Imagem: Scylla Lage Neto
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Museu subaquático
O projeto Evolução Silenciosa, criado em 2009 pelo artista Jason de Caires Taylor, transformou-se silenciosamente no maior museu subaquático do mundo.
Localizado próximo à Isla Mujeres, em Cancun (México), o espaço submerso conta atualmente com 413 esculturas feitas em concreto de pH marinho neutro, as quais se transformam progressivamente em recifes artificiais para incontáveis espécies.
O fato de estar apenas a nove metros de profundidade permite que o museu seja visitado por mergulhadores, praticantes de snorkel e por turistas em barcos com fundo de vidro.
Flâneurs, que tal um meeting pr'aquelas bandas?
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Esperando Godot, ops, Bono em Dublin
Na frente de uma das lojas, o aglomerado era grande para ver um desfile de talentos, cantando sem nenhum amplificador. Eram somente voz e violões.
Do lado de nós, um rapaz dublinense nos contou que a iniciativa do "concerto" de rua é do compositor Glen Hansard. O artista começou a carreira na Grafton Street e ganhou o Oscar de Melhor Canção, em 2007 com Falling Slowly, tema do file Once, onde atua como o personagem principal, um músico de rua. "Ele chama todos os músicos de Dublin e a gente nunca sabe quem pode aparecer, normalmente Bono vem", conta nosso vizinho.
Glen Hansard e Lisa Hannigan - uma descoberta e a surpresa de ver a nova musa indie de Dublin. (Foto: Edvan F. Coutinho)
Bem, à espera de Bono, a gente descobre Hansard (ou redescobre: depois soube que ele era o guitarrista do grupo de soul music no fantástico filme de Alan Parker, The Commitments, em 1991). E ao lado de Hansard, quem sobe o banquinho é ninguém menos que Lisa Hannigan, a mais nova voz dublinense que invadiu as paradas indies na Europa, no verão passado. Eles cantaram a linda Falling Slowly. Depois, quem aparece e solta a voz é Sinéad O'Connor. A mais rebelde e atormentada cantora pop da Irlanda, mandou ver com Nothing Compares to U
Sinéad O'Connor solta a voz em plena Grafton Street em Dublin. (foto: Edvan F Coutinho)
Aliás, este e outros sites dizem que Bono e os cantores se apresentaram numa ação beneficente, o que não acreditamos. Em nennhum momento passaram o chapéu pedindo algo. Prefiro acreditar na palavra do rapaz dublinense ao nosso lado. "Eles querem é mesmo valorizar quem canta na Grafton Street, e nas outras ruas de Dublin".
sábado, 10 de novembro de 2012
No céu de Violeta
Em março de 2006, fizemos uma viagem ao Chile. Entre os maiores
acasos da minha de vida de viajante, chegamos a Santiago no dia da posse
de Michelle Bachelet. Foi umas das mais emocionantes festas cívicas que
asssiti. Afinal, a posse de Bachelet foi um marco: era a primeira
mulher presidente do Chile, ex-exilada, filha de um militar assassinado
pelo regime de Pinochet, e ainda, a primeira presidente de esquerda,
desde o fim da mais sanguinária ditadura das Américas. Foram dois dias
de celebração, ali, no mítico palácio de La Moneda, onde Salvador
Allende se matou em meio ao bombardeio das tropas golpistas em setembro
de 1973. Assistimos o discurso da nova presidente e um mega-show com
artistas de toda a América Latina (pelo Brasil, Gilberto Gil, ainda
ministro, cantou Soy Loco por ti, América).
Mas, passados alguns dias, tentei percorrer lugares marcantes da minha paixão pelo Chile. Um deles era a calle Carmen n° 340. Esse endereço abrigou La peña de los Parra, no começo dos anos 60, e foi onde nasceu o movimento chamado La Nueva Canción, tendo como figura da proa Violeta Parra (1917-1967), compositora, cantora, pesquisadora, artista plástica, ceramista. Pois, o casarão ainda estava lá, com a indicação de ser a residência e consultório de um médico. Nenhuma referência à peña.
Um dia depois, fomos procurar a Fundación Violeta Parra, num prédio municipal. Depois de perguntar a várias pessoas, que nada sabiam, chegamos a um funcionário que pôde nos informar: todo o acervo da fundação estava sob cuidados do Centro Cultural Palacio de La Moneda. "Eles devem fazer uma grande exposição sobre Violeta Parra, ano que vem, pelos 40 anos de morte da artista".
Mas esses dois contra-tempos não foram o que mais me frustou na minha tentativa de fazer um percurso artistico-sentimental por Santiago. O pior foi entrar numa loja de CDs e perguntar por discos de Violeta. A vendedora, de uns 30 e poucos anos, nos olhou e disse: "De quién? Violeta Parra? No conozco." Saí, com um nó na garganta e disse à minha mulher: Madame Bachelet tem ainda muita coisa para resolver, e uma delas é evitar que enterrem Violeta!!!
