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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Pré-preconceito
Ando meio on meio off por conta de um congresso, e quando me conecto de vez acabo por me deparar com notícias como esta, na Folha de São Paulo: o Supremo Tribunal Federal julga se o livro Caçadas de Pedrinho (1935), de Monteiro Lobato, pode ou não ser lido nas escolas brasileiras, por ter conteúdo de provável cunho racista.
Me declaro incapaz de opinar sobre a parte legal da questão, mas como leitor de Monteiro Lobato que fui na infância, me parece que a atitude do IARA (Instituto de Advocacia Racial e Ambiental) de levar o caso às últimas instâncias funciona pela culatra, despertando razoável curiosidade sobre o livro.
Que tal, em vez de proibir ou modificar os termos da época e as idéias do autor, usá-los justamente como exemplo negativo?!
Gerações leram a obra de Monteiro Lobato assim como a de Mark Twain (autor americano dos clássicos Tom Sawyer e Huckleberry Finn, que a partir de 2011 teve o termo nigger.retirado das edições norte-americanas), e sinceramente não creio que os referidos autores tenham semeado ou mesmo incrementado a hedionda ideia do racismo.
Enquanto isso, baixa-se gratuita- e livremente na internet Mein Kampf, de Adolf Hitler, em português ou em qualquer outra língua do planeta. E os direitos autorais da proibida obra, que pertencem ao estado alemão da Baviera, passarão a ser de domínio público a partir após 31 de dezembro de 2015. Adivinhem o que vai acontecer então!?!
Onde está o verdadeiro ninho da serpente a ser combatido?
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Mais uma criminal
Como todos sabemos, Duciomar Costa só foi bom em uma única coisa na vida: figurar como réu em ações judiciais. E ele acaba de ganhar mais uma criminal no seu, chamemos assim, currículo.
Desta feita, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem jurisdição sobre o Pará, acolheu denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu a partir de relatório da Controladoria Geral da União, relacionada a desvio de verbas federais da área da saúde. Quantia superior a 78 milhões de reais, que deveriam custear serviços ambulatoriais e hospitalares, foram aplicados em despesas administrativas, ou seja, fora da atividade fim. Traduzindo isso por meio de um exemplo hipotético, porém plausível: as contas telefônicas podem ser pagas, mas falta gaze no Pronto Socorro.
O desvio de verbas pressupõe o emprego do dinheiro em finalidade diversa da que seria correta, mas isso não induz a conclusão de que houve enriquecimento ilícito (crime de peculato). O problema é que, na denúncia, o prefeito-desastre também é acusado de não comprovar gastos superiores a 22 milhões de reais. Para onde foi o dinheiro?
E ainda há mais de 17 milhões de reais gastos com o pagamento de dívidas de períodos anteriores aos que se destinava a verba. É o velho esquema de cobrir um santo descobrindo outro: uso o dinheiro de agora para pagar a dívida velha. No futuro, dou um jeito de cobrir o que ficou em aberto. E por aí vai.
É como sempre digo: o problema do Brasil, definitivamente, não é falta de dinheiro.
Fonte: http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=605804&|prefeito+de+belém+será+processado+por+prejuízo+milionário+ao+sus
Desta feita, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem jurisdição sobre o Pará, acolheu denúncia que o Ministério Público Federal ofereceu a partir de relatório da Controladoria Geral da União, relacionada a desvio de verbas federais da área da saúde. Quantia superior a 78 milhões de reais, que deveriam custear serviços ambulatoriais e hospitalares, foram aplicados em despesas administrativas, ou seja, fora da atividade fim. Traduzindo isso por meio de um exemplo hipotético, porém plausível: as contas telefônicas podem ser pagas, mas falta gaze no Pronto Socorro.
O desvio de verbas pressupõe o emprego do dinheiro em finalidade diversa da que seria correta, mas isso não induz a conclusão de que houve enriquecimento ilícito (crime de peculato). O problema é que, na denúncia, o prefeito-desastre também é acusado de não comprovar gastos superiores a 22 milhões de reais. Para onde foi o dinheiro?
E ainda há mais de 17 milhões de reais gastos com o pagamento de dívidas de períodos anteriores aos que se destinava a verba. É o velho esquema de cobrir um santo descobrindo outro: uso o dinheiro de agora para pagar a dívida velha. No futuro, dou um jeito de cobrir o que ficou em aberto. E por aí vai.
É como sempre digo: o problema do Brasil, definitivamente, não é falta de dinheiro.
Fonte: http://noticias.orm.com.br/noticia.asp?id=605804&|prefeito+de+belém+será+processado+por+prejuízo+milionário+ao+sus
terça-feira, 29 de maio de 2012
A onda do momento
O mais popular e afamado ex-presidente da história deste país pressionar um ministro do Supremo Tribunal Federal para adiar o julgamento do "caso mensalão" seria, de fato, um escândalo passível de obter toda a repercussão que está tendo. Seria uma absurda subversão de qualquer lógica democrática e das mais comezinhas regras éticas. Meto minha colher.
Se a acusação é verdadeira ou não, ignoro. Admito, contudo, que não confio em Lula tanto assim, a ponto de me surpreender se amanhã ficar provada a veracidade do fato. O enredamento de Lula com os altos esquemas de corrupção durante seu governo, que envolveram até seu filho, são um nó que jamais saiu de minha garganta. E confio menos ainda em Nelson Jobim. Ocorre que confio ainda menos em Gilmar Mendes, para mim uma obscura personagem da República, cujo currículo foi lembrado pelo colega Joaquim Barbosa, que o chamou de "coronel".
E fundamentar uma informação com base na Veja, então? Faz-me rir.
Mas o que botou um sorriso nos meus lábios (não de alegria, mas de condescendência) são as análises jurídicas que a imprensa comum e blogueiros têm feito sobre o caso, mormente as que tocam a minha área de trabalho (naturalmente, não me refiro a nossa querida Marise Morbach, que já opinou sobre o tema aqui no Flanar, mas a umas aloprações que li por aí desde ontem). Estão acusando Lula de uns crimes que, faça-me o favor, não têm nada a ver. Mas brasileiro gosta mesmo é de um achincalhe, então vamos continuar bradando.
Pior mesmo é bradar contra moinhos de vento, já que dessa história, antecipadamente podemos dizer, não sairá consequência prática alguma.
Se a acusação é verdadeira ou não, ignoro. Admito, contudo, que não confio em Lula tanto assim, a ponto de me surpreender se amanhã ficar provada a veracidade do fato. O enredamento de Lula com os altos esquemas de corrupção durante seu governo, que envolveram até seu filho, são um nó que jamais saiu de minha garganta. E confio menos ainda em Nelson Jobim. Ocorre que confio ainda menos em Gilmar Mendes, para mim uma obscura personagem da República, cujo currículo foi lembrado pelo colega Joaquim Barbosa, que o chamou de "coronel".
E fundamentar uma informação com base na Veja, então? Faz-me rir.
