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terça-feira, 9 de abril de 2013

Quanto você pagaria?


Vocês acham um absurdo pagar R$ 3.000,00 por um iphone 5? E que tal R$ 4.800,00 pela versão mais barata do Macbook Pro?
Bem, nem sempre foi assim.
No passado, era muito mais caro, e nós pagávamos sem chiar.
Em 1996, por exemplo, o queridinho da telefonia móvel era o levíssimo Motorola Startac da ilustração acima, que custava, em valores corrigidos, mais de R$ 8.000,00. Hoje daria para comprar quatro iphones 4S com esta verba!
E naquele mesmo ano o sonho de todo computer freak era o AcerNote 350 P, vendido pelo equivalente hoje a mais de R$ 13.000,00!!!
Para os masoquistas que desejarem sofrer com os valores pagos no passado, sugiro interessante matéria do UOL Tecnologia.
O que?!... Quase cinco mil reais por um DVD player Gradiente??!!... Talvez seja melhor mesmo não ler ...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Maggie, musa do avesso

(image from the blog Occasional Links and  Commentaries http://anticap.wordpress.com/2011/07/11/thatcher-killed-football/)

Talvez não exista na História do Pós-Guerra figura pública que tenha merecido ódio em verso e prosa quanto  Margaret Thatcher. A ex-primeira-ministra britânica partiu hoje aos 87 anos deixando atrás de si um legado devastador na economia e um bom punhado de canções contra ela - na verdade, contra os tubarões que ela representou tão bem. Pelo menos duas canções contra Maggie desejavam-lhe a morte e duas a acusavam de alta traição. Todas compostas pela nata da nata do Pop Rock Brit: Morrisey, Elton John, Roger Waters e Elvis Costello.

-Margaret on the guillotine: o bardo Morrisey, logo depois de acabar com The Smiths, dedicou uma faixa do primeiro álbum solo (Viva Hate)  à "fofa" da 10 Downing Street .  Nenhum rock visceral, mas uma suave canção, com harpa, um som de guilhotina no final e alguns versos singelos como estes:

The kind people
Have a wonderful dream
Margaret On The Guillotine
Cause people like you
Make me feel so tired
When will you die ?


O povo amável
tem um sonho maravilhoso
Margaret na guilhotina
Porque pessoas como você
me fazem sentir tão cansado
Quando você vai morrer?

-Merry Christmas Maggie Thatcher: Sir Elton John escreveu essa para o musical Billy Elliot, a versão West End londrino do filme de Stephen Daldry, que retrata os confrontos da greve dos mineiros ingleses, em Durham em 1985.

So merry Christmas Maggie Thatcher
May God's love be with you
We all sing together in one breath
Merry Christmas Maggie Thatcher
We all celebrate today
'Cause it's one day closer to your death


Então feliz natal Maggie Thatcher
Possa o amor de Deus estar com você
Nós cantamos juntos num só fôlego
Feliz Natal Maggie Thatcher
Nós todos celebramos hoje
Porque é um dia mais perto para a sua morte

- Get your filthy hands off my desert: Roger Waters escreveu essa para o álbum The Final Cut do Pink Floyd in 1983. Era um protesto contra o que ele chamava de traição de Maggie aos valores do pós-guerra ao levar os ingleses ao inferno da Malvinas.

Brezhnev took Afghanistan.
Begin took Beirut.
Galtieri took the Union Jack.
And Maggie, over lunch one day,
Took a cruiser with all hands.
Apparently, to make him give it back
 
Brezhnev tomou o Afeganistão.
E Begin tomou Beirute.
Galtieri tomou a União Jack (a bandeira britânica)
E Maggie, no almoço um dia,
tomou um cruzeiro com todas as mãos.
Aparentemente, para fazê-lo devolver


-Tramp The Dirt Down: Elvis Costello em uma super poética canção de ódio dizia:



When England was the whore of the world
Margeret was her madam
And the future looked as bright and as clear as
the black tarmacadam
Well I hope that she sleeps well at night, isn’t
haunted by every tiny detail
‘Cos when she held that lovely face in her hands
all she thought of was betrayal

 Quando a Inglaterra era a puta do mundo
Margaret era a cafetina
E o futuro parecia brilhante e claro como seria
o asfalto negro
Bem, espero que ela durma bem à noite,

que não seja obcecada por cada peaueno detalhe
Porque  quando ela sustentava seu formoso rosto nas mãos

tudo o que ela pensava era traição.

