quinta-feira, 14 de março de 2013

Argentina fará 2o ato de repúdio contra deputado brasileiro

A despeito de toda a mobilização e muitas comemorações pela eleição de um papa argentino, o país não demonstra só opiniões contrárias ao nome de Francisco, mas também ao do deputado Marco Feliciano (PSC/SP). Pois é, aqui em Buenos Aires também! Muitos brasileiros e outros estrangeiros estão ligadinhos nesses contraditórios

Como pagadora de impostos no país verde-amarelo e eleitora legítima do “gigante pela própria natureza”, fui, com muito gosto, à primeira manifestação contra o nome do federal à Presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Fui e levei comigo não só minha indignação com declarações públicas feitas por ele e que em nada lhe credenciam ao cargo, ainda que ele represente muitos outros brasileiros – não à toa foi eleito. Levei também cores, imagens e símbolos que o deus dele amaldiçoa: imagens de negros, o colorido empunhado pela comunidade LGBT, o caxixi usado por capoeiristas. Do tradicional Obelisco, ponto turístico que marca a segunda fundação da cidade de Buenos Aires, fomos em marcha até a Embaixada do Brasil e de lá, por estar fechada, fomos à residência do embaixador, onde entregamos a carta de repúdio, com a garantia de que seria enviada ao Brasil.

Não fomos muitos, algumas dezenas, mas nossa contribuição foi valorosa. Calar, nunca! É o pior remédio diante de qualquer indignação e violação. Estivemos em família, outros não. Estivemos lá “gringos” e argentinos solidários. Estivemos conectados às programações paralelas em várias cidades brasileiras. Pelo que acompanhei da agenda, não vi programação no Pará.

Nesta segunda edição, esperamos ampliar nossa contribuição e, quem sabe, estimular que outras cidades façam o mesmo.







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