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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Wind Explorer
Se agregarmos às leis da física uma das Leis de Murphy (no matter how fast you are driving, you will always be driving against the wind - não importa o quão rápido você dirija, você estará sempre dirigindo contra o vento; tradução livre), teremos uma ideia hibrída e fecunda, explorada pela alemã Evonik Industries através do seu projeto Wind Explorer, um carro que associa energia eólica a um pequeno motor elétrico.
Eu me pergunto como ninguém da indústria automobilística pôde pensar nisso antes: carregar as baterias com a força do vento gerado pelo próprio movimento.
O levíssimo veículo utiliza baterias de lítio e uma turbina móvel de vento para carregá-las e, dependendo do vento e da velocidade de deslocamento, demanda pouquíssima recarga de fontes elétricas convencionais.
Ainda há muito a ser aperfeiçoado, mas abre-se definitivamente um caminho para uma fonte mais limpa de energia do que a energia elétrica "pura".
Carros ao vento!
sábado, 14 de julho de 2012
Transtorno de humor e experiência criativa
A relação entre doenças tipo Transtorno Bipolar e arte sempre me fascinou.
Considerando que os transtornos de humor (depressão e mania), em surtos, são experiências extremas para todas as pessoas por eles acometidas, assim como para as suas famílias e amigos, é de se presumir que estes episódios possam ter um papel importante na capacidade criativa de um grande artista.
Em contra-partida, se os estados francos de mania ou depressão são praticamente incompatíveis com pensamentos ou ações eficazes, eu imagino que uma certa "dose" de patologia num momento preciso da vida do artista seja o "toque de gênio" para o insight criativo.
A lista de "pacientes-artistas" (supostamente) acometidos por transtorno grave de humor é extensa, segundo o livro Touched With Fire (New York Free Press, 1991), da psiquiatra americana Kay Redfield Jamison, autoridade mundial nesta doença.
Dentre os escritores, destacam-se Andersen, Balzac, Mark Twain, Dickens, Emerson, Faulkner, Scott Fitzgerald, Hemingway, Hermann Hesse, Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Tolstoy, Edgar Allan Poe, Dylan Thomas, Walt Whitman, Baudelaire, William Blake, Lord Byron, Emily Dickinson, T. S. Eliot, Victor Hugo, Robert Lowell e Mayakovsky, entre dezenas de outros.
Na música, os casos mais famosos são os de Robert Schumann (vide Schumann e a Psicose, aqui no blog), Mussorgsky, Handel e Hector Berlioz, e nas artes plásticas também há nomes importantíssimos para a história da humanidade, tais como Michelangelo Buonarroti, Paul Gauguin, Van Gogh, Pollock e Edward Munch.
Muitos dos mencionados acima estiveram internados em instituições psiquiátricas, tentaram o suicídio ou mesmo tiveram êxito em cometê-lo.
A pergunta que insiste em assolar o meu pensamento é: se os artistas em questão tivessem sido adequadamente tratados, quantas obras-primas o mundo teria deixado de conhecer?
terça-feira, 19 de junho de 2012
O buraco é mais embaixo
O clube social mais elitista da cidade deu vexame com falta de energia elétrica em suas dependências, no último final de semana, com o detalhe de que havia um evento acontecendo lá. Como era o clube que é, o administrador judicial da Rede Celpa tratou de se coçar. Mas a pressa para contentar os "ricos" da cidade não esconde um problema muito mais grave.
No último dia 14, a ex-governadora Ana Júlia Carepa publicou uma irônica postagem em seu blog, acerca da inauguração de um conjunto habitacional no Município de Mocajuba, inaugurado agora, mas que teria sido feito à razão de 98% na gestão anterior. Motivo de não ter sido entregue antes? A Rede Celpa não ligara a energia.
Por fim, conta-me uma amiga que ela e o marido compraram uma sala no Urbe Office, elegante edifício comercial recentemente entregue, ali na Serzedêlo Corrêa com Rua dos Mundurucus, em Batista Campos. Há alguns dias, na reunião de instalação do condomínio, a construtora esclareceu que houve atraso na entrega por um motivo. Adivinham qual? Falta de energia. A Rede Celpa não teve, por algum tempo, como produzir a energia necessária para suprir a nova demanda.
