Mostrando postagens com marcador Leis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leis. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mademoiselle n'existe plus

A França decidiu: o termo mademoiselle foi banido de todos os documentos públicos administrativos. A decisão, assinada semana passada pelo primeiro-ministro François Fillon, atende ao movimento feminista francês, uma vez que, até então, as mulheres precisavam identificar-se como casadas (madame, ou senhora) ou solteiras (mademoiselle, senhorita), desde documentos de identidade até na plaquinha das caixas de cartas nas casas. Os homens (monsieur, ou senhor), por sua vez, nunca precisaram utilizar qualquer distinção. A partir de agora, as mulheres devem ser identificadas apenas por “madame”, sem qualquer referência ao seu estado conjugal, em equivalência ao termo “monsieur”.
Bem, não entrarei na discussão sobre a medida em si, adotada na terra de Simone de Beauvoir. Mas acho que o termo deixa saudades. Lembrei de Coco Chanel que sempre preferiu ser chamada de mademoiselle, palavra que até denomina um dos perfumes da grife: o Coco Mademoiselle.
E claro, lembrei-me também do maravilhoso filme Mademoiselle, dirigido em 1966 por Tony Richardson, com roteiro de Marguerite Duras e Jean Genet. A protagonista é a grande Jeanne Moreau (na foto acima), na pele da lascívia mademoiselle professora numa vila de
província, num dos filmes de mais alta tensão sexual da Nouvelle Vague francesa.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Será um review do psicodelismo?

Trago ao front page o comentário de nosso flanante companheiro Raul Reis, diretamente da "Terra do Sol" americana sobre o post Apenas um rapaz psicodélico americano.

Reis nos traz deliciosos comentários sobre alguns detalhes muitos interessantes sobre os "The Flaming Lips." Uma banda americana pouco conhecida fora do circuito underground, objeto do post.

Veja o que ele escreveu.

Ótima escolha, Val-André! Os "Flaming Lips" são bem famoso aqui nos EUA. Eles têm uma legião de groupies e tietes comparável ao "Grateful Dead" e agora ao "Phish".

Os shows deles são louquíssimos, com veradeiras art performances no palco. Teve uma época que os membros da banda só se apresentavam vestidos como animais de pelúcia.

Eles tem umas tietes famosas, como a atriz Juliette Lewis, que as vezes se apresenta com eles dançando no palco, ou cantando/tocando um instrumento.

O CD "Yoshimi Battles the Pink Robots" (não tenho certeza se é este exatamente o nome, mas é proximo) é um clássico. Há uns anos atrás eles tiveram o "desplante" de "regravar" o clássico album "Dark Side of the Moon", do Pink Floyd :)

Um sacrilégio, mas eles acabaram sendo elogiados pela ousadia (e pela proposta)...

------------

Minha réplica.

Raul vou entregar o jogo. Pensei em você e na Califórnia quando mixei esse set.
Foi na última terça-feira, estava meio aborrecido com algumas coisas. Comezinhas, conclui depois, e preparei esse mini special.
Você acrescenta muitas informações preciosas ao post.
Afinal, não é qualquer banda que tem como fã ativa e uma belezura detentora de esparramado talento como a inigualável e instigante Juliette Lewis e seu jeitinho adoravelmente inocente e doidona.
Adoro as duas coisas. São características maravilhosas de muitas pessoas a qual me relaciono.
Os show's são realmente incríveis, como pude constatar num DVD que retrata o interessante avanço das bandas indies como influencia para os caminhos do bom e velho rock and roll. E lá estava os caras, tocando alucinadamente o megahit "Race For The Prize" que abre o set do special para o Flanar.
É com ousadia e talento que a humanidade fica cada vez menos careta e mais alegre, divertida e mais solidária para com os menos aquinhoados.
Com sua licença, vou aproveitar o maravilhoso gancho que você me deu ao citar os "Grateful Dead", que tanta falta faz no cenário.
Na minha modesta percepção, há um hiato tão grande, mas tão grande deixado pelos caras que, aos poucos, ao longo de 20 anos de carreira, uma banda em particular começa a ser citada pela crítica especializada com "herdeiros dos hippies doidões" na melhor acepção da palavra.
Você foi certeiro ao citar o melhor álbum da banda.