Mas o que botou um sorriso nos meus lábios (não de alegria, mas de condescendência) são as análises jurídicas que a imprensa comum e blogueiros têm feito sobre o caso, mormente as que tocam a minha área de trabalho (naturalmente, não me refiro a nossa querida Marise Morbach, que já opinou sobre o tema aqui no Flanar, mas a umas aloprações que li por aí desde ontem). Estão acusando Lula de uns crimes que, faça-me o favor, não têm nada a ver. Mas brasileiro gosta mesmo é de um achincalhe, então vamos continuar bradando.
Pior mesmo é bradar contra moinhos de vento, já que dessa história, antecipadamente podemos dizer, não sairá consequência prática alguma.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Todos somos Lúcio Flávio Pinto

Os componentes do Flanar resolveram aderir à campanha que busca angariar fundos para pagar a condenação que foi imposta pela Justiça Paraense ao jornalista Lúcio Flávio Pinto na Ação Ordinária de Indenização n. 0003791-93.2000.814.0301, em tramitação pela 1ª Vara Cível de Belém.
As razões primeiras para que adotássemos essa postura são aquelas descritas no post O grileiro, mesmo morto, vencerá? e em um texto do próprio Lúcio, que pode ser lido aqui: http://www.twitlonger.com/show/ftq7va .
Lúcio Flávio Pinto merece o reconhecimento de todos aqueles que vivem na Amazônia. Ele é o verdadeiro curupira, o ser mitológico que defende a floresta. Nós, amazônidas, nossos filhos e netos teremos muito a agradecer-lhe, se esta luta não for em vão. Para que ela não seja debalde, precisamos nos mobilizar. Poucos têm a força hercúlea que este homem, de físico mirrado, demonstra ter na busca e demonstração da verdade que todos precisamos conhecer.
Mais que isso, porém, acreditamos que essa atitude tem também uma razão afetiva. No meio de tanta pancada, cremos que a mobilização de tantos quanto acreditam e confiam no trabalho do Lúcio representará para ele um afago, um sinal de que ele não está só, e que pode contar com nossa força sempre.
Sendo assim, um link permanente foi adicionado à lateral do blog, com o banner da campanha. Para participar, deposite qualquer quantia na conta-poupança do Banco do Brasil n. 22.108-2, agência 3024-4, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão do Lúcio. Para quem pretende fazer um DOC, o CPF do titular é o 212.046.162-72.
Vamos em frente!
Sendo assim, um link permanente foi adicionado à lateral do blog, com o banner da campanha. Para participar, deposite qualquer quantia na conta-poupança do Banco do Brasil n. 22.108-2, agência 3024-4, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão do Lúcio. Para quem pretende fazer um DOC, o CPF do titular é o 212.046.162-72.
Vamos em frente!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O grileiro, mesmo morto, vencerá?
Reproduzo abaixo o artigo que o jornalista Lucio Flavio Pinto escreveu no último sábado e foi divulgado por diversas mídias, na internet. É mais um duro golpe na luta que LFP trava contra os grileiros na Amazônia, onde seu grito solitário é muitas vezes mais eficiente que qualquer ato estatal.
É um pouco longa para esse espaço, mas sua leitura é necessária.
É um pouco longa para esse espaço, mas sua leitura é necessária.
O Grileiro vencerá?Lúcio Flávio Pinto(11 de fevereiro de 2012)
Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná. Embora nascido em Óbidos, no Pará, Cecílio se estabeleceu 40 anos antes no Paraná. Fez fortuna com o uso de métodos truculentos. Nada era obstáculo para a sua vontade.Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a “Ceciliolândia” seria o 21º maior do Brasil.Em 1996, na condição de cidadão, atendi a um chamado do advogado Carlos Lamarão Corrêa, diretor do Departamento Jurídico do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), e o ajudei a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a cumplicidade da titular do cartório de registro de imóveis de Altamira e a ajuda de advogados inescrupulosos. A ação foi recebida pelo juiz da comarca, Torquato de Alencar, e feita a averbação da advertência de que aquelas terras não podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice, passíveis de nulidade.Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da pilhagem, apesar da decisão, porque a grilagem recebeu decisão favorável dos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Cabral Duarte, do Tribunal de Justiça do Estado. Deve-se salientar que essas foram as únicas decisões favoráveis ao grileiro nas instâncias oficiais, que reformaram a deliberação do juiz de Altamira.Com o acúmulo de informações sobre o estelionato fundiário, os órgãos públicos ligados à questão foram se manifestando e tomando iniciativas para evitar que o golpe se consumasse. A Polícia Federal comprovou a fraude e só não prendeu o empresário porque ele já tinha mais de 70 anos. O próprio poder judiciário estadual, que perdeu a jurisdição sobre o caso, deslocado para a competência da justiça federal, a partir daí, impulsionado pelo Ministério Público Federal, tomando rumo contrário ao pretendido pelo grileiro, interveio no cartório Moreira, de Altamira, e demitiu todos os serventuários que ali trabalhavam, inclusive a escrivã titular, Eugênia de Freitas, por justa causa.Carlos Lamarão, um repórter da revista Veja (que chegou a ser mantido em cárcere privado pelo empresário e ameaçado fisicamente) e o vereador Eduardo Modesto, de Altamira, processados na comarca de São Paulo por Cecílio Almeida, foram absolvidos pela justiça paulistana. O juiz observou que essas pessoas, ao invés de serem punidas, mereciam era homenagens por estarem defendendo o patrimônio público, ameaçado de passar ilicitamente para as mãos de um particular.De toda história, eu acabei sendo o único punido. A ação do empreiteiro contra mim, como as demais, foi proposta no foro de São Paulo. Seus advogados sabiam muito bem que a sede da ação era Belém, onde o Jornal Pessoal circula. Eles queriam deslocar a causa por saberem das minhas dificuldades para manter um representante na capital paulista. A juíza que recebeu o processo, a meu pedido, desaforou a ação para Belém, como tinha que ser. Hoje, revendo o que passei nestes 11 anos de jurisdição da justiça do Pará, tenho que lamentar a mala suerte de não ter ficado mesmo em São Paulo, com todas as dificuldades que tivesse para acompanhar a tramitação do feito.A justiça de São Paulo foi muito mais atenta à defesa da verdade e da integridade de um bem público ameaçada por um autêntico “pirata fundiário”, do que a justiça do Pará, formada por homens públicos, que deviam zelar pela integridade do patrimônio do Estado contra os aventureiros inescrupulosos e vorazes. Esta expressão, “pirata fundiário”, C. R. Almeida considerou ofensiva à sua dignidade moral e as duas instâncias da justiça paraense sacramentaram como crime, passível de indenização, conforme pediu o controverso empreiteiro.Mesmo tendo provado tudo que afirmei na primeira matéria e nas que a seguiram, diante da gravidade do tema, fui condenado, graças a outro ardil, montado para que um juiz substituto, em interinidade de fim de semana, pela ausência circunstancial da titular da 1ª vara cível de Belém, sem as condições processuais para sentenciar uma