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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Sebastianismo e saudosismo
Há um certo sebastianismo em algumas famílias. Há sempre quem viva no passado, achando que os tempos idos eram mais felizes, que as pessoas eram melhores e que os antepassados eram mais valorosos. Nem tudo é verdade.
Também entre os parentes mortos há aqueles que foram desonestos, desumanos, maus profissionais, pais ausentes, péssimos maridos.
Mas a morte, como se fosse efetivamente aquilo que liberta a alma boa do corpo vil, apaga os defeitos e ressalta as qualidades - mesmo as inexistentes.
Também é verdade que, como os parentes de pessoas mortas, há quem ache que sua cidade, seu tempo de juventude, seu passado não tão distante era melhor que hoje. Será isso fato ou imaginação?
Talvez seja bom lembrar que o mito sebastiano original nunca se resolveu. Até hoje os portugueses, saudosistas como nenhum povo há - até pelo uso da palavra "saudade", que dizem não existir com esse significado em nenhuma outra língua -, continuam esperando o retorno de Dom Sebastião das areias de Marrocos. Esperam há cinco séculos. Esperam por alguém que sequer viram partir.
Também entre os parentes mortos há aqueles que foram desonestos, desumanos, maus profissionais, pais ausentes, péssimos maridos.
Mas a morte, como se fosse efetivamente aquilo que liberta a alma boa do corpo vil, apaga os defeitos e ressalta as qualidades - mesmo as inexistentes.
Também é verdade que, como os parentes de pessoas mortas, há quem ache que sua cidade, seu tempo de juventude, seu passado não tão distante era melhor que hoje. Será isso fato ou imaginação?
Talvez seja bom lembrar que o mito sebastiano original nunca se resolveu. Até hoje os portugueses, saudosistas como nenhum povo há - até pelo uso da palavra "saudade", que dizem não existir com esse significado em nenhuma outra língua -, continuam esperando o retorno de Dom Sebastião das areias de Marrocos. Esperam há cinco séculos. Esperam por alguém que sequer viram partir.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Niet au serieux
Na semana passada, depois de 20 anos de reinado, nosso rei Albert II, 79 anos de idade, anunciou, em rede nacional de TV e rádio, que abdica o trono em favor do príncipe herdeiro Philippe, 53 anos de idade. A entronização do filho mais velho do atual soberano belga - que provavelmente como rei se chamará Philippe I - será no próximo dia 21 de julho, data em que a Bélgica comemora 183 anos de independência. Ele será o 7° Koning der Belgen / Roi des Belges - rei dos belgas, o título oficial do monarca da dinastia Saksen-Coburg en Gotha.
As charges, os cartoons nos jornais e na internet sobre o rei, o príncipe e entourage se superam cada dia. Mas o vídeo acima é um pimor. Para ver legendas em inglês ou francês, basta clicar na parte ondertiteling abaixo, à direita.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Alô, alô interior!
Alô, alô interior! Alô, alô interior! Atenção, Dona Cleinha! Atenção,
Dona Cleinha! Seu filho Durval manda avisar que a esposa Jandirá acabou de
parir. É seu primeiro neto e se chama Antonio - Tonico para os mais íntimos...
A mensagem saiu de uma
rádio difusora, a primeira forma de se comunicar pelo interior, principalmente da
Amazônia. Essa espécie de pombo-correio eletrônico-sonoro era o meio de se matar
saudade, anunciar notas fúnebres, felicitações de aniversário, além de outros
enunciados do cotidiano da floresta. São mensagens por vezes íntimas e
pessoais, que em boa parte, só se tornam públicas pela necessidade da
informação.
Agora me vem esse
moço, Ney Conceição, fazer-nos lembrar desses tempos idos de vida interiorana,
ao lançar o quarto trabalho de música instrumental, intitulado “Alô, alô
interior!”. O título nos remete a esse alumbramento, essa coisa nostálgica. O
trabalho é fruto de pesquisa da musicalidade interiorana, daí o título. Percebe-se
tal elemento na zabumba, triângulo e sanfona, entre tantos elementos acústicos.
