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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vinte anos depois



É com muita tristeza que revejo este vídeo com o discurso inocente e altamente inflamável de Severn Suzuki, uma canadense de 12 anos que provocou uma tempestade sobre a cabeça de mais de cem líderes mundiais presentes na ECO 92, e constato que nada, absolutamente nada mudou nos últimos vinte anos.
Desculpem o mau jeito, mas o meu grau de tolerância com essa pseudo-preocupação sobre o meio ambiente encenada pelos que podem efetivamente fazer algo, está beirando o zero absoluto.
Rio+20 sucks!
Ninguém quer realmente resolver nada.
Bebamos, sonhadores!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Do Rio à Paulínia



Cansei de falar mal do Rock In Rio!
Foi o primeiro festival que vi quase a totalidade dos shows pela TV, e talvez por isso tenha encontrado tantos "defeitos", principalmente nas bandas nacionais e nos astros do universo pop.
O canal pago Multishow tem reprisado quase toda a programação, o que acaba por agravar o que é ruim, realçando os bons momentos de bandas como Metallica, Slipknot e Motorhead.
Mas acabou, passou, evaporou - depassé!
Agora a bola da vez é o "sustentável" SWU, em Paulínia (SP), recheado de atrações de primeira grandeza, como Peter Gabriel, Faith No More, Alice In Chains, Stone Temple Pilots e Megadeth, entre outros.
Tirando a parte da "pseudo-preocupação" com o planeta (desculpem, mas não consigo engolir essa conversa), o festival promete entregar mais boa música do que o Rock In Rio.
A checar.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ao vento


























O começo do verão aqui na Europa marca a temporada das manifestações dos ciclistas nudistas. Em Bruxelas, foi na semana passada. Em Lisboa, deve ser no próximo domingo. Em Londres é por esses dias. O movimento é organizado em rede pela World Naked Bike Ride (WNBR), que tem uma versão em português de seu site. A ordem é "proteste contra a dependência do petróleo e celebre a individualidade dos nossos corpos". Numa rápida olhada na internet, consegui ver que houve um passeio assim em São Paulo em 2008. O evento acabou com prisões de alguns participantes - sabe como é, político roubar pode, andar nu de bicicleta é outra coisa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Do céu ao inferno




Há muitos e muitos anos assisti a um programa chamado Naus do Inferno (ou seria uma série?) no Discovery Channel (ou quem sabe no History Channel?!) sobre o lado nada romântico das viagens marítimas dos séculos XIV e XV.
Um grupo de holandeses partiu numa viagem real, numa caravela de verdade, tendo viajado por meses através dos oceanos com o objetivo de estudar e documentar a degradação humana, as doenças, a putrefação dos alimentos, enfim, o lado-B da difícil empreitada executada pelos pioneiros da navegação.
E bem a propósito deste tema, adquiri há poucos dias, via Amazon, o interessantíssimo livro Packing for Mars: The Curious Science of Life in The Void, de Mary Roach, que aborda justamente a questão (não muito mencionada nos livros de história) das enormes dificuldades enfrentadas pelas tripulações das viagens espaciais e da própria Estação Espacial.
O mau cheiro oriundo dos corpos privados de banhos por dias (ou mesmo semanas), a necessidade de se beber urina filtrada e até o problema das caspas que flutuam na ausência de gravidade são dissecados com um toque de bom humor e principalmente com um cunho prático que visa encontrar soluções para um futuro breve.
E para quem se preocupa com o assunto do reprocessamento do lixo produzido no espaço, sugiro o site livescience.com, que elaborou curiosa reportagem sobre o tema.
Pelo menos, enquanto abordamos a temática espacial, temos a oportunidade de tirar um pouco a cabeça dos bélicos e catastróficos assuntos terrenos.


Banheiro espacial (imagem: Stephanie Pappas)

sábado, 28 de novembro de 2009

Carta do Congresso de Cidades da Amazônia


Aos leitores do blog, eis a íntegra do documento que sela os compromissos firmados ao cabo do I Congresso de Cidades da Amazônia.

CARTA DAS CIDADES AMAZÔNICAS

Os municípios amazônicos reunidos na cidade de Belém - Pará, com a representação de mais de 2.500 congressistas, dentre prefeitos, presidentes de associações municipais, vereadores, procuradores e servidores municipais dos nove Estados amazônicos, após extensos debates durante o I Congresso das Cidades Amazônicas, resolvem:

1- Construir um pacto voluntário dos municípios amazônicos pela redução do desmatamento e a promoção do desenvolvimento sustentável, tendo como objetivo o desmatamento zero e a promoção da dignidade humana, contribuindo para o cumprimento das metas brasileiras em relação às mudanças climáticas globais;

2- Estabelecer como prioridade a revisão da base de cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), onde se deve incluir como critério a extensão territorial e o IDH;

3- Priorizar a mudança no critério de repartição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias – ICMS, reduzindo o Valor Adicionado Fiscal de 75% para 50%;

4- Propor que a cobrança do ICMS sobre a energia elétrica seja feita na origem;

5- Propor a ampliação do percentual dos royalties relacionados às atividades de mineração;

6- Propor a mudança da legislação relacionada ao pagamento dos royalties de energia aos municípios, redistribuindo os percentuais e incluindo os municípios impactados à jusante das barragens e hidrelétricas, além dos valores de compensação e mitigação dos impactos sócio-ambientais;

7- Priorizar mudança na legislação para ampliar a distribuição de parte dos recursos dos royalties de energia, água, petróleo, gás e mineração de forma que este recurso seja distribuído para todos os municípios;

8- Propor a regionalização das políticas públicas federais considerando as diferenças e peculiaridades da Amazônia;

9- Propor a criação de um Grupo de Trabalho da Amazônia Legal dentro do Ministério da Saúde a fim de adequar regionalmente os programas da área;

10- Propor a criação de um Fórum Amazônico de gestores municipais de Cultura junto ao Ministério de Cultura;

11- Realizar a releitura da classificação dos municípios turísticos Amazônicos para a interlocução e acesso aos recursos junto ao Ministério do Turismo;

12- Construir política para o sistema nacional de defesa civil amazônica para o enfrentamento de desastres na Região;

13- Aprovar o Congresso das Cidades Amazônicas como o fórum anual dos municípios amazônicos.

14- Todos os itens supracitados foram aprovados por unanimidade dos presentes no I Congresso das Cidades Amazônicas.

Belém, 27 de novembro de 2009

Prefeito Helder Zahluth Barbalho

Coordenador Geral do I Congresso das Cidades Amazônicas

Presidente da FAMEP

Prefeito de Ananindeua – Pará