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domingo, 24 de novembro de 2013

"No direction home, like a Rolling Stones"

Ontem, sem direção, fui parar no Studio Pub, ali na Presidente Pernambuco, para assistir à programação fora de meu eixo: rock. Era apresentação “cover” dos Beatles, na preliminar, e Rolling Stones na partida principal. O bom rock na veia. Encontrei alguns sessentões emocionados e muitos jovens pulando. No meio, fiquei curtindo mais os estonteantes Stones, o qual mantenho uma linha genética com o vocalista. A foto é o grupo dos Stones. 

Na realidade acho que os garotos levam muito jeito pelo fato de reproduzirem com exatidão os dois grupos. Por fim, o Stones quebraram o protocolo cantando “Like a Rolling Stones”, de Bob Dylan. 
Foi bom... muito bom. Na próxima, vou recomendar aqui no Blog. 


sábado, 16 de novembro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Indie Cindy



Música nova dos Pixies, a primeira sem a baixista Kim Deal.
Aliás, Indie Cindy faz parte de um EP de 4 músicas, lançado hoje.
Download aqui.

domingo, 25 de agosto de 2013

"The future is suddenly absent"

A nossa tia excêntrica está de volta. Não aos palcos, mas às telas. Morrissey 25: Live  (clique  para ver o trailer) é um concerto filmado em 2 de março deste ano, na Hollywood High School, em Los Angeles. E isso, um pouco antes da onda de cancelamentos de turnê do cantor - ele ia até mesmo ao Brasil mês passado  - motivada por sérios problemas de saúde, que vão de pneumonia dupla à infecção nas cordas vocais. É um "concerto íntimo", diz o site do filme, para celebar 25 anos de carreira de Morrissey, gravado num lugar para 1.800 espectadores, um auditório de colégio, e o único registro integral de um show dele nos últimos 9 anos.  
No céu das estrelas pop, Steven Patrick Morrissey, é um caso especial. Segundo o jornal The Independent, no cenário artístico britânico, ele é uma espécie de príncipe Philip ( o marido da rainha Elisabeth II), que antigamente abria a boca demais sobre temas delicados, e metia os pés pelas mãos em algumas situações, e que acabou perdendo a espaço no mainstream. Mas, enfim, ele é a nossa tia Moz, talvez o mais brilhante poeta dos últimas duas décadas nas terras sheakspereanas.
 Depois de implodir uma das mais importantes bandas da histùoria do rock (The Smiths), brilhar em uma carreira-solo fulgurante, desaparecer, reaparecer, renascer, se esconder, Morrissey chegou ao status de ídolo, a mais completa tradução de cult. E ele alimenta essa imagem. Se auto-exilou em Los Angeles,  Estados Unidos, vivendo numa mansão em Holywood Hills, como uma Norma Desmond, do clássico filme Sunset Boulevard ( O Crepúsculo dos Deuses). Há anos ele está sem gravadora e diz que se recusa - e pode! - a aceitar as regras do mercado.
O título da crítica do  The Independent resume as dúvidas que pairam mais do que nunca: Can Morrissey survive the years of refusal?
 Talvez, a resposta está no blog, True to you,  em que ele escreve diretamente aos fãs:The future is suddenly absent. Mais Morrissey, impossível!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sexta alternativa



Poucos solos de guitarra me trazem tanta melancolia neuronal quanto o de Get Me, minha canção favorita da minha banda favorita de indie rock, Dinosaur Jr.
Dig it!

GET ME (Dinosaur Jr.)

