sexta-feira, 12 de abril de 2013

.......Ainda não inventaram dinheiro que eu não pudesse ganhar..........................


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Vida Bandida/Lobão


Chu..tou
A cara do cara caído, traiu
Traiu seu melhor, seu melhor amigo
Bateu, corrente, soco inglês e canivete


E o jornal não para de mandar
Elogios na primeira página
Sangue, porrada na madrugada
Sangue, porrada na madrugada

Vida! Vida, vida, vida
vida bandida
Vida! Vida, vida, vida vida bandida
Vida! Vida, vida, vida vida bandida
Vida!

É preciso viver malandro assim
Não dá pra se segurar, não
a cana tá brava
E a vida tá dura
Mas um tiro só não vai me derrubar não

Vida! Vida, vida, vida
vida bandida

Vida!

Correr, com lágrima
com lágrima
Com lágrima nos olhos
Não é definitivamente pra qualquer um
Mas o riso corre fácil
Quando a grana corre solta
Vida! Vida, vida, vida vida bandida

É preciso ver o sorriso 
da mina
Pra subida da barra
Aí é só, é só, é só
de brincadeira

Ainda não inventaram 
Dinheiro

Que eu não pudesse ganhar

Vida! Vida, vida, vida
vida bandida


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                                          Victor Moriyama/Folhapress

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Trouxeste a Chave?

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E por falar em independência......Aqui, fala-se muito sobre o tema. No sul do Pará as cartas estão distribuídas, e o jogo começa a ser jogado. O Senador Jader Barbalho - dizem?!? - é o novo proprietário do jornal Correio do Tocantins. E o atual  prefeito de Marabá, João Salame, do PPS, vai se filiar ao PMDB? Falam, falam, falam muito. E, as evidências são muitas! Ou; como escreveu Drummond: A tarde poderia ser azul, não fossem tantos os desejos......O discurso separatista está em toda parte. A política partidária e a política separatista estão juntas; bem juntinhas! 
Os boatos sobre a saúde do governador Simão Jatene são servidos em bandejas adornadas pelos dilemas da sucessão; e pelas querelas internas do PSDB. A situação é preocupante; mas será para tanto? Será que a bandeira da sucessão de Simão Jatene deve ser hasteada? Quais os custos desses boatos à governabilidade do Estado do Pará? Aqui, as expectativas sobre a ALPA foram substituídas pela Hidrovia  Araguaia-Tocantins; e pelas obras de derrocagem do Rio Tocantins. É preciso hastear as bandeiras do desenvolvimento econômico!; principalmente em uma cidade que perde o posto do desenvolvimento econômico  para Parauapebas. Em Parauapebas tem fluxo econômico! Aquele que falta em Belém, em Santarém, e em Marabá. No mais? A Vale segue lépida e fagueira; propagando o conflito, e determinando as formas da mobilidade social. Mas, e curioso, ninguém vê!?! É preciso produzir esperança e confiança no amanhã. E assim vão estão pregando o credo de que  o PT e o PMDB são os arcanos da  mudança. As cartas estão na mesa, e a sorte está lançada! Resta saber para onde caminha a Fortuna. Para onde? Nem Maquiavel se atreveria a responder! Até porque, se ele soubesse, não teríamos por ele nenhum apreço. A Fortuna - a deusa -,  esconde-se, há séculos, na Chave.

Quem sabe?


Por Ana Célia Pinheiro/Blog A Perereca da Vizinha



A Culpa é do Angelim. Viva a República do Pará!


Pensei, pensei e concluí que a culpa de todos os problemas do estado do Pará é daquele leso do Eduardo Angelim.

Sim, porque se Angelim tivesse aceitado a oferta da Inglaterra*, caro leitor, o Pará teria virado uma Nação independente.

Independente em termos, é claro.

Na verdade, seríamos, disfarçadamente, uma colônia inglesa.

Mas você há de convir que toda a impressionante corrupção que grassa por aqui, teria, ao menos, algum charme.

Afinal, seria tudo em inglês: de “corrupto-ladrão-vigarista-filho-da-mãe-parasita-vagabundo”, ao dinheiro desviado.

Nem precisaríamos do Marques de Pombal para acabar com o nosso nheengatu: o inglês seduziria a todos nós, os de nariz furado.

