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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Primeiro-ministro e motora

 O motora é reconhecido (foto: site de Jens Stoltenberg)

O que  uma queda de popularidade pode provocar? No caso da Noruega, uma experiência, digamos, radical: o primeiro-ministro Jens Stoltenberg vestiu um uniforme e passou uma tarde de junho passado trabalhando como motorista de táxi nas ruas de Oslo. "É realmente muito importante para mim saber o que as pessoas pensam", disse o chefe do governo - cuja popularidade será posta à prova mês que vem nas urnas. "Qual o lugar onde as pessoas realmente falam o que pensam? Num táxi", explicou Jens.
Claro, que a tarde do ilustre motora foi devidamente registrada em câmera escondida e postada no site Taxi Stoltenberg e na página dele no Facebook. Em alguns casos, os passageiros logo reconheceram o primeiro-ministro. Alguns demoraram um pouco mais de tempo, porém no final todos souberam quem estava ao volante. A conversa com os cidadãos foram diversas: apoio aos estudantes, questões relacionadas à políticas sociais, desemprego.
Num dos vídeos, ele se reencontra com uma senhora imigrante chilena, que tinha encontrado o político numa das visitas de Michelle Bachelet, a  ex-presidente do Chile, à Noruega.
Políticos nas ruas não é novidade: dizem que Nero saía incognito às ruas para saber o que se falava dele na Roma do ano 57 d.C. O czar russo Peter, o Grande, navegou pelos mares da costa da Europa, no século XVII, como simples marinheiro, para aprender a construir navios.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, o antecessor dele, Tony Blair,  e o atual prefeito de Londres, Boris Johnson costumam  pegar o metrô londrino de vez em quando.
Bem, será que algum dos nossos nobres governantes verde-e-amarelos se arriscaria? Quem sabe, subir num Sacramenta-Nazaré, ou dirigir um táxi na BR-316 na hora do rush. Fica aqui a sugestão


 Cameron no tube londrino.(foto: site da BBC)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Campanha em Belém

Era para ser uma campanha fácil. Depois de quase oito anos com a cidade sendo destroçada, dia a dia, pelo pior que já passou por aqui, qualquer um poderia desfiar um rosário de problemas crônicos e graves, para se apresentar como uma alternativa de melhorar Belém. Mas os candidatos são, também, uma tristeza. Em vez de aproveitar, eles metem os pés pelas mãos e fazem bobagens.
Tem candidato prometendo construir o terceiro hospital de pronto-socorro, na Av. Augusto Montenegro, com equipe completa 24 horas por dia, oito salas de cirurgia, todas com UTI completa, heliponto, porto e transporte fluvial.
Tem candidato prometendo uma creche em cada bairro da cidade (salvo engano, são 68, incluindo os de Mosqueiro), com equipe multiprofissional para toda e qualquer atividade de assistência às crianças. Atualmente, o número de creches na cidade é irrisório.
As promessas acima desconsideram totalmente o fator custo. É a velha técnica de prometer, ignorando que talvez não seja materialmente possível cumprir a promessa. Vale lembrar que, no primeiro ano do mandato, o prefeito governa a cidade com o orçamento elaborado pelo antecessor.
Há uma candidata, também, propondo intervenção governamental na economia. Para ela, "a prefeitura será indutora do desenvolvimento"!
Égua, mano! Esses candidatos estão demais.

domingo, 26 de agosto de 2012

Alguém acreditou?


A única diferença entre o momento da última pesquisa divulgada e hoje foi o início da propaganda eleitoral gratuita. Foram apenas três ocasiões dedicadas aos candidatos a prefeito. Mesmo assim, sem nenhum incidente, escândalo, revelação ou surpresa, a parceria ORM/Vox Populi reduziu em nada menos do que 10 pontos as intenções de voto em favor de Edmilson Rodrigues, ou em 17 pontos, se considerarmos que embora o quadro mostre 37%, o texto da matéria afirma, repete e insiste que ele tem apenas 30%. Um errinho sem importância, decerto.
O segundo candidato mais bem posicionado, Priante, que até aqui se mantinha na casa dos 15%, caiu para 11% e o terceiro, Zenaldo Coutinho, que vem a ser o nome do PSDB e portanto o amor de infância daquele grupo de comunicação, subiu de 7 ou 8% para 15%.
Até me parece plausível que o segundo tenha caído 4 pontos e Jordy, 2. Mas o terceiro virar segundo praticamente dobrando o desempenho e o primeiro simplesmente despencar numa queda livre, francamente...
Eleições continuam como sempre foram...

