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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Maggie, musa do avesso

(image from the blog Occasional Links and  Commentaries http://anticap.wordpress.com/2011/07/11/thatcher-killed-football/)

Talvez não exista na História do Pós-Guerra figura pública que tenha merecido ódio em verso e prosa quanto  Margaret Thatcher. A ex-primeira-ministra britânica partiu hoje aos 87 anos deixando atrás de si um legado devastador na economia e um bom punhado de canções contra ela - na verdade, contra os tubarões que ela representou tão bem. Pelo menos duas canções contra Maggie desejavam-lhe a morte e duas a acusavam de alta traição. Todas compostas pela nata da nata do Pop Rock Brit: Morrisey, Elton John, Roger Waters e Elvis Costello.

-Margaret on the guillotine: o bardo Morrisey, logo depois de acabar com The Smiths, dedicou uma faixa do primeiro álbum solo (Viva Hate)  à "fofa" da 10 Downing Street .  Nenhum rock visceral, mas uma suave canção, com harpa, um som de guilhotina no final e alguns versos singelos como estes:

The kind people
Have a wonderful dream
Margaret On The Guillotine
Cause people like you
Make me feel so tired
When will you die ?


O povo amável
tem um sonho maravilhoso
Margaret na guilhotina
Porque pessoas como você
me fazem sentir tão cansado
Quando você vai morrer?

-Merry Christmas Maggie Thatcher: Sir Elton John escreveu essa para o musical Billy Elliot, a versão West End londrino do filme de Stephen Daldry, que retrata os confrontos da greve dos mineiros ingleses, em Durham em 1985.

So merry Christmas Maggie Thatcher
May God's love be with you
We all sing together in one breath
Merry Christmas Maggie Thatcher
We all celebrate today
'Cause it's one day closer to your death


Então feliz natal Maggie Thatcher
Possa o amor de Deus estar com você
Nós cantamos juntos num só fôlego
Feliz Natal Maggie Thatcher
Nós todos celebramos hoje
Porque é um dia mais perto para a sua morte

- Get your filthy hands off my desert: Roger Waters escreveu essa para o álbum The Final Cut do Pink Floyd in 1983. Era um protesto contra o que ele chamava de traição de Maggie aos valores do pós-guerra ao levar os ingleses ao inferno da Malvinas.

Brezhnev took Afghanistan.
Begin took Beirut.
Galtieri took the Union Jack.
And Maggie, over lunch one day,
Took a cruiser with all hands.
Apparently, to make him give it back
 
Brezhnev tomou o Afeganistão.
E Begin tomou Beirute.
Galtieri tomou a União Jack (a bandeira britânica)
E Maggie, no almoço um dia,
tomou um cruzeiro com todas as mãos.
Aparentemente, para fazê-lo devolver


-Tramp The Dirt Down: Elvis Costello em uma super poética canção de ódio dizia:



When England was the whore of the world
Margeret was her madam
And the future looked as bright and as clear as
the black tarmacadam
Well I hope that she sleeps well at night, isn’t
haunted by every tiny detail
‘Cos when she held that lovely face in her hands
all she thought of was betrayal

 Quando a Inglaterra era a puta do mundo
Margaret era a cafetina
E o futuro parecia brilhante e claro como seria
o asfalto negro
Bem, espero que ela durma bem à noite,

que não seja obcecada por cada peaueno detalhe
Porque  quando ela sustentava seu formoso rosto nas mãos

tudo o que ela pensava era traição.

