Há um certo sebastianismo em algumas famílias. Há sempre quem viva no passado, achando que os tempos idos eram mais felizes, que as pessoas eram melhores e que os antepassados eram mais valorosos. Nem tudo é verdade.
Também entre os parentes mortos há aqueles que foram desonestos, desumanos, maus profissionais, pais ausentes, péssimos maridos.
Mas a morte, como se fosse efetivamente aquilo que liberta a alma boa do corpo vil, apaga os defeitos e ressalta as qualidades - mesmo as inexistentes.
Também é verdade que, como os parentes de pessoas mortas, há quem ache que sua cidade, seu tempo de juventude, seu passado não tão distante era melhor que hoje. Será isso fato ou imaginação?
Talvez seja bom lembrar que o mito sebastiano original nunca se resolveu. Até hoje os portugueses, saudosistas como nenhum povo há - até pelo uso da palavra "saudade", que dizem não existir com esse significado em nenhuma outra língua -, continuam esperando o retorno de Dom Sebastião das areias de Marrocos. Esperam há cinco séculos. Esperam por alguém que sequer viram partir.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
sexta-feira, 16 de março de 2012
Imagens que surpreendem o dia-a-dia
Há 10 anos moro em uma pequena vila no interior da Holanda (Houten), e neste tempo, que parece longo, ainda me flagro em encantamento com coisas ainda inusitadas para meus olhos brasileiros.
Ontem fez um dia lindo neste final de inverno. Típico de primavera, à tarde abriu um sol encantador convidando a temperatura a chegar aos 14C que estimularam um grupo de crianças de curso primário a ensaiar ao ar livre alguns ensinamentos de sala de aula. Algo em torno das duas da tarde ouvi um fuxico de vozes animadas no jardim público em frente da minha casa; corri pra janela e flagrei estas imagens:
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| Foto 2 - Aqui um dos garotos carrega nos ombros um saco plástico para coleta. (Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone) |
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| Foto 3 - Pouco depois percebi tratar-se de uma turma inteira a desempenhar a tarefa da limpeza urbana de ruas e jardins. (Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone). |
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| Foto 4 - Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone. |
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| Foto 5 - Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone. |
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| Foto 6 - Imagem Ana Isa Van Dijk via iPhone. |
Não deu pra ouvir o que se passava entre os professores e aquelas crianças, mas minha imaginação correu solta, lembrei de Belém e de meu velho sonho sobre educação comunitária nas escolas fundamentais. Um dia quem sabe, a gente chega lá...
Ana Isa van Dijk
Houten/Holanda, 15 de março de 2012.
*Ana Isa Van Djik é arquiteta paraense, Brasileira com muito orgulho sem jamais perder seu valioso senso crítico, casada com Henk Van Djik, tem duas filhas e mora em Amsterdam. Além disso, é contemporânea dos tempos do NPI/UFPA com este poster.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Candidato da UNIMED "ataca" celulares alheios
Se existe uma coisa que me aborrece, é ser incomodado por mensagens indesejadas, não solicitadas, mal vistas e toda espécie de adjetivos correlatos. Além de invadirem de maneira deselegante a privacidade do cidadão, esses verdadeiros spams da telefonia móvel, são iniciativas no mínimo pouco inteligentes de quem pretende vender produtos, serviços ou "competência" (ainda pior, para quem diz prometer "paz e trabalho). Aqueles que se utilizam destes recursos invasivos, entram automaticamente em minha lista de pouco úteis ou incompetentes.
A UNIMED Belém, encontra-se naquele chatíssimo momento eleitoral. Nada contra sufrágios democráticos, ressalte-se. Mas tudo a favor da conduta reta, elegante de fazer sua propaganda, e principalmente, do RESPEITO a individualidade do cidadão. Quem assim não se comporte, também não fará por merecer o meu respeito.
Desde ontem, venho recebendo uma estranha mensagem em meu iPhone. Ela chega exatamente como mostra a captura de tela ao lado, pedindo votos para um determinado candidato (por enquanto, ainda tomarei o cuidado de "borrar" seu nome).
Ointeressante assustador é que ela chega assumindo por completo a tela do smartphone e NÃO FICA REGISTRADA/ARMAZENADA EM LUGAR ALGUM. Ou seja, eu a recebo e não consigo saber afinal que tecnologia foi utilizada para enviá-la.
