terça-feira, 9 de abril de 2013
Quanto você pagaria?
Vocês acham um absurdo pagar R$ 3.000,00 por um iphone 5? E que tal R$ 4.800,00 pela versão mais barata do Macbook Pro?
Bem, nem sempre foi assim.
No passado, era muito mais caro, e nós pagávamos sem chiar.
Em 1996, por exemplo, o queridinho da telefonia móvel era o levíssimo Motorola Startac da ilustração acima, que custava, em valores corrigidos, mais de R$ 8.000,00. Hoje daria para comprar quatro iphones 4S com esta verba!
E naquele mesmo ano o sonho de todo computer freak era o AcerNote 350 P, vendido pelo equivalente hoje a mais de R$ 13.000,00!!!
Para os masoquistas que desejarem sofrer com os valores pagos no passado, sugiro interessante matéria do UOL Tecnologia.
O que?!... Quase cinco mil reais por um DVD player Gradiente??!!... Talvez seja melhor mesmo não ler ...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Maggie, musa do avesso
Talvez não exista na História do Pós-Guerra figura pública que tenha merecido ódio em verso e prosa quanto Margaret Thatcher. A ex-primeira-ministra britânica partiu hoje aos 87 anos deixando atrás de si um legado devastador na economia e um bom punhado de canções contra ela - na verdade, contra os tubarões que ela representou tão bem. Pelo menos duas canções contra Maggie desejavam-lhe a morte e duas a acusavam de alta traição. Todas compostas pela nata da nata do Pop Rock Brit: Morrisey, Elton John, Roger Waters e Elvis Costello.
-Margaret on the guillotine: o bardo Morrisey, logo depois de acabar com The Smiths, dedicou uma faixa do primeiro álbum solo (Viva Hate) à "fofa" da 10 Downing Street . Nenhum rock visceral, mas uma suave canção, com harpa, um som de guilhotina no final e alguns versos singelos como estes:
The kind people
Have a wonderful dream
Margaret On The Guillotine
Cause people like you
Make me feel so tired
When will you die ?
O povo amável
tem um sonho maravilhoso
Margaret na guilhotina
Porque pessoas como você
me fazem sentir tão cansado
Quando você vai morrer?
-Merry Christmas Maggie Thatcher: Sir Elton John escreveu essa para o musical Billy Elliot, a versão West End londrino do filme de Stephen Daldry, que retrata os confrontos da greve dos mineiros ingleses, em Durham em 1985.
So merry Christmas Maggie Thatcher
May God's love be with you
We all sing together in one breath
Merry Christmas Maggie Thatcher
We all celebrate today
'Cause it's one day closer to your death
Então feliz natal Maggie Thatcher
Possa o amor de Deus estar com você
Nós cantamos juntos num só fôlego
Feliz Natal Maggie Thatcher
Nós todos celebramos hoje
Porque é um dia mais perto para a sua morte
- Get your filthy hands off my desert: Roger Waters escreveu essa para o álbum The Final Cut do Pink Floyd in 1983. Era um protesto contra o que ele chamava de traição de Maggie aos valores do pós-guerra ao levar os ingleses ao inferno da Malvinas.
Quando a Inglaterra era a puta do mundo
Margaret era a cafetina
E o futuro parecia brilhante e claro como seria
o asfalto negro
Bem, espero que ela durma bem à noite,
que não seja obcecada por cada peaueno detalhe
Porque quando ela sustentava seu formoso rosto nas mãos
tudo o que ela pensava era traição.
Bem, Maggie era mesmo a anti-musa; E olha que eu nem vou escrever aqui sobre as bandas punks que tinham a meiga como alvo favorito nos anos 80.
terça-feira, 12 de março de 2013
Farinha nas alturas
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quanto custa morar no Pará?
Li hoje, em um desses painéis informativos de elevador, que o custo médio da construção civil no Pará alcançou o valor de R$ 813,91 no primeiro semestre.
Imediatamente me veio à cabeça uma pergunta que já fiz aqui mesmo, no Flanar, para a qual nenhuma resposta satisfatória apareceu: como as construtoras chegam ao preço de quase R$ 6.000,00 o metro quadrado, como alguns empreendimentos ostentam?
Haverá quem pondere que no preço da construção não está incluído o custo dos terrenos onde são construídos os condomínios. Não está mesmo? E os salários dos operários? E os impostos? Não creio que a formação do preço decorra tão somente dos custos do material.