sábado, 25 de agosto de 2012

Entrevistando o candidato

O Jornal Liberal 2ª edição passou a semana entrevistando os cinco candidatos à prefeitura de Belém mais bem cotados nas pesquisas realizadas até aqui. Outro dia fiz um comentário sobre a entrevista de Jefferson Lima. E agora vi, pela Internet, a de Edmilson Rodrigues, que encerrou a série.
Edmilson foi o prefeito cuja trajetória conheci melhor. Antes dele era complicado para mim, dada a minha pouca idade e porque, reconheço, fui um adolescente bastante despolitizado, bastante porforizado. Mas quando Edmilson assumiu, já em seu primeiro mandato fui trabalhar como assessor na Câmara Municipal de Belém, em um gabinete da base de sustentação do governo, mas não um gabinete amigo. Foi um aprendizado e tanto. No segundo mandato, fui convidado para a função de procurador do Município, portanto trabalhei no próprio Poder Executivo. Ali aprendi outras lições importantes.
Tudo o que vi, escutei ou soube por outros modos me levou a ter simpatia por Edmilson e lamentar que ele tenha governado tendo todos contra si: a própria Câmara dos Vereadores, a imprensa, o empresariado e o maior e mais covarde de todos os inimigos: o governo do Estado, o que trouxe no pacote a Assembleia Legislativa e outras instituições, que deveriam ser imparciais e foram tudo, menos isso.
Isso, todavia, nunca tapou os meus olhos aos defeitos do rapaz, que são muitos. E na entrevista pude ver que Edmilson continua Edmilson, revelado por seu discurso inflamado, imagético, passional e com um acento incomodamente messiânico. Não gosto disso, nem da perda de objetividade que representa. E igualmente não gosto nem um pouco da ideia de alguém governar a cidade por três mandatos. Mas diante do cenário que se apresenta, com esse bando de candidatos mequetrefes, e da necessidade de eleger alguém que se oponha de fato, e não apenas por conveniência, à confraria que atualmente destroi a cidade (sim, eu me refiro aos tucanos), o psolista é a minha opção.
Resulta daí o meu alívio quando ele respondeu de maneira objetiva e informada a pergunta sobre saúde, que é o grande nó a ser enfrentado pelo próximo prefeito. Já a resposta sobre a bolsa escola não me pareceu muito conveniente, mas decerto muito ideológica.
Seja como for, esta campanha mostrará se a tese sempre repetida de que partidos pequenos e sem dinheiro não conseguem eleger candidatos majoritários está correta ou não. É uma campanha contra duas máquinas. Ou três, se incluirmos os interesses umbilicais do Grupo RBA.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Candidato de si mesmo

Trabalhei por quase quatro anos na Câmara Municipal de Belém, junto a uma vereadora da base de sustentação do então prefeito, Edmilson Rodrigues. Ali conheci Arnaldo Jordy. Inteligentíssimo, culto, eloquente, o melhor orador que havia por ali. Sem dúvida, uma pessoa muito preparada para administrar a cidade. Mas uma coisa me incomodava profundamente nele: a sensação de que só defendia os próprios interesses. Embora fosse líder do governo na Câmara (em detrimento dos vereadores do próprio PT, partido de Edmilson à época), apoiou Almir Gabriel em sua campanha à reeleição ao governo do Estado. Após a campanha, voltou à base de sustenção do prefeito. Uma dualidade muito conveniente.
Depois de alguns insucessos, Jordy conseguiu um mandato de deputado estadual e, na Assembleia Legislativa, descolou uma CPI da Pedofilia para se catapultar ao mandato de deputado federal que hoje titulariza. Tudo correndo bem para o seu verdadeiro projeto: prefeitar Belém.
Fosse uma questão de preparo, eu votaria em Jordy. Mas ele não me inspira confiança. Não é por causa do episódio recente da gravação clandestina sobre abortamento. Não supervalorizo isso. O problema é essa sensação de que Jordy sempre colocará o interesse pessoal acima do público, no que aliás não se diferenciaria dos outros, ao contrário do que diz.
Enfim, se ainda existia alguma remota chance de votar em Jordy (p. ex., em último caso, para impedir a eleição de um candidato apoiado por Duciomar Costa), ele morreu ontem, com o anúncio do apoio do DEM, o partido ideologicamente mais à direita do Brasil (exceto, talvez, aqueles nanicos dos quais ninguém toma conhecimento). Dize-me com quem andas.
Votar em Jordy? Jamais.