É óbvio que pensei na tradicional SMS. Contudo, consultando o aplicativo MENSAGENS do iPhone, lá ela sequer é encontrada na caixa de "Mensagens recebidas". Também não está gravada em nenhum outro aplicativo similar do tipo WhatsApp, FB Messenger, etc. Ela simplesmente some sem deixar vestígios. Somente após o segundo cometimento, fui rápido e executei a captura de tela que aparece na imagem acima. Ou seja, é quase que um covarde ataque pirata ao seu celular.
O
É óbvio que pensei na tradicional SMS. Contudo, consultando o aplicativo MENSAGENS do iPhone, lá ela sequer é encontrada na caixa de "Mensagens recebidas". Também não está gravada em nenhum outro aplicativo similar do tipo WhatsApp, FB Messenger, etc. Ela simplesmente some sem deixar vestígios. Somente após o segundo cometimento, fui rápido e executei a captura de tela que aparece na imagem acima. Ou seja, é quase que um covarde ataque pirata ao seu celular.
Mas existe algo ainda mais ridículo e risível neste ataque, que contribui ainda mais para minha irritação: não sou cooperado da UNIMED!!!. Ou seja, sou vítima de reles "pentelhação de saco" mesmo!
Mas suspeito de algo ainda mais grave. De que maneira este cidadão estaria obtendo meu telefone privado, hein? Como? Quem forneceu a ele estes dados, uma vez que jamais disponibilizo nenhum tipo de informação privada em redes sociais e afins?
E por fim, que tipo de tecnologia é essa tão intrusiva?
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Mademoiselle n'existe plus
A França decidiu: o termo mademoiselle foi banido de todos os documentos públicos administrativos. A decisão, assinada semana passada pelo primeiro-ministro François Fillon, atende ao movimento feminista francês, uma vez que, até então, as mulheres precisavam identificar-se como casadas (madame, ou senhora) ou solteiras (mademoiselle, senhorita), desde documentos de identidade até na plaquinha das caixas de cartas nas casas. Os homens (monsieur, ou senhor), por sua vez, nunca precisaram utilizar qualquer distinção. A partir de agora, as mulheres devem ser identificadas apenas por “madame”, sem qualquer referência ao seu estado conjugal, em equivalência ao termo “monsieur”.Bem, não entrarei na discussão sobre a medida em si, adotada na terra de Simone de Beauvoir. Mas acho que o termo deixa saudades. Lembrei de Coco Chanel que sempre preferiu ser chamada de mademoiselle, palavra que até denomina um dos perfumes da grife: o Coco Mademoiselle.
E claro, lembrei-me também do maravilhoso filme Mademoiselle, dirigido em 1966 por Tony Richardson, com roteiro de Marguerite Duras e Jean Genet. A protagonista é a grande Jeanne Moreau (na foto acima), na pele da lascívia mademoiselle professora numa vila de
província, num dos filmes de mais alta tensão sexual da Nouvelle Vague francesa.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Invernal
Desde 1619, ele enfrenta os invernos belgas, mas às vezes não é facil. Na atual onda de frio que varre a Europa, até o nosso Manneken Pis - chafariz que é um garoto fazendo xixi, simbolo do espirito anarquico do brusselaar ou bruxellois (o habitante de Bruxelas) - anda sofrendo. A prefeitura da capital belga fechou o fluxo de água para evitar o congelamento e os consequentes danos à estátua nesses dias em que a temperatura máxima não tem passado dos -4°C e as minimas beiram os -18°C. (com foto da Agência Belga)
sábado, 17 de dezembro de 2011
Simples mortais
Se tem uma coisa que eu adoro na Bélgica é a maneira como vivem as autoridades em geral - prefeitos, parlamentares, ministros etc. O vídeo acima mostra a equipe de uma TV regional do norte da Holanda, esta semana no centro de Bruxelas, procurando o Manneke Pis ( a famosa fonte que é estátua de um menino fazendo xixi, atração turística da capital belga) . Eles pedem informação a um passante, que responde em bom neerlandês: "na primeira rua à direita". A produtora da equipe parece duvidar, e o passante firme reafirma: "acredite-me é lá, à direita". Uma senhora belga se aproxima e faz um elogio em francês ao cidadão que ajuda os jornalistas, pois ela sabe quem é o passante: o novíssimo primeiro-ministro da Bélgica, Elio Di Rupo (do PS, o Partido Socialista francófono). O premiê agradece o elogio e só aí então os jornalistas holandeses perceberam de quem se tratava . A cena ganhou os sites, jornais e TVs belgas, depois que a TV holandesa, bem-humorada, publicou o vídeo no seu próprio site como o "fail of the year" (a falha do ano).
