segunda-feira, 19 de março de 2012

Tu tá boa santa?

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Depois desta madrugada, e da reportagem do Fantástico, procuro a felicidade. Auditores, conselheiros armados e seres do bem: onde anda a tal felicidade? Sou professora doutora, estudo muito. Por meio do meu conhecimento centenas de pessoas dão grandes passos rumo a felicidade. E é brochante ver o que vi na reportagem do Fantástico. Como é fácil roubar e ser feliz. Sair por aí gastando milhões do dinheiro público; ou do dinheiro "dos outros". Como está tudo prontinho para dar aos milhares de ladrões que infestam o Brasil, a felicidade merecida. Tá bom que sou do Partido dos Perdedores. Tá bom que há muito tempo fiz a escolha: sou uma perdedora convicta. Mesmo assim, é surreal, irreal, anormal, patológico, vil! Não dá, vão roubar assim na Casa da Noca.

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É Fantástico!

Simples e certeiro

De longe a cena musical brasileira parece se recuperar de um certo marasmo pós-Chico Science. Temos a cena paraense: sem dúvida a mais efervescente e com reais chances de cruzar as fronteiras - vide as previsões do site francês Mondomix há dois anos, noticiado aqui por Carlos Barretto - e mais recentemente a elogiosa crítica do jornal inglês The Guardian à Gaby Amarantos.
Mas, na "metrópole", São Paulo, temos também sangue rap, não tão novo assim, mostrando que há vida inteligente no... samba. Trata-se de Kleber Cavalcante Gomes, ou melhor Criolo, que ano passado disponibilizou um álbum inteiro gratuitamente na internet, o excelente Nó na Orelha.
Desde ontem, na TV Folha, se pode ouvir o cantor e compositor conversando sobre música e apresentando duas canções inéditas (Casa de Mãe e Gelo no Inferno) acompanhado por dois cavaquinhos. Simples e arrepiante assim.

Tá bom!

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Ser feliz é a tônica de milhões de seres humanos. Olha-se para um lado; olha-se para o outro; e lá estão os milhões de seres felizes! Ainda bem, que seria de mim ao lado de gente infeliz?!? Procurar a felicidade é uma dessas coisas caras aos seres humanos. Eu entendo perfeitamente: ser humano que sou! Mas duvido que esse monte de gente que anda procurando a felicidade vá encontrá-la assim sem mais nem menos. E a procura é grande. Se emagrecer fica feliz! Se engordar: seria ótimo! E um pouco mais de dinheiro? Ah, perfeito! Ser feliz é ter um monte de coisas. Ser feliz é ser Zen. Ser feliz é estar amando...Ou ser amado?!? Ser feliz é acertar os números da Mega-Sena. Ah, ser feliz! Grande questão. Grande descoberta: ser feliz! Não ter insônia: quanta felicidade! Comer dúzias de chocolates e não engordar um grama: felicidade suprema. Ser eternamente jovem: o ápice da felicidade!
Ser feliz, infelizmente, não é uma coisa assim tão fácil! É muito complicado! E quanto mais complicado fica, mais a felicidade nos acena. Tem felicidade para todos os gostos, tamanhos e bolsos. Diz a lenda que ser feliz é o fim último de todos nós. Tá bom!

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domingo, 18 de março de 2012

Piada

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"Só 2% das prefeituras tem gestão "excelente" no Brasil"
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Piada aqui!

Barafunda

Para fechar este domingo chuvoso na terrinha. Nada como um novo samba do último CD de Chico Buarque, ou simplesmente "Chico". Ouçam e vejam que delícia.