I don't see you, I won't call you 
I don't know enough to stall you
Is it me, or is it all you? 
Guess, it's on and on 
On a day, maybe I'd show you 
But it's the least of all I go through
But the thing is I don't know you 
And it's on and on 

Trembling words don't make my eyes close 
And if anyone then you'd know 
I can't find out 'cause it won't show 
And it's on and on 
Every dream is shot by daylight 
And I pray that maybe you're right 
But if you don't, maybe I might 
'Cause it's on and on 

When it takes too long I lose it 
I'll just hang while you abuse it 
If you knew then why'd you choose it 
'Cause it's on and on 
You're not gonna get me through this are you 
You're not gonna get me through this are you 

Anytime I'm there to show you 
But if it takes too long I know you 
Out the door just leavin' me screwed 
And it's on and on 
Everytime I try to fight it 
It's so hard to seem excited 
And if you don't turn then I'll bite it 
And it's on and on 
You're not gonna get me through this are you 
You're not gonna get me through this are you 

I don't see you, I won't call you 
I don't know enough to stall you 
Is it me, or is it all you? 
Yes, it's on and on 
Every dream is shot by daylight 
And I pray maybe that you're right 
But if you don't maybe I might 
Cause it's on and on

terça-feira, 30 de julho de 2013

Let there be beer!


Mesmo para os que não bebem cerveja (como eu), o lançamento da marca AC/DC no Brasil, na próxima sexta (02/08), promete sacudir as prateleiras.
A lata é muito bonita e certamente ficará muito bem ao lado de uma Duff em qualquer bar com pretensões "off the mainstream".
Para os mais afobados, a pré-venda já começou no site AC/DC Brasil Store.
Let it roll!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Bag Boy


Lançado hoje Bag Boy, o primeiro single da banda norte-americana Pixies após 9 anos de "silêncio produtivo".
Para mim, caiu perfeito como o primeiro gole de Coca Zero no deserto da praia do Atalaia.
Só lamento que há duas semanas a baixista Kim Deal tenha pulado fora da canoa, caindo de dois pés no seu outro projeto, a banda The Breeders (que tocará em julho em SP), junto com a sua irmã gêmea Kelley Deal.
Anyway, Bag Boy tem free download no site oficial Pixiesmusic.
Just dig it, Flâneurs!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pânico em SP


O movimento punk parece seguir seu curso, indiferente às modernidades.
A música acima, da banda paulistana Inocentes, é de 1986, mas foi a trilha sonora mental da última quinta-feira, em São Paulo.
Eu estava num restaurante na Alameda Santos, a uma quadra da Av. Paulista, e desde então sigo ouvindo o refrão: "-ni-co em SP!!!".

domingo, 2 de junho de 2013

Um raio de sol para Maria Alekhina e Nadezhda

O sol brilha e a temperatura confirma que a primavera, atrasada, chegou nessa parte da Europa.
Mas, não consigo viver um domingo ensolarado sem pensar nos presos de consciência,
gente que por uma opinião contrária a um governo vive preso. É o caso de Maria Alekhina,
24 anos, poeta, estudante, mãe de um menino de 5 anos. E  Nadezhda Tolokonnikova, 23 anos, artista visual e estudante, mãe de uma menina de 4 anos. Junto com Yekaterine Samutsevich,
elas formam a banda punk russa Pussy Riot. Todas foram presas, em fevereiro de 2012,  durante um protesto numa igreja ortodoxa em Moscou contra Putin & quadrilha. Depois de um julgamento que não passou de farsa, as duas primeiras foram condenadas a um campo de trabalho forçado - sim meus caros, Stalin não morreu -  e  Yekaterine vive em liberdade condicional. Maria Alekhina fez greve de fome na semana passada para protestar pelo fato de que que não é ouvida nem nas audiências em que o pedido de liberdade condicional delas é examinado.
Ai Wewei, o artista chinês dissidente, há uns meses, fez a madona ortodoxa encapuzada acima em
homenagem às Pussy Riots.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Inside Bowie

Fotos: Edvan FCoutinho

2013. De tudo o que aconteceu ou ainda possa acontecer neste ano, poucos eventos culturais se sobreporão à histórica exposição Bowie is no Victoria & Albert Museum, em London. Não foi à toa que os 42 mil ingressos foram vendidos em pouquíssimo tempo, estabelecendo um recorde nas exposições do respeitado V&A. Passamos horas na internet até conseguir um ingresso do tipo combi-ticket para uma outra exposição, mas mesmo esse meio está esgotado.

