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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dilma no Sacrabala

A blogueira Flávia Guerra, do blog Na Perifa, conta que a nossa presidente Dilma, na recente estadia em Londres,  dispensou segurança e  comitiva e pegou o tube (o metrô) londrino para ir ao  Tate Modern, o descolado museu às margens do Tâmisa. A blogueira ainda faz aquele discurso paulistano: Que tal se mais líderes brasileiros usassem mais o metrô no Brasil? Metrô, colega?
Queria ver os "líderes brasileiros", e em especial a companheira Dilma, assim, sem o aparato presidencial,  em Belém, pegar o Sacramenta-Nazaré, ali por voltas das 22 horas, passando pela Ponte do Galo.
Vetinho, o poeta do Bole-Bole, teria que fazer uma nova versão da impagável canção Sacrabala:

Lá vem o Sacramenta-Nazaré sem freio
Vai passar bem no meio da Praça Brasil
E que tiver no meio fio
Vai dando logo no pé
Pois é, o motorista é uma figura
Ninguém segura o Sacramenta-Nazaré

A cobradora vai passando o troco errado

Pra safar alguns trocados
Que é pra dar pro seu filhinho
Que coitadinho, é um futuro cobrador
Mas que horror o Sacrament-Nazaré
Sem sacanagem é preciso ter fé
Pra viajar de Sacramenta- Nazaré

domingo, 29 de julho de 2012

O doce e o azedo

 Marina Silva carregando a bandeira olímpica na abertura dos Jogos Olímpicos em Londres foi um dos momentos mais doces e emocionantes nessa minha vida de brasileiro que vive fora do Brasil. No dia seguinte,  com um saudável orgulho, passamos um tempo explicando, aos nossos poucos amigos europeus que ainda não a conheciam, porque Marina estava ali.
Uma rápida olhada nos sites de notícias brasileiros, já nos azedou o dia. As reações no Planalto à supresa foram as mais sórdidas possíveis, afinal ninguém sabia, nem mesmo a presidente Dilma, que a ex-ministra participaria com tanto destaque de um evento global transmitido ao vivo. Entre outras coisas, se falou até em "ofensa ao Governo brasileiro", "mal-estar na comitiva presidencial" etc. O ministro do Esporte, Aldo Rabello,  ironizou a participação de Marina. Segundo ele, não é o governo quem escolhe a pessoa que vai levar a bandeira olímpica e sim a Casa Real.“Não podemos determinar quem a Casa Real vai convidar, fazer o quê?”, afinetou. “A Marina Silva sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”. Errado!!! Quem organiza o evento é o Comitê Olímpico Internacional , e para o COI, Marina Silva mereceu ser convidada, pela “luta contra a destruição da floresta brasileira”, além de “enfrentar a oposição política e o assassinato de seu colega Chico Mendes”.
O sábio Tom Jobim dizia que sucesso no Brasil é ofensa pessoal. Eu acrescentaria que é também ofensa mortal quando quem faz sucesso é da oposição,  de origem pobre  e amazônida.
As reações dos políticos no poder não podem "apequenar" um grande momento histórico para o Brasil e para a luta pelos povos da Amazônia, como disse a própria Marina, numa emocionada entrevista à TV Estado.
Aqui, preferi postar um outro depoimento da mais importante ativista amazônida. Ela fala sobre como foi estar lá, junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim, Sally Becker (voluntária durante a Guerra da Bósnia com a Angel Operation), Shami Chakrabati (presidente da  British Civil Liberties Advocacy Organisation),  Leymah Gbowee (primeira mulher presidente da Libéria e Nobel da Paz em 2011),  Haile Gebrselassie ( o etíope considerado um dos maiores maratonistas da História), Doreen Lawrence (ativista britânica que teve dois filhos mortos em crimes raciais). E ainda, o grande Mohammed Ali.
Marina Silva estava ali por todos nós! Viva Marina! Viva  o Brasil que resiste!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Para refletir



Ainda mais perigoso que o barulho das botas,
o silêncio das pantufas.
Acordem!!! Indignem-se
!!!

