Estão abertas as vagas para o Camp Grounded 2014, acampamento de férias para adultos onde os dependentes da tecnologia aprenderão, em 3 dias, que existe vida sem computadores, tablets, smartphones e outros dispositivos eletrônicos.
O sucesso da versão 2013, realizada perto de San Francisco, foi tamanho que espera-se que o evento do próximo ano esteja esgotado em poucos dias.
A ideia básica da digital detox seria induzir o "viciado" a uma volta gradual aos mecanismos de conexão direta interpessoal, não intermediada pela informática, e de certa forma a um estado mais puro e natural de relacionamento com a natureza, desprovido desse fluxo gigantesco de informações ao qual somos compulsoriamente induzidos.
Falar mal das operadoras de telefonia celular brasileiras é tão corriqueiro que se torna no mínimo demodé.
Não posso, no entanto, deixar de compartilhar aqui no FLANAR o meu júbilo por ter me livrado ontem de uma "extorsão" praticada pela TIM, que já durava 45 dias.
Tudo começou com a cobrança de um suposto débito referente à fatura de maio, que acabou por me tomar horas no telefone, gerando três períodos de bloqueio do meu aparelho que me tiraram do ar por 15 dias, além de várias idas à loja da TIM.
A conta, que havia sido paga no vencimento, em dinheiro e no banco, foi escaneada e enviada pela própria loja por pelo menos três vezes, e mesmo assim o "débito" continuava no sistema.
Enfim, finalmente pude ter o telefone funcionando, e 30 minutos depois já havia trocado de operadora.
Qual a moral da história?
Um país como o nosso, que tem as agências reguladoras coniventes com o "telecrime", provavelmente é controlado pelo crime em todos os setores de atividade. Todos!
Quando vemos notícias tipo "A Claro foi multada em 22 milhões pela ANATEL", não podemos entender como "A Claro pagou 22 milhões à ANATEL", porque tal jamais acontecerá. Os advogados bem o sabem.
De qualquer modo estou feliz pelo mero fato de estar livre para escolher por qual operadora serei enganado.
Vocês acham um absurdo pagar R$ 3.000,00 por um iphone 5? E que tal R$ 4.800,00 pela versão mais barata do Macbook Pro?
Bem, nem sempre foi assim.
No passado, era muito mais caro, e nós pagávamos sem chiar.
Em 1996, por exemplo, o queridinho da telefonia móvel era o levíssimo Motorola Startac da ilustração acima, que custava, em valores corrigidos, mais de R$ 8.000,00. Hoje daria para comprar quatro iphones 4S com esta verba!
E naquele mesmo ano o sonho de todo computer freak era o AcerNote 350 P, vendido pelo equivalente hoje a mais de R$ 13.000,00!!!
Para os masoquistas que desejarem sofrer com os valores pagos no passado, sugiro interessante matéria do UOL Tecnologia.
O que?!... Quase cinco mil reais por um DVD player Gradiente??!!... Talvez seja melhor mesmo não ler ...
Muito interessante esta imagem publicada no MacMagazine. Prova inequívoca da revolução detonada pelo iPhone, no até então tedioso mercado de telefones celulares.
1. O Carrier IQ é um produto terceirizado pelas operadoras, desenvolvido por uma empresa de mesmo nome que possui um website encontrado aqui. Lá, podemos ver que a empresa se define como "the leading provider of Mobile Service Intelligence Solution to the Wireless Industry". Muito tranquilizador, não?
2. Lá encontramos também uma Nota Oficial datada de 1 de dezembro, onde a empresa se manifesta sobre o escândalo. A empresa nega que seu software grave, armazene ou transmita o conteúdo de mensagens SMS, e-mails, fotografias, áudio ou vídeo. A nota esclarece que o software analisa a qualidade do processo de envio e recebimento de uma mensagem SMS, sem analisar seu conteúdo. Em suma, o conteúdo privado não seria o foco da empresa. E sim o seu trajeto do emissor ao receptor.
Contudo, esta não é a mesma conclusão que o desenvolvedor Trevor Eckhart manifestou em sua análise e no vídeo do You Tube. Segundo a matéria da CNN, Eckhart descobriu que o software teria registro de cada tecla, cada texto plano, URLs inteiras de websites visitados e mesmo informações criptografadas.
