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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Wind Explorer



Se agregarmos às leis da física uma das Leis de Murphy (no matter how fast you are driving, you will always be driving against the wind - não importa o quão rápido você dirija, você estará sempre dirigindo contra o vento; tradução livre), teremos uma ideia hibrída e fecunda, explorada pela alemã Evonik Industries através do seu projeto Wind Explorer, um carro que associa energia eólica a um pequeno motor elétrico.
Eu me pergunto como ninguém da indústria automobilística pôde pensar nisso antes: carregar as baterias com a força do vento gerado pelo próprio movimento.
O levíssimo veículo utiliza baterias de lítio e uma turbina móvel de vento para carregá-las e, dependendo do vento e da velocidade de deslocamento, demanda pouquíssima recarga de fontes elétricas convencionais.
Ainda há muito a ser aperfeiçoado, mas abre-se definitivamente um caminho para uma fonte mais limpa de energia do que a energia elétrica "pura".
Carros ao vento!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Caetaneando com Thiago de Melo

Thiago de Melo (poeta amazonense) verbaliza:
"Mas o homem em seu desejo -para sempre insatisfaeito- rouba a cadência da terra,
deixando, por onde passa, marcas profundas no chão: que em cânones se transformam
e indicam, perseverantes -à maneira de faróis balizando em mar bravio-, a tão procurada fonte onde todos beberão".
 
Caetano Veloso (compositor) reitera:
"Marcha o homem sobre o chão 
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
A coisa mais querida
A glória da vida...
"

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Papai Noel no Amazonas

Imagem: Greenpeace

Aproveitando o momento natalino, a organização Greenpeace desencadeou este mês a campanha Santa Relocation Project, que visa achar um local para a nova casa do bom velhinho.
Afinal, com o pólo norte derretendo, onde morará Papai Noel?
Dentre centenas de respostas sugeridas, o Rio Amazonas foi um dos destaques.
Até que não seria má ideia - o problema é que o estado do Amazonas ganharia fácil esta licitação.
De novo...

domingo, 29 de julho de 2012

O doce e o azedo

 Marina Silva carregando a bandeira olímpica na abertura dos Jogos Olímpicos em Londres foi um dos momentos mais doces e emocionantes nessa minha vida de brasileiro que vive fora do Brasil. No dia seguinte,  com um saudável orgulho, passamos um tempo explicando, aos nossos poucos amigos europeus que ainda não a conheciam, porque Marina estava ali.
Uma rápida olhada nos sites de notícias brasileiros, já nos azedou o dia. As reações no Planalto à supresa foram as mais sórdidas possíveis, afinal ninguém sabia, nem mesmo a presidente Dilma, que a ex-ministra participaria com tanto destaque de um evento global transmitido ao vivo. Entre outras coisas, se falou até em "ofensa ao Governo brasileiro", "mal-estar na comitiva presidencial" etc. O ministro do Esporte, Aldo Rabello,  ironizou a participação de Marina. Segundo ele, não é o governo quem escolhe a pessoa que vai levar a bandeira olímpica e sim a Casa Real.“Não podemos determinar quem a Casa Real vai convidar, fazer o quê?”, afinetou. “A Marina Silva sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”. Errado!!! Quem organiza o evento é o Comitê Olímpico Internacional , e para o COI, Marina Silva mereceu ser convidada, pela “luta contra a destruição da floresta brasileira”, além de “enfrentar a oposição política e o assassinato de seu colega Chico Mendes”.
O sábio Tom Jobim dizia que sucesso no Brasil é ofensa pessoal. Eu acrescentaria que é também ofensa mortal quando quem faz sucesso é da oposição,  de origem pobre  e amazônida.
As reações dos políticos no poder não podem "apequenar" um grande momento histórico para o Brasil e para a luta pelos povos da Amazônia, como disse a própria Marina, numa emocionada entrevista à TV Estado.
Aqui, preferi postar um outro depoimento da mais importante ativista amazônida. Ela fala sobre como foi estar lá, junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim, Sally Becker (voluntária durante a Guerra da Bósnia com a Angel Operation), Shami Chakrabati (presidente da  British Civil Liberties Advocacy Organisation),  Leymah Gbowee (primeira mulher presidente da Libéria e Nobel da Paz em 2011),  Haile Gebrselassie ( o etíope considerado um dos maiores maratonistas da História), Doreen Lawrence (ativista britânica que teve dois filhos mortos em crimes raciais). E ainda, o grande Mohammed Ali.
Marina Silva estava ali por todos nós! Viva Marina! Viva  o Brasil que resiste!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio+20 vista da Europa

Duas décadas atrás se previa que a Rio 92 seria um momento-chave para o planeta,
mas nada realmente se concretizou.
Agora, líderes mundiais como Barack Obama, Angela Merkel ou David Cameron
deram o bolo, assim como Elio Di Rupo (o primeiro-ministro belga) e Kris Peeters (o ministro-presidente de Flandres).
Quem partiu para o Brasil,
onde a conferência sobre desenvolvimento sustentável ameaça ser um flop,
foi o príncipe Laurent (o filho mais novo  do rei belga Albert II, com fama de figura folclórica e inconsequente).
Uma melhor ilustração da insustentável leveza desse evento é difícil de imaginar.

Este foi o final do editorial Klimaatflop, assinado hoje por
Steven Samyn, o editor-chefe de Política do principal jornal flamengo, o DeMorgen.
 