Segundo a Wikipédia, "Yoshimi Battles the Pink Robots" é o décimo álbum de estúdio da banda The Flaming Lips, foi lançado em 2002[1] e é o mais bem sucedido de sua carreira.

Após o maestria sinfônica apresentada no álbum anterior, The Soft Bulletin, o "Flaming Lips" retornou as influencias do rock psicodélico, música eletrônica e pop alternativo dos álbuns anteriores.

E quem será? O leitor pode perguntar. Os herdeiros do "Grateful Dead"?

Repondo.

Só tem uma banda com tamanha e agora demonstrada competência para tal: o Dave Matthews Band, sem qualquer sombra de dúvidas.

Já está pronto dois especiais do Dave Matthews Band. Tenho material raro deles desde o longínquo 1993!

De lá pra cá a evolução da banda é um dos processos musicais que mais me impressionou dentre todas as bandas, especialmente quando observo o engajamento político e destinação de recursos angariados em show's gratuítos ao ar livre em prol de causas humanitárias como o faz várias bandas, como os irlandeses do U2, apenas para citar uma delas.

Como o material sob minha posse do Dave Matthews Band é extenso, interessante, instigante e uma aula de como uma banda bem administrada pode galgar degraus sempre superiores sem abandonar o cerne de seu som inicial ou proposta de longo prazo, como queiram. Pretendo, com a habitual generosidade de nosso editor-chefe, Carlos Barretto e demais companheiros "avuadores", publicar não dois, mas, cinco especiais dos herdeiros do psicodelismo mundial.

Quem sabe daqui a pouco não sai o primeiro?

Até lá então. E obrigado Raul.

P.S.: Raul. Nos informe sobre a aprovação da liberação da maconha na Califórnia. Tenho uma porrada de questionamentos sobre o assunto.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O específico e o genérico

Desde que o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a aplicabilidade da Lei Complementar n. 135, de 4.6.2010 - a famosa "lei da ficha limpa" -, às eleições deste ano, a imprensa se assanhou para elencar os políticos que estão com a candidatura na reta. Alguns nomes têm sido apontados.
No Distrito Federal, parece que algum membro do Ministério Público Eleitoral teria dito ou dado a entender que, se Joaquim Roriz se candidatar, será alvo de uma impugnação baseada no fato de ter renunciado ao mandato de senador, em 2007. Os advogados do impoluto já concederam entrevistas à TV dizendo-se prontos a contra-atacar.
No Pará, os nomes que andam agitando a imprensa são Jader Barbalho e Paulo Rocha, anunciados candidatos ao Senado. O presidente da seccional paraense da OAB, Jarbas Vasconcelos, foi sondado a respeito e teve a prudência de não se pronunciar de forma específica. Quem também tem sido consultado é o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Des. João Maroja, que primeiro recebeu uma consulta genérica para, após alguns minutos, ouvir a indagação específica sobre Barbalho. O desembargador se limitou a comentar os termos genéricos da lei e a dizer que os casos específicos serão analisados no momento oportuno. O repórter, traquina, deixou de considerar que o desembargador não pode externar opinião sobre o assunto, ainda mais considerando que, em futuro próximo, ele pode ter que praticar ato em algum processo envolvendo a matéria.
No mais, a lei em apreço é a maior - senão a única - novidade nestas eleições, repletas de mais do mesmo: candidatos tétricos, inconfiáveis ou que já deixaram a sua marca vergonhosa. Ela, se é que vai ser cumprida mesmo (eu ainda aposto que o STF vai flexibilizá-la, se não a declarar inconstitucional), é a única força capaz de balançar esse sórdido tabuleiro de xadrez.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Piso salarial para engenheiros, arquitetos e veterinários

Com todo o respeito que merecem engenheiros, arquitetos e veterinários - respeito que deve se traduzir em melhor remuneração, por certo -, pretender discutir a aplicabilidade da Lei n. 4950-A/66, como anunciado no Seventy (© do saudoso Juca) e O Liberal é um lamentável equívoco.

A referida lei criou um piso salarial para graduados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária, conforme descrito na nota. A remuneração ali prevista, porém, é indexada em salários mínimos.

