segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Vi que responde
O blogue agradece a atenção do deputado, aliás um dos nossos frequentes visitantes.
domingo, 17 de dezembro de 2006
DNA
Mateus, primeiro os meus
Qual a razão do amuamento não é dito. Mas que o PMDB assegurou a administração de algumas galinhas de ovos de ouro do governo estadual - saúde, obras públicas e COSANPA -, lá isso assegurou, e sem que o presidente do partido precisasse franzir as bastas sobrancelhas.
Colaboração
Groucho Marx
Comediante norte-americano
(1890 - 1977)
Do site Publishnews, com notícias do mundo dos livros. Dêem uma olhada.
sábado, 16 de dezembro de 2006
Tempo Rei
"Tempo rei
Ó tempo rei
Ó tempo rei
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Ó pai o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!"
Medidas contra a violência
Bertolt Brecht
Certo dia o senhor Keuner, o Pensante, se pronunciava contra a violência num auditório; de repente, percebeu que as pessoas se distanciavam dele e, por fim, se afastavam. Olhou em torno e viu parada atrás de si... a violência.
- O que tu disseste? Perguntou-lhe a violência.
- Eu me pronunciava a favor da violência. Respondeu o senhor Keuner.
Quando o senhor Keuner foi embora, seus alunos lhe perguntaram por que dobrara a espinha. O Senhor Keuner respondeu:
- Eu não tenho espinha dorsal para vê-la destroçada. Justamente alguém como eu precisa viver mais tempo do que a violência.
E o senhor K. contou a seguinte história:
À casa do senhor Egge, aquele que aprendeu a dizer não, chegou certo dia, no tempo da ilegalidade, um agente exibindo um certificado expedido em nome daqueles que dominavam a cidade e dizendo que lhe pertencia toda a casa em que pusesse os pés; da mesma forma, pertencia-lhe toda a comida que ele pedisse; da mesma forma, deveria servi-lo todo homem que ele visse.
O agente sentou-se numa cadeira, pediu comida, lavou-se, deitou-se e perguntou, com o rosto virado para a parede, antes de adormecer.
- Tu vais me servir?
O senhor Egge cobriu-o com uma coberta, espantou as moscas em volta dele, vigiou o seu sono e, assim como nesse dia, obedeceu ao longo de sete anos. Mas, se fazia tudo pelo agente, uma coisa guardou-se de fazer: dizer uma palavra que fosse. Quando se passaram os sete anos e o agente já engordara de tanto comer, dormir e mandar, o agente acabou morrendo. O senhor Egge enrolou-o em sua coberta deteriorada, arrastou-o para fora da casa, lavou a sala, caiou as paredes, suspirou, e enfim respondeu:
- Não.
Profecia
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Tecnologia: cuidados com o verão

Para aqueles que não desgrudam de seus gadgets ou traquitanas eletrônicas, o G1 publica hoje uma lista de conselhos para evitar dor de cabeça ao final da temporada.
Leia em Dicas para seu eletrônico não morrer na praia.
Banda larga?
Na oportunidade, agradecia ao CD que o deputado gentilmente me fez chegar através de sua assessoria, que continha uma apresentação sobre o Programa Espacial Brasileiro feita pelo INPE. Foi no post Cara Pálida de 6 de dezembro. Como ainda não recebi as respostas, publico aqui para quem se achar competente para responder.
1)Como vai a questão da Lei Azeredo? Seu votinho ia ser apoiando a integralidade do projeto, incluindo os tópicos que atentam contra a privacidade dos usuários da internet, ou o senhor a apoiaria com a exclusão/revisão deste tópico?
2)Em relação a Banda Larga, como usuários, pagamos muito caro pela sua utilização em Belém. Comparado com outras regiões do Centro-Sul do país onde pelo valor que pago por um link de "até" 1000 mbits/s no Velox (com garantia de apenas 10% da banda contratada!), contrataria um link de até 8000 mbits/s. Em Manaus a situação é pior ainda. A Telemar alega custos elevados de manutenção, além da procura pelo serviço ser menor na região, alterando assim desfavoravelmente ao consumidor esta regra básica do capitalismo. Sabemos contudo que a boa e velha concorrência, traria estes preços para baixo, mesmo com "todos os custos alegados". Mas pesquisando outras opções de banda larga em Belém, constatei que a ORM a cabo com seu serviço IJet cobra até mais caro do que isso oferencendo menos banda embora garanta a integralidade da banda contratada. Mesmo assim ainda acho os preços praticados por ambas verdadeitamente abusivos tendo em vista um serviço de qualidade duvidosa. Como resolver esta questão para os usuários paraenses? Qual sua posição a este respeito?
