domingo, 23 de fevereiro de 2014
Harmonias bonitas, possíveis, sem juízo final
Na reportagem sobre a iniciativa de Polícia, publicada no jornal Het Nieuwsblad semana passada (foto acima) , o personagem na foto é o agente Arend Vandecasteele, 36 anos de idade, 16 dos quais trabalhando na Polícia da província belgo-flamenga de Limburg. Nos primeiros dez anos de serviço ele era uma inspetora, mulher. Há seis anos, ele ganhou um novo prenome, depois de um período de transformação. Durante a mudança, ele continuou a trabalhar, de modo que os colegas acompanharam a transição física. "A maioria dos colegas inspetores demonstrou compreensão. Uma minoria, um pouco menos, mas eu posso melhor lidar com piadinhas, desde que tudo fique na esfera dessa nova campanha de treinamento: Respeito pelos outros!" Arend trabalha no grupo de Intervenção Especializada - um corpo de elite da polícia onde a exigência de capacidade física é constante. Ele é um de uma dezena de policiais transgêneros na Polícia belga - que aliás tem um grupo LGBT organizado: a Rainbow Cops Belgium (banner do site abaixo).
Como diz Caetano Veloso, na canção Fora de Ordem:
"Eu não espero pelo dia
Em que todos
Os homens concordem
Apenas sei de diversas
Harmonias bonitas
Possíveis sem juízo final.."
domingo, 13 de janeiro de 2013
Pensata
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Eliminando a palavra
Na edição de amanhã, o jornal explicará essa decisão, mas hoje na TV e no site, se antecipou alguns argumentos. "Nós devemos reconhecer que allochtoon é uma maneira prática de classificar uma importante minoria no nosso país e certamente nas cidades. Tão prática que chega a ser um fenômeno linguístico único: em inglês e em francês essa terminologia simplesmente não existe. Não que França ou Reino Unido não tenha grandes problemas sociais com minorias etnico-religiosas, mas somente nunca essas minorias foram nominadas ou colocadas sob o mesmo termo ou expressão", explicou o jornalista.
O interessante é a charge usada pelo próprio jornal para ilustrar o anúncio da decisão (acima). Diz o leitor do jornal: "Resolvido! Não há mais nenhum allochtoon nas celas das prisões".
Mais uma vez, o cartunista Zak se firma como um dos meus favoritos. Como a gente diz no Brasil, tirou da minha boca o que eu penso. Basta ver as estatísticas belgas: as taxas de desemprego, baixa escolaridade, condições de vida abaixo da linha da pobreza, ctiminalidade etc são sempre maiores quando se trata de allochtonen.
Eliminar a palavra não muda a realidade. Mas, enfim, quero ainda ler melhor o que o jornalão argumenta. Isso ainda vai gerar muita conversa.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Simples mortais
Se tem uma coisa que eu adoro na Bélgica é a maneira como vivem as autoridades em geral - prefeitos, parlamentares, ministros etc. O vídeo acima mostra a equipe de uma TV regional do norte da Holanda, esta semana no centro de Bruxelas, procurando o Manneke Pis ( a famosa fonte que é estátua de um menino fazendo xixi, atração turística da capital belga) . Eles pedem informação a um passante, que responde em bom neerlandês: "na primeira rua à direita". A produtora da equipe parece duvidar, e o passante firme reafirma: "acredite-me é lá, à direita". Uma senhora belga se aproxima e faz um elogio em francês ao cidadão que ajuda os jornalistas, pois ela sabe quem é o passante: o novíssimo primeiro-ministro da Bélgica, Elio Di Rupo (do PS, o Partido Socialista francófono). O premiê agradece o elogio e só aí então os jornalistas holandeses perceberam de quem se tratava . A cena ganhou os sites, jornais e TVs belgas, depois que a TV holandesa, bem-humorada, publicou o vídeo no seu próprio site como o "fail of the year" (a falha do ano).
