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sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Dilma no Sacrabala
A blogueira Flávia Guerra, do blog Na Perifa, conta que a nossa presidente Dilma, na recente estadia em Londres, dispensou segurança e comitiva e pegou o tube (o metrô) londrino para ir ao Tate Modern, o descolado museu às margens do Tâmisa. A blogueira ainda faz aquele discurso paulistano: Que tal se mais líderes brasileiros usassem mais o metrô no Brasil? Metrô, colega?
Queria ver os "líderes brasileiros", e em especial a companheira Dilma, assim, sem o aparato presidencial, em Belém, pegar o Sacramenta-Nazaré, ali por voltas das 22 horas, passando pela Ponte do Galo.
Vetinho, o poeta do Bole-Bole, teria que fazer uma nova versão da impagável canção Sacrabala:
Lá vem o Sacramenta-Nazaré sem freio
Vai passar bem no meio da Praça Brasil
E que tiver no meio fio
Vai dando logo no pé
Pois é, o motorista é uma figura
Ninguém segura o Sacramenta-Nazaré
A cobradora vai passando o troco errado
Pra safar alguns trocados
Que é pra dar pro seu filhinho
Que coitadinho, é um futuro cobrador
Mas que horror o Sacrament-Nazaré
Sem sacanagem é preciso ter fé
Pra viajar de Sacramenta- Nazaré
Queria ver os "líderes brasileiros", e em especial a companheira Dilma, assim, sem o aparato presidencial, em Belém, pegar o Sacramenta-Nazaré, ali por voltas das 22 horas, passando pela Ponte do Galo.
Vetinho, o poeta do Bole-Bole, teria que fazer uma nova versão da impagável canção Sacrabala:
Lá vem o Sacramenta-Nazaré sem freio
Vai passar bem no meio da Praça Brasil
E que tiver no meio fio
Vai dando logo no pé
Pois é, o motorista é uma figura
Ninguém segura o Sacramenta-Nazaré
A cobradora vai passando o troco errado
Pra safar alguns trocados
Que é pra dar pro seu filhinho
Que coitadinho, é um futuro cobrador
Mas que horror o Sacrament-Nazaré
Sem sacanagem é preciso ter fé
Pra viajar de Sacramenta- Nazaré
domingo, 29 de julho de 2012
O doce e o azedo
Uma rápida olhada nos sites de notícias brasileiros, já nos azedou o dia. As reações no Planalto à supresa foram as mais sórdidas possíveis, afinal ninguém sabia, nem mesmo a presidente Dilma, que a ex-ministra participaria com tanto destaque de um evento global transmitido ao vivo. Entre outras coisas, se falou até em "ofensa ao Governo brasileiro", "mal-estar na comitiva presidencial" etc. O ministro do Esporte, Aldo Rabello, ironizou a participação de Marina. Segundo ele, não é o governo quem escolhe a pessoa que vai levar a bandeira olímpica e sim a Casa Real.“Não podemos determinar quem a Casa Real vai convidar, fazer o quê?”, afinetou. “A Marina Silva sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”. Errado!!! Quem organiza o evento é o Comitê Olímpico Internacional , e para o COI, Marina Silva mereceu ser convidada, pela “luta contra a destruição da floresta brasileira”, além de “enfrentar a oposição política e o assassinato de seu colega Chico Mendes”.
O sábio Tom Jobim dizia que sucesso no Brasil é ofensa pessoal. Eu acrescentaria que é também ofensa mortal quando quem faz sucesso é da oposição, de origem pobre e amazônida.
As reações dos políticos no poder não podem "apequenar" um grande momento histórico para o Brasil e para a luta pelos povos da Amazônia, como disse a própria Marina, numa emocionada entrevista à TV Estado.