ação de 400 páginas, me condenasse a pagar ao grileiro indenização de 8 mil reais (em valores de então, a serem dramaticamente majorados até a execução da sentença), por ofensa moral.A sentença foi confirmada pelo tribunal, embora a ação tenha sido abandonada desde que Cecílio do Rego Almeida morreu, em agosto de 2008; mesmo que seus sucessores ou herdeiros não se tenham habilitado; mesmo que o advogado, que continuou a atuar nos autos, não dispusesse de um novo contrato para legalizar sua função; mesmo que o tribunal, várias vezes alertado por mim sobre a deserção, tenha ignorado minhas petições; mesmo que, obrigado a extinguir a minha punibilidade, arquivando o processo, haja finalmente aberto prazo para a habilitação da parte ativa, que ganhou novo prazo depois de perder o primeiro; mesmo que a relatora, confrontada com a argüição da sua suspeição, que suscitei, diante de sua gravosa parcialidade, tenha simplesmente dado um “embargo de gaveta” ao pedido, que lhe incumbia responder de imediato, aceitando-o ou o rejeitando, suspendendo o processo e afastando-se da causa; mesmo que tudo que aleguei ou requeri tenha sido negado, para, ao final, a condenação ser confirmada, num escabroso crime político perpetrado pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará que atuaram no meu caso, certamente inconformados com críticas e denúncias que tenho feito sobre o TJE nos últimos anos, nenhuma delas desmentida, a maioria delas também completamente ignorada pelos magistrados citados nos artigos. Ao invés de cumprir as obrigações de sua função pública, eles preferem apostar na omissão e na desmemoria da população. E no acerto de contas com o jornalista incômodo.Depois de enfrentar todas as dificuldades possíveis, meus recursos finalmente subiram a Brasília em dezembro do ano passado. O recurso especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, graças ao agravo de instrumento que impetrei (o Tribunal do Pará rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo já nada mais podia fazer).Mas o presidente do STJ, em despacho deste dia 7, disponibilizado no dia 10 e a ser publicado no Diário da Justiça do dia 13, negou seguimento ao recurso especial. Alegou erros formais na formação do agravo: “falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante do pagamento das custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos”.Recentemente, a justiça brasileira impôs novas regras para o recebimento de agravos, exigindo dos recorrentes muita atenção na formação do instrumento, tantos são os documentos cobrados e as suas características. Podem funcionar como uma armadilha fatal, quando não são atendidas as normas formais do preparo.A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou enorme surpresa. Participei pessoalmente da reunião dos documentos e do pagamento das despesas necessárias, junto com minha advogada, que é também minha prima e atua na questão gratuitamente (ou pró-bono, como preferem os profissionais). Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte. Muito menos para arcar com a indenização que me foi imputada, mais uma, na sucessão de processos abertos contra mim pelos que, sendo poderosos, pretendem me calar, por incomodá-los ou prejudicar seus interesses, frequentemente alimentados pelo saque ao patrimônio público.Desde 1992 já fui processado 33 vezes. Nenhum dos autores dessas ações teve interesse em me mandar uma carta, no exercício de seu legítimo direito de defesa. OJornal Pessoal publica todas as cartas que lhe são enviadas, mesmo as ofensivas, na íntegra. Também não publicaram matérias contestando as minhas ou, por qualquer via, estabelecendo um debate público, por serem públicos todos os temas por mim abordados. Foram diretamente à justiça, certos de contarem com a cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, disse esconderem bandidos, para me atar a essa rocha de suplícios, que, às vezes, me faz sentir no papel de um Prometeu amazônico.Não por coincidência, fui processado pelos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Duarte, o primeiro tendo como seu advogado um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, à frente de uma das mais conceituadas bancas jurídicas do Distrito Federal. O ex-ministro José Eduardo Alckmin, que também advogava para a C. R. Almeida, veio a Belém para participar de uma audiência que durou cinco minutos. Mas impressionou pela sua presença.O madeireiro Wandeir dos Reis Costa também me processou. Ele funcionou como fiel depositário de milhares de árvores extraídas ilegalmente da Terra do Meio, que o Ibama apreendeu em Altamira. Embora se declarasse pobre, ele se ofereceu para serrar, embalar e estocar a madeira enquanto não fosse decidido o seu destino. Destino, aliás, antecipado pelo extravio de toras mantidas em confinamento no próprio rio Xingu. Uma sórdida história de mais um ato de pirataria aos recursos naturais da Amazônia, bem disfarçado.Apesar de todas essas ações e do martírio que elas criaram na minha vida nestes últimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o interesse público e com uma melhor sorte para a querida Amazônia, onde nasci. Não gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos do Brasil) se deparassem com espetáculos tão degradantes, como ver milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, ameaçado de ser extinto nas florestas nativas amazônicas, nas quais era abundante, sendo arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundiários, como o extinto Cecílio do Rego Almeida. Depois de ter sofrido todo tipo de violência, inclusive a agressão física, sei o que me espera. Mas não desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os poderes, sobretudo o judiciário do Pará, querem ver extinto, se não puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz pública.Vamos tentar examinar o processo e recorrer, sabendo das nossas dificuldades para funcionar na justiça superior de Brasília, onde, como regra, minhas causas sempre foram vencedoras até aqui, mesmo sem representação legal junto aos tribunais do Distrito Federal.Decidi escrever esta nota não para pressionar alguém nem para extrapolar dos meus direitos. Decisão judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o que me surpreendeu e chocou, paciência: vou pagar por um erro que impedirá o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito, demonstrado à exaustão nas centenas de páginas dos autos do processo. Terei que ir atrás da solidariedade dos meus leitores e dos que me apoiam para enfrentar mais um momento difícil na minha carreira de jornalista, com quase meio século de duração. Espero contar com a atenção das pessoas que ainda não desistiram de se empenhar por um país decente.
Belém (PA), 11 de fevereiro de 2012LÚCIO FLÁVIO PINTOEditor do Jornal Pessoal
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Sinais dos tempos
Eu já gostei mais das posições do Ministro Marco Aurélio. Mas chegar à conclusão de que Gilmar Mendes foi melhor está me assustando muito...
sábado, 28 de janeiro de 2012
E aí, CNJ?
Postagem do site Migalhas (especializado em notícias "jurídicas") sob o título "CNJ" põe o dedo na ferida aberta do Judiciário. E agora, Conselheiros?