Seria money and beer pra cá, money and beer pra lá…

E você já imaginou a inveja dos brasileiros?

Enquanto eles estariam às voltas com esse Congresso Nacional vagabundo, nós teríamos uma Câmara dos Lordes!

Tudo bandido, é verdade.

Mas, ainda assim, lordes...

Teríamos até chá das cinco com tapioquinha, invenção tão esplêndida que os ingleses estariam a exportar.

Sem falar que o Mário Couto, em vez de senador e de acabar com o futebol paraense, seria o presidente da Tapioca’s Company of Pará. Apenas.

E até poderia ter orgulho de ficar conhecido como “Mário Tapiocouto”...

Seríamos maiores que o Suriname, as ilhas Cayman, quem sabe até, a Suíça das Américas!

Afinal, como nação independente, poderíamos assumir o contrabando, o tráfico de drogas, de armas, de pessoas, a lavagem de dinheiro escancarada e todas as patifarias que existem por aqui, em profusão tal que nenhum país do mundo seria páreo para nós!

Como nação independente, também poderíamos organizar a nossa bandidagem.

Primeiro, mandaríamos para Jacareacanga todas as pessoas que se recusassem a saborear a tapioca.

Isso evitaria que os nossos meritíssimos tivessem de recorrer à censura, ou até às perseguições judiciais, contra os jornalistas.

Ou que tivessem de anular as sentenças de magistrados “metidos a honestos”.

Ou que vivessem levando puxões de orelha desse tal de CNJ.

A Solução Jacareacanga evitaria até mesmo que o nosso Ministério Público andasse às voltas com disputas intestinas.

Porque a gente pegaria esse pessoal tipo Nelson Medrado e mandaria tudo pra lá.

Assim, também não teríamos assassinatos de advogados, extrativistas, freiras e tantas outras lideranças.

Todos estariam felizes da vida, lá em Jacareacanga, ajudando a proteger a natureza e a criar um mundo melhor...

O passo seguinte seria estabelecer limites territoriais para a nossa criminalidade.

A escancarada lavagem de dinheiro, por exemplo, ficaria restrita a Belém e ao Nordeste do Pará.

Afinal, se até um sobrinho do governador lava dinheiro abertamente nessas duas regiões, é porque elas possuem uma vocação natural para tão relevante serviço.

E aí as nossas enorrrmes lavanderias poderiam funcionar a pleno vapor – já pensou quanto é que isso nos renderia em euros ou libras esterlinas? – sem qualquer preocupação com essas tais de Receita e Polícia Federal (que, a bem da verdade, nem funcionam mesmo no estado do Pará...).

Isso nos permitiria internalizar riqueza: além de não precisarem mais disfarçar lavagem de dinheiro com futebol ou com empreendimentos imobiliários, os nossos bandidos não precisariam viajar para outro paraíso fiscal.

Também não precisariam mais pagar por diplomas, medalhas e homenagens, ou se sentirem constrangidos quando acusados de corrupção: todos seriam apontados, com orgulho, como exemplos de corruptos bem sucedidos. E levariam diplomas e medalhas de cara.

Passaríamos à História como os autores do primeiro Zoneamento Bandido-Ecológico do mundo (ZBE).

Um magistral experimento de velhacaria!...

O mais importante, porém, caro leitor, é que se o Pará fosse uma Nação independente não teríamos essa tola esperança de que, um dia, esse país tão distante chamado Brasil olhará para nós.

Não viveríamos na expectativa de uma intervenção para estabelecer a República e nos livrar de toda essa corrupção e banditismo.

E nem seríamos mais essa “coisa” anedótica, exótica, distante, da qual o Brasil só se lembra na hora de afanar riquezas e construir hidrelétricas, para grandes mineradoras e grandes cidades brasileiras, mesmo que à custa de mais e mais miséria e destruição da natureza, para o povo do estado do Pará.

Agora mesmo fala-se em mais duas hidrelétricas, às proximidades da nossa Santarém.

Agora mesmo, quando ainda estamos às voltas com os graves problemas sociais causados na região de Belo Monte, como o crescimento dramático da violência, inclusive, contra as nossas crianças e adolescentes.

Iremos protestar, fechar estradas, destruir ensecadeiras; o MPF entrará com uma tonelada de ações judiciais, mas, eles passarão...

