Quem ainda estava nos bancos escolares e universitários nos anos 80 lembra, com certeza, da coleção Primeiros Passos da Editora Brasiliense. Agora, a versão profundada é a série FGV de Bolso, da Editora Fundação Getúlio Vargas. Estou acabando de ler este Os Índios na História do Brasil, escrito com maestria pela professora Maria Regina Celestino de Almeida. Leitura super prazerosa, e muito mais aprofundada do que aqueles primeiros passos. O mais bacana é a atualização da visão/interpretação dos historiadores atuais do papel e do comportamento dos primeiros e ancestrais habitantes do Brasil no período colonial. Desmancha aquela a imagem do índio vítima, que recebia espelhos em troca das riquezas da terra recém-"descoberta". Como tudo no Brasil, "a indefinição é o regime". Tudo foi e continua a ser tudo meio lusco-fusco abaixo do Equador...
A sinopse do livro (abaixo) resume bem. Mas, arrisco dizer: Os Índios na História do Brasil é leitura obrigatória.
Este livro trata da
história de índios em contato com as sociedades coloniais e
pós-coloniais no Brasil. Índios que, até muito recentemente, quase não
mereciam a atenção dos historiadores. O objetivo é apresentar uma
revisão das leituras tradicionais sobre o tema, a partir de pesquisas
recentes que têm revelado o amplo leque de possibilidades de novas
interpretações sobre as trajetórias de grupos e indivíduos indígenas. É
importante assinalar que essas novas leituras não resultaram apenas da
descoberta de documentos inéditos, mas principalmente de novas
interpretações fundamentadas em teorias e conceitos reformulados.
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
A Alemanha e seu cinema
Fazia tempo que eu não lia um livro “didático” tão bem escrito e tão interessante quanto este Studying German Cinema, da britânica Maggie Hoofgen. A partir dele, tenho revisto filmes, como Das Cabinet des Dr. Caligari (1920), e descoberto obras monumentais, como Heimat – a trilogia do diretor alemão Edgar Reitz, que conta uma saga em 32 capítulos, com 56 horas de duração, produzidos entre 1981 e 2006, cobrindo a história de uma família alemã desde 1910 até o século XXI.
Fiz uma livre tradução (cheia de pitacos meus) da apresentação do livro, que acredito, ainda não tem uma edição em português. Para quem se interessar em lê-lo, abaixo dou as coordenadas da obra para uma busca, via Amazon ou outro caminho.
Estudando o Cinema Alemão
De todas as cinematografias européias, o cinema alemão tem a história mais dramática - e decididamente- a que teve maior impacto na definição da Sétima Arte.. Desde os primeiros momentos do cinema, quando os cineastas germânicos lideraram o mundo do cinema com seus estilos e inovações – com destaque para o Expressionismo -, até os anos 70, na Alemanha Ocidental, com o surgimento da geração que enfrentou os traumas pós-Segunda Guerra, a história do cinema alemão é a história do pais em si ao longo do século 20. E assim permanece até agora, com a nova geração pós-Muro de Berlim, e da segunda geração de novos alemães – filhos dos imigrantes, mas já nascidos na Europa e antenados com os países de origem de seus pais, como a Turquia, por exemplo.
Como uma abordagem cronológica, o livro Studiyng German Cinema se dirige a um público não especializado, mas também para quem estuda cinema de modo geral.
Em cada um dos 14 capítulos, o livro foca um filme chave – do essencial filme de horror Nosferatu até o vencedor do Oscar Das Leben der Anderen (A vida dos Outros) – situando a obra em seu contexto, que vai das práticas da indústria cinematográfica na Alemanha dos anos 20, depois das Alemanhas Ocidental e Oriental, passa pela a tradição do cinema de autor (incluindo filmes de Rainer Werner Fassbinder, Werner Herzog e Wim Wenders), até as questões atuais dos “novos alemães”, divididos entre a tradição dos pais imigrantes e a interação na sociedade européia. Cada filme é visto como algo resultante do contexto cultural e político. Junto, as discussões históricas, o livro proporciona uma visão global da História do Cinema Alemão, desde o fim da I Guerra Mundial até o presente. Indicações práticas de outros filmes e bibliografia relativas aos filmes analisados no livro fazem dele uma introdução completa à uma das mais fascinantes e turbulentas cinematografias mundiais.
A autora
Maggie Hoffgen é formada em Heidelberg, Alemanha, com um Master of Arts em Cultural Studies, com foco em Cinema, pela Manchester University. Ela trabalha como conferencista free-lancer para jovens e adultos, dá cursus sobre análise de cinema em geral e Cinema Alemão em particular, e também escreve artigos em publicações especializadas em cinema.
Studiyng German Cinema
Serie: Studying Films
256 pag.
Editor: Auteur (janeiro de 2010)
Idioma: Inglês
ISBN-10: 1906733007
ISBN-13: 978-1906733001
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