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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Harmonias bonitas, possíveis, sem juízo final

Como você revista um homem que antes era mulher? Essa é uma das perguntas na nova cartilha de treinamento da Polícia na Bélgica. A publicação faz parte de uma campanha que quer  preparar melhor os policiais a lidar com os cidadãos transgêneros. Esse é mais um passo, ou melhor, um pulo à frente nesse pequeno paìs, que foi o segundo no mundo a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo (isso há mais de 10 anos) e onde a mudança de sexo nos documentos civis é um procedimento administrativo e não judicial. E desde então , a família, a ordem e a segunça pública não desmoronaram. Vão bem, obrigado.
Na reportagem sobre a iniciativa de Polícia, publicada no jornal  Het Nieuwsblad semana passada (foto acima) , o personagem na foto é o agente Arend Vandecasteele, 36 anos de idade, 16 dos quais trabalhando na Polícia da província belgo-flamenga  de Limburg. Nos primeiros dez anos de serviço ele era uma inspetora, mulher. Há seis anos, ele ganhou um novo prenome, depois de um período de transformação. Durante a mudança, ele continuou a trabalhar, de modo que os colegas acompanharam a transição física. "A maioria dos colegas inspetores demonstrou compreensão. Uma minoria, um pouco menos, mas eu posso melhor lidar com piadinhas, desde que tudo fique na esfera dessa nova campanha de treinamento: Respeito pelos outros!" Arend trabalha no grupo de Intervenção Especializada - um corpo de elite da polícia onde a exigência de capacidade física é constante. Ele é um de uma dezena de policiais transgêneros na Polícia belga - que aliás tem um grupo LGBT organizado: a Rainbow Cops Belgium (banner do site abaixo).
Como diz Caetano Veloso,  na canção Fora de Ordem:
"Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final.."




domingo, 13 de janeiro de 2013

Pensata

Sem a menor intenção de defender o projeto do entorno do "novo" Maracanã - até porque, a princípio preservacionista, não creio que derrubar prédios antigos seja uma proposta arquitetônica adequada -, quero sugerir uma ideia para discussão: um grupo vivendo há 20 anos no centro de uma metrópole,  aparentemente em um cortiço, pode ser ainda considerado indígena para fins de proteção legal?

Com a palavra, os especialistas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Eliminando a palavra

O editor-chefe do  DeMorgen, Wouter Verschelden, anunciou hoje, numa entrevista na TV, que a partir de amanhã o maior jornal flamengo deixa de usar a palavra allochtoon - em português, alóctone - um termo composto que vem do grego: allos (outros) + khton (terra), o que não é originário da região onde mora,  e antônimo de autóctone, nativo, originário do lugar onde vive.
Na edição de amanhã, o jornal explicará essa decisão, mas hoje na TV e  no site, se antecipou alguns argumentos. "Nós devemos reconhecer que allochtoon é uma maneira prática de classificar uma importante minoria no nosso país e certamente nas cidades. Tão prática que chega a ser um fenômeno linguístico único: em inglês e em francês essa terminologia simplesmente não existe. Não que França ou Reino Unido não tenha grandes problemas sociais com minorias etnico-religiosas, mas somente nunca essas minorias foram nominadas ou  colocadas sob o mesmo termo ou expressão", explicou o jornalista.
O interessante é a charge usada pelo próprio jornal para ilustrar o anúncio da decisão (acima). Diz o leitor do jornal: "Resolvido! Não há mais nenhum allochtoon nas celas das prisões".
 Mais uma vez, o cartunista Zak se firma como um dos meus favoritos. Como a gente diz no Brasil, tirou da minha boca o que eu penso.  Basta ver as estatísticas belgas: as taxas de desemprego, baixa escolaridade, condições de vida abaixo da linha da pobreza, ctiminalidade  etc são sempre maiores  quando se trata de allochtonen.
Eliminar a palavra não muda a realidade. Mas, enfim, quero ainda ler melhor o que o jornalão argumenta. Isso ainda vai gerar muita conversa. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Simples mortais



