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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Esse bom negócio da separação


"Querido, olhe as crianças por favor, pois eu vou ao salão do divórcio". Como assim? Não, não se trata de uma piada. Pelo terceiro ano em Paris, o Salão do Divórcio, da Separação e da Viuvez, ou simplesmente Salão do Novo Começo, recebeu milhares de visitantes no fim de semana passado. O salão, montado num centro de exposições na periferia da Cidade Luz, mostra como os conflitos que terminam em adeus são, cada vez mais , um bom negócio. O que se encontra no salão? Stands de imobiliárias, decoradores, advogados, academias de ginástica, clínicas de cirurgia plástica, detetives particulares, os onipresentes advogados, enfim, todo o tipo de serviço necessário para quem tem que recomeçar a vida. E, claro, há também um ciclo de conferências, como por exemplo, "Dissimulação de renda, sub-avaliação de patrimônio e montagem de finanças ocultas - o que fazer para conseguir provas?", " Família antes e depois - Novas configurações familiares e mediação de conflitos", "Porque é importante ousar seduzir" e "O papel da cirurgia plástica na reconquista de sua auto imagem".
É por essas e outras que o Salão do Novo Começo ganhou, ano passado, o prêmio de melhor nova idéia de salão do Forum de Feiras, Exposições e Eventos da França.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ao Vencedor as Batatas

Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma.
Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se
e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água.
Os indivíduos são essas bolhas transitórias.
(Quincas Borba - Machado de Assis)

Quero aqui parabenizar o advogado Ismael Moraes por interpor ação cautelar contra o acordo celebrado em cartório entre o governo do Estado e a Prefeitura de Belém, que diz respeito à devolução da quota parte do ICMS de Belém, retida ilegalmente pelos governos de Almir Gabriel e Simão Jatene, por ocasião da administração do prefeito Edmilson Rodrigues (1997-2004).
Imagino a indignação da secretária Esther Bemerguy e de Charles Alcântara, líderes do processo à época na Secretaria Municipal de Finanças, quando assistem o desenrolar desses fatos. Ambos construíram TODA a argumentação da peça jurídica, do qual muitos duvidavam do êxito ante o poder político do governo tucano. Foi assim, com o concurso dos diretores da Sefin e o apoio político do prefeito, que foi construído o processo vitorioso - E sem que lhes fosse devido ou pago, ontem ou hoje, qualquer bônus.

domingo, 29 de novembro de 2009

Ruína

904 milhões de reais. Este é o tamanho do esqueleto dos precatórios que Duciomar Costa guarda no armário da prefeitura municipal de Belém, para quem a assumir, em 2013.

Verdade seja dita que a dívida foi nutrida (e muito bem) em administrações passadas. Afinal, há 17 anos não se pagam precatórios em Belém.

Certamente, é o caso de responsabilizar pessoalmente cada um dos ex-alcaides da cidade. Tirando nossos titãs Remo e Paissandu, é caso da mais clara gestão ruinosa de que se tem notícia no Pará. Uma dívida que, tristemente, se anuncia como impagável.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Gestão desastrosa

Completam-se nove meses do ano e o Estado ainda não pagou nenhum dos precatórios requisitórios de beneficiários de condenações judiciais que estavam orçamentados para 2009.

Há um zunzunzum corrente de que se os títulos não forem pagos em outubro, não o serão mais, ao menos este ano. É que vem aí dezembro e com ele o 13o salário dos servidores públicos - que não se encontra sequer garantido, diz outro zunzunzum.

O comentário corrente na Administração é ainda de que se o governo do Estado não conseguiu pagar sequer parte dos 30 milhões de reais de precatórios devidos para 2009 nestes nove primeiros meses do ano, não será nos três meses restantes que o fará. Há ainda especulações de que autoridades do governo teriam asseverado (obviamente, à boca pequena) que precatório não seria prioridade para a gestão petista.