No quarto de David Robert Jones


 Foto: do site Kaltblut Magazine
A primeira parte da exposição é mesmo um mergulho na gênese de Bowie: o que ele escutava, o que ele lia, o que ele fezia, as pessoas que contribuiram para os primeiros passos. A instalação que mistura objetos e projeções de vídeo nos dá a sensação de estar no quarto de Bowie, ou melhor,  do ainda David Robert Jones.Já nesse espaço, a gente se impressiona com a qualidade do equipamento de áudio individual que cada visitante recebe. Basta chegar perto de um display de vídeo para ter o áudio claro no seu fone de ouvido.

Uma olhada no guarda-roupa de Bowie



 Foto: V&A Museum

Cartas, desenhos, livros, letras originais, instrumentos musicais. Tudo vai formando um quadro da obra de Bowie, entremeado por vídeos, fragmentos de áudio. Claro que a exposição dos  figurinos nos transporta no tempo e nos deixa de cara com os famosos modelitos de Ziggy Stardust e até diante daquela discreta extravagância dos casacos feitos por Alexander McQueen para Bowie  nos anos 1990.

Mergulho na tela e na  platéia


Foto: V&A Musem

Um espaço especial na exposição mostra trechos de alguns filmes de Bowie ator. Senti falta do super cult The Hunger (chamado de Fome de Viver, no Brasil), de 1983, onde ele fazia par vampiresco com Catherine Deneuve. Mas, na exposição estão trechos de clássicos como Merry Christmas, Mr. Lauwrence (do mestre Nagisa Oshima, de 1983) e Labyrinth, de 1986, e ainda descobertas, como The Prestige, filme feito em 2006, por Christopher Nolan.
A parte final da exposição é um mergulho nas performances live de Bowie, entre os anos 70 e 90, o período mais fértil dele. O apuro técnico impressiona: a tela - dois imensos paredões -  se divide e se unifica em diversos momentos, a qualidade sonora nos fones de ouvido nos transporte às platéias de shows entre os anos 70 e 90, o período mais fértil dele. Mas, a exposição tem um pé nos tempos atuais. Em várias partes, se mostra o processo de criação do novo álbum. The Next Day, lançado em março passado, com letras, arranjos e depoimentos dos colaboradores da mais mais recente obra bowiana. Bem, para quem ver mais, recomendo um belo depoimento em vídeo da jornalista cultural Sarah Crompton para a série I've just seen, do jornal inglês The Telegraph; Além, claro do inside exhibition próprio site do Victoria & Albert Musem.

sábado, 11 de maio de 2013

In rock veritas



Em tempos de funk e tecnomelody, a clássica Oração do Rock, da Kiss FM, se faz cada vez mais necessária em nossos lares.
A voz é do lendário locutor paulistano Titio Marco Antonio.
Assim seja!

domingo, 28 de abril de 2013

Paralamas da memória



"Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou..."
Ao assistir esta rara gravação da "música mais falada e menos ouvida do Brasil", de 1995, tudo soa muito estranho.
Afinal, dezoito anos depois, quem lembra dos "anões do orçamento"?!...

sábado, 20 de abril de 2013

Sábado latino



Um toque de latinidade não faz mal a sábado algum.
Carlos Santana e Maná , invadindo o mormaço deste dia mezzo inverno, mezzo verão.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A gata borralheira do rock


Na segunda metade dos anos 1980 eu tinha uma certa dose de preconceito em relação às bandas americanas de rock. Hard rock, ou era britânico, ou simplesmente não prestava.
Claro que isso logo caiu por terra com Guns N' Roses, Bon Jovi, Motley Crue e outros tantos grupos que invadiram a minha mente e nunca mais a abandonaram.
Recentemente resgatei uma banda a qual eu havia renegado àquela época, Cinderella, que despejava um som pesado de alta eficiência, baladas incríveis e letras pra lá de diferenciadas em relação ao padrão da época.
A banda não conseguiu sobreviver aos anos 1990, vítima da ditadura da então poderosa (e absolutamente  "thatcheriana")  MTV, que só priorizava o grunge e ainda boicotava todos os grupos cujos vídeos não fossem "muderninhos".
Hoje entendo que eu, naqueles tempos um candidato a jovem macho-alfa, jamais poderia curtir em público ou mesmo usar uma camiseta de uma banda chamada... Cinderella!
Mas me perdoo...