 Bem, Maggie era mesmo a anti-musa; E olha que eu nem vou escrever aqui sobre as bandas punks que tinham a meiga como alvo favorito nos anos 80.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Joe Carioca



Conta a lenda que o personagem Joe Carioca foi criado por Walt Disney, a pedido do governo americano, com o intuito de coibir o crescimento de "sementes comunistas" por aqui.
E assim, entre belíssimas aquarelas e intrigas internacionais do pós-guerra , nasceu o nosso Zé Carioca!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

E a Europa respira aliviada

Das várias postagens nas redes sociais, esta do João Marcio - amigo de amigos - me pareceu a tradução do sentimento europeu com o Yes, We can ! (bis), acrescido de um toque non-sense que só um brasileiro poderia dar.

domingo, 29 de julho de 2012

O doce e o azedo

 Marina Silva carregando a bandeira olímpica na abertura dos Jogos Olímpicos em Londres foi um dos momentos mais doces e emocionantes nessa minha vida de brasileiro que vive fora do Brasil. No dia seguinte,  com um saudável orgulho, passamos um tempo explicando, aos nossos poucos amigos europeus que ainda não a conheciam, porque Marina estava ali.
Uma rápida olhada nos sites de notícias brasileiros, já nos azedou o dia. As reações no Planalto à supresa foram as mais sórdidas possíveis, afinal ninguém sabia, nem mesmo a presidente Dilma, que a ex-ministra participaria com tanto destaque de um evento global transmitido ao vivo. Entre outras coisas, se falou até em "ofensa ao Governo brasileiro", "mal-estar na comitiva presidencial" etc. O ministro do Esporte, Aldo Rabello,  ironizou a participação de Marina. Segundo ele, não é o governo quem escolhe a pessoa que vai levar a bandeira olímpica e sim a Casa Real.“Não podemos determinar quem a Casa Real vai convidar, fazer o quê?”, afinetou. “A Marina Silva sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”. Errado!!! Quem organiza o evento é o Comitê Olímpico Internacional , e para o COI, Marina Silva mereceu ser convidada, pela “luta contra a destruição da floresta brasileira”, além de “enfrentar a oposição política e o assassinato de seu colega Chico Mendes”.
O sábio Tom Jobim dizia que sucesso no Brasil é ofensa pessoal. Eu acrescentaria que é também ofensa mortal quando quem faz sucesso é da oposição,  de origem pobre  e amazônida.
As reações dos políticos no poder não podem "apequenar" um grande momento histórico para o Brasil e para a luta pelos povos da Amazônia, como disse a própria Marina, numa emocionada entrevista à TV Estado.
Aqui, preferi postar um outro depoimento da mais importante ativista amazônida. Ela fala sobre como foi estar lá, junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim, Sally Becker (voluntária durante a Guerra da Bósnia com a Angel Operation), Shami Chakrabati (presidente da  British Civil Liberties Advocacy Organisation),  Leymah Gbowee (primeira mulher presidente da Libéria e Nobel da Paz em 2011),  Haile Gebrselassie ( o etíope considerado um dos maiores maratonistas da História), Doreen Lawrence (ativista britânica que teve dois filhos mortos em crimes raciais). E ainda, o grande Mohammed Ali.
Marina Silva estava ali por todos nós! Viva Marina! Viva  o Brasil que resiste!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio+20 vista da Europa

Duas décadas atrás se previa que a Rio 92 seria um momento-chave para o planeta,
mas nada realmente se concretizou.
Agora, líderes mundiais como Barack Obama, Angela Merkel ou David Cameron
deram o bolo, assim como Elio Di Rupo (o primeiro-ministro belga) e Kris Peeters (o ministro-presidente de Flandres).
Quem partiu para o Brasil,
onde a conferência sobre desenvolvimento sustentável ameaça ser um flop,
foi o príncipe Laurent (o filho mais novo  do rei belga Albert II, com fama de figura folclórica e inconsequente).
Uma melhor ilustração da insustentável leveza desse evento é difícil de imaginar.

Este foi o final do editorial Klimaatflop, assinado hoje por
Steven Samyn, o editor-chefe de Política do principal jornal flamengo, o DeMorgen.
 


 

domingo, 6 de maio de 2012

"Merde!"



