sábado, 9 de fevereiro de 2008

Reza braba

Sempre gostei muito da estrada de Mosqueiro. Dependendo das estações, para quem está atento, a natureza costuma reservar algumas surpresas.
Outras contudo, não estão relacionadas a natureza e suas contínuas modificações.
Próximo a localidade de Sta. Bárbara, existe a grande fazenda da família Colares. Seu patriarca e proprietário, nunca foi exatamente econômico em preces pelo sucesso de seu empreendimento rural. Ao longo de todo o muro que delimita sua propriedade, mandou instalar placas com frases de cunho religioso. Lá, entre outras podemos ler:

Hás de vencer, COLARES. Se Deus quiser.

Esta é uma das mais comedidas. Mas, sem a menor dúvida, a mais pitoresca é aquela em que seus anseios de sucesso estão expostos quase que em linguagem coloquial. Quase que como a espantar um "mal olhado":

Se Deus está contigo, COLARES, quem estará contra ti?

Mas nestas circunstâncias, quase que ao lado do Senhor, quem mesmo ousaria incomodá-lo? Quem?

Técnica HDR revela uma nova imagem



Temos um cenário onde o sol bate na metade esquerda, deixando a metade direita à sombra. Contudo, o objeto da foto, encontra-se exatamente no meio. Se apontarmos o foco da câmera pra um dos lado, o objeto desaparece no outro, seja por hiperexposição seja por total escurecimento.
Neste exemplo, podemos perceber uma das inúmeras dificuldades que o fotógrafo encontra para manipular sua câmera e obter boas fotografias.
Contudo, utilizando uma velha técnica chamada de HDR (High Dinamic Range), pode-se obter resultados supreendentes, como no exemplo acima.
Você tira basicamente 2 fotografias: uma com o foco ajustado para a sombra, e outra com o foco ajustado para a claridade. Em seguida, com o auxílio do Photoshop, fundem-se as duas imagens obtendo então uma ampla visão do cenário e grandes supresas.
Leia e veja mais fotos com esta técnica no Obvious.

Orkut: o retorno

Após exatamente uma semana de meu retorno ao Orkut, posso dizer que estou tendo alguma forma de diversão, bem como, mais um espaço para divulgar fotografias. Mas uma coisa me chamou a atenção: existem muitos perfis inteiramente abandonados. Largados à própria sorte, como testemunhas da primeira onda da rede social, que explodia no Brasil. De lá para cá, muitos desatinos ocorreram, e até relatos de uso criminoso da rede social se multiplicaram. Hiperexposição e ataques a privacidade também.
Sobre isso, é muito importante estar preocupado em configurar o serviço adequadamente de maneira a tirar o melhor proveito possível.
É recomendável seguir alguns conselhos disponíveis aqui.
Mas se você não gosta e não pretende mais permanecer no serviço, melhor mesmo é matá-lo de vez.

Quando eles competem a gente ganha?

Nem sempre.
Sobre a oferta "hostil" feita ao Yahoo pela Microsoft, Gilberto Alves Jr. do Webinsider emite uma opinião interessante.

A Microsoft, por exemplo, é líder no mercado de browsers mas não é, nem de longe, a mais competente neste mercado. Ela não venceu por ter o melhor navegador, mas por ter o mais popular sistema operacional. Empurrando seu navegador junto com seu sistema operacional, a Microsoft ganha a batalha sem ter sido a melhor.

Leia a íntegra clicando aqui.

Transparência para poucos

Na edição de hoje do jornal Folha de São Paulo está publicada entrevista com o ministro da Controladoria Geral da União-CGU, Sr. Jorge Hage, 70 anos. Apesar da importância da autoridade e dos esclarecimentos ali resgistrados a página on line do semanário paulista não dá qualquer destaque de chamada. Os repórteres Felipe Seligman e Lucas Ferraz foram encarregados da entrevista que, em alguns momentos, oscila em direção a um tom inquisidor. Hage, contudo, demonstra com serenidade que ao menos com ele a rapaziada havia tomado o bonde errado.

FOLHA - O cartão é indicado para gasto eventual. É correto usá-lo para comprar tapioca, gastar em joalheria, mesa de sinuca, hotel para família, restaurante de luxo?
JORGE HAGE -
Qualquer gasto só tem cabimento se for de interesse público. É bom senso. Pode pagar tapioca ou sanduíche? Se estiver em viagem ou a serviço, pode. O problema é que não há norma legal expressa: o Congresso não se dignou a regulamentar artigo que prevê nova lei complementar de normas orçamentárias e financeiras.