Poetas da última hora

Toda campanha eleitoral tem seus lances folclóricos. Numa província como o Pará, eles se multiplicam. A última é político inexpressivo, com anos fazendo coisa nenhuma no Congresso Nacional e no currículo uma pífia campanha a prefeito, anos atrás, que para se colocar na mídia driblando as punições sobre propaganda eleitoral antecipada, vira poeta da noite para o dia.
Claro, para enganar os trouxas, e os que de boa vontade se deixam enganar, a poesia virou uma "paixão antiga", que ele já cultiva há anos. O sujeito descolou até professora de Língua Portuguesa para louvar os seus méritos poéticos, sem deixar de destacar o tema preferencial do artista: o amor por Belém, o amor por sua região. Que tema curioso, não?
Eis que o livro é lançado, com grande sucesso. A claque estava toda lá. Só quem não estava lá, definitivamente, era a Poesia.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Preparem-se: o plebiscito será uma disputa parelha

















Grupos políticos vitoriosos dispõem ou constroem recursos para enfrentar a prova final democrática que é vencer uma eleição. Afinal, ninguém gosta de perdê-la.

Mas, perder uma eleição é lição para poucos.

Enquanto nós, do lado de cá da força, favoráveis à aprovação do plebiscito que leverá os paraenses às urnas nos próximos seis meses, desenha-se uma articulação, por enquanto, muda.

O que diabos será o lado de cá da força?

– Evidentemente uma figura de linguagem para deixar claro, cristalino, límpido que não somos inimigos dos moradores de Belém ou de qualquer paraense que não seja simpático ao nosso projeto de desenvolvimento. No nosso entendimento, o maior, hoje em curso na Amazônia e no Brasil.

Não embarcaremos em provocações de jornalecos que se acham detentores "da palavra final" de algo tão importante para o nosso estado, para o subcontinente amazônico e para o país.

Não perderei meu precioso tempo refutando bobagens e insistentes provocações levianas de quem quer que seja. O pleito que se aproxima já, há muito, é tratado por nós, como algo muito sério e agora, saiu do terreno do factível para o realizável.

A novidade do processo que está se descortinando é que se definirá não apenas como e em que área será realizado o pleito. Será muito mais que isso.

Será a primeira vez na história de nossa jovem democracia, uma vez que considero como marco da democracia no Brasil a nova República, portanto, de 1985 aos dias de hoje; o povo, o eleitor, rico ou pobre, negro ou branco, silvícola, pardo, mameluco, estrangeiro com nacionalidade brasileira...enfim, aptos à votar, como recorte de nossa sociedade amazônida, decidir se quer ou não a criação desses dois novos estados. Há dispositivo constitucional (art.18) que garante esse direito.

O pleito é de interesse nacional?

– É (vide artigo de Roberto Pompeu de Toledo, revista Veja, da última semana). Ocorre que o articulista de Veja parece não ter lido a Constituição de seu próprio país; da mesma forma, o jovem e inexperiente deputado estadual Célio Sabino, não o fez.

A aprovação dos dois projetos de Decreto Legislativo, do Carajás e do Tapajós, cumpriram um longo rito regimental até obter a aprovação na câmara baixa; sendo que o do Tapajós, que foi emendado para incluir Mojuí dos Campos, voltou nesta semana na semana passada para deliberação final.

Na tese do colega da revista Veja, o plebiscito deveria ser aplicado em todo o Brasil.

– Impossível. Isso não é previsto na Constituição.

Na tese do jovem deputado Sabino, o pleito está eivado de vício em sua aprovação no mérito.

– O jovem deputado litigou de má-fé e será punido por isso. Ele terá que provar na Suprema Corte que houve maracutaia no processo regimental da Câmara dos Deputados, na quinta-feira, 5, próximo passada.