3. O Linux BR nos traz informações ainda mais preocupantes: as informações de texto e teclas seriam enviadas de imediato ao Carrier IQ, antes mesmo de chegarem a caixa de entrada do usuário. O Linux BR acrescenta que, dependendo da configuração implementada pelas operadoras (clientes do Carrier IQ), o software pode mesmo ser utilizado de maneira menos nociva, informando no limite sobre aplicativos que estariam drenando a bateria do smartphone, bem como avaliando a qualidade das áreas de cobertura. Mas conclui: "como no caso de muitos softwares de monitoramento, é a configuração feita pelos distribuidores ou gestores do sistema que diferencia se ele é um problema grave de privacidade ou não".
4) Segundo o Tecnoblog, a Apple de fato admitiu que utiliza o produto desde o iOS 3. No iOS 5, apesar de presente, estaria desativado de fábrica. O blog confirma que a Apple já manifestou que irá excluir o software na próxima versão do iOS. O MacMagazine complementa e tranquiliza os usuários de iPhone. A versão instalada do Carrier para quem ainda tem a versão 3.0 do iOS (quem ???) é considerada benigna. No iOS 5, ele pode ser totalmente desativado bastando ir até em Ajustes --> Geral --> Sobre --> Diagnóstico e Uso -> Não enviar. FIM
5) No Android, o problema é mais grave, já que não existe opção de desativar o malware. E exatamente nesta plataforma, foi encontrada a versão mais escandalosa. Já existem, contudo, algumas soluções para remoção do programa. O Tecnoblog, além de sugerir um aplicativo para Android, dá algumas informações sobre a posição das operadoras brasileiras. Contudo, o método utilizado pelo autor do post, me pareceu pouco confiável.
6) O Engadget foi a fonte de algumas informações divulgadas aqui.
Muita gente se preocupa com privacidade online. Uma preocupação legítima, que deve ser de fato entendida com a maior seriedade. Contudo, por falta de informação adequada, muitos acabam agindo ou com excesso de zelo, ou (o que é bem pior) com a mais absoluta indiferença.
No primeiro caso, não é infrequente uma atitude de verdadeira paranóia digital, que acaba por tirar boa parte do prazer em usar redes sociais, entre outros recursos divertidos do mundo digital.
Muito embora alguns serviços não mereçam mesmo um pingo da nossa confiança, atualmente tudo é uma questão de informação adequada e consequente configuração correta. Até o badalado Facebook, já pisou na bola em ao menos um par de vezes.
Entretanto, acompanhem comigo a mais bombástica revelação da semana, em se tratando de riscos à privacidade.
Carrier IQ. Este é o nome do bicho!
Ele não reside em seu computador ou em sua rede social favorita. Mas está bem aí, na palma de sua mão, embutido em milhões de celulares.
Trata-se de um pequeno software, que as operadoras de telefonia em associação com os fabricantes de celulares, mantém instalado no seu inocente companheiro de cotidiano. Sua missão: fazer um registro de tudo o que o usuário faz em seu celular. Desde as páginas web visitadas até prosaicas mensagens de texto enviadas. Perceberam?
Segundo a CNN, as operadoras alegam que ele seria uma "ferramenta de diagnóstico crucial para ajudá-las a detectar problemas em suas redes". Apenas isso! Bingo!
Pois muito bem. Há meses, a questão já vem sendo discutida no intramuros da mídia especializada americana. Até o momento em que o desenvolvedor para Android Trevor Eckhart, publicou uma extensa análise sobre os dados privados disponibilizados (em minha opinião, secretamente) às operadoras. Neste ponto, os cabelos já começaram a se arrepiar na opinião pública americana, sempre atenta à questões envolvendo riscos à privacidade.
Mas foi quando Eckhart publicou este vídeo de 17 minutos no You Tube, que a questão ganhou proporções de um verdadeiro escândalo, agora com dimensões mundiais.
Nele, ainda segundo a CNN, utilizando um HTC EVO 3D, Eckhart demonstra que a dita "ferramenta de diagnóstico", além da URL completa de websites visitados, grava cada tecla pressionada e cada texto digitado pelo usuário. Até mesmo informações de websites criptografados seriam registradas.
Que tal?
Pois bem.