Aqui, preferi postar um outro depoimento da mais importante ativista amazônida. Ela fala sobre como foi estar lá, junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim, Sally Becker (voluntária durante a Guerra da Bósnia com a Angel Operation), Shami Chakrabati (presidente da British Civil Liberties Advocacy Organisation), Leymah Gbowee (primeira mulher presidente da Libéria e Nobel da Paz em 2011), Haile Gebrselassie ( o etíope considerado um dos maiores maratonistas da História), Doreen Lawrence (ativista britânica que teve dois filhos mortos em crimes raciais). E ainda, o grande Mohammed Ali.
Marina Silva estava ali por todos nós! Viva Marina! Viva o Brasil que resiste!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Para refletir
sábado, 17 de julho de 2010
Equidade Antes Que Tarde

Você tem fome de quê?
(Comida, dos Titãs)
E os barracos
Na beira do abismo
Deslizam no cinismo
Da Vieira Souto
Meus sonhos são outros
Enquanto não durmo...
(Tempestade, de Zélia Duncan)
Não, leitores e leitoras do Flanar, a imagem aí de cima não foi fotografada na periferia de uma cidade brasileira, nem nos morros do Rio de Janeiro. Trata-se de registro de uma revolta popular, ocorrida na última sexta-feira em um subúrbio pobre da bela Grenoble. O tumulto foi iniciado após a polícia francesa matar um jovem assaltante, membro da comunidade árabe local.
A partir daí, a gravidade dos protestos obrigou o ministro do interior do governo Sarkozy a se deslocar para aquela segunda maior cidade francesa, localizada no sopé dos Alpes e sede de importante universidade, que em 2003 visitei como coordenador nacional do Ministério da Saúde, para definir os fundamentos do projeto que implantou o SAMU nos municípios brasileiros e a Política Nacional de Atenção às Urgências.
A partir daí, a gravidade dos protestos obrigou o ministro do interior do governo Sarkozy a se deslocar para aquela segunda maior cidade francesa, localizada no sopé dos Alpes e sede de importante universidade, que em 2003 visitei como coordenador nacional do Ministério da Saúde, para definir os fundamentos do projeto que implantou o SAMU nos municípios brasileiros e a Política Nacional de Atenção às Urgências.
A França hoje possui um caldeirão de desigualdades sociais em fermentação nos subúrbios dos seus maiores centros urbanos. Fato parecido ao de Grenoble aconteceu há poucos anos atrás em Paris, o que confirma que os governos neo-liberais não passam para uma ação portadora de futuro, quando se trata de efetivamente reverter o ciclo vicioso ou geracional da pobreza, de exclusão social e de violência.
Preferem chamar à polícia e lotar prisões, o que, passados 221 anos da Revolução Francesa, atualiza o conselho extravagante atribuído a Maria Antonieta; o de ofertar brioches para saciar a turba faminta e enfurecida que para o Palácio de Versailles se movera não obrigatoriamente nessa ordem, posto que lá não foram reclamar remédio para miséria de fome única.
A cobertura do Le Figaro está aqui.
Preferem chamar à polícia e lotar prisões, o que, passados 221 anos da Revolução Francesa, atualiza o conselho extravagante atribuído a Maria Antonieta; o de ofertar brioches para saciar a turba faminta e enfurecida que para o Palácio de Versailles se movera não obrigatoriamente nessa ordem, posto que lá não foram reclamar remédio para miséria de fome única.
