sexta-feira, 19 de julho de 2013
Adeus, TIM!
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Novidade tecnológica
segunda-feira, 11 de março de 2013
O consumidor, o cidadão, precisa saber
O acontecido me lembrou alguns episódios. A começar pelo desabamento de uma parte do forro, na praça de alimentação, logo depois da inauguração, instituindo a política de ocultação e negação daquele empreendimento. Na época, o fato foi atribuído à rápida construção do prédio, em menos de um ano, o que não me parece um argumento razoável, já que hoje existem técnicas construtivas muito eficientes. Em suma, tecnologias existem; resta saber se foram empregadas.
Antes mesmo de eu conhecer o local, um amigo arquiteto mencionou a rampa de acesso ao estacionamento, pela Ó de Almeida: imensa, muito inclinada e com duas pequenas curvas em "S". Disse que não sabia como as autoridades competentes autorizaram um projeto com aquelas características. Nós, interlocutores, começamos a especular sobre os motivos. Tempos depois, a cidade conheceu o escândalo da venda de Habite-se e, bem, vocês já entenderam. Temos motivos para nos preocupar.
O motivo desta postagem é simples: se o empreendedor não se preocupa com a nossa segurança; se as autoridades públicas falham em cumprir os seus deveres, resta-nos cuidar de nossas próprias vidas, o que no caso implica em conhecer as regras de segurança e ficar atentos aos sinais, a todos os sinais. O preço a pagar é que a ideia de relaxar e esquecer os problemas, na hora do entretenimento, não funciona mais. É triste, mas real.
Cada um que cuide de si e dos seus.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
O Kobo da Cultura
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| Kobo (divulgação) |
O mercado do livro no Brasil tem crescido muito nos últimos anos. Ao que parece, esse crescimento não é fruto da melhora no nível educacional da população, mas do aumento da renda média do brasileiro. Em outras palavras, o livro é tratado como bem de consumo, e não como bem cultural - daí porque os títulos mais vendidos são os de auto-ajuda ou best sellers, como a "saga" Crepúsculo, as obras do indefectível Paulo Coelho ou os manuais de marketing pessoal e profissional.
Boa parte das vendas no país ainda é dos tomos em papel. O livro digital é parte muito pequena do mercado, em parte porque as grandes livrarias brasileiras não haviam se interessado pelo produto. O livro digital ainda era mais facilmente encontrado nas bookstores estrangeiras, sendo a principal delas a Amazon.com.
Eis que o Natal de 2012 revela uma novidade que talvez melhore esse cenário: a Livraria Cultura, uma das maiores do Brasil, acaba de divulgar o lançamento de seu e-reader, nos moldes do Kindle, da Amazon. A empresa paulista utilizará o modelo Kobo (quase um bife japonês) e promete fazê-lo chegar ao consumidor nacional com 30.000 títulos disponíveis.
Resta saber se a promessa de tantos títulos se concretizará no vernáculo. Afinal, a Amazon possui milhões de livros disponíveis para quem se dispuser a pesquisar, mas desses somente uma parte ínfima é em português.
De todo modo, a iniciativa da Cultura não é nada ruim para quem, há dois anos, possuía míseras 1.000 obras em seu catálogo. A intenção é bater a maior livraria virtual do país, a Gato Sabido, que hoje possui menos de 7.000 títulos em suas estantes digitais. Oxalá venha mais.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Quanto custa morar no Pará?
Li hoje, em um desses painéis informativos de elevador, que o custo médio da construção civil no Pará alcançou o valor de R$ 813,91 no primeiro semestre.
Imediatamente me veio à cabeça uma pergunta que já fiz aqui mesmo, no Flanar, para a qual nenhuma resposta satisfatória apareceu: como as construtoras chegam ao preço de quase R$ 6.000,00 o metro quadrado, como alguns empreendimentos ostentam?
Haverá quem pondere que no preço da construção não está incluído o custo dos terrenos onde são construídos os condomínios. Não está mesmo? E os salários dos operários? E os impostos? Não creio que a formação do preço decorra tão somente dos custos do material.