Feito o estrago, as operadoras e fabricantes apressaram-se em reagir das mais variadas maneiras. A maioria das operadoras americanas, instadas pela CNN, confirmaram a presença do maligno em seus aparelhos. Com exceção da Verizon Wireless, que contudo foi meio que desmentida pelas concorrentes, que alegaram que nenhuma rede celular moderna poderia funcionar sem este tipo de "ferramenta de diagnóstico" (olha o termo aí novamente).
A Apple inclusive, (e só agora, com o caldo todo derramado), confirmou que tem o software instalado em "alguns produtos móveis", prometendo que vai eliminá-lo completamente nas próximas atualizações do iOS.
Uma verdadeira lambança. Uma festa com os dados pessoais dos usuários. E tudo na surdina. Ou algum de vocês leitores tomou conhecimento disso antes?
Por fim, percebam mais um último detalhe. Um resumo da ópera. Tudo começou com uma análise feita em um telefone móvel equipado com o Google Android. E terminou com a confirmação de que tanto gregos quanto troianos (fabricantes, operadoras e o escambau), estavam secretamente acessando seus dados privados para fins de diagnóstico.
Então tá!
Como podem ver, ao contrário do que diz o título do post, o pecado não mora ao lado. Mas está bem na palma de sua mão.
Nem quero pensar no que os paranóicos e hipocondríacos vão sentir doravante. Nem quero pensar.
Neste mundo binário em que vivemos, cheio de dicotomias antagônicas, pontos e contra-pontos, o anúncio feito ontem em Lyon pela OMS relacionando a possibilidade de surgimento de tumores cerebrais desencadeados pela energia emitida pelos aparelhos da telefonia celular, caiu como um tsunami na consciência coletiva. E o que mais me espanta é como este assunto demorou tanto tempo para vir à tona, pois há mais de 10 anos é sabido que a radiação eletromagnética gerada pelos celulares tem influência como fator desencadeante de certos tipos de tumores no cérebro (principalmente dos gliomas e neurinomas), em pessoas predispostas. A exposição excessiva ao celular (30 minutos por dia, ao longo de 10 anos) parece aumentar em 40% o risco de surgimento de gliomas, o que levará o uso do celular a ser classificado como de risco 2B - POSSIVELMENTE CANCERÍGENO, junto com substâncias como chumbo e pesticidas, por exemplo. O mecanismo atribuído à gênese dos tumores seria através da geração de danos no DNA das células cerebrais pelas ondas de radiação não-ionizada, aliás bem semelhantes àquelas geradas pelos fornos de micro-ondas. Os gliomas são tumores primários do cérebro, originados na glia, estruturas celulares (astrócitos e oligodendrogliócitos) que oferecem suporte aos neurônios. Este tipo de tumor apresenta características bem peculiares, como a possibilidade de ser benigno a princípio (Graus I e II) e de se tranformar em maligno (Graus III e IV) no decorrer de sua evolução. O tratamento é cirúrgico, complementado por radioterapia e quimioterapia, e o prognóstico varia com o grau de malignidade apresentado. Via de regra, as chances de sobrevivência a longo prazo não são muito animadoras. É interessante ressaltar que outras formas de radiação podem gerar tumores cerebrais, como o raio-X, que está ligado à origem de certos tipos de meningeomas. O trabalho científico que norteou a OMS a fazer o anúncio de ontem será publicado em julho na revista Lancet. Será que num futuro breve os anúncios das operadoras Oi, Tim, Claro e Vivo ou dos fabricantes Nokia, Motorola e Apple trarão um aviso sinistro, tipo "O Ministério da Saúde adverte: falar no celular pode desencadear tumores no cérebro"? Veremos.
Reclama que não pode comprar um celular? Acho que o principal problema, ainda é o valor cobrado pelas operadoras no serviço. Até mesmo, pelo simples fato de que muitas delas, há algum tempo, já estarem oferecendo o aparelho de graça. Básicos, é claro. Só não precisa ser que nem o John's Phone. Ou "telefone do João", em uma tradução livre.
Pois no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, o mundo ficou conhecendo aquele celular, que seria um pouquinho mais do que aquelas câmeras fotográficas "love". Lembram? A única diferença é que elas, a gente jogava fora após o uso. O do João, não. Você ainda poderá continuar a usar por um tempo indefinido. Mas por quase 70 Euros??? Péra lá.
