Do jornal Metro (edição belga em francês, de hoje 10/12/20013) que me arrisco a traduzir.
Viajar ao Brasil durante o Mundial? Boa sorte!
Rio de Janeiro - Viajar em pleno Mundial ao Brasil corre o perigo de se tornar um calvário. Sobretudo para os "gringos" do mundo inteiro não-iniciados nas engraçadas sutilezas du transporte aéreo local.
Viajar ao Brasil não é coisa pouca. Ao sol, as estradas são arruinadas, muitas vezes em mau estado. Os trens não existem. As grandes cidades ficam rapidamente engarrafadas, consquência da falta de metrôs e da entrada em circulação de 10 mil novos carros por dia em todo o país. E não há, de verdade, alternativa razoável ao avião para atravessar este país continente, de 200 milhões de habitantes, com aeroportos muitas vezes obsoletos, saturados, e faltando ligações aéreas domésticas. O Brasil deverá, portanto, receber 600 mil torcedores estrangeiros durante a Copa (de 12 de junho à 13 de julho).
Um torcedor do Brasill que queira seguir a Seleção durante a fase do grupo (NT: primeira fase) não vai melhorar seu balanço (de emissão) de carbono; após a partida de abertura em São Paulo (Sudeste), ele deve voar para Fortaleza (Nordeste) a 2.370 km de distância, depois seguirá para Brasília (Centro-Oeste), a 1.700 km. Ele pode sempre optar pelo ônibus. Mas, cada viagem vai demorar, no mínimo, 24 horas. É a realidade do Brasil, um país 17 vezes maior que a Espanha. E amarrado às particularidades locais. O torcedor alemão ou japonês não pode imaginar, por exemplo, que vai poder comprar um vaga num voo doméstico pela internet com seu cartão de crédito. Pois, no momento de clicar o último quadradinho, o site da companhia aérea brasileira vai exigir obstinadamente um número de identificação fiscal, o CPF, que só os residentes (no Brasil) são portadores.. Sem CPF, nada de ticket eletrônico. E ainda com o risco de descobrir que os voos estão lotados ou que eles custam o preço de uma ida e volta para Paris ou Miami!
O governo tenta negociar, com as companhias aéreas domésticas, um aumento de seus voos diários durante o Mundial e a implantação de novas ligações à preços acessíveis. Depois do sorteio dos grupos do Mundial na sexta, "a oferta de voos será revista", com preços mais baixos, promete um porta-voz da Associação Brasileiras de Companhias Aéreas (ABEA). A ABEA garante que as companhias brasileiras "tem a capacidade" de atender a alta demanda durante o Mundial. E julga que "não é viável", por razões de custos, a idéia de permitir as companhias aéreas estrangeiras de garantir os voos domésticos durante o Mundial.
_____________________
Recife, sua praia, suas crateras
Recife - As seleções que jogarão no Recife e seus torcedores devem rezar para que sejam melhores as condições do trajeto que liga a cidade litorânea ao estádio. Durante a Copa das Confederações, a Espanha e o Uruguai sofreram um martírio: duas horas para percorrer 30 km cheios de crateras (NT: a expressão usada em francês é nids d'elephant, algo como um ninho de elefante, uma cratera tão grande que pode ser comparado a uma cama de elefante) inundadas pela chuva torrencial, em meio à assombrosos engarrafamentos. Inquietante, então, porque a Copa das Confederações, normalmente, serve de ensaio antes do Mundial. Até agora, a situação continua críticas. "O Brasil perdeu a oportunidade de repensar a infraestrutura das suas grandes cidades", analisa Chris Gaffney, um urbanista americano que estuda o impacto dos grande eventos esportivos.
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
F1 2013
Para os malucos por Fórmula 1 e/ou games, chegou o surreal F1 2013, que, além do campeonato do corrente ano, contará com carros, pilotos e pistas dos anos 80 e 90.
A riqueza de detalhes do trailer só aumenta a vontade de comprar e acelerar ainda hoje.
Luz verde!!!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Som de Senna
A Honda, antecipando a sua volta à Fórmula 1 em 2015 (como fornecedora de motores), inciou uma campanha publicitária baseada na história "volta mágica" de Ayrton Senna no GP do Japão de 1989, em Suzuka.
