentro.
Com os preços competitivos praticados na inauguração, a Sol Informática me parece ser a maior “vítima” da Saraiva.
E que venham Siciliano, FNAC, Cultura, da Vila, etc.
Nós precisamos de mais livrarias/megastores com urgência!
O mercado belenense, inclusive o literário, necessita de competição para assegurar a sua própria sobrevivência.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Construção civil em Belém: quem explica?

De 2003 a 2007, a indústria da construção civil na região Norte foi a que deteve a maior produtividade do setor em todo Brasil. No mesmo período, foi também a que apontou a segunda maior média salarial do país.

No entanto, à frente das estatísticas, não é o Pará quem aparece: Amapá e Amazonas, respectivamente, foram os Estados que mais contribuíram para o aumento dos percentuais estudados, segundo o IBGE.

O Estado do Pará, por sua vez, possui duas fábricas de cimento implantadas em seu território, ambas do grupo João Santos (Cimento Nassau): uma em Capanema e outra em Itaituba, esta de grande porte. Também há uma unidade de moagem e ensacamento de cimento da Votorantim em Barcarena, próximo a Belém. Finalmente, o grupo João Santos também já lançou as bases de uma outra unidade fabril, esta no sul do Pará, no município de Barcarena.

A tecnologia da construção civil, é bom que se diga ainda, evoluiu muitíssimo ao longo dos últimos dez anos. As obras de grandes empresas, hoje, são limpas, rápidas e mais seguras.

Também houve evidente alavancagem da indústria local pela associação com grandes empresas do sudeste brasileiro. Agre (junção das antigas construtoras paulistas Agra e Abyara), Inpar, Cyrela, invadiram o mercado paraoara após abrirem seu capital nas bolsas de valores.

Evidentemente, aliado a todos estes aspectos, o consumo elasteceu-se, abrindo a oportunidade para que mais pessoas tenham acesso à casa própria ou ao mercado de imóveis como investimento. Linhas de crédito de bancos estatais e privados facilitaram sobremaneira a nova realidade paraense, reflexo do momento econômico que o país vive.

O retrato da construção civil no Pará, portanto, deveria apontar para preços compatíveis com esta realidade. Há muita oferta, enorme concorrência, bom mercado consumidor e dinheiro farto para investimento e financiamento de aquisição. No entanto, a construção civil paraense continua vendendo seus imóveis à média de R$ 5.500,00 o metro quadrado construído. Em Belém, vendem-se apartamentos de 56 m2 (cinqüenta e seis metros quadrados) – o tamanho de uma sala de estar, em imóveis antigos – por cerca de R$ 328.000,00, isto é, mais ou menos R$ 5.800,00 o metro.

Alguém consegue explicar esta conta?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Passo a passo

Ainda há esperança de que, passo a passo, desmonte-se o intrincado novelo de provas da existência e funcionamento do grande esquema de Daniel Dantas nos subterrâneos do mercado e da política brasileiros.

Hoje, por maioria, a 5a Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu a legalidade do procedimento de busca e apreensão de hard-disks dos computadores do Banco Opportunity, realizado durante a Operação Chacal da Polícia Federal, no 2o semestre de 2004.

Na prática, isto significa que, a ser mantida a decisão (ainda restam os inevitáveis recursos e medidas cautelares, mandados de segurança et cætera ao Pleno do STJ e aos diversos órgãos do Supremo Tribunal Federal), finalmente a Justiça poderá quebrar o sigilo de informações constantes dos HD's, medo maior de grande parte da elite do país.

Há, porém, dois entraves enormes ainda à frente do desfecho desta novela tipicamente brasileira: o tempo, que age a favor dos incriminados - note-se que a operação policial se deu em 2004, o Habeas Corpus onde tomada a decisão acima foi impetrado em 2008 e somente hoje, em fevereiro de 2010, o STJ declarou a legalidade da medida -, e a mais alta Corte nacional. Afinal, ainda vige uma medida liminar, concedida pela ministra Ellen Gracie, que proíbe o acesso dos agentes federais aos dados existentes nos tais HD's, e muitos outros processos ainda poderão ser iniciados no Supremo.

Até lá, a ignorância continuará sufocando a esperança.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pouco interesse pela portabilidade




















Nada como a concorrência ára aquecer mercado. Vejam que até agora, só 0,1% dos usuários de telefonia fixa e móvel mudaram de operadora nas áreas onde a portabilidade está em vigor, mas a expectativa é de que a adesão aumente até março, quando os serviço estará disponível em grandes capitais, como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. “Até a conclusão do processo, com a entrada em São Paulo, teremos uma visão melhor do processo”, observa José Moreira Ribeiro, presidente da ABR Telecom, entidade que administra a portabilidade.

Além de o total de pedidos ser pequeno em relação à população coberta pelo serviço, pelo menos um terço das solicitações não são efetivadas. Dos 180.144 registros entre 1º de setembro e 31 de dezembro, apenas 119.143 foram concluídos. O restante ou não conseguiu levar o número para outra operadora por algum problema técnico, ou acabou desistindo do processo porque a empresa atual seduziu o cliente, oferecendo-lhe algum aparelho de ponta, desconto na assinatura ou minutos gratuitos.

Vai um jabá ai para você permanecer na sua operadora?