terça-feira, 22 de agosto de 2006

O cidadão e o funcionário público

Algumas ressalvas importantes devem ser feitas em relação ao caso do oxímetro de pulso que relatei aqui em 2 oportunidades. Na condição de autor deste blog, atuo como cidadão, repercutindo e opinando sobre fatos amplamente publicados na mídia impressa. Não atuo como jornalista, detetive, procurador e nem com o cargo que até o momento exerço no HUJBB. Lá, de fato sou funcionário público concursado, técnico-administrativo médico do CTI/HUJBB exercendo no momento a função de chefia da unidade de terapia intensiva. Poderei no futuro certamente não estar mais exercendo o cargo mas a condição de cidadão em pleno usufruto dos direitos de liberdade de expressão, não é cargo. E tenho plena consciência da responsabilidade inerente ao uso deste direito líquido e certo que a constituição me confere. Neste sentido, ao longo deste blog, nenhum leitor encontrará qualquer referência ao cargo que exerço no HUJBB. Basta ver meu perfil no blog para ler "Médico Intensivista desde 1991, interessado em artes, literatura, política, internet e hardware". E é assim que me apresento ao longo destes meses. Como cidadão e pessoa física, a exemplo de outros blogueiros constituindo o que se costuma chamar de blogosfera.
Não produzo fatos. Apenas os comento quando já são de conhecimento público pelas vias ditas convencionais.
Sem mais nem menos do que isso.
E não é pouco. Ou será que ser cidadão já anda assim tão menosprezado pelas autoridades que não se consiga sequer ver seus ímpetos públicos questionados pela plebe.
Plebe sim. Mas longe de ser rude.


8 comentários:

Anônimo disse...

Como cidadão, caro Barreto, você deve ter, acima de tudo, a verdade. E pelos documentos que surgem nesse caso, parece, faltou-lhe exatamente isso. O que coloca em dúvida todo o seu comentárioe , principalmente, a veracidade das suas "denúncias" sobre o caso. Agora, o que lhe levou a agir dessa forma, só você mesmo pode explicar. Ou será que nem precisa?

Val-André Mutran disse...

Nem precisava de explicação Barreto.
Você produziu sim: um maravilhoso relato de sua viagem à Argentina.
O resto é conversa de botequim. Manda os caras fazerem o blog deles e nâo encher o saco viu doutor?

Flanar disse...

Anônimo das 23:53
Não entendi seu comentário.
O que é mentira? Vc acha correto a PF não apontar quem roubou do HUJBB um equipamento de máxima importância para um hospital tão carente?
Vc parece saber algo mais a respeito? Por que não publica e de preferência SE IDENTIFICA, para que possamos analisar suas ponderações. Quanto aos documentos, não apresentei nenhum documento no blog. Depus na PF e é a ela que cobro as providências. Contei um fato em que participei como principal personagem. E se vc quer saber, existem no mínimo mais 3 testemunhas que o presenciaram, que óbviamente não lhe darei o gostinho de saber quem são. Quem deverá fazê-lo, assim espero, será a PF, a quem cobramos a verdade dos fatos.
Quanto a explicar, não costumo responder a anônimos deselegantes como vc, que se escondem na covardia que cultivam. Por motivos, quem sabe, cínicos e inconfessáveis não é anônimo.

Flanar disse...

Parece que precisa de vez em quando, Val-André. Como vc pode ver no comentário do anônimo das 23:53, que pensa que me intimida.
Só me dá vontade de tomar mais uma geladinha.
Abs

Anônimo disse...

Calma, Carlinho. Sem essa de intimidação. Isso era no tempo da ditadura e você, melhor de ninguém, sabe quem servia de corpo e alma ao sistema. Pela sua reação a um pequeno comentário feito aqui fico, mesmo, com a impressão que tem muita mais coisa ainda não revelada por trás dessa história. Quem sabe não seria algo vindo das bandas do hospital que você trabalha e tem importante função. Coincidentemente de onde saiu o tal equipamento.
É, é o caso de se dizer: o feitiço pode virar contra o feiticeito...

Flanar disse...

Pode mesmo, anônimo. Esta é uma possibilidade que está prevista mas, garanto-lhe: conduzida adequadamente por quem de direito.
É o que costumo dizer: quem tem culpa que se estrepe.
Quanto à intimidação, ela existe, anônimo. E eu não acredito em Papai Noel, não. Mas vc que me chama de Carlinho, deveria estar identificado. Pode me fornecer informações adicionais sobre o caso?
Caso positivo, faça-o "em off" neste blog, ou para meu e-mail.
E se o hospital em que trabalho tem algo a esconder, mantenho minha linha de conduta em que as autoridades competentes façam aparecer. Daí minha cobrança à PF para que faça rolar este processo. O que definitivamente não pode acontecer é que a PF demore 1 ano para responder a um processo de furto bobo. Mas hoje eles reconhecem a demora e fornecem informações adicionais sobre a história, que eu já sabia. O oxímetro de pulso, estava com a plaqueta de tombamento do HUJBB. Difícil é entender como foi parar nas mãos da PREVSAÚDE sem que eles tenham de imediato, tomado a iniciativa de devolvê-lo, não é verdade?
Agora o que não vou admitir é que venham a dizer que tal fato não é verdade. E isso posso lhe afirmar, anônimo, estou suficientemente embasado para provar.
Por último, vc realmente acha, que ser chefe da UTI, sem DAS, ganhando por isso apenas uma "gratificação" de cerca de 80 reais, é um "importante cargo"???
Ora, anônimo. Convenhamos que existem cargos muito mais importantes não é verdade?

Direito & Esquerdo disse...

Caro Barreto,
Presto solidariedade a ti.
Não amoleça.
Vá pra cima desses covardes que defendem a corupção reinante em nosso estado.
Faço como eu, aos anônimos covardes não dê espaço.
Um forte abraço
Bruno

Flanar disse...

Valeu, Bruno.
Como vc pode ver, as coisas andam muito estranhas por aqui.
Abs