"Vergonhoso o que se deu ontem no CNJ. Depois de se reunirem a portas fechadas, durante quatro horas, os conselheiros que questionavam as compras milionárias do CNJ saíram pianinhos. O que terá amansado as feras ? só Deus e Peluso sabem (se é que não são a mesma pessoa). O fato é que ficou feio demais deixar tudo mais esconso do que já estava. Para o conselheiro Gilberto Martins, então, nem se fala. Ele teria levantado suspeitas sobre as compras publicamente (falou em vícios insanáveis) e, à sorrelfa, aceitou placidamente as explicações. O que nos parece é que o ministro Peluso fez como aquele chefe de família, que põe os filhos no quarto e só o mostrar da correia, seguido de um "estamos entendidos ?" fulmina qualquer questionamento da prole. Outra não é a leitura do Estadão, para quem Peluso "enquadra colegas e obtém apoio para licitação milionária no CNJ". Para nós, reles migalheiros do povo, fica a lacônica nota emitida pelo Conselho, segundo a qual os membros do CNJ "declaram não ter dúvidas em relação à legalidade e/ou regularidade do processo licitatório". No entanto, respeitando entendimentos contrários, se há algo para ser explicado (e eles não ficaram quatro horas juntos porque se amam), por que não fazer isso publicamente ? O ministro Peluso pode ser acusado de muita coisa, como, por exemplo, de ser autoritário (consequência, talvez, da autoridade moral granjeada). Mas não pode ser, e nunca foi, acusado de ser ímprobo, pois tem em seu currículo extenso rol de provas que desmentem qualquer nesga acusatória. Então, por que S. Exa. não expõe a público todas as respostas aos questionamentos apresentados ? Tememos - e é a coisa à socapa que nos provoca este sentimento nefando - que existam mais coisas entre o CNJ e a Terra do que sonha nossa vã tecnologia."
"Vergonhoso o que se deu ontem no CNJ. Depois de se reunirem a portas fechadas, durante quatro horas, os conselheiros que questionavam as compras milionárias do CNJ saíram pianinhos. O que terá amansado as feras ? só Deus e Peluso sabem (se é que não são a mesma pessoa). O fato é que ficou feio demais deixar tudo mais esconso do que já estava. Para o conselheiro Gilberto Martins, então, nem se fala. Ele teria levantado suspeitas sobre as compras publicamente (falou em vícios insanáveis) e, à sorrelfa, aceitou placidamente as explicações. O que nos parece é que o ministro Peluso fez como aquele chefe de família, que põe os filhos no quarto e só o mostrar da correia, seguido de um "estamos entendidos ?" fulmina qualquer questionamento da prole. Outra não é a leitura do Estadão, para quem Peluso "enquadra colegas e obtém apoio para licitação milionária no CNJ". Para nós, reles migalheiros do povo, fica a lacônica nota emitida pelo Conselho, segundo a qual os membros do CNJ "declaram não ter dúvidas em relação à legalidade e/ou regularidade do processo licitatório". No entanto, respeitando entendimentos contrários, se há algo para ser explicado (e eles não ficaram quatro horas juntos porque se amam), por que não fazer isso publicamente ? O ministro Peluso pode ser acusado de muita coisa, como, por exemplo, de ser autoritário (consequência, talvez, da autoridade moral granjeada). Mas não pode ser, e nunca foi, acusado de ser ímprobo, pois tem em seu currículo extenso rol de provas que desmentem qualquer nesga acusatória. Então, por que S. Exa. não expõe a público todas as respostas aos questionamentos apresentados ? Tememos - e é a coisa à socapa que nos provoca este sentimento nefando - que existam mais coisas entre o CNJ e a Terra do que sonha nossa vã tecnologia."
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A novela Jader
Eis a notícia oficial, como se encontra no site do Supremo Tribunal Federal:
Com isso, mais de um ano e um mês após a controversa eleição, Jader Barbalho ainda não conseguiu proclamar o ri melhor quem ri por último. Marinor Brito continuará, até segunda ordem, exercendo suas funções no Senado, até porque ainda não está marcada a posse da futura ministra Rosa Maria Weber. Aliás, a magistrada está apenas indicada pela presidente Dilma Rousseff; ainda não foi sequer sabatinada pelo Senado e não me consta que já haja data para isso.
Na melhor das hipóteses, a posse não deve ocorrer em menos de um mês e, a depender da malemolência do brasileiro, pode ocorrer só no apagar das luzes do ano judiciário, quando não haja mais tempo para o julgamento antes do recesso forense. Ou quiçá só no próximo ano.
A cabeça de burro enterrada sob o mandato de Barbalho continua lá. E isso deve ter sido uma surpresa, considerando a recente posse de Cássio Cunha Lima no Senado, ocorrida ontem. A tchurma deve ter pensado que a querela se resolveria hoje. Digo isso porque se você acessar o site do Diário do Pará agora, neste exato momento, encontrará apenas uma página em branco com a mensagem: "Estamos em manutenção, retornaremos em breve."
Provavelmente, já estavam prontas as notícias ufanistas, cheias de palavras de ordem e discursos de justiça e blá-blá-blá, mas o cara que estava com o dedo pairando sobre o botão "enter" recebeu a ordem para abortar tudo. Agora precisarão construir a outra notícia, com uma boa desculpa e protestos contra a iniquidade do mundo e, claro, contra o menosprezo à vontade do eleitor paraense.(*)
Como alguém que sofre de câncer e comemora cada dia que desperta, sou alguém que odeia o câncer instalado nas instituições brasileiras. Por mais que, no fim o mal prevaleça - aliás, justamente por esperar que isso acontecerá -, comemoro cada pequena vitória.
Ainda não foi desta vez.
[Risadas crueis. Fim do ato.]
(*) Sejamos justos: o DOL passou por uma reformulação e, ontem à noite, já estava no ar com uma nova e mais simpática aparência.
Direto do Plenário: empate suspende julgamento do caso Jader Barbalho
Após empate em cinco a cinco, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender o julgamento do recurso (Embargos de Declaração) de Jader Barbalho, candidato ao Senado pelo Estado do Pará nas eleições de 2010 que teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral com base na Lei Complementar (LC) 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. Os ministros decidiram aguardar a posse da nova ministra indicada pela presidente Dilma Rousseff para concluir o julgamento.
O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, votou no sentido de não alterar a decisão da Corte que, em outubro de 2010, após empate na votação do julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 631102, ajuizado por Jader, decidiu manter o indeferimento do registro do candidato. Para ele, o caso estaria precluso (encerrado). O relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Ayres Britto.
Já o ministro Dias Toffoli votou no sentido de acolher os embargos e deferir o registro do candidato, com base no entendimento de que a Lei da Ficha Limpa não surtiu efeito no pleito de 2010. Ele foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.
Entenda o caso
Em outubro de 2010, o julgamento do RE 631102, ajuizado por Barbalho contra a decisão do TSE que confirmou o indeferimento de seu registro, acabou empatado, e os ministros do Supremo decidiram, então, manter a decisão da corte eleitoral. Na ocasião, o STF contava apenas com dez ministros, devido à aposentadoria do ministro Eros Grau.
Com a chegada do ministro Luiz Fux, que sucedeu o ministro Eros Grau, a Corte julgou o RE 633703 em março de 2011, e decidiu, por maioria de votos, que a chamada Lei da Ficha Limpa não deveria ser aplicada às eleições de 2010. Diante do fato novo, Jader Barbalho recorreu da decisão no seu caso, já julgado pelo Pleno. Ele pedia que fosse aplicado o entendimento de que a LC 135/2010 não teve efeitos no pleito do ano passado.