Alguém pode explicar essa lógica, destrinchar esse teorema, explicar esse cálculo?
terça-feira, 19 de junho de 2012
O buraco é mais embaixo
No último dia 14, a ex-governadora Ana Júlia Carepa publicou uma irônica postagem em seu blog, acerca da inauguração de um conjunto habitacional no Município de Mocajuba, inaugurado agora, mas que teria sido feito à razão de 98% na gestão anterior. Motivo de não ter sido entregue antes? A Rede Celpa não ligara a energia.
Por fim, conta-me uma amiga que ela e o marido compraram uma sala no Urbe Office, elegante edifício comercial recentemente entregue, ali na Serzedêlo Corrêa com Rua dos Mundurucus, em Batista Campos. Há alguns dias, na reunião de instalação do condomínio, a construtora esclareceu que houve atraso na entrega por um motivo. Adivinham qual? Falta de energia. A Rede Celpa não teve, por algum tempo, como produzir a energia necessária para suprir a nova demanda.
Sintomas. Sintomas de que, a qualquer momento, poderemos estar totalmente às escuras ou viver no acende-apaga muito mais do que hoje. E sem chance de indenização pelos prejuízos, já que nossos créditos seriam quirografários. A cidade está crescendo e a todo momento surgem novos espigões, a demandar energia, assim como estabelecimentos econômicos. Como manter tudo funcionando? A solução, claro, já foi proposta e se encontra "em estudo" perante a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): aumento da tarifa para o consumidor.
Quem mais poderia bancar essa fatura?
Com o detalhe que se estará pagando mais caro por um serviço cada vez pior. Ou serviço nenhum, Deus nos livre.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Suspensão de sites de comércio eletrônico
A notícia é que o PROCON de São Paulo suspendeu por 72 horas a realização de vendas nesses sites, que pertencem ao mesmo grupo econômico, além de impor multa. O motivo são irregularidades nas entregas e defeitos nos produtos.
Tendo comprado várias vezes das Americanas e Submarino, senti na pele uma perda de qualidade dos serviços. No ano retrasado, fizemos nossas compras de natal usando as Americanas, por comodidade, o que já havia dado certo num ano anterior. Desta vez, porém, apesar de as compras terem sido feitas ainda em novembro, por segurança, a coisa desandou. A poucos dias do natal, nada de nossas mercadorias. Minha esposa, aflita, consultava o site compulsivamente e um dia tomou um susto: lá constava que a entrega fora feita, sendo informados o dia e a hora.
Como os e-mails não eram respondidos, minha esposa fez um contato telefônico. Sabe o que disseram para ela? Mandaram que confirmasse em casa se alguém não havia recebido a encomenda! Que tal? Até parece que moramos numa mansão tão grande que haveria a possibilidade de não termos visto uma caixa enorme! Indignada, Polyana subiu o tom, mas ficou claro que o caso seria encaminhado para o "setor competente", sem previsão de solução. Ou seja, um natal sem presentes, embora comprados.
O caso foi resolvido por uma via inesperada. Minha mãe conhece um rapaz que trabalha na transportadora indicada no site como responsável pela entrega. Falamos com ele, que teve a gentileza de verificar na empresa e lá a nossa caixa foi encontrada. Suspeita-se que algum funcionário marcou a entrega como feita, para se livrar de eventual cobrança, e deixou a caixa lá, para ser encontrada algum dia, como uma falha a ser perdoada. Graças a esse vizinho, nossa encomenda enfim chegou, mas a caixa estava imunda, amassada, com produtos parcialmente expostos, também eles muito sujos e com embalagens danificadas. Entregamos os presentes com pedidos de desculpas pelas condições das embalagens.
