O Blog do Barata nos informa hoje sobre a mentira que o candidato Almir Gabriel aplicou na entrevista à TV Liberal na segunda-feira dia 11 de setembro. Nela, o candidato negou que tivesse atribuído o aumento da criminalidade à já famosa "sensação de insegurança". Tanto que é verdade que ele falou, que a expressão há muito já virou a chacota preferida da blogosfera. É ou não é, galera?
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Mosqueiro e a música
De fato Mosqueiro mudou muito em um curto período de apenas 10 anos. Mas para pior. Neste sentido, vários aspectos podem e devem ser considerados. O RD nos chama a atenção para apenas 1 deles: a música.
Mosqueiro também padece com a praga de carros que são verdadeiras aparelhagens sonoras. Quem vai à ex-bucólica para relaxar e curtir a natureza é obrigado a poluir os ouvidos com músicas de qualidade duvidosa em níveis proibidos por lei.
Mas a a qualidade da música, não é exatamente o problema. Todos tem o direito de ouvir a música que desejarem. O problema é o volume e o lugar onde ela é executada. E a música varia conforme a temporada. Fora dos feriados e férias escolares, predomina o brega. Nos feriados e férias escolares (quando prefiro não ir ao Mosqueiro), além do brega temos o chamado "bate-estaca".
Sempre em volume altíssimo, executadas em carros com equipamentos poderosos, geralmente conduzidos por aleijados mentais, que associados ao consumo de bebida alcóolica, muitas vezes se transformam em indivíduos violentos, que não admitem serem chamados a regra de boa convivência. Escolhem a porta de nossas casas para largar o carro durante quase todo o dia executando a música de sua escolha em alto volume.
Mas isso não é privilégio de Mosqueiro. Em Salinas, podemos ver o mesmo velho mal hábito do paraense. Só que lá, as casas ficam bem longe da praia. Mas o conceito provinciano de poluir visualmente as belas paisagens de Salinas com aquela infinidade de carros no meio da praia,, literalmente levando o caos urbano para dentro dela, perdura por anos e anos. Se formos observar, trata-se de um mal hábito generalizado em todas as praias do Pará. E mais em frente, o RD parece se dar conta desta tese.
Donos de carros com aparelhagens de som no porta-mala estragam o programa de quem procura a aprazível orla de Icoaraci para ver o pôr do sol. E não aparece um fiscal da Semma ou policial para calar essas anomalias sonoras.
Além da ausência do poder público para fiscalizar, é falta de educação ambiental básica mesmo. Sem falar nas outras formas de má educação.
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Dupla sensação
Nem o jornal oficial consegue mais conter a verdade. O Repórter 70 hoje, em uma bem humorada nota afirma:
Quentinha
Um jornalista - morto de forme, coitado - atravessou o cruzamento da Humaitá com a Almirante Barroso, no início da tarde de ontem, para comprar a quentinha do almoço e, com ela, forrar o estômago. Na volta, foi parado. 'Passa a quentinha', sentenciou um bandido. A vítima, felizmente, nem pestanejou: deu a quentinha de bandeja ao assaltante e preservou a vida. Ficou com o estômago roncando o restante do dia, de tanta forme, mas está vivinho para contar a história.
Realmente, coitado do jornalista. Ficou com dupla sensação. A velha conhecida "sensação de insegurança" e a sensação de fome.
E por aqui...
É o que se pode ler na matéria do Diário de hoje.
E na enquete realizada pelo Diário sobre o assunto, percebe-se o quanto o chamado "senso comum" é carente de informações, com raras excessões.
Cinco anos do imponderável

NYC - Ground Zero. Foto: Vincent Laforet, The New York Times .
Há cinco anos, o mundo assistia estarrecido pela televisão aquilo que se achava imponderável. E o RD nos lembra sobre o fato.
O fanatismo religioso e político levado ao extremo resultou na morte de mais de três mil pessoas em 11/09/01 nos EUA, no maior ataque terrorista da história. Hoje, cinco anos depois, as marcas do evento permanecem vivas na memória de todos.
Mas não só as marcas emocionais.
Em Nova Iorque, num lugar que os americanos convencionaram chamar de ground zero, um enorme buraco, feito uma grande ferida no downtown, permanece até hoje.
E o The New York Times traz hoje uma extensa reportagem sobre tudo o que aconteceu desde o dia 11 de setembro até os dias atuais. Intitulada The Hole in the City's Heart (O Buraco no coração da cidade, em tradução livre), a matéria tenta explicar sobre as razões de após 5 anos o ground zero permanecer exatamente como está: um grande buraco no coração de Nova Iorque.
There were developers, architects, politicians, insurers, community residents, relatives of Sept. 11 victims and multiple competing government entities. “Too many cooks,” Mr. Whitehead (the former chairman of the Lower Manhattan Development Corporation) said. And they all viewed ground zero differently.