Nunca é bom generalizar. Mas dizem que a cara de alguns políticos só treme quando ouvem o tilintar das algemas.
Mas será que Nicolas Sarkozy - que já foi flagrado uma vez mandando um manifestante para aquele lugar - não pronunciou hoje aquela palavra universal? Uma vez só?
Merde!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

No Bahrain, assim como no Brasil


Imagem: AFP

Os treinos livres para o GP do Bahrain de Fórmula 1 seguem recheados de notícias de ataques, insegurança e manifestações.
As equipes Force India e Sauber já tiveram seus membros envolvidos em situações de risco, inclusive com ataques de coquetéis molotov.
A primeira resolveu antecipar o retorno de toda a equipe ao hotel, ainda na luz do dia, tendo que sacrificar a participação na parte final do treino.
Curiosamente, o Brasil é mencionado por quase todos do circo da Fórmula 1 como exemplo de lugar de risco semelhante.
Algumas declarações interessantes:

"Estar no paddock parece não ter problema. Fora daqui, acho que há um risco, mas há risco a qualquer lugar que vamos. Quando vamos ao Brasil, não é o lugar onde queremos estar, dependendo da área. Mas não é um grande problema."
Sebastien Vettel; bicampeão mundial; Red Bull

"Se isso está certo ou não, eu realmente não sei. É difícil dizer. Não sou um político, sou um piloto, mas isso não deveria estar acontecendo, deveria?"
Nico Hulkenberg; Force India

“É o mesmo que a gente faz no Brasil, que é tentar o máximo possível não ser um alvo. Então, não deixa o passe [do carro] grudado no vidro, não anda com roupa da equipe enquanto está na rua... E dentro do hotel e da pista está beleza. São medidas que tomamos no Brasil também, mas, claro, se fosse mais tranquilo seria melhor.”
Bruno Senna; Williams

Parece que no Bahrain, assim como no Brasil, viver numa bolha pode ser a solução.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Neoimperialismo e alienação


Imagem: AFP

Muito me entristecem as notícias oriundas do Bahrain, onde será realizado o Grande Prêmio de Fórmula 1 no próximo final-de-semana, apesar da instabilidade política e das manifestações violentas dos rebeldes contra a corrida.
Ignorar os atos de violência, os relatos de tortura e de violação dos direitos humanos e insistir no GP caracteriza uma situação tipo "topa tudo por dinheiro".
Algumas emissoras de TV da Alemanha, da Finlândia e do Japão se recusaram a ir, assim como muitos repórteres e uns poucos membros das equipes (o cozinheiro da Williams, por exemplo).
Até o parlamento britânico se manifestou contra a realização da prova.
O meu espanto não é com a posição dos dirigentes da categoria (quem espera civilidade de um Bernie Ecclestone?) e sim com a atitude de cordeiro das equipes e dos pilotos.
Não haverá entre eles um apenas que tenha hombridade?
Criar uma ilha da fantasia numa terra assolada por abusos políticos não é propriamente o objetivo de nenhum esporte.
E apesar de ter visto todas as corridas nos últimos anos, me recuso a assistir esta.
Espero que muitos fãs do automobilismo tenham a mesma atitude, mundo afora.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Guerra civil?


Imagem: Reuters

A polêmica sobre a realização ou não do GP do Bahrain, já abordada aqui no Flanar, parece ter chegado ao fim com a confirmação oficial da corrida para o próximo dia 22.
Segundo o chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, o esquema de segurança extra a ser ativado no Bahrain será semelhante ao que é usualmente utilizado no Brasil (vide UOL Esporte).
Afinal, não estamos também em guerra civil?!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Campanha anti-GP do Bahrain



Como apaixonado pela velocidade e pela Fórmula 1, vejo com perplexidade a situação de enorme risco a ser assumido caso seja realizado o GP do Bahrain, no próximo dia 22.
A situação instável do país, governado há 229 anos pela família Al-Khalifa e sacudido desde 2011 por protestos, ocupações e manifestações pacíficas e violentas, assim como por atos de vandalismo e sabotagem, já impediu a realização da corrida no ano passado e criou uma enorme animosidade dos "rebeldes" em relação à Fórmula 1.
Chega a ser ridículo insistir em realizar uma corrida num país que encontra-se em pleno conflito civil, apenas para que o Sr. Bernie Ecclestone e sua diminuta corte venham a lucrar mais uns milhões de dólares.
E é um absurdo maior ainda assistir a passividade das equipes e a alienação dos pilotos em relação a tudo isso.
Se faltam escrúpulos no capitalismo, também está faltando bom senso e testosterona nos homens que comandam esta categoria do automobilismo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