Se tem uma coisa que eu adoro na Bélgica é a maneira como vivem as autoridades em geral - prefeitos, parlamentares, ministros etc. O vídeo acima mostra a equipe de uma TV regional do norte da Holanda, esta semana no centro de Bruxelas, procurando o Manneke Pis ( a famosa fonte que é estátua de um menino fazendo xixi, atração turística da capital belga) . Eles pedem informação a um passante, que responde em bom neerlandês: "na primeira rua à direita". A produtora da equipe parece duvidar, e o passante firme reafirma: "acredite-me é lá, à direita". Uma senhora belga se aproxima e faz um elogio em francês ao cidadão que ajuda os jornalistas, pois ela sabe quem é o passante: o novíssimo primeiro-ministro da Bélgica, Elio Di Rupo (do PS, o Partido Socialista francófono). O premiê agradece o elogio e só aí então os jornalistas holandeses perceberam de quem se tratava . A cena ganhou os sites, jornais e TVs belgas, depois que a TV holandesa, bem-humorada, publicou o vídeo no seu próprio site como o "fail of the year" (a falha do ano).
Isso mostra um dos princípios básicos do comportamento dos homens públicos na Bélgica: eles são simples mortais. Aqui o prefeito, por exemplo, é o burgemeester - palavra em neerlandês usada tanto do lado flamengo quanto do lado valão, francófono. Em tradução livre seria algo como cidadão-principal.
Em Brugge, por exemplo, o nosso bugermeester Patrick Moenaert anda sozinho nas ruas, à pé ou de bicicleta. No verão, o vejo sempre, em short e camiseta, nas tardes de domingo, cuidando do jardim, quando visitamos minha cunhada e sobrinhos que moram ao lado dele, num bairro comum, com casas comuns. Recentemente, Moenaert, que tem 62 anos de idade, foi um dos DJs numa festa organizada por uma associação de estudantes. Dizem que ele arrasou nas pickups.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A praça Tahir espanhola


A Europa assiste, um tanto surpresa, a imensa manifestação de milhares de cidadãos na Puerta del Sol, praça emblemática de Madrid. O protesto acontece às vésperas das eleições municipais do domingo na Espanha. O combustível do protesto é a angústia de um país com a maior taxa de desemprego na União Européia: 21% da população em idade ativa - índice que entre os jovens chega a 42% de desemprego.
A lei proíbe manifestações 48 horas antes de uma eleição, mas o medo na Espanha é que um intervenção policial acabe em uma catástrofe. De novo, as redes sociais estão no centro da mobilização. O vídeo acima é do serviço em português da Euronews. Diversos sites mostram a manifestação ao vivo, como o do jornal El Pais. Agora há pouco, o site do jornalão madrilenho noticiou que o Supremo Tribunal Espanhol reiterou a proibição de manifestações a partir da meia-noite do dia anterior à uma eleição. A manifestação na Puerta del Sol passa a ser ilegal daqui a pouco. Faltam 2 horas e 20 para a meia-noite em Madrid.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Susan Boyle à brasileira



O vídeo acima é uma dica do amigo Alexandre Sequeira, artista plástico dos bons e companhia das melhores.

Um jovem, egresso da favela, tenta a sorte em um programa de calouros. A princípio recebido com desdém, surpreende os jurados com uma versão autoral da Morte do Cisne, balé baseado na música do compositor francês Camille Saint-Säens. Ao final, todos se rendem à sua arte.

John Lennon da Silva, o bailarino e coreógrafo, é um Susan Boyle à brasileira. Sua arte emociona principalmente pelo fato de comprovar que sensibilidade pode vir de berço e nascer em qualquer lugar, independentemente da origem social de quem a detém. É o exemplo mais acabado de que ninguém quer só comida para sobreviver; todos querem ter oportunidades de exercer sua cidadania, seja no campo da arte, da participação social, dos direitos fundamentais ou da afetividade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cidadania é disposição de luta

Ainda sobre o post  Sai o "Sítio da Ilha", ganha a AMAMURUBIRA há uma reparação histórica a ser feita, que faz muita diferença na avaliação final que os leitores venham a fazer sobre o caso. Em especial, sobre como atuam as instituições que deveriam estar alinhadas seja na defesa da cidadania, seja na promoção da justiça. Há necessidade de desprendimento significativo das sempre envolventes atividades cotidianas. E muitas vezes, bem mais do que isso, para conseguir o resultado que interessa à todos. O que mais uma vez, prova que neste particular, o Brasil, ainda está bem longe de consolidar sua democracia.
E quem esclarece por e-mail, é meu irmão Marcelo Barretto, engenheiro eletrônico e igualmente membro de grande atuação na associação.

Uma correção. Fizemos 2 representações que não chegaram a se constituir em ações judiciais.
Uma na DEMA (Delegacia do Meio Ambiente/Governo Estadual) e outra na SEMMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente/Prefeitura). Todas duas não resultaram em nada.
Finalmente demos entrada no Ministério Público/Promotoria de Meio Ambiente. Só aí as coisas funcionaram. O processo foi para a Promotoria de Justiça Distrital de Mosqueiro. O promotor Dr. José Maria Gomes dos Santos, CONVIDOU os envolvidos e só aí é que se comecou a fazer acordos.