Existem inegavelmente muitos corações querendo dar um destino ao ground zero. E isso, pode levar a idéia de reconstrução do lugar a se arrastar por mais 5 anos? Quem saberá.
domingo, 10 de setembro de 2006
Fotos para a história

Paris, Quarta-Feira, 12 de Setembro de 2001

Neste dia que amanheceu ensolarado e frio, compramos o Le Figaro e fomos ao Beaubourg (também chamado de Centre George Pompidou) - o fantástico museu de arte moderna todo em estrutura metálica e vidro - cumprindo nossa vasta programação turística, ainda que assustados com os acontecimentos do dia anterior.
Na véspera, estávamos voltando de nosso passeio a Tour Eiffel e ao Hotel des Invalides, quando ao sentar em um café para almoçar por volta de 14: 45 h, ouvimos pelo rádio ambiente que um avião havia colidido com uma das torres do World Trade Center. A princípio, o impacto foi grande entre nós pois, há apenas 2 anos, havíamos visitado aquele importante landmark de Nova Iorque. Mal sabíamos o que ainda estava por acontecer.
Ainda estarrecidos e longe de visualizar os fatos que ainda estavam se desdobrando, continuamos nossa programação indo até uma coiffeur para aparar nossos cabelos, que já estavam um pouco além da conta. Para tanto, havíamos marcado hora com madame Brigitte, uma simpática e espevitada cabeleireira nas imediações de Montmartre, bairro onde moramos por cerca de 24 dias.
Ao chegar à cabeleireira, notamos algo de estranho nas feições e aparências das pessoas que lá estavam. Madame Brigitte estava visivelmente espantada, arregalava seu par de olhos azuis a cada frase que se ouvia no rádio ambiente do salão. (Sim. Nem no café e nem no cabeleireiro havia uma televisão). E foi lá que soubemos que um segundo avião havia colidido com a segunda torre. Assustados e com pouco domínio do francês, dependíamos de meu irmão que incrédulo, tentava nos traduzir o que estava acontecendo. Nesta altura, madame Brigitte se apressava-se em cortar o meu cabelo rapidamente de maneira a fazer o que todos pareciam querer fazer naquele momento: correr para casa e ligar a TV.
Saímos rapidamente da cabeleireira e corremos as escadarias da Rue du Mont Cenis acima em direção ao nosso apartamento.
Chegamos a tempo de assistir o imponderável: o desabamento da primeira torre. Ainda sem acreditar no que nossos olhos viam, alguns minutos depois assistimos o desabamento da segunda.
Angustiado, sem poder entender o francês rápido e angustiado do repórter da TV, eu perguntava:
- Meu irmão. Isso é um replay?
- Não, Carlos. É o desabamento da segunda torre! - respondia ele.
Silêncio absoluto na sala, todos com os olhos vivamente ligados naquelas imagens de horror. Olhos marejados.
- Não é possível! Isto não está acontecendo! É um filme! Um trailler de filme! - dizia eu.
No mesmo dia, já à noite, o governo francês deu início ao plano vigipirate que era um pacote de extensas medidas de segurança excepcional.
Tínhamos uma viagem marcada na quinta, dia 13 de setembro, para Londres via Eurotunel.
Reunião de emergência. O que faremos? Damos prosseguimento a nossa programação ou cancelamos tudo. Decisão: aguardemos por 24 h as providências das autoridades locais e depois decidimos.
E no dia seguinte, dia 12, Paris amanheceu sem as suas lixeiras estilizadas. No lugar delas, apenas sacos plásticos presos a estrutura metálica que antes as abrigava. O metrô e as ruas intensamente policiadas. A ordem era eliminar tudo aquilo que pudesse ocultar bombas terroristas. Mala desacompanhada no metrô era sinal de pânico e alarme total.
Mantivemos então a programação para o dia 12 ainda em Paris, onde faríamos um passeio de barco pelo charmoso Canal de Saint Martin. Nada feito. Ao chegarmos lá, após pagarmos o passeio, entrar no barco e esperar por cerca de 20 minutos, recebemos o dinheiro de volta com a notícia de cancelamento do passeio por razões de segurança.
Frustrados em nosso intuito, decidimos então antecipar o passeio ao Beaubourg, onde na fila de espera para entrar, tiramos esta foto com a manchete do Le Figaro: La Nouvelle Guerre. Até hoje, ainda guardo este exemplar do jornal em casa. Suas folhas já amareladas pelo tempo, ainda nos trazem a memória tudo o que aconteceu naqueles dias. Dias que mudaram o mundo.
