George Orwell bem que tentou nos avisar, em seu clássico romance 1984 (publicado em 1949), que o futuro deveria fugir do totalitarismo.
Porém, segundo o Washington Post, a NSA (Agência Nacional de Segurança, dos EUA) intercepta e armazena 1.700.000.000 (um bilhão e setecentos milhões!) de e-mails, ligações telefônicas e outras formas de comunicação que transitam pela internet, diariamente. E mais de 20 trilhões de transações entre cidadãos americanos já foram analisadas pela dita agência. E muitos zettabytes de capacidade de armazenamento estão disponíveis para fins de vigilância. E...
Quer saber mais? Leia matéria no The American Dream.
O que isso tudo realmente significa? That it's too late! Big Brother is indeed watching you!
O e-mail fraudulento prometendo vantagens e promoções não é novidade. Conhecido como "scam", o golpe agora parece estar utilizando as milhagens de companhias aéreas como atrativo para capturar dados dos usuários incautos. E ganhou um upgrade: agora, eles estão razoavelmente bem redigidos.
O texto em português chulo e risível costumava ser uma das características mais marcantes dos scams de outros tempos. Mas os fraudadores parecem estar aperfeiçoando as iscas.
Vejam o exemplo abaixo.
A captura de tela acima, é um legítimo e atual scam envolvendo a TAM e seu programa de milhagens. Percebam, que apesar de primário, o texto é muito mais cuidadoso do que o habitual.
Ao observarmos o cabeçalho do e-mail, notamos que os meliantes tomaram o cuidado de simular um remetente "legítimo".
Contudo, ao passarmos o mouse sobre o link recomendado no e-mail e conferirmos a URL associada a ele no rodapé do software de e-mail, flagramos a fraude. O endereço é absolutamente estranho a empresa aérea, possui domínio .za, possivelmente hospedado na África do Sul.
Ao clicar nele, a vítima será encaminhada a um formulário fraudulento solicitando dados pessoais e (certamente) login e senha de acesso ao programa de fidelidade da TAM.
Não por acaso, o Catálogo de Fraudes da RNP, conhecido como CAIS, elenca inúmeras outras ocorrências envolvendo o nome da empresa aérea.
Portanto, esteja atento. Nada de bom chega de graça até você. NADA!
1. O Carrier IQ é um produto terceirizado pelas operadoras, desenvolvido por uma empresa de mesmo nome que possui um website encontrado aqui. Lá, podemos ver que a empresa se define como "the leading provider of Mobile Service Intelligence Solution to the Wireless Industry". Muito tranquilizador, não?
2. Lá encontramos também uma Nota Oficial datada de 1 de dezembro, onde a empresa se manifesta sobre o escândalo. A empresa nega que seu software grave, armazene ou transmita o conteúdo de mensagens SMS, e-mails, fotografias, áudio ou vídeo. A nota esclarece que o software analisa a qualidade do processo de envio e recebimento de uma mensagem SMS, sem analisar seu conteúdo. Em suma, o conteúdo privado não seria o foco da empresa. E sim o seu trajeto do emissor ao receptor.
Contudo, esta não é a mesma conclusão que o desenvolvedor Trevor Eckhart manifestou em sua análise e no vídeo do You Tube. Segundo a matéria da CNN, Eckhart descobriu que o software teria registro de cada tecla, cada texto plano, URLs inteiras de websites visitados e mesmo informações criptografadas.
3. O Linux BR nos traz informações ainda mais preocupantes: as informações de texto e teclas seriam enviadas de imediato ao Carrier IQ, antes mesmo de chegarem a caixa de entrada do usuário. O Linux BR acrescenta que, dependendo da configuração implementada pelas operadoras (clientes do Carrier IQ), o software pode mesmo ser utilizado de maneira menos nociva, informando no limite sobre aplicativos que estariam drenando a bateria do smartphone, bem como avaliando a qualidade das áreas de cobertura. Mas conclui: "como no caso de muitos softwares de monitoramento, é a configuração feita pelos distribuidores ou gestores do sistema que diferencia se ele é um problema grave de privacidade ou não".
