Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ficção Científica. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Gravidade
O ano de 2013 está bom para os aficionados por sci-fi. e melhorando!
Filmes excelentes, como Oblivion, Star Trek - Into Darkness e o televisivo Battlestar Galactica - Blood & Chrome, ganharão em breve (11/10) a companhia de Gravidade, película que tenta ressuscitar a laureada Sandra Bullock como protagonista.
Somente o eletrizante trailer acima já libera muitos neurotransmissores e nos causa anseios por pisar em terra firme.
A conferir.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Os mortos andantes
Os seguidores das transformações físicas e mentais de Rick Grimes e sua turma já podem se deleitar com os cartazes da quarta temporada da série televisiva americana The Walking Dead, feitos por Alex Ross.
Como as novas aventuras só iniciarão em outubro, nos EUA, sugiro aos viciados na série que mergulhem na leitura dos quadrinhos, disputados a tapa nas bancas e livrarias de Belém. Outra alternativa está na leitura on-line.
Fica no entanto a advertência de que os quadrinhos são bem mais interessantes do que a telessérie e que geram, portanto, uma dose muito maior de insônia e divagações noturnas.
Afinal, não é que pós-apocalipse vicia mesmo!?...
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Cyberpunk 2077
Com previsão de lançamento apenas para 2015, o vídeo-game Cyberpunk 2077 é apresentado em arrepiante e breathtaking trailer.
A propósito, o universo cyberpunk é tão complexo, inclusive do ponto de vista visual, que a indústria cinematográfica ainda nos deve a tecnologia para a realização de um filme à altura de livros como Neuromancer, de William Gibson.
Mas tudo indica que o futuro segue a fundir-se virtual- e imperceptivelmente ao presente.
Afinal, o que é real e o que é virtual?
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O que é real?
“A minha preocupação principal é a diferença entre a nossa percepção da realidade e o que é realmente a realidade.” Philip K. Dick
Por mais que eu fuja da literatura inquisidora de Philip K. Dick, acabo sempre retornando ao seu universo de memórias induzidas, realidades virtuais, dimensões paralelas e humanos artificiais.
Neste último final de semana fui "obrigado" a "ver" um presente que ganhei, o box Blade Runner - 30th Anniversary - Colector's Edition (3 BD's + livreto + holograma), o que me impulsionou imediatamente a começar a reler a obra literária sombria e cult de PKD.
E apesar de estar apenas na metade do primeiro livro escolhido ao acaso, o pouco conhecido A Penúltima Verdade, a pergunta que se recusa a calar já começou a morder o meu inconsciente: afinal, o que é real?
“Dick parece prever um futuro em que questões intelectuais da filosofia académica irão se mudar para a rua de modo a que qualquer pessoa será obrigada a resolver tais problemas contraditórios como a “objetividade” e a “subjetividade,” porque a sua vida dependerá do resultado.” Stanislaw Lem
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O Grande Irmão está te observando!

George Orwell bem que tentou nos avisar, em seu clássico romance 1984 (publicado em 1949), que o futuro deveria fugir do totalitarismo.
Porém, segundo o Washington Post, a NSA (Agência Nacional de Segurança, dos EUA) intercepta e armazena 1.700.000.000 (um bilhão e setecentos milhões!) de e-mails, ligações telefônicas e outras formas de comunicação que transitam pela internet, diariamente. E mais de 20 trilhões de transações entre cidadãos americanos já foram analisadas pela dita agência. E muitos zettabytes de capacidade de armazenamento estão disponíveis para fins de vigilância. E...
Quer saber mais? Leia matéria no The American Dream.
O que isso tudo realmente significa? That it's too late! Big Brother is indeed watching you!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Eva
Como todos sabemos, muitos bons filmes deixam de ser exibidos
em Belém no circuito Moviecom/Cinépolis, o oligopólio que aniquila qualquer
possibilidade de exibição de um “não-blockbuster” na metrópole da Amazônia.