 Bem, Maggie era mesmo a anti-musa; E olha que eu nem vou escrever aqui sobre as bandas punks que tinham a meiga como alvo favorito nos anos 80.

terça-feira, 12 de março de 2013

Farinha nas alturas


Como entender o preço de R$ 8,00 cobrado nas feiras e supermercados por um quilograma de farinha?
Hoje um produtor rural de São Francisco do Pará me forneceu um número estarrecedor, que confundiu o meu já parco raciocínio econômico: ele vende "uma saca" de 60 kg da farinha que produz em seu sítio, por R$ 30,00, na origem (cinquenta centavos por quilo!).
Quem me ajuda a compreender um acréscimo de 1.500 % até o preço final?!...
Quem explica - Harvard ou Freud?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quanto custa morar no Pará?


Li hoje, em um desses painéis informativos de elevador, que o custo médio da construção civil no Pará alcançou o valor de R$ 813,91 no primeiro semestre.

Imediatamente me veio à cabeça uma pergunta que já fiz aqui mesmo, no Flanar, para a qual nenhuma resposta satisfatória apareceu: como as construtoras chegam ao preço de quase R$ 6.000,00 o metro quadrado, como alguns empreendimentos ostentam?

Haverá quem pondere que no preço da construção não está incluído o custo dos terrenos onde são construídos os condomínios. Não está mesmo? E os salários dos operários? E os impostos? Não creio que a formação do preço decorra tão somente dos custos do material.


Alguém pode explicar essa lógica, destrinchar esse teorema, explicar esse cálculo?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Crise? Que crise?


Se o cenário exclusivo dos leilões de automóveis antigos está em "crise" no hemisfério norte, o mesmo não pode ser dito a respeito das negociações privadas, aquelas cujos valores raramente chegam ao noticiário.
Um afortunado e abastado americano de nome Craig MacCaw acabou de comprar do Sr. Eric Heerema, um holandês residente no Reino Unido, um raro modelo daquela que é tida como a mais bela Ferrari de todos os tempos, a 250 GTO, por US$ 35.000.000,00.
O carro em questão foi construído em 1962 especialmente para a lenda (ainda viva) do automobilismo, o inglês Sir Stirling Moss.
Acredita-se que jamais um carro de série tenha atingido tal preço.
A minha rudimentar matemática do Ver-o-Peso, base das noções parcas de economia que tenho, permite que eu suponha que a dita crise apenas move o dinheiro de um lado para o outro, de tempos em tempos.
Outra conclusão (óbvia) é que a mais bela é sempre a mais cara.
Sempre.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Rara e cara bela


Ontem foi leiloada em Mônaco a rara Ferrari 625 TRC Scaglietti Spiders, por 5 milhões de euros (quase 13 milhões de reais).
O modelo, de 1957, não era colocado à venda há 30 anos.
Crise, que crise???!!!

domingo, 22 de abril de 2012

De novo, o preço dos carros no Brasil

Já sabemos disso, mas não custa nada atualizar as informações factuais.

O que se paga pelos carros no Chile é de causar espanto - e indignação - em qualquer brasileiro, em parte pela carga tributária muito menor cobrada pelo governo de lá e, talvez, também por margens de lucro mais estreitas em um mercado tão competitiva.