Isso mostra um dos princípios básicos do comportamento dos homens públicos na Bélgica: eles são simples mortais. Aqui o prefeito, por exemplo, é o burgemeester - palavra em neerlandês usada tanto do lado flamengo quanto do lado valão, francófono. Em tradução livre seria algo como cidadão-principal.
Em Brugge, por exemplo, o nosso bugermeester Patrick Moenaert anda sozinho nas ruas, à pé ou de bicicleta. No verão, o vejo sempre, em short e camiseta, nas tardes de domingo, cuidando do jardim, quando visitamos minha cunhada e sobrinhos que moram ao lado dele, num bairro comum, com casas comuns. Recentemente, Moenaert, que tem 62 anos de idade, foi um dos DJs numa festa organizada por uma associação de estudantes. Dizem que ele arrasou nas pickups.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A praça Tahir espanhola
A Europa assiste, um tanto surpresa, a imensa manifestação de milhares de cidadãos na Puerta del Sol, praça emblemática de Madrid. O protesto acontece às vésperas das eleições municipais do domingo na Espanha. O combustível do protesto é a angústia de um país com a maior taxa de desemprego na União Européia: 21% da população em idade ativa - índice que entre os jovens chega a 42% de desemprego.
A lei proíbe manifestações 48 horas antes de uma eleição, mas o medo na Espanha é que um intervenção policial acabe em uma catástrofe. De novo, as redes sociais estão no centro da mobilização. O vídeo acima é do serviço em português da Euronews. Diversos sites mostram a manifestação ao vivo, como o do jornal El Pais. Agora há pouco, o site do jornalão madrilenho noticiou que o Supremo Tribunal Espanhol reiterou a proibição de manifestações a partir da meia-noite do dia anterior à uma eleição. A manifestação na Puerta del Sol passa a ser ilegal daqui a pouco. Faltam 2 horas e 20 para a meia-noite em Madrid.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Susan Boyle à brasileira
O vídeo acima é uma dica do amigo Alexandre Sequeira, artista plástico dos bons e companhia das melhores.
Um jovem, egresso da favela, tenta a sorte em um programa de calouros. A princípio recebido com desdém, surpreende os jurados com uma versão autoral da Morte do Cisne, balé baseado na música do compositor francês Camille Saint-Säens. Ao final, todos se rendem à sua arte.
John Lennon da Silva, o bailarino e coreógrafo, é um Susan Boyle à brasileira. Sua arte emociona principalmente pelo fato de comprovar que sensibilidade pode vir de berço e nascer em qualquer lugar, independentemente da origem social de quem a detém. É o exemplo mais acabado de que ninguém quer só comida para sobreviver; todos querem ter oportunidades de exercer sua cidadania, seja no campo da arte, da participação social, dos direitos fundamentais ou da afetividade.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Cidadania é disposição de luta
domingo, 10 de abril de 2011
Convivência Cidadã
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| Organizações Pompílio |
sábado, 9 de abril de 2011
Sai o "Sítio da Ilha", ganha a AMAMURUBIRA!
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| "Sítio da Ilha", Murubira, Mosqueiro/PA |
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Considerações sobre o preço dos carros no Brasil





No brilhante post O preço dos carros no Brasil, da lavra do flanêur Yúdice Andrade, venho aqui corroborar com suas críticas, mormente o problema de fundo que é o comodismo brasileiro.
Sobre o tema, escrevo uma pequena história que está a se desenrrolar.
Chamarei o personagem desta pequena história apenas de "meu amigo", uma vez que ele não quer qualquer publicidade do seu nome, o que, lógico, respeitarei.
Meu amigo pretende adquirir um Range Rover Evoque Zero KM.
O preço na consessionária em São Paulo do modelo top, está em torno de R$ 400 mil.
Os clientes poderão optar entre o novo propulsor turbo diesel 2.2 com 150 cv ou 190 cv. A versão com tração 4x2 combinada com um motor de 2.2 e 150 cv proporciona emissões inferiores a 135g/km* de CO2.