Sintomas. Sintomas de que, a qualquer momento, poderemos estar totalmente às escuras ou viver no acende-apaga muito mais do que hoje. E sem chance de indenização pelos prejuízos, já que nossos créditos seriam quirografários. A cidade está crescendo e a todo momento surgem novos espigões, a demandar energia, assim como estabelecimentos econômicos. Como manter tudo funcionando? A solução, claro, já foi proposta e se encontra "em estudo" perante a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): aumento da tarifa para o consumidor.
Quem mais poderia bancar essa fatura?
Com o detalhe que se estará pagando mais caro por um serviço cada vez pior. Ou serviço nenhum, Deus nos livre.
No último dia 14, a ex-governadora Ana Júlia Carepa publicou uma irônica postagem em seu blog, acerca da inauguração de um conjunto habitacional no Município de Mocajuba, inaugurado agora, mas que teria sido feito à razão de 98% na gestão anterior. Motivo de não ter sido entregue antes? A Rede Celpa não ligara a energia.
Por fim, conta-me uma amiga que ela e o marido compraram uma sala no Urbe Office, elegante edifício comercial recentemente entregue, ali na Serzedêlo Corrêa com Rua dos Mundurucus, em Batista Campos. Há alguns dias, na reunião de instalação do condomínio, a construtora esclareceu que houve atraso na entrega por um motivo. Adivinham qual? Falta de energia. A Rede Celpa não teve, por algum tempo, como produzir a energia necessária para suprir a nova demanda.
Sintomas. Sintomas de que, a qualquer momento, poderemos estar totalmente às escuras ou viver no acende-apaga muito mais do que hoje. E sem chance de indenização pelos prejuízos, já que nossos créditos seriam quirografários. A cidade está crescendo e a todo momento surgem novos espigões, a demandar energia, assim como estabelecimentos econômicos. Como manter tudo funcionando? A solução, claro, já foi proposta e se encontra "em estudo" perante a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL): aumento da tarifa para o consumidor.
Quem mais poderia bancar essa fatura?
Com o detalhe que se estará pagando mais caro por um serviço cada vez pior. Ou serviço nenhum, Deus nos livre.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Inundado
O Fantástico, da Rede Globo, exibiu ontem uma reportagem sobre a cidade submersa de Petrolândia, em Pernambuco, que foi destruída quando da formação do Lago de Itaparica, reservatório da Usina Hidroelétrica Luiz Gonzaga, integrante da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, há 23 anos.
De Petrolândia restaram apenas algumas ruínas submersas (e a parte mais alta de uma das igrejas acima do nível da água), que as autoridades do turismo pretendem colocar no roteiro turístico de aventura. A matéria era sobre isso, mas não foi o que me chamou a atenção. Observei o elemento humano, as pessoas mais velhas falando da saudade que sentem da cidade antiga (uma outra foi construída e é maior e mais urbana), dos seus costumes, músicas e festejos. E vejam este excerto do texto escrito pelo jornalista Francisco José:
Pensei imediatamente em Belo Monte. Para a construção de uma usina menor, em Pernambuco, espécies de peixes foram extintas e um patrimônio natural foi perdido. Que prejuízo se pretende impor, agora, ao Rio Xingu?
Nada como um exemplo concreto para nos fazer pensar.
Mais:
De Petrolândia restaram apenas algumas ruínas submersas (e a parte mais alta de uma das igrejas acima do nível da água), que as autoridades do turismo pretendem colocar no roteiro turístico de aventura. A matéria era sobre isso, mas não foi o que me chamou a atenção. Observei o elemento humano, as pessoas mais velhas falando da saudade que sentem da cidade antiga (uma outra foi construída e é maior e mais urbana), dos seus costumes, músicas e festejos. E vejam este excerto do texto escrito pelo jornalista Francisco José:
"Com a construção da barragem e a criação do lago, as cachoeiras do Rio São Francisco desapareceram. Em um trecho, o rio deixou de existir. Algumas espécies de peixes também foram extintas."
