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sábado, 9 de novembro de 2013

Vai um jazz aí?

Olá amigos.

Publiquei no meu outro blog um set de jazz que talvez os apreciadores do gênero gostem.

Grande abraço e até a próxima.

sábado, 28 de setembro de 2013

"Norte das águas": um mergulho no jazz de Hobsbawn

““O Jazz moderno não é tocado apenas por divertimento, dinheiro, ou requinte técnico: também é tocado como manifesto - seja de revolta contra o capitalismo e a cultura comercial, seja de igualdade do negro ou de qualquer outra coisa".
Eric Hobsbawn, em: “The jazz scena”, 1989.



Passado 40 anos da publicação do Saint Louis Blues (1914), o jazz tornara-se, de uma maneira ou de outra, universal. Desde então passou a ser quase uma versão de segunda mão da música americana, ainda que no cartório se discuta a paternidade - apesar de avôs africanos. A versão de sua evolução e transmutação, ao contrário de sua disseminação, permanece como um tesouro mergulhado no delta do Mississipi e nem Eric Hobsbawn, famoso historiador inglês, vestido de escafandrista conseguiu localizar.
Hobsbawn (História Social do Jazz, Ed. Paz e Terra, 1989) dedilha que o Jazz moderno inicia em 1940, após a retomada da improvisação e a ruptura definitiva do blues com o pop. O blues, doravante, foi a gota inseminada no momento da fecundação do jazz, e o tal “improviso” foi gênese dessa relação assexuada.
Após a gestação, o som afro-americano (afro-humano, afrodisíaco, diz Almino Henrique) abandona o ventre, corta o cordão, enterra as secundinas do folclore e dá os primeiros passos para sair de seu gueto: Nova Orleans. De cara mistura-se com a música clássica; depois inicia peregrinação mundo afora para se juntar a outros elementos fonográficos e tornar-se o híbrido tanto trovejado por Louis Armstrong. Após o princípio, lá pelas quebradas do French Quartier com os negros tocando em funerais, o Jazz sobe o Mississipi no rumo norte e aporta em Chicago e Nova Iorque. Daí rodopia para o mundo até encontrar os mais insipientes rincões.
No delta do Amazonas, um desses rincões nebulizados pelo Jazz, você pode se inteirar de algumas fímbrias dessa protoplasmática história musical caminhando pela orla de Macapá. “Do blues urbano e imigrante, permaneceu o background constante da evolução do jazz” -aferiu Hobsbawn. Então porque esse background, uma espécie de miolo, néctar, não haveria de estar entre nós, nutrindo marabaixo, carimbó, batuque, boi-bumbá e outros elementos fonográficos da Amazônia dando perpetuação ao ideal de Chat Baker, Miles Davis e Duke Ellington?
A idéia do imutável som quintessencial de negros urbanos espalhou-se pela floresta feito alvorada de Uirapurus. Tão logo as ondas da maré alta do rio Amazonas se chocam contra os muros de contenção da cidade musical surgem blue notes que viajam entre nossos ouvidos, até inundar as circunvoluções cerebrais de serotonina e causar uma enxurrada de êxtase.
Finéias (teclados) e seus menestréis
Se numa quinta-feira qualquer você quiser apalpar um pedaço dessa história a céu aberto, - contando estrelas, ao lado de um vento brejeiro e sem chuva-, pegue a orla de Macapá e caminhe até o Araxá. Achegue ao “Norte das águas”, puxe a cadeira, sente-se e sinta-se na esquina da rue Bourbon com St. Peter street. Peça uma cerveja e um tira-gosto pro Adriano e aguarde a chegada de uma espécie de “Original Dixieland Jass Band”, nos mesmos moldes da Nova Orleans pós-Katrina, com Finéias e seus menestréis. Depois dê o formato de concha à sua mão e a encoste-as nas cartilagens da orelha. É só deleite, ou melhor: total ruptura com o capitalismo da cultura comercial.
O “Norte das Águas”, por assim dizer, comporta-se como um verdadeiro Tin Pan Alley ao receber de abraços aberto quem deseja voar na liberdade da expressão musical, ou, no improviso e na espontaneidade de se tocar um instrumento.
Os idealizadores desse projeto são tão amarrados por esse revival, que anualmente realizam um festival neste mesmo cantinho, com diversos convidados nacionais, para manter viva essa história que os remete ao Mississipi. É claro que não se precisa de nenhum palco armado, pois a natureza foi bondosa com a cidade e deixou esse “mar” aberto e repleto de verde (I see trees of green [...] What a wonderful world), dando à paisagem bucólica um ar de originalidade.
Mesmo de canoa, a ideia bem que poderia ir rio acima, nos mesmos moldes do Mississipi e borrifar jazz em toda a região. Mas aí é outra história... Já sem Hobsbawn para escrever. 