E não tem como deixar de se arrepiar ao som da cavalaria nipônica do McLaren-Honda MP 4/5, conduzido pelo maestro Senna.
E para quem quiser mais, a volta foi recriada em 3-D aqui.
Haja coração!
domingo, 29 de setembro de 2013
Aposentadoria prematura ou por invalidez?
Como fã da Fórmula 1, me dói escrever sobre a provável saída de Felipe Massa do palco da principal categoria do automobilismo mundial.
Acompanho sua carreira desde a desastrosa estréia pela Sauber em 2002 (foi substituído no meio da temporada), incluindo a volta em 2004 e 2005 pela mesma equipe (duas boas temporadas) e a triunfal ida à "mãe" Ferrari, de cuja escola de pilotos ele descende.
Dois bons anos (2006 e 2007) e um maravilhoso 2008, quando quase saiu do limbo dos pilotos não-campeões.
Sua marca era uma pitada de agressividade, algo juvenil até.Mas uma mera mola, arremessada do carro de Barrichello no treino do GP da Hungria de 2009, mudou toda a história, interferindo no seu próprio curso e talvez no de todo o automobilismo brasileiro.
Traumatismo crânio-encefálico, com afundamento frontal esquerdo aberto, foi o diagnóstico dado em Budapeste, tendo sido feita craniotomia descompressiva.
A segunda parte do tratamento neurocirúrgico, a cranioplastia, foi executada algumas semanas depois em São Paulo, tendo havido então o vazamento de algumas informações através da rádio-cipó, fonte inesgotável e nada confiável de fofocas.
Massa teria tido contusão cerebral, bifrontal, discreta e de predomínio à esquerda. Usou anti-convulsivante profilático por 6 meses e analgésicos opióides por mais tempo, segundo as mesmas obscuras fontes médicas.
O fato é que, a partir de 2010, a performance do piloto paulista esteve sempre muito aquém do seu colega de Ferrari, Fernando Alonso: de 0,4 a 0,7 segundo mais lento a cada volta! Uma eternidade, no mundo da Fórmula 1.
Hoje me ponho a pensar se Massa não deveria ter se aposentado logo após o acidente, pois nas últimas quatro temporadas nada mostrou na pista que justificasse a sua permanência na categoria máxima do automobilismo.
Mesmo no mundo maravilhoso criado pela Rede Globo, a fantasia com que Galvão Bueno e seu séquito acéfalo querem lavar nossos cérebros não mais convence, nem sequer aos neófitos no esporte motorizado.
Apesar de dispor de milhões de dólares de patrocinadores, equipe alguma parece ter real interesse no nosso Massa. Vide toda a impressa especializada mundo afora.
Triste ocaso de um rápido e simpático piloto que quase foi campeão.
Quase!
domingo, 15 de julho de 2012
McLaren em desenho animado
Seguindo a tendência de marketing do Barçatoons, a equipe britânica de Fórmula 1 McLaren lançou o primeiro episódio da animação da série Tooned, estrelada pela sua dupla igualmente britânica de pilotos campeões, Lewis Hamilton e Jenson Button.
O primeiro dos 12 cartoons, Wheel Nuts, realça a competição interna entre os pilotos.
Os patrocinadores parecem ter encontrado uma boa maneira de potencializar a visualização de suas marcas, enquanto os entusiastas do automobilismo ganham diversão adicional.
A produção é da Framestore Studio, a mesma do filme A Bússola de Ouro (Oscar de efeitos visuais em 2007).
Vale a pena checar!
sábado, 16 de junho de 2012
Acidente terrível em Le Mans
A tradicional corrida automobilística 24 Horas de Le Mans foi interrompida hoje por 3 horas devido a um espetacular acidente envolvendo a Toyota pilotada pelo inglês Anthony Davidson e a Ferrari do italiano Piergiuseppe Perazzini.
Apesar do voo da Toyota e das capotagens, ambos os pilotos estão bem.
No momento da postagem, a Audi pilotada pelo português Pedro Lamy seguia liderando com folga a edição de número 80 desta prova, que é disputada desde 1923.
Fico sem entender, ano após ano, porque a mídia esportiva brasileira dá tão pouca atenção a esta corrida tão importante.
No nosso país, só dá notícia o que é pago?!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A metade da maçã
O projeto de dividir um carro de Fórmula 1 da equipe Sauber em duas metades exatas, como uma maçã, levou dois anos da ideia até a plena execução, e redundou neste vídeo super-interessante, apresentado pelo próprio projetista Matt Morris.