Alguém pode explicar essa lógica, destrinchar esse teorema, explicar esse cálculo?
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Crise? Que crise?
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Rara e cara bela
domingo, 22 de abril de 2012
De novo, o preço dos carros no Brasil
O que se paga pelos carros no Chile é de causar espanto - e indignação - em qualquer brasileiro, em parte pela carga tributária muito menor cobrada pelo governo de lá e, talvez, também por margens de lucro mais estreitas em um mercado tão competitiva.
Leia o restante da matéria, conheça alguns preços e se lembre de que nossa vida poderia ser melhor, neste país, se fôssemos melhores não apenas como eleitores, mas também como consumidores. Boicote aos carros caros, já!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
DNA brasileiro
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| Cara de mau, porte robusto. Agora é carro de homem. |
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| Traseira com ares de Hyundai. Dá vontade de ter um. |
A presente postagem não se limita a simples entusiasmo de um fã de carros. Por incrível que pareça, este acontecimento sinaliza mudanças relevantes na economia mundial. Pense bem: Salão do Automóvel de Nova Délhi? Alguns anos atrás, isso seria impensável. Mas agora os países emergentes não são mais meros mercados do refugo da indústria automobilística. A indústria depende deles, já que os países ricos estão há anos numa crise que não dá sinais de arrefecimento. Consequência: os emergentes agora querem carros mais recheados de tecnologia, mais modernos e bonitos, econômicos e com preço justo.
O outro sintoma é que, pela primeira vez na história da Ford, uma empresa americana, será vendido no mundo (o tal conceito de carro global) um veículo desenvolvido pela engenharia brasileira. Yes, we can. E os brasileiros fizeram bonito, porque o resultado enche os olhos e faz o pé direito coçar.
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| Robusto, ele até impressiona. Mas sem os enfeites, lembra os carros da Lada, aquela russa que passou por aqui nos anos 1990. Ou seja... |
Quando o novo EcoSport chegar, terá condições de dar uma chega pra lá no Renault, que tem seus méritos, mas incomoda com aquele design do leste europeu — o projeto é da Dacia, subsidiária romena da Renault, responsável pelo Logan, um dos carros mais feios já vendidos no Brasil. Seu visual algo coreano é magnífico, mas precisa oferecer mais do que isso: preço, consumo de combustível e melhorias no acabamento pobrinho, que sempre comprometeu o Eco.
Seja como for, a dobradinha governo (por causa dos impostos) e empresariado (por causa da ganância) farão o EcoSport custar muito mais do que poderia. Essa é uma realidade que ainda nos constrangerá por muito tempo. Quem sabe até aprendermos a ser eleitores e consumidores conscientes.
Que tal apoiarmos a ideia de boicote a carros caros?
sábado, 12 de novembro de 2011
Belém sem Podium

sexta-feira, 27 de maio de 2011
Tablets para o povo!
Bacana, não? Difícil crer que Executivo e Legislativo andem tão preocupados em fazer alguma coisa, ainda que isolada, de interesse público. Mas o fato é que o projeto vem tramitando com aprovação no Senado, e em caráter terminativo (que dispensa aprovação em plenário). Isso pode permitir uma aprovação rápida, seguida de encaminhamento à Câmara dos Deputados.
Claro que existem muitas implicações, inclusive no que tange aos empregos que podem ser gerados pela fabricação em território nacional. Mas se as duas medidas vigorarem, o cenário do consumo certamente se modificará muito. Afinal, os tablets estão na moda (observe o tanto que se escreve sobre eles) e só não estão mais popularizados no Brasil por conta do preço. O mais famoso deles, o iPad2, possui no Brasil o preço mais alto do mundo. Assim fica difícil.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Desvalorização

Quer saber o quanto desvaloriza o seu carro no primeiro ano?
A agência Autoinforme disponibiliza a análise que efetuou em quase 500 versões de carros em seu site.
A menor depredação foi observada no Celta (versões Life 1.0 VHCE e Spirit 1.0 VHCE – 9,4%) e a maior no Passat Variant Comfortline (versão Turbo 2.0 FSI – 24,3%).
É interessante notar que esses índices seguramente não podem ser aplicados em Belém, pois os preços dos usados aqui na nossa cidade, para venda, são pelo menos
O binômio que se forma é um contra-senso só: compramos os novos mais caros e os vendemos como usados mais baratos em relação ao sudeste do país.