Já o motor a gasolina é o Si4 2.0 de 240 cv, que combina a injeção direta de combustível, turbo compressão e distribuição variável para proporcionar potência e consumo reduzido, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos.
Tanto o Range Rover Evoque cinco portas quanto o coupê de três portas serão produzidos na fábrica da Land Rover em Halewood, no Reino Unido. O veículo foi concebido para todos os mercados e será colocado à venda em mais de 160 países em todo o mundo a partir de 2011, o que inclui o Brasil. Poderá ser encomendado a partir de março deste ano. O seu preço base na Europa será a partir de 35 mil euros (R$ 82.190, sem considerar impostos e alíquota de importação). O top, na faixa de 70 mil euros.
Meu amigo convidou-me para ir buscar o carro e será um baita passeio, considerando-se que o carro é um espetáculo e Montevideu um dos lugares mais bonitos da América Latina.
Mudanças a vista – No ano passado, conseguimos aprovar contra o poderosíssimo lobby das montadoras, a obrigatoriedade do airbag duplo de série. Até mesmo nos mais simples modelos populares.
A lei foi sansionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial, determinando que a partir de 2014 (!) todos os carros produzidos no Brasil terão de vir com o equipamento.
O valor do airbag duplo deverá cair drasticamente com essa implementação. Apenas achamos que quatro anos é muito tempo – ponto para o lobby das montadoras. Poderia ser a partir de 2012 por exemplo, e as montadoras teriam de se virar para conseguir cumprir a lei, já que elas lucram tanto no Brasil.
Outra coisa, a lei poderia ser imediata, em carros de um certo valor pra cima, como por exemplo 50.000 reais. O que você acha? Ah sim, quem deve estar contente agora são as empresas fornecedoras do equipamento, hein?
De qualquer maneira, a lei é uma coisa boa para todos os brasileiros.
Penso, ainda, que será importante que nos unamos novamente para exigir das montadoras a obrigatoriedade da inclusão como item de série os freios ABS. Item fundamental para a segurança automotiva.
Afinal, o trânsito brasileiro mata mais que qualquer guerra hoje em curso no mundo.
A combinação bebedeira e drogas ao volante ceifa vidas de jovens, adultos e inocentes envolvidos nos trágicos acidentes na cidade e nas estradas nacionais.
Estou disposto a convenser os deputados federais dos quais tenho amizade para começarmos, mesmo que tardiamente, a mobilizar essa obrigatoriedade.
E, finalmente, acredito que a presidenta Dilma Roussef, ao lado de sua equipe econômica, tem que ir direto na ferida que é a imoral carga tributária atualmente praticada em nosso país.
Esta carga tributária é um desserviço ao país, nos atrasa e penaliza barbaramente, e só serve aos agiotas banqueiros que sem nenhuma cerimônia, estampam manchetes nos cadernos econômicos de sucessivos recordes de lucros em detrimento do sofrimento de todos nós para pagar os juros mais altos do mundo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O preço dos carros no Brasil
Estamos cansados de saber que, assim como outros produtos, carros custam muito mais no Brasil do que em outros países. E, para piorar, esse custo não se traduz necessariamente em qualidade, porque embora tenhamos superado a fase das "carroças" (para lembrar a oportuna crítica feita pelo então presidente Collor, no começo da década de 1990), os projetos aqui são defasados em relação a outros mercados, inclusive emergentes, além de chegar com menos recursos, itens de tecnologia e até mesmo de segurança e proteção ambiental.
A resposta na ponta da língua aponta a extorsiva carga tributária brasileira como vilã da história. O que é verdade. Mas esta elucidativa reportagem mostra que a questão é bem mais complexa e passa por um item que pouca gente deve considerar: o conformismo do brasileiro. Sim, é isso mesmo. Pagamos caro, dentre outras razões, porque nos submetemos a isso.