Do frevo ao carimbó, a sonoridade desse artista embala o resultado de sua
pesquisa: magnífica. As pitadas de jazz enobrecem o disco
Se hoje Ney Conceição é
considerado um dos maiores contra-baixistas do país, o produto do
experimentalismo só podia ter lançamento no Teatro Experimental Waldemar
Henrique, em Belém, sua casa. Acompanhado de músicos locais e nacionais, esse
paraense da gema do açaí, por ora assentado no sudeste do País, deixa claro que
o título remete a uma forma de se comunicar, de enviar notícias de um mundo geograficamente
maior para outro mais distante, através da arte. Nada melhor do que a música,
uma metáfora das ondas tropicais dos rádios, para esse trabalho de autopsia da
história das difusoras.
O show de lançamento (13/01/2013),
em si, foi eletrizante, estonteante. Atingiu a maior amplitude de onda quando tocou a música-título
em homenagem ao interiorano Dominguinhos, entubado numa CTI, sob risco de
sucumbir. Foi uma espécie de oração ao ritmo do nordeste. Além de Arimatéia, um
trumpetista participativo de realengo que tufava a jugular com seus
sopros metálicos, havia ainda o baterista Cristiano Galvão e o percussionista
Dadadá. As Participações do trio Manari e Sebastião Tapajós fez-nos mostrar
quão possível é a integração entre os povos, basta ler a partitura da vida. Mas
o maior destaque, afora o Ney, foi o carioca Luiz Otávio, de 23 anos, tecladista.
Converteu-se em Stevie Wonder e reluziu. Reluziu no sentido jazzístico, ainda
que suas turvas retinas lhe escondam a luz.
A platéia estava extasiada.
Eram músicos, artistas de outras áreas, professores ligados à arte, e eu,
acompanhado de meu filho, um irrequieto contrabaixista e admirador do Ney. Olivar
Barreto contorcia seu pomo; Almirzinho Gabriel se maravilhava; Nego Nelson
pedia bis. Marcos Puff, o destemido Ariel e uma turma de saxofonistas invadiram
o palco, no final, para regozijar Ney. Uma festa interiorana, dessas com
direito a bingo. João Pedro, o filho, dedilhava às escondidas um contrabaixo
que eu fingia ver. E eu? Só batia palmas. Era o que me restava. É a única coisa
que sei fazer.
... Alô, alô interior! Alô, alô interior!
Atenção Dona Cleinha! Atenção Dona Cleinha! Ele manda dizer também: assim que findar
o resguardo, e tão logo as chuvas minguarem, ele pega um popopô no rumo da boca
e vara por aí. Prepare um caldo de Gurijuba que é pra dar sustância pro Bacuri
e também pra ele já ter nas ideias a vida de pescador.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Eliminando a palavra
O editor-chefe do DeMorgen, Wouter Verschelden, anunciou hoje, numa entrevista na TV, que a partir de amanhã o maior jornal flamengo deixa de usar a palavra allochtoon - em português, alóctone - um termo composto que vem do grego: allos (outros) + khton (terra), o que não é originário da região onde mora, e antônimo de autóctone, nativo, originário do lugar onde vive.
Na edição de amanhã, o jornal explicará essa decisão, mas hoje na TV e no site, se antecipou alguns argumentos. "Nós devemos reconhecer que allochtoon é uma maneira prática de classificar uma importante minoria no nosso país e certamente nas cidades. Tão prática que chega a ser um fenômeno linguístico único: em inglês e em francês essa terminologia simplesmente não existe. Não que França ou Reino Unido não tenha grandes problemas sociais com minorias etnico-religiosas, mas somente nunca essas minorias foram nominadas ou colocadas sob o mesmo termo ou expressão", explicou o jornalista.
O interessante é a charge usada pelo próprio jornal para ilustrar o anúncio da decisão (acima). Diz o leitor do jornal: "Resolvido! Não há mais nenhum allochtoon nas celas das prisões".
Mais uma vez, o cartunista Zak se firma como um dos meus favoritos. Como a gente diz no Brasil, tirou da minha boca o que eu penso. Basta ver as estatísticas belgas: as taxas de desemprego, baixa escolaridade, condições de vida abaixo da linha da pobreza, ctiminalidade etc são sempre maiores quando se trata de allochtonen.