Marcelo Barretto

domingo, 10 de abril de 2011

Convivência Cidadã

Organizações Pompílio
Recebi e-mail de meu irmão, André Barretto, psicólogo e vice-presidente da AMAMURUBIRA, sobre o post Sai o "Sítio da Ilha", ganha a AMAMURUBIRA, que publico na íntegra abaixo.

De fato, eu mesmo vi nesta última sexta-feira dia 8 de abril a faixa anunciando a "Festa de despedida" do Sítio da Ilha. Por curiosidade aproximei-me do local e vi o que poderia chamar de um ambiente mal cuidado. Meio destruído e acabado: reflexo da concepção de "investimento" aplicada ao local. Explorar até o máximo e depois simplesmente abandonar. Descartar, como uma fruta chupada e atirada ao lixo. Não fosse nossa reação, meio tardia, e estaríamos até hoje limitados em nossos direitos de usufruir dos resultados de nosso trabalho, com tranquilidade e bem estar. Houve algumas perdas no caminho. O caseiro e sua família que lá perto moravam, não resistiram e sairam de lá. Alguns de nós, se afastaram daquela área, passaram a frequentar menos suas próprias casas. A sensação era a que estávamos sendo expulsos de nosso território por forças que visam o lucro a qualquer custo. E de abusos praticados sem nenhuma ação dos orgãos fiscalizadores. Não deve ter sido "light" a última festa. O tom do abuso foi dado por uma aparelhagem, a Premier, (sic) cuja altura do som fica muito acima do chamado som ao vivo que o organizador da festa apregoava falsamente. Ainda temos o MURUBA`S, o ASA DELTA que devem infernizar os vizinhos que como nós são desrespeitados em seus direitos. A luta deve continuar. Outros cidadãos atingidos devem juntar-se a nós para prosseguir. A AMAMURUBIRA veio pra ficar. Cabe a nós mantê-la atuante em prol da luta pelos direitos ambientais e por uma ação educativa e fiscalizadora pelo respeito aos mínimos direitos ao sossego, ao lazer e a convivência cidadã.
Por ora, comemoremos essa etapa vencida. Parabéns a todos os que de alguma forma colaboraram com nosso movimento. 
E que este fim de etapa, seja o recomeço da outra.
Abraços amamurubirianos,

André Maurício Lima Barretto

sábado, 9 de abril de 2011

Sai o "Sítio da Ilha", ganha a AMAMURUBIRA!

"Sítio da Ilha", Murubira, Mosqueiro/PA
Para quem acompanha este blog, a questão não deve ser novidade. Mas não somos pretensiosos, à ponto de imaginar que tenhamos leitores assim tão assíduos. Nossa taxa de lealdade é baixa. Em torno de 15 a 20%, o que indica um blog modesto, como de fato somos. Mas estamos satisfeitos com nossos 20% leais visitantes.
Voltando ao assunto, em 8 de março do ano passado, revoltados com um cenário que parecia apoderar-se em definitivo da bucólica praia do Murubira em Mosqueiro, fizemos o post Caos sonoro no Murubira: Basta!, denunciando os abusos inaceitáveis que vínhamos presenciando naquela parte, da outrora calma e bucólica ilha de Mosqueiro. Passado mais de 1 ano, a Associação de Amigos e Moradores do Murubira (AMAMURUBIRA) foi de fato constituída legalmente e entrou com 2 ações judiciais contra o empresário responsável pelo empreendimento "Sítio da Ilha", retratado no post. Como resultado, obteve um acordo onde o empresário se obrigava a cumprir um cronograma de festas mais apertado, que respeitava as vontades dos moradores tradicionais,  que exigiam o retorno a normalidade de seus imóveis e moradias, subitamente vilipendiados por atividades pouco compatíveis com a habitual calma e tranquilidade do local, em períodos de baixa temporada. Em outras palavras, os moradores e proprietários de imóveis, além de habitualmente terem que tolerar o afluxo superlativo de "playbas" e malucos de todas os gêneros na chamada "alta temporada",  teriam naquele momento, que  tolerar as atividades do empreendimento "Sítio da Ilha", também na "baixa temporada". Algo inaceitável, sob qualquer ponto de vista. Um abuso, em qualquer sociedade, sob qualquer ponto de vista.
Avisados do suposto "poder" e prestígio do empresário patrocinador do evento, um grupo de moradores, alguns com imóveis exatamente ao lado do empreendimento, reuniram-se e constituíram uma associação, que foi batizada de AMAMURUBIRA. 
Ao longo do ano, em acordo com promotores e juízes, e no curso de 2 ações judiciais legítimas, conseguimos diminuir e regular as atividades do empreendimento (golpe "no bolso"). Foi quando conseguimos voltar a usufruir da tranquilidade nativa da localidade. E também, reduzir os lucros do proprietário do estabelecimento. Certamente, desestimulando-o a permanecer por lá.
Pois voltamos aqui para comunicar aos leitores as últimas novidades desta questão, que se arrastou por apenas 1 ano. Tempo bastante curto, se levarmos em consideração, outros tipos de ações judiciais.
Comunicamos, que amanhã, será a última festança produzida pelo "Sítio da Ilha" na praia do Murubira. Anunciada em propagandas volantes pela localidade, parece ser a "festa de despedida" do empreendimento.  Se assim de fato for, sem dúvida, será uma vitória da cidadania, da justiça e do chamado "estado democrático de direito".  Que mesmo tendo que "comer pelas bordas", digamos,  consegue fazer prevalecer o bom senso e a verdadeira justiça, que interessa a todos os cidadãos.
Foi apenas uma batalha. Há outros empreendimentos por lá, igualmente necessitando serem regulados e adaptados a vontade e aos interesses dos moradores e à todos aqueles interessados em preservar as leis ambientais, francamente desrespeitadas por empresários do entretenimento, mas também por cidadãos comuns em verdadeiras boates móveis. 
Que este exemplo, sirva como estímulo, à todos que se sentirem vilipendiados em seus direitos fundamentais, na certeza de que cidadania, a exemplo da liberdade, não se ganha. Simplesmente, deve ser conquistada.
E que as autoridades cidadãs, façam valer a leis e fiscalizem o cumprimento das leis. Elas não são novas. E estão aí para serem cobradas e cumpridas. A AMAMURUBIRA, legalmente constituída desde o ano passado, vai continuar vigilante. Vigilante em relação aos cidadãos que devem cumprir as leis ambientas, bem como aos "fiscalizadores", que as devem fazer cumprir.
Nossos agradecimentos, à todos aqueles que contribuíram a esta questão nobre, seja dando aconselhamento pertinente, seja divulgando a causa que não é nossa. Mas de todos aqueles que ainda desejarem visitar aquele lugar, e vê-lo minimamente de acordo com a natureza exuberante que o cerca.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Considerações sobre o preço dos carros no Brasil