Leia o restante da matéria, conheça alguns preços e se lembre de que nossa vida poderia ser melhor, neste país, se fôssemos melhores não apenas como eleitores, mas também como consumidores. Boicote aos carros caros, já!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

DNA brasileiro

Grande sucesso da Ford, o EcoSport deixou de ser SUVzinho de mocinha, cresceu e virou carro. A nova versão do veículo  primeira grande reformulação, pois mudou a plataforma; todas as mudanças anteriores foram meros face lifts — foi apresentada hoje, na Índia, no Salão de Nova Délhi. Veja só o que começará a ser vendido no país em meados deste ano:

Cara de mau, porte robusto. Agora é carro de homem.

Traseira com ares de Hyundai. Dá vontade de ter um.

A presente postagem não se limita a simples entusiasmo de um fã de carros. Por incrível que pareça, este acontecimento sinaliza mudanças relevantes na economia mundial. Pense bem: Salão do Automóvel de Nova Délhi? Alguns anos atrás, isso seria impensável. Mas agora os países emergentes não são mais meros mercados do refugo da indústria automobilística. A indústria depende deles, já que os países ricos estão há anos numa crise que não dá sinais de arrefecimento. Consequência: os emergentes agora querem carros mais recheados de tecnologia, mais modernos e bonitos, econômicos e com preço justo.
O outro sintoma é que, pela primeira vez na história da Ford, uma empresa americana, será vendido no mundo (o tal conceito de carro global) um veículo desenvolvido pela engenharia brasileira. Yes, we can. E os brasileiros fizeram bonito, porque o resultado enche os olhos e faz o pé direito coçar.
Robusto, ele até impressiona. Mas sem os enfeites,
lembra os carros da Lada, aquela russa que passou
por aqui nos anos 1990. Ou seja...
Curiosamente, o anúncio de hoje trará efeitos colaterais para a própria Ford, que há tempos vem amargando quedas nas vendas do EcoSport. Ele reinou absoluto num mercado sem concorrentes por certo tempo, mas depois teve que brigar com importados que ofereciam mais por mais ou menos o mesmo preço. No segundo semestre do ano passado, a Renault quase nocauteou a Ford, ao lançar o Duster, agora um concorrente direto, de fabricação nacional, maior, mais robusto, mais vistoso e com preço competitivo, apesar de uma desconcertante pobreza no acabamento. Em apenas 15 dias, o Duster humilhou o EcoSport, num desempenho de vendas que se mantém. Agora que estamos prestes a receber a nova versão, as vendas do Ford devem despencar. Todo mundo preferirá a novidade, exceto aqueles que farão a festa com as promoções que a empresa será forçada a fazer.
Quando o novo EcoSport chegar, terá condições de dar uma chega pra lá no Renault, que tem seus méritos, mas incomoda com aquele design do leste europeu — o projeto é da Dacia, subsidiária romena da Renault, responsável pelo Logan, um dos carros mais feios já vendidos no Brasil. Seu visual algo coreano é magnífico, mas precisa oferecer mais do que isso: preço, consumo de combustível e melhorias no acabamento pobrinho, que sempre comprometeu o Eco.
Seja como for, a dobradinha governo (por causa dos impostos) e empresariado (por causa da ganância) farão o EcoSport custar muito mais do que poderia. Essa é uma realidade que ainda nos constrangerá por muito tempo. Quem sabe até aprendermos a ser eleitores e consumidores conscientes.
Que tal apoiarmos a ideia de boicote a carros caros?