Quanto a sua tese "da ausência de estudos oficiais" sobre a viabilidade econômica dos novos estados, defendida, igualmente, com "unhas e dentes", pelo deputado licenciado, atualmente cumprindo missão partidária como Chefe da Casa Civil do governo Simão Jatene, Zenaldo Coutinho, este sim, um experiente político e advogado de formação, a licenciosidade de interpretação do nada a lugar algum parece-me ainda mais grave, por uma simples razão: a própria constituição não exige qualquer tipo de estudo como ambos defendem.

O bonde passou meus caros. Houve tempo de sobra para emendar a constituição para que essa tese lograsse êxito.















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Outra consideração que gostaria de fazer é relacionada à área onde deve ser aplicado o pleito.
Em todo o estado ou apenas na parte interessada?

– Essa decisão será arbitrada no TSE e, caso não satisfaça os dois grupos antagônicos, a palavra final caberá ao STF. E ponto final.

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Mas, voltando a disputa. Acredito que o marqueteiro do lado de lá da força será o competente Orly Bezerra.

E o nosso maqueteiro, quem será?

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De uma coisa antecipadamente eu posso afirmar, independente do resultado do plebiscito.

Nunca mais a relação do poder central do Pará com a nossa região se repetirá.

Sob qualquer ponto vista, a enrolação a nós enfiado goela abaixo com planos mirabolantes, nunca executados, quer pelo governo federal, quer pelo governo estadual, ao longo de décadas, não mais nos convencerá como um doce dado a uma criança de colo.

– Tenho dito.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lição de Política, a Quem Interessar Possa

Obama aproxima-se de conhecer a mais estrondosa derrota que um presidente democrata já viu nas eleições para o Congresso. Que lhe sirva a lição: quando se é eleito com uma plataforma avant la lettre sobre o adversário, a diferença entre a utopia e a realidade pode ficar no meio termo ou pouquinho além, mas não como derivada vacilante, ou ausência de marca combinada à realidade , quando em frente a cenário no qual a saúde, a economia e a guerra são peças críticas no xadrez complexo que é a política norte-americana.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um olhar europeu

"A Beatificação de um presidente". Esta é a manchete de capa de um conjunto de reportagens sobre o Brasil (quase) pós-Lula publicadas pela descolada revista belgo-flamenga MO Magazine. Uma publicação de alto prestígio, dedicada à análise política e social, e referência européia na cobertura da cooperação Norte-Sul (como eles chamam aqui a cooperação entre países ricos e o ex-terceiro mundo). A jornalista Alma De Walsche foi ao Rio de Janeiro, Brasília e Santarém para uma cobertura centrada na análise dos aspectos sociais, políticos e ambientais da era Lula.
Amanhã, Alma participa de uma conferência-debate do lançamento do revista, em Bruxelas. O tema é uma pergunta em torno das eleições no Brasil: Ordem Neo-Liberal ou Progresso Social à Vista? Não li ainda as reportagens, mas prometo comentar depois, aqui no Flanar. Participei da preparação de Alma para esse mergulho brasileiro. Dei aulas de português para ela na redação da MO Magazine. Aulas agradabilíssimas, aliás, pela inteligência e interesse de Alma pelo Brasil.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Política e fanatismo

Chegam as eleições e, como de praxe, o nível na blogosfera e em outros quadrantes da rede mundial de computadores baixa.

Sempre há quem ache tendenciosidade onde não há, ou propaganda subliminar que não existe.

Há também quem não admita expressão livre em contrário, desatando xingamentos contra quem emite opinião divergente e declara voto.

Para alguns, tudo isso é censura. Para outros, as discussões são válidas. Na maioria, todas as manifestações vêm ditas com tamanha força na expressão que rompem a barreira necessária da educação e do cavalheirismo (e não, gentileza não é coisa de burguês).

Boa parte dos pelejantes defende seu salário. Outros, em cada vez menor número, suas convicções.