Isso mostra um dos princípios básicos do comportamento dos homens públicos na Bélgica: eles são simples mortais. Aqui o prefeito, por exemplo, é o burgemeester - palavra em neerlandês usada tanto do lado flamengo quanto do lado valão, francófono. Em tradução livre seria algo como cidadão-principal.
Em Brugge, por exemplo, o nosso bugermeester Patrick Moenaert anda sozinho nas ruas, à pé ou de bicicleta. No verão, o vejo sempre, em short e camiseta, nas tardes de domingo, cuidando do jardim, quando visitamos minha cunhada e sobrinhos que moram ao lado dele, num bairro comum, com casas comuns. Recentemente, Moenaert, que tem 62 anos de idade, foi um dos DJs numa festa organizada por uma associação de estudantes. Dizem que ele arrasou nas pickups.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira
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| Imagem: Wikipedia |
Da jornalista Erika Morhy, no Facebook:
Reflexiva com a morte do Doutor Sócrates, quando também lembrei da morte de Amy. Meu sentimento é de certo reconforto. Ou identificação, sei lá! Resguardadas as devidas diferenças entre os dois, aventuro-me a dizer que viveram intensamente suas escolhas, com toda dor e delícia inerentes. Lamentar o que? Fizeram muitos felizes e tristes. Foram felizes e tristes. E ainda contribuíram para o mundo em suas áreas. Que mais se quer? Saudemos a vida e nossas escolhas, intensamente!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
O "outro lado" das "grandes" obras públicas
Como sou Mosqueirense de carteirinha, não poderia deixar de recomendar aos leitores este excelente artigo do jornalista Lúcio Flávio Pinto no O Estado do Tapajós Online.
Como frequentador da ilha, desde a mais tenra idade fui testemunha ocular do processo que ele relata no texto (mesmo que de forma periférica a uma tese mais profunda). Conheci e me encantei, enquanto criança, com um perfil de Mosqueiro. E atualmente, enfrento os problemas de outro perfil, que em nada difere daquele que se encontra na grande metrópole.
Para saber o restante da história, não deixe de ler Pontes amazônicas e o "outro lado".
Bota Bituca - Compre esta idéia
Definitivamente, jogar lixo na rua, além de ilegal, não é nada educado. Mas o Bota Bituca - além de um produto - é uma excelente idéia destinada aos fumantes. Embora também sirva a qualquer tipo do chamado "microlixo", o nome do produto deixa clara sua principal destinação: as bitucas de cigarro, também conhecidas como bagana ou guimba.
Trata-se de um pequeno tubo de vidro de pequenas dimensões, totalmente transportável, onde você deverá acumular suas bitucas ou outros itens de microlixo. No caso das bitucas, fazendo isso, você estará livrando a natureza de um tipo especial de lixo que demora 5 anos para desaparecer por deterioração natural, e ainda, com alto poder tóxico.
O Bota Bituca é vendido online por R$ 30,00 (5 unidades) e R$ 41,00 (10 unidades).
Uma boa idéia que deve ganhar minha atenção pessoal.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Conrad Murray: Homicídio culposo
No dia 28 de julho de 2009, este poster opinou livremente (baseado em protocolos internacionais) sobre as circunstâncias, no mínimo pouco convencionais, que permearam a morte do ídolo pop Michael Jackson.
De posse de detalhes que chegavam pela mídia internacional, alertávamos que o uso do potente fármaco propofol (aos nossos olhos profissionais) era "obviamente inadequado e absolutamente inseguro" em ambiente "doméstico". Na verdade, ressaltamos hoje que qualquer ambiente extra-hospitalar é absolutamente inadequado para o uso da droga.