sábado, 12 de novembro de 2011

Belém sem Podium


Belém foi uma das últimas capitais a receber a gasolina Podium, da Petrobrás, há cerca de 4 anos.
No início, aqueles que desejavam usar em seus carros o combustível de alta octanagem, geralmente nos importados oriundos da Europa e dos EUA, enfrentaram desabastecimento nos 3 postos que o ofereciam (2 da rede Chermont e 1 da rede Azulino), até que outros postos se animaram a trazer a Podium e a oferta foi se estabilizando progressivamente.
Apesar do preço ser o mais elevado do Brasil (R$ 3,890/litro, em média, contra R$ 2,990 em São Paulo), há mais de uma semana não chega a dita gasolina em nossa capital, obrigando os motores germânicos e ianques a ingerir a tão difamada gasolina comum brasileira.
Deixo aqui algumas perguntas:
1 - É tão difícil assim para a distribuidora gerenciar a vinda da Podium para a capital de um estado? Isso exige logística avançada?
2 - Como explicar o preço 30% mais elevado do que no sudeste do país? Impostos? Frete absurdo? Ganância pura e simples?
3 - Alguns carros (poucos, é bem verdade), como o Chevrolet Camaro, tem a recomendação expressa de usar apenas a Podium. Eles devem pemanecer na garagem, em pane seca?
4 - As coisas vão melhorar algum dia, aqui em Belém?

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tablets para o povo!

Pouco após a edição da Medida Provisória 534, que incluiu os tablets na política de desoneração tributária materializada na chamada "Lei do Bem", desde que fabricados no Brasil (ou seja, no futuro), tomo conhecimento de um projeto de lei do Senado (PLS 114/2010, do senador Acir Gurgacz, PDT-RO) que pretende estender, a esses equipamentos, as mesmas isenções hoje existentes para livros. Com isso, o imposto de importação seria atingido, promovendo uma significa queda dos preços de tablets fabricados fora do Brasil.
Bacana, não? Difícil crer que Executivo e Legislativo andem tão preocupados em fazer alguma coisa, ainda que isolada, de interesse público. Mas o fato é que o projeto vem tramitando com aprovação no Senado, e em caráter terminativo (que dispensa aprovação em plenário). Isso pode permitir uma aprovação rápida, seguida de encaminhamento à Câmara dos Deputados.
Claro que existem muitas implicações, inclusive no que tange aos empregos que podem ser gerados pela fabricação em território nacional. Mas se as duas medidas vigorarem, o cenário do consumo certamente se modificará muito. Afinal, os tablets estão na moda (observe o tanto que se escreve sobre eles) e só não estão mais popularizados no Brasil por conta do preço. O mais famoso deles, o iPad2, possui no Brasil o preço mais alto do mundo. Assim fica difícil.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Desvalorização



Quer saber o quanto desvaloriza o seu carro no primeiro ano?


A agência Autoinforme disponibiliza a análise que efetuou em quase 500 versões de carros em seu site.


A menor depredação foi observada no Celta (versões Life 1.0 VHCE e Spirit 1.0 VHCE – 9,4%) e a maior no Passat Variant Comfortline (versão Turbo 2.0 FSI – 24,3%).


É interessante notar que esses índices seguramente não podem ser aplicados em Belém, pois os preços dos usados aqui na nossa cidade, para venda, são pelo menos 10 a 15% inferiores aos praticados em praças como São Paulo.


O binômio que se forma é um contra-senso só: compramos os novos mais caros e os vendemos como usados mais baratos em relação ao sudeste do país.


Mais um item no complexo Fator Belém, que regula a capital mais cara do país

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A praça Tahir espanhola


A Europa assiste, um tanto surpresa, a imensa manifestação de milhares de cidadãos na Puerta del Sol, praça emblemática de Madrid. O protesto acontece às vésperas das eleições municipais do domingo na Espanha. O combustível do protesto é a angústia de um país com a maior taxa de desemprego na União Européia: 21% da população em idade ativa - índice que entre os jovens chega a 42% de desemprego.
A lei proíbe manifestações 48 horas antes de uma eleição, mas o medo na Espanha é que um intervenção policial acabe em uma catástrofe. De novo, as redes sociais estão no centro da mobilização. O vídeo acima é do serviço em português da Euronews. Diversos sites mostram a manifestação ao vivo, como o do jornal El Pais. Agora há pouco, o site do jornalão madrilenho noticiou que o Supremo Tribunal Espanhol reiterou a proibição de manifestações a partir da meia-noite do dia anterior à uma eleição. A manifestação na Puerta del Sol passa a ser ilegal daqui a pouco. Faltam 2 horas e 20 para a meia-noite em Madrid.

sábado, 9 de abril de 2011

Sempre ela: a política

Que tal os leitores repassarem comigo aqui, coisa rápida para não tomar o seu precioso tempo, um briefing do Pará?