Recorro com frequência ao binômio DVD/BD para tentar tapar
esses buracos e foi assim que cheguei ao filme espanhol de ficção científica
Eva, Um Novo Recomeço, de 2011, cujo trailer compartilho abaixo com vocês.
Trata-se de uma obra atípica, uma espécie de A.I. Artificial Intelligence um pouco pobre em efeitos especiais, porém riquíssimo em ideias. O pensamento
do filósofo galês Bertrand Russell parece estar muito presente neste maravilhoso
filme alternativo, um contrapeso poderoso às bobagens hollywoodianas que
frequentemente engolimos goela abaixo por pura falta de opção.
Destaco também a atuação pra lá de firme de Daniel Bruhl (de
Adeus Lenin e Bastardos Inglórios).
A cena em que o protagonista manipula o software de design
de modelos virtuais tridimensionais, uma verdadeira interface gráfica da
personalidade robótica, é de uma beleza plástica brutal.
Não posso fazer muitos comentários sobre o enredo de Eva pois
é muito fácil estragar a graça da narrativa.
Gravem apenas a pergunta: “o que você vê quando fecha os
olhos?”.
E bons sonhos!
sábado, 5 de janeiro de 2013
Consciência eletrônica
A ambiciosa graphic novel brasileira V.I.S.H.N.U. (Quadrinhos na Cia; 2012) já está à venda aqui na Mangueirosa.
Feita sob medida para quem gosta dos traços de Moebius e de temas como inteligência artificial, livre-arbítrio, misticismo e consciência eletrônica, a HQ representa sem dúvida o voo mais alto dos quadrinhos nacionais no universo quase infinito da ficção científica.
Um dos pontos positivos da obra, na minha opinião, são as criaturas desenhadas por Fabio Cobiaco, no melhor estilo do artista surrealista suíço H.R. Giger.
Apenas a semelhança (relativa) do argumento (de Eric Acher) e do roteiro (de Ronaldo Bressane) com o livro Count Zero, de William Gibson, me deixou meio cabreiro.
Como é a primeira parte de uma trilogia, vejo alguma chance de que eu possa estar enganado.
Mesmo assim, vale cada um dos 55 reais do preço.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Círio cibernético
Talvez influenciado pelo mergulho recente em velhos contos de Philip K. Dick e/ou catalizado pela ressaca de sono após a madrugada de Fórmula Um, a minha leitura do Círio 2012 foi um pouco dark, digamos assim.
Tudo o que conseguia (ou desejava) ver eram criaturas cibernéticas marchando lentamente sob um céu nublado, pós-apocalíptico, debaixo de uma toada melancólica cantada por uma santinha que também tocava uma flauta eletrônica.
Algo parecido com o clip acima, Hearts a Mess (2006),do multi-instrumentista belgo-australiano Gotye.
Meio Tim Burton, meio Salvador Dali, as imagens do vídeo, assim como as do meu Cybercírio onírico, me seguiram domingo adentro.
Só o tucupi foi genuinamente orgânico.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Dobras do tempo
A ideia de viajar no tempo me fascina há muitos anos, desde que, ainda adolescente, li A Máquina do Tempo (1895), do genial H. G Wells.
E o cinema, é lógico, aproveita o intrigante tema de vez em quando, gerando ótimos filmes (como O Som do Trovão, de 2005, já mencionado aqui no blog) e outros não tão brilhantes, como a última versão do próprio A Máquina do Tempo, de 2002.
Ontem à noite fui ver Looper - Assassinos do Futuro, cujo trailer acima é tão auto-explicativo em relação ao enredo que opto por não acrescentar muitos comentários, apenas estimulando-os a checar o filme.
Afinal, o thriller tem personalidade própria, ritmo e coerência.
E, por incrível que pareça, não é remake!