sábado, 6 de julho de 2013

Desencontro de dois gêneros. Ou a ordem não altera os fatores





















Sentença matemática prova que a ordem dos fatores, desta feita Blues & Jazz, não altera a ordem.

— Quer saber? Dane-se...!!  Se você não entendeu pôrra nenhuma disso...! Tanto melhor. O quê importa é a boa música.

Set List


1.       Natalie Cole - "Unforgettable"
2.       John Mclaughlin (Solo) - "Goodbye Pork Pie Hat"
3.       Art Blakey & The Jazz Messengers - "Moanin'"
4.       Julie London - "'Round Midnight"
5.       Diane Schuur & B.B.King - "You Don't Know Me" 03:48
6.       George Benson - "This Masquerade"
7.       Nat King Cole - "Autumn Leves"
8.       Billy Joel - "Baby Grand (feat. Ray Charles)"
9.       Nicki Parrott - "Besame Mucho"
10.   Billie Holiday - "I'm a Fool to Want You"
11.   Dinah Washington - "Mad About the Boy"
12.   Gary Moore - "Picture of the Moon"
13.   Natalie Cole - "Cry Me a River"
14.   Ella Fitzgerald - "Summertime"
15.   Sarah Vaughan - "The Man I Love"
16.   Joe Cocker - "Unchain My Heart (90's version)"
17.   Best Saxophone Tribute Orchestra - "Love Making Love"
18.   Nat King Cole - "Smile"
19.   Ray Charles - "If I Could"
20.   Etta James - "How Deep Is the Ocean"
21.   B.B. King & Eric Clapton - "The Thrill Is Gone (featuring...
22.   Ray Charles - "Sorry Seems To Be The Hardest Word (fe...
23.   Red Garland - "Hey Now"
24.   John Coltrane - "Body and Soul [Alternate Take]"
25.   Best Saxophone Tribute Orchestra - "Afternoon Breeze"

O encontro de dois gêneros





















Boa noite aos amantes da boa música.

De volta ao espaço para defender uma tese controversa. Trata-se de uma convicção que tenho sobre a natureza que separou — apesar da origem —, dois gêneros consagrados e por isso mesmo, muito populares da música.

Um dia, indaguei-me e comecei uma busca solitária. Tempos depois, anos depois, formulei solitariamente uma explicação que pudesse aplacar essa busca. Creio que o Jazz e o Blues, aqui definidos como organismos gêmeos bivitelinos; separados mas ao mesmo tempo juntos, para seguir o desígnio do sucesso, garantindo, desta forma, a trilha da imortalidade em nossos corações e mentes, não passam de irmãos gêmeos!!!!!

— Exemplos? Ok.

Ouçam com atenção "Prelude to a Kiss - with Ben Webster & Stuff Smith", em fenomenal interpretação jazzy da imortal Ella Fitzgerald. A diva empreende um sofisticado conjunto de técnicas vocais de vibrato e falsete, embora jamais permitir afetar a dicção fluídica do idioma (no conjunto de construção das frases).

— Ouviram?

Pois então, agora ouçam como o "mostro sagrado" Joe Cocker, hipnotiza-nos da mesma forma, cantando como um autêntico 'blue man' a maravilhosa canção "Hard Knocks". Notável a semelhança da técnica vocal, não é mesmo?

— E como rotular o espetacular estilo do maioral Ray Charles? Alguém se arrisca?!

Divirtam-se, portanto, com esse set, uma vez que o território está aberto, de modo que os inestimáveis leitores do blog possam brincar escalando os casais "bivitelinos".

— Ah! Estou disponível, se convidado for, para apadrinhar essas descobertas nas eventuais sementes geradas como frutos de encontros de celebração da vida, inspirados pela boa música. Rssssss!!!!!

