Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de abril de 2010

Segunda-feira


Imagem: Scylla Lage Neto

Eu gostaria oniricamente de iniciar a segunda sendo novamente criança e sonhando quiçá com elefantes-marinhos gigantes.
Todavia, a criança envelheceu e sonho se esvaiu, restando apenas a obrigação de enfrentar mais semana de trabalho.
Mas quarta-feira é feriado!!??

domingo, 11 de abril de 2010

Apologia ao Jazz

Se Deus for um tantinho assim, meu pai. Pretendo publicar aqui, uma série de toda a minha coleção de Jazz.

O jazz pra mim, assim como a música clássica e o blues e o brega e axá e o pop; a música árabe, a música japonesa, a música de Nilson Chaves. A música de Nelson Freire. A música de todos os Baratas.

A música.

A música do test drive.

A música.

Waldemar Henrique. Minha professora Altair.

Meu cansaço todas as terças-feiras como entusiasmado ouvinte dos recitais da Orquestra Filarmônica do Brasil. Que cansaço que nada!

Os quase infidáveis litros de chopp num pub aqui em Brasília.

Minha descoberta do que amar (Lúcia).

Minha fé em um único Deus.

Meus bens. Meus maus.

A partir de agora, ajoelho-me e publico minha alma.

Daqui a pouco, aqui mesmo: no Flanar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ubik, Belém e os Zeppelins


Ubik; Philip K. Dick


Zeppelin; Life Magazine

Freud que me perdoe, mas nunca dei muita importância aos sonhos.
Porém todo livro que leio do Philip K. Dick me transporta invariavelmente ao universo dos sonhos densos e repetidos, de manhã cedinho.
Como estou no segundo livro em seguida do mesmo autor, sempre lido bem tarde da noite, em estado de exaustão “light”, fui vítima de um sonho tão ou mais real que a própria realidade.
O livro, Ubik (um dos 100 melhores do século passado, segundo a revista Time), passeia nada sutilmente pelas questões da ubiqüidade e da transtemporalidade, tendo no seu terço final fortes cenas de um truculento pseudoretorno ao passado, especificamente ao ano de 1939.
Pois justamente na noite do penúltimo capítulo fui “abduzido” em sonho para a Belém dos Zeppelins, os ônibus em formato de dirigível que nas décadas de 40 e 50 foram produzidos no Maranhão e enviados para Belém e Manaus.
Na verdade eu pouco sabia ou sei dos ditos coletivos, salvo parcos comentários avulsos colhidos através dos anos de que “era chique passear neles”, ou de que “eles eram lindos, forrados em couro”.
Pois no sonho tive a oportunidade de andar num Zeppelin por um dia inteiro, de conversar com senhoras que voltavam do cinema, de ouvir sobre os detalhes técnicos do motor Dodge relatados por um motorista careca e verborrágico, de sentir o cheiro e a vibração, enfim, de viver uma tremenda experiência neurosensorial, mesmo que onírica.
Ao despertar, tive plena certeza de que Dick estava certo em sua famosa frase: “reality is just a point-of-view”.
Sonhará alguém com o Sacramenta-Nazaré daqui a 50 anos?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Boa Fumaça

Enquanto a chamada judicialização da saúde teimar em ignorar o conhecimento técnico em saúde pública, aferrando-se a interpretações sur la lettre, estaremos sob risco de erros motivados pelas melhores intenções. Não é outra minha impressão sobre a preocupação do promotor da infância e juventude de Belém, que requereu ao Tribunal de Justiça do Estado que determine ao Estado e Município da capital "a imediata construção de uma unidade hospitalar de referência materno-infantil", como remédio para a gravidade dos problemas verificados na Santa Casa.
A concepção da medida reclamada pela autoridade desconhece que o princípio da construção de unidades hospitalares centrais em sistemas como o SUS, quando em condições que a descentralização inexiste ou é incipiente ou frágil, antes é motor para que a falência de hoje se corporifique no amanhã. É como abríssemos um único guarda-chuva num momento de tempestade, frente a uma multidão exposta aos rigores do clima. Após um certo tempo, arruinado o abrigo pelas circunstâncias de escassez, todos estariam expostos de novo aos rigores da chuva.
Para a Boa fumaça do direito, melhor contribuiria o promotor, se, ao invés do que peticionou, solicitasse a abertura de leitos provisórios e contratados na capital, indissociados da estruturação de um sub-sistema regulado de atenção à gestante nas regionais de sáude do estado, compatível com as responsabilidades dos entes gestores - federal, estado e município.
Mas, na ótica de quem vê árvore e ignora solo e floresta a que ela pertence, a ziguizira seguirá com certeza para o rebote. Ao menos é assim que o cenário está se construindo.