Mostrando postagens com marcador Mundo animal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo animal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Mia, a gata

Imagem: Lis Lamarão

O leitor mais antigo do blog há de se lembrar do jegue Jerônimo Severino (vide Um Jegue de Muita Sorte), aquele que trocou o trabalho duro nas dunas da Praia do Cumbuco pelo paraíso de um lar paraense.
Pois na mesma propriedade onde reside o jegue ocorreu um episódio curioso envolvendo uma pequena gata, doravante batizada de Mia.
Provavelmente indesejada e rejeitada ao extremo, Mia iniciou sua existência de aventuras sendo jogada do mundo cruel por cima do muro de quatro metros, gastando a primeira das sete vidas logo de cara.
Operada por um doutor com nome de messias, medicada por via intramuscular com afinco pelo comandante da propriedade e mimada entre cães, gansos, pavões, galos e passarinhos por sua jovem "dona", Mia está livre para viver com dignidade.
E até já ousa ensinar aos cães que beber água do meio das plantas é mais gostoso, para desespero da patroa.
Mia, a gata highlander, é o contraponto e a resposta à matança recente dos cães no Marajó - uma verdadeira ode à vida!
Afinal, como diz o sábio Seu Zé, "até bicho tem que ter sorte na vida".

domingo, 28 de outubro de 2012

O hit planetário que vem da Coréia do Sul

Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU, não é mais a única personalidade sul-coreana de fama internacional. O rapper Psy bateu todos os recordes via Youtube, com o hit global Gangman Style. Já são mais de de 50 milhões de visualizações do clip, que é cafona, mas com música contagiante. Psy destronou Justin Bieber, Adele e outros. Divertidíssimo, o hit espanta até o down das baixas temperaturas desse outono aqui na Europa. Ah, e o Ki-moon já dançou ao lado de Psy na semana passada.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mar de Cortez: o salto

A exibição de força e poder por parte do macho faz parte do ritual amoroso de todos os mamíferos marinhos (e dos terrestres também?!...).
Dentre as ballenas jorobadas, a altura do salto executado é crucial para que a fêmea escolha o mais forte dentre os candidatos a pai de seu bebê.
É simplesmente arrepiante!


Imagem: Scylla Lage Neto


Imagem: Scylla Lage Neto


Imagem: Scylla Lage Neto


Imagem: Scylla Lage Neto


Imagem: Scylla Lage Neto


Imagem: Scylla Lage Neto

Mar de Cortez: Ballenas Jorobadas

Imagem: Scylla Lage Neto

Não adianta os americanos insistirem em dizer que as Humpback Whales (baleias jubarte) têm cidadania americana, pois as mesmas apenas residem no Alasca.
Os bebês são "hecho en Mexico", bem diante dos olhares humanos, no Mar de Cortez, merecendo portanto o nome local de Ballenas Jorobadas.
Os machos e fêmeas começam a chegar na região em novembro e lá permanecem por poucos meses, no máximo até março, quando as gestantes dão à luz e novos casais se formam. Retornam ao Alasca, sempre separados, e via Havaí.
Para vê-las embarquei num barco inflável Zodiac, rumo à Baya Madalena.


Imagem: Scylla Lage Neto

Por muito tempo nada aconteceu, até que a primeira corcundinha, de cerca de 14 metros de comprimento e muitas toneladas, se revelou e depois outra e mais outra, numa sucessão de emoções dispostas a poucos metros do barco.
Fotografar aquelas preciosas criaturas, remanescentes de eras longínquas, ou apenas vê-las e ouvi-las, transformou-se em poderoso dilema a ser equalizado (razão/emoção).
O suave meio-termo prevaleceu e, ao retornar à marina de Cabo San Lucas, eu trazia um sorriso indisfarçável no rosto, um brilho no olhar e me sentia feliz como uma criança.
Aliás, ainda me sinto exatamente assim.

Imagem: Scylla LageNeto

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ode aos ácaros


Aceria anthocoptes

Considerando que a idade média de um travesseiro é de 6 anos, estima-se que 10% do seu peso seja constituído de "pele que se soltou, ácaros vivos, ácaros mortos e estrume de ácaros", segundo o Dr. John Maunder, do Centro Britânico de Entomologia Médica.
Os ácaros, como a maior parte dos seres vivos, são de diminutas dimensões, e podem chegar ao assustador número de 2.000.000 de unidades apenas no seu colchão.
Imagine o banquete microscópico que você proporciona a eles com seus óleos corporais adoráveis e incontáveis flocos crocantes de pele que perde enquanto dorme.
Mas pelo menos esses são os seus ácaros. E quando dormimos num colchão estranho? E num hotel?!...
O inacreditável de tudo isso é que os nossos companheiros noturnos foram descritos apenas em 1965.
A lição que os ácaros nos ensina é que temos incontáveis animais microscópicos intimamente ligados às nossas vidas, assim como nós estamos conectados às deles.
E para os obcecados com limpeza, guardo a pior informação para o final: as atuais máquinas de lavar, operando com detergentes em baixa temperatura, estimularam a proliferação de ácaros...
Usando as próprias palavras do Dr. Saunder, "se você lava roupa suja a temperaturas baixas, tudo o que obtém são ácaros mais limpos".
Será o Benedito?!...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fábula de amor 3