FOLHA - Ministros que usaram o cartão cometeram irregularidades...
HAGE -
Sempre fui favorável ao restabelecimento das diárias de valor fixo para ministros, como todos os demais servidores. Isso foi suprimido por alguma atitude demagógica e hipócrita.

FOLHA - E quanto às irregularidades cometidas pelos ministros?
HAGE -
Não vou me pronunciar, ainda estamos em auditoria. Na próxima semana devemos ter o resultado, pelo menos dos dois primeiros [Matilde Ribeiro e Altemir Gregolin].

FOLHA - E sobre o reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto, que pagou altas somas em restaurantes de luxo. A escolha não é questionável?
HAGE -
Aí entramos em outras questões: princípio da economicidade e da razoabilidade. Precisa-se questionar o que é um nível de despesa razoável.

FOLHA - Pode pagar conserto de uma mesa de sinuca?
HAGE -
A mesa de sinuca pertence a quem? É patrimônio da pasta. Aqui na CGU há uma TV na garagem para os motoristas. É legítimo ter uma mesa de sinuca na área da garagem para recreação de motoristas na hora de intervalo? Se sim, não há nada condenável.

FOLHA - Como a CGU vai analisar a questão?
HAGE -
Racionalmente, não pelo aspecto pitoresco da notícia. Porque mesa de sinuca dá manchete, assim como tapioca, mas não é o que me interessa.

FOLHA - A CGU não falhou ao não detectar essas irregularidades?
HAGE -
Não tem como conferir gasto por gasto. É absolutamente impensável. É preciso ter outros métodos para ampliar o controle.

FOLHA - Por exemplo?
HAGE -
Transparência absoluta para os gastos, de modo a expormos à visibilidade da sociedade.

FOLHA - Inclusive os gastos da Presidência, que o governo questiona?
HAGE -
Calma, calma. Publicidade e transparência é o melhor instrumento para ampliar as possibilidades de controle. O rebuliço que está aí é porque o país nunca esteve acostumado a isso. Estamos dando um choque de transparência, por isso há tanta turbulência.

FOLHA - Mesmo assim é grande o número de saques.
HAGE -
Alteramos com o decreto do presidente: o saque será proibido. O uso do cartão para esse fim neutraliza os propósitos de transparência.

FOLHA - A Universidade Federal do Piauí gastou 99,8% do cartão em 2007 com saques em dinheiro.
HAGE -
Está fora do padrão e vai ter que mudar. É um caso típico que vai acabar. As universidades serão investigadas. Estamos numa linha ascendente em termos de crescimento de transparência, desafiamos comparação com qualquer país, qualquer governo estadual. Finalmente hoje [ontem] a Folha mostrou [os gastos com cartão] do Estado de São Paulo, e não é nenhuma crítica, é um elogio, já que ele foi pioneiro no cartão. O governo federal entrou atrasado nisso.

FOLHA - Qual é a caixa-preta dos cartões?
HAGE -
Caixa-preta total, que vocês nunca reclamaram, era no passado. Quantas sinucas e outras coisas aconteceram e nunca ninguém questionou nada. Estamos mudando, com a restrição ao saque e o fechamento da conta "tipo B". Estamos apanhando porque estamos avançando.

FOLHA - E as despesas da segurança da Presidência da República, a CGU também vai investigar?
HAGE -
Não tenho nada a dizer, porque são da alçada do órgão de controle interno da Presidência.

FOLHA - A CGU não se mete com a Presidência?
HAGE -
A CGU só atua nós órgãos da Presidência mediante solicitação da Casa Civil.

FOLHA - O sr. acha que há uma confusão entre o público e o privado?
HAGE -
Rotineiramente não, mas eventualmente sim. Toda a discussão está girando sobre 0,004% da verba do governo.

FOLHA - Uma CPI ajudará a investigar os gastos com o cartão?
HAGE -
Se fosse para investigar apenas cartões não seria tão importante quanto será se analisar todos os suprimentos de fundo, principalmente da época em que era tudo conta "tipo B" e não havia transparência.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O Vale Bush

A crise da economia norte-americana começa a dar sinais de extrema gravidade. Senado e Câmara dos Deputados aprovaram ontem o plano de recuperação econômica do governo Bush, que entre outras medidas prevê o repasse de dinheiro para classes econômicas menos favorecidas, na seguinte ordem: até U$ 600 para cidadãos solteiros, até U$ 1,200 para casais e adicional de U$ 300 por criança. Idosos e veteranos de guerra inválidos também receberão U$300 do governo, por determinação do Capitólio. Para especialistas, o Vale Bush é apenas o sinal de que a Casa Branca admite a recessão como inevitável.