Divulgação






































































No brilhante post O preço dos carros no Brasil, da lavra do flanêur Yúdice Andrade, venho aqui corroborar com suas críticas, mormente o problema de fundo que é o comodismo brasileiro.

Sobre o tema, escrevo uma pequena história que está a se desenrrolar.

Chamarei o personagem desta pequena história apenas de "meu amigo", uma vez que ele não quer qualquer publicidade do seu nome, o que, lógico, respeitarei.

Meu amigo pretende adquirir um Range Rover Evoque Zero KM.

O preço na consessionária em São Paulo do modelo top, está em torno de R$ 400 mil.

Ajudei meu amigo numa demorada pesquisa de preços. Localizei um libanês que é o importador da Land Rover no Uruguai. Para pagamento à vista, o meu amigo comprará o carro em Montevideu por R$ 215 mil. Uma diferença estúpida de preço na casa de R$ 185 mil!!!!

Os clientes poderão optar entre o novo propulsor turbo diesel 2.2 com 150 cv ou 190 cv. A versão com tração 4x2 combinada com um motor de 2.2 e 150 cv proporciona emissões inferiores a 135g/km* de CO2.

Já o motor a gasolina é o Si4 2.0 de 240 cv, que combina a injeção direta de combustível, turbo compressão e distribuição variável para proporcionar potência e consumo reduzido, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos.

Tanto o Range Rover Evoque cinco portas quanto o coupê de três portas serão produzidos na fábrica da Land Rover em Halewood, no Reino Unido. O veículo foi concebido para todos os mercados e será colocado à venda em mais de 160 países em todo o mundo a partir de 2011, o que inclui o Brasil. Poderá ser encomendado a partir de março deste ano. O seu preço base na Europa será a partir de 35 mil euros (R$ 82.190, sem considerar impostos e alíquota de importação). O top, na faixa de 70 mil euros.


Meu amigo convidou-me para ir buscar o carro e será um baita passeio, considerando-se que o carro é um espetáculo e Montevideu um dos lugares mais bonitos da América Latina.

Mudanças a vista – No ano passado, conseguimos aprovar contra o poderosíssimo lobby das montadoras, a obrigatoriedade do airbag duplo de série. Até mesmo nos mais simples modelos populares.

A lei foi sansionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial, determinando que a partir de 2014 (!) todos os carros produzidos no Brasil terão de vir com o equipamento.

O valor do airbag duplo deverá cair drasticamente com essa implementação. Apenas achamos que quatro anos é muito tempo – ponto para o lobby das montadoras. Poderia ser a partir de 2012 por exemplo, e as montadoras teriam de se virar para conseguir cumprir a lei, já que elas lucram tanto no Brasil.