Até a próxima.

Set List

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Jazz in The Air





















Isso é Jazz!

Set List







































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Atualizando às 20h50.

O DJ VAMP retorna aos trabalhos flanantes.

Para baixar o arquivo para a máquina. Clique na seta "share" do player, e opte para a opção download.

— Enjoy!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Alô, alô interior!




 Alô, alô interior! Alô, alô interior! Atenção, Dona Cleinha! Atenção, Dona Cleinha! Seu filho Durval manda avisar que a esposa Jandirá acabou de parir. É seu primeiro neto e se chama Antonio - Tonico para os mais íntimos...

A mensagem saiu de uma rádio difusora, a primeira forma de se comunicar pelo interior, principalmente da Amazônia. Essa espécie de pombo-correio eletrônico-sonoro era o meio de se matar saudade, anunciar notas fúnebres, felicitações de aniversário, além de outros enunciados do cotidiano da floresta. São mensagens por vezes íntimas e pessoais, que em boa parte, só se tornam públicas pela necessidade da informação. 
Agora me vem esse moço, Ney Conceição, fazer-nos lembrar desses tempos idos de vida interiorana, ao lançar o quarto trabalho de música instrumental, intitulado “Alô, alô interior!”. O título nos remete a esse alumbramento, essa coisa nostálgica. O trabalho é fruto de pesquisa da musicalidade interiorana, daí o título. Percebe-se tal elemento na zabumba, triângulo e sanfona, entre tantos elementos acústicos. Do frevo ao carimbó, a sonoridade desse artista embala o resultado de sua pesquisa: magnífica. As pitadas de jazz enobrecem o disco

Se hoje Ney Conceição é considerado um dos maiores contra-baixistas do país, o produto do experimentalismo só podia ter lançamento no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém, sua casa. Acompanhado de músicos locais e nacionais, esse paraense da gema do açaí, por ora assentado no sudeste do País, deixa claro que o título remete a uma forma de se comunicar, de enviar notícias de um mundo geograficamente maior para outro mais distante, através da arte. Nada melhor do que a música, uma metáfora das ondas tropicais dos rádios, para esse trabalho de autopsia da história das difusoras.

O show de lançamento (13/01/2013), em si, foi eletrizante, estonteante. Atingiu a maior amplitude de onda quando tocou a música-título em homenagem ao interiorano Dominguinhos, entubado numa CTI, sob risco de sucumbir. Foi uma espécie de oração ao ritmo do nordeste. Além de Arimatéia, um trumpetista participativo de realengo que tufava a jugular com seus sopros metálicos, havia ainda o baterista Cristiano Galvão e o percussionista Dadadá. As Participações do trio Manari e Sebastião Tapajós fez-nos mostrar quão possível é a integração entre os povos, basta ler a partitura da vida. Mas o maior destaque, afora o Ney, foi o carioca Luiz Otávio, de 23 anos, tecladista. Converteu-se em Stevie Wonder e reluziu. Reluziu no sentido jazzístico, ainda que suas turvas retinas lhe escondam a luz.

A platéia estava extasiada. Eram músicos, artistas de outras áreas, professores ligados à arte, e eu, acompanhado de meu filho, um irrequieto contrabaixista e admirador do Ney. Olivar Barreto contorcia seu pomo; Almirzinho Gabriel se maravilhava; Nego Nelson pedia bis. Marcos Puff, o destemido Ariel e uma turma de saxofonistas invadiram o palco, no final, para regozijar Ney. Uma festa interiorana, dessas com direito a bingo. João Pedro, o filho, dedilhava às escondidas um contrabaixo que eu fingia ver. E eu? Só batia palmas. Era o que me restava. É a única coisa que sei fazer.