Foi provocado que o Pará – por quê não?– poderia sediar uma planta industrial no sistema CKD (montagem de peças) para nacionalizar alguns dos produtos que a Aplle vai lançar no país com selo brazuca.

Na agenda da presidente Dilma Rousseff na China, que hoje teve início, há um encontro com o CEO da Foxconn, fabricante do iPad, do iPhone e do iPod na China como única credenciada pela Aplle para a montagem das peças de seus produtos.

A Folha apura na reportagem que o candidato natural à produção das maravilhas da Apple será São Paulo, na região de Jundiaí e Indaiatuba, onde estão unidades da Foxconn.

Ou seja Minas Gerais está fora da mesa. Sem cartas.

E quais seriam as cartas do Pará nesse jogo?

A SUDAM certamente não. Esvaziado, sem qualquer ação de peso. O que seria a nossa agência de desenvolvimento, acabou transformando-se num grande "Ser" ausente e cheio de eternas boas intenções do governo federal para com os desígnios da Amazônia.

Tipo: vamos recriar a SUDAM, deve ter pensado Lula. Mas, vamos esvaziar, suponho que ele disse de bate pronto, pois que é, exatamente o que hoje está reduzida a SUDAM.

E o BNDEs?

O Pará. Todos os 8 estados que compõem a chamada Amazônia Legal, somados à todos os estados do nordeste do país, não tem a força para derrubar a pretensão de uma oportunidade dessas como São Paulo quer e vai levar.

– Até que o Pará teria chance se não fosse um estado que soma a um dos povos mais desunidos do Nação. Não há sequer um acordo de controle de emigrantes entre o Pará e o Maranhão na rota da ferrovia que a Vale S/A controla.

Lamentavelmente, ainda não nasceu um político nesse país para unir o norte e o nordeste para se fazer impor ao protagonismo em voga, uma liderança regional de peso para equalizar os esforços de crescimento do país.

Como a SUDAM n-a-d-a faz. O BNDEs também não o fará.

A representação política e econômica de São Paulo dá as cartas.

É esse o jogo.

E aí Simão?

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Atualizando às 7:00 AM. Ousadia é uma palavra mágica e infelizmente não faz parte do dicionário da maioria de empresários e políticos.
Quem poderia imaginar que Eike Batista, quando era comprador de ouro em Itaituba (PA) pudesse, um dia, se tornar o 8º homem mais rico do mundo?
Ele foi e é ousado.
O tópico é para reflexão.


terça-feira, 29 de março de 2011

Funcionários públicos endividados

Aí está uma bela pauta para os jornalistas da terra: o endividamento dos servidores públicos no Estado do Pará, motivados pela facilidade de crédito decorrente dos chamados empréstimos consignados.

Alguém duvida que o Banpará, por exemplo, já não teria sido privatizado se não fossem os Multicreds da vida?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As gracinhas de Maílson

Como emérito noveleiro – aposentado, pois nada do que hoje se faz me agrada –, tenho acompanhado entusiasticamente a reapresentação de Vale Tudo pelo Viva, um dos canais fechados da Rede Globo.