No final, resolvemos o nosso problema, mas não foi graças à Americanas.com. Se fosse pela diligência desta, estaríamos esperando até hoje.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Sucesso versus fracasso


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
DNA brasileiro
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| Cara de mau, porte robusto. Agora é carro de homem. |
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| Traseira com ares de Hyundai. Dá vontade de ter um. |
A presente postagem não se limita a simples entusiasmo de um fã de carros. Por incrível que pareça, este acontecimento sinaliza mudanças relevantes na economia mundial. Pense bem: Salão do Automóvel de Nova Délhi? Alguns anos atrás, isso seria impensável. Mas agora os países emergentes não são mais meros mercados do refugo da indústria automobilística. A indústria depende deles, já que os países ricos estão há anos numa crise que não dá sinais de arrefecimento. Consequência: os emergentes agora querem carros mais recheados de tecnologia, mais modernos e bonitos, econômicos e com preço justo.
O outro sintoma é que, pela primeira vez na história da Ford, uma empresa americana, será vendido no mundo (o tal conceito de carro global) um veículo desenvolvido pela engenharia brasileira. Yes, we can. E os brasileiros fizeram bonito, porque o resultado enche os olhos e faz o pé direito coçar.
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| Robusto, ele até impressiona. Mas sem os enfeites, lembra os carros da Lada, aquela russa que passou por aqui nos anos 1990. Ou seja... |
Quando o novo EcoSport chegar, terá condições de dar uma chega pra lá no Renault, que tem seus méritos, mas incomoda com aquele design do leste europeu — o projeto é da Dacia, subsidiária romena da Renault, responsável pelo Logan, um dos carros mais feios já vendidos no Brasil. Seu visual algo coreano é magnífico, mas precisa oferecer mais do que isso: preço, consumo de combustível e melhorias no acabamento pobrinho, que sempre comprometeu o Eco.
Seja como for, a dobradinha governo (por causa dos impostos) e empresariado (por causa da ganância) farão o EcoSport custar muito mais do que poderia. Essa é uma realidade que ainda nos constrangerá por muito tempo. Quem sabe até aprendermos a ser eleitores e consumidores conscientes.
Que tal apoiarmos a ideia de boicote a carros caros?
sábado, 12 de novembro de 2011
Belém sem Podium

segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Melhor de três
Em descontraída conversa familiar no weekend, veio à tona a temática “qual o melhor
restaurante das suas vidas?”.
Eu não fui capaz de responder apontando um só estabelecimento e descobri que valorizo mais
e recordo com mais clareza das refeições do que dos locais.
E acabei dividindo a resposta em três fragmentos, que compartilho com vocês aqui no Flanar.
No início da década de 1990, jantei no restaurante do Hotel Colombi, em Freiburg (Alemanha) em animado e heterogêneo grupo de sete pessoas e descobri que wildschwein (javali) combina com uvas brancas plantadas em terreno arenoso (Pouilly-Fumé, do Loire, por exemplo). Outra descoberta feita na mesma noite foi que um cristão deve, ao sair com amigos germânicos refinados rumo a um restaurante estrelado, levar pelo menos 300 euros na carteira. Wunderbar!

(Hotel Colombi - Freiburg)
Na final da mesma década viajei pela PCH1 (Pacific Coast Highway), hanging around entre LA e San Francisco por uma semana. Quando em Carmel-by-the-Sea, acionei um recorte da revista Playboy, guardado por mais de 15 anos, em que o articulista descrevia passo a passo o “jantar da sua vida”, ocorrido em um restaurante (cujo nome o vinho levou) em... Carmel! Colei a reportagem ao reproduzir fielmente o jantar e a minha falta de criatividade me proporcionou deslumbrantes pastéis de pato e marinados inesquecíveis, regados, é lógico, a um bom Chardonnay do vale do Napa. Apesar dos 300 dólares per capita, terrific!