Nunca li melhor explicação para a modificação que a personalidade das pessoas sofre em períodos eleitorais do que esta. Ao que parece, a coisa se opera no nível mais primário do ser humano.

domingo, 13 de junho de 2010

Dilma Roussef: a companheira trabalhista














A atriz Mirian Rios (ex-Roberto Carlos) é candidata a deputada estadual pelo PDT de São Paulo












Giovanni, o blogger e Pio X, disputarão a reeleição para federal e estadual no Pará












O Centro das Américas ficou pequeno para o evento












Senador Eduardo Suplicy disputará mais uma reeleição como senador por Sampa











Dirigentes pedetistas do Pará em Congonhas aguardando o vôo de volta para Brasília e Belém

Só faltou dizer que por circunstâncias dessas que a vida nos apresenta, a companheira Dilma Roussef admitiria que está no PT por convicção e não por conveniência.

Ocorre que a ex-ministra da Casa Civil, agora filiada ao Partido dos Trabalhadores, encantou os ex-companheiros trabalhistas na Convenção Nacional do PDT, ontem em São Paulo.

Estive lá cobrindo o evento ao lado do deputado federal Giovanni Queiroz, presidente do PDT no Pará.

Retornei às 16h00 para Brasília.

Foi um final de semana de muita articulação política em todo o país, preparando o terreno para as Convenções Estaduais que, em alguns estados e dependendo da legenda, já foram realizadas aproveitando o embalo das alianças nacionais, certamente para a redução de custos de uma campanha que será a mais cara de todos os tempos.

Tive um excelente impressão do discurso de Dilma, coerente com seu passado político.

Os detalhes de minha cobertura você pode ler aqui.

Posei em algumas fotos também para um fotógrafo que insistia em registrar a minha boca aberta. Fazer o quê, não é mesmo?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gustavo Fleury lança livro sobre eleições

Os principais fatos das eleições municipais de 2008 e as estratégias utilizadas pelos candidatos e seus partidos. Este é o tema central da obra intitulada Eleições 2008. Uma breve história (Clube de Autores), do jornalista e assessor de imprensa Gustavo Fleury, que será lançado em 22/09, no Restaurante Carpe Diem, do PIER 2. Apesar da pouca idade, 31 anos, Gustavo contabiliza vários anos de participação em campanhas políticas, tendo trabalhado para partidos como PT, PTC, PP, PV, DEM, PTB, entre outros. “Desde criança tenho algum envolvimento com eleições, partidos, política em geral”. Os participantes do evento assistirão a uma palestra sobre a história do Marketing Político no Brasil, ministrada pelo Prof. Dr. Adolpho Queiroz, ex-presidente da INTERCOM, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

Essa e outras novidades você confere na revista Fale! Brasília.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tudo muda para ficar na mesma

Uma verdadeira muvuca se instalou em frente ao Tribunal Regional Eleitoral esta manhã: prefeito e adversário movimentaram suas claques para fazer barulho diante da Corte, que hoje julga se Duciomar Costa será ou não cassado do cargo. Ele deve estar em Brasília, aguardando a decisão. Se bobear, fica por lá mesmo.

Há quem aposte, porém, que o julgamento não termina hoje.

De qualquer modo, a expectativa é negativa. Independentemente de quem ganhe este páreo, não há perspectiva de melhora para a cidade de Belém.

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Atualizado às 11:51 hs.

Nem foi preciso pedido de vista. O julgamento não ocorreu, por ausência do revisor. A sessão ficou adiada para a próxima 5a feira, 13/05. Bem a propósito, na data de assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um Drink no Inferno

Apostando na impunidade e na memória do brasileiro, que seria curtíssima, o Partido Democratas ou DEM ou Demo, como queiram, diz que vai transformar limões em limonada. Os limões chamam-se José Roberto Arruda , governador de Brasília até ontem Demo, hoje preso da Polícia Federal por suspeita de envolvimento em mal contado escândalo de corrupção. Quanto à limonada... Deus nos defenda do que seja!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Com a mão na massa

A se confirmar a mais nova acusação de uso indevido da verba indenizatória do exercício parlamentar por políticos com mandato, a míriade de benefícios concedida aos parlamentares brasileiros ficará, cada dia mais, claramente identificada como uma grande sem-vergonhice.

Não bastassem as passagens aéreas utilizadas em proveito próprio, de amigos e familiares, que eclodiu no ano passado em mais um escândalo que virou pizza, agora seis deputados federais são acusados de utilizarem-se de verba indenizatória para campanhas eleitorais.