Outra coisa, a lei poderia ser imediata, em carros de um certo valor pra cima, como por exemplo 50.000 reais. O que você acha? Ah sim, quem deve estar contente agora são as empresas fornecedoras do equipamento, hein?

De qualquer maneira, a lei é uma coisa boa para todos os brasileiros.

Penso, ainda, que será importante que nos unamos novamente para exigir das montadoras a obrigatoriedade da inclusão como item de série os freios ABS. Item fundamental para a segurança automotiva.

Afinal, o trânsito brasileiro mata mais que qualquer guerra hoje em curso no mundo.

A combinação bebedeira e drogas ao volante ceifa vidas de jovens, adultos e inocentes envolvidos nos trágicos acidentes na cidade e nas estradas nacionais.

Estou disposto a convenser os deputados federais dos quais tenho amizade para começarmos, mesmo que tardiamente, a mobilizar essa obrigatoriedade.

E, finalmente, acredito que a presidenta Dilma Roussef, ao lado de sua equipe econômica, tem que ir direto na ferida que é a imoral carga tributária atualmente praticada em nosso país.

Esta carga tributária é um desserviço ao país, nos atrasa e penaliza barbaramente, e só serve aos agiotas banqueiros que sem nenhuma cerimônia, estampam manchetes nos cadernos econômicos de sucessivos recordes de lucros em detrimento do sofrimento de todos nós para pagar os juros mais altos do mundo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O preço dos carros no Brasil

Gosto de ler sobre carros. Novidades e lançamentos são mera curiosidade, a maior parte do tempo. Mas também procuro informações sobre cuidados, preços, custos de manutenção e de seguro, etc., aspectos relevantes para quem precisa sustentar um filho dispendioso desse tipo. E como hoje em dia qualquer notícia pode ser comentada nos portais de Internet, não importa qual seja o assunto, em geral a discussão envereda para o tema dos absurdos preços praticados no Brasil.
Estamos cansados de saber que, assim como outros produtos, carros custam muito mais no Brasil do que em outros países. E, para piorar, esse custo não se traduz necessariamente em qualidade, porque embora tenhamos superado a fase das "carroças" (para lembrar a oportuna crítica feita pelo então presidente Collor, no começo da década de 1990), os projetos aqui são defasados em relação a outros mercados, inclusive emergentes, além de chegar com menos recursos, itens de tecnologia e até mesmo de segurança e proteção ambiental.
A resposta na ponta da língua aponta a extorsiva carga tributária brasileira como vilã da história. O que é verdade. Mas esta elucidativa reportagem mostra que a questão é bem mais complexa e passa por um item que pouca gente deve considerar: o conformismo do brasileiro. Sim, é isso mesmo. Pagamos caro, dentre outras razões, porque nos submetemos a isso.
Leia e tire suas conclusões. Para aguçar sua curiosidade, veja dois exemplos da diferença de preços praticados no Brasil e no México, também um mercado emergente:


Parece que o brasileiro não leva a sério o bordão a união faz a força. Estou cada vez mais convencido de que precisamos, como cidadãos, e neste caso como consumidores, aprender a virar a mesa. Mas confesso que realmente não sei dizer como podemos começar. Daí que, humildemente, peço conselhos aos caros leitores.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Imagens nem um pouco edificantes de Belém


Apesar de alguém já ter pintado o muro e até mesmo afixado uma placa em uma árvore, ele continua lá. O lixo/entulho que algum animal deposita de forma sistemática, a prefeitura não recolhe, não fiscaliza e não pune.
Bem aqui ó!


Exibir mapa ampliado
Travessa dos Tupinambás com Avenida Conselheiro Furtado

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Agora perguntam "por quê".

Imagem: Blog Apimentada
Graças a uma pessoa importante que surgiu em minha vida no passado, mesmo implacável na atitude final, assumi uma estratégia um pouco menos agressiva em relação a empresas de telemarketing. De fato,  ao invés de bater-lhes com o telefone na cara, agora, quando o humor me permite, ao menos AINDA digo: "Desculpe. Não estou interessado. Boa tarde!" - click.
Acreditem. Um supremo esforço estratégico para ao menos evitar latir, urrar, mostrar os dentes e as garras ou mesmo arrancar o telefone da parede. Algo deprimente, mas plenamente factível, na dependência do momento. Mas, a mesma atitude, obviamente (sim, eu deveria saber), não vem sendo tomada pelas empresas. Santa ingenuidade, Batman!
Pela experiência que vou narrar aqui, vocês poderão entender sobre o que estou falando.
O cenário, não poderia ser pior.  Um sábado, por volta de 9 horas da manhã. Tinha ido dormir por volta de 4 da madrugada do mesmo dia. Nenhum plantão ou compromisso me esperava para o dia. Tudo que eu deveria e queria fazer, era dormir até o sono acabar. O sono dos justos, como muitos poderiam afirmar. Mas justiça seria um luxo para mim naquele dia.