Imperdível.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Cruze contra zumbis
Aproveitando a onda pós-apocalíptica que assola as redes sociais, a Chevrolet americana lançou interessante campanha publicitária para alavancar ainda mais as vendas do já campeão Chevy Cruze.
Por coincidência, nesta semana foi lançado o vídeo game The Walking Dead, baseado na série homônima (Os Mortos Vivos, no Brasil).
Coincidência?!
Pode até ser.
De qualquer forma, os zumbis e as vendas do Cruze seguem em alta.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O elo perdido

Quando o filme de ficção científica Blade Runner foi lançado, na década de 1980, milhares de jovens (inclusive eu) foram impulsionados à leitura das obras de Philip K. Dick, que havia morrido um pouco antes.
Os maravilhosos textos de Dick acabaram por me cegar para um livro que havia sido lançado quatro meses depois daquele filme, Neuromancer, de William Gibson, que acabaria por gerar um sub-tipo sci-fi conhecido por cyberpunk.
Apenas no final dos anos 1990, com o lançamento de outro filme de impacto, Matrix, a obra visionária de Gibson passou a ter o destaque editorial merecido, apesar dos inúmeros prêmios literários recebidos (Nebula, Hugo e o próprio prêmio Philip K. Dick).
Em Neuromancer, os conceitos de inteligência artificial e de um cyberespaço "físico" (a Matrix) foram explorados pela primeira vez na literatura, assim como muitas idéias absurdamente visionárias para a época, tais como tecidos transgênicos, a "televisão da realidade" e as próprias bases conceituais para os ambientes virtuais (como os jogos e a internet, inclusive prevendo o surgimento de megacorporações, tipo Apple e Microsoft). Hackers, vírus de sistemas e computadores portáteis, que só iriam florescer um década depois, já estavam lá e muito bem descritos.
Na verdade a roupagem tecnológica é apenas um disfarce para um enredo sobre os humanos e suas sociedades. O futuro projetado por Gibson há quase 30 anos ainda está por ser atingido, mas a leitura deste livro me mostrou que estamos perigosamente no rumo por ele apontado, do ponto de vista tecnológico, político e social.
E hoje me pergunto como pude me permitir não ler este livro tão fantástico, inovador e perturbador, e vir a acessá-lo apenas em 2012?!
A culpa, eu presumo, é de Philip K. Dick, que me "forçou" a viajar mentalmente para o futuro, correndo para trás no tempo cronológico de suas obras.
Agora tentarei reajustar o rumo magnético ao mergulhar de cabeça nos outros dois livros que, juntamente com Neuromancer, constituem o que o autor denomina de trilogia Sprawl: Count Zero e Monalisa Overdrive.
Espero sobreviver.
PS: a bela ilustração da capa da edição brasileira (Ed. Aleph) foi feita pelo artista de rua Titi Freak.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
"2001: Uma Odisséia no Espaço" em todo o seu esplendor
Aos amantes incondicionais da boa e velha Sci-Fi, informo que nas Lojas Americanas do Pátio Belém, há uma versão simplesmente extraordinária em Blu-Ray do memorável 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. Custando apenas 60 pratas, devo alertá-los que nunca antes havia visto uma versão tão perfeita deste filme. As incríveis imagens do primeiro trecho do filme, denominado Aurora do Homem, estão simplesmente espetaculares. Tanto ou mais quanto a versão que vi no cinema, há muitos anos atrás, no extinto Cine Catalina, na Base Aérea de Belém. Em tempos de TV LED e Home Theater, assistir a este filme e sua fantástica trilha sonora em uma tela de 42 polegadas com som 5:1, é um experiência verdadeiramente impressionante. A qualidade da imagem em Blu-Ray é absurda e, sendo um filme de quase 42 anos (lançado em 1968), deve ter sofrido um processamento qualquer de aprimoramento digital. Devo dizer que há tempos não vejo uma cópia tão perfeita. Nem em DVD, que já possuía antes. Não vejo como deixar de recomendar este extraordinário filme, que para a época, foi uma das obras basilares do gênero Sci-Fi. Principalmente se levarmos em conta, que sua produção aconteceu no final da década de 60, quando então as modernas técnicas de CG (computação gráfica), ainda nem engatinhavam. E na verdade, só viriam aparecer em Star Wars e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, quase 10 anos depois.