Era Aurora
Não, era Aurélia
Ou era Ariela
Não me lembro agora
É a saia amarela daquele verão
Que roda até hoje na recordação


Foi na Penha
Não, foi na Glória
Gravei na memória
Mas perdi a senha
Misturam-se os fatos
As fotos são velhas
Cabelos pretos
Bandeiras vermelhas
Foi Garrincha
Não, foi de bicicleta
Juro que vi aquela bola entrar na gaveta
Tiro de meta


Foi na guerra
É, noite alta
Gritou o astronauta
Que era azul a Terra
Quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã


Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Foi Glorinha
Não, era Maristela
Juro que eu ia até casar na Penha com ela
A vida é bela


É, não é
Era Zizinho era Pelé
Aliás, Soraia era Anabela
Era amarela a saia
Foi quando a verde-e-rosa saiu campeã
Cantando Cartola ao romper da manhã
Salve o dia azul
Salve a festa
E salve a floresta, salve a poesia
E salve este samba antes que o esquecimento
Baixe seu manto
Seu manto cinzento
Era Aurora
Não, era Barbarela
Juro que eu ia até o Cazaquistão atrás dela
A vida é bela


É Garrincha, é Cartola e é Mandela

Ana Mokarzel






          No torpor da noite, o bronze da luz se dilui com as imagens. Neste tempo pouco, o michê flerta com seu próximo segundo, tentando seduzir mais um cliente. O brilho do carro, noir, remete a tempos passados, ou quem sabe cria memórias ao fecundar o presente. 
           A fotógrafa Ana Mokarzel, administradora por formação, consultora respeitada na área de recursos humanos, reencontra a fotografia, que conheceu ainda criança. A lembrança do pai lhe vem à memória. Ele ensinou as primeiras lições da escrita com a luz, como um mestre que segura a mão do discípulo no capricho das letras. O envolvimento foi inevitável. Ana passou a se dedicar cada vez mais à fotografia e, sem abandonar o trabalho original, agrega este novo universo a ele. Dinâmica, não se permite limites. Curiosa com a nova janela aberta, Ana se debruça e cai, como Alice no País das Maravilhas. E nos convida a viagens por mundos esquecidos e imaginários repletos de personagens instigantes que poucas pessoas sabem perceber.

Paulo Santos

Será que vão conseguir?

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Muitos talvez não estejam acompanhando os conflitos pela manutenção do patrimônio urbanístico de Belém, e que envolvem uma área portuária da cidade: os galpões da Companhia das Docas do Pará.
Pelo Facebook a campanha toma fôlego, e conta com o apoio de blogueiros importantes da cidade, como a jornalista Franssinete Florenzano.
Causa espanto a velocidade com que vão destruindo aquilo que é patrimônio de Belém. Deixo aqui um link para o blog do arquiteto Flávio Nassar, no qual ele conta as origens políticas de mais um atentado contra todos nós.


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Tempo nublado


Senna e Massa (imagem: LAT Photografic)

A primeira prova do campeonato 2012 de Fórmula Um, disputada na Austrália nesta madrugada, expôs com clareza aos olhos de todos a complicada situação dos dois pilotos brasileiros que a disputam, Felipe Massa e Bruno Senna.
Ambos tem sido, desde os testes da pré-temporada, muito mais lentos que seus companheiros de equipe, Fernando Alonso e Pastor Maldonado, respectivamente, e deram show de má performance tanto nos treinos de sábado quanto, principalmente, na corrida.
Massa nunca mais foi o mesmo desde o acidente sofrido na Hungria em 2009, quando foi atingido na cabeça por uma mola oriunda de outro carro (coincidentemente, do Barrichello). As más línguas da neurocirurgia paulistana (o piloto fez sua segunda cirurgia em São Paulo) falaram (e muito) na época em contusão dos lobos frontais e cefaleia crônica, o que teria gerado uso frequente de analgésicos opioides.
Mas, boatos a parte, Felipe nunca mais venceu ou mesmo superou de forma clara o temido companheiro Alonso.
Quanto ao Bruno Senna, infelizmente o problema parece ser mesmo de capacidade de pilotagem. Apesar das chances abertas pelas chaves douradas do patrocínio, o sobrinho de Ayrton Senna (um dos melhores de todos os tempos) tem se mostrado, na melhor das hipóteses, um piloto medíocre.
Imagino que, diante do cenário exposto e da impossibilidade quase que absoluta de reversão ainda no ano em curso, a transmissão das corridas de Fórmula 1 no Brasil estará seriamente comprometida em 2013.
Para os brasileiros fãs deste esporte, só resta lembrar das luminosas manhãs de domingo vividas nas décadas de 80 e 90 e esperar pela minguada geração vindoura.