O IDGNow!, presente no evento, manda um vídeo mostrando o que seria "o celular mais simples do mundo".
Ainda não é oficial. Mas os rumores andam tão fortes que já estão também nos trending topics globais do Twitter. Depois do Nexus One, a Samsung/Google estaria por apresentar ao mundo o Nexus Two. Segundo o Wired Gadget Lab, a segunda geração do Google Phone com a a versão mais atual do Android, estaria pra ser lançada no próximo dia 8 de novembro. A informação inicial veio do Androidme, que no presente momento, encontra-se inacessível, talvez pela enorme quantidade de visitantes que vem recebendo, por ser a fonte original do rumor.
Até o presente momento, nada mais existe a respeito do Nexus Two. Nem imagens, nem especificações, absolutamente nada. Há apenas e tão somente o rumor publicado no Androidme e multiplicado pelo underground da tecnologia no mundo. E eu nem vou repetir o que disseram na época do lançamento do Nexus One. Como se ele fosse mais um suposto iPhone Killer. Simplesmente, por que isso é uma bobagem enorme e ainda está para nascer algo mais completo, com a infraestrutura sólida da iTunes Store e a marca inconfundível do pecado original.
Ontem, pela primeira vez, vivi a experiência que achava que seria apenas restrita aos filmes de Sci-Fi e seus efeitos especiais. Uma ligação convencional BEL/BSB com meu parceiro Itajaí, inaugurava o primeiro uso do recurso Face Time do iPhone 4. A imagem ao lado, é a captura de tela que registra o momento, em que conversávamos animadamente utilizando voz e vídeo. Tudo com a mais absoluta fidelidade e sem engasgos. Chegava a causar um certo constrangimento, tamanha a naturalidade com que a comunicação se desenrolava. Caminhávamos com o telefone pela casa, feito crianças, tentando encontrar alguma falha, algum defeito ou qualquer outra rabugice que justificasse fazer algum reparo ao desempenho da nova tecnologia. Pois não há nenhum a fazer. Ele funciona perfeitamente. Pude até ver o arsenal de traquitanas Apple que já fazem parte do ambiente doméstico de meu prezado amigo e sua adorável companheira. Percebi inclusive que estas almas não mais retornarão ao antigo ambiente Windows do qual um dia, todos nós já fizemos parte. Desde que a Apple mantenha seu padrão de qualidade e segurança que a notabilizaram ao longo dos anos. Afinal, usuário Apple acaba meio fã. Mas nunca menos exigente.
Quanto ao Face Time além da obrigatoriedade de uma conexão WiFi, ele exige uma tal de ativação junto a sua operadora. Alguns usuários tem reclamado que seus iPhones 4 encontram-se com o recurso desativado. Esta ativação, segundo o blog Mac Magazine, não ocorreu com alguns usuários da operadora Claro. Ela depende de uma mensagem SMS internacional (enviada em background) para ativar o serviço junto a Apple. Mas a Claro diz já ter resolvido o problema que teria sido provocado por excesso de trabalho de seus servidores no dia do lançamento do iPhone 4 no Brasil. O conselho aos usuários ainda com o serviço desativado é aguardar. Caso contrário, entrar em contato com sua operadora para resolver a ativação.
iPhone 4 com a capa de couro da Belkin disponível na Apple Store BR
Eis então o iPhone 4! Finalmente pude por as minhas mãos em mais um objeto do desejo fabricado pela Apple. E ao contrário do que cheguei a supor no post Chega o iPhone 4 no Brasil, minha operadora Claro não entrou em descompasso com as demais, disponibilizando-o a quem chegou lá no dia 17 de setembro para adquiri-lo. Com efeito, por volta das 17 h, após 2 horas de providencias técnicas, levei o terceiro aparelho de um total de apenas 10 disponíveis para o dia do lançamento. Em função de ter sido vítima de um sequestro-relâmpago por volta do final de junho, fui obrigado a adquirir um outro iPhone 3G S naquela oportunidade. Sendo assim, nesta sexta-feira, tive que contratar uma outra linha de telefone móvel junto à operadora, de maneira a obter o desconto necessário para levar o iPhone 4 para casa. Desta maneira, consegui adquiri-lo por cerca de R$ 1300,00 com plano de 100 minutos + 50 torpedos + 100 mbytes de dados + fidelização de 1 ano. Esta nova linha, foi então adicionada ao antigo 3G S, incorporando ao iPhone 4, o plano antigo do 3G S (600 minutos + 500 mbytes de dados + 100 torpedos + fidelização de 1 ano). Doei então o antigo 3G S com menos de 4 meses de uso a um de meus filhos. Feita esta introdução, posso fazer então os primeiros comentários sobre o novo aparelho.