Cartão daqui, cartão de lá

A guerra dos cartões poderia ser o nome deste filme: agora surgiu, em um passe de mágica, a denúncia do uso irregular de cartões corporativos pelo governo de São Paulo, que é do PSDB.

O pedido de abertura da CPI dos cartões, feito pelo governo federal, pediu a averiguação do pagamento de despesas por cartões corporativos e por cheques da Administração desde 1998, início do segundo governo Fernando Henrique.

As acusações assacadas de lado a lado demonstram, em suma, que PT e PSDB sabem bem onde aperta o calo um do outro. Não há revelações nesta história; há, em verdade, uma guerra de informações, bem guardadas como cartas nas mangas, e que são sacadas no momento propício. É evidente que quem realmente nunca sabe de nada é a população.

Foi como postei outro dia: há anos, está em curso uma disputa provinciana de matriz paulista pelo poder nacional, entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira, travestida de discussão sobre grandes questões nacionais. Nós, brasileiros, nada ganhamos com isso. Precisamos de opções, infelizmente ainda não geridas, para dar um pé na bunda destes dois ajuntamentos políticos.

Ô MP, cadê você, eu vim aqui só pra te ver!

Do blog do Juvêncio de Arruda:

Em recente reunião na Assembléia Paraense com os moradores da Cidade Velha, o mais antigo bairro de Nova Déli, o deputado Arnaldo Jordy (PPS) fez pesadas críticas ao vereador Gervásio Morgado (PR) por sua conduta na aprovação de licenças para construção de arranha-céus em áreas históricas da cidade, e nas tratativas de alteração da legislação, a modo de permitir absurdos como os que tem sido construídos na atual administração desastre da capital, avacalhando a cidade mais do que já está.

Jordy tem razão.


A cidade não precisa de um vereador da laia de Morgado.


Não sei quais as críticas feitas pelo deputado Arnaldo Jordy ao vereador Gervásio Morgado, em referência ao assunto. Entretanto, é possível supô-las, se se recordar a atuação do edil no caso do aumento do gabarito da construção civil no bairro do Umarizal. A Cidade Velha é o novo alvo das construtoras, com riscos de graves prejuízos ao patrimônio arquitetônico de Belém. Afinal, não é preciso lembrar que o bairro é o embrião de Belém e onde estão os prédios de linhas originais mais preservados da cidade, junto com o chamado Belo Centro.

No entanto, salta-me aos olhos uma ausência nesta demanda: a do Ministério Público do Estado.

O aumento da temperatura e o impedimento da circulação de vento nos bairros onde afloram os arranha-céus, a modificação na estrutura urbana e as demais conseqüências destas construções representam significativa modificação no meio-ambiente de Belém, que pode (e deve, no meu entender) ser alvo de investigação e atuação do MPE.

É bom recordar que a defesa do meio-ambiente não se esgota na poluição dos recursos naturais ou na preservação da vida animal e vegetal. As alterações nas condições de habitabilidade e equilíbrio ambiental das cidades, causadas por ação humana, também são objeto de garantia legal e constitucional.

Assim, o MP tem que necessariamente intervir neste debate. É ele o porta-voz e guardião dos interesses de todos os habitantes da cidade. Na sua omissão, um claro sentimento de desamparo toma conta da população.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Candidatos pouco diferentes