Um verdadeiro deleite, para os aficionados pelo automobilismo e pela simetria.
PS: pinçado do Blog do Fábio Seixas.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Talento brasileiro, medalhas belgas
Ao nascer, em 1987, numa pobre família em Poção das Pedras, no centro do Maranhão, ela recebeu o nome de Ana Maria Pereira da Silva. Era uma bebê doente e estava condenada, assim como milhares de crianças, a entrar nas estatísticas brasileiras dos que não chegam a completar um ano de vida. A grande mudança foi que ela acabou sendo adotada aos dois meses de idade, por uma família belga. Ao vir para a Bélgica, Aagje conseguiu se tornar uma criança saudável e a mãe adotiva, Hilde Walleghem, notou nela o talento para o esporte. A pequena maranhense já aos seis anos participou do primeiro torneio de ginástica. Em 2001 foi eleita a jovem promessa atlética da Bélgica. Daí em diante, Aagje seguiu uma carreira que durou onze anos - com participação nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004 (23° lugar), medalhas em competições internacionais e diversas finais em Campeonatos Mundiais e Europeus de ginástica.
Este ano, ela anunciou o fim da carreira. Os motivos são o cansaço e uma sucessão de lesões, como as que a afastaram do sonho olímpico em Pequim 2008.
Aagje é uma celebridade. O anúncio da aposentadoria dela, há cerca de um mês - um pouco antes do torneio classificatório para Londres 2012 - comoveu a Bélgica e ganhou espaço nas capas dos jornais e manchetes de TV. Com mais tempo, Aagje tem agora uma agenda cheia de eventos e deve, em breve, participar como apresentadora de um programa de TV.
Antes disso, ela estará num dos mais populares emissões da TV flamenga, o All you need is Love. Trata-se de uma série em que a produção promove encontros-surpresa de belgas com família, amores e amigos fora do país. A idéia do programa surgiu a partir da notícia, publicada em jornais, que Aagje, um dia, foi surpreeendida com um pedido de amizade no Facebook: "Olá, eu sou sua irmã. Você quer me aceitar como amiga?" ; Era uma das irmãs brasileiras de Aagje. "Eu fiquei em choque. Há anos perdi contato com minha família biológica, porque eles se mudaram do norte do Brasil para Brasília", contou a atleta. Até então, Aagje tinha ido apenas uma vez ao interior do Maranhão visitar a família. E isso já fazia mais de 15 anos. Os contatos no Facebook se intensificaram mesmo com a dificuldade de idioma - Aagje não fala nada de português e a irmã sabe um pouco inglês. Mas, o caso acabou gerando o interesse do programa All you need is Love. Numa viagem de uma semana ao Brasil, foram gravadas cenas em Brasília e Poção das Pedras. Entre essas cenas, o reeencontro de Aagje com mãe e irmãos brasileiros, que não sabiam que ela os visitaria. O resultado vai ao ar em breve.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sobre homens e meninos
Piquet; 1992
A vindoura estréia do piloto brasileiro Rubens Barrichello, renegado da Fórmula 1, nos circuitos ovais da Fórmula Indy tem sido tratada pela mídia brasileira como um verdadeiro pastelão.
Medo é a palavra de ordem: o piloto declara ter muito receio de correr nos ovais, a esposa do piloto pede a Deus pela integridade física de Rubinho e até o direito de treinos extras foi obtido com a eterna atitude de bebê chorão, adotada por Barrichello provavelmente desde que deixou o útero materno.Por coincidência, há exatos 20 anos, outro brasileiro recém-desempregado da Fórmula 1, Nelson Piquet, ao treinar para a mais famosa corrida em ovais dos EUA, as 500 Milhas de Indianápolis, sofreu um terrível acidente que lhe custou 30 dias de internação e uma sequência de cirurgias em ambas as pernas, tendo inclusive amputado um dedo.
Com seu famoso humor negro, Piquet declarou em entrevista a Reginaldo Leme, não muito tempo após o acidente: "É uma unha a menos para cortar"!
E assim, com muita morfina e fisioterapia, o piloto voltou a correr em Indianápolis no ano seguinte, tendo largado em décimo-terceiro lugar e abandonado por problemas de motor.