Por volta das 9 horas o telefone toca:
- Bom diaaaaa! - Diz a atendente. 
- Sr. Carrrrrlos Barrrrrrrretto?
- Sim? - respondo algo extremunhado, ainda naquele curto momento refratário a qualquer reação racional e ou emocional.
- Meu nome é "fulana" da empresa de cartão de crédito "Tabajara". Aproveitando para parabenizá-lo pelo seu ótimo conceito de crédito no mercado, estou ligando para oferecer ao senhor o cartão...
- Por favor, me desculpe - interrompo eu.
- Não estou interessado e não poderei mais falar com a  senhora...
- Mas por quê não pode falar... Por quê não pode falar... - interrompeu a atendente, com um ar francamente inquisitorial.
Click, foi o passo seguinte.

Como podem ver, há excessos neste tipo de atividade. Falta muito pouco para sermos no mínimo "ralhados" (para usar um termo hilariante que ouço com maior frequência), por desejarmos descansar no final de semana. Muito pouco. A linha de tensão entre telemarketing e usuários parece ser esticada ao máximo. É a hora de começarmos a limitar este tipo de atividade, mantendo-a dentro de certos limites. Ou será que seremos obrigados agora a acionar judicialmente as empresas para termos o direito de dormir em paz. E informo que para um médico, pai separado, com 2 filhos, desligar o telefone, simplesmente está fora de questão.
Sinceramente, tal fato, minou de forma definitiva minha atitude frente a estes elementos. Minha falta de respeito, será algo mais proporcional ao deles. Ou seja, possivelmente, ficaremos só no Click.

domingo, 31 de outubro de 2010

Em 2012

A pergunta que me fica ao final deste dia de eleição: será que em 2012, finalmente, eu voltarei a sentir orgulho de ser eleitor? Colarei de novo adesivos? Empunharei bandeiras? Vibrarei com a campanha? Terei alguma fé no resultado?
Saudade de outros tempos...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um olhar europeu

"A Beatificação de um presidente". Esta é a manchete de capa de um conjunto de reportagens sobre o Brasil (quase) pós-Lula publicadas pela descolada revista belgo-flamenga MO Magazine. Uma publicação de alto prestígio, dedicada à análise política e social, e referência européia na cobertura da cooperação Norte-Sul (como eles chamam aqui a cooperação entre países ricos e o ex-terceiro mundo). A jornalista Alma De Walsche foi ao Rio de Janeiro, Brasília e Santarém para uma cobertura centrada na análise dos aspectos sociais, políticos e ambientais da era Lula.
Amanhã, Alma participa de uma conferência-debate do lançamento do revista, em Bruxelas. O tema é uma pergunta em torno das eleições no Brasil: Ordem Neo-Liberal ou Progresso Social à Vista? Não li ainda as reportagens, mas prometo comentar depois, aqui no Flanar. Participei da preparação de Alma para esse mergulho brasileiro. Dei aulas de português para ela na redação da MO Magazine. Aulas agradabilíssimas, aliás, pela inteligência e interesse de Alma pelo Brasil.

sábado, 25 de setembro de 2010

Apontamentos sobre Belém

Estou batendo em retirada em direção à Marabá -- minha terra natal. É a reta final da campanha.

Em três meses em Belém, descontando alguns dias em Brasília, Salinas e Mosqueiro, já estou com saudades da terra onde cresci e fiz muitos dos meus melhores amigos.

Saudade mesmo será das noites de sexta-feira na Taberna São Jorge e dos finais de tarde de alguns poucos sábados passados ao lado do mestre André Costa Nunes em seu maravilhoso Terra do Meio.

Belém pareceu-me muito maltratada sob o ponto de vista governamental.

Algumas de suas principais vias de entrada e saída da cidade, transformam-se num verdadeiro caos ao longo do dia.

É muito carro para pouco fluxo de um trânsito completamente caótico.

Neguinho buzina como se estivesse num clímax sexual de adoração aos seios de uma mulher. É impressionante! Busina-se para tudo. A vontade que dá é de mandar prender os sujeitos (as), ou receitar doses pra cavalo de calmantes.

-- Definitivamente, não dá para conviver civilizadamente com gente que se comporta desta maneira.

Os motoristas de coletivos e táxis beiram o comportamento de meliantes.

Avançam sinais de trânsito em pleno meio dia. Saem a toda hora das faixas (3 e 4 ) a eles reservadas. Cortam os carros particulares e buzinam, buzinam e buzinam sem parar.