Visto, ontem, no muro da Maison Folie de Wazemmes - um centro cultural de um dos bairros mais populares de Lille, norte da França.

sábado, 17 de julho de 2010

Equidade Antes Que Tarde









Você tem fome de quê?
(Comida, dos Titãs)
E os barracos
Na beira do abismo
Deslizam no cinismo
Da Vieira Souto
Meus sonhos são outros
Enquanto não durmo...
(Tempestade, de Zélia Duncan)

Não, leitores e leitoras do Flanar, a imagem aí de cima não foi fotografada na periferia de uma cidade brasileira, nem nos morros do Rio de Janeiro. Trata-se de registro de uma revolta popular, ocorrida na última sexta-feira em um subúrbio pobre da bela Grenoble. O tumulto foi iniciado após a polícia francesa matar um jovem assaltante, membro da comunidade árabe local.
A partir daí, a gravidade dos protestos obrigou o ministro do interior do governo Sarkozy a se deslocar para aquela segunda maior cidade francesa, localizada no sopé dos Alpes e sede de importante universidade, que em 2003 visitei como coordenador nacional do Ministério da Saúde, para definir os fundamentos do projeto que implantou o SAMU nos municípios brasileiros e a Política Nacional de Atenção às Urgências.
A França hoje possui um caldeirão de desigualdades sociais em fermentação nos subúrbios dos seus maiores centros urbanos. Fato parecido ao de Grenoble aconteceu há poucos anos atrás em Paris, o que confirma que os governos neo-liberais não passam para uma ação portadora de futuro, quando se trata de efetivamente reverter o ciclo vicioso ou geracional da pobreza, de exclusão social e de violência.
Preferem chamar à polícia e lotar prisões, o que, passados 221 anos da Revolução Francesa, atualiza o conselho extravagante atribuído a Maria Antonieta; o de ofertar brioches para saciar a turba faminta e enfurecida que para o Palácio de Versailles se movera não obrigatoriamente nessa ordem, posto que lá não foram reclamar remédio para miséria de fome única.
A cobertura do Le Figaro está aqui.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Livros a Mancheia

Vocês imaginem o maior grupo editorial de um país carente do hábito de leitura e com muitos municípios sem biblioteca pública. Imaginem também um dia essa mesma editora escrever aos seus livreiros com a orientação de que os livros encalhados devem ser... destruídos. Isso mesmo, destruídos, inutilizados, mas não doados. Pois essa estupidez aconteceu aqui, no Brasil. Detalhes em O Globo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Crimes na Igreja Católica: A Causa Primeira

O Diário do Pará de hoje faz a pergunta se os crimes sexuais praticados por religiosos na Igreja Católica de Roma seriam justificados pelo dogma do celibato. Os entrevistados se dividiram entre sim e não. Esqueceram contudo de questionar a causa primeira: a dificuldade da Igreja em iluminar e arejar os processos disciplinares e o apenamento, que por esse modo repeliriam o principal demônio que estimula e faz proliferar a incubadora de todos os males, a impunidade. Culpar o celibato é atirar no rosto de muitos justos a mais atroz das suspeitas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O X da Questão

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo, com base em vistoria, já tem a resposta para o cai-cai no Rodoanel paulista: a construtora deixou de colocar vigas essenciais para a sustentação dos viadutos. Falta dizer quem foram os navalhas-inspetores que deixaram de fazer a necessária inspeção e denúncia da barbeiragem, de modo a evitar os danos físicos e os prejuízos patrimoniais a cidadãos que, naquele instante, passavam sob aquela verdadeira guilhotina de concreto armado. Acontece que, se chegarem aos navalhas, cai a barbearia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gueto varejista

O Repórter 70 de hoje, coluna nobre do jornal O Liberal, relata que dois consumidores, em supermercados distintos, reclamaram do peso e das indicações de pesagem de gêneros alimentícios.

Fosse este o único problema de nossos supermercados, seria ótimo. Ontem, em um grande supermercado da capital, havia também vários vidros de fundo e coração de alcachofra à venda com prazo de validade vencido - alguns com mais de um mês, inclusive.

Dizem que por essas e outras liberdades de atuação é que a concorrência estrangeira e nacional não se estabelece por aqui. O mercado é fechado demais, alegam os Carrefours e Pães de Açúcar da vida.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sobre a transitoriedade

A plantinha que eu cultivei dentro de mim, cresceu, floresceu como uma deusa, deu belos frutos e se foi. A mim, restaram as ótimas lembranças de sua fina estampa e belos frutos.
Mas a vida continua. Que seja ótima enquanto dure.
Viva a vida! Sempre vale a pena um novo amanhecer!
E "vamos em frente"!

Fui!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Referências

O nome com o qual fomos batizados, sempre tem, ou deveria ter uma razão de ser.

O meu nome, por exemplo, sempre despertou uma curiosidade geral.

As pessoas, em primeiro lugar, ao sermos apresentados, perguntam logo, incrédulos:

― Diga-me. O seu nome é assim mesmo? Como devo chamá-lo? De Val, André ou Val-André? E lá vou responder pela centésima, milionésima vez que para mim não importa ser chamado por Val, André ou, Val-André.

E por que Val-André?

Um nome, convenhamos, um tanto diferente, como Yúdice, Scylla, Itajaí ou Juvêncio...por exemplo. Hehhehehe!!!

Há uma pista para a razão de meu nome ser Val-André você pode conferir aqui.