3) E quanto a obrigatoriedade de contratar provedor de acesso além da operadora de banda larga? Será que já não está na hora de derrubá-la? Será que poderíamos trazer este serviço mais ao sabor dos interesses dos consumidores e menos ao sabor de interesses de supostos provedores de acesso? Será que eles já não tiveram tempo suficiente para diversificar suas atividades econômicas, liberando os usuários de pagamento de suas mensalidades?
Vai dar m.....
Chico Buarque propôs numa entrevista, no início do governo Lula, que o presidente deveria criar o ministério do “Vai dar M...”. Seria um ministério que, tecnicamente, daria a ultima palavra sobre determinadas ações governamentais e, depois de considerar todas as variáveis emitiria a famosa opinião: “presidente, não vá por aí, isso vai dar m....!”
Seria o caso de adaptação no âmbito regional sob a forma de uma secretaria?
Mais um falcão?

Com o apoio de George W. Bush , foi eleito o novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas. É o diplomata Ban Ki Moon, atualmente Ministro do Comércio e da Relações Exteriores da Coréia do Sul. Os sul-coreanos o definem como a mão de ferro em luva de pelica.
Ki Moon teve também o apoio decisivo da China, que fez saber aos países membros que bloquearia qualquer nome que não fosse asiático.
Diz o Times (Londres) que o novo secretário-geral da ONU teria prometido "milhões de dólares" para obter votos necessários na eleição. O governo sul-coreano rebateu essa afirmação, apesar de Ki Moon, logo após anunciar sua intenção de concorrer ao cargo máximo da ONU, ter feito uma turnê pelos países da África prometendo aumentar para 100 milhões de dólares, até 2008, a ajuda da Coréia do Sul para o desenvolvimento dos países africanos.
Trata-se, portanto, de uma jogada complexa no tabuleiro da política internacional, principalmente se lembrarmos da tensão existente com as ogivas nucleares da comunista Coréia do Norte e da instabilidade política que afeta outros países da região, vocacionada para neste século se tornar um dos maiores mercados econômicos do planeta.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Humanização já!
E falo de uma Medicina com letra capital mesmo! Que se perde a cada dia enovelada em títulos, cursos de imersão, tabelas de evidências, etc. Não que cada um destes elementos estejam desprovidos de importância. Mas que de nada adiantam sem sólida formação humanística e sensibilidade no trato com seres humanos.
Contudo, os anos passam e os atores tendem a culpar suas próprias descobertas - a princípio criadas para trazer-lhes facilidades - pela perda de qualidade de serviços antes prestados com maior intimidade, como se a cada avanço, um pouco do que existia até então, perdesse um pouco de sua mágica. Aos avanços chamamos de tecnologia. Foi assim com o rádio, com a televisão, com o VHS, depois com o DVD e agora, e em paralelo, com os computadores e com a internet.
Ah! O homem. Este bicho complexo e contraditório.
Mas eu perguntaria: humanismo se ensina nas escolas médicas? A mera introdução de disciplinas ditas humanísticas nas escolas médicas mudariam este cenário? Não seria isso mais uma simplificação, das inúmeras que nos cercam no correr do tempo? E que a esmagadora maioria dos médicos costuma abraçar com facilidade?
O que é mais importante para fazer o homem entender que avanços não excluem a boa educação, a sensibilidade, o bom trato com o semelhante?
Sinceramente, neste particular, acho que tecnologia não é a causa que leva o médico a deixar de olhar a cara do paciente para olhar para o PC. Ela quase que parece surgir como um subterfúgio, um ansiosamente esperado "bode expiatório", para justificar um processo de desintegração mais profundo, com raízes ainda não totalmente compreendidas, talvez com origens mais socio-políticas. Quem sabe entranhadas no ensino fundamental? Ou no hinterland doméstico?
Nada de científico existe em minha opinião. Reflete exclusivamente um senso comum que surge da leitura de incontáveis livros e publicações médicas, bem como de incontáveis publicações na área de informática e tecnologia, bem como de livros comuns, densos, ou romanticamente simplórios.
Comungo com Ari da mesmíssima ansiedade. Angústia de ver colegas, a cada dia agravando velhos problemas, ampliados a enésima potência, aos quase 3000 ghz de velocidade de um moderno processador. Se o disco rígido (memória não desprezível) não é rico em informações, de nada adianta o processador e um moderno sistema operacional.