Naquela oportunidade, nem sequer tínhamos os detalhes minuciosos que o tribunal do júri americano teve acesso, ao decidir hoje pela condenação do médico Conrad Murray por homicído culposo. Detalhes constrangedores. Como por exemplo, que o médico americano teria administrado o propofol por 2 meses antes da morte de Michael.
Nada a comemorar ou tripudiar. Apenas lamentar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Eurotrash - Deixa pendurar
Mais uma da sére Eurotrash. Os homens belgas estão sendo convocados a não vestir cueca no próximo dia 9 de setembro. É uma forma de protesto contra a prática da castração de porcos. A ong Gaia, "a voz dos que não tem voz", é quem organiza a campanha que ganhou páginas inteiras em todos os jornais belgas. O cartaz diz: "Apelo a todos os homens. Deixe pendurar no dia 9 de setembro.Homens, saiam sem cuecas no dia 9 de stembro em manifestação de solidariedade com 5 mihões de leitões que todos os anos, sem necessidade, são castrados em anestesia". Eles contam que uma das maiores redes de supermercado belga já exigiu dos fornecedores que parem de usar a técnica da castração de porcos.
Bem, a gente só espera que no dia 9 não faça frio.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Belém: cidade do "já foi" e do "já teve".
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| Imagem: Carlos Barretto (Direitos Reservados) |
Esta imagem, que um dia fiz de Belém da sacada de meu prédio no Umarizal, logo não mais poderá ser repetida.
Em breve, o que me será permitido ver, será apenas a imagem acima, em uma simulação no Photoshop. Não apenas uma. Mas DUAS novas torres de 30 andares estão sendo construídas em ritmo acelerado. Uma tristeza que é ainda maior, quando percebemos que nada podemos fazer, além de assistir nossa qualidade de vida - já bastante comprometida em cubículos de até 75 metros quadrados de alto custo - ir decaindo com o calor crescente e perda quase que absoluta de privacidade.
E o que me dizem como consolo?
"Ah! Copacabana também já foi um lugar melhor pra se morar".
Sempre tem um dia que...
Festinha boa ontem, me fez lembrar os velhos tempos com uma pessoa querida. Quando voltei pra casa, (acho que dei carona pra alguém antes de chegar), dormi no sofá com a TV ligada.
Mas o mais engraçado nem foi exatamente isso. Como fui o fotógrafo oficial da noite ilustrada, foi interessante, digamos, ao rever as 700 imagens registradas do evento, observar uma progressiva deterioração em sua qualidade. Boas no início. Já no fim? Foco e enquadramento horríveis! Era o fim, não? Também tinha o direito de ficar "tchongo", ora! Kkkkkk!
E como se não bastasse, sempre tem o Day After. Até o momento devo ter sorvido uns 2 litros de água. Mas vou sobrevivendo. Ô bagaça!
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Atualizada às 15:17 h
E acabo de saber que no final de semana, ainda vai ter mais!!! Ooohhh!! Bons amigos que eu tenho, olha.
Mas o mais engraçado nem foi exatamente isso. Como fui o fotógrafo oficial da noite ilustrada, foi interessante, digamos, ao rever as 700 imagens registradas do evento, observar uma progressiva deterioração em sua qualidade. Boas no início. Já no fim? Foco e enquadramento horríveis! Era o fim, não? Também tinha o direito de ficar "tchongo", ora! Kkkkkk!
E como se não bastasse, sempre tem o Day After. Até o momento devo ter sorvido uns 2 litros de água. Mas vou sobrevivendo. Ô bagaça!
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Atualizada às 15:17 h
E acabo de saber que no final de semana, ainda vai ter mais!!! Ooohhh!! Bons amigos que eu tenho, olha.
sábado, 25 de junho de 2011
"Me ouva"
O problema está na falta da Prefeitura, que, de resto, falta em toda a cidade. Mas está também no nosso egoísmo, nossa falta de civilidade, nossa má educação.
Nosso querido Edyr Augusto Proença, faz um relato até bem humorado do caos em que se transformou a outrora pacífica Praça da República, especialmente aos Domingos. Tanto Edyr, quanto nosso saudoso Juvêncio de Arruda, são testemunhas oculares de um processo gradual de deterioração daquele belo logradouro público. Que certamente, tem relação não só com a leniência das autoridades, bem como a afamada má educação de seus frequentadores, largados há décadas ao sabor de suas próprias venetas*. Onde o estado não se faz presente, seja para preservar o bem público, orientar ou mesmo reprimir os excessos de alguns, todos se arvoram nas venetas.