... Alô, alô interior! Alô, alô interior! Atenção Dona Cleinha! Atenção Dona Cleinha! Ele manda dizer também: assim que findar o resguardo, e tão logo as chuvas minguarem, ele pega um popopô no rumo da boca e vara por aí. Prepare um caldo de Gurijuba que é pra dar sustância pro Bacuri e também pra ele já ter nas ideias a vida de pescador.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Música como terapia

A americana Melody Gardot, aos 19 anos de idade, tocava piano em bares de New York, um tanto amadora, um tanto indecisa sobre a vida profissional. O ano era 2003 e num belo dia de verão, Melody andava de bicicleta pela mega mtrópole e foi atropelada por uma Cherokee. Sofreu graves lesões, entre elas um traumatismo craniano que a fez perder a memória. Como terapia, trocou o piano pelo violão, e se dedicou tanto à música, que  lançou um EP, depois um álbum completo (My Ond and Only Thrill), que acabou sendo indicada ao Grammy. Entre o jazz e o pop, Melody chega ao terceiro álbum, chamado The Absence. O produtor é o brasileiro Heitor Pereira, ex-guitarrista do Simply Red, Sting e Caetano Veloso.  Mira é a canção de lançamento, que ganhou as cores do Brasil, nesse vídeo gravado na Rocinha, Rio de Janeiro. Os óculos escuros e a bengala de Melody não são acessórios de estilo, mas necessidade especial de quem sobreviveu a uma tragédia e usa a música para seguir adiante.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tributo à melhor cantora destes dias: Amy Winehouse Special by DJ VAMP




Eu gostei, e muito, das inúmeras participações de um dos comentaristas do blog, que vem a ser amigo e colega de profissão de alguns dos membros deste blog. Antes que a falta de tempo me pegue no contrapé. Aproveito uma janelinha do tempo para ofertar esse post a esse comentarista –e, nada mais tenho a declarar.
Pavulagens à parte! Vamos ao special em si.

O tal special está dividido em dois volumes, cujo o 1º Volume vai publicado agora.

Priorizei algumas sobras de stúdio que penso interessantes. Da mesma forma que selecionei com muita calma verdadeiras "jóias" de performances ao vivo, em que o critério determinante foi a qualidade sonora.

Amy Winehouse é um daqueles raros fenômenos do mundo das artes que, vez por outra, literalmente nos "pegam" de surpesa. No contrapé, por que não!?

Trouxe consigo, logo após seu meteórico aparecimento, alegria, talento, surpresa e "alguma" surpresa. Afinal, nestes dias em que vivemos, não seria muito provável uma novata aparecer do "nada" e arrebatar-nos com tamanha dose de talento, embalado numa espiral surpreendente, sinônimo de estilo e personalidade que só os grandes e consagrados artistas sustentam no mainstream.

Fiquem com tudo isso e ouçam essa beleza que pouco ficou entre nós.


Set List




quinta-feira, 15 de março de 2012

Dinossauro do Jazz?



Albert Mangelsdorff, Jaco Pastorius e Alphonse Mouzon

Live at "Berliner Jazztage" - 1976

Albert Mangelsdorff é uma referência imprencindível para o desenvolvimento do trombone jazzístico e na chamada "Música Improvisada", pois desenvolveu uma indentidade única com o instrumento colocando a disposição do público amostragens técnicas como a multifonia, onde ele extrai duas ou mais notas diferentes num único momento de sopro, algo que é realmente incrível.

Albert Mangelsdorff falecido em 2005, está sendo relançado numa série (Mangelsdorff Originals) composta por 15 álbuns, onde é possível ouvir interessantes interações como no "Trilogue - Live!", onde o trombonista divide o palco com contrabaixista Jaco Pastorius e o baterista Alphonse Mouzon, além de outros discos importantes como o venerado "Now Jazz Ramwong-In Asia" (com o Albert Malgelsdorff Quintet), e outros como "Tension!" – Albert Mangelsdorff And His Friends e Die Opa Hirchleitner Story; todos álbuns do mais interessante jazz europeu.

Lembrando que Mangelsdorff foi um músico que já teve parcerias e colaborações com figuras seminais do Velho Continente como Peter Broztmann, Alexander von Schlippenbach, entre uma infinidade – verdadeira "constelação" de musicistas da mais alta qualificação e espírito desassombrado quando o assunto é tocar um instrumento. Tocar com a alma...! Sem limites. Executar o Jazz, livre de amarras, cacoetes esquemáticos ou fórmulas pré estabelecidas.

Ouça nessa pequena amostra do show, que publicarei o aúdio mixado, em outro post aqui, os três ícones reunidos em performance arrasadora; executando o mais instigante estilo que o Jazz figura como inspiração, em minha modesta opinião.

