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sábado, 6 de julho de 2013

Desencontro de dois gêneros. Ou a ordem não altera os fatores





















Sentença matemática prova que a ordem dos fatores, desta feita Blues & Jazz, não altera a ordem.

— Quer saber? Dane-se...!!  Se você não entendeu pôrra nenhuma disso...! Tanto melhor. O quê importa é a boa música.

Set List


1.       Natalie Cole - "Unforgettable"
2.       John Mclaughlin (Solo) - "Goodbye Pork Pie Hat"
3.       Art Blakey & The Jazz Messengers - "Moanin'"
4.       Julie London - "'Round Midnight"
5.       Diane Schuur & B.B.King - "You Don't Know Me" 03:48
6.       George Benson - "This Masquerade"
7.       Nat King Cole - "Autumn Leves"
8.       Billy Joel - "Baby Grand (feat. Ray Charles)"
9.       Nicki Parrott - "Besame Mucho"
10.   Billie Holiday - "I'm a Fool to Want You"
11.   Dinah Washington - "Mad About the Boy"
12.   Gary Moore - "Picture of the Moon"
13.   Natalie Cole - "Cry Me a River"
14.   Ella Fitzgerald - "Summertime"
15.   Sarah Vaughan - "The Man I Love"
16.   Joe Cocker - "Unchain My Heart (90's version)"
17.   Best Saxophone Tribute Orchestra - "Love Making Love"
18.   Nat King Cole - "Smile"
19.   Ray Charles - "If I Could"
20.   Etta James - "How Deep Is the Ocean"
21.   B.B. King & Eric Clapton - "The Thrill Is Gone (featuring...
22.   Ray Charles - "Sorry Seems To Be The Hardest Word (fe...
23.   Red Garland - "Hey Now"
24.   John Coltrane - "Body and Soul [Alternate Take]"
25.   Best Saxophone Tribute Orchestra - "Afternoon Breeze"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A lenda e o garoto-prodígio



No ano de 2007, Buddy Guy,  a lenda-viva do blues, chamou ao palco do Zeiterion Theater, em New Bedshire (Massachusetts), o guitar hero-to-be Quinn Sullivan, então com 8 anos de idade.
O resultado? Blues endovenoso puro!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Brahms, melancolia e blues

Johannes Brahms



O termo melancolia tem sido usado nas neurociências como uma característica da depressão, seja na sua forma endógena, somática ou mesmo biológica, e tem a ver com a tristeza de forma direta.
Instintivamente acabamos por relacionar esta sensação a um céu cinzento, bem carregado de nuvens e/ou envolto por névoa, semelhante ao ora presente no dito inverno paraense. Se associarmos uma música triste a pensamentos ligeiramente negativos e repetidos (pensar num ente querido ausente, por exemplo), haverá uma grande possibilidade de surgir uma inquietação dentro de nós, uma agonia, como diz o sábio caboco.
Há poucos anos vivi uma experiência neurosensorial algo melancólica quando fui assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz, cujo programa englobava algumas peças do compositor alemão Johannes Brahms.
O mês era dezembro e o inverno já mostrava as suas cinzas garras num dia exatamente como foi a última segunda-feira, aqui em Belém.
Enquanto a sinfônica tocava com maestria a enérgica e sombria Sonata Número 3, fui invadido por uma sensação de paixão e tristeza brutais e meu cérebro foi devastado por uma tempestade de neurotransmissores antagônicos. E tudo catalisado instantaneamente pelo lirismo romântico de Brahms.
Ao sair do da Paz fui obrigado a procurar mais melancolia e li alguma coisa de T. S. Eliot (ou algo parecido – os registros estão confusos na memória), apaziguando assim o meu sistema límbico.
Pois na última segunda, debaixo daquele temporal, sob raios e trovões, agradecendo aos deuses o fato d’eu não estar atravessando a barco a Baía do Marajó, inundei o carro com um poderoso blues de Buddy Guy, “Feels LikeRain”, e voilá, a mesmíssima sensação retornou de forma brutal.
Na hora, tive a certeza de que as mesmas áreas cerebrais e os mesmos neurotransmissores estavam envolvidos, tal a similitude e a intensidade das emoções desencadeadas nas duas ocasiões.
Foi um verdadeiro e curioso déja vu (ou déja senti?).
Lendo ontem um pouco de uma biografia de Brahms, descobri que o mesmo nutriu uma paixão (supostamente não-correspondida) pela esposa do seu mentor Schumann, Clara. Este fato, somado a uma infância difícil, às circunstâncias peculiares de sua vida profissional e a uma provável tendência depressiva, pode ter contribuído para a obra daquele que é o compositor favorito de muitos maestros e musicistas mundo afora.
E equalizando as duas experiências que vivi, cheguei a conclusão simplória de que o nosso inverno amazônico é uma espécie de guardião da melancolia que sub-existe nas profundezas de nossas mentes.
Vida longa ao inverno, ao blues e à música de Brahms!
E haja melancolia...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Melancolia germânica