Mais um item no complexo Fator Belém, que regula a capital mais cara do país
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A praça Tahir espanhola
A Europa assiste, um tanto surpresa, a imensa manifestação de milhares de cidadãos na Puerta del Sol, praça emblemática de Madrid. O protesto acontece às vésperas das eleições municipais do domingo na Espanha. O combustível do protesto é a angústia de um país com a maior taxa de desemprego na União Européia: 21% da população em idade ativa - índice que entre os jovens chega a 42% de desemprego.
A lei proíbe manifestações 48 horas antes de uma eleição, mas o medo na Espanha é que um intervenção policial acabe em uma catástrofe. De novo, as redes sociais estão no centro da mobilização. O vídeo acima é do serviço em português da Euronews. Diversos sites mostram a manifestação ao vivo, como o do jornal El Pais. Agora há pouco, o site do jornalão madrilenho noticiou que o Supremo Tribunal Espanhol reiterou a proibição de manifestações a partir da meia-noite do dia anterior à uma eleição. A manifestação na Puerta del Sol passa a ser ilegal daqui a pouco. Faltam 2 horas e 20 para a meia-noite em Madrid.
sábado, 9 de abril de 2011
Sempre ela: a política
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Atualizando às 7:00 AM. Ousadia é uma palavra mágica e infelizmente não faz parte do dicionário da maioria de empresários e políticos.
Quem poderia imaginar que Eike Batista, quando era comprador de ouro em Itaituba (PA) pudesse, um dia, se tornar o 8º homem mais rico do mundo?
Ele foi e é ousado.
O tópico é para reflexão.
terça-feira, 29 de março de 2011
Funcionários públicos endividados
Alguém duvida que o Banpará, por exemplo, já não teria sido privatizado se não fossem os Multicreds da vida?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
As gracinhas de Maílson
Chama atenção a quantidade de personagens que moram juntos, sem um motivo convencional. Na novela, dividem o mesmo teto os primos Renato (Adriano Reys) e Marco Aurélio (Reginaldo Faria), os amigos e companheiros de trabalho Solange (Lídia Brondi) e Sardinha (Otávio Müller), os sócios Raquel (Regina Duarte) e Aldálio (Pedro Paulo Rangel, que na fase anterior da novela morava com sua irmã Aldeíde, interpretada por Lília Cabral) e os irmãos Jarbas (Stepan Nercessian) e Consuelo (Rosane Gofman). Há um lar multifamiliar, onde coabitam Bartolomeu (Cláudio Corrêa e Castro), sua mulher Eunice (Íris Bruzzi), a filha desta Fernanda (Flávia Monteiro), o neto de Bartolomeu Bruno (Danton Mello), e a mãe deste e ex-nora do dono da casa, Leila (Cássia Kiss). Até mesmo a multimilionária Odete Roitman (Beatriz Segall, no papel de sua vida), apesar de possuir 600 milhões de dólares só em aeronaves e de ter casa em Paris, em Gstaad, na Côte-d’Azur e outros lugares tão votados quanto, quando chega ao Rio de Janeiro mora de favor na casa da irmã Celina (Nathália Timberg) – que já abriga os filhos de Odete, Heleninha (Renata Sorrah) e Afonso (Cássio Gabus Mendes).
Cheguei à conclusão que tanta gente morando junto, sem causa aparente, só poderia ser uma imposição da direção da Globo ao autor Gilberto Braga. Afinal, se hoje são comuns cenas gravadas no exterior, em Vale Tudo as várias viagens da família Roitman a Paris não merecem um mísero postal da Torre Eiffel. O fato certamente não se dá em razão do esnobismo de Odete Roitman, frequentadora dos apartamentos da Avenue Foch e avessa aos souvenirs de viajantes ocasionais, mas do momento histórico que o país vivia; os personagens, que falam o tempo todo em crise econômica, desemprego, falta de perspectivas, dão o tom do período em que a novela se passa.
Vale Tudo, afinal, foi ao ar entre maio de 1988 e janeiro de 1989, nos estertores do governo do faraó maranhense José Sarney. Naquela época, reinava no ministério da Fazenda Maílson da Nóbrega, que ali ficou de janeiro de 1988 a março de 1989, e teve um desempenho de péssima lembrança. Na época, para ficar no índice mais representativo, a inflação fechava cada mês em torno de 80%.