E o que ficará para nós, novamente, serão milhares de desempregados, legiões de miseráveis sem casa, saúde ou educação; estupro e prostituição das nossas mulheres e crianças.

Porque ao Brasil pouco importa se os nossos rios virarem rios de sangue.

Desde que a Vale e São Paulo tenham energia para os seus empreendimentos, para o Brasil, ficará tudo muitíssimo bem...

Dificilmente deixaremos de ser cidadãos de segunda para aquela grande Nação.

E é por isso que temos é de acabar com essa história de homenagens ao leso do Angelim.

E fazer, enfim, aquilo que ele não teve coragem de fazer.

Viva a República do Pará!

Viva o Pará independente!

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terça-feira, 9 de abril de 2013

Quanto você pagaria?


Vocês acham um absurdo pagar R$ 3.000,00 por um iphone 5? E que tal R$ 4.800,00 pela versão mais barata do Macbook Pro?
Bem, nem sempre foi assim.
No passado, era muito mais caro, e nós pagávamos sem chiar.
Em 1996, por exemplo, o queridinho da telefonia móvel era o levíssimo Motorola Startac da ilustração acima, que custava, em valores corrigidos, mais de R$ 8.000,00. Hoje daria para comprar quatro iphones 4S com esta verba!
E naquele mesmo ano o sonho de todo computer freak era o AcerNote 350 P, vendido pelo equivalente hoje a mais de R$ 13.000,00!!!
Para os masoquistas que desejarem sofrer com os valores pagos no passado, sugiro interessante matéria do UOL Tecnologia.
O que?!... Quase cinco mil reais por um DVD player Gradiente??!!... Talvez seja melhor mesmo não ler ...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Rivalidade nas telas



A Universal liberou hoje cedo o esperado trailer do filme Rush, do diretor Ron Howard (de Uma Mente Brilhante) que versa sobre a rivalidade atroz entre os pilotos Niki Lauda (interpretado por Daniel Bruhl, de Bastardos Inglórios) e James Hunt (vivido nas telas por Chris Hemsworth, de Thor) durante a temporada de 1976 da Fórmula 1.
Como a carência de filmes sobre o automobilismo é grande, espera-se que o ambiente glamouroso e algo sensual da Fórmula 1 dos anos 1970 traga uma pitada de frescor sobre o tema fascinante da velocidade.
Nas telonas, em setembro.

Maggie, musa do avesso

(image from the blog Occasional Links and  Commentaries http://anticap.wordpress.com/2011/07/11/thatcher-killed-football/)

Talvez não exista na História do Pós-Guerra figura pública que tenha merecido ódio em verso e prosa quanto  Margaret Thatcher. A ex-primeira-ministra britânica partiu hoje aos 87 anos deixando atrás de si um legado devastador na economia e um bom punhado de canções contra ela - na verdade, contra os tubarões que ela representou tão bem. Pelo menos duas canções contra Maggie desejavam-lhe a morte e duas a acusavam de alta traição. Todas compostas pela nata da nata do Pop Rock Brit: Morrisey, Elton John, Roger Waters e Elvis Costello.

-Margaret on the guillotine: o bardo Morrisey, logo depois de acabar com The Smiths, dedicou uma faixa do primeiro álbum solo (Viva Hate)  à "fofa" da 10 Downing Street .  Nenhum rock visceral, mas uma suave canção, com harpa, um som de guilhotina no final e alguns versos singelos como estes:

The kind people
Have a wonderful dream
Margaret On The Guillotine
Cause people like you
Make me feel so tired
When will you die ?


O povo amável
tem um sonho maravilhoso
Margaret na guilhotina
Porque pessoas como você
me fazem sentir tão cansado
Quando você vai morrer?

-Merry Christmas Maggie Thatcher: Sir Elton John escreveu essa para o musical Billy Elliot, a versão West End londrino do filme de Stephen Daldry, que retrata os confrontos da greve dos mineiros ingleses, em Durham em 1985.