La vida del Che 1

Há alguns anos ouvi falar no Brasil de uma mítica HQ argentina sobre a vida de Che Guevara, publicada alguns meses após a morte do maior guerrilheiro de todos os tempos e que foi proibida no Brasil, no Chile e, claro, na Argentina, onde o roteirista foi morto junto com a família. Pois agora tive oportunidade de ler essa obra de arte numa versão publicada recentemente na Holanda. Trata-se da HQ La vida del Che. Os desenhos foram feitos por Alberto Breccia (1919-1993) e o filho dele, Enrique Breccia, que até hoje mora nos Estados Unidos, onde fez trabalhos para Marvel. A edição brasileira saiu em 2008, pela Conrad. No site da editora, encontramos a melhor descrição dessa obra-prima: Dentro da vasta bibliografia a respeito de Che Guevara, essa biografia em quadrinhos se destaca por sua beleza e por sua história trágica. Lançada originalmente em 1968 na Argentina, apenas três meses depois da morte do guerrilheiro nas selvas da Bolívia, teve papel essencial na popularização de Che como herói latino-americano. Sua produção reuniu os dois principais nomes da história dos quadrinhos no continente: o roteirista argentino Hector Oesterheld e o desenhista uruguaio Alberto Breccia, mais o filho deste, Enrique. O sucesso foi estrondoso e imediato, mas deu início a uma terrível perseguição política aos autores. Poucos meses depois de lançada, a editora que a publicara foi invadida, o estoque da obra e seu originais foram sequestrados e destruídos. Em 1973, o livro foi proibido. A perseguição culminou, em 1977, com a prisão, tortura e assassinato, pela Ditadura Argentina, de Oesterheld e suas quatro filhas. Uma história que chocou a Argentina e o mundo. Em 1979, o jornalista italiano Alberto Ongaro fez uma reportagem sobre o caso Oesterheld e conseguiu falar com um oficial do exército argentino, que confessa: "Demos um sumiço nele, por ter feito a mais bela história de Che Guevara já escrita". É uma obra-prima de texto e desenho. Ao ponto de levar o quadrinista norte-americano Frank Miller (de Sin City e Batman - O Cavaleiro das Trevas) a dizer que "a história em quadrinhos se divide entre antes e depois de Alberto Breccia".

La vida del Che Guevara 2

Sem dúvida, uma das curiosidades da histórica obra de
Oosterheld e dos Breccia para nós brasileiros, é a passagem da condecoração com
a Ordem do Cruzeiro do Sul de Guevara pelo então presidente do Brasil, Jânio
Quadros, em agosto de 1961. Héctor Oesterheld, na HQ, diz que o Che em volta
pela América Latina, ainda como ministro das Relações Exteriores de Cuba,
recebeu a honraria e que quatro semanas depois, Jânio "caiu porque
contrariou muita gente". Já a Folha de S.Paulo
contava na época: Após a primeira parte
de sua conferência com "Che" Guevara, o sr. Janio Quadros condecorou
o com a "Grã Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul", em cerimonia
realizada no Salão Verde do Palacio do Planalto. O presidente, de bom humor,
atendeu aos pedidos dos fotografos de mudar para dois metros alem o local da
entrega da comenda (por causa da luz) e tirou o microfone da Agencia Nacional
para um lado, facilitando-lhes o serviço. Ao entregar a comenda, o chefe do
governo brasileiro pronunciou as seguintes palavras: "Ministro Guevara: v.
exa. manifestou em varias oportunidades o desejo de estreitar relações
economicas e culturais com o governo e povo brasileiros. Esse é o nosso proposito
tambem. E é a deliberação que assumimos no contato com o governo e o povo
cubanos. E para manifestar a v. exa., ao governo de Cuba e ao povo cubano,
nosso apreço, nosso respeito, entregamos a v. exa. esta alta condecoração do
povo e governo brasileiros." Ostentando já a comenda, o ministro cubano
agradeceu:"Sr. presidente: como revolucionario, estou ofundamente honrado
com esta distinção do governo e do povo brasileiros. Porem, não posso
considerá-la nunca como uma condecoração pessoal, mas como uma condecoração ao
povo e nossa revolução, e assim a comunicarei com as saudações desse povo que
v. exa. pessoalmente representa. E a transmitirei com todo desejo de estreitar
as nossas relações."A cerimonia encerrou-se voltando o chefe do governo e
o ministro Guevara para o gabinete presidencial.