Com isso, mais de um ano e um mês após a controversa eleição, Jader Barbalho ainda não conseguiu proclamar o ri melhor quem ri por último. Marinor Brito continuará, até segunda ordem, exercendo suas funções no Senado, até porque ainda não está marcada a posse da futura ministra Rosa Maria Weber. Aliás, a magistrada está apenas indicada pela presidente Dilma Rousseff; ainda não foi sequer sabatinada pelo Senado e não me consta que já haja data para isso.
Na melhor das hipóteses, a posse não deve ocorrer em menos de um mês e, a depender da malemolência do brasileiro, pode ocorrer só no apagar das luzes do ano judiciário, quando não haja mais tempo para o julgamento antes do recesso forense. Ou quiçá só no próximo ano.
A cabeça de burro enterrada sob o mandato de Barbalho continua lá. E isso deve ter sido uma surpresa, considerando a recente posse de Cássio Cunha Lima no Senado, ocorrida ontem. A tchurma deve ter pensado que a querela se resolveria hoje. Digo isso porque se você acessar o site do Diário do Pará agora, neste exato momento, encontrará apenas uma página em branco com a mensagem: "Estamos em manutenção, retornaremos em breve."
Provavelmente, já estavam prontas as notícias ufanistas, cheias de palavras de ordem e discursos de justiça e blá-blá-blá, mas o cara que estava com o dedo pairando sobre o botão "enter" recebeu a ordem para abortar tudo. Agora precisarão construir a outra notícia, com uma boa desculpa e protestos contra a iniquidade do mundo e, claro, contra o menosprezo à vontade do eleitor paraense.(*)
Como alguém que sofre de câncer e comemora cada dia que desperta, sou alguém que odeia o câncer instalado nas instituições brasileiras. Por mais que, no fim o mal prevaleça - aliás, justamente por esperar que isso acontecerá -, comemoro cada pequena vitória.
Ainda não foi desta vez.
[Risadas crueis. Fim do ato.]
(*) Sejamos justos: o DOL passou por uma reformulação e, ontem à noite, já estava no ar com uma nova e mais simpática aparência.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Estrela boa
Marinor Brito tem uma estrela e tanto. Terminou as eleições do ano passado para o Senado em quarto lugar, com uma votação bem menor do que a do terceiro candidato. Mas foi empossada senadora graças à "Lei da Ficha Limpa", que num primeiro momento pôs de escanteio Jader Barbalho e Paulo Rocha. Aí o tempo passou, o Supremo Tribunal Federal considerou a lei inaplicável para as eleições de 2010 e os fichas sujas puderam assumir os mandatos. Ou quase.
Primeiro foi o Ministro Joaquim Barbosa que decidiu não publicar o acórdão do processo em que Barbalho é interessado. Depois foi o Ministro Lewandowski que não concedeu uma liminar para que Barbalho assumisse desde logo, por entender que somente o plenário tem competência para uma tal decisão (e ainda não há uma data para esse julgamento).
Nesse meio tempo, Paulo Rocha, terceiro mais votado, teria mais direito ao mandato do que Marinor. Mas não é que, para surpresa de todos, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará negou o pedido de Rocha, em julgamento ocorrido nesta manhã? Em suma, enquanto Barbalho e Rocha seguem em suas perlengas judiciais, Marinor segue senadora.
Os defensores da legalidade estrita que me perdoem, mas eu estou me divertindo com essa novela.
Primeiro foi o Ministro Joaquim Barbosa que decidiu não publicar o acórdão do processo em que Barbalho é interessado. Depois foi o Ministro Lewandowski que não concedeu uma liminar para que Barbalho assumisse desde logo, por entender que somente o plenário tem competência para uma tal decisão (e ainda não há uma data para esse julgamento).
Nesse meio tempo, Paulo Rocha, terceiro mais votado, teria mais direito ao mandato do que Marinor. Mas não é que, para surpresa de todos, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará negou o pedido de Rocha, em julgamento ocorrido nesta manhã? Em suma, enquanto Barbalho e Rocha seguem em suas perlengas judiciais, Marinor segue senadora.
Os defensores da legalidade estrita que me perdoem, mas eu estou me divertindo com essa novela.
Sobre o bafômetro e o "garantismo" à brasileira
Nada como um bom texto, em termos acessíveis, para ajudar a compreender juridicamente o ato de um cidadão recusar-se a usar o bafômetro em caso de fiscalização. E o blog do Procurador da República Vladimir Aras explica a questão, comparando o que acontece no Brasil com a legislação vigente em outros países. E o título que o nobre procurador dá ao texto, não poderia ser mais interessante: "Nazaré aqui, Miranda lá".
Mais uma ótima contribuição de nosso querido Prof. Alan Souza, titular do Blogosfera - Mídia e Política na Rede.
Mas o que o distinto procurador procura afirmar? Algo simples assim:
Isto significa que, num país civilizado, um suspeito de matar alguém num acidente de trânsito pode ser compelido por um juiz a passar pelo teste do bafômetro ou a fornecer sangue para a dosimetria alcoólica. Num país civilizado, um suspeito de estupro não pode alegar o direito ao silêncio (sic) para não fornecer material genético necessário ao exame pericial sobre a autoria da agressão sexual. Mas isso só num país civilizado…
Leia a íntegra clicando no link.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Sob Vara, senhor juiz
O nobre magistrado que trata de censurar o jornalista Lúcio Flávio Pinto, exemplo de homem de bem e inigualável profissional, tem que rever sua interpretação da Lei.
O tal Rominho et Caterva, surrupiaram dinheiro público. Isso é crime do colarinho branco. Dá cadeia em qualquer lugar onde as Leis funcionam.
O tal Rominho, faltou a três audiências, na próxima, o douto magistrado o convoca por mandato com urgência.
O mandato senhor juiz, tinha que ser sob Vara. Ele tripudia da justiça ou o senhor magistrado interpreta a lei diferente do que está escrito?
O senhor Sílvio Santos teria, igualmente de ir para a cadeia. O crime que praticou com seu banco Panamericano é contra o sistema financeiro nacional. Uma indecência que o fez lucrar R$ 400 milhões após a quebra tecnicamente da instituição financeira e causar prejuízo de R$ 4 bilhões, informa a imprensa especializada.
Quando esse país tomará rumo com uma Justiça dessa?
Quer dizer que o crime do colarinho branco compensa?
O tal Rominho et Caterva, surrupiaram dinheiro público. Isso é crime do colarinho branco. Dá cadeia em qualquer lugar onde as Leis funcionam.
O tal Rominho, faltou a três audiências, na próxima, o douto magistrado o convoca por mandato com urgência.
O mandato senhor juiz, tinha que ser sob Vara. Ele tripudia da justiça ou o senhor magistrado interpreta a lei diferente do que está escrito?
O senhor Sílvio Santos teria, igualmente de ir para a cadeia. O crime que praticou com seu banco Panamericano é contra o sistema financeiro nacional. Uma indecência que o fez lucrar R$ 400 milhões após a quebra tecnicamente da instituição financeira e causar prejuízo de R$ 4 bilhões, informa a imprensa especializada.
Quando esse país tomará rumo com uma Justiça dessa?
Quer dizer que o crime do colarinho branco compensa?