Pensei imediatamente em Belo Monte. Para a construção de uma usina menor, em Pernambuco, espécies de peixes foram extintas e um patrimônio natural foi perdido. Que prejuízo se pretende impor, agora, ao Rio Xingu?
Nada como um exemplo concreto para nos fazer pensar.
Mais:
- Texto da matéria do Fantástico: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1678075-15605,00-CIDADE+SUBMERSA+QUE+DEU+LUGAR+A+HIDRELETRICA+SERA+ABERTA+PARA+VISITACAO.html
- Vale do São Francisco: http://www.valedosaofrancisco.com.br/Turismo/Cidades-PE-Petrolandia.asp
terça-feira, 12 de abril de 2011
Energia. O maior desafio contemporâneo
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| Fukushima - Imagem: News Reporter |
Que tal acordar com uma má notícia. Péssimo, não? Mas quando as coisas estão acontecendo do outro lado do mundo, (que ainda é tarde na hora desta postagem), e ainda com este grau de significação para a humanidade, não há hora para divulgar. Tem que ser em "real time".
A CNN acaba de informar agora há pouco, que a Usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, acaba de ser alçada ao nível 7, na escala que avalia a severidade de acidentes nucleares. Ou seja, está "top rated".
Para se ter uma idéia, o último acidente nuclear que ganhou este ranking, foi Chernobyl, na antiga União Soviética. Evacuações já foram providenciadas numa área de até 30 km da usina.
Ou seja, os homens estão sendo forçados a fugir de suas próprias invenções. E bastou uma catástrofe natural, bastante previsível na região, para que isso acontecesse. Marca registrada da insanidade e baixa racionalidade das decisões humanas no tocante a geração de energia.
Em outras palavras, motivo suficiente para que o gênio e a inventividade humanas, passem a ser direcionados a formas alternativas de energia, que não mudem o curso de rios de rara beleza e não massacrem ou explorem o próprio homem. Nada que seja fácil de conseguir, num ambiente com demandas exponencialmente elevadas de energia. Mas a demanda por energia, necessária ao desenvolvimento, não pode mais justificar fatos como este. Como afirmei, transparece insanidade, ou no mais provável, anseios ilimtados de lucro e desenvolvimento irresponsável.
E as soluções tecnológicas para atender a demanda (que parece ser historicamente crescente) têm que começar a aparecer logo. E se já existem e são efetivas, de acordo com consensos científicos internacionais, devem logo começar a ser adotadas pelos povos e nações do planeta.
Em paralelo a soluções tradicionais, (que infelizmente devem ser temporariamente executadas, para atender a infinita demanda) desta feita, tidas e assumidas como transitórias e deletérias, o esforço por energias alternativas deve constar das agendas dos governantes, desde já responsáveis pelo futuro de nossos filhos e netos. Mas acordos mais favoráveis ao homem devem ser garantidos mesmo na efetivação das ações assumidas como obsoletas e destruidoras, na falta de outra opção palpável e eficaz, capaz de ainda garantir emprego, desenvolvimento e renda.
Ou seja, em meu ponto de vista, está chegando a hora de encerrar a vergonhosa fase de obtenção de energia a qualquer custo. Principalmente se este custo, envolver o próprio homem, talvez obtendo resultados e indicadores sociais historicamente díspares do objetivo primordial da solução (atender o homem).
Mas as ações neste sentido, devem ser pontuais. Evitando-se o discurso emocional, capaz de ao invés de atrair seguidores, afastá-los, pela primariedade dos argumentos, muitas vezes pouco palpáveis, ou até mesmo, à serviço flagrantemente ingênuo, ou útil, de outros interesses políticos de ocasião, igualmente predatórios da consciência e da libertação verdadeira de um povo. Informação sempre foi a arma mais elementar da humanidade. Mas sempre há e sempre haverá, quem a use para libertar ou para dominar.