Leia e tire suas conclusões. Para aguçar sua curiosidade, veja dois exemplos da diferença de preços praticados no Brasil e no México, também um mercado emergente:
Parece que o brasileiro não leva a sério o bordão a união faz a força. Estou cada vez mais convencido de que precisamos, como cidadãos, e neste caso como consumidores, aprender a virar a mesa. Mas confesso que realmente não sei dizer como podemos começar. Daí que, humildemente, peço conselhos aos caros leitores.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Imagens nem um pouco edificantes de Belém
Apesar de alguém já ter pintado o muro e até mesmo afixado uma placa em uma árvore, ele continua lá. O lixo/entulho que algum animal deposita de forma sistemática, a prefeitura não recolhe, não fiscaliza e não pune.
Exibir mapa ampliado
Travessa dos Tupinambás com Avenida Conselheiro Furtado
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Agora perguntam "por quê".
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| Imagem: Blog Apimentada |
domingo, 31 de outubro de 2010
Em 2012
Saudade de outros tempos...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Um olhar europeu
"A Beatificação de um presidente". Esta é a manchete de capa de um conjunto de reportagens sobre o Brasil (quase) pós-Lula publicadas pela descolada revista belgo-flamenga MO Magazine. Uma publicação de alto prestígio, dedicada à análise política e social, e referência européia na cobertura da cooperação Norte-Sul (como eles chamam aqui a cooperação entre países ricos e o ex-terceiro mundo). A jornalista Alma De Walsche foi ao Rio de Janeiro, Brasília e Santarém para uma cobertura centrada na análise dos aspectos sociais, políticos e ambientais da era Lula. sábado, 25 de setembro de 2010
Apontamentos sobre Belém
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Há lugar para o povo?
O agravo pretendia o desbloqueio dos valores, no montante de 5 milhões de reais, em favor dos credores da Administração Direta. A suspensão do pagamento havia sido determinada em despacho liminar pela desembargadora Luzia Nadja Nascimento, em razão de pedido formulado pelo advogado de diversos credores de precatórios vencidos e não pagos pelo IGEPREV, o instituto previdenciário dos servidores públicos do Estado.
Em suma, o Estado depositou os valores devidos aos credores da Administração direta (isto é, do próprio governo e suas secretarias). As dívidas do IGEPREV - que integra a Administração indireta -, não estando sendo quitadas há alguns anos, motivaram a impetração de mandado de segurança, a concessão da liminar e o recurso que hoje foi posto em pauta. Pretendia-se impedir que os valores fossem liberados a seus beneficiários antes do pagamento dos credores do instituto.
Dentre os credores da Administração direta, cujos valores estão depositados mas bloqueados, estão vários trabalhadores rurais sem-terra, vítimas do massacre de Eldorado de Carajás, com os quais o Estado firmou acordo para pagamento de indenizações por danos morais e materiais.
Na sessão, os trabalhadores sem-terra quiseram se fazer presentes - como é possível a todo e qualquer cidadão que deseje assistir às sessões do tribunal, públicas, em regra. Foram impedidos de entrar, porém, porque a segurança da Corte informou que não haveria cadeiras para todo mundo. Poucos, assim, puderam se fazer presentes, tirados como comissão pelos demais que ficaram na porta aguardando o julgamento terminar.
No recinto, porém, várias cadeiras sobraram. Ao que parece, haveria lugar para todos, se houvesse boa vontade.
O fato é que nestas pequenas atitudes se revela o distanciamento, várias vezes voluntário, do Judiciário em relação aos chamados consumidores de seus serviços. Essa mudança de postura deveria constituir uma das tais "metas" que tanto aprazem o Conselho Nacional de Justiça.
Continuando a agir assim, o Judiciário jamais perderá a imagem de poder elitista, encastelado e distante.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Fora do ar, sem explicação
No portal do Governo, uma bandeira do Pará encima a mensagem de que a página "se encontra em manutenção e em breve voltará ao ar". Mais não diz: não há previsão de retorno, nem satisfação de que espécie de "manutenção" se trata.
