segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Após o PAN, h/a paz?

Enquanto aguardamos a decisão da extradição ou não do narcotraficante que vivia no Brasil vamos dar uma olhada na notícia do Ricardo Noblat, do Globo- on line de 11 de agosto:

Direito dos lutadores cubanos foi ignorado

A decisão brasileira de mandar de volta para Cuba os boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara “ignorou a relevância da questão dos direitos humanos” e deixou de lado uma longa tradição diplomática brasileira. E se os dois voltaram por vontade própria, como se informou, então o Brasil não aproveitou as relações especiais que tem com o governo de Fidel Castro, para cobrar daquele país garantias de que os repatriados e suas famílias teriam sua dignidade e seus direitos integralmente respeitados. Ao fazer essa avaliação, ontem, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer enfatizou que, em vários momentos do caso, as autoridades brasileiras não levaram em consideração a Constituição do País.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ignorado por que? Bastava terem pedido asilo no país, ou na embaixada americana. Pelo que li os pugilistas tiveram entrevista inclusive com a OAB. Esse Noblat é um pulha mesmo.

Anônimo disse...

É coisa do DEM, que tá doido pra ser mídia nacional. Como não aparece, apela.

Oliver disse...

O governo brasileiro assume que repatriou os cubanos. É certo que perante as leis cubanos eles cometeram um erro grave. A imprensa brasileira teima em apelidar Fidel de ditador, coisa que nem jornal norte-americano que presta se atreve a escrever. Coisa de cristão-novo, ou de quem se pretende mais real que o rei. Ignoram, contudo, que o país vive em guerra (fria) até hoje com os EUA, e, como qualquer país nessa situação é compreensível que o direito de ir e vir seja restrito (os próprios norte-americanos são proibidos por lei de visitar a Ilha). Cabe, certamente, ao Itamaraty cobrar do governo cubano uma posição sobre os boxeadores.
A propósito, foram tres deserções, dois arrependimentos, onde está o terceiro?