PS: a vitória de Jason Button foi espetacular e o equilíbrio parece ter voltado de vez às pistas.

Abriram o "Novo iPad"!!!

Imagem: Blog MacMagazine, via iFixit.
Quem já leu a biografia autorizada de Steve Jobs de Walter Isaacson, pôde confirmar a atitude paranóide determinação de Steve em manter seus produtos meio que imaculados. À ponto de, ao descobrir que "uma certa empresa" estava fazendo a festa prestando assistência técnica em um Macbook, providenciou que todos os parafusos da geração posterior fossem trocados por um modelo muito bizarro. Esperava ele, que pela ausência de uma ferramenta adequada, a violação abertura do portátil fosse evitada.
De fato, tais medidas, aparentemente recheadas de fanatismo, resumem a opção histórica da Apple em vender hardware + software em pacotes fechados.  A idéia era vender uma boa "experiência de usuário" completa. FIM.
Pois muito bem. Não duvidaria que a "tal empresa" citada por Jobs na biografia, seja mesmo a iFixit
Com efeito, se você visitar o website da empresa, vai gargalhar ao ver que há tempos ela vem conseguindo abrir absolutamente tudo o que a empresa de Cupertino produz. Para arrepio de muitos, ainda fatura vendendo kits de ferramentas especializadas em vencer as dificuldades impostas pela Apple. Detalhe: manual incluído.
A sanha da empresa é tamanha, que tiveram o cuidado de enviar um funcionário a Austrália. Desta maneira, aproveitando-se do fuso horário, a "certa empresa" conseguiu botar as mãos no Novo iPad antes do resto do mundo. E em 24 horas, como sempre de forma técnica e elegante, já demoliram expuseram os intestinos do tablet.
Para ver em bom português, vale a pena ver a descrição detalhada da façanha no Blog MacMagazine. Mas se o inglês não for uma dificuldade, é obrigatório visitar o website da iFixit, com direito a foto do equipamento utilizado na delicada operação (que hilariamente inclui uma lata de Red Bull).

sábado, 17 de março de 2012

Tu tá boa santa!

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Trago do Facebook concordando plenamente com isso tudo aí do alemão mais americano do planeta, o escritor Charles Bukowski.

Sábado na casa da prima



Pense num sábado de sonho - é o passado na casa da minha prima.
E não é só pelas generosas guloseimas, não!
Na casa da prima a trilha sonora é feita ao vivo pela família, com piano (a duas e a quatro mãos), acordeon, violão, percussão e voz.
Lá, a chuva molha a garça na beira da piscina e enche a tarde de graça.
O celular quase não pega, e quando toca ninguém ousa ouvi-lo no meio de tanto folguedo e algazarra.
Alguns primos vêm de longe, e outros que tencionam ir ao Mosqueiro não conseguem nem passar do Lago Azul, pois lá as horas quase não passam.
Os primos ausentes estão sempre presentes, na memória e nas conversas carregadas de emoção e saudade.
O amor transborda, na casa da prima.
Ir embora significa voltar, lembrar, viver, sorrir e carregar um pedaço de cada um para a nossa própria casa.
Naqueles momentos oníricos, somos todos imortais.
Lá na casa da minha prima.

PS: ok, ok, as guloseimas são de enlouquecer!
PS2: a minha prima, eu não empresto, não vendo nem dou!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cadê a ALPA VALE S.A?

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Em 24 de agosto de 2011 foi decidido que todo o estado do Pará seria consultado sobre a Divisão do Pará com a criação de mais dois estados: Tapajós e Carajás.
Em 11 de dezembro de 2011 dizemos NÃO. Um grande NÃO! Agora precisamos nos manifestar sobre a ALPA, e o postergar da implementação do projeto. Prá quem não sabe, ALPA é a sigla de um projeto siderúrgico de verticalização do aço com a produção de lâminas de aço e de placas. A siderurgia teria capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas. E a operação estava prevista para funcionar em 2013. Ela deveria ter sido implantada no município de Marabá
A siderurgia Aços Laminados do Pará (ALPA) foi lançada oficialmente em 22 de junho de 2008, em Marabá, com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e da então governadora Ana Júlia Carepa; e com o presidente da Vale S.A, Roger Agnelli - também um "então". Pois bem, até agora neca de pitibiriba, nada, coisa alguma; apenas litígios por indenizações sobre a propriedade do local. Investimentos que são bons, neca! Empresários, comerciantes e políticos estão se movimentando por meio de abaixo-assinados e manifestações públicas pela imediata retomada dos investimentos. Tem o meu apoio; e penso que deveria ter o apoio daqueles que estão interessados no desenvolvimento equilibrado entre as regiões. Este que não saí do papel; e que não está nas discussões públicas.