4) Segundo o Tecnoblog, a Apple de fato admitiu que utiliza o produto desde o iOS 3. No iOS 5, apesar de presente, estaria desativado de fábrica. O blog confirma que a Apple já manifestou que irá excluir o software na próxima versão do iOS. O MacMagazine complementa e tranquiliza os usuários de iPhone. A versão instalada do Carrier para quem ainda tem a versão 3.0 do iOS (quem ???) é considerada benigna. No iOS 5, ele pode ser totalmente desativado bastando ir até em Ajustes --> Geral --> Sobre --> Diagnóstico e Uso -> Não enviar. FIM
5) No Android, o problema é mais grave, já que não existe opção de desativar o malware. E exatamente nesta plataforma, foi encontrada a versão mais escandalosa. Já existem, contudo, algumas soluções para remoção do programa. O Tecnoblog, além de sugerir um aplicativo para Android, dá algumas informações sobre a posição das operadoras brasileiras. Contudo, o método utilizado pelo autor do post, me pareceu pouco confiável.
6) O Engadget foi a fonte de algumas informações divulgadas aqui.
Muita gente se preocupa com privacidade online. Uma preocupação legítima, que deve ser de fato entendida com a maior seriedade. Contudo, por falta de informação adequada, muitos acabam agindo ou com excesso de zelo, ou (o que é bem pior) com a mais absoluta indiferença.
No primeiro caso, não é infrequente uma atitude de verdadeira paranóia digital, que acaba por tirar boa parte do prazer em usar redes sociais, entre outros recursos divertidos do mundo digital.
Muito embora alguns serviços não mereçam mesmo um pingo da nossa confiança, atualmente tudo é uma questão de informação adequada e consequente configuração correta. Até o badalado Facebook, já pisou na bola em ao menos um par de vezes.
Entretanto, acompanhem comigo a mais bombástica revelação da semana, em se tratando de riscos à privacidade.
Carrier IQ. Este é o nome do bicho!
Ele não reside em seu computador ou em sua rede social favorita. Mas está bem aí, na palma de sua mão, embutido em milhões de celulares.
Trata-se de um pequeno software, que as operadoras de telefonia em associação com os fabricantes de celulares, mantém instalado no seu inocente companheiro de cotidiano. Sua missão: fazer um registro de tudo o que o usuário faz em seu celular. Desde as páginas web visitadas até prosaicas mensagens de texto enviadas. Perceberam?
Segundo a CNN, as operadoras alegam que ele seria uma "ferramenta de diagnóstico crucial para ajudá-las a detectar problemas em suas redes". Apenas isso! Bingo!
Pois muito bem. Há meses, a questão já vem sendo discutida no intramuros da mídia especializada americana. Até o momento em que o desenvolvedor para Android Trevor Eckhart, publicou uma extensa análise sobre os dados privados disponibilizados (em minha opinião, secretamente) às operadoras. Neste ponto, os cabelos já começaram a se arrepiar na opinião pública americana, sempre atenta à questões envolvendo riscos à privacidade.
Mas foi quando Eckhart publicou este vídeo de 17 minutos no You Tube, que a questão ganhou proporções de um verdadeiro escândalo, agora com dimensões mundiais.
Nele, ainda segundo a CNN, utilizando um HTC EVO 3D, Eckhart demonstra que a dita "ferramenta de diagnóstico", além da URL completa de websites visitados, grava cada tecla pressionada e cada texto digitado pelo usuário. Até mesmo informações de websites criptografados seriam registradas.
Que tal?
Pois bem.
Feito o estrago, as operadoras e fabricantes apressaram-se em reagir das mais variadas maneiras. A maioria das operadoras americanas, instadas pela CNN, confirmaram a presença do maligno em seus aparelhos. Com exceção da Verizon Wireless, que contudo foi meio que desmentida pelas concorrentes, que alegaram que nenhuma rede celular moderna poderia funcionar sem este tipo de "ferramenta de diagnóstico" (olha o termo aí novamente).
A Apple inclusive, (e só agora, com o caldo todo derramado), confirmou que tem o software instalado em "alguns produtos móveis", prometendo que vai eliminá-lo completamente nas próximas atualizações do iOS.