Sobre ele, anotei as seguintes características:
Design extraordinário, como já era esperado;
Algo mais pesado que os modelos anteriores (carcaça de aço inoxidável);
Por ser mais estreito em sua largura e pelo peso adicional, a pegada é um pouco estranha, dando a sensação que poderá vir ao chão em algum momento de desatenção;
Retina Display é realmente uma maravilha de cores e definição, fato que fica mais evidente na leitura de textos;
O tal do death grip (ou pegada da morte) é real em alguns momentos, parecendo depender da região onde estamos utilizando o aparelho. Mas afirmo que não percebi nenhum impacto no uso cotidiano;
O iPhone 4, utiliza os novos chips micro-SIM. Isto obriga a adquirir um novo chip ao fazer o upgrade de qualquer outro telefone para ele, mantendo o mesmo número telefônico.
Ainda não utilizei a nova câmera e nem o badalado Face Time, que exige uma conexão wireless à internet. Com o tempo, irei fornecendo mais informações sobre estes e demais recursos desta bela jóia da tecnologia. Para testar o Face Time, irei precisar de um outro usuário de iPhone 4. Há que se dar um tempo.
Lançamento na TIM do Shopping Eldorado em SP (Imagem: MacMagazine)
O blog MacMagazine publica informações sobre a "temperatura" do lançamento do iPhone 4 no Brasil. Focado em alguns estados do Brasil, especificamente São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Recife, o blog atestou o que mais ou menos já esperávamos. Um lançamento que provou uma demanda maior do que a quantidade de aparelhos disponíveis para venda. Tal aconteceu com as operadoras que de fato deram início a vendas. Algumas, resumiram-se a "degustações" para VIPs e nada mais. Transformando assim o iPhone 4 numa espécie de jóia/bibelô dedicada a poucos notáveis. Isso, no centro-sul do país. Nem imagino como se desenrolou este suposto "lançamento" aqui pela "senzala" belenense. Mas não é muito difícil de imaginar.
Sobre as operadoras de telefonia móvel em Belém, costumo dizer que elas se alternam na prestação de maus serviços. Quando uma piora, outra melhora um pouco. Mas esta em seguida, logo piora e outra melhora um pouco. E assim caminha a humanidade. Tudo isso, em função de um conhecido binômio que equilibra número de usuários x infraestrutura tecnológica, sendo que a chamada "infra", inclui não somente o investimento no parque de informática necessário para dar acesso de boa qualidade à rede de dados, bem como o número de estações rádio-base (ERBs) disponibilizadas para garantir acesso em nível elementar.
No caso da minha operadora, aqueles que adquirirem o badalado iPhone e tiverem problemas de conexão de voz ou dados, tenham em mente que pode não se tratar apenas do iPhonegate. Pode ser o Clarogate. Mas relatos assim, infelizmente, não são privilégio desta operadora. Há, digamos, reclamações democráticas para todas.
Esta foi sem dúvida a novidade da semana que passou. Após algum ruído inicial, a Anatel finalmente homologou o iPhone 4, com ou sem o antennagate. Apesar da Apple Brasil ainda não ter confirmado o lançamento oficial do iPhone 4, a operadora Claro já avisou que vai disponibilizá-lo a partir do quarto trimestre deste ano. Apostaria nos primeiros dias de Outubro, a exemplo dos lançamentos anteriores. Programe-se. Eu sou daqueles que vai atrás logo no primeiro dia de lançamento.
Redmond a gente nem se assusta. Afinal, seja por demonstrações explícitas de insatisfação, seja pela cópia ou seja por uma estranha indiferença, a Microsoft SEMPRE acusava o golpe. Mas agora é a Sony, que achou que deve acusar o golpe em seu mercado de games portáteis. Vejam o vídeo abaixo onde ela "tenta" desmontar o iPhone. Vai acabar perdendo mais clientes também.