So merry Christmas Maggie Thatcher
May God's love be with you
We all sing together in one breath
Merry Christmas Maggie Thatcher
We all celebrate today
'Cause it's one day closer to your death


Então feliz natal Maggie Thatcher
Possa o amor de Deus estar com você
Nós cantamos juntos num só fôlego
Feliz Natal Maggie Thatcher
Nós todos celebramos hoje
Porque é um dia mais perto para a sua morte

- Get your filthy hands off my desert: Roger Waters escreveu essa para o álbum The Final Cut do Pink Floyd in 1983. Era um protesto contra o que ele chamava de traição de Maggie aos valores do pós-guerra ao levar os ingleses ao inferno da Malvinas.

Brezhnev took Afghanistan.
Begin took Beirut.
Galtieri took the Union Jack.
And Maggie, over lunch one day,
Took a cruiser with all hands.
Apparently, to make him give it back
 
Brezhnev tomou o Afeganistão.
E Begin tomou Beirute.
Galtieri tomou a União Jack (a bandeira britânica)
E Maggie, no almoço um dia,
tomou um cruzeiro com todas as mãos.
Aparentemente, para fazê-lo devolver


-Tramp The Dirt Down: Elvis Costello em uma super poética canção de ódio dizia:



When England was the whore of the world
Margeret was her madam
And the future looked as bright and as clear as
the black tarmacadam
Well I hope that she sleeps well at night, isn’t
haunted by every tiny detail
‘Cos when she held that lovely face in her hands
all she thought of was betrayal

 Quando a Inglaterra era a puta do mundo
Margaret era a cafetina
E o futuro parecia brilhante e claro como seria
o asfalto negro
Bem, espero que ela durma bem à noite,

que não seja obcecada por cada peaueno detalhe
Porque  quando ela sustentava seu formoso rosto nas mãos

tudo o que ela pensava era traição.

 Bem, Maggie era mesmo a anti-musa; E olha que eu nem vou escrever aqui sobre as bandas punks que tinham a meiga como alvo favorito nos anos 80.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã????

Sobre a AIDS
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[...] Eu corporal e erógeno: narcisismo

Com Freud aprendemos que “O ego é, primeiro
e acima de tudo, um ego corporal; não é
simplesmente uma entidade de superfície, mas
é, ele próprio, a projeção de uma superfície”.
(FREUD, 1923, p.39).
Laplanche desenvolveu longos estudos
sobre a tópica do eu antes de concluir
que o sistema do ego é ‘inseparável de uma
representação figurada’ (LAPLANCHE,
1987, p.241). É desse eu corporal que
não se pode fugir quando se trata de fazer
psicanálise com pacientes acometidos da
síndrome da imunodeficiência adquirida.
O trauma de um diagnóstico positivo
atinge um eu que é corporal, e mais, atinge
um eu imaginário, aquele onde reside a
fantasia ilusória de imortalidade, afetada
duramente pela certeza científica da morbidade
do corpo. Ainda que sua mortalidade
prometa ser adiada por terapêuticas
desenvolvidas nas duas últimas décadas, os
chamados coquetéis, sua eficácia científica
é probabilística, e sabe-se que esse tratamento
não oferece resultados em todos os
casos. Além disso, percebe-se na clínica
que a associação aids e morte, apropriada
pela mídia e pelas propagandas da primeira
década da epidemia, nunca deixou de se
reinscrever no imaginário que cerca essa
pandemia, o que não deixa de ser uma
verdade científica.[...]

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Delicadezas do Eu: fundamentos da vulnerabilidade/
Ana Cleide Guedes Moreira

Tributo à Terra


Lançado finalmente o livro Genesis, de Sebastião Salgado, fruto de trinta viagens feitas durante oito anos pelo fotógrafo-mor do nosso planeta.
As imagens já disponíveis impressionam pelo brutal contraste entre céu, mar, ar e neve, integrando animais e humanos à mãe Terra através de infinitas variações disponíveis entre o preto e o branco.
Mesmo como fã de carteirinha que sou, fiquei boquiaberto com o pouco que vi.
Ao término de uma visita a uma exposição fotográfica de Salgado, ou mesmo da leitura de um livro seu, dificilmente a pessoa permanecerá a mesma.
Pré-venda na Saraiva.



Leiam baixinho: só os loucos são felizes...


Arranca a segunda-feira. Arranca a full? Ou pelo menos arranca? Ainda que se arraste! Tenho dúvidas. Muitas.