Eliminar a palavra não muda a realidade. Mas, enfim, quero ainda ler melhor o que o jornalão argumenta. Isso ainda vai gerar muita conversa.
Na edição de amanhã, o jornal explicará essa decisão, mas hoje na TV e no site, se antecipou alguns argumentos. "Nós devemos reconhecer que allochtoon é uma maneira prática de classificar uma importante minoria no nosso país e certamente nas cidades. Tão prática que chega a ser um fenômeno linguístico único: em inglês e em francês essa terminologia simplesmente não existe. Não que França ou Reino Unido não tenha grandes problemas sociais com minorias etnico-religiosas, mas somente nunca essas minorias foram nominadas ou colocadas sob o mesmo termo ou expressão", explicou o jornalista.
O interessante é a charge usada pelo próprio jornal para ilustrar o anúncio da decisão (acima). Diz o leitor do jornal: "Resolvido! Não há mais nenhum allochtoon nas celas das prisões".
Mais uma vez, o cartunista Zak se firma como um dos meus favoritos. Como a gente diz no Brasil, tirou da minha boca o que eu penso. Basta ver as estatísticas belgas: as taxas de desemprego, baixa escolaridade, condições de vida abaixo da linha da pobreza, ctiminalidade etc são sempre maiores quando se trata de allochtonen.
Eliminar a palavra não muda a realidade. Mas, enfim, quero ainda ler melhor o que o jornalão argumenta. Isso ainda vai gerar muita conversa.
domingo, 1 de abril de 2012
Um (quase) país sobre duas rodas
A Ronde acontece há quase 100 anos. Começou em 1913, mas foi interrompida entre 1915 e 1918 por causa da I Guerra Mundial. Assim a edição deste ano é a de número 96. A largada 2012 foi há pouco da praça central de Brugge e o percurso tem cerca de 280 km por mais de 20 cidades e vilas flamengas. Fomos ver, agora há pouco, a passagem dos 199 ciclistas aqui pelo nosso bairro em Brugge - onde fiz a foto acima.
É algo impressionante pelo aparato em torno da prova. Ciclismo profissional tem mais prestígio e talvez até mesmo mais patrocínio publicitário que Fórmual 1 nesta parte da Europa. Hoje são mais de 300 jornalistas que cobrem a Ronde - e isso inclui trasmissão vivo de rádio e TV em diversos canais europeus.
Os flamengos, em particular, são loucos por este esporte. E são praticantes amadores e torcedores tão fanáticos quanto os de futebol. Não é para menos: os flamengos têm fama no ciclismo como os brasileiros têm nos gramados. Há mesmo um termo para um craque flamengo do ciclismo: flandrien.
Ontem, um dia antes da Ronde oficial, mais de 15 mil pessoas participaram da competição entre amaradores no mesmo circuito da competição profissional.
E assim, os flamengos mantém a esperança de seguir sendo a elite do ciclismo belga e mundial. Na Ronde mesmo, os neerlandofonos são a maioria dos 67 belgas vencedores da Volta de Flandres (no ranking aparecem ainda Itália 10 vezes, Holanda 9, França 3, Suíça e Alemanha 2 vezes cada, e EUA e Dinamarca 1 vez cada).
E em dia de Ronde, todo mundo segue na frente da TV, em animado almoço, com a família e amigos, que vai durar a tarde toda.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Mademoiselle n'existe plus

Bem, não entrarei na discussão sobre a medida em si, adotada na terra de Simone de Beauvoir. Mas acho que o termo deixa saudades. Lembrei de Coco Chanel que sempre preferiu ser chamada de mademoiselle, palavra que até denomina um dos perfumes da grife: o Coco Mademoiselle.