As eleições norte-americanas demonstram desde sempre o poder da propaganda para consolidar a disputa bipartidária que escolherá mais um sucessor de George Washington. Entretanto os atuais canditados a candidato - democratas e republicanos -, cada qual ao seu modo, dão preocupações ao eleitorado norte-americano e ao mundo.
Se Barak Obama dá poucas pistas de como realizará um governo que contrarie os interesses do chamado complexo militar estadunidense, a ponto de sua poderosa adversária Hillary Clinton dizer que mudanças devem ocorrer, mas com segurança; Obama também é fonte de preocupação para os afro-americanos, especialmente para aqueles contados entre os 40 milhões localizados abaixo da linha de pobreza. Para uma descendente de Panteras Negras, em visita ao comitê do candidato, a resposta de Obama ao desafio de se eleger será balizada pelo quanto ele parecerá branco para chegar e se manter na Casa Branca, por exemplo.
Infelizmente há muito perdi uma reportagem em que o Senador Obama demonstrava entusiasmo com uma dor de cabeça chamada medicina individualizada, de orientação genética, uma tragédia para os negros e pobres da América do Norte, que teriam suas cargas individuais de doença previamente reveladas para a contratualização de serviços em um mercado de saúde cada vez mais caro, e quase nunca eficiente na prevenção de doenças. Falta ao senador mais clareza com respeito ao binômio de liderança Know-Do e, sobretudo, uma postura que supere o perfil de apenas bom rapaz bem sucedido, que a mim parece tímido demais como o demonstram seus olhos sempre fixos em um ponto qualquer por arriba das sombracelhas de seus interlocutores.
Quanto a Hillary Clinton, sabemos como é. Ao menos não teremos que aturar discurso canastrão para justificar que sexo oral não é sexo de verdade, principalmente quando envolve o charuto do presidente e uma estagiária nas dependências privativas da Casa Branca. Mrs. Clinton teve uma educação rígida, patriarcal, que não a poupava de duras lições: se sempre estava tirando boas notas, era porque a escola lhe dava mole; se era hostilizada em classe não viesse se queixar, resolvesse o desaforo na escola ou na rua, pois na família não havia lugar para covardes. Embora marcada pelo lema business is business, a história pessoal de Hillary diz muito mais que os 5 milhões de dólares que emprestou de seu patrimônio para mover uma campanha que é campeã em arrecadações de fundos.
Do lado republicano, é o pior dos mundos se alguém pensa que no entra e sai de presidente alguma coisa vai mudar no estilo atiro primeiro e pergunto depois. Ou como inovou Bush Junior: pergunto errado, não escuto direito, mas atiro assim mesmo. Pois eis que o Partido Republicano tira um bruto de cena e apresenta um verdadeiro Senhor da Guerra. Originário de uma família de militares, McCain, confirmou a tradição: é pai de dois militares na ativa e herói do Vietnã, onde foi prisioneiro durante 5 anos com direito a solitárias e torturas nas celas vietcongues. Se eleito, com certeza será biografado por Hollywood, pois os ingredientes dessa história por lá vendem melhor que a saga roots da vovozinha Obama no Quênia. Enfim, nada a tranquilizar com respeito a reversão do belicismo norte-americano a vista de com grande chance vermos uma seqüência republicana. Uma coisa porém me anima. No discurso de qualquer um dos candidatos a candidato a América Latina permanece no quintal como prioridade política. Quem sabe melhor assim.

Faltou combinar com os russos

À moda de Vicente Feola, técnico da Seleção Brasileira campeã do mundo de 1958, o novo presidente do Senado, Garibaldi Alves, proferiu virulento discurso ontem, na abertura do atual ano legislativo, sem combinar antes com as outras partes.

Eleito pelo PMDB da base governista em substituição ao ex-presidente Renan Cowlheiros, o senador potiguar criticou a sanha legiferante do Executivo, decorrente do abuso de medidas provisórias, e a tendência atual do Supremo Tribunal Federal de injungir à ordem jurídica normas regulamentadoras em julgamentos que antes eram inexeqüíveis por ausência de lei a respeito do tema.

Em conclusão, conclamou o Senado (e, mais amplamente, o Congresso Nacional) a retomar suas funções legislativa e de fiscal do Executivo, voltando-se a atender à missão constitucional de elaborar as leis do país.

O discurso - surpreendente, segundo a mídia nacional - ganhou mais destaque por estarem presentes à sessão a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o Ministro das Relações Institucionais, José Múcio, e a presidente do STF, Ellen Gracie Northfleet. Por força do protocolo (quem dera fosse da razão, que preencheu o discurso do senador), as autoridades presentes tiveram que ouvir o pito caladas.

Campanha americana



Uma bela peça publicitária vem fazendo sucesso no Youtube: a da campanha nas prévias americanas do candidato Barak Obama, que disputa com a senadora Hillary Clinton a indicação do Partido Democrata à corrida pela presidência dos Estados Unidos.

O clipe, recheado de celebridades do mundo artístico americano, apresenta Obama como um candidato moderno, com ideais reformistas. O discurso musicado bate forte na tendência de mostrá-lo como um visionário, com pretensões de mudar não só o país, como ditar um novo rumo para o mundo - bem ao gosto da população nativa, no rastro da imagem de outros líderes como Martin Luther King, John F. Kennedy e Robert Kennedy.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Espuma, e outras coisinhas milionárias