Assim que se derrama sobre mim feito cera quente e perfumada o documentário vencedor do Festival É Tudo Verdade - 2008, sobre o poeta Waly Salomão. Felipe Pamplona, pai da minha pequena sereia Helena, foi quem indicou, como "poesia pura". Poesia pura que rima com loucura. E, pra mim, só os loucos são felizes. Eis aí uma prova cinematográfica.

"Chega de papo furado de que o sonho acabou. A vida é um sonho. A vida é sonho", repete o patricio, que morreu de câncer em 2003.

Tim-tim!


domingo, 7 de abril de 2013

Domingo no PAARque com Gilberto Gil.


Sábado, quando a lua chega, traz a noite ao quintal da minha casa, que dá defronte pr'um largo rio. Vejo a luz dos aviões reluzindo no espelho dágua aprumando Val-de-Cans. Amanhã é domingo; lembrei-me da Síria e Ceará. De uma cruzam torpedos; a outra não tem espelho d’água...


(A noite escorreu Amazônia adentro, no peito de "meu amigo João").


Domingo, quando o sol balbucia seus primeiros raios, traz a bruma da manhã e um presságio: o rio entorna o vermelho. Vejo daqui do meu quintal, Prontos-Socorros abarrotados e um esgoto rutilante. É gente nadando pelo corredor, num rio de sangue que vela a bruma. Relembrei-me da Síria e do PAAR, bairro no Pará:

"Olha a faca!
Olha o sangue na mão
Ê, José!
Juliana no chão
Ê, José!
Outro corpo caído
Ê, José!
Seu amigo João
Ê, José!"

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Marabá/100 anos

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Ficou muito bom, o  livro que a Temple editou em  comemoração aos 100 anos de Marabá.
Parabéns!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mortos em vida

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Drummond - do alto da sua inteligencia e sensibilidade - escreveu: É preciso ter mãos pálidas e anunciar o fim do mundo. De fato: só com as mãos pálidas podemos anunciar o fim do mundo. Só assim. As minhas são pulsantes e vermelhas. Não estou morta: estou viva! E viver não é brincadeira não. Os felicianos da vida: Estão mortos. Morreram para o mundo. Morreram para si mesmos. Mortos, estão! São  portadores de  mãos pálidas. Respeito os mortos. E respeito poucos, entre os que já se foram. Mas, são mortos vivos, os que me causam náuseas. São nauseantes: os moribundos em vida. Pena o mundo estar repleto deles. Seres incapazes de olhar para a vida e  aceitá-la, com suas vicissitudes e diferenças. Não sabem sorrir, os mortos em vida. Que pena! Que pena, mesmo!

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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Bons ventos


Com estréia prevista para 13 setembro próximo, o filme Aviões promete arrebatar fãs da aviação de todas as idades, em versões 3D.
Como curiosidade, apesar de ser inspirado no sucesso Carros, o filme é pilotado pela Disney, mas sem a Pixar no cockpit.
Decolagem autorizada!

terça-feira, 2 de abril de 2013

“Zulusa”, o novo disco de Patrícia Bastos



Nasci do plim... duma fusão
Joãozinho Gomes, letrista em: “Zulusa”.

Quando vou a Macapá, costumo flanar pelas ruas e olhar pra aquele rio. Daí que numa dessas ouvi “Zulusa”. Foi notória a sensação de estar destampando o curativo que protege o embrião de nossa arte: brasiliana arte, amazônica arte. Lá donde nossos ancestrais se enovelaram e deram o formato espiralado de nossa mameluca molécula do Ácido Desoxirribonucleico - DNA.

É que Patrícia Bastos, a autora do CD, veio para bulir nesse coto umbilical e renovar nossas origens. Dá vontade de escrever no ritmo do disco, mas como não tenho essa magia - e pretensão -, arrisco em dizer que ela atinge a maturidade: é o seu melhor disco.  

“Zulusa” é fusão etimológica com fusão etnológica, mesmo. Mais que neologismo, mais que ponte aérea para Sampa e Belém É a lusofonia de nós, descendentes afrozulusíada, em forma de urros, vogais, atabaques, violões, contrabaixo, tecno-batida, fado, carimbó, marabaixo, boi e outro punhado de coisas. Destarte, “Zulusa” responde de onde viemos, onde estamos e aonde vamos - no sentido estrito da arte autopsiada pela própria cantora tucuju.

