Há poucas semanas on-line, o Adobe Museum of Digital Media (AMDM) merece uma visita. Inteiramente virtual, o museu é consagrado às mídias digitais e concebido para reproduzir a experiência sensorial de um museu tradicional. É um espaço interativo para preservar obras multimídia, estimular a criatividade e novas experiências, assim como servir de forum de discussão sobre a inluência cultural dos suportes digitais. O museu apresenta programas e obras no campo da arte visual, do cinema, da performance, do design, da arquitetura e das chamadas mídias sociais. A primeira exposição é do artista americano Tony Oursler, que explora as relações entre seres humanos e tecnologia. Para dezembro, a agenda marca a exposição da japonesa Mariko Mori, figura de ponta das artes interativas, e para a primavera, o artista convidado é o americano John Maeda, da Rhode Island School of Design.
Sou um colecionador das Google logos. Toda vez que o Google muda sua forte logomarca em datas comemorativas, confesso que copio e guardo em uma única pasta. Tenho quase uma centena delas. E quem desejar fazê-lo também, nem precisa voltar no tempo. Basta clicar aqui. É onde você encontrará TODAS as Google Logos criadas desde 1998. Saiba que o responsável por elas é o genial artista gráfico Dennis Hwang. E saiba também, que estas logomarcas comemorativas do Google, são chamadas de doodles. Gostou? Aproveite e visite também o Google Logo Museum.
Já que os flaneur´s estão de folga hoje, certamente curtindo o recato de suas casas de praia e campo, resta-me aproveitar o terreno vazio e engrenar o 3.o volume, movido pela vontade de prestar uma homenagem: resgatar o nosso Elton John do samba brasileiro.
Uma sábia frase ocorreu-me de bate pronto: levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Um inside que enseta uma história triste.
A referência de memórias em questão tem como endereço o cantor, instrumentista e excepcional compositor Benito de Paula, assolado, até hoje, pelo martírio das drogas: cocaína!
Faço-o por um motivo muito simples: conheço de cor e salteado todas as músicas de de Paula. Todas, em minha modesta opinião, lindas. Adoro-as.
Gravei nos neurônios numa temporada de 30 dias numa casa a quatro passos da Fonte do Caranã, no balneário de Salinópolis (PA) as músicas de Benito. Jamais as esqueci. Tinha 10 anos de idade e as escutava num gravador Phillips.
O senão dessa história é ainda mais triste e tem como protagonista a TV Record de São Paulo.
A rede daquele que se considera o interlocutor de Deus na terra, protagonizou uma das mais constrangedoras cenas que jamias vi. Não entrarei em detalhes, porém, registro o meu protesto à essa nefasta forma de conquista de audiência.
Resumindo: humilharam Benito de Paula.
Ao contrário dos vendilhões de almas, eu façao com muito orgulho o resgate desse gênio atormentando do samba brasileiro que introduziu o sofisticado arranjo pianístico à um gênero que apesar de popular, gerou, soube depois, narizes torcidos de críticos musicais que usam a idefectível gravata borboleta.
Curtam a minha homenagem ao Elton John do samba brasileiro.
P.S.: A arte-criação dos bolachões é de autoria sob minha supervisão do melhor webdesigner de Brasília. O nome dele é Dgeison e é um cara fora de série. Trabalhamos juntos há três anos e o amigo me surpreende pelo talento a cada dia de nossa rotina.
Por volta de 1998, nós internautas comuns, ainda nos debatíamos com modems e um acesso à internet precário. Linhas telefônicas caíam com irritante frequência, velocidades de carregamento de páginas indecentes, downloads então, era melhor nem fazê-los. E se o fizéssemos, era melhor que fosse através dos softwares gerenciadores de download, para não perder os links e principalmente a marcha do download que era toda reiniciada em caso de queda da linha telefônica. Nesta época, na Alemanha, foi criada uma empresa de webdesign que surgia para o mundo com suas fantásticas habilidades com animações em Flash. Daquelas que hoje em dia pipocam feito moscas em nossos navegadores. Mas, naquela época, a Eye4You sobressaía pela criatividade, bom gosto e show de animações. Revisitando-a quase 10 anos depois, percebo que o sítio continua absolutamente incrível. Contudo, analisando seus links em profundidade, observamos que parece ter deixado de ter clientes desde 2003. É possível que talvez a empresa nem mais exista e que o sítio tenha permanecido como uma espécie de memorial da época em que as animações começavam a explodir em nossos navegadores. Tem também um link para o download de um protetor de tela que infelizmente só funciona para Win 9X. Na época era um screensaver fantástico. Pena que não tenha sido atualizado. Enfim, tudo leva a crer que talvez a porta de entrada da empresa tenha sido tudo o que restou de uma iniciativa pioneira. Mas o sítio permanece verdadeiramente um ícone. Um marco do webdesign. Não perca tempo. Visite já a Eye4You. E não deixe de clicar em nenhum de seus links para ver a mágica das animações em flash e a perfeita usabilidade do sítio.