Chama atenção a quantidade de personagens que moram juntos, sem um motivo convencional. Na novela, dividem o mesmo teto os primos Renato (Adriano Reys) e Marco Aurélio (Reginaldo Faria), os amigos e companheiros de trabalho Solange (Lídia Brondi) e Sardinha (Otávio Müller), os sócios Raquel (Regina Duarte) e Aldálio (Pedro Paulo Rangel, que na fase anterior da novela morava com sua irmã Aldeíde, interpretada por Lília Cabral) e os irmãos Jarbas (Stepan Nercessian) e Consuelo (Rosane Gofman). Há um lar multifamiliar, onde coabitam Bartolomeu (Cláudio Corrêa e Castro), sua mulher Eunice (Íris Bruzzi), a filha desta Fernanda (Flávia Monteiro), o neto de Bartolomeu Bruno (Danton Mello), e a mãe deste e ex-nora do dono da casa, Leila (Cássia Kiss). Até mesmo a multimilionária Odete Roitman (Beatriz Segall, no papel de sua vida), apesar de possuir 600 milhões de dólares só em aeronaves e de ter casa em Paris, em Gstaad, na Côte-d’Azur e outros lugares tão votados quanto, quando chega ao Rio de Janeiro mora de favor na casa da irmã Celina (Nathália Timberg) – que já abriga os filhos de Odete, Heleninha (Renata Sorrah) e Afonso (Cássio Gabus Mendes).

Cheguei à conclusão que tanta gente morando junto, sem causa aparente, só poderia ser uma imposição da direção da Globo ao autor Gilberto Braga. Afinal, se hoje são comuns cenas gravadas no exterior, em Vale Tudo as várias viagens da família Roitman a Paris não merecem um mísero postal da Torre Eiffel. O fato certamente não se dá em razão do esnobismo de Odete Roitman, frequentadora dos apartamentos da Avenue Foch e avessa aos souvenirs de viajantes ocasionais, mas do momento histórico que o país vivia; os personagens, que falam o tempo todo em crise econômica, desemprego, falta de perspectivas, dão o tom do período em que a novela se passa.

Vale Tudo, afinal, foi ao ar entre maio de 1988 e janeiro de 1989, nos estertores do governo do faraó maranhense José Sarney. Naquela época, reinava no ministério da Fazenda Maílson da Nóbrega, que ali ficou de janeiro de 1988 a março de 1989, e teve um desempenho de péssima lembrança. Na época, para ficar no índice mais representativo, a inflação fechava cada mês em torno de 80%.

Apesar disso, vejam só: hoje, Maílson vive, dentre outras coisas, de falar mal da política econômica do governo federal e de pretender dar lições de economia aos administradores públicos. Seria engraçado, se todos nós fôssemos ingleses.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ser ou não ser

Meirelles: rico ri à toa.

A política muitas vezes se assemelha ao teatro: todos os atos e palavras de agentes públicos devem ser cuidadosamente pensados, para esclarecer posturas, sanar dúvidas, declarar posições e resolver entreveros. Nada pode fugir do script, sob pena de dar ensejo a crises, várias delas criadas do ar.

Por isso, é mais que simbólica a declaração de Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central, de que Alexandre Tombini seria seu escolhido, caso tivesse sido consultado antes da escolha de Dilma Rousseff.

Afinal, a afirmação aconteceu um dia depois de divulgado o nome de seu sucessor, em evento da poderosa FEBRABAN, a Federação Brasileira de Bancos e, principalmente, depois do mal estar que Meirelles causou ao Planalto, ao impor condições para sua permanência no cargo.

Nem Sarah Bernhardt, se viva fosse, faria melhor.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dilema imediato para a presidenta eleita

O fator Erenice supreendeu a coordenação da campanha de Dilma. Somado ao fator Marina, o sinal vermelho acendeu no banker da campanha.

Malaquias e fariseus fizeram a festa na xepa de fim de feira.

Aborto, terrorismo. Mentiras e falsificações. Valia tudo.

Segundo turno constatado. Urnas apuradas. Dilma sagrando-se a primeira mulher eleita para governar um país de homens nada românticos, muito menos republicanos. O Brasil esperava o segundo ato.

Uma hora, era o falseamento da equipe ministerial imposta por Lula. Noutra, a exigência de partidos aliados.