domingo, 11 de setembro de 2011

Pensando em Spinoza no 11 de setembro de 2011






















"Paz não é a ausência de guerra; é uma virtude, um estado mental, uma disposição para a benevolência, confiança e justiça." (Baruch Spinoza / 1632-1677).

Fotos: Monumento a Spinoza, em Amsterdam

sábado, 16 de julho de 2011

O último austro-húngaro

Os olhares europeus, mesmo dos que não simpatizam com as velhas monarquias do Velho Mundo, estão voltados, hoje, para Viena, capital austríaca. É onde Franz Joseph Otto Robert Maria Anton Karl Max Heinrich Sixtus Xaver Felix Renatus Ludwig Gaetan Pius Ignatius von Österreich, ou simplesmente Otto Habsburg será sepultado. Ele era filho do último imperador austro-húngaro. Na foto ao lado, Otto aparece no enterro do tio-avô, o imperador Francisco José I, acompanhando os pais Carlos de Habsburg e Zita Bourbon-Parma. Otto Habsburg era mesmo um nobre no sentido mais puro da palavra. E um europeu acima de tudo: ele tinha quatro nacionalidades: era austríaco, húngaro, alemão e croata. Foi um dos incentivadores da União Européia, membro do Parlamento Europeu e presidente da União Internacional Pan-Européia. Foi opositor do nazismo (que anexou a Áustria) e do comunismo da cortina de ferro (que massacrou seus súditos húngaros) e lutou pela unidade da Europa, tirando lições dos horrores de duas grandes guerras. Otto morou em Portugal, mais precisamente na Ilha da Madeira, onde a família Habsburg chegou depois de ser salva ao ganhar um visto do governo português para escapar da fúria nazista na invasão da França, na Segunda Guerra. Ele morou ainda na Bélgica, onde estudou Ciência Política na mesma faculdade da Universidade de Leuven onde eu fiz meu mestrado (olha, tenho mais um motivo para simpatizar com ele). Nas últimas décadas da vida, Otto morou na Alemanha, onde foi eleito deputado europeu pela Baveira.


Em 1989, Otto ajudou a organizar o "Piquenique Pan-Europeu" na fronteira austro-húngara (foto ao lado). O evento promoveu uma abertura rápida da Cortina de Ferro que separava o Ocidente capitalista do leste europeu comunista, fomentando ainda mais o movimento que levaria à queda do Muro de Berlim. Nada mal para um descendente da imperatriz Maria Teresa Habsburg, chamada mãe da Europa, cujos filhos e filhas casaram com os herdeiros das casas reais de todo o continente: desde a Suécia até Portugal e ainda, além-mar: a nossa imperatriz do Brasil, Leopoldina, afinal era uma Habsburg, filha de Maria Teresa.