Neste fragmento do set, o trio assombra ao executar Free Jazz da mais alta qualidade em antalógico show em 1976, na Alemanha.

– Senhoras e Senhores. Com vocês!

Albert Mangelsdorff (trombone), Jaco Pastorius (contrabaixo) e Alphonse Mouzon (bateria).

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– O DVD é raríssimo. Está fora de catálogo há anos, mas...Hehhehehe! É este aqui ó!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Time after time




Chet Baker

Time after time
I tell myself that I'm
so lucky to be loving you
so lucky to be
the one you run to see
in the evening when the day is through
I only know what I know
the passing years will show
you've kept my love so young, so new
And time after time
You'll hear me say that I'm
so lucky to be loving you.
[horn solo]
I only know what I know
the passing years will show
you've kept my love so young, so new
And time after time
You'll hear me say that I'm
so lucky to be loving you.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Let's Do It" - Façamos (Vamos Amar)

Originalmente composta por nada menos que Cole Porter em 1928, o clássico "Let's Do It (Let's Fall in Love)", - abaixo interpretado por Ella Fitzgerald no "Cole Porter Songbook" (1956),  - em minha opinião foi o ponto alto da trilha sonora do ótimo "Meia noite em Paris", de Woody Allen.


Ainda em cartaz, o filme simplesmente não pode deixar de ser visto pelos leitores. Além de locações lindíssimas na sempre fabulosa cidade-luz, conta também com uma participação especialíssima da lindíssima primeira dama da frança, Carla Bruni.

Mas o objetivo do post, não é focar o mais novo sucesso de Woody Allen. O real objetivo é compartilhar com os leitores a delícia deste clássico do jazz. Vejam abaixo a letra original composta por Porter.



And that's why birds do it, bees do it
Even educated fleas do it
Let's do it, let's fall in love 

In Spain, the best upper sets do it
Lithuanians and Letts do it
Let's do it, let's fall in love

The Dutch in old Amsterdam do it
Not to mention the Fins
Folks in Siam do it -  think of Siamese twins

Some Argentines, without means, do it
People say in Boston even beans do it
Let's do it, let's fall in love

Romantic sponges, they say, do it
Oysters down in Oyster Bay do it
Let's do it, let's fall in love

Cold Cape Cod clams, 'gainst their wish, do it
Even lazy jellyfish, do it
Let's do it, let's fall in love

Electric eels I might add do it
Though it shocks 'em I know
Why ask if shad do it - Waiter bring me shad roe

In shallow shores English soles do it
Goldfish in the privacy of bowls do it
Let's do it, let's fall in love

The draggonflies in the reeds do it
Sentimental centipedes do it
let's do it it, let's fall in love

mos-qui-to's heaven forbids, do it
soon as every katydid do it
let's do it, lets' fall in love

The most refined lady bu-u-ugs do it
When a gentleman calls
Moths in your rugs do it
What's the use of moth balls 

locusts in trees do it
bees do it
even over-educated fleas do it
let's do it, let's fall in love!

let's do it le-e-et's fall in love
let's do it, let's fall in love!

Mas os brasileiros (ao menos os de melhor idade) não devem considerar esta música uma novidade. Em 2002, no disco Duetos, Chico Buarque e Elza Soares fizeram uma ótima interpretação de uma adaptação para o português feita por Carlos Rennó.



Agora vejam a letra em português.


