sexta-feira, 25 de março de 2011

Mistério revelado


Imagem: Ben Stansall/AP

Durante 35 anos Fiona Walker foi anonimamente famosa.

Tudo começou em 1976, aos 18 anos, quando ela foi convencida pelo namorado a posar para um ensaio de fotografias sensuais, na Universidade de Birmingham.

Uma das fotografias virou pôster e vendeu mais de 2 milhões de unidades, tornando-se uma das imagens mais famosas do universo esportivo e um dos pôsteres mais vendidos de todos os tempos.

Agora Fiona, aos 52 anos, resolveu revelar a sua identidade e que não gosta de tênis. Contou que as bolinhas espalhadas na quadra pertenciam ao seu cachorro, que o boné era do seu pai e o vestido emprestado. E que não recebeu um centavo sequer pelas fotos.

Penso que talvez a manutenção do mistério tivesse sido bem melhor e que a enigmática e sensual tenista sem rosto, que povoou o imaginário de muitos por décadas, tivesse permanecido anônima e jovem por toda a eternidade.

6 comentários:

caio disse...

Guga? Sharapova? Kafelnikov? Hewitt? Agassi? Ferrero? Henin? Sampras? Serena? Clijsters?

Que nada. Passei a curtir tênis lá na minha pré-adolescência por causa dessaí. A audiência que esses (e outros que surgiram depois) passariam a ter de mim deve-se muito a ela! Hehehehehe. Há dez anos não a via, quase fui às lágrimas!

Val-André Mutran  disse...

Scylla será que o namorado. Dublê de fotógrafo e um "santo sacana" de catiguria: provou a fruta, fotografou, pegou a grana dos posteres e depois a abandonou?

Homem do Norte disse...

Taí Val. Achei que você fosse só advogado. Tem sentido. Digo mais. Eu convocaria Arthur Conan Doyle para investigar o caso, meu caro Scylla.

Scylla Lage Neto disse...

Caio, eu mesmo nunca tive o pôster, mas não posso negar que o desejei muito.
Um abraço.

Scylla Lage Neto disse...

Val, parece que o namorado vendeu as fotos do dito ensaio por uma mixaria para uma empresa de nome Atena, que transformou a foto em pôster. A grana deve ter ficado com a poderosa firma.
Um abraço.

Scylla Lage Neto disse...

Elementar, meu caro Roger!
Eu insisto que o mistério deveria ter permanecido sem rosto. O encanto está nas nossas imaginações.
Abraços.