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Alta
Segundo informa o Diário Online, a candidata Ana Júlia Carepa saiu agora no final da tarde do Hospital Porto Dias
Esvaziando as gavetas
Esperamos contudo, que a saída da secretaria não exclua o desenrolar e conclusão das investigações pendentes. De acordo com extensas reportagens produzidas no Diário do Pará, o mau odor que exala desta gestão nos faz, como cidadãos, exigir o mesmo rigor que foi utilizado para punir os malfeitores do mensalão. Mas esperamos também que um dia a grande imprensa atue em uníssono na fiscalização de homens públicos. E que não se calem quando for conveniente.
Dourado: contagem regressiva
Essa é a informação que vazou do bunker tucano, de uma fonte segundo a qual o deputado federal Vic Pires Franco (PFL), avalista da indicação do secretário, já foi acionado para que Dourado seja defenestrado do cargo. A preocupação é evitar as inevitáveis explorações eleitorais dos sucessivos imbróglios dos quais o secretário executivo de Saúde é o personagem central, com seu nome invariavelmente vinculado a denúncias de corrupção na sua administração.
Sony DSC-H5


Esta é a Sony DSC-H5. Uma câmera satisfatória para hobbystas em fotografia. 7 megapyxels, LCD de 3 polegadas, Zoom de 12 x. Disponível na Sol Informática, em Belém.
Continua a perseguição no Amapá
Mesmo tendo hospedado seu blog no exterior, a jornalista Alcinéia Cavalcante continua a receber hostilidades judiciais do senador José Sarney.
Em e-mail encaminhado ao blog explica e pede apoio em sua luta.
Claro que eu publico. Ô, Sarney. Cadê seu espírito democrático?
Mesmo tendo hospedado meu blog no exterior (já que ele conseguiu tirar do ar o que eu tinha no UOL) o Sarney não pára de me perseguir.
O homem está delirando e nesse delírio acredita ser o dono do mundo.
Fui notificada agora pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá que Sarney entrou com cinco ações contra meu novo blog (http://alcineacavalcante.blogspot.com). No total, já são 14 ações
Acabei de postar sobre isso e espero continuar contando com teu apoio.
Alcinéa Cavalcante
Parada militar ainda é popular
E O RD hoje nos dá a dica para uma possível razão para tamanho sucesso.
Saliência, galera. Saliência.
O ponto de dispersão do desfile militar, no final da Presidente Vargas, virou uma espécie de “clube de mulheres” não autorizado. Desarmadas de qualquer pudor, elas se lançavam contra os soldados para tocá-los, beijá-los e entregar a eles pedaços de papel com nome e telefone. Um militar quase teve a farda rasgada. Mas os que receberam mais apalpadelas e beliscadas foram os bombeiros guarda-vidas, que desfilaram de sunga.
Tudo piora mas ele vai ficando
E o Quinta nos diz hoje que até entre os tucanos o mau odor já é insuportável.
Enquanto isso, o titular da SESPA vai ficando.
Façamos o seguinte: o secretário sai da pasta para não atrapalhar as investigações e busca provar sua inocência. Esta seria a melhor providência que tomaria na atual conjuntura.
Um conselho de cidadão.
Blogosfera aquecida
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
Bela, mesmo encoberta
Anônimo madrugador
Só que o comentário madrugador nada tinha a ver com o contexto do post em meu blog.
Tratava-se de cópia da matéria do Diário do Pará de hoje, tratando do fato de o MPF ter denunciado o Reitor e Vice-reitor da UEPA por improbidade administrativa. (Leia matéria aqui).
Sobre este assunto já me manifestei em momentos anteriores e aguardo o desenrolar dos fatos.
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Editada às 13:30 h
E o Quinta Emenda comenta hoje sobre o mesmo assunto no post Mais Corrupção. Parece que vai cair mesmo nas malhas da blogosfera.
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Editada às 22:58
Também o Blog do Jeso comenta o episódio no post Trio.
Aumenta a blogosfera
"La donna é mobile" - Rigoletto
La donna è mobile
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensiero
Sempre un'amabile
leggiadro viso
in pianto o in riso
è menzognero
La donna è mobile
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensier
e di pensier
e di pensier
È sempre misero
chi a lei s'affida
chi le confida
mal cauto il core
Pur mai non sentesi
felice appieno
chi su quel seno
non liba amore
La donna è mobile
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensier
e di pensier
e di pensier
E aqui, uma possível "tradução" livre para o inglês destes versos (que só em italiano concentram a força original), compilada de inúmeros websites na internet.
Acreditem. Existem traduções piores.
like a feather in the wind,
she changes her voice,
and her thoughts
She's always sweet,
Her face is pretty,
Whether she's laughing or crying
Or telling a lie.