Carmel-by-the-sea (CA)
No ano de 2002 fiz uma expedição fotográficapelo Rio Nhamundá por 2 semanas, e após dias e dias comendo no barco procurei um restaurante digno para almoçar em terra firme, já no município paraense de Terra Santa. Fui ao Restaurante da Magra, na praça central, e ataquei o mais rosado lombo de pirarucu jamais visto, acompanhado de feijãozinho da colônia, farinha tri-baguda e de um refrigerante estranhíssimo. A conta? 3 reais, com bebida incluída. Deixei 5 reais na mesa e vi pelo canto do olho o belíssimo sorriso de agradecimento da Magra ao recolher a nota. Pai d’égua!
(Terra Santa - imagem: Conceição Bentes)
Qual foi o melhor dos três restaurantes? Só repetindo, para tirar a dúvida.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Quanto vale uma garrafa de Coca Cola?
Se alguém paga US$ 117,000 por uma garrafa de vinho branco (vide Quanto Vale Uma Garrafa de Vinho?), quanto você pagaria por uma garrafa de Coca Cola?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Considerações sobre o preço dos carros no Brasil





No brilhante post O preço dos carros no Brasil, da lavra do flanêur Yúdice Andrade, venho aqui corroborar com suas críticas, mormente o problema de fundo que é o comodismo brasileiro.
Sobre o tema, escrevo uma pequena história que está a se desenrrolar.
Chamarei o personagem desta pequena história apenas de "meu amigo", uma vez que ele não quer qualquer publicidade do seu nome, o que, lógico, respeitarei.
Meu amigo pretende adquirir um Range Rover Evoque Zero KM.
O preço na consessionária em São Paulo do modelo top, está em torno de R$ 400 mil.
Os clientes poderão optar entre o novo propulsor turbo diesel 2.2 com 150 cv ou 190 cv. A versão com tração 4x2 combinada com um motor de 2.2 e 150 cv proporciona emissões inferiores a 135g/km* de CO2.
Já o motor a gasolina é o Si4 2.0 de 240 cv, que combina a injeção direta de combustível, turbo compressão e distribuição variável para proporcionar potência e consumo reduzido, acelerando de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos.
Tanto o Range Rover Evoque cinco portas quanto o coupê de três portas serão produzidos na fábrica da Land Rover em Halewood, no Reino Unido. O veículo foi concebido para todos os mercados e será colocado à venda em mais de 160 países em todo o mundo a partir de 2011, o que inclui o Brasil. Poderá ser encomendado a partir de março deste ano. O seu preço base na Europa será a partir de 35 mil euros (R$ 82.190, sem considerar impostos e alíquota de importação). O top, na faixa de 70 mil euros.
Meu amigo convidou-me para ir buscar o carro e será um baita passeio, considerando-se que o carro é um espetáculo e Montevideu um dos lugares mais bonitos da América Latina.
Mudanças a vista – No ano passado, conseguimos aprovar contra o poderosíssimo lobby das montadoras, a obrigatoriedade do airbag duplo de série. Até mesmo nos mais simples modelos populares.
A lei foi sansionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial, determinando que a partir de 2014 (!) todos os carros produzidos no Brasil terão de vir com o equipamento.
O valor do airbag duplo deverá cair drasticamente com essa implementação. Apenas achamos que quatro anos é muito tempo – ponto para o lobby das montadoras. Poderia ser a partir de 2012 por exemplo, e as montadoras teriam de se virar para conseguir cumprir a lei, já que elas lucram tanto no Brasil.
Outra coisa, a lei poderia ser imediata, em carros de um certo valor pra cima, como por exemplo 50.000 reais. O que você acha? Ah sim, quem deve estar contente agora são as empresas fornecedoras do equipamento, hein?
De qualquer maneira, a lei é uma coisa boa para todos os brasileiros.
Penso, ainda, que será importante que nos unamos novamente para exigir das montadoras a obrigatoriedade da inclusão como item de série os freios ABS. Item fundamental para a segurança automotiva.
Afinal, o trânsito brasileiro mata mais que qualquer guerra hoje em curso no mundo.
A combinação bebedeira e drogas ao volante ceifa vidas de jovens, adultos e inocentes envolvidos nos trágicos acidentes na cidade e nas estradas nacionais.
