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domingo, 8 de setembro de 2013

O barbeiro-cirurgião, segundo ato

Logo após o dia amanhecer, antes do primeiro talho, Ambrósio costumava instalar a mini-caixa de som entre a parede e a pedra. Com a cumplicidade de seus pares, a benevolência dos enfermeiros e a resiliência dos enfermos de alma e de carne, Ambrósio se permitia ouvir "Il barbiere di Siviglia" (O Barbeiro de Sevilha, Rossini, 1816).  Assim disfarçava o tilintar das pinças, o fole da máquina respiratória, o gotejar do soro e o som do traçado do (próprio) coração. Eram apenas diérese, hemostasia, exérese e síntese -os fundamentos de sua ciência-, como se fossem acordes, batutas, barítonos e tenores. Era quando o barbeiro se envergava cirurgião e começava a sentir o peso da própria arte. O talho virou obra. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Star Wars - episódio 7

Triaenops persicus

Interessantíssimo o resultado da expedição feita por Pior Naskrecki no Gorongosa National Park, em Moçambique, divulgado há poucos dias.
Três semanas em campo foram suficientes para que várias espécies novas e estranhas fossem reveladas ao mundo, com destaque para o Morcego Chewbacca e o Besouro Bombardeiro.
Fico imaginando quantas espécies ainda restam escondidas na nossa floresta amazônica.
Mais detalhes no National Geographic.

Cerapterus lacerates

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Finalmente!

As pesquisas com células-tronco finalmente começam a dar certo! Alvíssaras!

Na torcida para que as pesquisas se intensifiquem, inclusive no Brasil, e permitam que, num futuro próximo, surjam aplicações práticas para a saúde e o bem estar das pessoas.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bowie is everywhere

Prometo contar, aqui no Flanar, tudo o que vi na incrível exposição Bowie is no Victoria & Albert Museum, em London. Mas hoje não pude resistir de compartilhar esse incrível vídeo: um cover de Space Oddity, diretamente da International Space Station. Foi a forma que o astronauta canadense Chris Hadfield encontrou para se despedir de sua temporada no espaço. Amazing!!! Mais detalhes, no site da revista NME.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mais milagre


“Existem apenas duas formas de viver a vida: uma é acreditar que nada
é um milagre; a outra é acreditar que tudo é um milagre”
 


O milagre da vida


Se há algo que me intriga desde a infância é a origem da vida, especialmente a dos seres humanos.
Sempre tentei entender, mesmo que parcialmente, como seria o mágico momento em que duas células são unidas por vital energia e chegam a desenvolver um novo Homo sapiens sapiens inteirinho a partir daquele ponto.
O estudo da biologia, da química e do catecismo no colégio logo se mostraram insuficientes para responder as minhas básicas perguntas.
Na faculdade continuei sem entender a maioria dos porques, porém logo absorvi a ideia de que somos máquinas biológicas de tal complexidade que precisamos de especialistas para cada sistema dos nossos organismos. Mas novamente fracassaram a embriologia, a genética e até a obstetrícia em me fornecer explicações capazes de apaziguar  a sede desse saber específico.
Bem, acabei por desistir de entender e optei por aceitar a origem da vida como algo idiopático. Um milagre biológico!
E tudo isso veio a tona em minha mente com a mera notícia do nascimento de um pequeno amigo, rotulado carinhosamente de Fernandinho, ocorrido há dois dias aqui mesmo no planeta Terra, latitude  -23° 32' e 51” e longitude -46° 38' 10”.
O pai, orgulhoso, me informa que ele nasceu chorando vigorosamente e que já é torcedor da Ferrari e de um clube de futebol aqui de Belém, cujo nome prefiro não digitar neste post por uma questão de estética.
Pensei numa maneira de registrar a bandeirada de chegada do Fernandinho de forma digital, torcendo para que no futuro algum cyberarqueólogo descubra esta singela homenagem ao meu amiguinho, pelo qual, apesar de ainda não conhecê-lo pessoalmente, já nutro sentimentos bons e fortes. Quem entende as emoções?!
Deixo então as minhas boas-vindas, em uma língua que certamente será a oficial da futura ciência que chamar-se-á Cyberarqueologia
WELCOME TO THE JUNGLE, LITTLE FERNANDO!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Com ou sem contraste?