Woman is fickle (movable),
like a feather in the wind,
she changes her voice,
and her thoughts,
and her thoughts,
and her thoughts
Always miserable,
he that trusts in her
who confides in her,
his unwary heart!
Yet nobody
feels fully happy
who on that bosom
doesn't drink love,
Woman is fickle (movable),
like a feather in the wind,
she changes her voice,
and her thoughts,
and her thoughts,
and her thoughts!
Dramático, inesquecível e belo!
Se alguém conseguir uma boa tradução para o português pode comentar.
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Perigo à vista
Esta serve para os profissionais e entusiatas do vídeo digital. Alguém sabe o que é um codec de vídeo? Trata-se de um software codificador/decodificador que contém um algoritmo de compactação de vídeo (entre outras informações) que são os responsáveis pela produção e visualização de vídeos digitais. Exemplo disto é o famosíssimo DiVx que revolucionou a visualização de vídeo na internet, produzindo vídeos com boa qualidade sem o enorme tamanho dos formatos originais. O análogo ao DiVx é o mp3 que também revoluciona a área de áudio digital. Neste sentido, os videólogos se interessaram rapidamente pelos codecs entendendo a importância que eles tem para o usuário final. Alguns vivem atrás de outros codecs capazes de superar um recentemente lançado. Disto se aproveitaram alguns espertinhos que disponibilizaram na internet um novíssimo codec de vídeo, que na realidade, trata-se de um programa adware que pode instalar cavalos-de-tróia, rootkits e outros softwares maliciosos.
O IDGNow alerta para isto hoje em uma reportagem que pode ser acessada clicando aqui.
Quem acessar o website da empresa que tenta distribuir o adware e estiver utilizando o Mozilla Firefox com a Barra de Ferramentas do Google, terá seu acesso alertado para o fato imediatamente.
Hipocrisia tem seu preço
Sinal dos tempos: um dos mais ácidos críticos do presidente Lula durante a CPI do Mensalão, o senador Artur Virgílio patina hoje na casa dos 4% nas pesquisas para o governo do Amazonas.
História do Hospital Barros Barreto - Cap. 5
Com o pedido de demissão do Dr. Antonio Lobão, assume interinamente em 15 de abril de 1961 o Dr. Almir Gabriel, que estava em Belém de férias de seu curso de cirurgia torácica no Sanatório de Curicica, ficando no cargo até 16 de maio, quando assume o Dr. Raimundo Pereira de Oliveira. Neste período, no Sanatório, seriam realizadas cirurgias cardíacas pelo Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, durante a Semana de Cardiologia promovida pela Faculdade de Medicina e a Sociedade Paraense de Cardiologia.
De volta a Belém em 1962, o Dr. Almir Gabriel passa a fazer parte do corpo clínico do Sanatório. O hospital tinha somente 40% de sua estrutura física pronta, em condições de funcionamento. Em uma única ala acabada, de seis pavimentos, funcionavam no primeiro a administração e os serviços; no segundo as enfermarias de clínica tisiológica e o refeitório; no terceiro a clínica cirúrgica e o centro de cirurgia. Os demais pavimentos precisavam de acabamento.
Com a chegada do Dr. Almir Gabriel inicia-se a cirurgia de tórax no Barros Barreto, contando com o auxílio do Dr. Alexandre Santos, cirurgião do Domingos Freire, e de Socorro Gabriel enfermeira, além do Dr. Rui Ventura, anestesista.
Ainda em 1962 o Dr.Almir Gabriel assume a direção efetiva do Sanatório buscando uma reordenação do hospital, com o estabelecimento de normas e controles indispensáveis ao seu funcionamento. O médico Ernani Motta passa a chefiar o Departamento Administrativo, sendo contratados mais três tisiologistas: José Felix, Alcir Araújo e Walry Ferreira; para a cirurgia Jorge Loureiro do Amaral, Nilo Almeida e Isaac Benchimol; para anestesia Ronaldo Acatauassu Nunes. O Centro de Estudos é fortalecido como meio de aperfeiçoamento profissional. As obras permitem o funcionamento do 4º, 5º e 6º andares e o restante do 3º da ala oeste, com a abertura de dez leitos para pneumopatias não tuberculosa. O hospital tem sua capacidade ampliada em mais 140 leitos, passando a atender emergências cirúrgicas do tórax não-tuberculosas, leões de esôfago, câncer de pulmão, etc.
Após a gestão de Almir Gabriel sucedem-no na Direção do hospital: Lindolfo Pedro Ayres, Valry Ferreira e Luis Eduardo Soares Carneiro, retornando Almir Gabriel em 1971, ficando no cargo até 1976. Desse período são as obras de recuperação de telhados, aterros do terreno, reforma do sistema de vapor, etc. concluídas até 1974.