Ainda hoje, simplesmente não consigo imaginar como Kubrick conseguiu algumas imagens fantásticas. Como por exemplo, o brilho dos olhos de um tigre, sentado em cima de sua presa, com a alvorada ao fundo.
Veja aqui, o trailler oficial da versão para o cinema. E em seguida, corra para encontrar e colecionar este exemplar de um filme verdadeiramente memorável, para quem gosta do gênero. Nunca suas 60 pratas irão valer tanto.
domingo, 6 de junho de 2010
Domingo Lunar

Para aqueles que desejam flanar acima da estratosfera neste domingão, a minha sugestão é o filme britânico de ficção científica Lunar (de 2009).
Primeiro longa-metragem do diretor Duncan Jones (filho de David Bowie), o filme surpreende pela produção cuidadosa (apesar de independente), pelo roteiro intimista e pela interpretação impecável de Sam Rockwell.
No Brasil Lunar passou direto para as locadoras, estando disponível em Belém na Fox.
O filme agradará aos flaneurs e a muitos comentaristas, creio eu, pois tem uma pitada de alguns filmes, como Blade Runner, Alien, Solaris, e 2001, sem perder a originalidade.
Check it out!
sábado, 15 de maio de 2010
A nova sci-fi

Tenho um amigo que me perturba dizendo que ler ficção científica é como gostar de rock: você sempre lê os mesmos autores e/ou escuta as mesmas bandas, desprezando a produção artística recente.
Isaac Asimov / Metallica / Philip K. Dick / Led Zeppelin / Ray Bradbury / Pink Floyd, enfim, na concepção dele de “outsider” dos gêneros, tudo seria a mesma e monótona coisa através das décadas.
Saudosismo à parte, me parece que assim como o rock tem evoluído (Val-André pode opinar bem melhor a este respeito) a ficção científica também tem dado enorme saltos, tanto no cinema quanto principalmente na literatura.
Autores mais recentes, como Alastair Reynolds, John Meaney, Stephen Baxter, Ken MacLeod e Daniel Abraham têm publicado muitos livros interessantes, premiados e reconhecidos pela crítica e pelos leitores mundo afora.
Aliás, “mundo afora” exclui o Brasil, cujo mercado editorial foge totalmente da minha compreensão.
Todos os autores citados são bem vendidos na Europa e na América do Norte, mas nenhum tem sequer uma única obra publicada em nosso país.
A solução para quem quer conhecê-los (e vale a pena, especialmente Alastair Reynolds e os seus 5 livros da série Revelation Space) é a Livraria Cultura, que os vende em inglês, francês, alemão e outras línguas, menos em ... português!!??
Valei-me, São Jorge!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Nós perdemos o futuro de vista?
Que nós vivemos numa era pessimista, é absolutamente inegável.
A economia global sofre muito, o planeta está superaquecido (acredita-se), respirando os detritos da indústria e a pobreza permanece como uma mancha indelével entre milhões e milhões de pessoas.
A natureza, por sua vez, contribui com desastres naturais sucessivos e de dimensões catastróficas.
Distopia parece ser a palavra-chave. Desastre é mais do que apenas um link.
Ao olharmos para o futuro todos vemos um cenário em destruição, industrializado ao extremo, sujo e esfumaçado, preenchido pela humanidade em implosão, apesar do crescimento populacional desenfreado.
Se permanecermos na trilha atual, o futuro será parecido com o que achamos que vai ser. É quase como se nós, humanos habitantes do planeta Terra, tivéssemos aceitado este cataclisma ambiental, social e humanitário como inevitável.