Para os fãs do automobilismo, a história por si só mostra qual a real diferença entre um piloto tri-campeão e um eterno bebê chorão.
Piquet; 1993
sexta-feira, 20 de abril de 2012
No Bahrain, assim como no Brasil

Imagem: AFP
Os treinos livres para o GP do Bahrain de Fórmula 1 seguem recheados de notícias de ataques, insegurança e manifestações.
As equipes Force India e Sauber já tiveram seus membros envolvidos em situações de risco, inclusive com ataques de coquetéis molotov.
A primeira resolveu antecipar o retorno de toda a equipe ao hotel, ainda na luz do dia, tendo que sacrificar a participação na parte final do treino.
Curiosamente, o Brasil é mencionado por quase todos do circo da Fórmula 1 como exemplo de lugar de risco semelhante.
Algumas declarações interessantes:
"Estar no paddock parece não ter problema. Fora daqui, acho que há um risco, mas há risco a qualquer lugar que vamos. Quando vamos ao Brasil, não é o lugar onde queremos estar, dependendo da área. Mas não é um grande problema."
Sebastien Vettel; bicampeão mundial; Red Bull
"Se isso está certo ou não, eu realmente não sei. É difícil dizer. Não sou um político, sou um piloto, mas isso não deveria estar acontecendo, deveria?"
Nico Hulkenberg; Force India
“É o mesmo que a gente faz no Brasil, que é tentar o máximo possível não ser um alvo. Então, não deixa o passe [do carro] grudado no vidro, não anda com roupa da equipe enquanto está na rua... E dentro do hotel e da pista está beleza. São medidas que tomamos no Brasil também, mas, claro, se fosse mais tranquilo seria melhor.”
Bruno Senna; Williams
Parece que no Bahrain, assim como no Brasil, viver numa bolha pode ser a solução.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Neoimperialismo e alienação

Imagem: AFP
Muito me entristecem as notícias oriundas do Bahrain, onde será realizado o Grande Prêmio de Fórmula 1 no próximo final-de-semana, apesar da instabilidade política e das manifestações violentas dos rebeldes contra a corrida.
Ignorar os atos de violência, os relatos de tortura e de violação dos direitos humanos e insistir no GP caracteriza uma situação tipo "topa tudo por dinheiro".
Algumas emissoras de TV da Alemanha, da Finlândia e do Japão se recusaram a ir, assim como muitos repórteres e uns poucos membros das equipes (o cozinheiro da Williams, por exemplo).
Até o parlamento britânico se manifestou contra a realização da prova.
O meu espanto não é com a posição dos dirigentes da categoria (quem espera civilidade de um Bernie Ecclestone?) e sim com a atitude de cordeiro das equipes e dos pilotos.
Não haverá entre eles um apenas que tenha hombridade?
Criar uma ilha da fantasia numa terra assolada por abusos políticos não é propriamente o objetivo de nenhum esporte.
E apesar de ter visto todas as corridas nos últimos anos, me recuso a assistir esta.
Espero que muitos fãs do automobilismo tenham a mesma atitude, mundo afora.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Guerra civil?

Imagem: Reuters
A polêmica sobre a realização ou não do GP do Bahrain, já abordada aqui no Flanar, parece ter chegado ao fim com a confirmação oficial da corrida para o próximo dia 22.
Segundo o chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, o esquema de segurança extra a ser ativado no Bahrain será semelhante ao que é usualmente utilizado no Brasil (vide UOL Esporte).
Afinal, não estamos também em guerra civil?!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Campanha anti-GP do Bahrain

Como apaixonado pela velocidade e pela Fórmula 1, vejo com perplexidade a situação de enorme risco a ser assumido caso seja realizado o GP do Bahrain, no próximo dia 22.
A situação instável do país, governado há 229 anos pela família Al-Khalifa e sacudido desde 2011 por protestos, ocupações e manifestações pacíficas e violentas, assim como por atos de vandalismo e sabotagem, já impediu a realização da corrida no ano passado e criou uma enorme animosidade dos "rebeldes" em relação à Fórmula 1.
Chega a ser ridículo insistir em realizar uma corrida num país que encontra-se em pleno conflito civil, apenas para que o Sr. Bernie Ecclestone e sua diminuta corte venham a lucrar mais uns milhões de dólares.