É sempre assim: nas mínimas coisas, o cidadão é simplesmente ignorado. Uma prática repetida ad nauseam por quem acha que ninguém paga pelo que o governo dispõe ao contribuinte.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Olhos com que Olhas, Não São Os Que te Olho
Invejo o discernimento de Belém. Aqui em Brasília, capital do Brasil e Distrito Federal, classificada como segunda maior renda per capta do país, nem buum de foguete ouvi nos três goals da seleção brasileira que nosso time fez nesta Copa de 2010. Gente estranha essa, meus vizinhos com seus BMWs, Mercedes, Land Rovers e Jaguares... nos seus apartamentos de 1 milhão de reais ou 4 milhões de dólares.
O que eles ignoram da fátua anestesia é que a partir da exceção um todo se constroi, porque o todo não se constitui senão pela dinâmica das partes aparentemente incongruentes, conjugadas da semeadura à colheita num ritmo doido que desafia o maestro, a banda e a audiência de maioria surda.
Daí a pergunta inescapável que é diferente daquela opositora e de viés ideológico, ainda que ambas sejam historicamente determinadas: Esses jovens concursados com qual cabeça e de qual caverna interpretam o mundo escroto, que por ser urbe tenebrosa lhes satisfaz com o a grife da hora, o nome do relógio, da roupa ou da marca de carro e lhes agravam como feitiço o senso e o salário para além da poupança?
O pensamento aqui estaria concluído, com ou sem resposta, não fosse emoldurado antes do termo pelo berro na sala ao lado, de sobrinho que anunciava a avó que amanhã "teria de qualquer jeito" a camisa do Nakamura. Desconcentrado pela exclamativa imponderável frente às circunstâncias etárias e financeiras do declarante, apenas restou-me à vista do inevitável o desconsolo de constatar que tal posse da camisa nakamuriana, símbolo dos exatos 15 minutos de glória do jogador japonês, estariam juntados outros tantos cobres obscuros destinados a um falsificador qualquer, atravessados por algum ambulante nas rotatórias das quadras ou em algum cubículo da Feira do Paraguai em Brasília, na Praça da República em Belém, na Cinelândia ou na Paulista, apesar de todos serem provenientes das economias de vozinhas incautas!
Barbaridade. A consciência é uma merda, quando inútil pelas circunstâncias. Escape-nos arqueólogos darem resposta a tais paraísos da serotonina, por escala animal presente antes da aventura cultural; porque do ponto de vista econômico a culpa dessas reflexões é por agora do Paul Krugman, keynesiano notável, que levou-me até ali e de lá vim para ter os ouvidos cheios das vozes de minha casa.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Resposta aos pedófilos!
Hoje pela manhã, um grupo fazia uma manifestação em frente ao Fórum de Belém a favor do ex-deputado Luiz Afonso Sefer, condenado a 21 anos de prisão por crime de pedofilia. Foram do Fórum à Assembleia Legislativa distribuindo um panfleto cretino, de uma imundície que dava nojo de pegar. Em suma, tentavam desclassificar uma menina que dos 9 aos 12 anos foi seguidamente abusada pelo condenado, conforme se comprovou na instrução do processo, na intenção de tornar o criminoso uma vítima.
Agora à tarde, a professora Marise Morbach, em seu blog, apresentou a resposta que eu gostaria de dar aos tais manifestantes, sob o título acima. É um libelo de cidadania e bom senso que vale a pena ser lido:
Em resposta ao pafleto distribuído pelos que apoiam a pedofilia, constante no panfleto anteriormente postado, venho dar a seguinte declaração:
1. Os fatos gritam e constam do processo;
2. Tentar transformar uma garota de nove anos em uma ninfomaníaca, em nada ajuda o ex-deputado e médico Luiz Afonso Proença Sefer;
3. As investigações foram muito bem conduzidas por uma delegada nota 10.
4. O fato foi amplamente debatido e divulgado: não adianta querer tapar o sol com a peneira.
5. Não acredito em patologia mas em prazer, em gozo e em crueldade: comuns há milhares de seres humanos que perambulam por ai, mas que não tem o nome, a grana e a fama do médico Luiz Afonso Proença Sefer.