Talvez a imprensa seja sensacionalista porque nós, humanos, definitivamente o somos.
E a notícia da morte de três pacientes por injeção de contraste à base de Gadolíneo (Gd), durante exames de Ressonância Magnética em Campinas, no início da semana, repercutirá por anos a fio.
De agora em diante os pacientes brasileiros dificilmente aceitarão a injeção do dito contraste, mesmo que tal atitude dificulte o diagnóstico de uma gama enorme de patologias, como tumores, processos inflamatórios e doenças degenerativas.
Curiosamente os contrastes a base de Gadolíneo, usados em todo o mundo para otimizar as imagens adquiridas pelo método, são tidos como extremamente seguros, sendo as reações anafiláticas raríssimas (algo entre 1/4.000.000 e 1/50.000.000).
O que aconteceu em Campinas ainda será investigado e muitas possibilidades têm sido aventadas.
Pessoalmente acredito que outra substância tenha sido acondicionada nos frascos, seringas ou mesmo no soro usado para a diluição. Falha humana, de equipamento ou mesmo contaminação proposital não podem ser descartados num raciocínio inicial.
Vejo que o esclarecimento da causa das mortes e a sua divulgação ampla talvez possam minimizar o efeito bombástico causado pelo excesso de sensacionalismo empregado pela mídia neste caso.
Afinal, é muito mais "perigoso" tomar um simples comprimido de um analgésico com dipirona, por exemplo, do que receber uma injeção de gadolíneo.
Mas quem acredita nisso?

Halo de captação de Gd - toxoplasmose cerebral

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cérebros e mapas


O século 16 foi o período da nossa história mais sulcado por embarcações que tinham a missão de reconhecer o mundo e de mapeá-lo para o nosso entendimento e deleite.
Naquele tempo os oceanos eram (e ainda permanecem) fontes inesgotáveis de surpresas, e começaram a confirmar uma forte suspeita de que a complexidade do mundo é tal que não devemos ousar nos aproximar dos seus fundamentos.
Séculos se passaram e nos arriscamos, mesmo sem ainda conhecermos sequer o fundo dos mesmos oceanos singrados pelos nosso antepassados, a romper essa ilha de trevas, de desconhecimento e de inércia na qual não nos conformamos em viver.
E, com todo o respeito à física quântica e à astrofísica, dissecar o cérebro humano nos seus aspectos morfológicos, neuro-bioquímicos e fisiológicos, me parece ser a tarefa mais importante a ser executada pelo homem neste momento histórico.
Os potenciais de exploração cerebral só não são maiores do que os riscos envolvidos em se arranhar profundamente a ética e a moral. Afinal, manipular cirúrgica- e/ou quimicamente o córtex normal apenas para angariar informações para a nossa espécie, não é um ato isento de pesadas críticas.
Mas e se houver uma patologia envolvida? Podemos explorar um pouquinho além do propósito inicial da cirurgia, estimulando áreas próximas?
Vou ilustrar com um fato do cenário neurocirúrgico contemporâneo, publicado em periódico idôneo e reverberado mundo afora em congressos específicos na área da Neurocirurgia Funcional.
Há poucos anos, durante procedimento de Neuromodulação (implante de eletrodos no cérebro para posterior estímulo elétrico), visando tratar descargas elétricas anômalas em um paciente portador de um tipo de epilepsia do lobo temporal, houve um pequeno desvio do alvo (região a ser estimulada) e os neurocirurgiões canadenses se depararam com algo inusitado.
Ao se estimular as áreas “erradas” durante a cirurgia (que é feita em grande parte em vigília plena), o paciente relatou lembranças extremamente vívidas de um episódio ocorrido em sua infância, o qual aparentemente era destituído de importância. Houve então uma descrição meticulosa de odores, de cores de objetos, de frases longas ditas por parentes e até de sentimentos experimentados naquele momento  “esquecido” antes do estímulo.
Tudo foi documentado e publicado, e desde então o mesmo grupo passou a ampliar a área de pesquisa, tendo havido relato verbal em um congresso recente de mais seis procedimentos semelhantes, sempre aproveitando cirurgias para epilepsia, e, é claro com o consentimento dos pacientes.
Podemos concluir, leigos ou não, que tudo relacionado à memória está lá, guardado no cérebro. Absolutamente tudo registrado durante as nossas vidas. O problema é como acessar essas informações.
Fica então a pergunta final no ar: se, na fronteira do saber, nem tudo estará dentro de possíveis inteligibilidades, até onde nos levará um punhado de conhecimento que até poucos anos repousava nos braços da ficção científica? Teremos capacidade de compreender o mapa cerebral que apenas começamos a traçar?
O século 16 parece não ter acabado.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Oscar pré-colombiano



