
Imagem: NASA
Quando leio ou ouço algo a respeito do mundo estar "
em perigo” pelas mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, fico pensando o quão cético eu devo ser a respeito desta e de outras tragédias que assolam o noticiário diariamente.
Em relação ao
meio ambiente, questiono intimamente a calamidade que se formaria se, com o dito aquecimento global, as cidades costeiras realmente desaparecessem sob as águas do mar, desencadeando um cenário trágico de refugiados vagando pelos países e pelos continentes, tangidos por secas e inundações, fome e pestes, guerras e mortes, muitas mortes, decorrentes principalmente da escassez de recursos.
Tudo isso me parece ecoar o Velho Testamento e suas pestes negras, as chuvas de rãs e a certeza de que o fim do mundo se aproxima. E o que é pior, em roupagem high tech e multimídia, o que ainda potencializa o efeito pré-apocalíptico nas pessoas desavisadas.
O fim do mundo nos é apresentado não como uma fantasia, mas como algo com data marcada, prestes a acontecer.
O mundo velho, pouco purificado pela fé decadente, destilado pela violência e semi-destruído pelos maus tratos, naufragará num grande desastre natural por culpa nossa, dos infiéis que não zelaram pela moradia. Assim querem nos fazer pensar.
Mas quem podem ser os interessados pela disseminação desta nova besta do apocalipse, rotulada de
meio ambiente?
Os comunistas mataram os kulaks e sucumbiram. Os nazistas naufragaram em suas fantasias milenares. A guerra fria e o seu terrível fantasma da “
morte a todos” acabou.
Quando as contradições internas devoraram o império soviético e o capitalismo iniciou solitário o seu reinado ora em curso, por que a preocupação global não foi direcionada, por exemplo, à pobreza e à fome?
A fome global poderia ter sido o alvo dos governos mundiais, que no entanto optaram por criar um “
monstro ecologicamente correto” para desovar e gerar dinheiro.
Creio que tudo passa pelo hediondo poder financeiro e sinceramente creio que ninguém que realmente possa fazer alguma coisa pelo
meio ambiente tem sequer um pouquinho de preocupação a este respeito, nem tampouco fará algo real para “
nos salvar” (a não ser tentar lucrar mais). Quem realmente quer salvar alguma coisa somos nós, os marionetes, os sonhadores e os artistas.
Desculpem o desabafo, mas eu andava meio engasgado com todas as bobagens que sou obrigado a ler e a ouvir sobre este assunto, quase que diariamente, e por vezes a mera menção do termo
meio ambiente, principalmente com tom de preocupação, me dá náuseas.
Afinal, onde esconde-se realmente o perigo?