As ruas são a ante sala do inferno.

Bueiros com tampas de concreto foram colocadas de qualquer maneira no meio das vias.

Na Conselheiro Furtado e na Mundurucus, 9 de Janeiro e todas as adjacências -- áreas nobres da cidade -- os tais monstrengos é a cara de quem governa o Município.

A dantes Cidade das Mangueiras, transmutou-se para a Cidade da Fila Dupla em qualquer lugar, a qualquer hora, sem que ninguém faça nada para coibir tamanho absurdo.

Os carros dos débeis mentais circulam com o volume a maior altura, tocando músicas para embalar trilhas de filme de terror. É um horror diário.

A cidade é imunda. O esgoto a céu aberto em quase toda a cidade. A cidade fede.

Os guardas de trânsito enscondem-se atrás de postes nas esquinas para multar, multar e multar.

Afora o lixo em que transformaram a Praça da República e a Batista Campos, outrora, orgulho de todos os belemenses.

A feira na Praça da República é algo além de qualquer imaginação para o pior e mais avacalhado que se pode ter num centro que se diz "Portal da Amazônia".

Se for assim, qualquer turista nem se atreve a ir em frente, exceto os que procuram encrenca, prejuízos ou, quem sabe, turismo de aventura mezo cosmopolitana; mezo selvagem.

O que salva Belém?

1. A comida nos bons restaurantes hoje instalados na cidade, apesar do atendimento de 5.a categoria, inclusive nos mais caros e badalados.

2. As pessoas. É a gente mais bonita e agradável que conheço em qualquer lugar do mundo onde já pisei meus pés.

3. O que ainda resta de seu patrimônio arquitetônico e cultural. Ainda.

E só.

Espero que em 3 de outubro próximo, a população da cidade seja abençoada pelos ares sagrados de Nossa Senhora de Nazaré e crave nas urnas um recado inesquecível aos responsáveis por essa falta de respeito aos cidadãos e à mais bela -- ainda -- cidade do lado de baixo do Equador.

P.S.: Daqui a pouco. Um bye, bye Belém musical.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Há lugar para o povo?

Hoje, no Tribunal de Justiça do Estado, foi julgado o agravo regimental interposto por diversos interessados no pagamento de precatórios do Estado do Pará, que foram depositados pelo ente público no final do ano passado para quitação dos valores devidos em 2009, nas condenações impostas à Administração estadual.

O agravo pretendia o desbloqueio dos valores, no montante de 5 milhões de reais, em favor dos credores da Administração Direta. A suspensão do pagamento havia sido determinada em despacho liminar pela desembargadora Luzia Nadja Nascimento, em razão de pedido formulado pelo advogado de diversos credores de precatórios vencidos e não pagos pelo IGEPREV, o instituto previdenciário dos servidores públicos do Estado.

Em suma, o Estado depositou os valores devidos aos credores da Administração direta (isto é, do próprio governo e suas secretarias). As dívidas do IGEPREV - que integra a Administração indireta -, não estando sendo quitadas há alguns anos, motivaram a impetração de mandado de segurança, a concessão da liminar e o recurso que hoje foi posto em pauta. Pretendia-se impedir que os valores fossem liberados a seus beneficiários antes do pagamento dos credores do instituto.

Dentre os credores da Administração direta, cujos valores estão depositados mas bloqueados, estão vários trabalhadores rurais sem-terra, vítimas do massacre de Eldorado de Carajás, com os quais o Estado firmou acordo para pagamento de indenizações por danos morais e materiais.

Na sessão, os trabalhadores sem-terra quiseram se fazer presentes - como é possível a todo e qualquer cidadão que deseje assistir às sessões do tribunal, públicas, em regra. Foram impedidos de entrar, porém, porque a segurança da Corte informou que não haveria cadeiras para todo mundo. Poucos, assim, puderam se fazer presentes, tirados como comissão pelos demais que ficaram na porta aguardando o julgamento terminar.

No recinto, porém, várias cadeiras sobraram. Ao que parece, haveria lugar para todos, se houvesse boa vontade.

O fato é que nestas pequenas atitudes se revela o distanciamento, várias vezes voluntário, do Judiciário em relação aos chamados consumidores de seus serviços. Essa mudança de postura deveria constituir uma das tais "metas" que tanto aprazem o Conselho Nacional de Justiça.

Continuando a agir assim, o Judiciário jamais perderá a imagem de poder elitista, encastelado e distante.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Fora do ar, sem explicação

Até o presente momento, e desde o final de semana, todos os sítios do governo do Estado na internet estão fora do ar.

No portal do Governo, uma bandeira do Pará encima a mensagem de que a página "se encontra em manutenção e em breve voltará ao ar". Mais não diz: não há previsão de retorno, nem satisfação de que espécie de "manutenção" se trata.