Apesar disso, vejam só: hoje, Maílson vive, dentre outras coisas, de falar mal da política econômica do governo federal e de pretender dar lições de economia aos administradores públicos. Seria engraçado, se todos nós fôssemos ingleses.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Ser ou não ser
A política muitas vezes se assemelha ao teatro: todos os atos e palavras de agentes públicos devem ser cuidadosamente pensados, para esclarecer posturas, sanar dúvidas, declarar posições e resolver entreveros. Nada pode fugir do script, sob pena de dar ensejo a crises, várias delas criadas do ar.
Por isso, é mais que simbólica a declaração de Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central, de que Alexandre Tombini seria seu escolhido, caso tivesse sido consultado antes da escolha de Dilma Rousseff.
Afinal, a afirmação aconteceu um dia depois de divulgado o nome de seu sucessor, em evento da poderosa FEBRABAN, a Federação Brasileira de Bancos e, principalmente, depois do mal estar que Meirelles causou ao Planalto, ao impor condições para sua permanência no cargo.
Nem Sarah Bernhardt, se viva fosse, faria melhor.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Dilema imediato para a presidenta eleita
Malaquias e fariseus fizeram a festa na xepa de fim de feira.
Aborto, terrorismo. Mentiras e falsificações. Valia tudo.
Segundo turno constatado. Urnas apuradas. Dilma sagrando-se a primeira mulher eleita para governar um país de homens nada românticos, muito menos republicanos. O Brasil esperava o segundo ato.
Uma hora, era o falseamento da equipe ministerial imposta por Lula. Noutra, a exigência de partidos aliados.
Assim os códigos na mídia foram disparados.
A pergunta é: a presidente eleita, Dilma Housseff, está preparada para governar abrindo concessões ao comando econômico e de seus gulosos aliados?
Penso que Dilma errou feio ao jogar no colo dos governadores eleitos a história de reavivar a excrecência da CPMF.
Seria mais honesto falar de cara: vou recriar a CPMF.
Mas, por quê Dilma não regula os bingos em seu país?
Eu não gosto de falseamento.
Acredito que se persistir na senda do aperto fiscal, apanhará duplamente da mídia financista: por não atender a demanda sempre insaciável por desvios de recursos dos setores produtivos e sociais para cevar os rentistas e pelo desgaste embutido em políticas de cortes de gastos públicos.
A batalha pela correção do Imposto de Renda, cuja maior defasagem, de 44,96%, remonta ao interminável Governo FH, é apenas a primeira escolha que Dilma terá de fazer.
Sinais de fumaça, ainda que cinzentos, apontam para um desastre logo no início de seu governo.
A presidenta tem que autorizar o rejuste da tabela do imposto de renda, e parar com essa pantomina de cogitar aumento na já brutal carga de impostos.
Estou preocupado com essa transição.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Adeus ao JB
Desde quando vendido pela família Pereira Carneiro, sob administração do lendário Nascimento Brito, em quadro de grave crise financeira, o JB nunca mais se reergueu. O jornalão começou a murchar a partir do fim ditadura de 64/85, que apoiou desde o primeiro momento, em 1964, quando publicou o célebre editorial de 1o de abril, em que defendeu a deposição de João Goulart.
Sem prestígio, o JB, em sua última fase, chegou a ser descredenciado pelo Instituto Verificador de Circulação, o IVC, na mesma pecha que atingiu O Liberal, em Belém - este, vergonhosamente desassociado por divulgar falsos números de circulação diária, segundo se veiculou à época.
Agora, o Jornal do Brasil estará presente somente na internet. Resta saber se esta é uma tendência da imprensa brasileira, em razão dos novos formatos de mídia baseados na internet, ou se o ocaso do JB é um fato isolado.
Quem viver, verá.
domingo, 8 de agosto de 2010
AU! Não Passarão!

terça-feira, 13 de julho de 2010
Pobreza absoluta cai no Brasil
Os estados com maior recuo nas taxas de pobreza foram Santa Catarina, Paraná e Goiás. As três unidades com menor recuo foram Amapá, Distrito Federal e Alagoas. Distrito Federal??? Que vergonha!
Já a taxa de desiguldade de renda recuou em quase todos os estados entre 1995 e 2008. No Pará, foi de 0.56 para 0.50, colocando o estado bem no meio, entre a maioria. O Nordeste é a região com os piores índices de pobreza, e o Sul com os "melhores". Por sinal, a pesquisa indica que a região Sul passou o Sudeste, em termos de indicadores de renda...