Pelo jeito, não só aqui mas também "", há que se ter muito cuidado no que se lê e principalmente, no que se acredita.
Tal atitude, pode parecer óbvia. Mas para milhões, que enfiam o que lêem pela goela sem a saudável prática do desconfiômetro, serve como alerta.
Luís Nassif no Observatório de Imprensa, descasca a revista Veja no artigo Estilo neocon, política e negócios.
Um artigo laudatório e recheado de citações. Mas logo, vai aparecer o "contraditório". Que venha. Dele, quem sabe com um pouco de sorte, apareça a verdade que a todos interesssa. Até o momento, pela quantidade e qualidade de fatos apresentados, e pela bisonha resposta de "", quem parece sair ganhando é Nassif.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Espaço aéreo caótico



Para o Obvious blog, não há carnaval que impeça a postagem de alguma coisa sempre muito interessante. Veja este vídeo impressionante que representa 24 horas de tráfego aéreo nos EUA.
Vá em seguida até o post Congestionamento Aéreo, e veja também a representação do espaço aéreo europeu. Sensacional!

Escritórios de todo o mundo


Escritório do Google em Sta. Monica - Califórnia.(Foto: Office Snapshots)

Aqui um divertido sítio onde você pode ver fotografias de escritórios de empresas de tecnologia dos EUA. Como este aí da foto, do Google em Sta. Monica, que aparece com todas as "amenidades" que bem caracterizam o mais famoso e desejado ambiente de trabalho da área de TI.
Dê uma passadinha no Office Snapshots, escolha a empresa e visite seus escritórios.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Microsoft/Yahoo: Google reage



Com intensa movimentação de bastidores, o Google vem tentando resistir à agressiva proposta (na verdade definida pelos contendores como "hostil") da Microsoft de compra do Yahoo.com. Neste sentido, alega que a proposta é anti-competitiva, recomendando que deve mesmo ser avaliada com cautela pelas autoridades reguladoras em todo o mundo.
O temor geral, é do conhecido "microsoftcentrismo", termo que pode muito bem representar a praxis da empresa de Redmond em direcionar a si mesma todo e qualquer serviço que eventualmente desenvolva ou adquira (principalmente).
Vem por aí mais uma grande batalha judicial, no sempre profícuo terreno legal americano. Ainda mais quando se trata de muito dinheiro.
Leia mais no The New York Times.
E também no Blog Oficial do Google!!!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Carlos Puebla - Hasta Siempre Comandante Che Guevara

Finalizando a série sobre música cubana, a bela homenagem a Che Guevara, cantada por Carlos Puebla.

Para os amantes de Música Cubana



Uma boa sugestão para aqueles que amam a música cubana. Uma rádio online transmitindo bons exemplos daquele ritmo que mexe com o corpo e a alma.
Trata-se da Batanga.
O sítio está hospedado na Austrália e a seleção inclui músicas de cubanos residentes e dissidentes como Célia Cruz. Mas também poderemos "escuchar" Compay, Ibrahim Ferrer, Willi Chirino, Carlos Pueblas, etc.
Ao chegar lá, ponha o mouse sobre "ESCUCHA! Escoge una radio". No menu que aparece, selecione o canal Cubanísimo.
Curta uma transmissão inesgotável de músicas cubanas.

Compay Segundo- Guantanamera

Aqui uma belíssima interpretação da clássica Guantanamera. Nada menos do que o Sr. Maximo Francisco Repilado Muñoz, vulgo Compay Segundo (1907-2003). Muitas saudades deste fabuloso músico e compositor que aqui aparece cantando ao lado da Sra. Omara Portuondo.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Sobre orçamento em educação

A coluna Repórter Diário, do Diário do Pará de hoje, estampa que a Universidade Federal do Pará terá garantidos 70 milhões de reais para o orçamento do quadriênio 2009/2013, decorrentes do programa ProUni, do governo federal.

Segundo dados do sítio da Universidade, o orçamento total de 2001 da instituição foi de cerca de 206 milhões de reais. Outra informação, colhida na Wikipedia, aponta como orçamento executado, em 2004, a soma de R$ 318.317.381,57.

Ao ler a nota do RD, lembrei-me de que quando ocorreu, ano passado, a tragédia da Universidade Virginia Tech - quando um estudante coreano matou a tiros 32 pessoas no campus da instituição e se suicidou em seguida - notícias veiculadas na mídia brasileira apontaram-na como a 56a melhor universidade americana, com orçamento anual de 900 milhões de dólares.

Evidentemente, a comparação entre as instituições de ensino partem de parâmetros díspares. Não pretendo colocar no mesmo balaio uma universidade de ponta americana, o país mais rico e poderoso do mundo, e a nossa UFPA, instituto localizado em um Estado pobre de um país periférico. Mas o fato dá, de qualquer maneira, uma dimensão de por onde deve passar a verdadeira mudança que almejamos para nosso país.