O pior, é que tudo isto, você pode sim encontrar ali na esquina. Numa simplória livraria de cimento e tijolo.
Leituras em progresso
O autor, apesar do sobrenome, é brasileiro, com formação em economia, coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP e presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais. Também autor de vários livros, entre os quais Ética e sociedade na sociedade da informação e Autores e poderes na nova ordem global, além de colaborador de jornais e revistas no Brasil e no exterior.
Detalhe para o capítulo: Ciência médica - saúde e progresso, com os tópicos: Medicalização da saúde e o abandono do doente e Manipulação genética e nanotecnologia: a fronteira decisiva?
Uma bibliografia interessante e atualíssima fornecem munição para o aprofundamento das questões. Bom presente de fim-de-ano e comprável pela web. É provável que as livrarias locais não tenham. Esse tipo de livro não dá ibope.
Exercitando a medicina
EXERCÍCIO SOBRE O EXERCÍCIO DA MEDICINA
Aristóteles Miranda*
A medicina, como as demais profissões e tudo na vida, sofre modificações e as influências de cada época. Se antes era vista como sacerdócio, mais tarde passou a ser considerada misto de ciência e arte. O advento da sociedade pós-industrial levou-a ao estágio de uma relação de prestação de serviços, como produto oferecido a um exigente consumidor.
Apesar de tais mudanças de enfoque, permanece fora de discussão a necessidade da aplicação de princípios humanistas para o perfeito desempenho da profissão médica.
O que se observa, na prática, é bastante diferente da tese acima proposta. Incontestavelmente há profissionais extremamente competentes em suas áreas de atuação, detentores de currículos invejáveis, que aliado à parafernália tecnológica oferecida — de questionável alcance social, no geral — colocaram a medicina num impressionante patamar de desenvolvimento.
Se por um lado tal desenvolvimento amplia os horizontes e perspectivas da ciência médica, por outro constata-se o decréscimo dos valores humanísticos por parte dos atuais médicos.
Esta situação é vivenciada e referida, cada vez mais, pelos pacientes, que ao procurarem os profissionais em seus consultórios deparam-se com alguém por trás de um computador (ou até mais de um), aplicando um interrogatório estéril para o preenchimento de um ficha ou inserindo dados em determinados programas “diagnosticadores” — algoritmo, para os mais íntimos. Tudo em substituição a uma boa anamnese individualizada e personalizada; quase sem olhar para o paciente; muito menos, tocá-lo. E a consulta se completa com uma bateria de exames, independente das queixas apresentadas, o que, registre-se, faz a delícia de muitos pacientes. E marque-se o retorno para depois de trinta dias, pois é quando os convênios permitem a cobrança de nova consulta e quando os laudos e resultados dos exames serão apenas lidos, nem sempre interpretados correlacionando-os clinicamente.
Tal descrição é a de um atendimento diferenciado em consultório e não na rede pública. Nesta as coisas são bem diferentes pela deficiência de recursos e pela falta de interesse de muitos profissionais.
É obvio que existem médicos dedicados na rede pública. E o reconhecimento pelo seu trabalho é feito pelos muitos pacientes que procuram seus serviços, o que significa atender mais, no mesmo tempo e pelo mesmo salário. Maravilha para o gestor, que contabiliza um número maior de consultas, independente da resolutividade destas por conta dos medicamentos e recursos diagnósticos quase sempre em falta. E os que atendem rápido, os que atendem mal, os que faltam costumeiramente, etc., acabam sendo recompensados, financeiramente até, em termos proporcionais.
Mas esta já é uma outra história... Voltemos aos consultórios “high-tec”, bem decorados, luxuosos e até bem equipados. O paciente ao retornar à consulta, sobraçando os exames, ouve a sentença mágica e nem sempre a desejada: “o senhor não tem nada! Procure outro especialista”. E lá se vai o cidadão em busca de outro médico, no intuito de obter uma solução para seus problemas, ou pelo menos uma resposta mais consistente e convincente.
Até parece que esqueceram que o paciente precisa bem mais que um lote de exames. Às vezes precisa menos destes do que alguém que o ouça, que o olhe, que o toque e que, depois, procure interpretar os exames determinados e mais específicos, buscando a confirmação da hipótese diagnóstica levantada, por conta de um raciocínio clínico a partir de uma anamnese bem feita.
Será que já não se ensina mais como colher uma boa história? A examinar um paciente? A auscultá-lo, palpá-lo ao menos? Será que estamos, cada vez mais, nos restringindo à mera leitura de laudos, deixando de lado questões subjetivas de cada situação clínica; as nuances psicológicas de cada ser humano, o que, na grande maioria das vezes, é o fundamental para o diagnóstico? Será que estamos fadados a aceitar os resultados das máquinas como sempre exatos e definitivos?