É atrás deste elemento fundamental, que pessoalmente almejo quase que obsessivamente. Informação com qualidade, descomplicada mas sem ser desprovida de adequada profundidade. Para que todos possamos decidir de forma tranquila, sobre os destinos reais dos atos que apoiamos ou rejeitamos agora, sem ferir o amanhã. Tirar o eixo decisório de um punhado de notáveis, sejam contra ou a favor de uma solução ou outra, é o grande desafio de cada um de nós.
Lutas, muitas já tivemos. Lutamos contra uma ditadura violenta e predatória de consciências. Lutamos contra a inflação. Lutamos contra a corrupção, que no passado, apesar de historicamente endêmica, já foi utilizada como argumento para inclusive instalar o regime de exceção.
Concluindo, lutar, é um ato contínuo. Cansativo, modorrento, mas necessário. Alcançar os objetivos mais cidadãos, sem perder o eixo da dívida social deixada por outros tantos, sem perder o eixo da sustentabilidade desprovida de retórica parnasiana, da preservação dos recursos naturais e consequentemente do próprio homem, é um objetivo gigante. Muito maior do que possam imaginar nossas, muitas vezes, simplórias concepções de classe média. Talvez um dos maiores desafios da atualidade. Nenhuma solução simplista é cabível e aceitável.
Mas se para mantermos o equilíbrio do planeta, inclusive considerando suas mandatórias e respeitáveis imprevisibilidades naturais, for necessário modificarmos paradigmas energéticos preguiçosos e supostamente inevitáveis, vamos então encarar mais uma luta. Nem que para isso, tenhamos que mostrar ao capital, que precisa ser mais correto e eficiente. Nem que para isso precisemos prová-lo mais rentável e humano. Uma luta de Davi contra o Golias. Mas quantas outras já perdemos ou já ganhamos nos mesmos moldes?
Falo de idéias. De poucos fatos. Mas de idéias. Assumo-as talvez como algo emberbes, talvez cheias de retórica pequeno-burguesa como muitos podem apontar. Mas são autênticas. Reais, e sinceras.
O exemplo do Japão está aí, para quem quiser ver. A que ponto chegam as decisões dos "notáveis", num país com altíssimo grau de desenvolvimento, mas que em algum momento, fechou os olhos para o simples fato de ser uma das regiões com mais altos índices de terremotos do planeta.
Isso é fato. O resto, vamos conversar.
sábado, 9 de abril de 2011
Presidente Dilma Roussef enquadra usineiros
"Já chega! Não vou admitir que os empresários desse setor tenham os privilégios que acham que podem ter". Com essa frase, em tom duro, a nossa presidente Dilma Roussef, mandou os ministros da: Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Minas e Energia e Casa Civil, tomar imediatas e duríssimas medidas para acabar com a safadeza, pilantragem, falta de vergonha na cara e @#$#@$%$#¨$, dessa cambada que há anos mama desesperadamente nas tetas do contribuite e dono de automóveis no Brasil.
É um sem número de Refis para esses desgraçados que, ainda por cima, são caloteiros e não pagam os financiamentos que tomam nos bancos.
A palhaçada desses empresários, elevou os patamares do preço do etanol nas bombas num preço inimaginável para um país que, a qualquer momento, terá o sinal verde do congresso americano, que já sinaliza a retirada de sobretaxa do nosso combustível verde. O absurdo é que não teremos etanol para abastecer o gigantesco mercado americano. Pelo contrário, estamos importando metanol dos Estados Unidos.
– Pode uma coisa dessas?
A safadeza desses não patriotas é justificada pelo atraso na colheita da cana de açúcar, em razão do excesso de chuvas no início do ano.
Uma meia verdade. O próprio governo monitora a situação é sabe que na verdade é que os usineiros – especialmente as plantas industriais controladas por capital estrangeiro, estão preferindo jogar o insumo da cana na linha de produção de açucar, commodity cuja cotação, explodiu no mercado internacional.
Nossa presidente, como os leitores bem sabem, é economista tarimbada e especializada no setor energético, sua origem na administração pública. Roussef de "trouxa nem o saco tem".