E é um absurdo maior ainda assistir a passividade das equipes e a alienação dos pilotos em relação a tudo isso.
Se faltam escrúpulos no capitalismo, também está faltando bom senso e testosterona nos homens que comandam esta categoria do automobilismo.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Coração sobre duas rodas
Ao escrever ontem sobre a vitória de Tom Boonen na Volta de Flandres, acabei não relatando a emoção dos quilômetros finais da corrida. Hoje compartilho com vocês, pois foi quase como uma final de Copa do Mundo. Boonen conseguiu se manter calmo entre dois italianos e vencer pela terceira vez a Ronde van Vlaanderen. Mesmo para quem não entende a narração em neerlandês, é possível sentir esse clima que toma conta dos fãs do ciclismo na Bélgica.
domingo, 1 de abril de 2012
Mal de Azar

Foto: Tom Dib
Maguila, o boxeador brasileiro aposentado, sempre nos divertiu com seus comentários bem próprios e muitas vezes absurdos.
A notícia veiculada há 2 anos de que ele seria portador da Doença de Alzheimer de certa forma o silenciou, interrompendo inclusive uma nova carreira, a de sambista (?!!).
Pois hoje o nosso Maguila, aquele que ousou subir no ringue com (ou melhor, contra) Evander Holyfield e George Foreman, revelou em entrevista ao UOL Esporte que não toma os remédios para combater o mal, e que também é contra o UFC.
Leia alguns fragmentos abaixo:
“Para mim, aquilo é briga de rua. O cara joga o outro no chão e bate até sangrar. Se o juiz não separar, mata o cara” (sobre o UFC)
“Não tem nada de Mal de Azar [Alzheimer]. Minha mãe morreu com 89 anos com Mal de Azar, e todas as irmãs dela têm Mal de Azar. Vai morrer tudo com isso. Eu estou bem, graças a Deus. Eu tenho é muita safadeza” (sobre a doença)
Para mim, a entrevista deixou bem claro que Maguila faz falta ao Brasil.
E muita!
Um flandrien

Um (quase) país sobre duas rodas
A Ronde acontece há quase 100 anos. Começou em 1913, mas foi interrompida entre 1915 e 1918 por causa da I Guerra Mundial. Assim a edição deste ano é a de número 96. A largada 2012 foi há pouco da praça central de Brugge e o percurso tem cerca de 280 km por mais de 20 cidades e vilas flamengas. Fomos ver, agora há pouco, a passagem dos 199 ciclistas aqui pelo nosso bairro em Brugge - onde fiz a foto acima.
É algo impressionante pelo aparato em torno da prova. Ciclismo profissional tem mais prestígio e talvez até mesmo mais patrocínio publicitário que Fórmual 1 nesta parte da Europa. Hoje são mais de 300 jornalistas que cobrem a Ronde - e isso inclui trasmissão vivo de rádio e TV em diversos canais europeus.
Os flamengos, em particular, são loucos por este esporte. E são praticantes amadores e torcedores tão fanáticos quanto os de futebol. Não é para menos: os flamengos têm fama no ciclismo como os brasileiros têm nos gramados. Há mesmo um termo para um craque flamengo do ciclismo: flandrien.
Ontem, um dia antes da Ronde oficial, mais de 15 mil pessoas participaram da competição entre amaradores no mesmo circuito da competição profissional.
E assim, os flamengos mantém a esperança de seguir sendo a elite do ciclismo belga e mundial. Na Ronde mesmo, os neerlandofonos são a maioria dos 67 belgas vencedores da Volta de Flandres (no ranking aparecem ainda Itália 10 vezes, Holanda 9, França 3, Suíça e Alemanha 2 vezes cada, e EUA e Dinamarca 1 vez cada).
E em dia de Ronde, todo mundo segue na frente da TV, em animado almoço, com a família e amigos, que vai durar a tarde toda.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Números e fatos

Gráfico: Thiago Pomkerner
A grande polêmica levantada pela revista italiana Autosprint sobre a iminente demissão do piloto brasileiro Felipe Massa da Ferrari por incompetência, movimentou tanto a imprensa esportiva séria quanto a "marronzista" na Itália e em toda a Europa, durante esta semana.
