No hospital escuta-se frases estranhas, e hoje fui agraciado com uma pérola que foi desferida em algum C.T.I. da nossa cidade das mangueiras.
Alguém trouxe a informação televisiva de que estaria chovendo muito em Aparecida do Norte, atrapalhando portanto a festa da santa padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida.
Um funcionário retrucou em alto tom e com um belo sotaque paroara: "que se exploda Aparecida, que eu só não quero que chova domingo. Nunca choveu no Círio de Nazaré!".
Automaticamente iniciou-se discussão sobre o Círio e a chuva.
O mito existe de fato, e desde a infância tenho sido constantemente convencido pelos mais antigos de que jamais choveu no segundo domingo de outubro.
Lembro vagamente de um ano, talvez na primeira metade da década de 1980, em que o Círio atrasou muito e a missa foi rezada debaixo de branda chuva.
Quem sabe não seja apenas um arquivo corrompido da minha pasta de memórias da quadra nazarena, certamente inchada de tantas e boas recordações.
Só espero que em 2012 o acordo operacional entre a nossa Nazinha e São Pedro esteja ainda vigente, pois chover no Círio seria como o sol deixar de nascer por um dia.