Bem, soube depois que, em 2007, o La Moneda fez mesmo a grande exposição sobre a artista. E agora, para minha alegria, chegou às telas da Europa Violeta se fue a los cielos, o novo filme de Andrés Wood (que fez o excelente Machuca, em 2004). O filme conta a história da mãe de todas as canções de protesto. E como diz um dos cartazes, muito antes de Bob Dylan e Joan Baez, Violeta foi a voz dos oprimidos.
Violeta se fue a los cielos, ganhou o prêmio do juri do Sundance Festival deste ano. É uma livre adaptação da biografia de Violeta escrita pelo filho dela, Angél Parra. A crítica daqui se derrete para a atuação de Francisca Gavilán que é o rosto e a voz da cantora chilena.
Espero ver em breve e poder desfrutar do céu de Violeta.
Mas, passados alguns dias, tentei percorrer lugares marcantes da minha paixão pelo Chile. Um deles era a calle Carmen n° 340. Esse endereço abrigou La peña de los Parra, no começo dos anos 60, e foi onde nasceu o movimento chamado La Nueva Canción, tendo como figura da proa Violeta Parra (1917-1967), compositora, cantora, pesquisadora, artista plástica, ceramista. Pois, o casarão ainda estava lá, com a indicação de ser a residência e consultório de um médico. Nenhuma referência à peña.
Um dia depois, fomos procurar a Fundación Violeta Parra, num prédio municipal. Depois de perguntar a várias pessoas, que nada sabiam, chegamos a um funcionário que pôde nos informar: todo o acervo da fundação estava sob cuidados do Centro Cultural Palacio de La Moneda. "Eles devem fazer uma grande exposição sobre Violeta Parra, ano que vem, pelos 40 anos de morte da artista".
Mas esses dois contra-tempos não foram o que mais me frustou na minha tentativa de fazer um percurso artistico-sentimental por Santiago. O pior foi entrar numa loja de CDs e perguntar por discos de Violeta. A vendedora, de uns 30 e poucos anos, nos olhou e disse: "De quién? Violeta Parra? No conozco." Saí, com um nó na garganta e disse à minha mulher: Madame Bachelet tem ainda muita coisa para resolver, e uma delas é evitar que enterrem Violeta!!!
Bem, soube depois que, em 2007, o La Moneda fez mesmo a grande exposição sobre a artista. E agora, para minha alegria, chegou às telas da Europa Violeta se fue a los cielos, o novo filme de Andrés Wood (que fez o excelente Machuca, em 2004). O filme conta a história da mãe de todas as canções de protesto. E como diz um dos cartazes, muito antes de Bob Dylan e Joan Baez, Violeta foi a voz dos oprimidos.
Violeta se fue a los cielos, ganhou o prêmio do juri do Sundance Festival deste ano. É uma livre adaptação da biografia de Violeta escrita pelo filho dela, Angél Parra. A crítica daqui se derrete para a atuação de Francisca Gavilán que é o rosto e a voz da cantora chilena.
Espero ver em breve e poder desfrutar do céu de Violeta.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Fusca no Salão
| Oficialmente, no Brasil, o carro chamar-se-á Fusca. |
| A versão conversível também deverá ser importada. |
| O farol é belíssimo! |
| Mas terá o mesmo DNA? |
Flanando no Salão do Automóvel
Imagens: Scylla Lage Neto
| A edição de número 27 certamente será a de maior público |
| Embrião da General Motors |
| Ei, moça, tire a mão pr'eu fotografar a Ferrari, por favor!!! |
| Meu favorito: Mercedes Benz CLC (disponível no Brasil no segundo semestre de 2013) |
| Porsche = sonho |
| Onde estarão o Homem-morcego e o Menino-prodígio? |
| Meu amigo Cirinho treina para o campeonato de rally numa Mercedes GL |
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Paris - Belém
Final dos anos 80, Belém estava na rota da Air France, num voo que vinha de Paris via Caiena. O cartaz acima fazia parte da estratégia de promoção da rota nas agências de viagens na França - sob a chancela da Paratur, nos tempos do governo Hélio "Papudinho" Gueiros. Esse cartaz é da coleção de de meu amigo Maurice Matchoro - francês apaixonado há mais de 30 anos pelo Brasil e especialmente por Belém.
Na busca por informações sobre esses tempos, na internet, topei com a notícia de que a Trip - do grupo Azul- solicitou Anac a autorização para incluir o seu primeiro destino internacional. Segundo o site da Melhores Destinos, "a companhia deseja iniciar em março de 2013 voos para Caiena, capital da Guiana Francesa. Se aprovada, a rota será operada a partir do Aeroporto de Belém. Segundo a Anac, os voos serão operados cinco vezes por semana, às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos em turboélices ATR-72 com capacidade para 68 passageiros. As partidas do Pará devem ocorrer às 14h30 e da Guiana Francesa às 18h30. O tempo médio de voo entre as cidades é de 2h20. Se não houver restrições por parte da agência nacional, a data prevista de início é 18 de março do próximo ano."