O fato é que o desempenho de Massa tem sido tão inferior ao do companheiro de equipe Fernando Alonso, que o gráfico acima, feito pelo engenheiro Thiago Pomkerner e exibido no Blog do Fábio Seixas, mostra o abismo entre os tempos das voltas dos dois pilotos no GP da Malásia de Fórmula-1, no último domingo.
Especialmente a partir da décima-terceira volta, a diferença de rendimento foi tão significativa que redundou no absurdo gap de 1 minuto e 37 segundos na linha de chegada. E o pior de tudo foi que Alonso venceu e Massa ficou apenas na décima-quinta posição.
Algo mágico precisa acontecer, ou não teremos mais pilotos brasileiros na Fórmula 1 em 2013.
Ou ainda em 2012?!
domingo, 25 de março de 2012
Cadê o consolo?
Quando Belém deixou de ser escolhida como sub-sede da Copa do Mundo de 2014, essa vergonha que está drenando bilhões de reais que poderiam ser utilizados em coisa útil, o mundinho paraense veio abaixo. A governadora Ana Júlia pagou caro por isso, mas foram prometidos alguns prêmios de consolação, tais como usarem a nossa estrutura (inegavelmente superior à de Manaus, hoje) para treinos e sediarmos a Copa América. Mas, segundo a imprensa, o evento internacional não mais será realizado aqui.
E agora? O governador Simão Jatene será cobrado por isso? Alguém dirá que faltou "articulação política" e "competência", mote empregado pelos próprios tucanos na hora de fazer campanha?
Enfim, Belém perdeu naquela época e perdeu de novo. Motivos existem, mas a minha pergunta continua a mesma: não deveríamos estar mais empenhados em construir o nosso futuro independentemente de fatores externos, ainda mais aqueles para os quais só existem negociatas entre cabeças coroadas que sequer sabem onde fica o Pará?
E agora? O governador Simão Jatene será cobrado por isso? Alguém dirá que faltou "articulação política" e "competência", mote empregado pelos próprios tucanos na hora de fazer campanha?
Enfim, Belém perdeu naquela época e perdeu de novo. Motivos existem, mas a minha pergunta continua a mesma: não deveríamos estar mais empenhados em construir o nosso futuro independentemente de fatores externos, ainda mais aqueles para os quais só existem negociatas entre cabeças coroadas que sequer sabem onde fica o Pará?
domingo, 18 de março de 2012
Tempo nublado

Senna e Massa (imagem: LAT Photografic)
A primeira prova do campeonato 2012 de Fórmula Um, disputada na Austrália nesta madrugada, expôs com clareza aos olhos de todos a complicada situação dos dois pilotos brasileiros que a disputam, Felipe Massa e Bruno Senna.
Ambos tem sido, desde os testes da pré-temporada, muito mais lentos que seus companheiros de equipe, Fernando Alonso e Pastor Maldonado, respectivamente, e deram show de má performance tanto nos treinos de sábado quanto, principalmente, na corrida.
Massa nunca mais foi o mesmo desde o acidente sofrido na Hungria em 2009, quando foi atingido na cabeça por uma mola oriunda de outro carro (coincidentemente, do Barrichello). As más línguas da neurocirurgia paulistana (o piloto fez sua segunda cirurgia em São Paulo) falaram (e muito) na época em contusão dos lobos frontais e cefaleia crônica, o que teria gerado uso frequente de analgésicos opioides.
Mas, boatos a parte, Felipe nunca mais venceu ou mesmo superou de forma clara o temido companheiro Alonso.
Quanto ao Bruno Senna, infelizmente o problema parece ser mesmo de capacidade de pilotagem. Apesar das chances abertas pelas chaves douradas do patrocínio, o sobrinho de Ayrton Senna (um dos melhores de todos os tempos) tem se mostrado, na melhor das hipóteses, um piloto medíocre.
Imagino que, diante do cenário exposto e da impossibilidade quase que absoluta de reversão ainda no ano em curso, a transmissão das corridas de Fórmula 1 no Brasil estará seriamente comprometida em 2013.
Para os brasileiros fãs deste esporte, só resta lembrar das luminosas manhãs de domingo vividas nas décadas de 80 e 90 e esperar pela minguada geração vindoura.
PS: a vitória de Jason Button foi espetacular e o equilíbrio parece ter voltado de vez às pistas.
Assinar:
Postagens (Atom)