Os parlamentares paraenses Jader Barbalho (PMDB), Paulo Rocha (PT) e Giovanni Queiroz (PDT), os dois primeiros virtuais candidatos ao Senado nas próximas eleições, unem-se a Fernando Gabeira (PV-RJ), Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), Narcio Rodrigues (PSDB-MG) e Fábio Ramalho (PV-MG) no grupo dos apontados pela Folha de São Paulo como tendo utilizado da tal verba, no valor mensal de R$ 12.000,00, que visa exclusivamente ressarcir gastos com aluguel, manutenção de escritórios, locomoção, ou outras despesas diretamente ligadas ao exercício do mandato parlamentar.

Ao que parece, de mandato parlamentar não se tratava: os senhores deputados estavam fazendo campanha eleitoral para si ou seus candidatos a prefeito.

Quem acha que o assunto chegará à Justiça Eleitoral, que levante a mão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Jarbas é o presidente eleito

Após duas horas de apuração, a Chapa 2, capitaneada por Jarbas Vasconcelos do Carmo, foi declarada vencedora da eleição da OAB Pará.

Boa sorte ao novo presidente da Ordem.

Eleições na OAB

Está sendo realizada hoje, das 9 às 17 horas, a votação para eleição dos mandatários da OAB para o triênio 2010/2012.

A expectativa é de que cerca de 8.000 advogados votem, em Belém e no interior do Estado. Historicamente, porém, há um número altíssimo de abstenções: cerca de 40% da categoria não comparece às urnas.

Aí está o que deveria ser a primeira das preocupações dos novos dirigentes da instituição. Estudem o caso, colegas, sem enrolação ou mistificações.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Hackers, inscrevam-se

Teste de segurança do sistema eletrônico de votação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na sessão administrativa do dia 30 de junho de 2009, a realização de teste público de segurança no sistema eletrônico de votação para verificar possíveis vulnerabilidades no sistema, ou seja, se ele está sujeito a eventuais violações ou fraudes.
O teste para as eleições de 2010 deverá ocorrer no período entre 10 e 13 de novembro deste ano, nas dependências do TSE, e vai colocar à prova o sistema eletrônico, por meio de tentativas a serem feitas para burlar seus programas.
A participação nos testes está aberta a toda a sociedade brasileira. Informações adicionais estão disponíveis no Edital dos testes. O TSE convida a participarem, em especial, profissionais das áreas de tecnologia da informação e engenharia.
Os resultados dos testes serão analisados e divulgados por uma comissão formada por membros externos à Justiça Eleitoral, denominada Comissão Avaliadora. A Corte designou o ministro Ricardo Lewandowski para coordenar a realização do teste público de segurança.


As melhores contribuições ao TSE serão premiadas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Custo de Oportunidade

Por submissa atração ao gosto e ao cheiro do que exala do Senado Federal, a mídia brasileira hesita em dar destaque ao principal fato político do início deste segundo semestre, que é a senadora Marina Silva decidir ser candidata à presidência da República, nas eleições de 2010. A decisão de Marina Silva realinha todo o tabuleiro político nacional, a ponto de hoje Ciro Gomes divulgar que a ele interessa mais o planalto do que o governo de São Paulo. A afirmativa do pessebista tem destinatários e endereços certos a quem de direito no planalto central e na floresta acreana. A próxima eleição majoritária não será o passeio que muita gente imaginava.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Lucky Luke contra-ataca

Do sítio do STF, ainda há pouco:

O ministro Celso de Mello arquivou a Ação Cautelar (AC 2283) ajuizada pelo governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima, na tarde de ontem (18). Ele entende que não compete ao STF conceder medida cautelar para suspender efeitos de recurso extraordinário que ainda não foi analisado na origem, ou seja, neste caso, que não foi apreciado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A orientação seguida pelo ministro decorre de entendimento pacificado no Supremo: como o recurso extraordinário interposto no TSE ainda terá seu seguimento ao STF analisado pelo presidente do Tribunal Eleitoral, não é possível conceder-lhe ou não efeito suspensivo, se ele ainda não chegou no Supremo.

De prático, decorre desta decisão o fato de que o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral é exeqüível de imediato. Ou seja, Cunha Lima continua fora sai. Em seu lugar, permanece o 2o mais votado nas eleições de 2006, o atual governador José Maranhão, do PMDB.

Lucky Luke reagiu rápido. Bat Masterson perdeu o duelo. Ao menos por enquanto.