O site da cidade de Viena conta mais sobre o funeral e a vida de Otto Habsburg.




domingo, 22 de maio de 2011

A Área 51 é revelada pelo National Geographic

Imagem: National Geographic News
A base americana ultra secreta no deserto de Nevada, popularmente conhecida pelo nome de Área 51, já foi objeto da criatividade de pessoas mergulhadas nas mais diversas teorias conspiratórias. Entre elas, certamente a mais hilariante (tanto quanto a recente proclamação do fim do mundo para ontem), é que teria abrigado uma suposta nave espacial alienígena, onde inclusive, teriam sido apreendidos e estudados dois legítimos exemplares de homenzinhos verdes.  
É óbvio que para o governo americano, hoje sabemos, bem que tais aleivosias cumpriram de alguma maneira algum papel, no sentido de manter uma adequada cortina de fumaça, para seus reais propósitos, agora "diz que" revelados pelo National Geographic News.
Em um artigo interessante, são revelados alguns ardis que os militares americanos utilizavam para enganar os satélites espiões russos, equipados com câmeras infravermelhas, nos sórdidos tempos da guerra fria. Parecem ter se divertido muito com eles, e também com a infinidade de malucos que tentavam se aproximar do que sabemos hoje ter sido uma grande fábrica de brinquedos de guerra ultra-secretos.
Leia o artigo e veja se acredita. 
Eu, confesso que continuo atrás dos refrigeradores onde guardaram aqueles cobiçados "chupa-cabras".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Eurotrash - Será que ele é?




Mais uma da série Eurotrash neste Flanar. A Comissão Européia se mostra indignada e abriu uma investigação contra o chamado "teste falométrico" inventado pelas autoridades da República Tcheca. O teste consiste em "verificar" a homossexualidade dos estrangeiros que pedem asilo na terra de Kafka com base no perigo que correm, em seus países de origem, por causa da opção sexual. Como é o teste? Ora, muito simples: os requerentes de asilo que se declaram gays são confrontados a imagens pornográficas heterosexuais e aparelhos indicam se os testados reagem com ereção. Para a Comissão, isso se trata de um desrespeito aos artigos 4 e 7 da Carta de Direitos Fundamentais da União Européia - que interdita tortura e tratamentos desumanos. Os representantes tchecos juram que não usam mais o teste, que teria sido aplicado, entre 2008 e 2009, em poucos requerentes de asilo, alguns dos quais submetidos de maneira "voluntária". A Comissão não se convenceu e já abriu a investigação com base num relatório preliminar da Agência Européia de Direitos Fundamentais. Para os especialistas, o teste não tem eficácia pois "saliência" é "saliência", e qualquer um pode reagir tendo uma ereção até mesmo vendo um par de cachorros colados na rua.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SuperObama




O escritor chileno Ariel Dorfman, em interessante artigo publicado no jornal argentino Página 12, vincula a morte de Osama bin Laden à recente renúncia da cidadania americana por parte do SuperHomem (vide postagem aqui no Flanar).


Segundo Dorfman, "ao matar Bin Laden, Obama provou que os Estados Unidos não precisa de um homem musculoso que voa e atravessa paredes para se defender dos terroristas, mas que para isso tem helicópteros e os Seals -- força de elite dos EUA --, computadores e armas de ferro".


Vale a pena conferir a matéria, recheada de ironia.


Curiosamente, Ariel Dorfman, nascido em Buenos Aires e cidadão chileno, naturalizou-se americano em 2004.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Poder e os "Videogames"


Esta impressionante imagem, correu o mundo através da internet. E mostra a equipe do presidente americano Barack Obama acompanhando a missão que culminou com o assassinato de Osama Bin Laden.
Impressiona, não só pelo registro de um momento que deveria primar pela discrição. Mas também pelo posterior "divulgue-se". O blog Hupomnemata se pergunta e eu também: qual a razão da Casa Branca ter divulgado esta imagem?
Certamente, como bem notou um amigo no Facebook, não foi só para divulgar os notebooks da HP, hegemônicos no ambiente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Quem matou Osama bin Laden?

Os primeiros comunicados oficiais do governo americano esclarecem que foi um grupo especial apoiado por agentes da CIA que executou o terrorista Osama bin Laden. São os US NAVY SEALS, uma das unidades mais letais de forças especiais que um exército pode ter.