Uma verdadeira lambança. Uma festa com os dados pessoais dos usuários. E tudo na surdina. Ou algum de vocês leitores tomou conhecimento disso antes?
Por fim, percebam mais um último detalhe. Um resumo da ópera. Tudo começou com uma análise feita em um telefone móvel equipado com o Google Android. E terminou com a confirmação de que tanto gregos quanto troianos (fabricantes, operadoras e o escambau), estavam secretamente acessando seus dados privados para fins de diagnóstico.
Então tá!
Como podem ver, ao contrário do que diz o título do post, o pecado não mora ao lado. Mas está bem na palma de sua mão.
Nem quero pensar no que os paranóicos e hipocondríacos vão sentir doravante. Nem quero pensar.
Quem gosta de comprar online, sabe da conveniência, da praticidade, da delícia de adquirir seu produto favorito, seu sonho de consumo, sem sair da cadeira. E frequentemente com preços e/ou facilidades de pagamento algo superiores às lojas ditas "de cimento e tijolo" de sua localidade. Fora a enorme variedade de produtos disponíveis para compra. É óbvio que existem lojas online confiáveis, com extensa tradição no comércio eletrônico. Porém, mesmo elas, cometem algumas imperfeições. Atrasos na entrega, produtos defeituosos, SAC ineficiente, entre outros probleminhas desagradáveis, que não são assim tão frequentes, mas que acontecem. Contudo, mesmo após algum aborrecimento deste gênero, é sempre mais provável você ter seu problema resolvido de alguma maneira satisfatória para ambas as partes do que em supostos websites de e-commerce. É preciso estar atento e dar preferência às lojas com tradição.
Muito embora tenhamos ainda uma série de possíveis senões ao hábito, vamos nos focar neste post em apenas um deles: a fraude, o golpe, o calote.
De fato, é muito simples para qualquer cidadão, mandar desenvolver (ou comprar pronto) um software de comércio eletrônico, adquirir um domínio na web, criar uma linha telefônica e disponibilizar alguns produtos, a preços inacreditáveis e até registrar um CNPJ. Basta possuir um certo capital inicial, que pode recuperar rapidamente com "as vendas" de seus produtos com "ofertas da china", e depois, simplesmente, sumir, deixando milhares de usuários no prejuízo. Isso já aconteceu antes e vai continuar acontecendo.
Portanto, antes de comprar ou acreditar em ofertas extraordinárias, siga os seguintes conselhos:
Jamais acredite em ofertas "da china". Esta é a regra número 1 pois este tipo de oferta, simplesmente NÃO EXISTE. E se existe, o produto deve valer exatamente o valor que você está pagando. Ou seja, não deve valer muita coisa.
Dê absoluta preferência às lojas com tradição no e-commerce. Geralmente, são aquelas que todos já ouviram falar. E mesmo que haja algum relato de caso de imperfeição no processo de aquisição, é mais fácil você obter a reparação.
Dê preferência às lojas com equivalentes de "cimento e tijolo". O que não deixa de ser correlato ao ítem 2.
Verifique cuidadosamente o website que está tentando lhe vender algum produto. Verifique se ele possui um endereço físico, e veja se ele está na mesma cidade onde você mora. Se o website fornecer apenas telefone ou um "contato de MSN", péssimo sinal. Telefone e MSN jamais foram sinais de boas intenções. Muitos inclusive, pagam alguém para atender ao telefone e estimulá-lo a desembolsar a grana. Até as vésperas de sumirem de vista.
Pesquise no Google sobre o nome de título da loja online. Sites como o Reclame aqui, costumam mostrar os problemas envolvidos com determinada empresa. A existência de um problema, também é péssimo sinal.
Infelizmente, também não dá para confiar cegamente em websites de comparação de preços como Buscapé, Bondfaro, etc. Muitos fraudadores, conseguem cadastrar suas "trampas" por lá. Ficam em observação, não recebendo nenhuma estrela que avalie seus procedimentos até um certo tempo. E se dão o golpe, o site de comparação simplesmente o retira de suas recomendações. Sem nenhum compromisso de reparo ao seu prejuízo.