E claro, lembrei-me também do maravilhoso filme Mademoiselle, dirigido em 1966 por Tony Richardson, com roteiro de Marguerite Duras e Jean Genet. A protagonista é a grande Jeanne Moreau (na foto acima), na pele da lascívia mademoiselle professora numa vila de
província, num dos filmes de mais alta tensão sexual da Nouvelle Vague francesa.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Sinterklaas ou São Nicolau - o santo mais forte que a Coca-Cola

Aqui no norte da Europa, a tradição é que o Sinterklaas, ou Sinta para os íntimos, vem de barco à vapor de algum porto espanhol. À bordo, ele traz seus ajudantes e um cavalo branco, para se deslocar em terra. Quase todas as cidades da Bélgica, Holanda e Alemanha organizam a chegada de Sinterklaas no final de novembro - um evento festivo em portos ou praças. As crianças devem se comportar bem durante o ano e escrever uma carta ao Sinterklaas. Na noite do 5 para o 6 de dezembro, se deve deixar um sapato perto da janela ou da lareira, tendo a gentileza de deixar também torrões de açúcar e cenouras para o cavalo do santo. Ele passa para deixar tangerinas trazidas da Espanha e, claro, os presentes. Sinta é assessorado pelos ajudantes, que são chamados Zwarte Piet, homens pequenos e pretos (zwarte) por causa da fuligem das chaminés por onde descem às casas.
Nos dias que antecedem o 6 de dezembro, sempre há homens vestidos de Sinterklaas nas grandes lojas, e as escolas organizam recepções para o Sinta. Ele posa para as fotos com as crianças, conversa e recebe as cartas com pedidos. Isso quando as crianças não enviam pelo bPost. Este ano, o correio belga recebeu 100 mil cartas destinadas ao Sinterklaas. Dessas, 85 mil que tinham nome e endereço dos remetentes no envelope, foram respondidas pelo Sinta que envia também um presentinho. Existe uma larga tradição de canções, filmes, desenhos animados, álbum de figurinhas e outros artigos em torno do Sinterklaas.
Papai Noel? Quem? Os belgas conhecem esse personagem, chamado de Kerstman (Homem do Natal) ou Père Noël, mas ele está quase desaparecendo das vitrines e dos anúncios de TV. A razão é uma certa resistência cultural à essa figura yankee, surgida em 1931 numa jogada publicitária da Coca-Cola. Os americanos pegaram alguns detalhes do Sinterklaas e criaram essa figura obesa, que vem do Polo Norte, num trenó etc. Outro motivo da resistência ao "bom velhino" é mesmo econômico. Nesses tempos de crise, não dá para presentear as crianças no 6 e no 25 de dezembro. Como diz uma amiga nossa, o Kerstman e o Sinterklaas usam o dinheiro da mesma conta bancária.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Eurotrash - Deixa pendurar

Bem, a gente só espera que no dia 9 não faça frio.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Dolo presumido
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Noite Feliz
´
E se Maria e José tivessem contas no Facebook? E os Reis Magos com iPhones? Pois, tudo isso vocês podem ver neste vídeo muito giro - para usar a expressão lusitana, pois é criação da Excentric - um empresa de soluções digitais portuguesa, com certeza.
E assim, desejo a vocês todos, leitores e posters do Flanar, que essa felicidade da noite natalina permaneça com cada ao longo dos 365 dias de 2011.
E se Maria e José tivessem contas no Facebook? E os Reis Magos com iPhones? Pois, tudo isso vocês podem ver neste vídeo muito giro - para usar a expressão lusitana, pois é criação da Excentric - um empresa de soluções digitais portuguesa, com certeza.
E assim, desejo a vocês todos, leitores e posters do Flanar, que essa felicidade da noite natalina permaneça com cada ao longo dos 365 dias de 2011.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Orient Express III
Não existem mais certezas no mundo, me disse outro dia um querido amigo, e cada vez mais concordo com ele. Uma das visitas que tinha planejado em minha volta à Turquia era ir ao templo dos Mevlana's Lovers - uma ordem religiosa islâmica mística, baseada na filosofia sufi, e que tem como fundador Jalalud-Din Mevlevi, ou simplesmente Mevlana. Ele viveu entre 1207 e 1273 na Ásia, entre o que hoje é o Afeganistão e a Turquia. Era filho de um rico pachá, mas abandonou a fortuna para ajudar os pobres. Uma espécie de São Francisco, mas numa versão mulçumana e mais mística ainda. Na prática diária de meditação, Mevlana instituiu a Sema - uma cerimônia onde o asceta dança. Primeiramente, gira o corpo no sentido descendente, para lembrar que tudo o que existe vem de Alá. Depois, gira no sentido ascendente, para manifestar gratidão ao Criador. Os adeptos dessa prática se tornaram mundialmente conhecidos como dervisches rodopiantes - e eles estiveram até mesmo no Brasil, na época do extinto Carlton Dance Festival, lá pelos anos 80.