Mandou o ministro da Agricultura baixar uma portaria reclassificando o etanol não como sub-produto agrícola, e sim energético, estratégico e fundamental para o desenvolvimento das políticas de meio ambiente e energia.
Agora, os patifes se verão em apuros com a rigorosa Agência Nacional de Petróleo.
Vão se ##### F-U- mesmo.
A ganância dessa turma excedeu qualquer limite. Fui abastecer meu carro ontem (flex) e quase tenho um ataque cardíaco. O litro do etanol estava marcando R$ 3,10 na bomba.
Eu perguntei para a frentista, muito simpática por sinal, se ela tava querendo tirar um sarro com a minha cara. Ela disse: "não senhor". E engatou: o gerente já mandou aumentar para R$ 3,40!!!!".
Vão se ##### F-U- cambada de escrotos.
É um sem número de Refis para esses desgraçados que, ainda por cima, são caloteiros e não pagam os financiamentos que tomam nos bancos.
A palhaçada desses empresários, elevou os patamares do preço do etanol nas bombas num preço inimaginável para um país que, a qualquer momento, terá o sinal verde do congresso americano, que já sinaliza a retirada de sobretaxa do nosso combustível verde. O absurdo é que não teremos etanol para abastecer o gigantesco mercado americano. Pelo contrário, estamos importando metanol dos Estados Unidos.
– Pode uma coisa dessas?
A safadeza desses não patriotas é justificada pelo atraso na colheita da cana de açúcar, em razão do excesso de chuvas no início do ano.
Uma meia verdade. O próprio governo monitora a situação é sabe que na verdade é que os usineiros – especialmente as plantas industriais controladas por capital estrangeiro, estão preferindo jogar o insumo da cana na linha de produção de açucar, commodity cuja cotação, explodiu no mercado internacional.
Nossa presidente, como os leitores bem sabem, é economista tarimbada e especializada no setor energético, sua origem na administração pública. Roussef de "trouxa nem o saco tem".
Mandou o ministro da Agricultura baixar uma portaria reclassificando o etanol não como sub-produto agrícola, e sim energético, estratégico e fundamental para o desenvolvimento das políticas de meio ambiente e energia.
Agora, os patifes se verão em apuros com a rigorosa Agência Nacional de Petróleo.
Vão se ##### F-U- mesmo.
A ganância dessa turma excedeu qualquer limite. Fui abastecer meu carro ontem (flex) e quase tenho um ataque cardíaco. O litro do etanol estava marcando R$ 3,10 na bomba.
Eu perguntei para a frentista, muito simpática por sinal, se ela tava querendo tirar um sarro com a minha cara. Ela disse: "não senhor". E engatou: o gerente já mandou aumentar para R$ 3,40!!!!".
Vão se ##### F-U- cambada de escrotos.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Energia no Brasil: Para Além do Pessoal - 1
O debate sobre energia é amplo e diz respeito à construção de uma nova economia, de uma nova forma de relação da sociedade com o Estado. De como gerar energia que garanta segurança no abastecimento, modicidade tarifária, universalização do atendimento, sustentabilidade e eficiência sob o ponto de vista energético e econômico. Hoje o crescimento da economia brasileira gera uma demanda de energia que foi, nos últimos 4 anos, cerca de 30% maior que a do período entre 1998 e 2002.
O Governo fortaleceu o planejamento setorial, criou a Empresa Brasileira de Planejamento Energético, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Incentivou a retomada dos investimentos e a expansão do sistema a partir de fontes energéticas nacionais, renováveis e competitivas e por meio de maiores investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
Foi construído um modelo com maior equilíbrio entre empresas de geração e distribuição e os consumidores. É garantido o suprimento de energia, pois as distribuidoras são obrigadas a contratar 100% da energia que se propuserem a vender aos consumidores. Revisões tarifárias da Aneel transferem ao consumidor ganhos de eficiência das empresas capazes de reduzir de forma significativa a tarifa final, em alguns casos em até 20%.