Imagem: Jagdeep Rajput

A terceira fábula de amor do Flanar seria originalmente sobre seres humanos. Bem, na verdade sobre um humano.
Mas uma notícia inusitada, vinda da Índia via BBC Brasil tomou o seu lugar.
E a protagonista é a elefanta Madhuri, de quase 3 metros de altura e cerca de 4 toneladas de peso.
A sua fama de agressiva ultrapassou os limites do Jim Corbett National Park, onde vive, despertando o interesse do experiente fotógrafo da natureza Jagdeep Rajput em fotografá-la.
O que ele encontrou foi inédito e bizarro: a elefanta passou muitos dias brincando com um lagarto, passeando com o réptil pendurado pela tromba.
Rajput relatou que Madhuri às vezes balançava o lagarto de forma intensa com a sua enorme tromba (que tem 100.000 músculos!), como se estivesse brincando com ele. Ela até permitia que ele descansasse um pouco no chão.
Um lagarto que se permite brincar de ser brinquedo de um enorme paquiderme é uma forma de amizade que certamente não está no gibi. Passa a ser uma estranha forma de ...amor!
E como os elefantes são portadores de enormes cérebros, certamente os registros dessa experiência e das emoções dela decorrentes estarão bem sedimentados na memória de Madhuri. Quanto à memória do lagarto balançante, bem, aí eu já não sei.

Imagem: Jagdeep Rajput

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fábula de amor

No lar do nosso “mascote” Jerônimo Severino (vide Um jegue de muita sorte) uma curiosa história de relacionamento entre animais de espécies diferentes está em andamento.
O protagonista é um ganso de ótima aparência, Tibério, o qual vive em união estável com a gansa Teodora.
Os fofoqueiros da área sempre apontaram um grande descaso da fêmea em ralação ao macho o que fazia com que Tibério literalmente implorasse pela companhia de Teodora diuturnamente.
Há algumas semanas, quando do nascimento de uma ninhada de morena galinha garnizé, Tibério passou a apresentar um estranho comportamento, abandonando a fêmea e passando a pajear a galinha e os seis pintinhos durante todo o dia.
A princípio pensou-se que o ganso fosse matar os filhotes ou algo assim, mas logo a atitude defensiva ficou bem clara: Tibério não deixava ninguém se aproximar do galinheiro.
Com o crescimento dos “enteados” e o surgimento de uma nova ninhada, desta vez de dez pintos, novamente Tibério assumiu a postura de “padrasto”.
Pude ver com meus próprios olhos e documentar de forma improvisada com a câmera de um Blackberry o amor instintivo de um ganso rejeitado e de uma galinha formosa e seus descendentes.
Quem entende a natureza dos gansos? E a dos homens?



Tibério e Teodora

Tibério "en garde" na porta do galinheiro

A formosa garnizé e um membro da nova geração
A primeira geração de "enteados" do Tibério

PS: peço desculpas pela má qualidade das fotos. Além do Blackberry não ajudar, o Tibério não deu folga ao blogger.

domingo, 14 de março de 2010

Um jegue de (muita) sorte


Imagem: Scylla Lage Neto

Jerônimo Severino é um formoso jegue de 4 anos de idade que trabalhava na praia de Cumbuco, no Ceará, carregando crianças pelas dunas vestido com roupas gozadas.
No mês de fevereiro passado o seu destino mudou quando foi comprado por abduzido comandante paraense, para presentear a esposa de um amigo, aqui em Belém.
Após uma verdadeira odisséia burocrática, Jerônimo Severino veio para a capital paraense em alto estilo, num chique trailer ao lado de um puro sangue árabe.
Ontem tive a oportunidade de conhecer o já tão falado jegue durante a festa de aniversário daquela que doravante constituirá a sua figura “materna”.
Jerônimo agora mora numa casa estilo sítio, cercado de outros animais como picotas, pavões, cães, cotias, tartarugas, marrecos e jacarés, numa área para ele reservada.
Cheguei na festa ao crepúsculo e o encontrei recebendo aplicação de repelente natural contra moscas e mutucas.
Após breve e improvisada sessão de fotos, Severino continuou sendo o assunto principal nas rodas de conversas, dentre adultos e crianças.
Mas de todos os comentários, um me chamou a atenção, o feito pelo zelador/segurança da casa, Seu Zé: “até bicho tem que ter sorte na vida...”
Isso parece que Jerônimo Severino tem de sobra – sua companheira já está sendo providenciada – melhor que a megasena acumulada!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Delicadeza e valentia

No post anterior, relatamos uma importante característica do Louva-a-Deus, que muitos já conhecem. Por trás de toda sua aparente singeleza, existe um valente.
E falo sério mesmo. Em meu périplo no universo digital em busca de imagens para ilustrar o post, encontrei este vídeo incrível, onde ele prova suas habilidades. Veja e confira.