Os seguidores de Mevlana têm duas sedes: o lindíssimo templo de Istanbul (onde assisti, em 1999 uma dessas cerimônias) e o templo em Konya (centro sul da Turquia, onde se encontra o mausoléu de Mevlana, que é lugar de peregrinação). As cerimônias eram abertas ao público, com a condição de não se aplaudir, já que não se tratava de um espetáculo.
Pois, em nossa viagem à Istanbul no mês passado, soubemos que o templo da ordem está fechado para reformas. Mas, cartazes pela cidade garantiam uma apresentação diária dos dervisches em um antigo hamam (um histórico prédio de banho turco). Ainda perguntei se eram os mesmos integrantes da ordem Mevlana's Lovers e todos diziam que sim. Mas, que nada. Assistimos algo completamente diferente da cerimônia que assisti 11 anos antes. Sem nenhum sentido espiritual, apenas aquela "exibição" de quatro ou cinco dançarinos - com certeza não integrantes da ordem de Mevlana. Em restaurantes de Istanbul, se anunciam e se fazem "espetáculos" semelhantes. A palavra dervische perdeu o sentido. Uma pena. Pensei que os verdadeiros discípulos de Mevlana talvez não tenham tomado providências para evitar isso. Quem sabe registrando o nome da cerimônia e até o termo que os designa. Na internet, achei alguns vídeos da Sema. E torço para que o espírito de Mevlana consiga restaurar o sentido dessa cerimônia em um tempo em que tudo está à venda, esvaziado d'alma.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Orient Express I

Há alguns dias voltei da Turquia, mas os afazeres acumulados nas curtas férias me esperavam. Assim, só hoje consigo compartilhar com vocês um pouco de minhas impressões da terra dos pachás.
Primeiro, me surpreendi: o país mudou para melhor. A última visita que tinha feito foi em 1999. E 11 anos foram suficientes para ver a diferença nas ruas de Istanbul, de Antalya (na região sul, litoral do Mediterrâneo) ou nas vilas da Capadócia (no centro do país, na chamada Anatólia). O país está mais rico, mais turístico do que nunca. Não integra a União Européia, mas se pode sacar euros em qualquer caixa eletrônico de esquina. Há hotéis para todos os bolsos, serviços turisticos de qualidade, como passeios de jet-ski, sobrevoos sobrevoos panorâmicos de balão, só para citar alguns. E tudo com uma qualidade e segurança de impressionar.
As eternas atrações ganham mais cuidado. É o caso da Aya Sofia (na foto acima ), em Istanbul, o maior monumento do período bizantino, que foi igreja cristã, mesquita e agora é museu. Uma restauração cuidadosa revela os mais bonitos mosaicos do período de ouro de Bizâncio (na foto abaixo). Impossível não fazer comparações com o Brasil, onde a atividade turística é ainda hoje um ramo quase sem estratégia governamental digna. A massa de turistas que invade a Turquia não é somente ocidental, européia. Há russos, georgianos, ucranianos, chineses, japoneses. Enfim, o país se aproveita de sua posição estratégica, e mantém o título de esquina do mundo, pólo de ligação entre Oriente e Ocidente.
Mas como nem tudo são rosas, a Turquia ainda precisa conviver com o fantasma de um separatismo curdo no território leste do país. Também convive com a sombra de um passado recente de barbaridades, como o massacre dos armênios, nos anos 1910. E vive hoje, mais que nunca, o impasse de um país de características únicas: tem maioria mulçumana, mas constitucionalmente é laico. Como democracia, permite a existência de partidos islâmicos, como o que hoje está no poder. E assim, o governo é sempre monitorado pelas Forças Armadas - guardiãs do conceito da base fundadora da Turquia moderna, que separa religião e Estado.