A cobertura do Le Figaro está aqui.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Livros a Mancheia
Vocês imaginem o maior grupo editorial de um país carente do hábito de leitura e com muitos municípios sem biblioteca pública. Imaginem também um dia essa mesma editora escrever aos seus livreiros com a orientação de que os livros encalhados devem ser... destruídos. Isso mesmo, destruídos, inutilizados, mas não doados. Pois essa estupidez aconteceu aqui, no Brasil. Detalhes em O Globo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Crimes na Igreja Católica: A Causa Primeira
O Diário do Pará de hoje faz a pergunta se os crimes sexuais praticados por religiosos na Igreja Católica de Roma seriam justificados pelo dogma do celibato. Os entrevistados se dividiram entre sim e não. Esqueceram contudo de questionar a causa primeira: a dificuldade da Igreja em iluminar e arejar os processos disciplinares e o apenamento, que por esse modo repeliriam o principal demônio que estimula e faz proliferar a incubadora de todos os males, a impunidade. Culpar o celibato é atirar no rosto de muitos justos a mais atroz das suspeitas.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O X da Questão
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo, com base em vistoria, já tem a resposta para o cai-cai no Rodoanel paulista: a construtora deixou de colocar vigas essenciais para a sustentação dos viadutos. Falta dizer quem foram os navalhas-inspetores que deixaram de fazer a necessária inspeção e denúncia da barbeiragem, de modo a evitar os danos físicos e os prejuízos patrimoniais a cidadãos que, naquele instante, passavam sob aquela verdadeira guilhotina de concreto armado. Acontece que, se chegarem aos navalhas, cai a barbearia.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Gueto varejista
O Repórter 70 de hoje, coluna nobre do jornal O Liberal, relata que dois consumidores, em supermercados distintos, reclamaram do peso e das indicações de pesagem de gêneros alimentícios.
Fosse este o único problema de nossos supermercados, seria ótimo. Ontem, em um grande supermercado da capital, havia também vários vidros de fundo e coração de alcachofra à venda com prazo de validade vencido - alguns com mais de um mês, inclusive.
Dizem que por essas e outras liberdades de atuação é que a concorrência estrangeira e nacional não se estabelece por aqui. O mercado é fechado demais, alegam os Carrefours e Pães de Açúcar da vida.
Fosse este o único problema de nossos supermercados, seria ótimo. Ontem, em um grande supermercado da capital, havia também vários vidros de fundo e coração de alcachofra à venda com prazo de validade vencido - alguns com mais de um mês, inclusive.
Dizem que por essas e outras liberdades de atuação é que a concorrência estrangeira e nacional não se estabelece por aqui. O mercado é fechado demais, alegam os Carrefours e Pães de Açúcar da vida.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sobre a transitoriedade
A plantinha que eu cultivei dentro de mim, cresceu, floresceu como uma deusa, deu belos frutos e se foi. A mim, restaram as ótimas lembranças de sua fina estampa e belos frutos.
Mas a vida continua. Que seja ótima enquanto dure.
Viva a vida! Sempre vale a pena um novo amanhecer!
E "vamos em frente"!
Fui!
Mas a vida continua. Que seja ótima enquanto dure.
Viva a vida! Sempre vale a pena um novo amanhecer!
E "vamos em frente"!
Fui!
sábado, 7 de março de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Referências
O nome com o qual fomos batizados, sempre tem, ou deveria ter uma razão de ser.
O meu nome, por exemplo, sempre despertou uma curiosidade geral.
As pessoas, em primeiro lugar, ao sermos apresentados, perguntam logo, incrédulos:
― Diga-me. O seu nome é assim mesmo? Como devo chamá-lo? De Val, André ou Val-André? E lá vou responder pela centésima, milionésima vez que para mim não importa ser chamado por Val, André ou, Val-André.
E por que Val-André?
Um nome, convenhamos, um tanto diferente, como Yúdice, Scylla, Itajaí ou Juvêncio...por exemplo. Hehhehehe!!!
Há uma pista para a razão de meu nome ser Val-André você pode conferir aqui.
O meu nome, por exemplo, sempre despertou uma curiosidade geral.
As pessoas, em primeiro lugar, ao sermos apresentados, perguntam logo, incrédulos:
― Diga-me. O seu nome é assim mesmo? Como devo chamá-lo? De Val, André ou Val-André? E lá vou responder pela centésima, milionésima vez que para mim não importa ser chamado por Val, André ou, Val-André.
E por que Val-André?
Um nome, convenhamos, um tanto diferente, como Yúdice, Scylla, Itajaí ou Juvêncio...por exemplo. Hehhehehe!!!
Há uma pista para a razão de meu nome ser Val-André você pode conferir aqui.
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