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Imagens que surpreendem o dia-a-dia

Ana Isa Van Dijk*

Há 10 anos moro em uma pequena vila no interior da Holanda (Houten), e neste tempo, que parece longo, ainda me flagro em encantamento com coisas ainda inusitadas para meus olhos brasileiros. Ontem fez um dia lindo neste final de inverno. Típico de primavera, à tarde abriu um sol encantador convidando a temperatura a chegar aos 14C que estimularam um grupo de crianças de curso primário a ensaiar ao ar livre alguns ensinamentos de sala de aula. Algo em torno das duas da tarde ouvi um fuxico de vozes animadas no jardim público em frente da minha casa; corri pra janela e flagrei estas imagens:

Foto 1- Duas crianças com coletes e bastão com garras (iguais aos usados por funcionários da limpeza da prefeitura), coletando eventual “lixo” presente no gramado público. (Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone)
Foto 2 - Aqui um dos garotos carrega nos ombros um saco plástico para coleta. (Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone)
Foto 3 - Pouco depois percebi tratar-se de uma turma inteira a desempenhar a tarefa da limpeza urbana de ruas e jardins. (Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone).
Foto 4 - Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone.
Foto 5 - Imagem: Ana Isa Van Dijk via iPhone. 
Foto 6 - Imagem Ana Isa Van Dijk via iPhone.


Fotos 4 e 5 e 6 - Mais adiante os professores esperavam as crianças e pareciam conversar com elas sobre a tarefa desempenhada.

Não deu pra ouvir o que se passava entre os professores e aquelas crianças, mas minha imaginação correu solta, lembrei de Belém e de meu velho sonho sobre educação comunitária nas escolas fundamentais. Um dia quem sabe, a gente chega lá...

Ana Isa van Dijk

Houten/Holanda, 15 de março de 2012.


*Ana Isa Van Djik é arquiteta paraense, Brasileira com muito orgulho sem jamais perder seu valioso senso crítico, casada com Henk Van Djik, tem duas filhas e mora em Amsterdam. Além disso, é contemporânea dos tempos do NPI/UFPA com este poster.

Morre um Sábio! Adeus Aziz Ab'Saber.

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Lá se foi um Sábio. O sábio Aziz Ab'Saber; um grande geógrafo brasileiro de sangue árabe. Um homem de profundo conhecimento; um erudito. Sentiremos falta dele. Ele se foi hoje, dia 16 de março, às 10h20m em sua casa,em Cotia, na Grande São Paulo. Foi-se um grande homem, um homem ilustre; magnânino. - Um cristão! - como ele dizia.
Que pena!

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Foto de arquivo do geógrafo Aziz Ab'Saber, ao receber o troféu Juca Pato como intelectual do ano de 2011/Folhaonline





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Aziz Ab'Saber -

Sem comentários


Adão Iturrusgarai

O que mais admiro na obra deste quadrinista gaúcho é que ele jamais cede ao politicamente correto.
Jamais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Dinossauro do Jazz?



Albert Mangelsdorff, Jaco Pastorius e Alphonse Mouzon

Live at "Berliner Jazztage" - 1976

Albert Mangelsdorff é uma referência imprencindível para o desenvolvimento do trombone jazzístico e na chamada "Música Improvisada", pois desenvolveu uma indentidade única com o instrumento colocando a disposição do público amostragens técnicas como a multifonia, onde ele extrai duas ou mais notas diferentes num único momento de sopro, algo que é realmente incrível.