Morrissey vs Thatcher

Entendo perfeitamente  a análise comparativa entre a direita conservadora britânica e a direita tupiniquim dos anos 70 e 80, feita por Elio Gaspari e reproduzida por Scylla Lage Neto, no post E se Thatcher tivesse sido brasileira . Aliás, Gaspari tem mesmo esse dom de entrar na cabeça da Direita, por que hein? Mais, enfin... No Brasil, no contra-campo,  os dissidentes em nada ficaram a dever à esquerda britânica, e também souberam gritar: "Que país é esse?", perguntava Renato Russo, um artista que encarnou no Brasil  o que o Morrissey foi e ainda é hoje na cena musical crítica inglesa. O ex-líder do The Smiths foi sempre uma das vozes contra Thatcher das algumas enumaradas  por mim no post Maggie, musa do avesso,
Há dois dias, no blog dele, Morrissey baixou o cacete no que ele chama de tentativa de se reescrever a História agora que a "sweet Maggie" se foi: "Thatcher não era uma líder forte ou formidável. Ela simplesmente não queria saber das pessoas, e esta frieza foi delicadamente transformada em bravura pela imprensa britânica, que está a tentar reescrever a história para proteger o patriotismo". Morrissey analisa fundo: "o nome de Thatcher deve ser protegido não por causa de todo o mal que ela fez, mas porque as pessoas ao redor dela permitiram que ela o fizesse, e, portanto, qualquer crítica à Thatcher lança uma luz perigosamente absurda em toda a máquina da política britânica".
E ataca o aparato de segurança do funeral de Thatcher marcado para a semana que vem, a um custo de 10 milhões de libras (11 milhões de euros ou 25 milhões de reais): "O funeral vai ter segurança pesada por medo de que os contribuintes britânicos possam finalmente expressar seu ponto de vista sobre Thatcher. Eles serão expulsos com gás lacrimogêneo ao menor gesto pela polícia."  Amargo, Morrissey conclui: United Kingdom? Syria? China? What's the difference?.
Não é à toa que o blog se chama True to you.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Maggie, musa do avesso

(image from the blog Occasional Links and  Commentaries http://anticap.wordpress.com/2011/07/11/thatcher-killed-football/)

Talvez não exista na História do Pós-Guerra figura pública que tenha merecido ódio em verso e prosa quanto  Margaret Thatcher. A ex-primeira-ministra britânica partiu hoje aos 87 anos deixando atrás de si um legado devastador na economia e um bom punhado de canções contra ela - na verdade, contra os tubarões que ela representou tão bem. Pelo menos duas canções contra Maggie desejavam-lhe a morte e duas a acusavam de alta traição. Todas compostas pela nata da nata do Pop Rock Brit: Morrisey, Elton John, Roger Waters e Elvis Costello.

-Margaret on the guillotine: o bardo Morrisey, logo depois de acabar com The Smiths, dedicou uma faixa do primeiro álbum solo (Viva Hate)  à "fofa" da 10 Downing Street .  Nenhum rock visceral, mas uma suave canção, com harpa, um som de guilhotina no final e alguns versos singelos como estes:

The kind people
Have a wonderful dream
Margaret On The Guillotine
Cause people like you
Make me feel so tired
When will you die ?


O povo amável
tem um sonho maravilhoso
Margaret na guilhotina
Porque pessoas como você
me fazem sentir tão cansado
Quando você vai morrer?

-Merry Christmas Maggie Thatcher: Sir Elton John escreveu essa para o musical Billy Elliot, a versão West End londrino do filme de Stephen Daldry, que retrata os confrontos da greve dos mineiros ingleses, em Durham em 1985.