Muitos, para se promoverem, gostam de comentar em blogs, twitter e outras redes sociais. Evite seguir estes links. Não esqueça das recomendações 2 e 3.
Esteja atento. Este poster conhece relatos de uma "empresa" do sul do país, que vendeu uma fábula em produtos de informática no Brasil inteiro e simplesmente sumiu. Sem entregar nenhum produto. E ela, possuía "preços da china", telefone, contato no MSN, recomendação no UOL Shopping, um endereço físico (que apontava para uma portinha numa galeria de lojas) e até CNPJ. Belém teve vítimas no golpe, até hoje sem solução.
Portanto, o melhor mesmo, é só comprar de quem tem reconhecida tradição no mercado.
O escândalo da semana na web, vem a ser, sem a menor dúvida, o ataque ao bem mais caro de qualquer usuário da rede mundial: a privacidade. Muitos poderão dizer que quem utiliza as chamadas redes sociais, em tese não estaria muito interessado em privacidade. Acontece que isto é uma meia verdade.
De fato, existem muitas maneiras de participar delas sem abrir completamente sua vida a terceiros. Em primeiro lugar, seja rigoroso ao adicionar os amigos. Já houve um tempo, onde a briga parecia ser quem apresentasse o maior número de amigos conectados a seu perfil. Uma bobagem, que revela um pouco de sua personalidade. Pessoalmente, acho que o melhor é deixar o perfil com poucos, mas, diletos amigos. Assim, você poderá até compartilhar algumas coisas mais pessoais sem risco de expor-se viralmente na web. É bem verdade que o objetivo de alguns, é justamente a exposição viral, tendo em vista a divulgação de um trabalho artístico, ou coisas afins. Mas estes são casos pontuais e não devem ser a regra.
Contudo, a quebra de privacidade descoberta nesta semana, é grave. Gravíssima porque fugiu completamente ao seu controle como usuário. Segundo a CNN, Facebook (FB), MySpace, Digg entre outros, estariam disponibilizando dados de seu perfil para anunciantes, sem a sua expressa autorização. Um golpe baixo e infame, que deve servir para ilustrar que nem tudo ou quase nada é exatamente confiável na web. Há que se assumir uma atitude naturalmente defensiva frente a este e a outros tipos de ataques. Neste ambiente, caótico no DNA, devemos entrar de costas, de preferência com uma mão na frente, outra atrás, e mais duas no bolso.
Mas privacidade, está longe de ser uma preocupação de usuários web. Por definição, penso eu, todo computador deveria ser eminentemente pessoal. Em qualquer cenário. Nem imaginem o terror que tenho de computadores de uso público. Não é para menos. "Casa da mãe Joana", é o termo correto para defini-los. Acessar bancos através deles é uma imprudência. Uma temeridade. Muitas vezes, uma ingenuidade, alvo fácil e preferencial de bandidos e mal intencionados. A meta, é cada um ter sua própria máquina, protegida com senha forte. Caso isso não seja possível, melhor não fazer nada de errado na "casa da mãe joana".
Mais uma porcaria digital, veiculada por unidades de armazenamento compartilhadas ou drives externos, foi anunciada pela empresa de segurança Sophos. Mas este, não é um malware interessado na sua conta bancária. É um vírus "retrô". Só o que o W32/Scar-H quer, é apagar todos os arquivos executáveis de seu computador. Isso mesmo. Aqueles ".exe".
Muitos usuários de redes WiFi confundem, talvez com alguma ingenuidade, uma rede aberta com uma rede "escancarada". Há tempos, já chegamos a citar neste blog, a presença de redes WiFi públicas e gratuitas em várias capitais do mundo. Entre outros exemplos, podemos citar as redes WiFi públicas e gratuitas da Washington Square em NYC e do elegante bairro da Recoleta, em Buenos Aires.
Todas são públicas e inteiramente gratuitas. Neste sentido, talvez sejam "abertas". Mas podem ser inseguras, na dependência das configurações de conectividade que o usuário mantém em seu computador portátil ou mesmo smartphone.