Albert Mangelsdorff falecido em 2005, está sendo relançado numa série (Mangelsdorff Originals) composta por 15 álbuns, onde é possível ouvir interessantes interações como no "Trilogue - Live!", onde o trombonista divide o palco com contrabaixista Jaco Pastorius e o baterista Alphonse Mouzon, além de outros discos importantes como o venerado "Now Jazz Ramwong-In Asia" (com o Albert Malgelsdorff Quintet), e outros como "Tension!" – Albert Mangelsdorff And His Friends e Die Opa Hirchleitner Story; todos álbuns do mais interessante jazz europeu.

Lembrando que Mangelsdorff foi um músico que já teve parcerias e colaborações com figuras seminais do Velho Continente como Peter Broztmann, Alexander von Schlippenbach, entre uma infinidade – verdadeira "constelação" de musicistas da mais alta qualificação e espírito desassombrado quando o assunto é tocar um instrumento. Tocar com a alma...! Sem limites. Executar o Jazz, livre de amarras, cacoetes esquemáticos ou fórmulas pré estabelecidas.

Ouça nessa pequena amostra do show, que publicarei o aúdio mixado, em outro post aqui, os três ícones reunidos em performance arrasadora; executando o mais instigante estilo que o Jazz figura como inspiração, em minha modesta opinião.

Neste fragmento do set, o trio assombra ao executar Free Jazz da mais alta qualidade em antalógico show em 1976, na Alemanha.

– Senhoras e Senhores. Com vocês!

Albert Mangelsdorff (trombone), Jaco Pastorius (contrabaixo) e Alphonse Mouzon (bateria).

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– O DVD é raríssimo. Está fora de catálogo há anos, mas...Hehhehehe! É este aqui ó!

O "poderoso" Volkswagen



Nem venham que esta propaganda não é da minha época, é claro. É certo que eu ainda nem constava dos planos de meus pais. Mas encontrei, achei curioso e estou compartilhando. 

Candidato da UNIMED "ataca" celulares alheios

Se existe uma coisa que me aborrece, é ser incomodado por mensagens indesejadas, não solicitadas, mal vistas e toda espécie de adjetivos correlatos. Além de invadirem de maneira deselegante a privacidade do cidadão, esses verdadeiros spams da telefonia móvel, são iniciativas no mínimo pouco inteligentes de quem pretende vender produtos, serviços ou "competência" (ainda pior, para quem diz prometer "paz e trabalho). Aqueles que se utilizam destes recursos invasivos, entram automaticamente em minha lista de pouco úteis ou incompetentes.
A UNIMED Belém, encontra-se naquele chatíssimo momento eleitoral. Nada contra sufrágios democráticos, ressalte-se. Mas tudo a favor da conduta reta, elegante de fazer sua propaganda, e principalmente, do RESPEITO a individualidade do cidadão. Quem assim não se comporte, também não fará por merecer o meu respeito.
Desde ontem, venho recebendo uma estranha mensagem em meu iPhone. Ela chega exatamente como mostra a captura de tela ao lado, pedindo votos para um determinado candidato (por enquanto, ainda tomarei o cuidado de "borrar" seu nome).
O interessante assustador é que ela chega assumindo por completo a tela do smartphone e NÃO FICA REGISTRADA/ARMAZENADA EM LUGAR ALGUM. Ou seja, eu a recebo e não consigo saber afinal que tecnologia foi utilizada para enviá-la.
É óbvio que pensei na tradicional SMS. Contudo, consultando o aplicativo MENSAGENS do iPhone, lá ela sequer é encontrada na caixa de "Mensagens recebidas". Também não está gravada em nenhum outro aplicativo similar do tipo WhatsApp, FB Messenger, etc. Ela simplesmente some sem deixar vestígios. Somente após o segundo cometimento, fui rápido e executei a captura de tela que aparece na imagem acima. Ou seja, é quase que um covarde ataque pirata ao seu celular.
Mas existe algo ainda mais ridículo e risível neste ataque, que contribui ainda mais para minha irritação: não sou cooperado da UNIMED!!!. Ou seja, sou vítima de reles "pentelhação de saco" mesmo!
Mas suspeito de algo ainda mais grave. De que maneira este cidadão estaria obtendo meu telefone privado, hein? Como? Quem forneceu a ele estes dados, uma vez que jamais disponibilizo nenhum tipo de informação privada em redes sociais e afins?
E por fim, que tipo de tecnologia é essa tão intrusiva?

