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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Sua Excelência James Brown
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Nina Simone, 80 anos
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Os 70 anos do Tim
1942 foi certamente um annus mirabilis da música popular brasileira. Naquele ano nasceram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola e Tim Maia. Esse, em especial, faz aniversário hoje.
Transgressor, doidão, intragável e irresponsável: Tim Maia era tudo isso. Mas mais que qualquer adjetivação pejorativa, Tim era talentosíssimo, genial no que melhor sabia fazer. Marcou com um estilo próprio e inigualável o cancioneiro brasileiro, com pérolas como Você, Azul da Cor do Mar e Não Quero Dinheiro. Ainda na adolescência, montou uma banda (um "conjunto", como se dizia na época) com nada menos que Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Jorge Ben - antes de ter o americanizado "Jor" apensado ao seu nome. Flertou com o misticismo abilolado e aproveitador, ganhou muito dinheiro, perdeu mais ainda, mergulhou no álcool e nas drogas. Foi um autêntico bad boy avant la lettre - não daqueles musculosos e porradeiros, mas um gordo maluco e debochado, que ganhava as brigas no grito.
Tim viveu em uma gangorra emocional, de saúde e financeira, consequência própria do desregramento com que pautou sua vida. Deixou, porém, uma obra de importância imensurável para a música brasileira. De herança para o soul, por exemplo, deixou a maravilhosa Gostava Tanto de Você, para mim a jóia da coroa de seu repertório.
Bom final de semana a todos, com a alegria do síndico da MPB.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Graceland - 25 anos depois
As TVs belgas exibiram o filme na semana passada. Está tudo lá: imagens inéditas da primeira visita de Paul Simon à África do Sul em 1985, as reações contrárias dos que combatiam o vergonhoso apartheid (Simon foi acusado de quebrar o embargo cultural ao regime racista sul-africano), imagens da turnê do disco que durou 5 anos (e que incluía a super cantora Miriam Makeba), além de depoimentos (que vão de Phllip Glass a Quincy Jones). E ainda, imagens recentes, creio que do ano passado, com o reencontro do norte-americano com os músicos que deram a alma à Graceland, e o primeiro concerto comemorativo do jubileu de prata do álbum, ainda em Johanesburgo.
Para quem quiser ver outros vídeos e se interessa em descobrir ou redescobrir Graceland, recomendo o site de Paul Simon - uma viagem pela obra de um dos mais criativos músicos da pop music.
Graceland - 25 anos depois - 2
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dancing Days
A dance music perde um dos seus ícones dos anos 70. O cantor Bobby Farrel, holandês de origem caribenha, foi enterrado esta semana em Amsterdan. Ele sofreu um ataque cardíaco, num hotel em São Petersburgo, na Rússia, onde estava em turnê com o legendário grupo Boney M. Se o nome não parece conhecido, veja o clip e relembre o hit Daddy Cool, um dos sucessos do grupo, aqui numa versão mais contemporânea. Depois, pode ver no Youtube algumas outras pérolas, como a inesquecível Rivers of Babylon. E foi assim que Farrel e o Boney M venderam mais de 150 milhões de discos nos tempos do frenetic dancing days.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Stevie Wonder ~ Superstition
Ok, boys. If the case is music, let's shake our bones with a good one.
Postado por
Itajaí
às
18:12
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Temas:
Black Music
sábado, 28 de agosto de 2010
Um saudade que aparece aos sábados
Era um mergulho no universo raggae.
Lá pelas 18h, por mais de 15 anos, as pedras rolavam. A gente ouvia a agenda de shows e festas, os lançamentos de CDs, as entrevistas de artistas iniciantes ou de consagradíssimos, como Ziggy Marley, Edson Gomes, os integrantes do Inner Circle, da Tribo de Jah, do Cidade Negra, só para citar alguns nomes. Uma das coisas que eu mais gostava eram as vinhetas em que músicos falavam do programa: de Fauzi Beydoun (Tribo de Jah) a Herbert Vianna, sem falar dos artistas jamaicanos.
É, realmente nossos sábados não são mais os mesmos sem o Sunsplash Rádio Reggae, do Toni Soares, na Cultura FM.
Lá pelas 18h, por mais de 15 anos, as pedras rolavam. A gente ouvia a agenda de shows e festas, os lançamentos de CDs, as entrevistas de artistas iniciantes ou de consagradíssimos, como Ziggy Marley, Edson Gomes, os integrantes do Inner Circle, da Tribo de Jah, do Cidade Negra, só para citar alguns nomes. Uma das coisas que eu mais gostava eram as vinhetas em que músicos falavam do programa: de Fauzi Beydoun (Tribo de Jah) a Herbert Vianna, sem falar dos artistas jamaicanos.