So merry Christmas Maggie Thatcher
May God's love be with you
We all sing together in one breath
Merry Christmas Maggie Thatcher
We all celebrate today
'Cause it's one day closer to your death


Então feliz natal Maggie Thatcher
Possa o amor de Deus estar com você
Nós cantamos juntos num só fôlego
Feliz Natal Maggie Thatcher
Nós todos celebramos hoje
Porque é um dia mais perto para a sua morte

- Get your filthy hands off my desert: Roger Waters escreveu essa para o álbum The Final Cut do Pink Floyd in 1983. Era um protesto contra o que ele chamava de traição de Maggie aos valores do pós-guerra ao levar os ingleses ao inferno da Malvinas.

Brezhnev took Afghanistan.
Begin took Beirut.
Galtieri took the Union Jack.
And Maggie, over lunch one day,
Took a cruiser with all hands.
Apparently, to make him give it back
 
Brezhnev tomou o Afeganistão.
E Begin tomou Beirute.
Galtieri tomou a União Jack (a bandeira britânica)
E Maggie, no almoço um dia,
tomou um cruzeiro com todas as mãos.
Aparentemente, para fazê-lo devolver


-Tramp The Dirt Down: Elvis Costello em uma super poética canção de ódio dizia:



When England was the whore of the world
Margeret was her madam
And the future looked as bright and as clear as
the black tarmacadam
Well I hope that she sleeps well at night, isn’t
haunted by every tiny detail
‘Cos when she held that lovely face in her hands
all she thought of was betrayal

 Quando a Inglaterra era a puta do mundo
Margaret era a cafetina
E o futuro parecia brilhante e claro como seria
o asfalto negro
Bem, espero que ela durma bem à noite,

que não seja obcecada por cada peaueno detalhe
Porque  quando ela sustentava seu formoso rosto nas mãos

tudo o que ela pensava era traição.

 Bem, Maggie era mesmo a anti-musa; E olha que eu nem vou escrever aqui sobre as bandas punks que tinham a meiga como alvo favorito nos anos 80.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Friday com Pixies



Procurando uma trilha sonora alternativa para a madrugada desta sexta? You've got it: PIXIES.
Friday endovenosa!!!

sábado, 16 de março de 2013

The Walking Me


Eu sempre gostei de filmes com temas pós-apocalípticos, desde os velhos tempos de Mad Max até os novos tempos de A Estrada e O Livro de Eli.
Mas confesso ter tido uma enorme repulsa inicial pela série televisiva The Walking Dead, exibida no Brasil pelo canal por assinatura Fox e agora pela Band.
Talvez por odiar blockbusters, ou por gostar muito da graphic novel que deu origem à série, acabei por me "esconder" dos walkers o quanto pude.
Mas eles me morderam...
Bastou assistir a um episódio da terceira (e atual) temporada e acabei correndo atrás do atraso e vendo em DVD as duas primeiras temporadas.
O que me seduziu na série eu não sei exatamente, mas adoro a situação de "torpor" residual que persiste martelando a mente após o término de cada episódio e que às vezes invade a manhã do dia seguinte.
O comportamento humano em situações absolutamente adversas, de risco real de vida, de luta surda pela sobrevivência, nos leva a atitudes que oscilam entre o nosso "pior" ao nosso "melhor" em um átimo. Quem somos e quem deixamos de ser vêm à tona simultaneamente, formando uma dicotomia bem semelhante àquela com a qual convivemos em nosso dia-a-dia de forma sub-liminar, imperceptível a nós mesmos.
Afinal, qual a diferença entre "re-matar" um walker ou tomar decisões contra outros seres humanos?!
O paraíso e o pós-apocalipse são aqui e agora.

"They say that life's a carrousel,
Spinnig fast, you gotta ride it well.
The world's full of kings and queens,
Who blind your eyes, who steal your dreams.
It's Heaven and Hell!"