Os cidadãos no Japão fazem
Lá na China um bilhão fazem
Façamos, vamos amar
Os espanhóis, os lapões fazem
Lituanos e letões fazem
Façamos, vamos amar
Os alemães em Berlim fazem
E também lá em Bonn
Em Bombaim fazem
Os hindus acham bom
Nisseis, níqueis e sansseis fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar
Os rouxinóis nos saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar
Uirapurus no Pará fazem
Tico-ticos no fubá fazem
Façamos, vamos amar
Chinfrins, galinhas afim fazem
E jamais dizem não
Corujas sim fazem, sábias como elas são
Muitos perus todos nus fazem
Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos, vamos amar
Dourados no Solimões fazem
Camarões em Camarões fazem
Façamos, vamos amar
Piranhas só por fazer fazem
Namorados por prazer fazem
Façamos, vamos amar
Peixes elétricos bem fazem
Entre beijos e choques
Cações também fazem
Sem falar nos hadoques
Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus no mar em
Portugal fazem
Façamos, vamos amar
Libélulas em bambus fazem
Centopéias sem tabus fazem
Façamos, vamos amar
Os louva-deuses com fé fazem
Dizem que bichos de pé fazem
Façamos, vamos amar
As taturanas também fazem
com um ardor incomum
Grilos meu bem fazem
E sem grilo nenhum
Com seus ferrões os zangões fazem
Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos, vamos amar
Tamanduás e tatus fazem
Corajosos cangurus fazem
Façamos, vamos amar
(Vem com a mãe)
Coelhos só e tão só fazem
Macaquinhos no cipó fazem
Façamos, vamos amar
Gatinhas com seus gatões fazem
Tantos gritos de ais
Os garanhões fazem
Esses fazem demais
Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel fazem
Façamos, vamos amar
Façamos, vamos amar


Não é uma beleza?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Magos Herrera canta a "idade dourada" do cinema mexicano


Para celebrar o bicentenário de seu país, a cantora de jazz mexicana Magos Herrera teve uma ideia fantástica: gravar apenas musicas de compositores de sucesso dos anos 30 e 40, a chamada "idade de ouro" do cinema mexicano.

Este epoca dourada da canção mexicana teve luminares como Agustin Lara e Alvaro Carrillo, quase que esquecidos nestes dias de "reality TV" e social media. Em entrevista ao serviço de radio publico "The World", Magos explica seu fascinio com a musica e o cinema desta epoca. A entrevista também dá uma otima oportunidade de conferir a voz fantastica desta jazzista de primeira.

sábado, 30 de abril de 2011

Os pássaros do hard rock





A TL ontem no Twitter estava insuportavelmente careta, e fui rever Blow Up, de Michelangelo Antonioni. Claro que nunca tinha me esquecido da cena em que uma trupe de malucos que rodam horrorizando as ruas de Londres num Jipe Land Rover.
Aliás, no final do filme, eles invadem uma quadra de tênis e um casal de alucinados joga um set sem bolas ou raquetes. Michelangelo Antonioni era um gênio fantástico!

A cena de Jeff Beck destruindo a guitarra após um ataque de nervos por problemas no amplificador de sua guitarra é hilária. Veja o fragmento aqui.

Ai em cima, vocês podem curtir a música do filme, na íntegra.

Ah! A trilha sonora é um espetáculo e é conduzida, exceto pela faixa dos The Yardbirds, por Herbie Hancock, que depois se tornaria um dos mostros sagrados, ao lado de Mile Davis e Weather Report, Hermeto Pascoal & Cia, na criação de um novo verbete na enciclopédia da música mundial: o Free Jazz, no qual o Weather Report é a mais bem sucedida banda nesse gênero e eu a adoro de maneira fundamentalista.

P.S.: Estou devendo um especial caprichado com o WR. Tenho absolutamente tudo deles e do Jacko Pastorius, o moleque que revolucionou a forma de se tocar contrabaixo elétrico.
– Já estou nas pick-ups produzindo.


Cooming soon Deep Purple Vol.3.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

I Love Being Here With You


Diana Krall

I love the East, I love the West 
North and South, they're both the best 
But I only want go there as a guest 
Cause I love being here with you 

I love the sea, I love the shore 
I love the rocks and what is more 
You and they never be a bore 
Cause I love being here with you 

Singing in the shower 
Laughing by the hour 
Life is such a breezy game 
I love all kinds of weather 
As long as we're together 
Oh I love to hear you say my name 

I love good wine, fine cuisine 
Candle light I love the scene 
Cause baby if you know just what I mean 
I love being here with you 

I love Ella singing, Basie's band is swinging 
Cause that's something else you know 
They know how to play it, they know how to say it 
They just wind it up and let it go 

I love a thrill a paris show
I love the kiss you on your nose
just let me say before i close 
I love being her with you 

Cary Grant through 
Two time beggars but his charm just takes me away 
But don't get me wrong how do you say 
I love being here with you 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Mais jazz para Belém


O baixista paraense Mini Paulo dá seguimento ao Baiacool Jazz Festival em Salinópolis, com planos para novo evento de jazz para Belém. É o que informa o Holofote Virtual da jornalista Luciana Medeiros. Clique no link e conheça a programação do festival.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Cena do Jazz na Lente de H. Leonard