Assim os códigos na mídia foram disparados.

A pergunta é: a presidente eleita, Dilma Housseff, está preparada para governar abrindo concessões ao comando econômico e de seus gulosos aliados?

Penso que Dilma errou feio ao jogar no colo dos governadores eleitos a história de reavivar a excrecência da CPMF.

Seria mais honesto falar de cara: vou recriar a CPMF.

Mas, por quê Dilma não regula os bingos em seu país?

Eu não gosto de falseamento.

Acredito que se persistir na senda do aperto fiscal, apanhará duplamente da mídia financista: por não atender a demanda sempre insaciável por desvios de recursos dos setores produtivos e sociais para cevar os rentistas e pelo desgaste embutido em políticas de cortes de gastos públicos.

A batalha pela correção do Imposto de Renda, cuja maior defasagem, de 44,96%, remonta ao interminável Governo FH, é apenas a primeira escolha que Dilma terá de fazer.

Sinais de fumaça, ainda que cinzentos, apontam para um desastre logo no início de seu governo.
A presidenta tem que autorizar o rejuste da tabela do imposto de renda, e parar com essa pantomina de cogitar aumento na já brutal carga de impostos.

Estou preocupado com essa transição.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Adeus ao JB

Hoje é um dia marcante para a memória jornalística brasileira: o Jornal do Brasil, mais que centenário diário brasileiro, em cujas páginas escreveram Rui Barbosa, José Veríssimo, Joaquim Nabuco, dentre muitas outras personalidades nacionais, circula pela última vez em edição impressa.

Desde quando vendido pela família Pereira Carneiro, sob administração do lendário Nascimento Brito, em quadro de grave crise financeira, o JB nunca mais se reergueu. O jornalão começou a murchar a partir do fim ditadura de 64/85, que apoiou desde o primeiro momento, em 1964, quando publicou o célebre editorial de 1o de abril, em que defendeu a deposição de João Goulart.

Sem prestígio, o JB, em sua última fase, chegou a ser descredenciado pelo Instituto Verificador de Circulação, o IVC, na mesma pecha que atingiu O Liberal, em Belém - este, vergonhosamente desassociado por divulgar falsos números de circulação diária, segundo se veiculou à época.

Agora, o Jornal do Brasil estará presente somente na internet. Resta saber se esta é uma tendência da imprensa brasileira, em razão dos novos formatos de mídia baseados na internet, ou se o ocaso do JB é um fato isolado.

Quem viver, verá.

domingo, 8 de agosto de 2010

AU! Não Passarão!












Ele é grego e tem o nome de Kanellas. Dizem que é um trotkista da raça canina. A mídia internacional registrou sua performance no ruidoso e violento protesto popular que derivou da quebra econômica da Grécia (bem aqui em português). Uma coisa é certa: minhas Zahy e Zara, com pedigrees impecáveis, olharam para a foto e concluíram - Tem charme, mas é um street dog. Tenho certeza que ele não liga.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pobreza absoluta cai no Brasil

Interessantes dados do IPEA apontam que quase 13 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta entre 1995 e 2008. Em termos percentuais, a queda foi de 43,4% para 28,8% do total da população. Em que pese o avanço, ainda é estarrecedor o fato de que 28,8% da população brasileira ainda sobreviva com meio salario mínimo por mês.

Os estados com maior recuo nas taxas de pobreza foram Santa Catarina, Paraná e Goiás. As três unidades com menor recuo foram Amapá, Distrito Federal e Alagoas. Distrito Federal??? Que vergonha!

Já a taxa de desiguldade de renda recuou em quase todos os estados entre 1995 e 2008. No Pará, foi de 0.56 para 0.50, colocando o estado bem no meio, entre a maioria. O Nordeste é a região com os piores índices de pobreza, e o Sul com os "melhores". Por sinal, a pesquisa indica que a região Sul passou o Sudeste, em termos de indicadores de renda...