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ameaças a Lúcio Flávio continuam
O blog em português da respeitada Knight Foundation (Jornalismo nas Américas) publica hoje uma matéria dando conta das ameaças judiciais a Lúcio Flávio Pinto, por conta de reportagens feitas por Lucio sobre um processo judicial contra o grupo O Liberal.
Segundo informações do blog e do Diário Online, Lucio Flavio está sendo processado por escrever uma matéria no Jornal Pessoal a respeito de um processo movido (em sigilo judicial) pelo Ministério Publico contra Romulo Maiorana Junior e Ronaldo Maiorana. Eles estariam sendo denunciados pelo Ministerio Publico por suposto "crime contra o sistema financeiro nacional".
Segundo informações do blog e do Diário Online, Lucio Flavio está sendo processado por escrever uma matéria no Jornal Pessoal a respeito de um processo movido (em sigilo judicial) pelo Ministério Publico contra Romulo Maiorana Junior e Ronaldo Maiorana. Eles estariam sendo denunciados pelo Ministerio Publico por suposto "crime contra o sistema financeiro nacional".
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Separados, porém juntos
Quem foi que disse que o atual governador do Pará, Simão Jatene, e o ex Almir Gabriel não se sentam mais à mesma mesa? Pois é possível que, daqui a algum tempo, eles dividam uma mesa, sim. Lá no Supremo Tribunal Federal, onde tramita o Inquérito n. 2.939, em cujos autos foi proferido o seguinte despacho:
O Ministério Público Federal, em pronunciamento subscrito pela ilustre Subprocuradora-Geral da República, Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, aprovado pelo eminente Chefe do Ministério Público da União, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, expôs e requereu o que se segue (fls. 1.740/1.746):
“11. Ante o exposto, o Ministério Público Federal requer que seja autorizada a realização das seguintes diligências, no prazo de 60 (sessenta) dias:
a) expedição de ofício ao Governo do Estado do Pará para que encaminhe cópia dos comprovantes de pagamentos, notas de empenho e notas fiscais, referentes aos seguintes contratos:
a.1 Contrato nº 010/2001 - celebrado entre a Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará – SECULT e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.;
a.2 Contrato nº 25/2000 – celebrado entre a Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará – SECULT e o Consórcio São José;
a.3 Contrato nº 24/2000 – celebrado entre a SETRAN e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.
a.4 Contrato nº 11/2000 – celebrado entre a Companhia de Saneamento do Pará – COSANPA e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.
b) expedição de ofício ao Tribunal de Contas do Estado do Pará para que encaminhe cópia:
b.1 dos procedimentos eventualmente instaurados para análise das Concorrências nos 001/2001 (Mangal das Garças), 002/2000 (Restauração e Reforma do Presídio São José), CN nº 02/2000 – Projeto UNA-COSANPA (Macrodrenagem da Bacia do Una) e 008/2000 (Av. Independência);
b.2 de todos os relatórios do Departamento de Controle Externo e laudos técnicos produzidos nas auditorias realizadas para análise das prestações de contas das Secretarias Executivas de Transporte (SETRAN) e de Cultura (SECULT) do Estado do Pará nos exercícios de 2000, 2001 e 2002.
c) realização de perícia técnica para verificar se os procedimentos licitatórios foram regulares e se os valores pagos à Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda. estavam de acordo com os preços de mercado.” (grifei)
Defiro, em termos, a providência requerida pelo Ministério Público Federal e por este explicitada a fls. 1.740/1.746 (item n. 11, “a” e “b”).
2. Após a expedição dos ofícios referidos no item n. 11, “a” e “b”, encaminhem-se estes autos ao Instituto Nacional de Criminalística, para o fim indicado na promoção da douta Procuradoria Geral da República (fls. 1.746, item n. 11, “c”).
Assino, ao Instituto Nacional de Criminalística, o prazo de sessenta (60) dias, para a realização das diligências acima referidas.
3. Os ofícios em questão deverão ser instruídos com cópias do presente despacho e da promoção de fls. 1.740/1.746.
Publique-se.
Brasília, 09 de fevereiro de 2011.
Ministro CELSO DE MELLO
Relator
Como o despacho acima não esclarece do que se trata a questão, eis o que diz o blog do jornalista Frederico Vasconcelos:
STF manda investigar contratos do governo do Pará
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, aprovou requerimento da Procuradoria-Geral da República e determinou o envio de ofício ao Governo do Estado do Pará, requisitando cópias de comprovantes de vários contratos firmados pela Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) e pelas secretarias da Cultura e de Transportes com a Engeplan - Engenharia e Planejamento Ltda.
O Tribunal de Contas do Estado do Pará deverá fornecer cópias de procedimentos para análises de concorrências, relatórios e laudos técnicos das auditorias e prestação de contas nos exercícios de 2000, 2001 e 2002.
Trata-se de inquérito que envolve, entre outros, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o governador Simão Jatene (PSDB), o ex-governador Almir Gabriel e o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB-PA).
O ministro relator determinou "a realização de perícia técnica para verificar se os procedimentos licitatórios foram regulares e se os valores pagos à Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda. estavam de acordo com os preços de mercado.”
Serão analisados, entre outros, as concorrências e os contratos das obras do Mangal das Garças, restauração e reforma do Presídio São José, o projeto de macrodrenagem da bacia do Una e as obras da avenida Independência.
Em 2004, a Folha revelou que Flexa Ribeiro, então sócio da Engeplan, e representantes de outras empresas no Pará foram alvo da Operação Pororoca, realizada pela Polícia Federal no Amapá.
Na semana passada, o Blog enviou pedido de informações ao governo do Pará, à Prefeitura de Belém e ao ex-governador Almir Gabriel e aguarda eventuais manifestações a respeito da decisão do STF.
A assessoria de Flexa Ribeiro informa que o senador "não é mais sócio da Engeplan, já apresentou defesa anteriormente, com documentos e está disposto a colaborar mais uma vez com qualquer investigação complementar". E que "respeita e acredita na atuação do Egrégio STF, que no decorrer das diligências poderá verificar a inexistência das supostas violações apontadas".
Só para constar, os investigados no inquérito em apreço são: Fernando de Souza Flexa Ribeiro, Almir José de Oliveira Gabriel, Simão Robson de Oliveira Jatene, Valéria Vinagre Pires Franco e um certo Duciomar Gomes da Costa.
As informações podem ser confirmadas no sítio do Supremo Tribunal Federal, através de simples consulta ao Inquérito 2.939.