Alguém aí tomou conhecimento destes produtos aí? Pois eu também não. Mas tomei conhecimento hoje que eles já morreram. Vaporware puro!
Tratam-se dos supostos mini-smartphones Kim One e Kim Two, fabricados pela Microsoft em parceria com a operadora Verizon, nos EUA. Pois seis semanas após seu lançamento, foram declarados mortos e a operadora Verizon está devolvendo seus estoques, mesmo após ter vendido alguns modelos a consumidores desavisados. Segundo estima o Engadget, entre fabricação, promoção, etc, a Microsoft teria investido cerca de 250 milhões de dólares nos quase natimortos. Jogou no lixo.
Lançado com muito alarde em 16 de fevereiro deste ano em Barcelona, pelo próprio CEO da Microsoft, o exuberante Steve Balmer, o sistema operacional para telefones móveis da Microsoft anda desaparecido. Na oportunidade, a imprensa especializada chegou a tratá-lo como um possível novo concorrente para o iPhone.
Com lançamento oficial previsto para o Natal de 2010 (!!!!), baseado no malfadado player mp3 Zune, o Windows Phone 7 era cheio de animações gráficas e outras alegorias, como se isso, fosse só o que bastasse para concorrer com o iPhone.
Pois no último dia 15, o jornalista da InfoWorld Galen Gruman parece ter jogado a última pá de areia no túmulo da iniciativa da Microsoft. Em um artigo que intitulou Windows Phone 7: Não amolem com este desastre, o jornalista elencou algumas razões que o levam a declarar a plataforma um estrondoso desastre. Isso, num momento especialmente delicado para a Apple, quando seu iPhone 4 é subitamente bombardeado por uma flagrante e real falha de projeto em sua antena.
Galen não economizou em sua análise da natimorta plataforma móvel de Redmond. Vejam o que ele disse, sem minha pretensa tradução:
"Windows Phone 7 is a waste of time and money. It's a platform that no carrier, device maker, developer, or user should bother with. Microsoft should kill it before it ships and admit that it's out of the mobile game for good. It is supposed to ship around Christmas 2010, but anyone who gets one will prefer a lump of coal. I really mean that".
E como afirmamos em post anterior, aproveitando a onda de críticas (diga-se, procedentes) ao lançamento da Apple, até os mortos parecem ter levantado do caixão para reclamar.
Com efeito, o Executivo-Chefe de Operações (Chief Operating Officer) da Microsoft Kevin Turner, achou que poderia também participar alegremente do frenesi, afirmando por aí, a seguinte preciosidade:
"[Y]ou're going to be able to use the Windows Phone 7 and not have to worry about how you're holding it to make a phone call. It looks like iPhone 4 might be [Apple's] Vista".
Hehe! Em outras palavras, Redmond deve reavaliar suas decisões urgentemente. Mas eles parecem mesmo ter dinheiro de sobra pra jogar no lixo. Levar quase 1 ano para lançar um produto que já nasce obsoleto é um acinte. Além disso, em boca fechada, no mínimo, não adentram insetos.
Pode ser até que você ache tudo uma grande inutilidade, que de fato, pode até consumir importantes recursos de processamento e memória em seu smartphone com Android OS.
Mas os "live wallpapers" para o sistema operacional móvel do Google, são muito interessantes.
Vejam por exemplo o aCircuit Board em funcionamento.
Não é interessante? Mas ele não é gratuito. Custa pouco mais que um dólar no Android Market.
Semana que passou, foi quase que inteiramente dedicada a mais um daqueles "hypes", no pior sentido possível. O iPhone 4 foi literalmente bombardeado pela mídia especializada, que apontava falhas de recepção, dependendo da posição em que se segurava o aparelho nas mãos. A história varreu o mundo logo nos primeiros dias que se seguiram o início das vendas do iPhone 4, havendo inclusive relatos de fúria de consumidores em fóruns online, especialmente no fórum de suporte da própria Apple. Para complicar, como sempre econômico em suas respostas, o grão-mestre-super-hiper-bombado Steve Jobs ainda responderia ao clamor dos consumidores de maneira irritante:
- Simplesmente não o segure desta maneira.
Foi como respondeu a um e-mail encaminhado por uma consumidora indignada (Sim. Ele vez por outra, responde pessoalmente alguns e-mails a ele encaminhados pelos demais mortais). Mas ELE é assim. Já fez pior, e não é nada difícil de acreditar.