A partir de 1976, com a mudança no paradigma do tratamento da tuberculose, em função do aparecimento de novos quimioterápicos, o então sanatório é transformado emITAL
Em dezembro de 1977, já sob a denominação de Hospital Barros Barreto, o Diretor Substituto José Henrique Vergolino assume a gestão do imóvel entregue pela Divisão Nacional de Tuberculose, mediante cessão de uso. Na ocasião o hospital contava com: centro cirúrgico e centro de material, centro obstétrico, centro de estudos, unidade de internação, emergência, repouso, consultas externas, serviços de arquivo médico e estatística, nutrição e dietética, centro de terapia ocupacional, pediatria, unidades de isolamento, centro médico(raiosX, laboratório, odontologia, provas funcionais e cardio-respiratórias). Com a conclusão das obras ocorre a ampliação do número de leitos, passando de 250 para 400.
Pela portaria assinada pelo ministro da saúde, em 1983, o hospital passa a se chamar Hospital João de Barros Barreto.
Foram diretores após o Dr. Vergolino os seguintes, André Luis Loureiro Valle, Alexandre Santos e Isaac Benchimol,
Em 1990 o hospital é cedido à Universidade Federal do Pará, passando a funcionar como hospital escola, um antigo sonho do curso de medicina, agora com a denominação de Hospital Universitário João de Barros Barreto, constituindo-se em hospital de referência para DIP, Pneumologia e cirurgia, sendo a residência em cirurgia geral a primeira a funcionar, dentro dos novos moldes, no agora hospital universitário. Atualmente, no hospital, acontecem atividades da graduação, com internato inclusive, além de pós-graduação modalidade residência médica nas áreas de clínica médica, DIP, pneumologia, pediatria e cirurgia. Nesta nova fase lembramos os nomes de Leila El Hosn, Elisa Viana Sá, Anselmo Oliveira, Octavio Cascaes Dourado, Murilo Morhy como diretores, sendo a Dra. Elisa Sá a atual diretora.
Gostaria de registrar e agradecer a colaboração da bibliotecária Vera Lúcia dos Santos Carvalho, da assistente social Maria Josefa Joviniano Quadros e da jornalista Roberta Vilanova, esperando que mais pessoas se engajem num projeto mais amplo para que se possa realmente escrever a história do Hospital Barros Barreto.
Belém, 27 de agosto de 2003
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Gafe histórica na CNN
História do Hospital Barros Barreto - Cap. 4
Imediatamente após assumir a direção do Hospital, o Dr. Antonio Lobão solicitou ao engenheiro responsável um relatório das reais condições para o funcionamento dos 200 leitos, conforme o estabelecido pelo Ministério da Saúde. O relatório informaria ao diretor que haveria alguns problemas a resolver como a conclusão da estação de tratamento de esgoto,a cargo do SESP; funcionamento das caldeiras, casa de maquinas e testes de toda a rede de vapor; instalação definitiva da energia elétrica, a cargo da Força e Luz do Pará S.A ., especialmente a alta tensão; testes de funcionamento de todos os serviços e aparelhos, especialmente aqueles relativos à cozinha, lavanderia e esterilização; conclusão dos serviços de esterilização do bloco cirúrgico; colocação em funcionamento das câmaras frigoríficas, conclusão de algumas obras no 4º e 5º andares, relativos aos postos de enfermagem e à colocação de ferragens;conclusão dos serviços de sinalização dos pavimentos; construção em alvenaria de uma cobertura para a área onde se encontravam localizados os boileres de água quente para utilização do hospital e o incinerador de lixo; conclusão dos serviços de exaustão da cozinha, onde apenas se encontravam instaladas as coifas. Para a concretização de tais obras haveria a necessidade de suplementação ao orçamento inicial apresentado, tendo o Serviço Nacional de Tuberculose autorizando a complementação.
Devido a esses problemas, durante os dois primeiros meses de funcionamento o Sanatório apenas pôde atender aos 16 (ou 15?) pacientes inicialmente admitidos, somente vindo a aceitar novos pacientes a partir de 28 de outubro de 1959, quando passa a possuir as condições mínimas de funcionamento, após a resolução dos problemas de água, luz, esgoto, possibilitando o funcionamento da cozinha, lavanderia e esterilização. Na ocasião recebe mais 10 pacientes vindos do Hospital de Isolamento (Domingos Freire?), enquadrados na norma estabelecida de casos recuperáveis não-tributados de tratamento dispensarial e casos com indicação cirúrgica.
O primeiro ano de funcionamento foi de muitos contatos com os órgãos públicos e particulares no sentido de obter mais recursos para levar adiante o completo funcionamento do hospital. Ainda faltavam equipamentos para o laboratório, bloco cirúrgico, central telefônica, por exemplo. O Dr. Lobão acumulava as funções de diretor e também de médico assistente dos pacientes internados. Trabalhavam ainda os médicos Antonio Nascimento Araújo e Lindolfo Pedro Ayres, tisiologistas, José Henriques Ortiz Vergolino, radiologista, Rui da Silva Ventura, anestesista e endoscopista.