Estou disposto a convenser os deputados federais dos quais tenho amizade para começarmos, mesmo que tardiamente, a mobilizar essa obrigatoriedade.
E, finalmente, acredito que a presidenta Dilma Roussef, ao lado de sua equipe econômica, tem que ir direto na ferida que é a imoral carga tributária atualmente praticada em nosso país.
Esta carga tributária é um desserviço ao país, nos atrasa e penaliza barbaramente, e só serve aos agiotas banqueiros que sem nenhuma cerimônia, estampam manchetes nos cadernos econômicos de sucessivos recordes de lucros em detrimento do sofrimento de todos nós para pagar os juros mais altos do mundo.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O preço dos carros no Brasil
Estamos cansados de saber que, assim como outros produtos, carros custam muito mais no Brasil do que em outros países. E, para piorar, esse custo não se traduz necessariamente em qualidade, porque embora tenhamos superado a fase das "carroças" (para lembrar a oportuna crítica feita pelo então presidente Collor, no começo da década de 1990), os projetos aqui são defasados em relação a outros mercados, inclusive emergentes, além de chegar com menos recursos, itens de tecnologia e até mesmo de segurança e proteção ambiental.
A resposta na ponta da língua aponta a extorsiva carga tributária brasileira como vilã da história. O que é verdade. Mas esta elucidativa reportagem mostra que a questão é bem mais complexa e passa por um item que pouca gente deve considerar: o conformismo do brasileiro. Sim, é isso mesmo. Pagamos caro, dentre outras razões, porque nos submetemos a isso.
Leia e tire suas conclusões. Para aguçar sua curiosidade, veja dois exemplos da diferença de preços praticados no Brasil e no México, também um mercado emergente:
Parece que o brasileiro não leva a sério o bordão a união faz a força. Estou cada vez mais convencido de que precisamos, como cidadãos, e neste caso como consumidores, aprender a virar a mesa. Mas confesso que realmente não sei dizer como podemos começar. Daí que, humildemente, peço conselhos aos caros leitores.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Neuromarketing

Muito se fala em Neuromarketing na mídia, como se esta nova "ciência" tivesse a real capacidade de ajudar a vender os mais variados produtos, de carros a shampus.
Apesar do grande potencial, o uso prático da Neurociência como ferramenta efetiva de marketing com o intuito de desvendar os segredos da mente de eventual consumidores, me parece ainda embrionário.
O sucesso e/ou o fracasso de um produto, de um logotipo ou de qualquer tipo de lançamento no mercado depende muito da resposta do comprador, da empatia gerada pela propaganda ou da estratégia de marketing utilizada.
Como interpretar as mínimas variações na reação de um olhar diante do produto, das alterações ínfimas no ritmo cardíaco ou do registro das ondas cerebrais por eletrencafalograma?
Na verdade, a maneira como o consumidor conhece a marca influencia a localização do “arquivo” na sua memória afetiva, e o posterior valor dado ao mesmo.
Resumindo, o primeiro contato é importantíssimo para a atitude da pessoa, a curto e a longo prazos.
No Brasil, que seja do meu conhecimento, apenas a firma Millward Brown, sócia do IBOBE, utiliza o método.
A restrição que eu faço, como leigo em marketing e como profissional da área neurológica, diz respeito ao exame mais utilizado no momento, o eletrencefalograma, bastante primitivo para a finalidade.
Com o avanço e maior disponibilidade de outros exames, como a Ressonância Funcional, talvez então as nossas mentes sejam invadidas pouco a pouco.
E não restam dúvidas de que os primeiros “astronautas” que “pisarão’ no solo virgem de nossos cérebros serão os marketeiros, a serviço dos empresários.
Será uma verdadeira “Cruzada Capitalista” nos territórios da memória e do desejo.
Para a nossa sorte e glória, ainda demorará bastante.