É, realmente nossos sábados não são mais os mesmos sem o Sunsplash Rádio Reggae, do Toni Soares, na Cultura FM.
domingo, 22 de agosto de 2010
Versão Masculina da Amy Winehouse?
Também nem é pra tanto assim, mas a musica do Daniel Merriweather, especialmente o grande hit "Impossible" me lembra muito a música da Amy, por algum motivo. Talvez pelo som moderno mas ao mesmo tempo meio retrô, lembrando a música black dos anos 50 e 60. Eu sei que vai parecer heresia, mas a voz dele me lembra também Al Green e Sam Cooke. Nada tão especial assim, mas uma ótima maneira de começar o domingo (ou aqui no meu caso encerrar o sábado).
terça-feira, 2 de março de 2010
Fantástico video do Projeto N.A.S.A.
Ótimo video do projeto N.A.S.A. (North America South America), no qual colaboram músicos dos dois continentes. O clip foi dirigido por Didiu Rio Branco e Robson Minghini, e a música é de Kool Kojak & DJ Babão. Posted em um dos meus blogs favoritos, Boing Boing.
sábado, 8 de agosto de 2009
Stevie "Wonderful" Special
Colagem by Val

Clique no player para ouvir.
Peço antecipadamente minhas escusas aos leitores por omissões terríveis que cometi nessas séries musicais que temos publicado há algum tempo.
Descumpem-me, mas é que tem me faltado tempo para fazer o que mais gosto e penso que todos sabem como está difícil garantir o pão nosso de cada dia.
Com este especial espero resgatar um dos ritmos musicais que realmente gosto ― e sendo o mais sincero possível ― adoro! Refiro-me ao sofisticado rythm- soul-pop no qual um mestre em particular, com muito talento e garra, apesar de uma série de problemas, notabilizou-se como um dos mais espetaculares músicos do planeta.
Exatos 42 álbuns depois ― pelo menos é a discografia que possuo ― desde o lançamento de The Jazz Soul of Little Stevie Wonder, de 1962. Steveland Judkins Hardaway, natural de Saginaw, Michigan, veio ao mundo em 13 de maio de 1950. O compositor, arranjador, cantor, produtor, multi instrumentista e ativista de causas humanitárias e sociais norte-americano, deficiente visual de nascença, era um presságio para ouvido tão afiado. Falo do mestre Stevie Wonder, que ao lado de figuras como The Spinners e Smokey Robinson, forjaram, estimulados pelo espertíssimo empresário Berry Gordy Jr. que fundou na cidade de Detroit, a gravadora Motown Records.
Stevie Wonder para este entusiasta apaixonado por música é um ícone americano como a Ford, o Corvette ou a Harley-Davison, Elvys; os campos de algodão produzidos no Vale do Mississipi; o velho e excelente Jack Daniel's, whiskey do Tennessee, meu predileto; realmente fazem a minha cabeça e há muitos anos embalam alguns dos melhores momentos de minha vida.
Além do que, um músico que toca piano, harmônica e canta, simultaneamente e compõe com a inspiração dessa criatura iluminada, figuraria com tranquilidade na minha discoteca.
Como essas rádios porcarias espalhadas pelo país (exceções raríssimas ainda se registram) que insistem em alugar a minha cabeça com o pior do lixo musical em voga. Os leitores do Flanar terão a oportunidade de conhecer um bom apanhado ― em dois blocos ― da genialidade de Mister Stevie Wonder. Espero que gostem e até o próximo eleito. Que tal Pink Floyd?
Por uma razão óbvia, começo a série com os arrasa quarteirões dos seus melhores LP´s. Vocês ouvirão um Stevie Wonder como jamais ouviram.
Songs In The Key of Life, é o melhor disco, data de 1976. “As”, escutei pela primeira vez quando estava de férias no Rio. Foi paixão à primeira vista e abro com ela.
Yes, SW adora música latina. Gravou Golden Lady com o portorriquenho José Feliciano e, of course, Superstition, com o brasileiro Sergio Mendes, com arranjos do craque canarinho. Tem, ainda, Blowin' In The Wind (Bob Dylan) e Ebony & Ivory com Paul McCartney.
Fecho com uma surpresinha importada no próximo post.