Made in china



A fabricante chinesa de automóveis Chery vem provocando um verdadeiro furor na Venezuela.
Graças a preços mais baixos, oriundos de um acordo com o governo de Hugo Chavez, seus dois modelos lá fabricados são sucesso total de vendas, gerando longas filas nas portas das quatro lojas existentes naquele país.
Num mundo em crise, a imagem acima (oriunda da revista Motor Dream) parece ser no mínimo surreal.
No Uruguai a Chery já é a terceira marca mais vendida, perdendo apenas para Chevrolet e Volkswagen.
E não devemos esquecer que a montadora chinesa vai inaugurar a sua fábrica em Jacareí (SP) em 2013, prometendo apagar a fase do "Eu faz pleço bom pla vocês" do mapa e a substituindo por algo como "carro chinês - você ainda terá um".
Será?

Lucivaldo Sena





Militante dos movimentos sociais, o fotógrafo Lucivaldo Sena construiu seu início profissional participando e documentando as manifestações populares. A fotografia como ferramenta de denúncia era seu instrumento, no corpo a corpo social.  Ele amadurece na infantaria dessas batalhas e, com linguagem própria, técnica precisa e talento consumado, se profissionaliza, publicando trabalhos nos principais jornais e revistas do Brasil, como O Estado de São Paulo, revista Exame, portal Uol, além das agências noticiosas nacionais e internacionais. como AP, Reuters e AFP. Nesta corrida edição do Lucivaldo, uma inesquecível imagem noturna: o cocar com fogos ao fundo. Símbolos que se confundem, que se completam, que se agridem e acariciam. A descoberta, pelos olhos sensíveis, de um veio de possibilidades que dá à fotografia a riqueza que produz encantamento e verdade.

Paulo Santos

"Sai daí!"

Lúdica, bem humorada, mas ao mesmo tempo precisa a inserção gratuita do PCdoB na televisão. Nela, o pré-candidato a prefeito de Belém, Jorge Panzera, aparece listando números e fatos que revelam os indicadores sociais haitianos do nosso Estado, a partir de notícias que têm sido amplamente divulgadas por diferentes veículos de comunicação, faz tempo. Ao final, Panzera olha para a imagem do governador Simão Jatene e solta um divertido "sai daí!".
Sei que o tucanato conta uma legião de fieis seguidores, os quais se movem com sentimentos quase religiosos, mas temos que reconhecer que o marqueteiro (seja lá quem for) acertou a mão dessa vez. Em poucos segundos, a mensagem é passada e ainda por cima se cria um código para ficar na cabeça das pessoas.
Sai daí!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Aos poetas...

Sentimental


Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!

-Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências um cartaz amarelo:
"Neste país é proibido sonhar."

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Carlos Drummond de Andrade/Alguma Poesia

Oh poetas!

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Hoje é o Dia do Poeta! É, poeta tem dia! E que dia! Chove e é tudo cinza. Mas como hoje é dia dos poetas, não posso deixar de falar de dois deles que me encantam: Max Martins e Carlos Drummond de Andrade. Sei que não é correto; e falo sério! Sei que não é direito - eu que me sinto cada dia mais torta! Sei que não deveria citar apenas dois: eu que amo os poetas. Mas, enfim, não posso citar todos e tenho lá as minhas devoções. Sou devota de Max Martins. Um ser encantador, erótico, livre. Proprietário de belas palavras e que me levou a grandes descobertas. O que dizer de Drummond? Me ensinou a escrever, a me apaixonar, a pensar, a amar, a dizer, a gostar de política! E, principalmente, a esquecer. Esquecer é com ele mesmo. É só descobrir as chaves: e toda dor torna-se esquecimento e ternura. Grande mestre das palavras; grande conselheiro do infortúnio: Drummond. Quando meu pai morreu eu estava no cemitério recitando bem baixinho: "Amar o perdido deixa confundido este coração"/"Teu aniversário, no escuro, não se comemora". Quando comecei a me sentir envelhecer, lá estava Max Martins me consolando: "oh égua aveludada - juventude, arranca de meu beijo este saber, sabor das cinzas!" Quando choro vem Drummond acariciar os meus cabelos. O que seria de mim sem eles? Talvez nada ou coisa alguma.Não há um só dia que não seja deles. O Dia do Poeta é uma redundância prá mim: são deles todos os meus dias.