O que aconteceu com todas aquelas naves espaciais sobre as quais lemos e que vimos na televisão e no cinema? Para onde foi o deleite e o orgulho com os quais sonhávamos a respeito de estações de embarque superlotadas de pessoas prestes a embarcar para mundos novos em direções variadas do cosmo? Nós decidimos que o futuro não nos trará surpresas e as únicas coisas que vemos à nossa frente são o caos e o desastre?
Será que preferimos sonhar com passados especulativos, que nunca aconteceram, do que com futuros que ainda podem existir? Ou que estamos tão afundados no realismo chato e monótono do dia-a-dia recessivo e cada vez mais pobre de nossas vidas?
O fracasso de programas espaciais quase-defuntos contribuiu para isolar os nossos sonhos de um futuro imediato melhor, e de outro mais remoto, pleno de glamour?
O que quer que aconteça, seja o futuro como for, guarde que surpresas guardar para a raça humana, que os dias vindouros resgatem pelo menos parcialmente a celebração e a diversidade dos futuros brilhantes das obras de Isaac Asimov.

P.S.: as idéias aqui expostas surgiram após uma pergunta feita pela minha esposa, no domingo à noite: “você vai ler outro livro de ficção científica”?
A economia global sofre muito, o planeta está superaquecido (acredita-se), respirando os detritos da indústria e a pobreza permanece como uma mancha indelével entre milhões e milhões de pessoas.
A natureza, por sua vez, contribui com desastres naturais sucessivos e de dimensões catastróficas.
Distopia parece ser a palavra-chave. Desastre é mais do que apenas um link.
Ao olharmos para o futuro todos vemos um cenário em destruição, industrializado ao extremo, sujo e esfumaçado, preenchido pela humanidade em implosão, apesar do crescimento populacional desenfreado.
Se permanecermos na trilha atual, o futuro será parecido com o que achamos que vai ser. É quase como se nós, humanos habitantes do planeta Terra, tivéssemos aceitado este cataclisma ambiental, social e humanitário como inevitável.
O que aconteceu com todas aquelas naves espaciais sobre as quais lemos e que vimos na televisão e no cinema? Para onde foi o deleite e o orgulho com os quais sonhávamos a respeito de estações de embarque superlotadas de pessoas prestes a embarcar para mundos novos em direções variadas do cosmo? Nós decidimos que o futuro não nos trará surpresas e as únicas coisas que vemos à nossa frente são o caos e o desastre?
Será que preferimos sonhar com passados especulativos, que nunca aconteceram, do que com futuros que ainda podem existir? Ou que estamos tão afundados no realismo chato e monótono do dia-a-dia recessivo e cada vez mais pobre de nossas vidas?
O fracasso de programas espaciais quase-defuntos contribuiu para isolar os nossos sonhos de um futuro imediato melhor, e de outro mais remoto, pleno de glamour?
O que quer que aconteça, seja o futuro como for, guarde que surpresas guardar para a raça humana, que os dias vindouros resgatem pelo menos parcialmente a celebração e a diversidade dos futuros brilhantes das obras de Isaac Asimov.

P.S.: as idéias aqui expostas surgiram após uma pergunta feita pela minha esposa, no domingo à noite: “você vai ler outro livro de ficção científica”?
sexta-feira, 19 de março de 2010
Fundação, revisitada

Aos 16 ou 17 anos de idade tive a oportunidade de ler a trilogia Fundação, de Isaac Asimov (1920-1992), e fiquei então totalmente desconcertado com a capacidade de um escritor de ficção científica em projetar o futuro 12 milênios além do nosso tempo.
Ao terminar a leitura fiz a promessa de reler a obra em alguns anos.
Na verdade décadas se passaram sem que em meu caminho cruzasse a clássica obra escrita nos anos 40-50, até que a Editora Aleph reeditou em 2009 o livro na sua concepção original (3 volumes, que devem ser lidos em seqüência – Fundação; Fundação e Império e Segunda Fundação).