Avanços recentes no setor devem fortalecer essa tendência. Em 2010, a Aneel aditou o contrato de 46 distribuidoras de energia elétrica com intuito de alterar o cálculo dos reajustes tarifários. Os termos assinados representam 71,86% do total de contratos existentes. A alteração da metodologia do cálculo de reajuste tarifário anual tem por objetivo assegurar a neutralidade dos encargos setoriais, evitando que variações de mercado gerem receitas indevidas à concessionárias ou à grandes consumidores.
Na busca de equidade social, de acordo com as regras introduzidas pela Lei n°12.212/2010, a Aneel também atualizou tarifas para os consumidores enquadrados como de baixa renda. O cálculo considerou o fim da cobrança dos encargos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Novos critérios para enquadramento como beneficiário da Tarifa Social também foram levados em conta.
Entretanto, seria imprudente ignorar que parte da tarifa não depende da eficiência da regulação. Os encargos, tributos e impostos sobre a tarifa chegam a 1/3 da conta de energia. No Brasil, em média, inclusive em São Paulo, a alíquota de ICMS é de 25% incidente sobre o consumo de energia domiciliar que, na prática, corresponde a uma alíquota real de 33,35%.
Com o objetivo de universalizar o atendimento, o programa Luz Para Todos alcançou até dezembro de 2009 a marca de 2 milhões e 235 mil ligações de casas. Em 2010, serão atendidas mais 800 mil famílias. Fruto do potencial de inclusão social do programa, cerca de 500 mil brasileiros voltaram da periferia para o meio rural, identificando-se por esse modo claramente a natureza iníqua de manter populações pobres à margem do consumo de energia elétrica.
O Sistema Eletrobras por sua vez está em processo de reestruturação. O acervo de conhecimento e experiência da empresa estava se deteriorando com a falta de coordenação entre a holding e suas 16 subsidiárias regionais. A Eletrobrás está presente em todo o Brasil e é responsável por 38% da capacidade instalada de geração de energia elétrica no país e por cerca de 56% do total das linhas. Em termos continentais, o Brasil possui seis interligações de médio e grande porte com outros países da América do Sul, quatro destas operadas pelo Sistema Eletrobrás, no Paraguai, no Uruguai, na Argentina e na Venezuela. Atualmente, amparada pela Lei 11.651/2008, o foco da empresa é ampliar sua inserção no continente americano – a integração energética da América do Sul, particularmente com os países que fazem fronteira com o território brasileiro, e a América do Norte e Central.
No setor petrolífero, o Governo Lula conquistou a autossuficiência brasileira (2006), reduzindo a fragilidade do pais frente a crises internacionais com foco no Oriente Médio. A descoberta do pré-sal (2007-2008) representou um vantagem competitiva que não apenas confirma a Petrobrás entre as maiores companhias de energia do mundo, mas amplia o valor geopolítico do do pais e garante às gerações futuras os lucros de uma recurso energético que será cada vez mais raro e necessário para uma transição de um modelo de matriz energética complexa.
Postado por
Itajaí
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11:27
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Energia no Brasil: Para Além do Pessoal - 2
Não se pode ao falar de energia, deixar de considerar alguns aspecto relacionados a Petrobrás. Antes, em 2003, a empresa valia cerca de US$ 14 bilhões e hoje com os resultados alcançados vale cerca de US$ 210 bilhões. Parte dessa valorização resulta de portfólio exploratório em crescimento, que levou a empresa a renovar a composição da força de trabalho e fortalecer a sua estrutura corporativa. A Petrobrás é hoje a sexta maior empresa de energia do mundo e a segunda maior em petróleo, destacando-se que a participação brasileira nos investimentos chega a 74%. Apenas a Esso a supera a Petrobrás em termos de mercado.
A Estratégia para a exploração do Pré-Sal foi concebida em alinhamento com as diretrizes da Agenda de Desenvolvimento do Brasil. Com o novo marco regulatório para a exploração do Petróleo, proposto pelo Governo Lula, o papel do Estado é fortalecido no controle desse produto estratégico para assegurar o desenvolvimento do país. Com a queda do risco exploratório não faz sentido o modelo de concessão que permite as empresas privadas captarem todos os ganhos da atividade do petróleo, como foi praticado até 2002. O novo modelo propõe o regime de partilha de produção, em que a Petrobrás será operadora única, com o mínimo de 30% dos investimentos do Pré-Sal e será criada a Petro-Sal com a função de baixar ao máximo o custo do óleo. Como operadora única, a Petrobrás pode se comprometer com uma política de conteúdo nacional para a cadeia de fornecedores, em linha com a política industrial do Governo que, via MDIC e BNDES, pode apoiar essas empresas.