Acontece que o art. 7o, IV da Constituição Federal veda a prática. Além disso, o Supremo Tribunal Federal, após inúmeras decisões conflitantes em diversos tribunais do país, pacificou a matéria, estentendo expressamente a vedação constitucional para todo e qualquer tipo de contrato (de financiamentos bancários a contratos de trabalho).

No Pará, a matéria já foi debatida exaustivamente tanto na Justiça Estadual, quanto na Justiça do Trabalho, e hoje não há dúvidas: a Lei 4.950-A conflita com o dispositivo da Constituição - no jargão técnico, a lei não foi recepcionada pela Carta Magna.

Retomar o debate, portanto, após anos de sua pacificação, não adiantará nada. Mais produtivo seria discutir meios de mobilização para que os profissionais da área - e, no caso específico, parece que todos os debatedores são vinculados ao BASA - reivindicassem melhores salários.

Fica a sugestão.

sábado, 15 de agosto de 2009

Pedofilia: Começa o início do fim da impunidade

Agora é Lei. A Nação folga em saber desta importante notícia.

Juvêncio sorrí.

A prática de macular os pequeninos será implacável.

Uma certa pessoa terá de tratar de mudar de domicílio em Belém.

Mude-se. Não esqueça, também, de vender o Apartamento do Rio e arredores.

- Vaze para fora do país. Bem longe de nossa vista.

Vaze logo.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Fio dental expiatório

Desde ontem, quando o Diário Oficial do Estado publicou a Lei n. 7.297, de 28 de julho de 2009, que torna obrigatória a disponibilização de fio ou fita dental em restaurantes e similares, a blogosfera se agitou um tanto, com duras críticas à governadora Ana Júlia. Acusam-na de não enfrentar à altura os problemas do Pará e de perder tempo com bobagens. A meu ver, a crítica está no mínimo equivocada.
De fato, Ana Júlia é uma governadora ruim. Fato. Seu governo tem-se caracterizado mais por ineficiências e desatinos do que pela gestão adequada dos serviços públicos ou por bons investimentos. Fato, também. Mas a governadora não pode ser responsabilizada - muito menos crucificada - pelo conteúdo desta ou daquela lei. Primeiro porque no mundo inteiro - vejam bem, senhores críticos, eu disse no mundo inteiro! - existem leis idiotas ou, no mínimo, de duvidosa relevância. Já recebi uns tantos e-mails com listagens desse tipo. Em um país árabe, p. ex., é proibido por lei transar com ovelhas após as refeições. Em outro, o indivíduo só pode transar com animais do sexo oposto ao seu. Que tal? Fio dental é fichinha perto disso.
Entendam, meus caros, que o processo legislativo se inicia por uma proposição oriunda do chefe do Poder Executivo ou de qualquer um dos membros do Poder Legislativo (neste caso, da Assembleia Legislativa). A proposição tramita no parlamento, passando no mínimo por uma comissão técnica (a de Constituição e Justiça ou congênere), sendo normal passar por mais de uma, onde é objeto de um parecer. Por fim, é aprovada em plenário. Só depois o projeto aprovado é encaminhado ao Executivo, para o exercício do direito de sanção ou veto.
No caso, a lei objurgada foi proposta pelo deputado Joaquim Passarinho. A única atuação de Ana Júlia foi sancionar a lei. Só isso. Por que então, pitombas, ela está pagando o pato sozinha? Por que ninguém baixa o sarrafo na Assembleia Legislativa, verdadeira responsável pela lei? Sim, porque em respeito à independência dos poderes, a governadora só poderia vetar o projeto se houvesse razões de ordem constitucional, legal, econômica ou, quem sabe, impactos sociais negativos e relevantes. Ela não pode vetar simplesmente porque não gostou da ideia. Sendo assim, volto a questionar: onde foi que ela errou?
Estão dizendo que a sanção foi um agrado ao deputado Passarinho, que lhe dá sustentação. Se for, isso não muda nada do que foi dito acima.
Por fim, nos últimos anos, começaram a surgir, por toda parte, muitas normas destinadas a assegurar maior conforto aos consumidores. O fio dental é apenas mais um exemplo. Estranha é a obrigatoriedade, já que o próprio restaurante é que deveria preocupar-se com essa comodidade, como alguns já fazem. Mas daí a justificar esse barulho todo que estão fazendo, vai uma enorme distância.
Àqueles que estão malhando o zelo da governadora com a coisa errada, meu conselho: ocupem-se vocês de algo mais relevante do que essa lei. Há ações (e omissões) do governo bem mais sérias a enfrentar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Punição exemplar para um crime detestável

Que o exemplo sirva de lição para outros irresponsáveis.