Deixar seus arquivos críticos ao alcance de qualquer pessoa conectada nelas é algo inadmissível. Contudo, mais comum do que podemos imaginar. Já ouvi até quem me aconselhasse a retirar a criptografia de meu roteador Wireless doméstico, alegando que "redes WiFi tem que ser "abertas"!! Isso, com aquele tom "libertário" que utilizávamos nos anos 80. Hehe.
Com efeito, frequentemente, ao me conectar em redes wireless públicas, com um mero passeio no Finder (ou gerenciador de arquivos), consegui enxergar todas as máquinas conectadas (algumas configuradas com o "nome próprio do usuário"). Testando um pouco mais a segurança daquele ambiente, era possível acessar alguns arquivos destes usuários, sem fazer nenhum esforço além do mero clique nas pastas. Elas estavam "disponíveis" publicamente, para quem quisesse vê-las! Este é o erro mais frequente de usuários ingênuos.
Não que eu queira tirar a sexta-feira para assombrar ninguém com posts sobre segurança digital. Mas é sempre oportuno lembrar que existe o outro lado da força. Aqueles interessados em xeretar seus arquivos. Sendo assim, é muito importante, seja para usuários domésticos ou corporativos dar uma passada neste artigo da PC World BR. Lá, entre outras coisas, você pode aprender que "Nada é privado em uma rede WiFi aberta".
Com certeza, a notícia não traz grandes novidades. Mas certamente os números sim. A PC WORLD BR informou hoje que 90% das pragas digitais no Brasil, buscam acessar sua conta bancária. Quem forneceu o percentual foi Eugene Karspersky, especialista em segurança e fundador da empresa de softwares de segurança que leva seu nome.
Kaspersky afirma ainda que os cavalos-de-tróia bancários chegam aos usuários através de downloads de arquivos nocivos, camuflados em softwares legítimos.
O poster, sempre recomenda que estes downloads sejam feitos sempre das fontes originais, ou seja, das empresas que os produzem. Jamais de websites do tipo Baixaqui, Superdownloads, entre outros. Além disso, quem utiliza os softwarespeer-to-peer (Frostwire, E-Mule, Vuze, etc), deve redobrar os cuidados e ter consciência absoluta dos riscos calculados que está correndo.
Agora, todos podem acessar normalmente o novo blog da Ana Célia, titular do Perereca da Vizinha. E ele agora vai linkado aqui, com tranquilidade. De fato, um widget de um relógio e calendário (destes que a gente encontra gratuitamente para enfeitar a coluna direita dos blogs) era o responsável pelo alerta.
O fato entra para a knowledge base da blogosfera, como mais um cuidado que infelizmente temos que ter, até quando escolhermos nossos badulaques para blogs.
Ana Célia Pinheiro inaugurou hoje, em fase de testes, seu novo blog. Segundo afirma, aos poucos deve migrar para o novo domínio enquanto enterra a Perereca da Vizinha. Contudo, ao menos aqui no Mac OS X, após o carregamento do novo blog, fui surpreendido por esta aterrorizante mensagem, mostrada em captura de tela acima. Ela informa que possivelmente o website contém um malware, e aponta um link localizado em http://www.osptp.org, dando a opção de fechar a página imediatamente. Clicando no link informado na mensagem, chegamos a uma Página de diagnóstico de Navegação segura do Google.
Lá, entre outras informações, lemos o seguinte:
O Google visitou este site pela última vez em 2010-03-05 e conteúdo suspeito foi encontrado neste site pela última vez em 2010-03-05.
Clique no link para saber a íntegra do que ele informa.
Sobre isso, ainda não sei como me posicionar, tendo em vista que tal mensagem de alerta, nunca antes havia aparecido em meu navegador. Aconteceu pela primeira vez hoje, justamente ao visitar o novo endereço de Ana Célia. É possível que algum script de algum widget instalado no blog (por exemplo, contadores, scripts para auditagem de visitantes, etc) seja o responsável. De qualquer maneira, recomendaria que Ana fizesse uma revisão no código de seu blog, com auxílio de alguém que entenda do riscado. Receber este tipo de mensagens, em navegadores, não é nada estimulante para os leitores.