O Dr.Vergolino, tendo retornado a Belém naquele ano procurara o Dr. Lobão no hospital a procura de emprego. Lobão diz-lhe da existência de três aparelhos de raiosX encaixotados havia mais de dois anos no hospital. Vergolino avalia os aparelhos, solicita ajuda à empresa de assistência técnica para proceder os reparos necessários e começa a funcionar a radiologia do Barros Barreto.
Os exames laboratoriais eram realizados externamente pelo Dr. José Bráulio dos Santos, em seu laboratório, em virtude do hospital não estar aparelhado para tal. As atividades médicas eram limitadas ao atendimento dos pacientes na visita médica, não havendo serviço de plantão. As emergências, eram resolvidas pelo entrosamento com o serviço de enfermagem, através comunicação telefônica.
Em 1960 foi firmado um convenio com a SPVEA. Tendo o hospital recebido 50% do valor previsto foi possível arcar com as despesas de manutenção, devido à demora na liberação das verbas consignadas no orçamento da União. Em meados daquele ano já funcionavam o serviço de raios X, com radiografia e tomografia; serviço de anestesia e endoscopia, com a realização de broncoscopias, aplicação de gasoterapia e algumas anestesias. A cirurgia torácica ainda não havia entrado em atividade, somente se realizando cirurgias gerais. O Sanatório dispunha de Serviços de Arquivo Médico e Estatística, Enfermagem, Nutrição e Dietética, Serviço Social, Serviço de Saúde dos Servidores, realizando ainda cursos e estágios. Na área administrativa dispunha de Serviço de Pessoal, de Contabilidade, de Material e Conservação e Reparos.
Vale destacar o trabalho da enfermeira Cleusa Passos da Silva, que além de suas inúmeras atribuições para com os doentes e os médicos, teve ao seu encargo o preparo de todo o pessoal auxiliar admitido para o Sanatório, realizando cursos e estágios, tanto para o trabalho em área contaminada como para a área limpa.
(continua amanhã)domingo, 3 de setembro de 2006
História do Hospital Barros Barreto - Cap. 3
Com a criação da Campanha Nacional de Tuberculose, em 1946, os trabalhos de construção são retomados em 1947, embora de forma lenta por conta de entraves burocráticos, no que se refere ao gerenciamento, se Ministério ou Campanha. Um reestudo para a melhoria da utilização dos recursos elevaria a capacidade prevista do sanatório de 600 para 800 leitos buscando-se, também, o barateamento do custo do leito construído.
Somente em setembro de 1950 as obras seriam novamente retomadas, criando-se no espírito dos paraenses a incredulidade de vê-la concluída. A previsão do engenheiro responsável Djalma Guedes Figueiredo era de que esta estivesse concluída em fins de 1952. Com o prosseguimento das obras em ritmo lento, por falta de recursos e também pela dificuldade em adquirir certos materiais em Belém, somente em 31 de dezembro de 1952 foi realizada a festa da cumeeira do bloco em construção.
Por esta mesma época, o Hospital São Sebastião, por ser construído de madeira, apresentava-se em condições precárias para continuar a internar pacientes, tendo sua lotação reduzida para 20 leitos, transferindo-se 85 pacientes para o São Roque, que deixou de ter sua destinação específica para outras doenças transmissíveis, passando a receber tuberculosos. Mais do que nunca era necessária a conclusão do Sanatório de Belém.
Somente em 1954, com injeção de verbas através da SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia) as obras seriam reiniciadas.
Em 1956, com a morte do Dr. Barros Barreto o Sanatório de Belém passa a se chamar Sanatório Barros Barreto.
Em janeiro de 1957, atendendo a interesses políticos, acontece uma inauguração simbólica do hospital, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek e do ministro da Saúde Maurício Medeiros com a notícia na imprensa dando conta que o hospital funcionaria com 200 leitos, embora nada disso tenha acontecido, na prática.
As obras continuaram em seu ritmo lento, porém o ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Saúde e o Serviço Nacional de Tuberculose resolveram que não se podia esperar mais pelo funcionamento do hospital, apesar de todas as dificuldades. Assim, em 15 de agosto de 1959 foram admitidos os primeiros pacientes para o Barros Barreto, em número de dezesseis, transferidos do Domingos Freire. Na ocasião o Dr. Antonio Lobão teve seu nome escolhido para ser o primeiro diretor do Sanatório.