De volta a babel do Orkut



É isso aí. Após cerca de 3 anos fora desta praga, resolvi ontem voltar ao Orkut. Os objetivos contudo, são bem diferentes da primeira oportunidade em que dele participei. Agora, estou imbuído da missão de entender afinal de contas qual a razão desta ferramenta permanecer ainda ativa, em especial na web brasileira, mesmo após tanto tempo. Não que tudo seja volátil na web. Mas a maioria dos serviços assim se comporta.
Vejamos então minhas primeiras observações.

1) Em primeiro lugar, é bom sim encontrar novos e velhos amigos, mantendo as relações acesas através de um vínculo virtual. Principalmente quando os vínculos da vida real se tornam quase improváveis seja pela distância, seja pela disparidade de caminhos percorridos. Comecei a adicionar amigos, partindo das comunidades dos hospitais em que trabalho. Em seguida, busquei a comunidade do Fotoativa para reencontrar a galera que não via há séculos. E a partir daí, fiz aquilo que todos fazem, mas, estranhamente, relutam em assumir: procurar amigos na lista de amigos dos amigos. Existe até uma estranha comunidade que diz algo semelhante a "Eu roubo os amigos dos outros"!!!!?????
Mas afinal que história é esta? Alguém pode se considerar "dono" de alguém? Bem, nesta seara meus caros, melhor nem pensar em aprofundar muito as coisas. É capaz de você acabar sem nenhum amigo. :-)

2) Foi muito interessante encontrar não só os velhos(as) companheiros(as), bem como de encontrar outros novos, feitos virtualmente, aqui no terreno dos blogs. Alguns parecem mesmo outras pessoas, bem diferentes daquelas projetadas na blogosfera. Lá encontram-se relaxados, em fotos pra lá de casuais, e até mesmo fazendo esportes radicais. Outros, apesar do nome bem definido no título do perfil, mais parecem agentes da CIA. Nem foto, nem perfil, nem nada! Apenas aquele ícone de sombra. São os sombras mesmo. Lá estão, meramente para ter acesso ao Orkut e ver os perfis dos bacanas. :-)

3) Encontrei um velho amigo que tanto na vida real como na vida virtual, é literalmente um absoluto "boa praça". Sujeito alegre, espontâneo, brincalhão, inteligente, capaz de se calar em assuntos polêmicos para não prejudicar o relacionamento, mesmo e principalmente no nascedouro. Na primeira oportunidade que entrei no Orkut, ele já era campeão em número de amigos. Enquanto eu "lutava" em manter meus 120 amigos da época, ele já beirava os 500! Foi engraçado voltar e tentar adicioná-lo prosaicamente a minha nova lista. Quando tento fazê-lo vem a macabra mensagem: este usuário tem amigos demais. O usuário que você está tentando adicionar tem 1000 amigos e solicitações de amigos ainda pendentes. Portanto, ele não pode aceitar a sua solicitação no momento. Pois não é que o cara "estourou o limite do Orkut! É ruim ter amigos demais!?? Este está cheio e não devo fazer nenhuma falta a ele.

4) Acabei encontrando também alguns desafetos involuntários da vida profissional. Esta foi sem a menor dúvida a parte mais engraçada. Este desafeto(a), em determinado momento da vida, por alguma razão que nunca teve a coragem de me comunicar, decidiu por sua própria conta e risco, definir-me como "concorrente". Imaginem vocês, "concorrência" na área médica, e mais ainda na área da Medicina Intensiva. Poder-se-ía até imaginar: será que neste ímpeto os concorrentes estariam "puxando" pacientes na rua e atracando-lhes os tubos, após uma rapidíssima explanação sobre as desvantagens de respirar espontaneamente?? :-)
Mas acreditem. Embora não exatamente desta maneira meramente irônica, alguns partem mesmo para a "concorrência". E como sempre, num cenário unilateral, quase nunca muito leal e justa. Na vida real, diante da atitude espalhafatosa, desbocada e nem um pouco discreta do desafeto, assumi uma postura de ignorar olimpicamente as "orelhadas" que me chegavam dando conta dos desatinos do "gratuito(a) e auto-definido (a) oponente". Tinha mais o que fazer ao meu redor (muito, diga-se), a ficar dando cabo e energia a atitudes pouco recomendáveis e elegantes.
Pois bem. Passaram-se os anos, desliguei-me do Orkut pelo mais absoluto tédio.
De volta, eis que encontro o perfil de meu(minha) "auto-proclamado(a)" desafeto(a). Além de se definir como "alternativo, contemporâneo e elegante", escreveu de próprio punho algo como "Acredito que tudo ,por pior que pareça,acaba dando certo pra quem é do bem, como eu! (o grifo é meu, faça-se justiça). Já comecei a me divertir a partir daí. Mas não era o fim. Ainda tinha mais. Acabei encontrando uma comunidade em homenagem a celebridade. Sim. Uma comunidade que se intitula "os que amam fulano(a) de tal"!!!!!
Nem vou dizer o texto de apresentação da "comunidade". Seria demais para os olhos dos leitores. Mas posso adiantar-lhes que ela possui 6 membros. Entre eles, o(a) protagonista, o cônjugue, o filho e mais 3.
Alguém já disse (teria sido Voltaire?) que "elogio em causa própria é vitupério". Mas neste caso, trata-se obviamente de um estrupício. :-)
Desejo a ele (ela), com toda a sinceridade: saúde amigo(a). É nisto que você tem que se concentrar.