A capa já diz ao que veio: crianças miscigenadas canoam pelo vasto Amazonas. “Canoa voadeira”, a primeira faixa, retrata o neoverbo gaivotar, como se fosse canoar ou navegar a esmo no mar - ou no rio-mar - e na voz. Os dois verbos cabem na expressão artística de Patrícia Bastos, alcunhada no clique de Johne Sena. Ronaldo Silva, o letrista, ainda intera o disco com a conhecida “rodopiado”, além do belo poema que evoca a luta sangrenta pela terra, na voz de Pretto.

Chego ao ponto alto da letraria: Joãozinho Gomes, aí, enverga o verbo. Percebe-se em “U amassú i u dubradú” e “Incantu” a flutuação no trejeito nheengatu de se pronunciar o formato amazônico da fala de nossos ancestrais. Traz-se à tona essa língua morta que bem lembrou “Kararaô”, recente livro de Walter Freitas, ou na mesma dobrada de "Tuyabae Cuaá". Daí em diante, o fonema vira sonema e a clássica linearidade de Patrícia dá vez à voz em salvas, como se fosse o traçado eletrocardiográfico.

“Linha cruzada” cruza as batidas do trio Manari com o acordeon rasteiro de Toninho Ferraguti. Nessa composição (Leandro Dias/Carla Cabral), a voz gaivota entre o tema e o arranjo, num rasante de tons irisantes. Um deleite, ou mais: um alísio para nossos ouvidos. Adiante, em “Boi de Rua”, sai Ferragutti e entra o gigante Zé Pitoco, com seu clarinete alvissareiro, anunciando a chegada do Boi Garboso em seu movimento pendular. Patrícia embala o ritmo.

A mistura embrionária do áfrico-homem canoa na lusofonia camoniana sob forma de fado. É dor doída em “Miss Tempestade”. O texto expõe, ao bisturi de lâmina afiada, as entranhas do silêncio. Mas é o poeta Ricardo Corona quem goteja anestésico na veia de Vitor Ramil e no pomo de Patrícia Bastos. O resultado inebria.

“Mais uma” é a reinvenção de Patrícia na tecno-carona de Felipe Cordeiro. Mais uma demonstração de sua saltitante voz. Demonstra, assim, que é capaz de abraçar todos os ritmos populares. Louva-se o trato que Manoel Cordeiro e Trio Manari dão ao arranjo. Um primor.

Pulando para a faixa “Mal de Amor”, Du Moreira transforma a tragédia sheakesperiana em solenidade de encantamento. Dá vontade de levitar na melodia de Milhomem e chorar pelo amor do nego. Percebe-se que a descrição de um suicídio ao melhor estilo Ingmar Bergman: ”nada poderia ser mais classicamente romântico”.

Encerra-se com Guinga e Paulo César Pinheiro. Deles não preciso falar. Falo do piano plangente de Heloisa Fernandes e da voz dessa caboca. Da passagem de “O batuque” à entrada de “Ribeirinho”, de que falo, há um resfriamento dos pés à cabeça, deixando o ouvinte estupefato, gélido; só os tímpanos tremulam com a gaivotagem da voz e a pele engelha à cada nota do piano. Patrícia, neste momento, atinge a erudição e Ozzetti, o produtor, se emociona.

Eu também...

O Lado B da Moda

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Olha a Cobra!

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Sucuri de cerca de 19 metros encontrada na Serra da Velha Pobre, localizada entre os municípios de Porto de Moz e Almeirim, no Pará.
Para deter o animal eles acabaram sacrificando, talvez se tivesse um pessoal mais preparado conseguissem detê-la sem matar.
Estima-se que a Sucuri tinha aproximadamente 150 anos de acordo com o seu comprimento.


Museu subaquático


O projeto Evolução Silenciosa, criado em 2009 pelo artista Jason de Caires Taylor, transformou-se silenciosamente no maior museu subaquático do mundo.
Localizado próximo à Isla Mujeres, em Cancun (México), o espaço submerso conta atualmente com 413 esculturas feitas em concreto de pH marinho neutro, as quais se transformam progressivamente em recifes artificiais para incontáveis espécies.
O fato de estar apenas a nove metros de profundidade permite que o museu seja visitado por mergulhadores, praticantes de snorkel e por turistas em barcos com fundo de vidro.
Flâneurs, que tal um meeting pr'aquelas bandas?