Suspensão de sites de comércio eletrônico

A medida não nos atinge, aqui no Pará, mas considero importante divulgar o fato, para prevenção de quem pretende comprar através dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime. Afinal, se existe problema lá, por que não haveria aqui?
A notícia é que o PROCON de São Paulo suspendeu por 72 horas a realização de vendas nesses sites, que pertencem ao mesmo grupo econômico, além de impor multa. O motivo são irregularidades nas entregas e defeitos nos produtos.
Tendo comprado várias vezes das Americanas e Submarino, senti na pele uma perda de qualidade dos serviços. No ano retrasado, fizemos nossas compras de natal usando as Americanas, por comodidade, o que já havia dado certo num ano anterior. Desta vez, porém, apesar de as compras terem sido feitas ainda em novembro, por segurança, a coisa desandou. A poucos dias do natal, nada de nossas mercadorias. Minha esposa, aflita, consultava o site compulsivamente e um dia tomou um susto: lá constava que a entrega fora feita, sendo informados o dia e a hora.
Como os e-mails não eram respondidos, minha esposa fez um contato telefônico. Sabe o que disseram para ela? Mandaram que confirmasse em casa se alguém não havia recebido a encomenda! Que tal? Até parece que moramos numa mansão tão grande que haveria a possibilidade de não termos visto uma caixa enorme! Indignada, Polyana subiu o tom, mas ficou claro que o caso seria encaminhado para o "setor competente", sem previsão de solução. Ou seja, um natal sem presentes, embora comprados.
O caso foi resolvido por uma via inesperada. Minha mãe conhece um rapaz que trabalha na transportadora indicada no site como responsável pela entrega. Falamos com ele, que teve a gentileza de verificar na empresa e lá a nossa caixa foi encontrada. Suspeita-se que algum funcionário marcou a entrega como feita, para se livrar de eventual cobrança, e deixou a caixa lá, para ser encontrada algum dia, como uma falha a ser perdoada. Graças a esse vizinho, nossa encomenda enfim chegou, mas a caixa estava imunda, amassada, com produtos parcialmente expostos, também eles muito sujos e com embalagens danificadas. Entregamos os presentes com pedidos de desculpas pelas condições das embalagens.
No final, resolvemos o nosso problema, mas não foi graças à Americanas.com. Se fosse pela diligência desta, estaríamos esperando até hoje.

Verba Federal


Pietro, neto de Emerson Fittipaldi

Notícia divulgada há 2 dias no Blog do José Cruz vem sacudindo o meio esportivo nacional: Pietro Fittipaldi, 15 anos, neto do ex-piloto Emerson Fittipaldi, nascido e residente nos EUA, recebeu R$ 1.000.000,00 do governo federal brasileiro em 2011 a título de ajuda ao seu programa de formação como piloto na Fórmula Nascar, americana.
Não se discute a legalidade da verba e sim o bom senso na aplicação da mesma (são mais de 10 milhões destinados pelo governo ao automobilismo nacional).
Os problemas de estrutura para a prática esportiva no Brasil são gravíssimos, aliás, tão grandes como os da própria educação: faltam de quadras a políticas públicas, assim como definições de prioridades.
Patrocinar o neto americano de um milionário brasileiro, é no mínimo um deboche oficializado.
E certamente mais uma denúncia segue acelerando rumo à pizzaria.

terça-feira, 13 de março de 2012

O Médico e o Fotógrafo







Carlos Barreto é médico. Sua especialidade: intensivista. Trata-se do camarada encarregado de manter acesa a linha da vida quando ela ameaça apagar-se. Para profissionais do seu quilate, a precisão é imprescindível. Quem sabe tenha influência dessa rotina a característica mais expressiva das fotografias de Carlinhos: elas são geométricas, mas insinuantes. A exatidão, nessas imagens, é pervertida. A reta propõe a fuga dos olhos. A linha do horizonte ameaça uma rebeldia, assimilando personagens como num quebra-cabeça. É uma fotografia a ser desvendada. Como se o médico, preciso como deve ser, ressuscitasse no diagrama do olhar as suas mais estimulantes incertezas. Que são, na verdade, as inevitáveis imprecisões humanas.
Texto de Paulo Silber.