A serem verdade tais assertivas estaremos caminhando para a atuação como técnicos em medicina em contraponto à grandeza e à profundidade do exercício desta como profissão. É um caso a discutir e a pensar. Ou aguardaremos que alguma máquina também o faça por nós?
Irresponsabilidade
Hoje, por volta de 9:30h, circulava na esquina da Avenida Gentil Bittencourt com Tv. Castelo Branco uma viatura Fiat Palio da prefeitura de Belém, com um cartaz - do tamanho daqueles que são afixados em paredes - colado no vidro traseiro do veículo. Além do motorista, 2 passageiros o ocupavam. O cartaz mostrava a nova propaganda oficial de Duciomar Costa, com aquela maquete eletrônica do projeto Orla de Belém.
Será que a CTBEL vai autuar estes veículos que põem em risco os servidores públicos municipais e demais transeuntes, ao obstruir quase que totalmente a visão traseira do motorista?
Flanando pelo Google Earth

La Habana (Cuba) - Museu de la Revolucion e Memorial Granma

Museu de la Revolucion - Bela Fachada
Sem nunca ter ido lá, alimento a vontade de conhecer La Habana. Por ora, cabem estas belas imagens do Museu de la Revolucion. Antigo palácio presidencial onde outrora habitou Fulgêncio Batista, apeado do poder pela revolução de Fidel Castro.
No Google Earth, na parte traseira deste belo prédio, pode-se ver os contornos do Memorial Granma. Lá se pode ver o Granma. O barco que trouxe Fidel Castro e seus revolucionários do México até Cuba, dando início a guerrilha que derrubou Fulgêncio Batista e instalou o governo revolucionário em meados de 1959.
Latitude: 23° 8'29.20"N
Longitude: 82°21'24.27"W
Analfabetismo
Cooperação
Millôr Fernandes: Millôr definitivo - a Bíblia do caos
Sem comentário.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
EXTRA, EXTRA, EXTRA!
Por 182 votos a 146, com treze abstenções, o Senador Luiz Otávio Campos (PMDB-PA) teve rejeitada agora há pouco pela Câmara dos Deputados sua indicação para Ministro do Tribunal de Contas da União.
Na discussão da matéria em plenário, a candidatura do Senador sofreu duras críticas pelos Deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Paulo Hugo Santiago (PT-PE) que destacaram problemas de ordem ética na biografia do candidato. Detalhes do pronunciamento dos deputados estão disponíveis no portal da Câmara dos Deputados.
A rejeição pela Câmara dos Deputados de um candidato do Senado a vaga de Ministro do TCU é um fato inédito na história do Congresso Nacional.
Melhora a imagem da democracia
Old Strick (Steve Chong)
Os latino-americanos têm hoje melhor percepção da imagem das democracias no continente. 74% dos cidadãos entrevistados apoiam os governos democráticos de seus países.
É o que conclui o Relatório Latinobarometro para 2006, com base em pesquisa que inclui as últimas eleições presidenciais. Segundo Marta Lagos, diretora da ONG, "encontramo-nos em uma situação em que, com certeza, não há uma crise da democracia, nem também a debilidade da democracia, senão uma construção democrática". Detalhes em Ciberamerica.
Latinobarômetro
A nossa miséria de governo
Não tem essa conversa fiada de que esse desastre sanitário decorre da incapacidade do CCZ em dar cobertura adequada às áreas críticas.
Esclarecendo: a principal área de risco para a doença são os terrenos baldios, feiras e zona comercial, que não aumentaram nem diminuíram nos últimos cinco anos.
Quanto as medidas de combate a essa zoonose elas são simples: educação sanitária e planejamento anual para desinfestação das áreas críticas, evitando-se usar venenos de efeito imediato. É tão difícil assim?
Funerais
Quem terá sido o "nosso" ditador mais importante.?
Obs: vale para todos os níveis de governo.
Ato Institucional No. 5

Pinochet: de golpista a profeta sem que soubesse
Hoje fazem 38 anos que o Brasil deu um passo decisivo em direção às trevas da ditadura. Nessa data, aproveitando um discurso do Deputado Federal Márcio Moreira Alves, considerado ofensivo às forças armadas, a chamada linha dura do golpe militar de 64 articulou a edição do Ato Institucional Número 5, o AI-5, que conferia poderes absolutos ao Presidente da República.