Um estudante de Minas Gerais que divulgou na internet cenas eróticas com uma menina de 15 anos foi condenado a quatro anos, três meses e 20 dias de prisão pelo juiz Fábio Garcia Macedo Filho, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude de São Lourenço, no Sul de Minas.

O jovem irresponsável recorreu ao Tribunal de Justiça do estado, mas a 4ª Câmara Criminal não conheceu o recurso, interposto fora do prazo. Com a negativa, a pena não foi convertida em restritiva de direitos, e o rapaz deverá cumpri-la na prisão.

O rapaz namorava a menor e, no carnaval de 2005, depois de os dois terem ingerido bebidas alcoólicas, ele a levou para sua casa e lá mantiveram relações sexuais. Na época, ele tinha 22 anos e ela, 15. Em casos dessa natureza, a Justiça tem mesmo que ser severa. O juiz Fábio Garcia Macedo Filho condenou o estudante pelo crime de produzir e divulgar fotografia com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente – artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – e também pelo crime de ameaça (artigo 147 do Código Penal).

Segundo o juiz, as penas acima de quatro anos não podem ser substituídas, de acordo com o Código Penal. Parabéns, pois, aos desembargadores do TJMG por terem negado o recurso do réu, confirmando a pena imposta pela decisão do magistrado de São Lourenço.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Em busca da concisão perdida (ou nunca obtida)

O blog do desembargador trabalhista José de Alencar, edição de hoje, apresenta uma interessante proposta de alteração do Código de Processo Civil feita pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A ideia central do projeto é incluir o princípio da concisão no direito processual.

A discussão é boa. Aliás, é ótima. O duro será, dentre outras coisas, fazer os jurisconsultos entenderem que concisão não significa confusão. Parafraseando Che Guevara, há que ser conciso, porém sem perder o sentido jamais.

O texto do projeto pode ser lido aqui.

sábado, 8 de novembro de 2008

Gays vão a luta pelos seus direitos

Está previsto para este domingo, 9, um megaprotesto de várias entidades GLS´s em Los Angeles, Califórnia (EUA), segundo despacho da Agência EFE.

Os defensores do casamento de pessoas do mesmo sexo na Califórnia intensificaram hoje sua campanha em defesa deste tipo de união com a convocação de uma manifestação.

Mónica Trasandes diretora de comunicação em espanhol da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação, lamenta a aprovação de um projeto conhecido como "Proposta 8", que colocaria fim à legalidade dos casamentos homossexuais no estado da Califórnia. "Temos uma sensação de surpresa e tristeza", disse hoje à EFE.

Os grupos GLS´s conquistaram em junho o direito de casamentos de pessoas do mesmo sexo. "E agora eles (políticos conservadores) tiram isso de nós. É lógico que há pessoas irritadas, somos pessoas normais e acho que existe falta de compreensão", assegurou Trasandes.

Por isso, a coalizão AnswerLA, uma das entidades que promoveram as mobilizações anteriores, convocou para amanhã, a partir das 18h (hora local), um ato com os simpatizantes da causa na zona de Sunset com Santa Monica Boulevard, ao leste de Hollywood.

A organização quer que compareçam "todas as pessoas progressistas que defendam a igualdade e sejam contra a discriminação. Todo mundo deveria ter o direito de se casar", explica em seu site.

― Eu sou a favor da união de pessoas do mesmo sexo. O que acontece com a vida pessoal das pessoas jamais pode ser invadido por quem quer que seja, principalmente esses falsos profetas aos milhares por ai a nos pertubar a paciência e políticos "santinhos do pau ôco".

Tenho amigos de todas as colorações e os que são gays assumidos não tem qualquer diferença das demais pessoas que conheço. Isso é pura discriminação de gente com a cabeça atrasada.