Junto com a notícia da exclusão do filme brasileiro O Palhaço da disputa pelo Oscar de melhor  filme estrangeiro (já esperada, segundo Ana Maria Bahiana), veio ontem a confirmação da indicação da produção norueguesa Kon Tiki, cuja pré-produção eu vinha seguindo atentamente.
Quem gosta de literatura náutica ou de aventura certamente já leu o memorável livro homônimo, cujo nome homenageia a jangada da épica expedição feita por Thor Heyerdahl em 1947, que lançou-se no Oceano Pacífico da costa do Peru em direção à Polinésia.
Talvez esta tenha sido uma das últimas viagens científicas de uma era "romântica" e acabou por comprovar a tese de que o homo sapiens chegou às ilhas do oeste do Pacífico via América do Sul, cerca de 1000 anos antes da chegada de Colombo ao continente americano.
Espero que o filme (que dificilmente passará aqui em Belém) traduza bem as reflexões de vida tão cristalinas no livro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Achados e perdidos


“Somos aquilo que lembramos.”

“Somos aquilo que lembramos e aquilo que esquecemos.”
(releitura feita por Ivan Izquierdo)


Pouco entendemos sobre o real mecanismo pelo qual adquirimos e armazenamos as informações, e muito menos sobre como realmente as perdemos.
Se esquecer é essencialmente  tão importante quanto lembrar como parece (e é!), me pergunto se a indústria farmacêutica não investirá num futuro breve em remédios para apagar memórias, talvez com a mesma sofreguidão quer o faz para desenvolver substâncias que as preservem.
A seletividade do quanto e do que poderá ser deletado talvez dê início ao processo de desconstrução verdadeira da essência do ser humano: a humanidade.
Mas, quem se importará, se lucrativo for?!
Quem viver, verá. 
Quem viver, verá, mas talvez não lembrará.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sobre o tempo e o espaço




A vida segue seu curso, acelerada, e muitos de  nós reclamamos diuturnamente de falta de tempo.

Mas como podemos ousar raciocinar em terabits por segundo, se sequer entendemos o tempo, este subjetivo contínuo em que os eventos se sucedem, do passado rumo ao futuro?

Apenas sentimos instintivamente que o tempo ganhou terreno sobre o espaço. E isto é consenso.

Se a transmissão de dados nos acelerou exponencialmente, como é possível que eventos hoje triviais como as viagens aéreas, por exemplo,  ainda continuem acontecendo abaixo da monótona velocidade de 1.000 km/h? Mais de 3 horas de voo para o Rio ou São Paulo?! Que absurdo...

Por que os cientistas ainda não inventaram o teletransporte, única e hipotética maneira de nos levar ao trabalho ou ao lazer no tempo que hoje julgamos ser justo?

Se o tempo é  mercadoria em liquidação nos dias atuais, seria o espaço um artigo de luxo?

Tudo acontece simultaneamente para nós, num mundo sem fronteiras temporais, ilusório, margeado pela nossa necessidade de afirmar a existência do próprio tempo.