Apesar de ter tentado ouvir blues ontem, influenciado pela postagem Por Um Blues!,  acabei mergulhando involuntariamente na profunda melancolia musical germânica, na figura da inesquecível (e no entanto pouco conhecida no Brasil) Trude Herr.
E compartilho com vocês um momento especial da falecida cantora, atriz e diretora de teatro de Colônia, em que ela divide o palco com Tommy Engel e Wolfgang Niedecken, da banda BAP, um dos principais expoentes  do rock alemão.
Meine Damen und Herren, com vocês, o sucedâneo do blues nas margens do Rio Reno.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A Noite Internacional da Mulher



Passado o lusco fusco e instituída oficialmente a noite do
Dia da Mulher, aqui vão as minhas sugestões para as próximas horas:

- Blues, muito blues, tipo Buddy Guy
- Vinho branco, como o Pinot Gris, da Alsácia
- Frutas vermelhas
- Flores azuis
- Roupa de algodão
- Chuva, muita chuva

And it feels like rain...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Christmas Blues


Hoje, conversando com um amigo que detesta Natal, lembrei dessa canção de um dos ídolos, Dean Martin. Ela traduz como ninguém esse blues, que mesmos os que passam as festas cercados de amigos e familiares nem sempre conseguem escapar: " I'm sure that you'll forgive me /If I don't enthuse/ I guess I've got the Christmas blues" .Se esse blues vier, que seja pelo menos com estilo.Um Natal o mais alegre possível. E que o bissexto 2012 nos traga sorte.Até lá!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Blues de proveta



O blues teve um filho famoso, e ele se chama rock'n'roll.
Mas o velho blues não se conforma facilmente, nem pára de evoluir e de trocar a pele.
Da nova geração, Jonny Lang é certamente uma cria pródiga.
Seu primeiro disco foi gravado aos 14 anos de idade, e desde então sua voz rouca e a tocada singular de sua guitarra vêm fazendo história dentro de um gênero musical marcado por músicos de idade bem mais avançada.
No momento, Lang está nos estúdios preparando mais uma "bolacha".
Vida longa ao blues!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A luz do blues



Fui seduzido pelo blues em 1996 e logo a Jeff Healey Band, banda canadense de "blues rock", invadiu poderosamente os meus dias e as minhas noites.
Comprei vários discos e absorvi muitas canções entre as minhas favoritas, como Angel Eyes, Stuck In The Middle With You, Confidence Man, Angel, I Think I Love You Too Much e outras tantas.
Mas jamais havia visto o grupo em vídeo, quando finalmente, em 2006, encontrei em São Paulo um DVD, Live In Montreaux.
Assim que cheguei em Belém, ainda de madrugada, fiz questão de ver o show de Healey, tamanha a minha ansiedade.
Logo de saída, apesar de ter adorado a sonoridade de sua guitarra e de sua voz, notei algo de estranho no visual de Jeff Healey, um olhar assim meio esquisito, como se estivesse muito chapado ou mesmo ausente.
Após umas três músicas resolvi ler o encarte, tendo sido nocauteado já pela primeira frase: "cego desde o primeiro ano de vida, Jeff..."!
"Cego?! Jeff Healey?! Como pude ouví-lo por 10 anos sem saber?!", me perguntei durante toda aquela confusa noite.
A noite na qual, ao descobrir a cegueira do meu bluesman favorito, aprendi um pouquinho sobre a beleza melancólica que se esconde na escuridão.
A noite em que vi a luz do blues.