O Ministério Público Federal, em pronunciamento subscrito pela ilustre Subprocuradora-Geral da República, Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, aprovado pelo eminente Chefe do Ministério Público da União, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, expôs e requereu o que se segue (fls. 1.740/1.746):
“11. Ante o exposto, o Ministério Público Federal requer que seja autorizada a realização das seguintes diligências, no prazo de 60 (sessenta) dias:
a) expedição de ofício ao Governo do Estado do Pará para que encaminhe cópia dos comprovantes de pagamentos, notas de empenho e notas fiscais, referentes aos seguintes contratos:
a.1 Contrato nº 010/2001 - celebrado entre a Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará – SECULT e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.;
a.2 Contrato nº 25/2000 – celebrado entre a Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará – SECULT e o Consórcio São José;
a.3 Contrato nº 24/2000 – celebrado entre a SETRAN e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.
a.4 Contrato nº 11/2000 – celebrado entre a Companhia de Saneamento do Pará – COSANPA e a Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda.
b) expedição de ofício ao Tribunal de Contas do Estado do Pará para que encaminhe cópia:
b.1 dos procedimentos eventualmente instaurados para análise das Concorrências nos 001/2001 (Mangal das Garças), 002/2000 (Restauração e Reforma do Presídio São José), CN nº 02/2000 – Projeto UNA-COSANPA (Macrodrenagem da Bacia do Una) e 008/2000 (Av. Independência);
b.2 de todos os relatórios do Departamento de Controle Externo e laudos técnicos produzidos nas auditorias realizadas para análise das prestações de contas das Secretarias Executivas de Transporte (SETRAN) e de Cultura (SECULT) do Estado do Pará nos exercícios de 2000, 2001 e 2002.
c) realização de perícia técnica para verificar se os procedimentos licitatórios foram regulares e se os valores pagos à Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda. estavam de acordo com os preços de mercado.” (grifei)
Defiro, em termos, a providência requerida pelo Ministério Público Federal e por este explicitada a fls. 1.740/1.746 (item n. 11, “a” e “b”).
2. Após a expedição dos ofícios referidos no item n. 11, “a” e “b”, encaminhem-se estes autos ao Instituto Nacional de Criminalística, para o fim indicado na promoção da douta Procuradoria Geral da República (fls. 1.746, item n. 11, “c”).
Assino, ao Instituto Nacional de Criminalística, o prazo de sessenta (60) dias, para a realização das diligências acima referidas.
3. Os ofícios em questão deverão ser instruídos com cópias do presente despacho e da promoção de fls. 1.740/1.746.
Publique-se.
Brasília, 09 de fevereiro de 2011.
Ministro CELSO DE MELLO
Relator
Como o despacho acima não esclarece do que se trata a questão, eis o que diz o blog do jornalista Frederico Vasconcelos:
STF manda investigar contratos do governo do Pará
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, aprovou requerimento da Procuradoria-Geral da República e determinou o envio de ofício ao Governo do Estado do Pará, requisitando cópias de comprovantes de vários contratos firmados pela Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) e pelas secretarias da Cultura e de Transportes com a Engeplan - Engenharia e Planejamento Ltda.
O Tribunal de Contas do Estado do Pará deverá fornecer cópias de procedimentos para análises de concorrências, relatórios e laudos técnicos das auditorias e prestação de contas nos exercícios de 2000, 2001 e 2002.
Trata-se de inquérito que envolve, entre outros, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o governador Simão Jatene (PSDB), o ex-governador Almir Gabriel e o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB-PA).
O ministro relator determinou "a realização de perícia técnica para verificar se os procedimentos licitatórios foram regulares e se os valores pagos à Engeplan – Engenharia e Planejamento Ltda. estavam de acordo com os preços de mercado.”
Serão analisados, entre outros, as concorrências e os contratos das obras do Mangal das Garças, restauração e reforma do Presídio São José, o projeto de macrodrenagem da bacia do Una e as obras da avenida Independência.
Em 2004, a Folha revelou que Flexa Ribeiro, então sócio da Engeplan, e representantes de outras empresas no Pará foram alvo da Operação Pororoca, realizada pela Polícia Federal no Amapá.
Na semana passada, o Blog enviou pedido de informações ao governo do Pará, à Prefeitura de Belém e ao ex-governador Almir Gabriel e aguarda eventuais manifestações a respeito da decisão do STF.
A assessoria de Flexa Ribeiro informa que o senador "não é mais sócio da Engeplan, já apresentou defesa anteriormente, com documentos e está disposto a colaborar mais uma vez com qualquer investigação complementar". E que "respeita e acredita na atuação do Egrégio STF, que no decorrer das diligências poderá verificar a inexistência das supostas violações apontadas".
Só para constar, os investigados no inquérito em apreço são: Fernando de Souza Flexa Ribeiro, Almir José de Oliveira Gabriel, Simão Robson de Oliveira Jatene, Valéria Vinagre Pires Franco e um certo Duciomar Gomes da Costa.
As informações podem ser confirmadas no sítio do Supremo Tribunal Federal, através de simples consulta ao Inquérito 2.939.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Habemus Ministro
Com a aprovação de Luiz Fux pelo Senado, ontem, o STF já pode dizer que tem, de fato e de direito, seu 11o ministro.
Fux ingressa no Supremo com bagagem de magistrado de longa data. A newsletter do site Migalhas diz que a ele não caberá a toga (ou a pecha) de ministro mais novo, que continuará com o muitas vezes titubeante José Antônio Toffoli, e profetiza que seu jeitão descolado, fazendo par com as tiradas irônicas do ministro Marco Aurélio Mello, fará sucesso na TV Justiça.
Agora, só falta a posse. Já há quem diga que, a exemplo de Marcela Temer no último 1o de janeiro, vai ter gente roubando a cena.
Fux ingressa no Supremo com bagagem de magistrado de longa data. A newsletter do site Migalhas diz que a ele não caberá a toga (ou a pecha) de ministro mais novo, que continuará com o muitas vezes titubeante José Antônio Toffoli, e profetiza que seu jeitão descolado, fazendo par com as tiradas irônicas do ministro Marco Aurélio Mello, fará sucesso na TV Justiça.
Agora, só falta a posse. Já há quem diga que, a exemplo de Marcela Temer no último 1o de janeiro, vai ter gente roubando a cena.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Um paraense no STJ
O Superior Tribunal de Justiça define hoje as 3 listas tríplices que serão encaminhadas à presidente Dilma Rousseff para escolha dos 3 novos ministros do tribunal.
Dentre os candidatos, figura o paraense Reynaldo Andrade da Silveira, advogado militante, professor universitário e ex-procurador do Estado.
Desejo sorte ao Dr. Reynaldo, que para mim é um exemplo de ética, profissionalismo e competência da advocacia paraense.
_______________________
Atualizado às 15:10 hs
O STJ acaba de fechar a 3a. lista a ser enviada à Presidência da República. Reynaldo Silveira está nela, com os advogados Ricardo Villas Bôas Cueva (SP) e Mário Roberto Pereira de Araújo (PI).
Dentre os candidatos, figura o paraense Reynaldo Andrade da Silveira, advogado militante, professor universitário e ex-procurador do Estado.
Desejo sorte ao Dr. Reynaldo, que para mim é um exemplo de ética, profissionalismo e competência da advocacia paraense.
_______________________
Atualizado às 15:10 hs
O STJ acaba de fechar a 3a. lista a ser enviada à Presidência da República. Reynaldo Silveira está nela, com os advogados Ricardo Villas Bôas Cueva (SP) e Mário Roberto Pereira de Araújo (PI).