5) Mais interessante, foi notar como mudei ao longo deste longo período "desorkutizado". Isso sim, talvez o maior prazer do retorno. Na primeira fase, a ansiedade que parecia envolver os integrantes do serviço, era um inconfessável desejo de estampar o maior número de amigos possível. Neste sentido, valia até adicionar o honrado guardador de carros na lista. Nesta segunda fase, minha disposição é bem diferente. Foi o Orkut que mudou? Óbvio que não.

Por fim, uma pergunta: como um serviço de relacionamento de tanto sucesso, especialmente no Brasil, ainda ostenta o rótulo de BETA junto a sua logomarca? É brincadeira ou é o quê? Se com toda esta longevidade ainda está sob a forma de embrião, o que se deve esperar do Orkut para os próximos 5 anos?

É sentar e esperar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Viva Benedicto Monteiro

Por razões históricas, simpatizo com o Rancho Não Posso Me Amofiná. Mas neste ano, torcerei por outra escola de samba, em Belém.

Que o Quem São Eles leve o caneco, em homenagem ao grande Benedicto Monteiro.

Gil inaugura seu próprio canal no Youtube.br



Este e mais de uma centena de vídeos abrangendo boa parte da carreira de Gilberto Gil já estão disponíveis no YouTube. Sempre historicamente antenado com a web, Gil inaugurou um canal exclusivo no YouTube.
Que pode ser visto clicando aqui.

Opiniões sobre o "bem morrer"

Os defensores da eutanásia são às vezes acusados de fazerem parte de uma “cultura da morte”. Trata-se de uma lamentável e deliberada confusão. A morte é, concretamente, o processo de morrer. Esse processo pode ser rápido ou lento. O direito à eutanásia é o direito que aquele que está a morrer tem de abreviar a sua morte, caso esta esteja sendo excessivamente sofrida. Abreviar a morte é torná-la mais curta, menor, mais leve. Seria, portanto, mais correto dizer que quem pertence à cultura da morte são os que preferem impor a todos a morte mais longa, maior, mais pesada.

É o que o novo participante da blogosfera Paulo Klautau Filho acha em seu Direitos Fundamentais. Lá comentei, que o post é uma das opiniões mais lúcidas sobre o tema, que permanece uma "pedreira" daquelas.
Para azar de quem continua tendo sua morte prolongada.
O link para o blog, já está na mira do Flanar.

Leia a íntegra clicando aqui.

Glenn Gould toca Bach



Glenn Gould foi, segundo a crítica especializada, o melhor intérprete de Johann Sebastian Bach de todos os tempos. O pianista canadense, com suas interpretações excêntricas, deixou de realizar concertos em 1964, passando a dedicar-se exclusivamente a gravações em estúdio. Gould morreu em 1982, prematuramente, aos 50 anos de idade, em conseqüência de um acidente vascular cerebral.

Embora sua formação fosse de pianista, Glenn Gould também realizou gravações de Bach no cravo, instrumento que precedeu e deu origem ao chamado pianoforte, e que, ao contrário deste último, já existia na época do compositor alemão.

O melhor de tudo é que Glenn Gould viveu em nosso tempo e, por isso, há centenas de gravações de suas performances, registradas em vídeo ou somente em som. A mesma sorte, por exemplo, não tivemos com Enrico Caruso, tido como o maior cantor lírico da história, mas que por ter vivido na virada do século XIX para o XX, não teve sua obra trazida para a contemporaneidade.