 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vinte anos depois



É com muita tristeza que revejo este vídeo com o discurso inocente e altamente inflamável de Severn Suzuki, uma canadense de 12 anos que provocou uma tempestade sobre a cabeça de mais de cem líderes mundiais presentes na ECO 92, e constato que nada, absolutamente nada mudou nos últimos vinte anos.
Desculpem o mau jeito, mas o meu grau de tolerância com essa pseudo-preocupação sobre o meio ambiente encenada pelos que podem efetivamente fazer algo, está beirando o zero absoluto.
Rio+20 sucks!
Ninguém quer realmente resolver nada.
Bebamos, sonhadores!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Do Rio à Paulínia



Cansei de falar mal do Rock In Rio!
Foi o primeiro festival que vi quase a totalidade dos shows pela TV, e talvez por isso tenha encontrado tantos "defeitos", principalmente nas bandas nacionais e nos astros do universo pop.
O canal pago Multishow tem reprisado quase toda a programação, o que acaba por agravar o que é ruim, realçando os bons momentos de bandas como Metallica, Slipknot e Motorhead.
Mas acabou, passou, evaporou - depassé!
Agora a bola da vez é o "sustentável" SWU, em Paulínia (SP), recheado de atrações de primeira grandeza, como Peter Gabriel, Faith No More, Alice In Chains, Stone Temple Pilots e Megadeth, entre outros.
Tirando a parte da "pseudo-preocupação" com o planeta (desculpem, mas não consigo engolir essa conversa), o festival promete entregar mais boa música do que o Rock In Rio.
A checar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Desmatamento



Encontrei a charge acima perdida em um pen-drive, lamentavelmente sem referência ao autor.
Mais atual, impossível.
E atual permanecerá por algumas décadas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eurotrash - Deixa pendurar

Mais uma da sére Eurotrash. Os homens belgas estão sendo convocados a não vestir cueca no próximo dia 9 de setembro. É uma forma de protesto contra a prática da castração de porcos. A ong Gaia, "a voz dos que não tem voz", é quem organiza a campanha que ganhou páginas inteiras em todos os jornais belgas. O cartaz diz: "Apelo a todos os homens. Deixe pendurar no dia 9 de setembro.Homens, saiam sem cuecas no dia 9 de stembro em manifestação de solidariedade com 5 mihões de leitões que todos os anos, sem necessidade, são castrados em anestesia". Eles contam que uma das maiores redes de supermercado belga já exigiu dos fornecedores que parem de usar a técnica da castração de porcos.


Bem, a gente só espera que no dia 9 não faça frio.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um olhar europeu

"A Beatificação de um presidente". Esta é a manchete de capa de um conjunto de reportagens sobre o Brasil (quase) pós-Lula publicadas pela descolada revista belgo-flamenga MO Magazine. Uma publicação de alto prestígio, dedicada à análise política e social, e referência européia na cobertura da cooperação Norte-Sul (como eles chamam aqui a cooperação entre países ricos e o ex-terceiro mundo). A jornalista Alma De Walsche foi ao Rio de Janeiro, Brasília e Santarém para uma cobertura centrada na análise dos aspectos sociais, políticos e ambientais da era Lula.
Amanhã, Alma participa de uma conferência-debate do lançamento do revista, em Bruxelas. O tema é uma pergunta em torno das eleições no Brasil: Ordem Neo-Liberal ou Progresso Social à Vista? Não li ainda as reportagens, mas prometo comentar depois, aqui no Flanar. Participei da preparação de Alma para esse mergulho brasileiro. Dei aulas de português para ela na redação da MO Magazine. Aulas agradabilíssimas, aliás, pela inteligência e interesse de Alma pelo Brasil.

sábado, 21 de agosto de 2010

O dancing club ideal



Imagine uma boate onde você pode conversar, sem precisar gritar por causa dos inúmeros decibéis das caixas de som na pista. Imagine uma boate onde você tem duas opções de estilos diferentes de música para dançar, sem ter que se deslocar a outro ambiente. Pois isso é a Silent Disco. A idéia é simples: um dancing club sem caixas de som, mas como fones de ouvido sem fio, que você mesmo controla o volume e ainda tem a opção entre dois canais de música - tocada por dois DJs lado a lado. Faz o maior sucesso na Europa.
A que participamos é organizada pela empresa holandesa Silent Disco, dos DJs OD e Big King Big. Eles tocaram em Brugge em um dos 10 espaços de música para dançar na noite chamada Beneweken - Ballroom Brugeoise, que encerrou o Festival Klinkers. E o melhor: tudo de graça.

Taí uma idéia que poderia acabar com os problemas de quem mora perto de onde acontecem as festas de aparelhagem em Belém.

domingo, 13 de junho de 2010

Delegação Brasileira


Imagem: AFP

Não é apenas na Copa da FIFA que as bandeiras brasileiras são e serão vistas tremulando. No World Naked Bike Ride, tradicional passeio ciclístico com pessoas nuas, ocorrido ontem em Londres, lá estava o nosso pavilhão.
Aliás, o passeio é uma campanha global pela segurança dos ciclistas e um protesto contra as formas não-renováveis de energia.
Se essa moda pega em Belém...

domingo, 30 de maio de 2010

FCX, seu carro, seus dejetos



Se nosso metabolismo corporal produz em média 1000 ml de gases por dia, incluindo substâncias como o nitrogênio, potencial combustível para automóveis e máquinas em geral, por que não aproveitá-los para mover os nossos próprios carros?
A idéia, que soa inicialmente bizarra, infantil até, foi comprada pela montadora japonesa Honda, que desenvolveu o projeto HES (Estação Doméstica de Energia), que já se encontra em sua quarta versão com o carro FCX Clarity, no sul da Califórnia.
As estações de reabastecimento localizam-se juntos a residências, aproveitando os dejetos domésticos.
Segundo a Honda, o Clarity pode ter autonomia de até 435 km e de seu escapamento sai apenas... água!
Dá para pensar em algo mais ecologicamente correto do que fazer o seu próprio veículo rodar sem poluir, usando seus próprios gases corporais?