Pesquisando na web encontrei uma pista. Segundo um fórum encontrado no Google, possivelmente o novo blog de Ana Célia está utilizando um script do osptp.org, que é um serviço que visa gerar visitantes ao site. Um serviço que o Google parece ter identificado como um potencial risco a segurança. O melhor a fazer é identificar o script e simplesmente apagá-lo do código do blog. Contudo, em outro fórum, encontrei a seguinte informação sobre o osptp.org:
The reason is that google detected some malware on your site. What you should do is:
-Run a virus scan on your desktop to make sure it is clean. -Revert your site to a previous/clean backup. If you don’t have one, look at your files for malware, or entries that you didn’t add. -Change your passwords after this is done.
Parece haver a possibilidade de um malware estar de fato instalado na máquina da blogueira, e ter feito a alteração no código do blog, sem que ela tenha tido conhecimento do fato.
Após uma troca de informações telefônicas com a blogueira, descobrimos que de fato, um widget que deveria apenas funcionar como relógio e calendário, parece estar envolvido com a suposta falha de segurança apontada pelo Google. Talvez, em seu script, esteja algum direcionamento não exatamente inofensivo. O widget foi excluído e o blog agora está normal. E deve merecer os acessos dos leitores tranquilamente.
Lembram do post Google pode deixar a China? Pois ASF@Web esclarece que uma matéria da CNN, afirma que uma "porta dos fundos" no GMail, oficialmente demandada pelo governo americano para permitir a bisbilhotice em nome da segurança, foi utilizada na invasão dos servidores do Google. Literalmente, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro.
Ao final, comentando o fato, ASF arremata:
(...)Uma das poucas formas ainda disponíveis para indivíduos e instituições manterem o controle sobre o sigilo de suas comunicações está na adoção de software livre (de código fonte aberto e licença livre) e criptografia baseada nesse tipo de tecnologia.
Recentemente, este poster foi consultado informalmente sobre um gravíssimo episódio de crime digital, que possivelmente envolvia um spyware. Um episódio que trouxe consequências financeiras graves, felizmente logo remediadas. Há necessidade de divulgar informação sobre como atuam estes softwares do mal, que podem perfeitamente estar instalados em seu computador, de maneira dissimulada.
A desenvolvedora de softwares de segurança Symantec divulgou em sua mala direta um interessante artigo contendo informações importantes aos usuários de PCs. Tirando o óbvio teor publicitário do texto, podemos recomendá-lo como útil. Independente do apelo publicitário do texto, e da polêmica que a afirmação pode gerar, este poster é de opinião que os antivírus gratuitos são algo ineficazes para protegê-lo das pragas digitais. Podem complicar as coisas por conferir uma falsa sensação de segurança, que nenhum usuário de PC pode se gabar. E pesquise antes na web, sobre qual o mais eficaz do momento. Pode muito bem não ser a patrocinadora do texto recomendado neste post.
Ah! Não adianta vir com aquele argumento que antivírus influi na performance de sua máquina. Na verdade TODOS eles, em maior ou menor grau, de fato o fazem. Mas se você prefere uma máquina "veloz" e insegura, é problema seu.
Não esqueça também que manter o seu sistema operacional sempre atualizado, é ítem indispensável para diminuir os riscos à segurança.
Clique aqui para saber como funcionam e como se defender dos spywares na opinião da Symantec.
Qualquer notícia ou evento que chame a atenção do mundo digital ou real, seja ela boa ou aterrorizante é o suficiente para atiçar a sanha dos vermes digitais. Portanto, esteja especialmente atento às solicitações de doações ao Haiti que chegam por e-mail. Leiam aqui as oportunas recomendações de ASF@Web sobre o assunto.
Com a proximidade das festas de fim-de-ano e com as lojas online entupindo seu e-mail com ofertas interessantes, é importante não perder de vista a segurança nas compras efetuadas pela web.
Vale então consultar este guia elaborado pela RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa). Ele contém informações valiosas que podem evitar dores de cabeça.