Um fato inusitado marca o início de funcionamento do Hospital Barros Barreto. Para que este pudesse abrir suas portas era necessário haver dezesseis pacientes. Contactados os internados no Sanatório Domingos Freire quinze aceitaram a remoção para o novo hospital, os demais recusaram alegando que a transferência levaria às suas mortes.
Diante do impasse uma enfermeira vasculhou pelas redondezas encontrando um mendigo perambulando pela área. Foi providenciada sua admissão, e completando-se o número exigido, os pacientes foram transferidos entrando assim em funcionamento o hospital.
A surpresa é que no dia seguinte o mendigo vem a falecer, reforçando o temor dos internos do Domingos Freire por sua remoção. O Domingos Freire seria extinto em 10 de novembro de 1964, quando seus 85 pacientes restantes passaram para o Barros Barreto.
(continua amanhã)sábado, 2 de setembro de 2006
Tsunami tucuju
O jornalista Val-André Mutran do blog Pelos corredores do planalto utiliza os termos "tsunami tucuju" e "pororoca amazônica" aos ventos contrários que melam a campanha de Sarney ao senado no Amapá. Muito criativo e informativo o blog.
E o Direito & Esquerdo de Bruno Vieira, parceiro deste blogger em outras lutas, também adere ao "Xô Sarney".
"Xô, Sarney" está de volta
Alcinéia Cavalcante está de volta em http://alcineacavalcante.blogspot.com/. Depois de ter seu blog fora do ar por ações na justiça movidas pelo grupo que tenta reeleger o Senador José Sarney no Amapá, a jornalista amapaense agora está hospedada no exterior. Aliou-se ao Blogger, mais um serviço gratuito do grupo Google, que também abriga o Blog do Barretto, entre outros. Quem nos informa sobre isso, é o Quinta Emenda, também hospedado no Blogger.
Pelo jeito, precisaremos continuar hospedando nossa opinião em outros países onde a liberdade de expressão parece ser maior que a de nossa pátria.
História do Hospital Barros Barreto - Cap. 2
Ainda neste mesmo terreno em que hoje encontra-se localizado o Barros Barreto existiram mais três hospitais, que foram:
São Sebastião, destinado a abrigar os variolosos. Inicialmente um barracão na travessa José Bonifácio, serviu às epidemias de 1883 e 1890, sendo depois incendiado. Com a epidemia de varíola em 1898, o governador Paes de Carvalho tratou de construir um hospital para estes doentes, tipo hospital-barraca-de-campanha, e que ficou pronto em três meses. Sua descrição, pelo Dr. Leibowictz é “ o edifício é vasto, tendo comprimento de 120m e largura de 22m. Todo edificado de madeira; as grandes enfermarias e o 1º corpo são forrados. O hospital está instalado no mesmo terreno do Domingos Freire, do qual dista 130m, sendo separado deste por uma cerca de arame. Pela frente do terreno, na travessa Barão de Mamoré, e pelos lados de toda a área compreendida por aquela grande propriedade do Estado corre uma cercadura completando assim o isolamento dos edifícios.
Com a erradicação da varíola o São Sebastião passou a ser o “Asilo das Madalenas”, para a internação de prostitutas portadoras de doenças venéreas, a partir de 1921, tendo também abrigado tuberculosos.(localizar) Teria sido desativado em 1952.
O outro hospital é o São Roque, na verdade uma casa, moradia particular, às proximidades do Domingos Freire, alugada por 150$000 pelo governo do estado, em 1904, e utilizada para o isolamento de pacientes com peste bubônica, estando o São Sebastião, lotado. Ampliado e dotado de todos os cômodos necessários serviu também para o isolamento de pacientes portadores de varíola, gripe, difteria, etc. Encontramos uma referencia sobre sua construção em 1935, para uso nas doenças exantematicas, preenchendo a lacuna do Domingos Freire e São Sebastião.
O último hospital é o Osvaldo Cruz, na verdade um pequeno pavilhão ao lado do Domingos Freire, e que serviu primitivamente para moradia das religiosas, sendo mais tarde ali recolhidos os doentes suspeitos de febre amarela para ficarem em observação. Não temos maiores informações sobre construção,etc.
Mas vamos ao Barros Barreto. Em 1934 a tuberculose era o problema sanitário nº 1 do país, com alta morbi-mortalidade. Seu tratamento, através dos dispensários, não contava com um número de leitos suficientes na retaguarda. Por essa época, o Dr. João de Barros Barreto, então Diretor do Departamento Nacional de Saúde, apontava a necessidade da construção de 07 grandes sanatórios e 11 pequenos nas diversas capitais brasileiras, devendo o de Belém ter capacidade para 600 leitos.