Eu espero.
sábado, 20 de novembro de 2010
Capital da plástica
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Esse bom negócio da separação

segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Proteção ao consumidor eletrônico
Representantes de PROCON, Ministério Público, Defensoria Pública, do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor e de entidades civis com atuação na área, de todo o país, participaram de uma oficina realizada pela Escola Nacional de Defesa do Consumidor e estabeleceram parâmetros de interpretação da legislação consumerista para as relações virtuais. Nestas, o consumidor fica mais vulnerável, porque não pode manusear ou testar o produto, ficando à mercê da publicidade, de experiências anteriores ou da indicação de terceiros para tomar suas decisões. De outra banda, mesmo que o produto satisfaça o comprador, há o risco de problemas com entrega e pós-venda, notadamente assistência técnica.
O documento pode ser lido na íntegra aqui.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Preço dos combustíveis
Costumo abastecer em dois postos mais baratos e, até onde se pode botar a mão no fogo, confiáveis. Ok, por um deles não boto a mão tanto assim... Mas mesmo eles, na semana passada, surtaram e elevaram seus preços para absurdos 2,88 reais pelo litro da gasolina comum. Um deles, que mantinha uma "promoção" para pagamentos em dinheiro, vendia a 2,62. Subiu para 2,67 e explodiu para o valor acima. O outro, pertencente àquela rede normalmente mais em conta na cidade, foi de 2,55 para 2,85.
A desculpa esfarrapada, segundo ouvi dizer, teria relação com a proibição de tráfego pesado nas ruas de Belém. Ou seja, os maiores custos operacionais na distribuição dos combustíveis explicariam um reajuste da ordem de 3%, em média.
Se assim for, o que explica o fato de que, de um dia para outro, o posto que vendia a 2,85 baixou seu preço para 2,55? É isso mesmo: 2,55. 30 centavos de redução por litro, de uma hora para outra.
Nenhuma lógica. Só safadeza, mesmo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Construção civil em Belém: quem explica?
No entanto, à frente das estatísticas, não é o Pará quem aparece: Amapá e Amazonas, respectivamente, foram os Estados que mais contribuíram para o aumento dos percentuais estudados, segundo o IBGE.
O Estado do Pará, por sua vez, possui duas fábricas de cimento implantadas em seu território, ambas do grupo João Santos (Cimento Nassau): uma em Capanema e outra em Itaituba, esta de grande porte. Também há uma unidade de moagem e ensacamento de cimento da Votorantim em Barcarena, próximo a Belém. Finalmente, o grupo João Santos também já lançou as bases de uma outra unidade fabril, esta no sul do Pará, no município de Barcarena.
A tecnologia da construção civil, é bom que se diga ainda, evoluiu muitíssimo ao longo dos últimos dez anos. As obras de grandes empresas, hoje, são limpas, rápidas e mais seguras.
Também houve evidente alavancagem da indústria local pela associação com grandes empresas do sudeste brasileiro. Agre (junção das antigas construtoras paulistas Agra e Abyara), Inpar, Cyrela, invadiram o mercado paraoara após abrirem seu capital nas bolsas de valores.
Evidentemente, aliado a todos estes aspectos, o consumo elasteceu-se, abrindo a oportunidade para que mais pessoas tenham acesso à casa própria ou ao mercado de imóveis como investimento. Linhas de crédito de bancos estatais e privados facilitaram sobremaneira a nova realidade paraense, reflexo do momento econômico que o país vive.
O retrato da construção civil no Pará, portanto, deveria apontar para preços compatíveis com esta realidade. Há muita oferta, enorme concorrência, bom mercado consumidor e dinheiro farto para investimento e financiamento de aquisição. No entanto, a construção civil paraense continua vendendo seus imóveis à média de R$ 5.500,00 o metro quadrado construído. Em Belém, vendem-se apartamentos de 56 m2 (cinqüenta e seis metros quadrados) – o tamanho de uma sala de estar, em imóveis antigos – por cerca de R$ 328.000,00, isto é, mais ou menos R$ 5.800,00 o metro.
Alguém consegue explicar esta conta?