Histórico do SEAL – Em 1941, depois que os japoneses bombardearam Pearl Harbor, as tropas norte-americanas foram forçadas a invadir território japonês pelo mar, freqüentemente encarando áreas minadas e ataques de inimigos não-vistos. Como contramedida para esses riscos, a Marinha Norte-Americana criou equipes especialmente treinadas para se infiltrar o território inimigo em direção à costa e liberar o caminho de obstáculos e outros riscos. Essas equipes de seis homens eram chamadas Unidades de Demolição de Combate Naval. Seu treinamento era intenso em fortalecimento físico e incluía levantamento de peso, natação, corrida e manobra de pequenos barcos. O treinamento também incluía manuseio de explosivos. Eventualmente, realizavam treinamentos em Equipes de Demolição Subaquáticas (UDT - Underwater Demolition Teams).

As UDTs foram organizadas em 1943. Também conhecidos como homens-rã, foram responsáveis durante a Guerra da Coréia por nadar até a costa antes de uma invasão e explodir obstáculos em seu caminho, abrindo caminho para a invasão dos anfíbios norte-americanos. Também destruíram alvos importantes como pontes e túneis.

Na década de 60, o aliado da União Soviética, Vietnã do Norte, estava lutando contra um aliado norte-americano, Vietnã do Sul. O presidente Kennedy enviou, em pequenas equipes de guerrilha, combatentes para ajudar o Vietnã do Sul. Com os Boinas Verdes do Exército já estabelecidos, era hora da Marinha criar sua própria unidade de Operações Especiais. Fundamentado no treinamento dos UDTs, os SEALs da Marinha foram criados. Seu treinamento os preparou para trabalhar nas selvas, costas e rios do Vietnã. Sua tarefa era ficar atrás das linhas inimigas e atacar de surpresa acampamentos de inimigos, sabotar suprimentos, cortar comunicações inimigas e destruir munições armazenadas. Eles foram bem sucedidos em suas missões.















Fotografia cedida pela Administração Nacional de Arquivos e Registros (NARA - National Archives and Records Administration) dos EUA
Fotógrafo: J.D. Randal, JO1


República do Vietnã, novembro de 1967: membros da SEALs da Marinha Norte-Americana se movimentaram para o Rio Bassac em um barco de assalto (STAB - Seal Team Assault Boat) durante operações ao longo do rio ao sul de Saigon.

Com a Guerra do Vietnã terminando sem vitória, muitos cortes foram feitos nas despesas militares, e o número de unidades das Forças Especiais foi, em muitos casos, cortado pela metade. O sucesso dos SEALs no Vietnã, contudo, provou seu valor.

Treinamento – O treinamento do SEAL é brutal. Leva mais de 30 meses para treinar um SEAL da Marinha até o ponto no qual estará pronto para posicionamento. Os SEALs que emergem estão prontos para lidar com qualquer tarefa que possam ser chamados para executar, incluindo mergulho, natação de combate, navegação, demolições, armas e pára-quedismo. O treinamento os leva ao limite, tanto mental quanto fisicamente para eliminar aqueles que possam não ser capazes de completar com êxito as exigentes missões e operações que os SEALs enfrentam. Os tipos de estresses que encaram durante o BUD/S (Demolição Subaquática Básica/SEAL) são os mesmos que encaram em missões reais. Se não podem resistir a isso quando não há vidas na linha, há boas chances de que não sejam capazes de resistir a isso quando vidas em jogo.

A partir do primeiro dia no treinamento, os recrutas são ensinados da importância do trabalho de equipe. O foco não é no indivíduo. O fato de que nenhum SEAL tenha sido deixado para trás em uma missão é uma prova do sucesso deste sistema. Durante todo seu treinamento, aprendem porque o trabalho de equipe é necessário no tipo de tarefa em que estarão sendo inseridos. Os SEALs estão realizando tarefas que podem não ser possíveis para um único homem realizar, mas pode ser realizado para uma equipe composta de homens que têm o mesmo treinamento e habilidades. Seu sucesso depende do que podem fazer juntos como uma equipe.