Um relatório de pesquisa realizada pela empresa de antivírus McAfee, aponta quais termos utilizados em ferramentas de busca, trazem mais risco ao usuário, de contaminar-se com malwares.
Screen savers, free games, work from home, Olympics, videos, celebrities, music and news.
Além destas, figuram termos como: word unscrambler, lyrics, myspace, free music downloads, phelps, game cheats, printable fill-in puzzles, free ringtones and solitaire.
Pena que a pesquisa inclua apenas palavras e termos na língua inglesa. Mas quem procura estas coisas, e de fato deseja encontrá-las, vai utilizar o inglês também. Daí, vale o aviso divulgado pela CNN.
E não é mentira não, apesar do primeiro de abril. Trata-se do Conflicker, um vírus que tem payload marcado para amanhã. É um malware perigoso, com potencial de sequestrar seu HD e cobrar para desbloqueá-lo. Mas segundo especialistas, se as atualizações de sistema operacional e antivírus estão em dia, será um dia normal para muita gente. Em todo caso, não custa nada dar uma passadinha aqui e aprender como se proteger.
A peste digital da hora, parece ser o malfadado Conficker, que em apenas 4 dias, triplicou o número de máquinas infectadas na web. Trata-se de um malware perigosíssimo, que parece possuir ao menos 3 maneiras de contaminar seu PC (leia o link). Uma delas, chama a atenção, pois se utiliza de um recurso "legítimo" do Windows, que supostamente foi concebido para "facilitar sua vida": a chamada "Reprodução Automática", ouautorun. É aquele recurso que aparece, quando você insere um CD/DVD no drive ou um pen drive/HD portátil em uma porta USB. Com o surgimento cada vez mais intenso de pragas virtuais, com o potencial de deixar seu Windows/PC à mercê dos bandidos digitais, há que se tomar algumas precauções, além de investir em um bom antivírus/firewall.
Já sei! Já sei! Há de aparecer alguém para dizer que o Windows, por projeto, é uma porta aberta a ataques digitais e blá, blá, blá. Nada justifica, obviamente, que a deixemos escancarada. Ele com efeito, é o sistema operacional mais vulnerável, até mesmo pelo fato de que máquinas equipadas com outras plataformas, desde que mal configuradas e/ou utilizadas de maneira ingênua, também podem igualmente ficar vulneráveis. Mas ao que parece, nada se compara ao Windows. Nenhum outro sistema operacional, em sua própria arquitetura, possue mais brechas de segurança que o Windows (só espero que o Fake Steve Jobs não apareça por aqui para fazer proselitismo). ASF@WEB, contenha-se também! ;-)
Portanto, desabilitar o autorun, é uma providência importante. E isso, já há algum tempo. Como não sou mais usuário de Windows, nem deveria estar me preocupando com isso. O Mac está à salvo deste tipo de ataque. Mas, pensando nas demais almas ainda "penadas", sinto-me na obrigação de dar a dica para que desativem seu autorun. Perde-se a Reprodução Automática (qual exatamente a vantagem em mantê-la?) e ganha-se um pouquinho em segurança.
OBS: como não mais utilizo o Windows, esclarecimentos adicionais não estão garantidos. Há muito, já esqueci como acessar alguns comandos específicos da plataforma. Se complicar muito na dúvida, pedirei ajuda aos universitários. E pelo amor de Deus! NADA sei de Vista!
Mais um golpe de scam. E este, é para quem tem algum perfil no Orkut, a rede social do Google. A mensagem chega igualzinha aquelas que os usuários da rede recebem, quando alguém deixa algum recado em seu perfil. Toda a formatação da mensagem é perfeita. Muito convincente. E pede, é claro, que você clique num link contido na mensagem, que diz enviá-lo para alguma nova comunidade. O perigo está no fato de que, quem supostamente manda a mensagem, é um real membro de seu grupo de amigos no Orkut.
Mas ao botar o mouse sobre o link, aparece o destino provavelmente patife.
Se clicar, já sabe. Além de fornecer todo o seu catálogo de endereços para o scam continuar se propagando, vai instalar um cavalo de tróia para roubar senhas e toda aquela série de crimes, que já deveriam estar botando muita gente na cadeia.