>>> Set List <<<
01- As
02- Isn't She Lovely
03- I Ain't Gonna Stand For it
04- You Got it Bad Girl
05- My Cherie Amour
06- Overjoyed
07- Conversation Peace
08- A Place In The Sun
09- Heaven Help Us All
10- I Was Made To Love Her
11- He's Misstra Know It All
12- Golden Lady (Jose Feliciano)
13- Superstition (Sergio Mendes)
14- Superstition (Original Version)
15- Higher Ground
16- Blowin' In The Wind (Bob Dylan)
17- Ebony & Ivory(with Paul McCartney)
18- Never Had A Dream Come True
19- I'm Wondering
20- Do I Do
21- Part-Time Lover
22- Happy Birthday
23- To Feel The Fire
24- For Once In My Life

Clique no player para ouvir.
Peço antecipadamente minhas escusas aos leitores por omissões terríveis que cometi nessas séries musicais que temos publicado há algum tempo.
Descumpem-me, mas é que tem me faltado tempo para fazer o que mais gosto e penso que todos sabem como está difícil garantir o pão nosso de cada dia.
Com este especial espero resgatar um dos ritmos musicais que realmente gosto ― e sendo o mais sincero possível ― adoro! Refiro-me ao sofisticado rythm- soul-pop no qual um mestre em particular, com muito talento e garra, apesar de uma série de problemas, notabilizou-se como um dos mais espetaculares músicos do planeta.
Exatos 42 álbuns depois ― pelo menos é a discografia que possuo ― desde o lançamento de The Jazz Soul of Little Stevie Wonder, de 1962. Steveland Judkins Hardaway, natural de Saginaw, Michigan, veio ao mundo em 13 de maio de 1950. O compositor, arranjador, cantor, produtor, multi instrumentista e ativista de causas humanitárias e sociais norte-americano, deficiente visual de nascença, era um presságio para ouvido tão afiado. Falo do mestre Stevie Wonder, que ao lado de figuras como The Spinners e Smokey Robinson, forjaram, estimulados pelo espertíssimo empresário Berry Gordy Jr. que fundou na cidade de Detroit, a gravadora Motown Records.
Stevie Wonder para este entusiasta apaixonado por música é um ícone americano como a Ford, o Corvette ou a Harley-Davison, Elvys; os campos de algodão produzidos no Vale do Mississipi; o velho e excelente Jack Daniel's, whiskey do Tennessee, meu predileto; realmente fazem a minha cabeça e há muitos anos embalam alguns dos melhores momentos de minha vida.
Além do que, um músico que toca piano, harmônica e canta, simultaneamente e compõe com a inspiração dessa criatura iluminada, figuraria com tranquilidade na minha discoteca.
Como essas rádios porcarias espalhadas pelo país (exceções raríssimas ainda se registram) que insistem em alugar a minha cabeça com o pior do lixo musical em voga. Os leitores do Flanar terão a oportunidade de conhecer um bom apanhado ― em dois blocos ― da genialidade de Mister Stevie Wonder. Espero que gostem e até o próximo eleito. Que tal Pink Floyd?
Por uma razão óbvia, começo a série com os arrasa quarteirões dos seus melhores LP´s. Vocês ouvirão um Stevie Wonder como jamais ouviram.
Songs In The Key of Life, é o melhor disco, data de 1976. “As”, escutei pela primeira vez quando estava de férias no Rio. Foi paixão à primeira vista e abro com ela.
Yes, SW adora música latina. Gravou Golden Lady com o portorriquenho José Feliciano e, of course, Superstition, com o brasileiro Sergio Mendes, com arranjos do craque canarinho. Tem, ainda, Blowin' In The Wind (Bob Dylan) e Ebony & Ivory com Paul McCartney.
Fecho com uma surpresinha importada no próximo post.
>>> Set List <<<
01- As
02- Isn't She Lovely
03- I Ain't Gonna Stand For it
04- You Got it Bad Girl
05- My Cherie Amour
06- Overjoyed
07- Conversation Peace
08- A Place In The Sun
09- Heaven Help Us All
10- I Was Made To Love Her
11- He's Misstra Know It All
12- Golden Lady (Jose Feliciano)
13- Superstition (Sergio Mendes)
14- Superstition (Original Version)
15- Higher Ground
16- Blowin' In The Wind (Bob Dylan)
17- Ebony & Ivory(with Paul McCartney)
18- Never Had A Dream Come True
19- I'm Wondering
20- Do I Do
21- Part-Time Lover
22- Happy Birthday
23- To Feel The Fire
24- For Once In My Life
I am black
Vejam que beleza! Wilson Simonal e Sarah Vaughan.
E tem f.d.p. ai que arruinou a carreira desse rapaz denunciando-o ao Dop´s.
A maior sacanagem da história da música brasileira.
Mister Simonal nunca mais se recuperou.
Uma das maiores trairagens que conheço e não vem um elemento para salvar-lhe a biografia.
― Fica frio Simonal. Sou seu fã. Eles não passaram. Você ficou na história.
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