A pedra fundamental do Sanatório de Belém foi lançada em 1934, tendo os trabalhos de construção se iniciado em 1937, a cargo do Departamento Nacional de Saúde, através da Divisão de Obras do Ministério da Educação e Saúde e pela Verba de Obras e Equipamentos, sendo construtora a empresa Leão Ribeiro. Com as estruturas de alvenaria e concreto das alas laterais – uma com cinco e uma com seis pavimentos - e andar térreo do central já erguidas, faltando o corpo central para unir as alas, a obra foi interrompida em 1942 por falta de recursos. A planta previa as alas para distribuição dos leitos, com o bloco central ocupado pelos serviços gerais de administração, auxiliares de diagnóstico e terapêutica e a circulação e comunicação entre as alas. As obras permanecem paralisadas, quase em completo abandono, expostas a ação das intempéries e ao saque de materiais como os de canalização de água, o mato tomando conta de tudo. Enquanto isso o Estado padecia com o flagelo da tuberculose, com mais de 880 óbitos/ano, e possuindo 139 leitos para internação de tuberculosos: 51 no Domingos Freire e 88 no São Sebastião, ambos permanentemente lotados.
(continua amanhã)
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
História do Hospital Barros Barreto - Cap. 1
Comemora-se, hoje, o 44º aniversário* de fundação do Hospital Universitário João de Barros Barreto, que tem como data oficial de inauguração o dia 15 de agosto de 1959, quando o Dr. Antônio Lobão transferiu dezesseis pacientes do Hospital Domingos Freire para o ainda inacabado Sanatório de Belém. Ocorre que falar sobre a história e a trajetória do Barros Barreto sem mencionar fatos e situações anteriores à sua criação seria negar a História ou, pelo menos, ser desonesto para com esta.
A história deste hospital se confunde com a própria história da Saúde Pública no Pará, não sendo ousadia dizer que a “certidão de idade” do Barros Barreto encontra-se na escritura de compra e venda de um terreno cujo dono era o Dr. Américo Santa Rosa, médico famoso em sua época e hoje nome de uma rua em nossa cidade, e o Governo do Estado; documento datado de 09 de dezembro de 1895. No citado documento temos que o terreno, situado à Travessa Barão de Mamoré, freguesia de Nazareth, medindo 88m de frente e 396m de fundo, "ou o que fosse encontrado até o igapó, limitando ao poente com a dita travessa com o terreno de Estevam da Costa Gomes e ao sul com a rua dos Pariquis". Aqui um aparte: a rua dos Pariquis prosseguia através do cemitério?. O preço do terreno foi de 5:330$000 (cinco contos, trezentos e trinta mil réis) e o terreno destinava-se à construção de um hospital de Isolamento, conforme projeto apresentado e sancionado pelo governador Lauro Sodré em agosto daquele ano.
Logo após a compra teve início a construção do hospital, cuja pedra fundamental foi colocada em 02 de junho de 1896, o qual acabou concluído em 1899, sendo inaugurado em 29 de abril de 1900, sendo denominado Hospital Domingos Freire, em homenagem a um médico brasileiro nascido em 1843 que fez nome consagrando sua existência ao estudo da febre amarela.
De acordo com o Dr. Pontes de Carvalho, no Pará Médico de novembro de 1900, o Domingos Freire era “uma cópia fiel de importante estabelecimento congênere de Stockolmo, erroneamente transplantada para o nosso clima e para o nosso meio”. Apesar do seu aspecto imponente e elegante, o que o tornavam um belo edifício, isto não seria suficiente para torná-lo um hospital de isolamento para moléstias infecto-contagiosas, mais especificamente a febre amarela, que então grassava em nossa cidade. Segundo aquele autor, o edifício poderia ser utilizado para sede de qualquer outro estabelecimento sanitário, construído que fora sobre um solo pedregoso, circundado por ampla e alterosa floresta e ventilado em todas as direções. Acrescenta a necessidade de drenagem dos pântanos que lhe ficavam ao fundo, o que contribuía para os casos de malária, ficando o edifício em nada a desejar em beleza, salubridade e conforto.
*Documento escrito em 27 de agosto de 2003. Ler post anterior a este.
(continua amanhã)
Uma justa homenagem
Dando sequencia às comemorações dos 47 anos do Hospital Universitário João de Barros Barreto, publicaremos um artigo do médico e escritor Aristóteles Guilliod de Miranda, escrito em 2003, o qual batizou modestamente de "Apontamentos para a História do Hospital Barros Barreto". Na época em que foi escrito, o hospital comemorava seus 44 anos e alertamos os leitores para o fato de situá-lo no contexto em que foi escrito originalmente. Como se trata de um documento longo, publicaremos em capítulos ao longo dos próximos dias. Esperamos que seja de valia para nossos leitores e agradecemos ao Dr. Aristóteles pela gentileza em autorizar sua publicação neste blog. Boa Leitura!