Isto significava fechar o Congresso Nacional, as Assembléias Legislativas, as Câmaras de Vereadores, com a imediata cassação de mandatos eletivos e a suspensão dos direitos políticos por dez anos dos opositores ao governo militar. Ficava também proibida toda e qualquer reunião entre cidadãos, sob pena de prisão. Abolia-se por esse instrumento arbitrário os direitos e garantias individuais e escancarava-se a porta da República para que tarados e assassinos promovessem sob proteção institucional um baile de violências contra opositores do regime.
Um dos signatários dessa ignonímia foi o Sr. Jarbas Gonçalves Passarinho, que, não por ser coronel, cunhou, no Conselho de Segurança Nacional, quando então se concebia essa monstruosidade jurídica, a célebre frase de que rasgava os escrúpulos, mas concordava com o general presidente quanto a necessidade de se descer o último véu de pudor da ditadura e mandar pau sobre os civis. Não suspeitava que por essa triste eloqüencia, exatamente por ela, garantiria pódio na História do Brasil.
O tempo passou, veio a redemocratização, a paz insípida e inodora da Lei da Anistia, que nivelou tudo pelo menos, e o velho coronel continua honesto com o seu saudosismo anticomunista cheirando a mofo. É assumindo um internacionalismo golpísta, quando não mais rasga os escrúpulos, que vem bater continência à memória do famigerado carniceiro do Chile, a quem confessa sincera admiração e "de brincadeirinha" o chama de profeta. Mais obscuro impossível, nos diria o I Ching.
Gabo escreve
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Novidades de Freud

Sigmund Freud - 1856/1939
Logo, logo, o Flanar vai ganhar seu quarto articulista.
Não. Mais médicos, não mesmo.
Desta feita teremos provavelmente uma psicóloga.
Voces ouviram bem. Psicóloga.
O que terá uma psicóloga a contribuir com o Flanar? Qual será sua interatividade com os demais articulistas e leitores/comentaristas? Qual seria sua ótica sobre os fatos do cotidiano? Certamente, trabalho não vai faltar, creio eu. Mas deixo as perguntas ao vento.
Quanto a nossa quarta convidada, já recebeu o convite e parece ter topado o desafio. Deve neste momento, a exemplo de Gui que já completou sua inscrição no Blogger, estar providenciando seu perfil e talvez pseudônimo. Estas são opções que sempre deixamos a critério de nossos convidados. Deixar rolar, é a tônica entre nossos articulistas.
Vejamos então qual o resultado?
Bem vinda, amiga.
Eh! Foi mal...
Afirma Brickmann:
Para nós, jornalistas, que vergonha!
O mesmo Brickmann, no dia 5 de dezembro, publicava artigo intitulado A imprensa julga e condena, onde comentava histórias semelhantes as que analisa hoje. Uma delas, sob o título A história da moça, é simplesmente inacreditável. Leiam também e acreditem. É realmente incrível!
Tudo isso é emblemático de uma atividade que enfrenta problemas de credibilidade aqui ou alhures. Mas alhures, digamos, as coisas aparentam ser menos epidêmicas do que aqui. Embora não menos perniciosas ou virulentas.
Quem conta a história?
Mas isso é detalhe. De uma perspectiva democrática, o importante foram os editoriais dos outros dois jornais brasileiros. Um, porque falou do passado como ele foi, em geral; um e outro, porque cravaram que o futuro não pode repeti-lo.
Uma leitura excelente e recomendada, expõe com clareza as nuances de cada um destes grandes jornais. Em especial, a típica de um deles e a surpreendente de outro.
Leia clicando no link aí de cima.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Solidariedade
EFE - Estado de São Paulo
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NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, expressou nesta segunda-feira sua solidariedade às vítimas do regime do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e prestou uma homenagem aos defensores dos direitos humanos do Chile.
Em comunicado emitido pelo escritório de seu porta-voz, Annan se solidariza "às vítimas e aos familiares de milhares de pessoas, cujos direitos foram violados durante o Governo do general Augusto Pinochet".
Sobre os defensores dos direitos humanos que atuam no Chile, o diplomata diz "que, graças a sua perseverança, (eles) constituem um exemplo para o movimento internacional de direitos humanos".
Na nota, Annan frisa que a morte de Pinochet aconteceu justamente quando era celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. "A busca de justiça no Chile se transformou num símbolo da luta internacional pelos direitos humanos e a favor de que haja uma prestação de contas para os que abusam do povo ao qual supostamente deveriam servir", acrescentou.