*Segundo o Dicionário Online de Português --> Acesso repentino de loucura.
*Segundo o Dicionário Online de Português --> Acesso repentino de loucura.
domingo, 19 de junho de 2011
Ei, que música você está ouvindo?
A idéia é simples, óbvia e original, daquelas que a gente pensa: por que eu não pensei nisso antes? Bem, quem pensou primeiro e arregaçou as mangas foi Tyler Culler, de Nova York. Ele saiu às ruas perguntando: ei, que música você está ouvindo? O mesmo fizeram outras pessoas em Estocolmo, Copenhagem, Londres, Singapura, São Francisco, Lisboa, Denver, Moscou, Edimburgo...Deu Lady Gaga na cabeça (aliás, não sei o que ela faz de extraordinário e original. Como dizem os mineiros, ela me dá uma preguiça...Não gasto um centavo, nem aperto um botão para vê-la ou ouvi-la). Mas, ainda bem, há citações a Bob Marley e até Seu Jorge. Uma volta ao mundo em MP3.
sábado, 21 de maio de 2011
Não acabou mesmo?
E aquele fim de mundo idiota, anunciado e esperado por alguns malucos nos EUA, não veio. Confesso que passei noites em claro imaginando como aproveitaria meus últimos momentos de existência (mentira!). Mas já que o tal do fim do mundo não veio (daria tudo para ouvir as explicações dos visionários religiosos americanos), fiquemos com este vídeo, que mostra que talvez, o mundo de fato, já tenha acabado há algum tempo.
Ao menos "As we know it".
Fechamos assim, o "diz que" tenso período de espera pelo arrebatamento, neste modorrento 21 de maio. Tudo como dantes, no quartel de Abrantes.
E o mundo não se acabou
Nenhuma música pode ser tão conveniente para este sábado, quanto este arqueológico samba-choro do baiano Assis Valente (1911-1958), interpretado magistralmente por Maria do Carmo Miranda da Cunha, e sua projeção holiwoodiana, conhecida como Carmen Miranda, em 9 de março de 1938.
Detalhe: gravação original.
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disto a minha gente lá em casa começou a rezar
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disto nesta noite lá no morro não se fez batucada
Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou
Peguei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão
Agora soube que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
Ih, vai ter barulho e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou
terça-feira, 29 de março de 2011
Morre o grande brasileiro José Alencar
Morreu agora há pouco, por volta das 14:50 h, o ex Vice-Presidente José Alencar. Um homem que se notablilizou pela trajetória digna que cumpriu na vida pública, e pela incansável luta contra o câncer. Aos 79 anos, resistiu a inúmeras cirurgias, quimioterapia entre outros tratamentos que enfrentou em sua árdua luta pela vida.
Paulo Henrique Amorim, republicou em seu Conversa Afiada, uma entrevista com o então Vice-Presidente da República, ao sair de uma de suas inúmeras internações hospitalares. E nela, uma pequena frase que resume o caráter deste cidadão de bem.
"Não tenho medo da morte. Mas da desonra".
sexta-feira, 25 de março de 2011
A simbiose sonora do Gotan Project

Há muito tenho pensado sobre o que virá após a velocidade desses dias que estamos vivendo e testemunhando.
O crescimento é, sob certa perspectiva – particular do ângulo de quem a vê – o início de muitas coisas como a conhecemos hoje, e é também, o princípio de outras, ainda desconhecidas.
Há, nesse intenso processo algo descontrolado de mundo contemporâneo, uma lembrança.
Coisa de quatro anos atrás, quando conheci pessoalmente o CEO do Flanar, numa prosaica festa de aniversário em Belém, para onde tinha me deslocado de Brasília para Marabá e de lá para a cidade das mangueiras, Barretto trocando músicas e outras muitas figurinhas comigo, apresentou-me o Gotan Project.
Na ocasião estava de férias e no dia seguinte passei uma semana em Salinas, a outra em Palmas, até retornar numa segunda-feira, às minhas atividades do ganha pão de cada dia.