Ao relê-los, quase 30 anos depois, pude sentir o impacto da atemporalidade das palavras, do frescor das idéias e da genialidade de Asimov.
E a notícia da filmagem da trilogia tem sido veiculada por sites especializados, como o scifibrasil, atribuindo a direção a Roland Emmerich, de 2012 e O Dia Depois de Amanhã, utilizando para tal técnica 3-D semelhante a de Avatar.
Muitos fãs de Asimov têm entrado em desespero com a notícia do filme, pois o diretor é conhecido por seus filmes ultra-americanizados e politicamente-corretos.
Não mereceria Fundação, um dos livros mais complexos e bem trabalhados de um dos maiores nomes da ficção científica de todos os tempos, um destino cinematográfico melhor?
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Fã Clube de "Star Wars"

Nerd que é nerd, é fã da série Star Wars. Mas tem pessoas que levam este TOC às últimas consequências. Dê uma clicada aqui e veja.
E se você tem uma quedinha pelo R2D2, aqui vai um papel de parede bem legal para seu monitor.
Agora, se você é um fã e tem vergonha disso, faça como ele.
domingo, 23 de agosto de 2009
Nada temas; com Smith não há problemas!

Jonathan Harris, como Dr. Smith (imagem: Fox Films)
Inúmeras vezes eu brinquei dizendo que a primeira coisa que faria ao ganhar o prêmio maior da Megasena seria reformar a minha velha viatura amarela. E que a segunda seria comprar toda a série "Perdidos no Espaço".
Bom, o "gemada" está como novo, e apesar d'eu não ter nem mesmo visto uma casa lotérica ultimamente, acabei comprando a primeira temporada do "Lost in Space", de 1959.
E foi a melhor compra do ano, sem dúvidas.
Apesar da produção ser ainda em preto & branco, a minha surpresa foi o sucesso absoluto de audiência (em casa, é óbvio) obtida pela saga dos pioneiros galácticos, a Família Robinson.
Rever Will, o Robô e o inigualável vilão Dr. Smith sob a óptica da maturidade (ou da velhice?) foi e está sendo pra lá de divertido.
Mas a estrela é Smith, que reputo como um vilão perfeito: cínico, mentiroso, ardiloso, covarde, inteligente e dotado de retórica perfeita, sempre envolve os Robinson com charme e elegância e acaba absolvido de seus "quase crimes" com um toque absurdo de misericórdia. Um personagem apaixonante.
Já vi 11 dos 36 episódios e em cada um deles o médico se revela mais carismático.
Na minha memória Smith ficaria mais "brando" nas temporadas seguintes, mas enquanto isso não acontece a minha família se reune tarde da noite para torcer pelo malvado doutor.
Never fear; Smith is here!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Isaac Asimov - NEMESIS

Nemesis
Poucos autores de ficção científica tiveram uma carreira tão longa como Isaac Asimov, que produziu mais de 440 livros em cerca de 5 décadas de carreira.
Provavelmente ele será lembrado pelas séries d'A Fundação e de Eu, Robô.
Mas para mim o seu melhor livro, é de longe, Nemesis, escrito em 1989, quando Isaac tinha 69 anos de idade e apenas 3 anos antes de sua morte.
Recentemente pude reler a obra e fiquei boquiaberto com a facilidade do autor em criar novos mundos, antecipando descobertas astronômicas (como a do primeiro planeta extra-solar em órbita de uma estrela da magnitude do nosso sol, Bellerophon, a ser descoberto em 1995 - Asimov o descreveu na ficção com o nome de Megas) e mostrando caminhos a serem trilhados por nós humanos nos séculos vindouros.
Sei que ainda há quem considere a ficção científica como literatura de segunda categoria, mas, ler gênios como Asimov e Philip K. Dick (o meu favorito!) é um prazer de primeira classe.
Assinar:
Postagens (Atom)