É sempre assim: nas mínimas coisas, o cidadão é simplesmente ignorado. Uma prática repetida ad nauseam por quem acha que ninguém paga pelo que o governo dispõe ao contribuinte.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Olhos com que Olhas, Não São Os Que te Olho

Falei agora com uma amiga minha pelo skype. Doutora em Antropologia Linguística, de volta da Europa depois de um visiting fellowship numa universidade holandeza. Diz-me ela que em Belém, no Pará, os paraenses nas ruas comemoram a vitoria de 3 x 0 do Brasil sobre nossos hermanos chilenos. Foi um jogão contra uma seleção de corajosos, concordamos todos nós.
Invejo o discernimento de Belém. Aqui em Brasília, capital do Brasil e Distrito Federal, classificada como segunda maior renda per capta do país, nem buum de foguete ouvi nos três goals da seleção brasileira que nosso time fez nesta Copa de 2010. Gente estranha essa, meus vizinhos com seus BMWs, Mercedes, Land Rovers e Jaguares... nos seus apartamentos de 1 milhão de reais ou 4 milhões de dólares.
O que eles ignoram da fátua anestesia é que a partir da exceção um todo se constroi, porque o todo não se constitui senão pela dinâmica das partes aparentemente incongruentes, conjugadas da semeadura à colheita num ritmo doido que desafia o maestro, a banda e a audiência de maioria surda.
Daí a pergunta inescapável que é diferente daquela opositora e de viés ideológico, ainda que ambas sejam historicamente determinadas: Esses jovens concursados com qual cabeça e de qual caverna interpretam o mundo escroto, que por ser urbe tenebrosa lhes satisfaz com o a grife da hora, o nome do relógio, da roupa ou da marca de carro e lhes agravam como feitiço o senso e o salário para além da poupança?
O pensamento aqui estaria concluído, com ou sem resposta, não fosse emoldurado antes do termo pelo berro na sala ao lado, de sobrinho que anunciava a avó que amanhã "teria de qualquer jeito" a camisa do Nakamura. Desconcentrado pela exclamativa imponderável frente às circunstâncias etárias e financeiras do declarante, apenas restou-me à vista do inevitável o desconsolo de constatar que tal posse da camisa nakamuriana, símbolo dos exatos 15 minutos de glória do jogador japonês, estariam juntados outros tantos cobres obscuros destinados a um falsificador qualquer, atravessados por algum ambulante nas rotatórias das quadras ou em algum cubículo da Feira do Paraguai em Brasília, na Praça da República em Belém, na Cinelândia ou na Paulista, apesar de todos serem provenientes das economias de vozinhas incautas!
Barbaridade. A consciência é uma merda, quando inútil pelas circunstâncias. Escape-nos arqueólogos darem resposta a tais paraísos da serotonina, por escala animal presente antes da aventura cultural; porque do ponto de vista econômico a culpa dessas reflexões é por agora do Paul Krugman, keynesiano notável, que levou-me até ali e de lá vim para ter os ouvidos cheios das vozes de minha casa.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Resposta aos pedófilos!

Há coisas que a gente lê e dá vontade de ter escrito.

Hoje pela manhã, um grupo fazia uma manifestação em frente ao Fórum de Belém a favor do ex-deputado Luiz Afonso Sefer, condenado a 21 anos de prisão por crime de pedofilia. Foram do Fórum à Assembleia Legislativa distribuindo um panfleto cretino, de uma imundície que dava nojo de pegar. Em suma, tentavam desclassificar uma menina que dos 9 aos 12 anos foi seguidamente abusada pelo condenado, conforme se comprovou na instrução do processo, na intenção de tornar o criminoso uma vítima.

Agora à tarde, a professora Marise Morbach, em seu blog, apresentou a resposta que eu gostaria de dar aos tais manifestantes, sob o título acima. É um libelo de cidadania e bom senso que vale a pena ser lido:

Em resposta ao pafleto distribuído pelos que apoiam a pedofilia, constante no panfleto anteriormente postado, venho dar a seguinte declaração:

1. Os fatos gritam e constam do processo;
2. Tentar transformar uma garota de nove anos em uma ninfomaníaca, em nada ajuda o ex-deputado e médico Luiz Afonso Proença Sefer;
3. As investigações foram muito bem conduzidas por uma delegada nota 10.
4. O fato foi amplamente debatido e divulgado: não adianta querer tapar o sol com a peneira.
5. Não acredito em patologia mas em prazer, em gozo e em crueldade: comuns há milhares de seres humanos que perambulam por ai, mas que não tem o nome, a grana e a fama do médico Luiz Afonso Proença Sefer.