Na rota acima referida, passei o arquivo do GP do HD para um pen drive e comecei a escutá-lo, em volume civilizado na Praia do Atalaia e de lá pelas estradas e outras paragens na rota de volta para casa.
Lú, Valzinho e eu, gostamos de cara, do som resultante dessa provocadora simbiose musical que é a cara do início do século XXI, acompanhadas de suas rápidas transformações do mundo que hoje conhecemos.
Tango, electro music, musak, fossa nova... Um pouco de um caldeirão sob a inspiração portenha e européia. Dificil de descrever se não for ouvido com calma.
Eis ai em cima, no player disponível para download, portanto, o que consegui agregar da discografia originalmente presenteada da banda pelo meu amigo Carlos Barretto. Banda, diga-se, multiétnica, poliritmica e absolutamente talentosa.
Set List
1 Gotan Project II - "Triptico"
2 Gotan Project - "Zen Men"
3 Gotan Project - "Una Musica Brutal"
4 Gotan Project - "Sufism"
5 Gotan Project - "Shall We Dance Soundtrack"
6 Gotan Project - "Santa Maria"
7 Gotan Project - "My Funny Valentine"
8 Gotan Project - "Santa Maria"
9 Gotan Project - Whatever Lola Wants
10 Gotan Project - "London in The Rain"
11 Gotan Project - "Tango Cancion"
12 Gotan Project - "Indian Gipsy"
13 Gotan Project - "Buddah Bar"
14 Gotan Project - "Celos"
15 Gotan Project - "Diferente"
16 Gotan Project - "Criminal"
17 Gotan Project - "Paris, Texas"
18 Gotan Project - "Chunga's Revenge"
19 Gotan Project - "Queremos Paz"
20 Gotan Project - "Silencio (Gardel)"
Enjoy now!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Agora perguntam "por quê".
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| Imagem: Blog Apimentada |
Acreditem. Um supremo esforço estratégico para ao menos evitar latir, urrar, mostrar os dentes e as garras ou mesmo arrancar o telefone da parede. Algo deprimente, mas plenamente factível, na dependência do momento. Mas, a mesma atitude, obviamente (sim, eu deveria saber), não vem sendo tomada pelas empresas. Santa ingenuidade, Batman!
Pela experiência que vou narrar aqui, vocês poderão entender sobre o que estou falando.
O cenário, não poderia ser pior. Um sábado, por volta de 9 horas da manhã. Tinha ido dormir por volta de 4 da madrugada do mesmo dia. Nenhum plantão ou compromisso me esperava para o dia. Tudo que eu deveria e queria fazer, era dormir até o sono acabar. O sono dos justos, como muitos poderiam afirmar. Mas justiça seria um luxo para mim naquele dia.
Por volta das 9 horas o telefone toca:
- Bom diaaaaa! - Diz a atendente.
- Sr. Carrrrrlos Barrrrrrrretto?
- Sim? - respondo algo extremunhado, ainda naquele curto momento refratário a qualquer reação racional e ou emocional.
- Meu nome é "fulana" da empresa de cartão de crédito "Tabajara". Aproveitando para parabenizá-lo pelo seu ótimo conceito de crédito no mercado, estou ligando para oferecer ao senhor o cartão...
- Por favor, me desculpe - interrompo eu.
- Não estou interessado e não poderei mais falar com a senhora...
- Mas por quê não pode falar... Por quê não pode falar... - interrompeu a atendente, com um ar francamente inquisitorial.
Click, foi o passo seguinte.
Como podem ver, há excessos neste tipo de atividade. Falta muito pouco para sermos no mínimo "ralhados" (para usar um termo hilariante que ouço com maior frequência), por desejarmos descansar no final de semana. Muito pouco. A linha de tensão entre telemarketing e usuários parece ser esticada ao máximo. É a hora de começarmos a limitar este tipo de atividade, mantendo-a dentro de certos limites. Ou será que seremos obrigados agora a acionar judicialmente as empresas para termos o direito de dormir em paz. E informo que para um médico, pai separado, com 2 filhos, desligar o telefone, simplesmente está fora de questão.
Sinceramente, tal fato, minou de forma definitiva minha atitude frente a estes elementos. Minha falta de respeito, será algo mais proporcional ao deles. Ou seja, possivelmente, ficaremos só no Click.
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