Sobre a vida de Gould, há alguns filmes muito interessantes, tecidos sob a forma de documentários. O mais recente deles é Glenn Gould - Além do Tempo (Glenn Gould - Au-delà du temps, França, 2004); o mais significativo e mais conhecido, porém, é Thirty two short films about Glenn Gould, criação canadense de 1993, cujo título remete às 32 Variações Goldberg, obra de J. S. Bach que rendeu fama mundial a Gould, e ao fato do pianista ter encerrado sua carreira de concertista aos 32 anos.

Glenn Gould viveu como poucos a imagem de artista excêntrico, avesso ao contato com o público. Diz-se que, na realidade, ele sofria da síndrome de Asperger, uma forma mais branda de autismo. Por uma ironia do destino, este fato contribuiu para fixar sua fama de gênio.

No vídeo que escolhi, o gênio canadense toca a Fuga n. 9, em mi maior, do Livro II do Cravo Bem Temperado, coleção de prelúdios e fugas composta pelo gênio alemão por volta de 1744.

Novo blog na praça

Estréia blog novo no espaço virtual: é o Direitos Fundamentais, do professor, advogado e procurador do Estado Paulo Klautau Filho.

Paulinho, como os amigos o chamam, é mestre em Direito pela UFPA, master of laws pela New York University e doutor em Direito pela USP. As postagens começaram em 26 de janeiro último. Sua intenção declarada é contribuir para debater o tema dos Direitos Humanos, tão mal tratado e mal compreendido por grande parte da população.

Vida longa ao novo blog e ao seu poster.

Microsoft faz bilionária oferta pelo Yahoo.com

Esta é sem dúvida a notícia mais estremecedora do ano na área de TI até o momento.
Após demitir mil funcionários e perder cerca de 30% de seu valor de mercado na bolsa no último ano, o Yahoo dava claros sinais de que as coisas não iam bem. Para o serviço que já chegou a ser um dia o pioneiro das ferramentas de busca na internet, parece ter chegado o dia "D".
A Microsoft acaba de fazer a estratosférica proposta de compra de 44,6 bilhões de dólares ao Yahoo.com. E o Yahoo já respondeu dizendo que fará uma "avaliação cuidadosa" da proposta.
Vai vender!
Leia mais na CNN, no G1 e no IDG Now!.

Tempo

Ando meio distante do blog. Não por minha vontade, mas por absoluta falta de tempo de escrever sobre o que gosto.

O Afonso Klautau propôs que os blogueiros paraenses montassem um blogão, onde todo mundo colaborasse. Assim, sempre haveria atualização. Acho que o AK está reclamando da solidão. Às vezes, a blogosfera fica alguns dias meio em marasmo, sem atualizações.

Agora que o principal blog paraoara vai entrar de férias (que me perdoem os demais blogueiros do Pará, mas creio que esta adjetivação seja unanimidade), vamos ficar meio perdidos. É como diz o Yúdice: quando o Juvêncio pára, a internet paraense anda a passos mais lentos.

Da minha parte, tenho postado por aqui seguindo a "Oração ao Tempo" do Caetano Veloso:

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
(...)
Quando o tempo for propício

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
(...)
E eu espalhe benefícios

Acredito que se não for assim, não adianta postar algo. Temos a função de tentar espalhar benefícios e eu, nestes dias, não estou conseguindo fazê-lo. Falta tempo para arrumar pauta, como disse antes.

Quem sabe os eflúvios do Carnaval alavanquem minha criatividade. Prometo me esforçar para os próximos dias.

Ser

O filho que não fiz
hoje seria homem.

Ele corre na brisa,
sem carne, sem nome.

Às vezes o encontro
num encontro de nuvem.

Apóia em meu ombro
seu ombro nenhum.

Interrogo meu filho,
objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?

Lá onde eu jazia,
responde-me o hálito,
não me percebeste,
contudo chamava-te

como ainda te chamo

(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.

O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.

Carlos Drummond de Andrade

Posse no IHGP

Ontem, no auditório do Conselho Regional de Medicina, tomou posse na cadeira n. 32 do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP) o médico e escritor Aristóteles Guilliod de Miranda.

Ao Dr. Aristóteles Miranda, meus votos de sucesso na nova empreitada.

Novos procuradores em ação

Ontem, foram empossados pela governadora Ana Júlia Carepa cinco novos procuradores do Estado do Pará. São eles: Abelardo Sérgio Silva, Afonso Carlos de Oliveira Júnior, Paula Pinheiro Trindade, José Galhardo Martins e Armstron da Silva Azevedo.

Aos novos colegas, desejo boas vindas e uma carreira de sucesso.