A Estratégia para a exploração do Pré-Sal foi concebida em alinhamento com as diretrizes da Agenda de Desenvolvimento do Brasil. Com o novo marco regulatório para a exploração do Petróleo, proposto pelo Governo Lula, o papel do Estado é fortalecido no controle desse produto estratégico para assegurar o desenvolvimento do país. Com a queda do risco exploratório não faz sentido o modelo de concessão que permite as empresas privadas captarem todos os ganhos da atividade do petróleo, como foi praticado até 2002. O novo modelo propõe o regime de partilha de produção, em que a Petrobrás será operadora única, com o mínimo de 30% dos investimentos do Pré-Sal e será criada a Petro-Sal com a função de baixar ao máximo o custo do óleo. Como operadora única, a Petrobrás pode se comprometer com uma política de conteúdo nacional para a cadeia de fornecedores, em linha com a política industrial do Governo que, via MDIC e BNDES, pode apoiar essas empresas.
Não será trivial a demanda: são sondas,barcos de apoio, árvores de natal molhadas, de flowlines, de infraestrutura para entrega de suprimento, e gente especializada para operar esses sistemas. São demandas de uma Empresa que tem 23% da operação de águas profundas do mundo. A segunda (ExxonMobil) tem 14%. Hoje a Petrobrás, em águas profundas, é a empresa que tem maior mobilização tecnológica e conhecimento. Para enfrentar os novos desafios a Empresa investiu R$ 1,4 bilhão, nos últimos quatro anos, em 80 universidades e centros de pesquisa, que estão atuando em 50 redes temáticas diferentes que envolvem o setor de petróleo e gás. Já foram estruturados 26 laboratórios. Outros R$ 1,4 bilhão serão investidos no desenvolvimento de outras vertentes de pesquisa. A exploração do Pré-Sal não coloca em risco a sustentabilidade da matriz.
Há um claro compromisso do Brasil com a diversificação da matriz e os investimentos em energia limpa são reconhecidos internacionalmente. O relatório "G-20 Clean Energy Factbook", elaborado pela fundação Pew Charitable Trusts, mostra o Brasil em sexto lugar no ranking do G-20, com US$7,4 bilhões destinados às fontes limpas de energia. Com base nessas referencias, o Brasil aparece como um "líder do G-20" e “pronto para um crescimento significativo nos investimentos em energia eólica". É o nono colocado entre os países com mais capacidade renovável instalada, com 8,9GW. Em 2009, diferente dos outros países que recuaram com a crise financeira, o Brasil experimentou a segunda maior taxa de investimentos dos últimos cinco anos, destaca o relatório. É o segundo maior em renováveis entre os emergentes - atrás apenas da China - e como "um claro líder em energia limpa", com destaque para a capacidade instalada em usinas a biomassa e PCHs .
O Brasil tem uma folgada vantagem comparativa em relação ao resto do mundo. Na matriz de energética brasileira, a participação de fontes renováveis (45,8%) é mais de três vezes superior à média mundial (12,9%). Várias iniciativas governamentais estão contribuindo para aprofundar essa vantagem como leilão específico para PCH e empreendimentos de geração a partir de biomassa e de fonte eólica. A Agência Nacional de Petróleo já realizou o 17º Leilão de Biodiesel. A Petrobrás investirá US$2,8 bilhões em biocombustíveis até 2013, demonstrando o intresse no promissor mercado de fontes de energia renováveis.
Os dois textos se referem à entrevista publicada do Correio da Cidadania, que em minha opinião descola a discussão do contexto, filtrando-a pela ordem nada justa das questões pessoais.
Postado por
Itajaí
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