Afinal, se o espaço é real, o tempo existe?

sábado, 14 de julho de 2012

Transtorno de humor e experiência criativa


A relação entre doenças tipo Transtorno Bipolar e arte sempre me fascinou.
Considerando que os transtornos de humor (depressão e mania), em surtos, são experiências extremas para todas as pessoas por eles acometidas, assim como para as suas famílias e amigos, é de se presumir que estes episódios possam ter um papel importante na capacidade criativa de um grande artista.
Em contra-partida, se os estados francos de mania ou depressão são praticamente incompatíveis com pensamentos ou ações eficazes, eu imagino que uma certa "dose" de patologia num momento preciso da vida do artista seja o "toque de gênio" para o insight criativo.
A lista de "pacientes-artistas" (supostamente) acometidos por transtorno grave de humor é extensa, segundo o livro Touched With Fire (New York Free Press, 1991), da psiquiatra americana Kay Redfield Jamison, autoridade mundial nesta doença.
Dentre os escritores, destacam-se Andersen, Balzac, Mark Twain, Dickens, Emerson, Faulkner, Scott Fitzgerald, Hemingway, Hermann Hesse, Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Tolstoy, Edgar Allan Poe, Dylan Thomas, Walt Whitman, Baudelaire, William Blake, Lord Byron, Emily Dickinson, T. S. Eliot, Victor Hugo, Robert Lowell e Mayakovsky, entre dezenas de outros.
Na música, os casos mais famosos são os de Robert Schumann (vide Schumann e a Psicose, aqui no blog), Mussorgsky, Handel e Hector Berlioz, e nas artes plásticas também há nomes importantíssimos para a história da humanidade, tais como Michelangelo Buonarroti, Paul Gauguin, Van Gogh, Pollock e Edward Munch.
Muitos dos mencionados acima estiveram internados em instituições psiquiátricas, tentaram o suicídio ou mesmo tiveram êxito em cometê-lo.
A pergunta que insiste em assolar o meu pensamento é: se os artistas em questão tivessem sido adequadamente tratados, quantas obras-primas o mundo teria deixado de conhecer?

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Nota de pesar

Em nome do blog, quero externar meus sentimentos pelo falecimento do pai do nosso confrade Paulo Santos, Dr. Roberto Araújo de Oliveira Santos, emérito professor de várias gerações e grande pensador da Amazônia que, dentre outras distinções e cargos, foi juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região, membro da Academia Nacional de Direito do Trabalho, professor do mestrado em Direito da UFPA e escreveu sobre internacionalização da Amazônia muito antes do assunto virar moda.

Ao Paulo e sua família, desejo que a dor da perda seja diminuída pelo afago dos amigos e pelo reconhecimento da trajetória maiúscula do professor Roberto Santos, que representou com distinção e brilhantismo o pensador amazônico, mostrando que os bons cérebros daqui têm muito a dizer e ensinar ao mundo sobre sua própria realidade.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vinte anos depois



É com muita tristeza que revejo este vídeo com o discurso inocente e altamente inflamável de Severn Suzuki, uma canadense de 12 anos que provocou uma tempestade sobre a cabeça de mais de cem líderes mundiais presentes na ECO 92, e constato que nada, absolutamente nada mudou nos últimos vinte anos.
Desculpem o mau jeito, mas o meu grau de tolerância com essa pseudo-preocupação sobre o meio ambiente encenada pelos que podem efetivamente fazer algo, está beirando o zero absoluto.
Rio+20 sucks!
Ninguém quer realmente resolver nada.
Bebamos, sonhadores!

sábado, 9 de junho de 2012

Meus físicos favoritos



A participação de Stephen Hawking na quinta temporada da série televisiva Big Bang Theory foi bombástica.
Afinal, argumentar com o Dr. Sheldon Cooper não é para qualquer um!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O voo do tempo