Puty falou
Justificando-se sobre o envolvimento de seu nome na reportagem veiculada no Diário do Pará de ontem, sobre irregularidades na liberação de licenças ambientais pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente na gestão de Afonso Picanço, o deputado federal Cláudio Puty disse, em nota oficial, que o que existe no inquérito sou eu atuando como pessoa pública (fui chefe da casa Civil do Governo do Estado) requerendo informações sobre processos de planos de manejos; solicitando celeridade nos processos ou que prefeitos ou associações, por exemplo, fossem recebidos em audiência. Intermediação absolutamente normal a um homem público.
Não sei se a prática é assim tão inocente, como quer fazer crer o deputado. A princípio, parece-me que a atuação que ele próprio admite pode ser enquadrada como advocacia administrativa, que consiste em patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário, conforme dita o art. 321 do Código Penal.
A única menção honrosa que se pode fazer a Puty, neste momento, é que ele ao menos falou à opinião pública. Resta aos demais parlamentares envolvidos nas denúncias também se explicar. A sociedade agradeceria, ainda que se trate do simples cumprimento de uma obrigação.
_______________
Uma correção e um complemento: o deputado Cássio Andrade também se manifestou sobre a reportagem. Em seu blog, consta justificativa prestada por sua assessoria de imprensa. Por sua vez, o texto integral da nota divulgada por Cláudio Puty está aqui.
Não sei se a prática é assim tão inocente, como quer fazer crer o deputado. A princípio, parece-me que a atuação que ele próprio admite pode ser enquadrada como advocacia administrativa, que consiste em patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário, conforme dita o art. 321 do Código Penal.
A única menção honrosa que se pode fazer a Puty, neste momento, é que ele ao menos falou à opinião pública. Resta aos demais parlamentares envolvidos nas denúncias também se explicar. A sociedade agradeceria, ainda que se trate do simples cumprimento de uma obrigação.
_______________
Uma correção e um complemento: o deputado Cássio Andrade também se manifestou sobre a reportagem. Em seu blog, consta justificativa prestada por sua assessoria de imprensa. Por sua vez, o texto integral da nota divulgada por Cláudio Puty está aqui.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Quem é que vai pagar por isso?
Esta pergunta foi feita em agosto de 1988 por um dos familiares das 40 vítimas do desabamento do prédio Raymundo Farias. Como repórter de O Liberal, escrevi essa pergunta numa reportagem sobre um ano dessa tragédia. Até hoje, 24 anos depois, a pergunta continua sem resposta. E nada mudou. E agora, um novo drama, que vai motivar a mesma pergunta. Tomara que a gente tenha a resposta.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Sangue novo no Tribunal do Trabalho
Momento social no blog: hoje, toma posse na presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região e doutor José de Alencar, comentarista emérito (ainda que bissexto) do Flanar e nosso companheiro de blogosfera.
Com ele, também serão empossados a prezada juíza Suzy Elizabeth Cavalcante Koury, minha ex-colega de Procuradoria do Estado, como vice, e o doutor Francisco Sérgio Silva Rocha, também ele ex-componente da PGE, como corregedor.
A nova direção do TRT do Pará e Amapá espelha uma situação, creio, inédita. Os três atuais dirigentes são todos oriundos da advocacia. Sabem muito bem quais as dificuldades e necessidades dos advogados no exercício de sua profissão. Tenho certeza que esta circunstância pesará - de modo benéfico, evidentemente - em seu modus administrandi.
De minha parte, desejo boa sorte e muito sucesso aos três em seus cargos. Certamente eles saberão honrar a nova tarefa que os acomete.
Com ele, também serão empossados a prezada juíza Suzy Elizabeth Cavalcante Koury, minha ex-colega de Procuradoria do Estado, como vice, e o doutor Francisco Sérgio Silva Rocha, também ele ex-componente da PGE, como corregedor.
A nova direção do TRT do Pará e Amapá espelha uma situação, creio, inédita. Os três atuais dirigentes são todos oriundos da advocacia. Sabem muito bem quais as dificuldades e necessidades dos advogados no exercício de sua profissão. Tenho certeza que esta circunstância pesará - de modo benéfico, evidentemente - em seu modus administrandi.
De minha parte, desejo boa sorte e muito sucesso aos três em seus cargos. Certamente eles saberão honrar a nova tarefa que os acomete.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Pai: perdoa teu filho. Ele não sabe o que diz
Madruguei ontem e só fui dormir com o dia quase amanhecendo.
Acredito que meu colega jornalista Marco Antonio Araújo, também estava insone, assistindo a mais um lamentável espetáculo desse pecador que pastoreia ovelhas.
Trabalho acumulado no gabinete na Base onde trabalho me aguardava após a ausência de três meses de campanha política.
Após agasalhar uma deliciosa sopa de minestrone. Passei a vista na programação da TV.
Estacionei na Band ao me dar conta que o líder evangélico e todo poderoso Pastor Silas Malafaia justificava, pela enésima vez, o porque seu rebanho não deve votar na candidata Dilma Roussef.
Veja como foi e o que disse Silas Malafaia.
Cenas dessa natureza acontecem todos os dias na madrugada. Passam incólume aos olhos da Justiça Eleitoral que nunca esteve mais cega quanto como nestas eleições.
Uma vergonha descarada me acometeu de ser brasileiro, tendo que engolir esse tipo de apelação baixa e sórdida.
Pai: perdoa. Ele não tem idéia do que diz.
Espero que os tribunais não sejam omissos e lhe ensinem a ler outro grande livro: a Constituição do seu país.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Sua Excelência, o blogueiro-presidente
O blogueiro e magistrado trabalhista José Maria Quadros de Alencar foi eleito ontem presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região para o biênio 2010/2012. Como vice, foi eleita a desembargadora federal Suzy Elizabeth Cavalcante Koury, com quem tive a honra de conviver na Procuradoria Geral do Estado, de onde ela saiu pelo quinto constitucional para o TRT. O corregedor-geral da Justiça do Trabalho da 8a Região eleito é o magistrado Francisco Sérgio Silva Rocha, meu xará, também oriundo da PGE.
A administração da Justiça do Trabalho da 8a Região, portanto, está entregue nas mãos de gente séria, decente e capaz. A presidência e a vice, inclusive, será exercida por magistrados que ingressaram no Tribunal nas vagas destinadas aos advogados.
Uma grande pena que, por seus afazeres, certamente Alencar deverá postar cada vez menos no seu blog. Mas são os ossos do ofício.
Ao caro Alencar, à caríssima Suzy e ao Dr. Francisco Sérgio, desejo sucesso e realizações em suas novíssimas missões.
A administração da Justiça do Trabalho da 8a Região, portanto, está entregue nas mãos de gente séria, decente e capaz. A presidência e a vice, inclusive, será exercida por magistrados que ingressaram no Tribunal nas vagas destinadas aos advogados.
Uma grande pena que, por seus afazeres, certamente Alencar deverá postar cada vez menos no seu blog. Mas são os ossos do ofício.
Ao caro Alencar, à caríssima Suzy e ao Dr. Francisco Sérgio, desejo sucesso e realizações em suas novíssimas missões.
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