Mas os fatos dizem o quê afinal? Bem. A Apple de fato embutiu a antena às proximidades da estrutura de aço inoxidável do iPhone 4. E, a exemplo de qualquer telefone móvel, quando você posiciona seus dedos próximo a antena, podem ocorrer as chamadas falhas de sinal. Quantas já não terão acontecido por este motivo e você nem ficou sabendo?
Pois saibam que tudo está confirmadíssimo da Silva! Sim. O iPhone 4 tem o seu "ponto G", agora mais, digamos, cientificamente provado. Vejam o vídeo abaixo.
A Apple, em declaração a imprensa no dia 24 deste mês, confirmou o problema e afirmou o seguinte:
“Se você já experimentou isso no seu iPhone 4, evite segurá-lo na ponta esquerda mais baixa, de uma maneira que cubra os dois lados da faixa preta na faixa de metal ou simplesmente use um dos muitos cases disponíveis.”
Mas a novela não termina por aí. Aproveitando a onda, a concorrência tentou tirar proveito, é claro. Especialmente a Nokia, que achou que podia tripudiar sobre o iPhone, criando uma peça publicitária onde mostra muitas supostas maneiras de segurar seu telefone. Na peça, a Nokia graciosamente afirmava o seguinte:
Claro, sinta-se livre para ignorar todos os métodos acima, pois, realisticamente, você é livre para segurar seu Nokia da forma como quiser. E sem sofrer nenhuma perda de sinal. Legal, né?
Mas a resposta, desta vez, não tardou. E a Nokia acabou engolindo mosca, como diz o blog MacMagazine. Por um pequeno detalhe, incluído nos próprios manuais de qualquer aparelho da fabricante norueguesa.
Uma gracinha, não? Portanto, fique sabendo disso e descubra o "ponto G" de seu celular. Ele fica em algum lugar. E neste caso, a "mágica" não é das mais animadoras.
Vejam bem "isso" aí. Este é o novo Motorola Droid X, de acordo com imagem do Gizmodo BR. Vejamos suas especificações:
tela de 4,4 polegadas 854 x 480 pixels;
sistema operacional (Google) Android 2.1 (o Nexus One já usa o 2.2);
câmera de 8 megapyxels com flash LED duplo;
filmes em HD (720 p);
saída HDMI;
teclado multitoque;
processador ARMv7 de 1 GHz;
8 gbytes de espaço de armazenamento;
Parece uma ótima máquina com o excelente Android, não? E até que é. Poderosa os suficiente para não engasgar na hora de gravar vídeos em HD. Mas ele o fez. Engasgou. E não esqueça. É um legítimo Motorola. Tem DNA de Motorola. Grande, enorme, botões mal planejados e dimensionados, e um inaceitável "calombo" na parte posterior. Imagine-se andando com uma "coisa" destas por aí. É o que prova que, fazer um telefone móvel, com ampla potencialidade de entretenimento, não é apenas estabelecer um bom design e divulgar especificações robustas. Há que se conhecer suas entranhas. Qual o chip de áudio, vídeo, bluetooth, WiFi, o fabricante das memórias, do processador. E não podemos esquecer do pequeno maestro que vai fazer tudo isso funcionar em boa e plena harmonia: o sistema operacional. É da escolha correta destes elementos que teremos um bom conjunto final. O ponto de equilíbrio. O "pulo do gato". Um resultado agradável para o usuário final. Neste ponto, a comparação do Droid X com a cozinha, uma boa receita, com escolha judiciosa dos ingredientes, assume uma outra dimensão. Uma dimensão nada interessante. Lembram daqueles tijolaços da Motorola? Pois ele não se parece com eles. Mas levando em conta a tendência atual dos smartphones, ele está mais para outra coisa. Algo que ASF@Web definiu com bom humor no Twitter: "Vi o Droid X e tô achando que a Motorola lançou um ótimo substituto para o relógio de parede da minha cozinha". Hehe. Depois quando eu digo que a Apple continua fazendo as coisas no tamanho certo e na configuração adequada, reclamam. Mas há quem goste de "coisas" grandes assim. Eu, definitivamente, não. Sou muito mais o Nexus One, com menos "recursos". [Via Gizmodo BR]