Não acredito nesta última versão. É evidente, isto sim, que está em curso uma péssima gestão financeira na Administração Pública paraense. Herança maldita, crise mundial, queda de arrecadação, nada disso explica ou justifica o que acontece na gestão do dinheiro público paraense.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Papagaio

Do blog do CJK, edição de hoje, sob o título Finanças Públicas:

O sufoco financeiro está grande no governo do Estado. A ordem é de aplicar um contingenciamento de 25% no Orçamento, e estão suspensas, até segunda ordem, viagens desnecessárias, e diárias, idem. Os restos a pagar de 2008, se tiverem valor acima de R$ 500 mil, terão que aguardar o último trimestre do ano, talvez só depois de outubro os credores vejam a cor da bufunfa...

Para fechar a folha de pagamento, a dor de cabeça também está grande. Não se assustem, será uma coisa normal se o Estado tiver que empinar uns ARO's. Trata-se de uma operação de crédito normal, corriqueira em muitos Estados, mas no Pará eu nem me lembro mais quando foi a última vez que tivemos que apelar para este recurso.

ARO, para quem não sabe, significa antecipação de receita orçamentária. É nada mais, nada menos, que o famoso papagaio, garantido por receitas de tributos devidas aos Estados, sob juros de mercado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O ocaso de Bush

Ontem o povo americano e investidores de todo o mundo tiveram o desprazer de ter que ouvir mais vez a fala de George Walker Bush.

Não era o rei da bravata diante das câmara de televisão, pelo contrário, era quase o esteriótipo ao contrário do homem mais poderoso do mundo.

Olhando atentamente, via-se um presidente alquebrado, com olheiras gigantescas, tudo por conta, certamente, de uma noite mal dormida após ter sido informado da rejeição do pacote de socorro aos bancos pela Câmara dos Deputados.

O presidente da nação que pode levar o mundo à bancarrota e desestruturar o já complicado sistema financeiro internacional, subiu o tom com palavras mais fortes apontando os riscos que a economia do país está correndo. "Continuarei lutando pela aprovação do plano com o objetivo de superar este 'momento crítico'”, disse à uma platéia desconfiada.

“Se a nossa nação continuar nesse rumo, os danos econômicos serão dolorosos e duradouros”, afirmou em tom sombrio. O presidente reconheceu que o montante de US$ 700 bilhões pedido ao Congresso para a compra de créditos podres dos bancos é alto. Mas pediu que os contribuintes vejam o volume em perspectiva, pois só anteontem a queda na bolsa de Nova York gerou perdas de US$ 1,2 trilhão no valor de mercado das companhias.

Ontem, em reunião na Fiesp na Avenida Paulista, os controladores das maiores empresas do país afinaram o tom: "todos os investimentos a partir de agora entrarão em compasso de espera até que seja possível vislumbrar uma solução para essa crise", falou o porta-voz do grupo.

O day after da quizumba dos deputados americanos, a maioria em campanha pela reeleição não quis dar o braço a torcer e a responsablidade pela culpa da aprovação do pacotão foi jogado de um colo ao outro. Democratas e republicanos passaram o resto do dia tentando convencer seus eleitores que a culpa era do outro.

O outro nesse caso eu entendo que seja o próprio presidente Bush. Enfraquecido e sem comando, Bush joga a cartada final. Senadores podem votar hoje plano de US$ 700 bi. Se a briga de comadres persistir, o mundo todo estará "frito".

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Que segunda-feira!

Dólar batendo a casa dos R$ 2,00. Bovespa em queda de mais de -12,30% sendo obrigada a suspender o pregão e panfletos apócrifos distribuídos em larga escala avacalhando com os adversários em todos os principais colégios eleitorais Brasil a fora.

Como se não bastasse, o Ministério do Meio Ambiente divulgou os dados do Inpe do desmatamento de agosto. O desmatamento na Amazônia em agosto foi 134% maior que em julho, de acordo com os números do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter). Em agosto, os alertas registraram 756 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas, em comparação com os 323 quilômetros quadrados detectados no mês anterior, segundo a Agência Brasil.

Pelo terceiro mês consecutivo, o Pará foi indicado como o estado com maior devastação.

Que segunda-feira é essa!?