Pode ser que apareça, então, uma concorrência à Air Caraïbes, que faz o voo Belém-Caiena, duas vezes por semana, se não me engano.
domingo, 5 de agosto de 2012
Asfalto, nem pensar: litoral leste do ceará
Balsa da Barra Nova
Praia das Fontes
Ariós
Restaurante do Raimundinho da Ilha do Pinto
Canoa Quebrada
Algas e falésias
Ponta Grossa
Running free
Pára-brisas
Sumário
Chegada: Fortaleza (sacada do bróder Paulete)
Logística:
sábado, 4 de agosto de 2012
Férias off-road: litoral oeste do Ceará (parte 2)
Férias off-road: litoral oeste do Ceará (parte 1)
Partida: Fortaleza (sacada do bróder Paulete)
Mirante de Lagoinha
E la nave va...
Janela em Mundaú
Travessia de balsa (Rio Mundaú)
Tartaruga marinha (Praia da Baleia)
Cemitério cult (Icaraí de Amontada)
Banheiro pra-frentex na Taverna do Paulo (Acaraú)
Outro quelônio marinho (Praia de Caetanos)
Árvore da preguiça (entre o Preá e Jericoacoara)
Imagens: Scylla Lage Neto
Logística da expedição: Rodger Nobre (ciadaaventura@gmail.com)
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Cusco - Tradição religiosa registrada em vídeo
Antiga capital do dizimado império inca, (momento em que chegou a ser conhecida como "umbigo do mundo"), Cusco é uma cidade estratégica para o turismo em terras peruanas. Situada em um vale a 3400 metros de altitude, a cidade é charmosa, movimentada, com trânsito feroz pelas suas ruelas. Por vezes tão estreitas, que obrigam os motoristas a manobras delicadas para retornar após entrar em algumas delas.
Exibir mapa ampliado
Do alto dos inúmeros mirantes existentes no entorno (as ruínas incas de Saqsaywaman proporcionam uma excelente visão panorâmica) é possível ver a cidade espalhada ao longo do vale, com suas casinhas em tons predominantes de terracota.
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| Cusco a partir de Saqsaywaman - Imagem: Carlos Barretto. Todos os direitos reservados. |
Ponto de partida para quem deseja chegar ao principal atrativo turístico da região, Cusco é uma cidade relativamente pequena mas cheia de gente. Hordas de turistas por lá circulam, criando uma babel que em nada difere da encontrada em outros atrativos concorridos mundialmente. Machu Pichu, é sem nenhuma dúvida, o objetivo de todos. Lá também encontramos engarrafamentos em horários de pico, favelas nas encostas íngremes, e o detalhe mais desconfortável: o soroche. É como é conhecido por lá o mal da altitude.
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| Ruelas estreitas de Cusco à noite. Imagem: Carlos Barretto. Todos os direitos reservados. |
Mas o soroche não é apenas isso. Pode ser ainda mais desconfortável, se acompanhado de náuseas, vômitos, cefaléia, tonturas e até mesmo derivar para sintomas de extrema gravidade. Além disso tudo, em alguns pontos a própria topografia da cidade parece também cobrar um preço. Inúmeras ladeiras, algumas bastante íngremes, podem inviabilizar o ato de caminhar pela cidade. Mas os táxis são baratos e acabam sendo a melhor maneira de ir de um ponto a outro, mesmo que de curta distância.
Fiz o que foi recomendado para as primeiras 24 h de adaptação: repouso, alimentação leve, muita água e litros de chá de coca (disponível gratuitamente nos hotéis, que também possuem tubos de oxigênio para os mais necessitados). Consegui me adaptar, respeitando sempre os limites impostos pelo cansaço e taquicardia.
Como é tradicional nas cidades de colonização espanhola, a Plaza de Armas é o ponto principal (e central) da cidade. As principais atividades culturais e cívicas acontecem lá. É onde também estão algumas lojas importantes, alguns restaurantes (sempre cheios e concorridos) e a magnífica Catedral de Cusco. Foi na Plaza de Armas que pudemos testemunhar o ponto culminante deste post. Um pequeno vídeo que editei, mostrando um evento que para mim, além de surpreendente, gerou grande emoção: os festejos de Corpus Christi.
Na verdade, a data religiosa é lá comemorada por uma semana inteira, onde grupos locais vestindo trajes coloridos acompanhados de bandas bem paramentadas (algumas com muitos integrantes), fazem evoluções no entorno da catedral, descendo em direção a Avenida del Sol. Foi uma grande sorte e surpresa para nós estar lá naquele momento. Centenas de turistas e moradores enchiam o trajeto do evento deixando o trânsito de veículos infernal. Mas o que vimos lá, valeu a pena.
Veja você também.
O vídeo também foi feito com o iPhone 4S, editado no iMovie (onde ganhou uma pretensiosa trilha sonora) e encaminhado para o You Tube com qualidade máxima permitida em HD. Experimente carregá-lo em HD e assistir em tela cheia.
Leia também:
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