Em Santa Fé, California, está localizado a Andrew Smith Gallery, especializada em fotografias raras. A que ilustra esse post pertence a coleção do notável fotógrafo da jazz scene, Herman Leonard. Vale a pena uma visita virtual ao local para apreciar a obra de alguns mestres importantes da fotografia.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Adeus Lena Horne

Morreu ontem aos 92 anos em NYC, a cantora e atriz Lena Horne. Por sua atitude como ativista contra a segregação racial nos EUA, fez parte de algumas blacklists naquele país, perdendo assim importantes contratos com os estúdios de Hollywood.
Conheço algumas interpretações de Lena, entre as quais algumas antológicas como Love me or Leave me e The Lady is a Tramp.
Mais uma, a exemplo de Blossom Dearie (fev, 2009), que deixa saudades aos amantes destas incríveis jazz singers.
Encontrei no You Tube, pouquíssimos vídeos com qualidade mostrando a cantora. Mas este aqui, com Stormy Weather, está interessante. Muito embora não seja uma de suas melhores interpretações.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fôlego de garoto

A Bélgica e o mundo inteiro celebram hoje os 88 anos de idade de uma lenda viva: Jean Toots Thielemans. Nascido em Bruxelas, em 29 de abril de 1922, Toots continua em plena atividade. Ele é um dos maiores nomes vivos do jazz na Europa e no mundo. Toots toca desde os 3 anos de idade. Começou pelo acordeon, depois passou para a guitarra e a harmônica, o instrumento que o tornou famoso. Em 1949, estreou profissionalmente ao lado de ninguém menos que Charlie Parker e Miles Davis. Em 1962, tornou-se mundialmente conhecido quando lançou o disco Bluesette, que misturava guitarra e assovio. Na lista de seus companheiros de shows e gravações antológicas estão Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Elis Regina, Astrid Gilberto, Quincy Jones, entre outros. No cinema, tocou em trilhas de filmes como Midnight Cowboy e Bagdad Café.

Em outubro do ano passado, tivemos o privilégio de assistir uma pequena participação especial de Toots num show do Night of the Proms- um espetáculo que reúne diversos artistas em turnê entre a Bélgica, Holanda e Alemanha. Foi emocionante ouvir e ver que ele continua com o fôlego de um garoto. Claro, no final, foi aplaudido de pé por uma multidão que lotava o Sportpaleis de Antuérpia. A Bélgica não cansa de celebrar seu filho talentoso. O jazzman é nome de rua em Bruxelas desde outubro do ano passado. A Toots Thielemansstraat fica no bairro de Vorst, onde ele nasceu há exatos 88 anos. O músico também é o nome e o tema do bar e restaurante do Crowne Plaza Hotel de Antuérpia, onde as paredes têm fotos dele com diversos grandes nomes .

Leve Toots!!! Vive Toots!!! Viva Toots!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Instead


Madeleine Peyroux em uma excelente apresentação.

Instead of feelin’ bad, be glad you’ve got somewhere to go
Instead of feelin’ sad, be happy you’re not all alone
Instead of feelin’ low, get high on everything that you love
Instead of wastin’ time, feel good ’bout what you’re dreamin’ of.

Instead of tryin’ to win something you never understood
Just play the game you know, eventually you’ll love her good
It’s silly to pretend that you have something you don’t own
Just let her be your woman and you’ll be her man…

Instead of feelin’ broke, buck up and get yourself in the black
Instead of losin’ hope, touch up the things that feel out of whack
Instead of bein’ old, be young because you know you are
Instead of feelin’ cold, let sunshine into your heart.

Instead of acting crazy chasin’ things that make you mad
Keep your heart ahead, it’ll lead you back to what you have
With every step you’re closer to the place you need to be
It’s up to you to let her love you sweetly…

Instead of feelin’ bad be glad you’ve got someone to love
Instead of feelin’ sad, be happy there’s a god above
Instead of feelin’ low, remember you’re never on your own
Instead of feelin sad, be happy that she’s there at home
She’s waitin’ for you by the phone
So be glad that she is all your own!

Get happy
She’s waitin’ for you by the telephone.
So get back home