Bicuda, Imperador!

Quem venceu o que? (imagem do meu amigo google)


Não vou me ater a uma reflexão técnica sobre o futebol de Adriano, o Imperador. Talvez os rapazes, em especial, fiquem insultados com meu domínio neste campo do saber. O fato é que sempre me intrigaram algumas situações espetaculosas, paradoxais e, talvez por isso mesmo, façam sentido. Como deve ser duro ter de entrar numa rotina e ritmo que nunca foram os seus e de forma tão rígida, abrupta e ainda exposta midiaticamente. Não é para qualquer um. É para pouquíssimos. O que me parece é que o mercado do futebol necessita de máquinas que não são compatíveis com as séries inventadas até agora de ser humano. Penso nos horários impostos para alimentação, para atividade física e para sexo. Eu só pensaria em driblar a todos - os horários. Penso nos impedimentos previamente determinados para consumo de drogas lícitas e ilícitas, nas negociações de cachês para tudo, na falta de espaço para dias atípicos compatíveis com as variações de humor. Eu seria infratora, na certa. Os caras não podem nem manter as amizades no morro! Ah! E não é simples escolha, não. Não dá pra dizer que “eles estão lá porque querem”. Para alguns, é tido como tábua de salvação, já que, no Brasil, é de praxe que a maioria dos jogadores não saia das escolinhas de futebol, mas das várzeas. Certo. Verdade. E isso apenas torna a “escolha” mais angustiante. É tudo muito pesado. Será mesmo que há motivo para tamanho rigor? Que gente maluca inventou isso? Bicuda nele! E me refiro ao rigor, gente, bicuda no rigor; não sou dada a atitudes nobres.

Eliana Calmon

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Terminei de ler e fiquei prá lá de satisfeita com a reportagem sobre a corregedora Eliana Calmon na Piauí, 66/ Março-12. A reportagem é da jornalista Daniela Pinheiro. A foto em que ela aparece é das mais simpáticas. Enfim, não há como não vestir a camisa da Eliana Calmon: já estou com a minha. Sou quase uma ativista da causa da corregedora Eliana Calmon. A palavra corregedora é medieval; mas a ministra Eliana Calmon é bastante moderna; e sabe cozinhar. Uma grande virtude para qualquer ser humano - na minha opinião. Pois bem, a matéria vai apresentando a ministra e você vai assinando a ficha de filiação à causa na maior tranquilidade.
Vão lá na Piauí. Eu gostei muito do que li, me deu um grande ânimo.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

Dormindo se trabalha melhor: formem comitês de sonhos.

Prá ti Francisco Rocha Jr. pelo aniversário.

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Sílaba viva

Mexe e remexe, está aí por mais que não queiram
está na noitche, está no leiche,
em cada cheiro em cada tchau em cada peixe
está, se soltarem os cachorros ainda assim estará
e mesmo que o fechem, ou esculachem com deboche,
e ele estará com quem lutche e quem espiche
e naquele que levanta e arremetche
ele estará, que diabo

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Julio Cortázar/Último Round/ Tomo I

Um abraço para o Francisco

E o nosso querido Francisco Rocha Jr. sopra hoje as velinhas de cima do bolo, inaugurando a fase dos "-enta". Como se trata de um menino, não creio que se importe por revelar sua idade por aqui. Até porque sua mente arejada e sempre lúcida lhe confere o vigor dos jovens e a sabedoria dos nossos avoengos.
Um abraço caloroso, grande Francisco. Aproveita o dia na companhia calorosa da família, com o carinho desta família daqui.