Em 11 anos, a quantidade de mulheres de véu, mais que duplicou. Porém, por enquanto, as ocidentais ainda podem fazer topless despreocupadas nas praias do mar Egeu.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Esse bom negócio da separação

"Querido, olhe as crianças por favor, pois eu vou ao salão do divórcio". Como assim? Não, não se trata de uma piada. Pelo terceiro ano em Paris, o Salão do Divórcio, da Separação e da Viuvez, ou simplesmente Salão do Novo Começo, recebeu milhares de visitantes no fim de semana passado. O salão, montado num centro de exposições na periferia da Cidade Luz, mostra como os conflitos que terminam em adeus são, cada vez mais , um bom negócio. O que se encontra no salão? Stands de imobiliárias, decoradores, advogados, academias de ginástica, clínicas de cirurgia plástica, detetives particulares, os onipresentes advogados, enfim, todo o tipo de serviço necessário para quem tem que recomeçar a vida. E, claro, há também um ciclo de conferências, como por exemplo, "Dissimulação de renda, sub-avaliação de patrimônio e montagem de finanças ocultas - o que fazer para conseguir provas?", " Família antes e depois - Novas configurações familiares e mediação de conflitos", "Porque é importante ousar seduzir" e "O papel da cirurgia plástica na reconquista de sua auto imagem".
É por essas e outras que o Salão do Novo Começo ganhou, ano passado, o prêmio de melhor nova idéia de salão do Forum de Feiras, Exposições e Eventos da França.
domingo, 15 de agosto de 2010
Beleza efêmera

O coração de Bruxelas ficou 3 dias mais bonito. Tudo graças ao Bloementapijt, o tapete de 800 mil begônias que cobriu 2 mil metros quadrados do Grote Markt/Grand Place, na capital da Europa. Ele só é montado a cada dois anos, numa tradição que começou em 1971. O tema dos desenhos com flores deste ano foi a presidência belga da União Européia, neste segundo semestre de 2010. Para ver fotos, mais bonitas e profissionais que as minhas, e ler mais sobre essa beleza, basta acessar o site oficial da ONG que organiza o Bloementapijt van Brussel.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Hoje é dia de São Jorge

E não é só Walda Marques quem comemora. O Mulheres do 25, lá no Rio de Janeiro, também rende suas homenagens.
sábado, 17 de abril de 2010
Ovo com linguiça

Imagem: Joven Pan
Há pouco ouvi no carro a chamada de uma bizarra promoção da Jovem Pan FM que me deixou de queixo caído.
A dita promoção, feita em conjunto com o programa Pânico na TV, oferece a oportunidade às ouvintes de concorrer a uma cirurgia plástica de implante de prótese mamária de silicone, no valor de seis mil reais.
Para tal basta que a candidata envie uma foto (de top ou biquini) e responda à seguinte pergunta: “Por que eu mereço turbinar minha comissão de frente?”.
Vence a melhor resposta, que será divuldada em 30/04.
Para as interessadas, o regulamento está em Ovo Frito Nunca Mais.
Fiquei pensando se a próxima promoção apelativa não será algo como "Linguiça Embutida Nunca Mais", tendo uma prótese de pênis como prêmio...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Cerveja para machos

Imagem: BBC
No ranking das cervejas mais fortes do mundo há uma novidade quente: a cerveja escocesa Sink the Bismarck, feita pela Brewdog atingiu 41% de graduação alcoólica, desbancando por apenas 1% a alemã Schorschbock como a mais forte do mundo.
Como parâmetro de comparação as cervejas do tipo Pilsen consumidas no Brasil apresentam de 3 a 5% de teor alcoólico.
Haja moderação no consumo!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Bizarrices

Brincadeiras na web, com supostos conceitos projetados para a indústria que sobrevive paralela a qualquer lançamento na área de tecnologia, não são nenhuma novidade. A indústria de acessórios, de fato é farta e, às vezes, útil e criativa. Existem acessórios para tudo. iPods, iPhones, computadores portáteis, desktops e uma infinidade de outros produtos.
Mas isso aqui é definitivamente "punk"! É mais do que óbvio que o iPad não foi feito para ser levado no bolso. Mas desenvolver um jeans para carregá-lo nesta situação, é papo para muitas horas de análise de potenciais cenários, em mesa de bar. E por que não, num blog?
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