Há não muito mais de um século nós, humanos, contávamos o tempo sincronizados com a natureza, com a aurora e o crepúsculo e com as mudanças provocadas no nosso planeta pelas ditas estações do ano.
Com o crescente de tarefas que realizamos (ou deixamos de realizar), a sensação de achatamento do tempo, principalmente do tempo disponível se faz cada vez mais perceptível, asfixiando o "espaço de tempo" no qual vivemos.
Provavelmente estamos trabalhando mais e nos divertindo menos, e o tempo parece voar mais rápido do que nunca.
Físicos e filósofos, em contraponto, sugerem que o tempo pode não existir, e que vivemos imersos na mais pura ilusão.
A cosmologia, ciência mãe da eternidade, nos submerge em teorias e modelos, convergindo o nosso pensamento para o Big Bang.
E se a radiação cósmica de fundo, detectada nos anos 1960 e que comprovaria a explosão que lançou a flecha do tempo universo adentro (ou afora?), for um sinal de outro fenômeno diverso e anterior à grande explosão?
O paradoxo do debate está lançado e parece não ter fim, pelo menos não à luz do conhecimento atual.
Para os curiosos sobre as infinitas possibilidades que o mero pensar sobre o tema escancara em nossos cérebros, sugiro a edição especial da revista Scientific American Brasil, Mistérios Profundos do Tempo, à venda no site da Editora Duetto.
Os aspectos quânticos, neurológicos, antropológicos, astrofísicos, filosóficos e biológicos são discutidos em linguagem não só acessível, como agradável.
Bem apropriado para os que pensam e sonham com viagens temporais.
Sugiro que não percam tempo e que embarquem na leitura imediatamente!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fina ironia



O vídeo acima foi pescado do Blog do Sakamoto, que hoje critica a intolerância e os interesses ocultos na abordagem do homossexualismo pela mídia .
Apesar da seriedade do tema, o vídeo não deixa de ser engraçado, no melhor estilo Monty Pithon.

Para cérebros curiosos


O cenário londrino de museus é sempre movimentado, com um fluxo constante de exposições e de eventos de destaque mundial, englobando os mais variados ramos da atividade humana.
No interessantíssimo Wellcome Collection, próximo à estação de metrô Euston Square, encontra-se em andamento a mostra Brains: the mind as matter, cuja versão disponível on-line nos dá uma boa ideia dos aspectos médicos, científicos, culturais e tecnológicos envolvidos no estudo deste órgão único, misterioso e inspirador, o cérebro.
As mentes curiosas não podem deixar de passear por esta verdadeira república de imagens, palavras e vídeos sobre o cérebro, a maravilhosa estrutura orgânica que nos comanda.
Imperdível!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Prevenção da AIDS


A liberação pelo FDA do medicamento Truvada, uma combinação poderosa de dois anti-virais (Tenofovir/Emtricitabina),  para uso em grupos de risco de AIDS com o objetivo de prevenir a infecção pelo vírus, parece finalmente estar por um fio.
Em poucos dias ou semanas espera-se que seja dada a autorização oficial pelo órgão americano regulador da saúde para que o medicamento seja usado na dose de 1 comprimido/dia por pessoas saudáveis.
As pessoas que trabalham em hospitais de referência para o tratamento da doença e os casais com um dos parceiros infectados pelo HIV deverão ter prioridade no acesso ao medicamento.
Os efeitos colaterais não são poucos e nem desprezíveis (diarreia, tonturas, náuseas e vômitos), o custo é elevado e a proteção parece ser menor para as mulheres, mas já será um bom começo, uma tímida aurora na luta profilática contra este poderoso inimigo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O fim da calvície?


Imagem: Kendyl

A boa notícia para os carecas chegou hoje da Pensilvânia, via BBC Brasil: identificada forte pista biológica para a calvície.
A chave da gênese da desagradável falta de cabelo na cabeça estaria na proteína prostaglandina D sintetase, presente em grande quantidade nas células dos folículos capilares das áreas calvas.
Agora é só achar como bloquear o receptor da dita proteína nas células, para pelo menos retardar o avanço da calvície.
Pede-se calma aos milhões de carecas mundo afora, pois quem sabe em poucos anos o remédio estará nas prateleiras das farmácias.